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LITURGIA DIÁRIA

LITURGIA DIÁRIA - REFLEXÕES E COMENTÁRIOS

Diário de Domingo 27/01/2013





Domingo, 27 de janeiro de 2013
Dia da Santa Ângela Mérici


“Quem teme ser vencido, tem certeza da derrota.” (Napoleão Bonaparte)



EVANGELHO DE HOJE
Lc 1,1-4.4,14,21


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!


 1Muitas pessoas já tentaram escrever a história dos acontecimentos que se realizaram entre nós, 2como nos foram transmitidos por aqueles que, desde o princípio, foram testemunhas oculares e ministros da palavra.
3Assim sendo, após fazer um estudo cuidadoso de tudo o que aconteceu desde o princípio, também eu decidi escrever de modo ordenado para ti, excelentíssimo Teófilo. 4Deste modo, poderás verificar a solidez dos ensinamentos que recebeste.
Naquele tempo, 4,14Jesus voltou para a Galileia, com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza.
15Ele ensinava nas suas sinagogas e todos o elogiavam.
16E veio à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura.
17Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: 18“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa-nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos 19e para proclamar um ano da graça do Senhor”.
20Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele.
21Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.



MEDITANDO O EVANGELHO

Padre Queiroz

Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura.
Este Evangelho tem duas partes:
1) Início do Evangelho de Lucas, em que ele declara a sua intenção.
2) Jesus, citando o profeta Isaías, expõe o programa da sua missão libertadora. Essa missão é de salvação integral, voltada prefencialmente para os excluídos da sociedade: pobres, cativos, cegos e oprimidos.
Par nós, como Igreja, continuarmos essa missão de Jesus a nós confiada, temos de denunciar qualquer opressão e exploração da pessoa humana. Denunciar e colaborar na libertação, como fazia Jesus. Temos de praticar e promover a justiça, combatendo as forças da morte presentes no mundo.
Contudo, não podemos julgar que o Reino de Deus se limita à libertação temporal, pois seu conteúdo fundamental é a salvação e a graça de Deus. Só a graça nos traz a completa libertação.
O primeiro passo é a nossa conversão para a justiça e o amor aos irmãos. Só se entende a libertação se ela partir de dentro de nós. Esse é o nosso desafio. Os pobres só se libertam quando nós nos tornamos pobres, evitando todo paternalismo. O paternalismo é justamente o rico ajudando o pobre e continuando no seu mundo de rico.
A reconstrução da figura original do homem, restabelecida e apresentada a nós na pessoa de Jesus Cristo, exige transforma “Cristo em minha vida e a minha vida em Cristo”. Pensar como Jesus pensou, falar como Jesus falou, amar como Jesus amou, viver como Jesus viveu.
É magnífico o trabalho dos artistas que restauram imagens, pinturas e afrescos que foram danificados. Cada um de nós é chamado a ser esse artista em nós mesmos e nos nossos irmãos. É a imagem de Deus, vocação original do homem, que é restaurada.
“Vós sois o corpo de Cristo” (1Cor 12). O amor mútuo, que nos leva à mútua colaboração, cada um com o seu dom, faz da Comunidade cristã o corpo vivo de Cristo presente ali no bairro. “Se alguém disser: “Amo a Deus”, mas odeia o seu irmão, é mentiroso; pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê. Este é o mandamento que dele recebemos: quem ama a Deus, ame também seu irmão” (1Jo 4,20-21).
Os primeiros cristãos procuraram por em prática essa denúncia de Jesus às injustiças da sociedade. Por isso muitos foram condenados à morte. Apesar disso, a Igreja não desiste de continuar essa missão de Jesus.
No programa, Jesus mistura o vertical e o horizontal, a dedicação ao corpo e a dedicação à alma. Ele não as separa, pois o próprio Criador não separou, criando-nos corpo, alma e espírito misturados. Quem ama verdadeiramente a Deus, ama também o seu próximo, privilegiando os excluídos. E esse amor inclui também a proteção à natureza, evidentemente.
Neste Evangelho, Jesus fala que veio proclamar o “ano da graça do Senhor”. Essa expressão é sinônima de “ano sabático”. O Povo de Deus do Antigo Testamento celebrava, a cada sete anos, o ano sabático, que não era nada mais que o descanso semanal do sábado ampliado para um ano todo. “Durante seis anos semearás a terra e recolherás os seus frutos. No sétimo ano, porém, deixarás de cultivar a terra, para que se alimentem os pobres, e os animais selvagens comam o resto” (Ex 23,10-11).
O “ano da graça do Senhor”, em Isaías (Is 61,1-2), está expresso como “ano do agrado do Senhor”. Portanto, é viver bem com Deus, obedecendo os seus mandamentos e fazendo a sua vontade. O livro do Deuteronômio determina que no ano sabático todas as terras deviam voltar às tribos originais, conforme foi dividido quando o povo chegou à Terra Santa. Também as dívidas deviam ser perdoadas e os escravos libertados.
Quando Jesus falou que veio proclamar o ano da graça do Senhor, ele quis dizer que, de agora para frente, todos os anos são sabáticos. O ano da graça do Senhor é um ano sabático permanente, não só para todos os anos, mas para todos os dias do ano. Esta é a lei do novo Povo de Deus, a Igreja.
Esse permanente ano da graça do Senhor, custou a morte de Jesus, como oferta total dele por nós. Amar não é dar coisas ao próximo, mas buscar a sua felicidade, mesmo que para isso precisemos sacrificar a nossa vida. “Ninguém tem maior amor do que aquele dá a vida por seus amigos” (Jo 15,13).
O amor só é verdadeiro se inclui, desde o começo, uma doação da vida. O amor, ou é total, ou não é amor. Amor parcial não existe, é apenas caricatura de amor ou egoísmo com o nome de amor. Quando vemos um mendigo na rua e lhe damos um trocado, ou apenas um sorriso, não lhe estamos dando apenas um trocado ou um sorriso, mas a nossa vida toda a ele, se necessário for.
O Evangelho mostra também o protagonismo do Espírito Santo na vida, obra e missão de Jesus. É o Espírito que intervém desde o seu nascimento e batismo. Nós também fomos ungidos pelo Espírito Santo no Batismo e na Crisma, a fim de atuar como Cristo atuou, vencendo o mal do mundo e sendo mensageiro da Boa Nova.
Havia, certa vez, um homem que admirava muito a criação de Deus, mas vivia encabulado com uma coisa: Por que nunca chegamos até o horizonte? A gente olha, ele está a um km de nós. Se caminhamos até lá, ele já foi para frente e está a mais um km de dós. Não entendo, dizia ele. E nas suas orações sempre pedia uma explicação para Deus.
Um dia, Deus apareceu para ele em sonho e lhe disse: “É para que você esteja sempre caminhando! O horizonte faz você ir para frente, por isso que você nunca o atinge”.
A continuidade da missão de Jesus na libertação tanto de nós mesmos como dos nossos irmãos, é como o horizonte. É um trabalho contínuo que só concluiremos no final da nossa vida, quando nos encontrarmos com Deus.
Maria Santíssima, a discípula fiel do Senhor, viveu de forma plena esse programa do seu Filho. Que ela nos ajude a vivê-lo também.
Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura.




MUNDO ANIMAL


Porque é importante recompensar o cão.

A maioria dos donos de cães se queixa de que é difícil adestra-los, pois há um certo desinteresse da parte dos cãezinhos. Mas a questão é: será que você está recompensando seu amigão da maneira correta?
Não é raro observarmos que os donos costumam mais punir o cão pelas atitudes erradas, do que recompensá-lo pelas corretas. Mas a melhor forma de adestrar o seu cão é relacionando o bom comportamento a algo que proporcione alegria a ele, como os petiscos, brincadeiras e carinho. Como a maioria dos pets são gulosos, geralmente preferem o petisco.
É importante sempre tê-los à mão, pois quando ele fizer algo correto deve ser recompensado imediatamente. Aos poucos ele se acostuma e o bom comportamento torna-se comum.

Existem casos de cães que são indiferentes ao treinamento com petiscos. Isso é normal no caso de animais mais “gordinhos”, ou que têm comida disponível todo o tempo. Nesse caso é importante uma consulta veterinária para que seja feita uma dieta balanceada para seu pet.
Evite dar broncas quando ele fizer algo errado. Mantenha a calma, não grite, mas também não o agrade. Lembre-se que as recompensas devem ser dadas no momento em que ele fizer algo correto! Por isso é importante que você deixe estrategicamente as recompensas próximas aos lugares onde ele costuma se comportar mal.
Dê sempre pequenas quantidades para não desbalancear a alimentação do seu pet. Com esses pequenos cuidados seu cãozinho estará sempre saudável e o melhor, bem comportado.

Fonte: http://www.labovet.com.br/por-que-e-importante-recompensar-o-cao




MOMENTO DE REFLEXÃO


O Dr. Victor E. Frankl, que sobreviveu a três terríveis anos em Auschwitz e em outras prisões nazistas, registrou suas observações sobre a vida nos campos de concentração de Hitler:
Nós, que vivemos em campos de concentração, lembramo-nos dos homens que caminhavam pelos alojamentos confortando os companheiros, oferecendo-lhes seu último pedaço de pão. Eles eram poucos em número, mas deram provas suficientes de que tudo pode ser tirado de um homem, menos uma coisa: a expressão última da liberdade humana — o poder de decidir que atitude tomar em determinadas circunstâncias e que caminho seguir.

- Viktor E. Frankl, em Histórias Para o Coração.




Diário de Sábado 26/01/2013





Sábado, 26 de janeiro de 2013
Dia da São Timóteo e São Tito


"As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida." {Mario Quintana}




EVANGELHO DE HOJE
Lc 10,1-9


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo, 1o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir. 2E dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita. 3Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. 4Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo caminho! 5Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ 6Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. 7Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa. 8Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, 9curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘O Reino de Deus está próximo de vós’ ”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.




MEDITANDO O EVANGELHO

Alexandre Soledade


Bom dia!
Esse evangelho parece estar fora da seqüência, visto que já estávamos no capítulo doze, mas como bem sabemos, isso quando ocorre significa algo diferente neste dia, uma festa, uma comemoração, (…) São Lucas, médico e pintor. Homem culto e profissionalmente preso aos detalhes. Se Marcos narra o evangelho sobre os olhos de Pedro, Lucas, narra sob a ótica do que aprendeu com seu mestre – Paulo. Não é por nada que a narrativa de Atos dos apóstolos tenha sua assinatura literária.
Ele esta presente nas caminhadas de Paulo e é dele a narrativa do evangelho que inclui os “fora do processo”, ou seja, os menores. Mais que uma vontade ou ímpeto de Paulo, Lucas acredita também no reino de Deus para excluídos. Sua narrativa, em grego, demonstra o amor de Deus pelo que sofre, pelo pobre, por aquele que roga por misericórdia. É dele as narrativas não imaginadas pelos judeus como as citações do bom samaritano.
Acompanhou Paulo quando preso e nas audiências; persistiu na caminhada, mesmo após o martírio do seu mestre.
“(…) Demas me abandonou, por amor das coisas do século presente, e se foi para Tessalônica. Crescente, para a Galácia; Tito, para a Dalmácia. SÓ LUCAS ESTÁ COMIGO. Toma contigo Marcos e traze-o, porque me é bem útil para o ministério. Tíquico enviei-o para Éfeso”. (II Timóteo 4, 10-12)
Lucas é um bom exemplo para aqueles que acreditam num ideal e ainda veem na fé uma forma de sair do cárcere que vivem. É uma pessoa que, como Mateus, encontra um tesouro maior e que vale a pena tudo abandonar. Lucas é um bom exemplo de amigo que não foge, não abandona seu ideal em meio às turbulências. É um bom exemplo daquele que empresta seu talento, o que aprendeu, para pintar a esperança nos corações dos que sofrem.
Ele segue bem os passos daquele o batizou e converteu
“(…) Pois Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e de sabedoria. Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, seu prisioneiro, mas sofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus”. (II Timóteo 1, 7-8)
Hoje, somos muito mais que setenta e dois que vão de dois em dois ou mais pelo mundo, mas olhando sobre outra ótica, somos muito menos que os poucos que antes. Nossa fé parou nos milagres, a deles no encontro; nossa fé é presa ao extraordinário, a deles em manter-se caminhando em meio a tantas perseguições; Jesus os enviou, e a nós também…
“(…) Como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. Santifico-me por eles para que também eles sejam santificados pela verdade. Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim. (…) e o mundo reconheça que me enviaste e os amaste como amaste a mim”. (João 17, 18-19; 23)
Ao patrono dos médicos nossos pedidos, para que interceda a Jesus por aqueles se sentem inválidos, afastados, descrentes, (…); pedimos que como Lucas, continuem a caminhar e ver a esperança mesmo quando tudo parecer acabado.
São Lucas, rogai por nós, pois “(…) O Reino de Deus chegou até vocês”.
Um imenso abraço fraterno.




CASA, LAR E FAMÍLIA

Cuidados para a conservação de Nobuck e Camurças.

Líquidos recentemente derramados na superfície de couro podem ser removidos com um pano ou lenço de papel. Sempre limpe o couro com pano úmido da parte externa para a parte interna da mancha. Para a camurça sempre termine o processo de limpeza esfregando levemente o couro com uma escova macia. Manchas mais antigas ou secas requerem técnicas de limpeza listadas a seguir no sofá abaixo

1- Produtos à base de água incluindo água, café, leite, refrigerante e bebidas alcoólicas. Limpe a mancha com um pano úmido e limpo. Se necessário, limpe a mancha usando uma solução de sabão neutro ou uma solução de 5% de amônia em água.

2- Sangue Prepare uma solução com 25mg de sal em 200ml de água. Esfregue delicadamente com um pano e deixe o couro secar. Depois limpe a mancha com uma solução de 5% de amônia em água.

3- Suor Siga as instruções para manchas aquosas e repita o processo com uma solução de sabão neutro em água.

4- Produtos oleosos , incluindo gordura, azeite, manteiga, cremes, chocolates e óleo de motor. Seque o líquido restante com um pano ou lenço de papel. Para manchas resistentes, limpe com um produto de limpeza a seco (evite o uso de espumas secas) e depois esfregue delicadamente. Se o material for sólido ou pastoso (manteiga, chocolate, maquiagem), remova o excesso com uma espátula ou canivete. Se sinais de mancha permanecerem, limpe como explicado acima.

5- Poeira Seca Escove delicadamente. Se a sujeira permanecer, seguir o procedimento de limpeza para manchas com produtos à base de água. Em todas as situações descritas, o processo de limpeza não irá afetar a repelência ao óleo e à água do couro tratado com Scotchgard Protetor de Couros. Antes de efetuar os procedimentos de limpeza, teste a solução em um canto não visível do couro, verificando se ocorre alteração no mesmo.

Fonte:http://www.pelesminuano.com.br/portugues/inicial/nobuck.asp




MOMENTO DE REFLEXÃO


Em 1921, Lewis Lawes tornou-se diretor da Prisão de Sing Sing. Naquela época, não havia prisão mais rigorosa que essa. Quando o diretor Lawes aposentou-se, 20 anos mais tarde, aquela prisão transformou-se em uma instituição humanitária.
Os estudiosos do sistema disseram que o responsável pela mudança foi Lawes. Mas, ao ser questionado sobre a transformação, ele disse:
— O mérito todo é de Catherine, minha maravilhosa esposa, que está enterrada fora dos muros da prisão.
Catherine Lawes era uma jovem mãe de três filhos pequenos quando seu marido assumiu o posto de diretor da prisão. Desde o início, todos a advertiram de que ela jamais deveria colocar os pés dentro dos muros da prisão, mas essas advertências não assustaram Catherine!
Quando o primeiro jogo de basquete foi realizado ali, ela compareceu... atravessou a quadra com seus três lindos filhos e sentou-se nas arquibancadas em companhia dos internos.
Ela dizia o seguinte:
— Meu marido e eu vamos tomar conta desses presos, e creio que eles vão tomar conta de mim! Não tenho por que me preocupar!
Catherine insistia em fazer amizade com os presos e em conhecer suas histórias. Ficou sabendo que havia ali um assassino confesso que estava cego, e resolveu fazer-lhe uma visita.
— Você lê em Braille? — ela disse, segurando-lhe as mãos.
— O que é Braille? — ele perguntou.
Ela o ensinou a ler. Anos depois, ele chorou emocionado e cheio de afeto por ela.
Posteriormente, Catherine encontrou um surdo-mudo na prisão. Passou a freqüentar uma escola especializada em linguagem por sinais. Muitas pessoas diziam que Catherine Lawes era o corpo de Jesus ressuscitado novamente em Sing Sing, de 1921 a 1937.
Subitamente, ela morreu em um acidente de carro. Na manhã seguinte ao desastre, Lewis Lawes não compareceu ao trabalho, sendo substituído pelo diretor interino. Imediatamente, a prisão inteira notou que alguma coisa errada havia acontecido.
No outro dia, o corpo dela jazia em um caixão em sua residência, distante cerca de 1.200 metros da prisão. Enquanto fazia sua inspeção rotineira, o diretor interino ficou surpreso ao ver um grupo de criminosos dos mais terríveis e medonhos amontoados como animais diante do portão principal.
O diretor interino aproximou-se e viu lágrimas de sofrimento e tristeza nos olhos de todos. Ele sabia quanto eles amavam Catherine. Virou-se e encarou o grupo, dizendo:
— Muito bem, homens, vocês podem ir. Mas quero ver todos vocês de volta esta noite!
Em seguida, abriu o portão e um desfile de criminosos percorreu, sem escolta, os 1.200 metros para ficar na fila e prestar as últimas homenagens a Catherine Lawes. E todos retornaram à prisão. Todos!


- Tim kimmel, em Histórias Para o Coração.



Diário de Sexta-feira 25/01/2013





Sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Dia da Conversão de São Paulo


“Não é segredo. Somos feitos de pó, vaidade e medo.” (Millôr Fernandes)




EVANGELHO DE HOJE
Mc 16,15-18


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!


 Naquele tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos, 15e disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! 16Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. 17Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; 18se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.




MEDITANDO O EVANGELHO

Alexandre Soledade

Bom dia!
Paulo tem tamanho destaque e admiração da igreja, que mesmo seu dia sendo comemorado conjuntamente a São Pedro no mês de Junho, hoje comemoramos a sua conversão pessoal. A mudança de vida desse homem associado ao seu compromisso e destemor com que se dedicou levar a Boa Nova, o destacam como modelo de homem e evangelizador.
Tento encontrar na internet, mas não tenho as referencias de uma palestra que vi pela TV onde Dom Alberto Taveira, na Canção Nova (Colônia de Férias), fez uma colocação intrigante sob o fato de muitos buscarem a igreja, mas não procurarem a conversão. De certa forma ele apresentava uma realidade que vivemos. Juntando esses pedaços ao primeiro enunciado, temos uma situação: O que seria da igreja que conhecemos se Paulo curasse sua visão, mas não se convertesse?
Outro ponto: Na prática existem “conversões” e não apenas uma conversão. Não adianta se agarrar ao primeiro encontro se persisto, como diz padre Joãozinho, “lutando com as mesmas armas todos os dias”, pois quando mudo de atitude provoco uma alteração de direção em minha vida (conversão); planto novos objetivos pessoais, sonhos e planos, mas isso pouco dará frutos se não volto dia após dia para ver se o solo precisa de água, adubo, (conversões)…
Muitas vezes nos apegamos a primeira conversão, mas não mudamos na essência. Precisamos sempre voltar ao local onde Jesus semeou a Boa Nova para regá-la. Padre Joãozinho apresenta que o próprio Saulo sofreu outras conversões que moldaram seu caráter e o tornaram o Paulo que conhecemos e admiramos.
“(…) Paulo, o grande apóstolo, teve uma primeira conversão no caminho de Damasco. Deixou de perseguir os cristãos, mas utilizava a mesma arrogância para anunciar o evangelho. Alguma coisa aconteceu. Houve uma segunda queda. E uma segunda conversão. O Paulo que escreve a segunda carta aos coríntios não é o mesmo que escreveu a primeira. Leia e perceba a diferença. Agora temos um sujeito humilde que diz: trazemos este tesouro em vasos de barro (2 Cor 4,7)“ (blog canção Nova – padre Joãozinho – segunda conversão)
Esse Paulo, que foi Saulo, referência cristã no dia de hoje, é fruto dos atos diários de conversão que teve. Creio que seja assim que devemos entender: Quem participa de encontros, retiros, congressos, volta profundamente transfigurado pela graça de Deus, mas essa graça deve ser monitorada, cultivada, regada, (…). Uma camiseta nova, um terço novo não vão adiantar se não dobrar meu joelho e continuar rezando para manter a graça “viva”.
Parafraseando o que padre Joãozinho afirma sobre a segunda conversão de Paulo trago um questionamento para todos nós: Será que sou “ainda” o mesmo de dez anos atrás? Será que os pequenos vícios do passado  ainda me acompanham?
Precisamos ter muito cuidado com a perca do zelo pela conversão diária. Quedas e esfriamentos acabam sendo inevitáveis. Pequenas sementes, ervas daninha, fungos (…) podem comprometer toda uma plantação, todo o trabalho de uma vida. Pequenos defeitos todos têm, mas não podemos nos acomodar a eles. O que adianta toda sabedoria do mundo se não conseguir ouvir uma opinião contrária? Como sou dentro e fora da igreja? Meu coração realmente se converteu?
“(…) Entre dentro do seu coração e descubra que você foi feito para fazer o bem, mas o próprio São Paulo dizia: ‘EU FAÇO O MAL QUE NÃO QUERO E NÃO FAÇO O BEM QUE EU QUERO’. É uma contradição, uma angústia que ele experimentava dentro de si e você também experimenta. Você faz mil propósitos: ‘Eu quero acertar’. Mas quantas vezes nós caímos, erramos e precisamos recomeçar continuamente. Esta obediência não é sempre fácil, ao contrário é exigente.“. (Dom Alberto Taveira)
Além de todo trajeto percorrido para levar a Boa Nova, São Paulo conseguiu também se renovar durante o trajeto. Quem coordena ou ocupa postos de liderança, seja na igreja, em casa ou no trabalho, por mais tempo que tenham, também precisam, como Paulo, se deixar converter por suas próprias palavras; deixar-se curar do veneno que impregna nossa alma pecadora chamado auto-suficiência, orgulho, egoísmo…
Por fim, para aqueles que não vêm ainda a necessidade da mudança contínua, deixo um breve desabafo do Ricardo Sá
“(…) Quantas vezes, eu ouvi tantas coisas e voltei para casa chorando e, graças a Deus, chorei no colo da Eliana, minha esposa. Pessoas que me disseram, aqui, no pé da escada, que eu era auto-suficiente, arrogante, etc. O QUE VOCÊ ESCUTA E O TIRA DO SÉRIO É PORQUE TALVEZ POSSUA UM POUCO DE VERDADE. É tempo de mudança, e se você quiser mudar realmente, este é o tempo propício. Nosso Senhor espera de nós uma verdadeira conversão!“.
São Paulo, ensina-nos o que aprendeste pelo caminho!
Um Imenso abraço fraterno!





DICAS DE SAÚDE
Ressaltamos que as Dicas de Saúde enviadas por este Diário, não equivalem a uma receita médica; são apenas "dicas". Os exames preventivos são sempre indispensáveis! Para mais informações consulte o seu médico.

Deslocamento de Retina
Dr. Drauzio Varela

A retina é uma membrana muito fina, flexivel e delicada que reveste a superfície interna da parte posterior do globo ocular. Nela existem receptores fotossensíveis que convertem a imagem luminosa advinda do exterior em impulsos elétricos que, através do nervo ótico, são enviados para área do cérebro em que se processa a visão.
A retina não possui nenhum elemento de fixação especial que a prenda ao globo ocular.  É o vítreo, uma substância gelatinosa e transparente, situada entre ela e o cristalino, que a mantém na posição anatomicamente adequada, ou seja, em contato com outras estruturas que lhe garantem suporte e nutrição (vasos sanguíneos e nutrientes).
Descolamento de retina é uma alteração que se caracteriza pelo desprendimento dessa estrutura da superfície interna do globo ocular. Essa separação interrompe o fornecimento de nutrientes e promove a degeneração celular.
O descolamento da retina é uma urgência médica. Se não for tratado convenientemente e depressa, pode evoluir para perda total da visão.

Causas

Os descolamentos de retina podem ser provocados por uma ruptura por onde penetra o vítreo que se deposita entre o globo ocular e a própria retina (melhor dizendo, entre a camada da retina onde estão os fotorreceptores e a camada onde se localizam os vasos sanguíneos que lhe fornecem nutrientes). Esse tipo de descolamento recebe o nome especial de regmatogênito.
Os descolamentos podem ocorrer, também, não por ruptura, mas por tração ou repuxamento na região da retina onde se formaram aderências em virtude de alterações no vítreo, que se torna mais fluido com o passar da idade (descolamento não regmatogênito ou tracional) ou, ainda, podem ser provocados por tumores ou doenças inflamatórias (descolamento exsudativo) que favorecem o acúmulo do fluido sob a retina.

Fatores de risco

Os descolamentos de retina podem ocorrer em qualquer idade, mas costumam ser mais frequentes depois dos 40 anos. Os principais fatores de risco para a enfermidade são: alto grau de miopia, cirurgia anterior de catarata, glaucoma, trauma nos olhos, na face ou na cabeça, diabetes descompensado, tumores, processos inflamatórios, história familiar da doença, degeneração do vítreo própria do envelhecimento.

Sintomas

O descolamento da retina não está associado a nenhum processo doloroso. Os sintomas são outros: visão turva e embaçada, sombra central ou periférica dependendo da região da retina afetada, que progride à medida que o deslocamento evolui, flashes luminosos (fotopsias), “moscas volantes”, isto é, a sensação de insetos voando diante dos olhos e, nos casos mais graves, perda total da visão.

Diagnóstico

O mapeamento da retina, exame clínico feito com a pupila dilatada, a oftalmoscopia indireta e o ultrassom ocular, quando algum obstáculo dificulta observar o fundo do olho, são exames importantes para o diagnóstico do descolamento da retina.

Tratamento

A indicação do tratamento depende diretamente do tipo, gravidade e extensão do descolamento.
Fotocoagulação com laser e criopexia (congelamento) são recursos terapêuticos para os casos em que não houve infiltração do vítreo pelo espaço que se abriu com a ruptura da retina. O objetivo é formar cicatrizes que interrompam a passagem do vítreo e favoreçam a fixação da retina.
Nos outros quadros, o tratamento é cirúrgico. O objetivo é vedar o orifício por onde escapa o vítreo. Isso pode ser feito por meio das seguintes técnicas operatórias:

1)     Retinopatia pneumática – injeção de gás na cavidade ocupada pelo vítreo, como forma de pressionar a área descolada da retina e impedir a passagem desse gel pela rasgadura que se formou. Tanto o gás injetado, quanto o fluido sob a retina serão aos poucos reabsorvidos pelo organismo;

2)     Retinopexia – implantação de uma faixa ou esponja de silicone ao redor do globo ocular para pressionar a esclera (o branco dos olhos) a fim de apoiar a retina e facilitar sua aderência;

3)     Vitreoctomia – técnica utilizada não só nos descolamentos de retina, mas no tratamento de outras patologias oculares; através de microincisões, são introduzidos instrumentos de tamanho diminuto para corrigir os defeitos que promoveram o deslocamento da retina.

Na grande maioria dos casos, apenas uma intervenção cirúrgica basta para reverter o descolamento da retina. Há situações, porém, que requerem novos procedimentos ou a associação de mais de uma técnica terapêutica.

No pós-operatório, o paciente fica algum tempo com um curativo sobre o olho operado para deixá-lo em completo repouso. Deve também evitar movimentos bruscos e a prática de esportes. Viagens de avião são desaconselhadas nessa fase.

Dependendo da gravidade e da localização do deslocamento da retina, a visão pode não ser recuperada totalmente.

Recomendações

* Não se descuide: seus olhos merecem cuidados, mesmo que você esteja sem nenhum problema aparente de visão. Algumas enfermidades podem ser prevenidas ou tratadas se diagnosticadas precocemente;

* Não use nenhum tipo de colírio sem prescrição médica;

* Procure imediatamente um oftalmologista se notar qualquer tipo de alteração visual.

Fonte: http://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/descolamento-de-retina





MOMENTO DE REFLEXÃO

O editorial do jornal no Dia de Ação de Graças contava a história de uma professora que pediu a seus alunos da primeira série que desenhassem alguma coisa pela qual eles se sentissem agradecidos.
Ela não podia imaginar o que aquelas crianças, criadas em bairros tão pobres, teriam para agradecer. Porém, ela sabia que a maioria desenharia perus sobre mesas fartas de alimentos.
A professora ficou muito surpresa com o desenho que Douglas lhe entregou... uma simples mão desenhada com dificuldade.
De quem seria aquela mão? A classe foi atraída por aquela imagem enigmática.
— Acho que deve ser a mão de Deus que traz alimentos para nós
— disse uma das crianças.
— É a de um fazendeiro — disse outra —, porque ele cria perus.
Depois que todas as crianças retornaram aos seus lugares, a professora curvou-se sobre a carteira de Douglas e perguntou-lhe de quem era aquela mão.
— É a mão da senhora, professora — ele murmurou.
A professora lembrou-se de que costumava conduzir Douglas, um menino pobre e raquítico, ao recreio, segurando-o pela mão. Às vezes, ela ajudava outras crianças também, mas aquele gesto significava muito para Douglas.
Talvez seja este o verdadeiro sentido do Dia de Ação de Graças. Ser grato não pelas coisas materiais que conquistamos, mas pela oportunidade de ser útil aos outros, mesmo que a ajuda pareça insignificante.

- Autor desconhecido, em Histórias Para o Coração.



Diário de Quinta-feira 24/01/2013





Quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Dia de São Francisco de Sales


'Não é a força, mas a constância dos bons sentimentos que conduz os homens à felicidade.'(Nietzsche)



EVANGELHO DE HOJE
Mc 3,7-12


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!


 Naquele tempo, 7Jesus se retirou para a beira do mar, junto com seus discípulos. Muita gente da Galileia o seguia. 8E também muita gente da Judeia, de Jerusalém, da Idu­méia, do outro lado do Jordão, dos territórios de Tiro e Sidônia, foi até Jesus, porque tinham ouvido falar de tudo o que ele fazia. 9Então Jesus pediu aos discípulos que lhe providenciassem uma barca, por causa da multidão, para que não o comprimisse.
10Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo. 11Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: “Tu és o Filho de Deus!” 12Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.



MEDITANDO O EVANGELHO

Alexandre Soledade

Bom dia!
Nessa semana, quem teve a oportunidade de acompanhar os evangelhos viu o empenho do Senhor em realizar o projeto do Pai (curas, milagres, a boa nova aos pobres) e o também “empenho” dos fariseus e diversos homens da lei em encontrar meios de por Jesus em ciladas. Jesus se desvencilha delas uma a uma, no entanto como no tempo em que o Senhor viveu, somos também colocados a prova.
Então qual é a postura que deve ser adotada por aqueles que, como os apóstolos, seguem o Senhor e por seu projeto são perseguidos? O que por ventura nos torna especial para o Senhor ao ponto de presenciarmos seus milagres enquanto projeta e apresenta novos planos que nunca imaginávamos ter? O que ele espera de nós?
“(…) Então eu disse: Quem és, Senhor? O Senhor respondeu: Eu sou Jesus, a quem persegues. Mas levanta-te e põe-te em pé, pois eu te apareci para te fazer ministro e testemunha das coisas que viste e de outras para as quais hei de manifestar-me a ti. Escolhi-te do meio do povo e dos pagãos, aos quais agora te envio para abrir-lhes os olhos, a fim de que se convertam das trevas à luz e do poder de Satanás a Deus, para que, pela fé em mim, recebam perdão dos pecados e herança entre os que foram santificados”. (Atos 26, 15-18)
São Paulo deixa bem claro esse sentimento que temos. Mudamos de lado, opinião, de jeito, forma de se vestir e falar; abandonamos velhos hábitos, às vezes rapidamente outras vezes ao longo do tempo; notam nossa mudança, reparam as diferenças e por fim passam ver Jesus no nosso olhar.
Essa mudança não pode nos sufocar, pois a missão deve ser prazerosa e bem planejada. Jesus quando pede para que se encontre um barco para não ser acotovelado pela multidão demonstra também preocupação consigo e o Seu projeto. Como poderia ajudar a outros tantos se fosse sufocado por poucos? “(…) Jesus pediu aos discípulos que arranjassem um barco para ele a fim de não ser esmagado pela multidão”.
Todos que estão imbuídos de algum trabalho em prol de outros, sejam eles catequistas, voluntários, ministros, sacerdotes, pais, mães, (…) devem ter uma coisa em mente: TODOS PRECISAM PLANEJAR SUAS VIDAS. É PRECISO ORGANIZAR SEU TEMPO PARA NÃO SEREM ESMAGADOS PELO EXCESSO DE OFICIO.
Conheço pessoas que estão engajados e três a quatro frentes de trabalho, que não é novidade alguma, mas que horas param para rezar? Semeiam a palavra, catequizam, dão formação, mas em que momento pára para tomar conta da semente que foi semeada em si mesmo? Quantas lideranças conhecemos que após uma dura batalha ou período de trabalho se afastam da igreja e por vezes não mais retornam?
A obra de Deus vai acontecer conforme a vontade Dele, pois é Sua vontade continuar. Uma igreja sem músicos, o povo cantará; um padre bom que vai embora, outro tão ungido virá e assumirá a comunidade. Somos aqueles que se preocupam em encontrar uma barca para o Senhor e não quem senta nela!
Nossa comunidade tinha cerca de onze pastorais e movimentos e hoje são apenas seis ou sete. Dentre tantos motivos do esfriamento esta na falta de novos que “arrumem os barcos”, alimentando em algumas pastorais e movimentos a herança perpétua de algumas pessoas que pelo tempo, já se sentem no direito de sentar no barco (risos)
Nosso empenho deve estar focado em manter a palavra viva na praia. Jesus não deve parar de falar por nossa falta de empenho. Se fizermos nossa parte conseguiremos entender Santa Catarina de Sena quando disse: “Se fores aquilo que Deus quer, colocareis fogo no mundo.“
E “por fogo” no mundo não quer dizer que sairemos com tochas na mão, mas com um fogo abrasador que arde no peito de cada cristão chamado Espírito Santo. Façamos o melhor para manter esse fogo ardendo no mundo. Sejamos verdadeiros cristãos.
Um Imenso abraço fraterno!



MEIO AMBIENTE


Águas ainda não passadas
Por: Eloi Zanetti*

Todo ser vivo transmite de uma geração para outra, para filhos e netos, o seu saber viver. Uma planta, por exemplo, ensina às descendentes, através do código genético, o que ela aprende durante a sua vida, sobre a difícil tarefa da luta pela sobrevivência. Assim, geração após geração, a sua espécie vai descobrindo que atrair insetos pode ajudá-la na polinização e conseguir aliados na defesa da sua integridade. Anos de exposição às intempéries vão lhe dizer quais as melhores defesas a serem adotadas nos períodos de seca, calor ou frio. Insetos ficam cada vez mais imunes aos venenos, porque os geneticamente mais fortes aprendem rápido como sobreviver às aplicações contra eles, criando defesas e transmitindo esse aprendizado para as próximas gerações. É a procura da proteção aos descendentes, pois a sobrevivência destes irá depender do que aprenderem e souberem passar aos que irão ocupar os seus lugares na natureza.

Refletindo sobre o comportamento humano, especialmente o das últimas gerações, e observando o descaso com que tratamos o lugar onde moramos, podemos formular algumas perguntas:

-Por que é que nós, que temos o dom da inteligência e que somos tão eficientes em produzir descendentes e ocupar espaços, agimos com tanta estupidez quando se trata de transmitir exatamente a nossa principal herança - um meio ambiente sadio?

Por que é que a cada geração deixamos a Terra cada vez mais suja e arrasada? E, de que adianta transmitir riquezas materiais para nossos netos e bisnetos se não estamos sabendo fazer o essencial, deixar o meio ambiente saudável para eles?

Não temos o direito de repassar aos nossos descendentes uma natureza devastada, florestas derrubadas, desertos, erosão, rios assoreados com águas sujas e envenenadas. Não temos o direito de entregar aos futuros moradores do nosso planeta um certificado dizendo: "Bem vindo à Terra, um lugar perigoso. Com certeza você vai morrer cedo, de fome, doença grave ou por falta de água. Talvez você não tenha tempo nem de gerar seus próximos descendentes e, se produzi-los, poderão apresentar sérios defeitos genéticos."

Os direitos de propriedade sobre a terra são relativamente recentes na história da humanidade, ainda não convivemos bem com a noção de que esta forma jurídica nos dá a garantia de ser dono de uma área, mas não dá o direito de destruí-la. Quem já percebeu isso, tem um duro trabalho de catequese pela frente: fazer com que nossos governantes, juristas, fazendeiros, agricultores, madeireiros e industriais entendam que estamos aqui de passagem, por breve espaço de tempo, e que não podemos usar até à exaustão qualquer bem que a natureza ou um Poder Divino nos "dá emprestado durante a nossa curta existência". Os antigos romanos sabiam disso e tinham como norma de vida intervir o mínimo possível na natureza, deixando-a quase como a encontraram. São conhecidos os lugares onde habitaram e promoveram a recuperação e a proteção da água e das florestas.



Uma geração é pouco para fazer os humanos compreenderem que destruir a natureza não é bom negócio. Nossos agricultores precisam parar de levar suas máquinas agrícolas até às margens dos rios, onde ganham alguns metros quadrados de lavoura, cuja produção depois é perdida na imperícia da colheita, nos desajustes dos equipamentos agrícolas e no transporte precário. Isso, sem contar com as perdas na hora da venda, pois estamos escravizados às bolsas de cereais do mercado internacional, que nos impõem o preço do que produzimos às duras penas e às custas da destruição do nosso maior patrimônio - nossas florestas, rios e animais silvestres -, patrimônio que, com certeza, fará muita falta num futuro não muito distante.

É urgente que aprendamos a salvar a Terra Brasilis para os futuros brasileiros, pois poucos lugares no mundo receberam dádiva tão generosa na forma de boa geografia, bom regime de águas, clima e biodiversidade. E para não sobrecarregar de culpa somente os responsáveis pela lavoura e pelo corte da madeira, observemos que os nossos principais rios passam sempre por dentro ou ao lado de cidades cujos moradores e administradores, já de longa data, pensam servir para descargas de lixo, esgotos e resíduos. Nesse trabalho de destruição sistemática iniciado há dezenas de anos, e na nossa falsa esperteza, valorizamos o fiscal corrupto que cobra por sua omissão, deixando que a sujeira e o veneno contaminem as águas ainda não passadas. E, se continuarmos a agir assim, quem viver, - das águas ainda não passadas -, delas não beberá.

*Eloi Zanetti é ambientalista, um dos criadores de Fundação Boticário de Proteção à Natureza, conselheiro da The Nature Conservancy para o Brasil e da Sociedade de Pesquisa em Vida Silvestre e Educação Ambiental [SPVS].




MOMENTO DE REFLEXÃO


Ignace Jan Paderewski, famoso compositor e pianista, estava programado para apresentar-se em um grande salão de concertos nos Estados Unidos. Foi uma noite inesquecível — smokinqs e vestidos longos, uma ostentação da alta sociedade.
Presente na platéia naquela noite estava uma mãe acompanhada de seu irrequieto filho de nove anos. Cansado de esperar, o filho se mexia constantemente na poltrona. A mãe tinha esperança de que ele se animasse a estudar piano ao ouvir o imortal Paderewski tocar.
Mesmo contra a vontade, o menino estava ali. Enquanto ela virou-se para conversar com alguns amigos, o menino desistiu de ficar sentado. Afastou-se dela estranhamente atraído pelo enorme piano de ébano Steinway e pela macia banqueta de couro instalados no imenso palco, cujas inúmeras lâmpadas acesas chegavam a ofuscar os olhos.
Sem atrair a atenção da requintada plateia, o menino sentou-se na banqueta, com os olhos arregalados diante das teclas brancas e pretas. Em seguida, colocou seus dedos pequenos e trêmulos nas teclas certas e começou a tocar o “Bife”.
O vozerio da plateia cessou, e centenas de rostos carrancudos voltaram-se em direção ao garoto. Irritadas, as pessoas começaram a gritar:
“Tirem esse garoto daí!”
“Quem trouxe esse moleque aqui?”
“Onde está a mãe dele?”
“Mandem o garoto parar!”
Dos bastidores, o mestre ouviu a gritaria e pôs-se a imaginar o que estaria acontecendo. Apressado, ele pegou sua casaca e correu para o palco. Sem dizer uma só palavra, curvou-se sobre o garoto, passou os braços ao redor dele e começou a improvisar uma música que se harmonizava com o “Bife” para torná-lo mais melodioso. Enquanto os dois tocavam, Paderewski sussurrava o tempo todo ao ouvido do garoto:
— Continue. Não desista! Continue tocando.., não pare... não desista!
O mesmo acontece conosco. Esforçamo-nos para levar adiante um projeto, que parece tão insignificante quanto o “Bife” em um salão de concertos. E, quando estamos prontos para desistir, chega o Mestre, que se curva sobre nós e sussurra:
Continue... Não desista. Vá em Frente... não pare; não desista, enquanto Ele improvisa uma melodia para nos ajudar, proporcionando o toque certo no momento certo.

- Charles Swindoll, em Histórias Para o Coração.