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LITURGIA DIÁRIA

LITURGIA DIÁRIA - REFLEXÕES E COMENTÁRIOS

Diário de Terça-feira 27/01/2015


Terça-feira, 27 de janeiro de 2015


“Nunca é tarde demais ou cedo demais para ser quem você quer ser. Não há limite de tempo. Comece quando quiser.”





EVANGELHO DE HOJE
Mc 3,31-35

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!



Naquele tempo, 31chegaram a mãe de Jesus e seus irmãos. Eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo. 32Havia uma multidão sentada ao redor dele. Então lhe disseram: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura”. 33Ele respondeu: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 34E olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos. 35Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.






MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade


Bom dia!
Esse evangelho é um dos “preferidos” pelos que não aceitam Maria, mas prefiro falar e ganhar meu tempo com coisas boas à lembrar desse ou aquele irmão que infelizmente perde seu tempo procurando máculas em Nossa Senhora (hunf!). Falam de boca cheia de Ester, Ruth, (…), mas na escolhida por Deus para gerar seu filho, descem a paulada. Um dia eles mudam…
Esse evangelho, ao contrário do que parece, denota uma profunda intimidade de Jesus com Maria. Revela muita disciplina, respeito e foco. Jesus mostra disciplina ao explicar aos que se amontoavam que nem seus parentes, seus próximos, estavam livres de cumprir regras ou leis. Mostra que ninguém, por qualquer que seja o motivo, tem privilégio sobre a vontade do Pai. Jesus nunca perde o seu foco.
Quantas vezes ouvi irmãos e irmãos falarem, por imaturidade, que sua fé é grande e Deus tem operado muito em sua vida e um irmão rebater que ele que tem mais fé e Deus sempre o ouve. Nunca ouviu isso? Ou quando ouvimos alguém dizer: “reze por mim, pois sua fé é maior que a minha e Deus o ouvirá!”. Talvez não com essas palavras, mas é mais comum do que pensamos!
Outro ponto: Quando você aceita o chamado do Senhor a servir na construção do reino de Deus, não convém escolher a quem. Deus o chama a olhar para a assembléia, para os participantes do grupo, para aquela pastoral, para sua equipe como sendo todos seus irmãos e suas irmãs, independente de rótulos ou identidades pastorais. E é nesse momento que devemos pedir um coração sempre novo e sensível aos clamores do Espírito Santo. Um coração bom, que se apaixone fácil, um apaixonar-se por suas vidas, por suas rotinas, pela vida que levam…
Quando estamos apaixonados nesse sentido e por esse compromisso, não temos tempo para pensar em privilégios.
Imagino o orgulho de Maria ao ver seu filho cercado de tanta gente. Pessoas que viam de longe buscá-lO. Ela, em meio a tanta gente, meio que se escondia para ouvir seu filho, pois era o próprio Deus falando (ela já tinha certeza disso). Quantos irmãos padres imensamente ungidos e em intimidade com o Pai nos falam nas missas e muitas vezes não os ouvimos? Quantos comentaristas (ou seria locutores de rodeio) ou músicos que adoram aparecer e esquecer de quem é a festa que celebramos? Quantos ficam brigando atrás de cargos de coordenação, IAC, CPC, CE-CE-RERE-CE-CE, da vida, não pensando no irmão, mas na sua própria promoção?
Humildade e Abandono irmãos são essenciais para viver e ser um cristão de fato!
A Deus não importa quantos terços rezamos por dia, mas quantas ave-marias dedicamos a rezar pelos irmãos! A Ele não importa quem prega, louva, canta, (…) mas aquele que prega, louva e canta o que Ele pede! A Deus não importa seu carro novo (pois Ele permitiu que você o adquirisse), mas a quantos você deu carona… A Deus não importa o padre chato, o irmão difícil, a irmã intolerante; mas o quanto você ainda se esforça a vê-los felizes, alegres e tentando encontrar a paz. A Ele não importa o quanto você fala, o dom da sua oratória, mas o quanto é capaz de se calar para ouvi-lo.
“(…) Somos convidados pelo evangelho de hoje a descobrir a verdadeira família à qual nós pertencemos: a família dos filhos e filhas de Deus, que procura conhecer e por em prática a vontade do Pai e participar do seu projeto de construção do mundo novo, da civilização do amor, sinal do Reino definitivo. Participar dessa verdadeira família não significa negar a nossa família terrena, nem os nossos relacionamentos sociais e afetivos, mas subordinar essas duas realidades à realidade maior, que é a família dos filhos e filhas de Deus, fazendo, assim, com que haja uma verdadeira hierarquia de valores na nossa vida, que subordina o temporal ao eterno”. (Reflexão sugerida pela CNBB)
Jesus não fez servos e sim discípulos! Pessoas que fossem desapegadas de si pelo projeto do CAMINHO. Quem se faz servo, pense nisso! Maria era a mãe Dele, mas maior que ela sempre foi o projeto. Se meu grupo é mais importante que a missa algo esta errado e bem errado!
Por fim! Deixemos Jesus falar! Apaixonem-se! Coragem!.
(…) Coragem! Lutemos com valor por nosso povo e pelas cidades de nosso Deus. O Senhor faça o que lhe parecer melhor! (II Samuel 10,12)





QUALIDADE DE VIDA


Superar a timidez ajuda a aumentar a autoestima
Racionalidade garante mais autonomia para quem vive sob a sombra do medo


A timidez é um sentimento inato do ser humano. Da infância à vida adulta - e até mesmo na terceira idade - ela não escolhe o momento de aparecer. Seja numa festinha de aniversário, em um palco diante de uma plateia, ou na abordagem de uma paquera, ela surge de forma avassaladora e paralisante. Sua definição consiste em um medo e um receio exagerado a se expor e, consequentemente, receber algum tipo de julgamento. "Quem sofre de timidez, seja ela introspectiva ou a do tipo que até se expõem para dissimular a real sensação de medo, tem uma tendência grande de supervalorizar pequenos deslizes. Os tímidos têm a necessidade de passar uma imagem positiva de si o tempo todo", explica a psicóloga Renata Plácido, de São Paulo.

Excesso de acne pode atrapalhar a autoestima e provocar depressão - Foto: Getty Images
Excesso de acne pode atrapalhar a autoestima e provocar depressão
De acordo com a profissional, a inibição em fazer algo considerado corriqueiro, como se relacionar, paquerar e expressar o que sente está ligada ao sentimento de competência. "A percepção negativa do que acreditamos ser, ou seja, a nossa autoimagem, pode distorcer a realidade. A consequencia disso é a retração dos sentimentos e das atitudes", explica a profissional.

Entenda a ligação entre timidez e autoestima
Um tímido supervaloriza os riscos - reais ou imaginários. Toda situação nova é assustadora. A preocupação em passar uma boa imagem suprime a velha máxima de que "errar é humano", explica Renata. "O grau de exigência dos tímidos é alto e por isso eles apresentam dificuldades para fazer atividades simples. Há um medo excessivo em parecer ridículo ou ser ridicularizado. Esta é uma relação, em boa parte, relacionada ao auto-questionamento da sua competência", diz. 

Superar a timidez ajuda a aumentar a autoestima
A necessidade de se sentir querido e amado é desenvolvida ainda nos primeiros anos de vida, assim como os sentimentos de segurança e autoconfiança. Segundo a psicóloga, este conjunto de sentimentos são base para o desenvolvimento da autoestima. Se ela está em equilibrio, a facilidade de conquistar e receber afeto, de perdoar, de ter um entendimento das frustrações é maior. "Ter consciência de suas limitações e fragilidades é um grande passo para o autoconhecimento. Quem tem baixa autoestima, como os tímidos em grande maioria, não lida naturalmente com rejeição e frustrações. Basicamente eles encaram como algo pessoal e não como uma situação que deve ser relevada", explica Renata.

A timidez impulsiona o desconforto e consequentemente detona a autoestima. A preocupação com a avaliação das pessoas, a falta de coragem para assumir riscos e até mesmo os próprios desejos faz com que os tímidos intrerpretem situações de formas equivocadas e ameaçadoras. "Eles perdem a autonomia e não raro precisam ser amparados por algo ou alguém para se sentirem seguros", afirma.

Combata o medo
De acordo com a psicóloga Renata Plácido, deixar de ser um tímido instantâneamente é praticamente impossível. O primeiro passo é encarar pequenos desafios de exposição.

Se impor, sustentar opiniões, agir com autonomia e menos dependência e, principalmente, não deixar de fazer algo por medo. "Há tímidos expansivos aos montes. O fundamental é não perder oportunidades, sejam elas de trabalho, nas relações pessoais e no convívio com amigos. A ideia é tentar agir com mais confiança e sem cobranças injustificadas", finaliza.






MOMENTO DE REFLEXÃO


Um diretor de empresa com poder de decisão gritou com seu gerente porque estava com muito ódio naquele momento.

O gerente, chegando em casa, gritou com sua esposa, acusando-a de gastar demais, com um bom e farto almoço à mesa.

A esposa nervosa gritou com a empregada que acabou quebrando um prato que caiu no chão.

A empregada chutou o cachorrinho no qual tropeçara, enquanto limpava os cacos de vidro.

O cachorrinho saiu correndo de casa e acabou mordendo uma senhora que ia passando pela rua.

Essa senhora foi à farmácia para fazer um curativo e tomar uma vacina, e gritou com o farmacêutico, porque a vacina doeu ao ser-lhe aplicada.

O farmacêutico, chegando em casa, gritou com sua esposa, porque o jantar não estava do seu agrado.

Sua esposa, tolerante, um manancial de amor e perdão, afagou seus cabelos e beijou-o, dizendo:

- Querido, prometo que amanhã farei o seu prato favorito. Você trabalha muito, está cansado e precisa de uma boa noite de sono.

- Vou trocar os lençóis da nossa cama por outros bem limpinhos e cheirosos para que você durma tranqüilo.

- Amanhã você vai sentir-se bem melhor.

Naquele momento, rompeu-se o círculo do ódio, porque encontrou a tolerância, a doçura, o perdão e o amor.

Se você está ou se colocarem você em um círculo de ódio, lembre-se de que com tolerância, doçura, perdão e amor você pode quebrá-lo.



Diário de Segunda-feira 26/01/2015


Segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
São Timóteo e São Tito


“Não podemos pensar no inimaginável, logo tudo o que podemos imaginar é possível, porisso nossos sonhos são realidade.” (Flaminio)



EVANGELHO DE HOJE
Lc 10,1-9

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!



Naquele tempo 1o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir. 2E dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita.

3Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. 4Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não cum­primenteis ninguém pelo caminho! 5Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ 6Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. 7Per­ma­necei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não pas­seis de casa em casa. 8Quando entrar­des numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, 9curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘o Reino de Deus está próximo de vós’”.


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.






MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade


Bom dia!

Esse evangelho parece estar fora da seqüência, visto que já estávamos no capítulo doze, mas como bem sabemos, isso quando ocorre significa algo diferente neste dia, uma festa, uma comemoração, (…). Hoje, 18 de Outubro, dia de São Lucas.

Lucas, médico e pintor. Homem culto e profissionalmente preso aos detalhes. Se Marcos narra o evangelho sobre os olhos de Pedro, Lucas, narra sob a ótica do que aprendeu com seu mestre – Paulo. Não é por nada que a narrativa de Atos dos apóstolos tenha sua assinatura literária.

Ele esta presente nas caminhadas de Paulo e é dele a narrativa do evangelho que inclui os “fora do processo”, ou seja, os menores. Mais que uma vontade ou ímpeto de Paulo, Lucas acredita também no reino de Deus para excluídos. Sua narrativa, em grego, demonstra o amar de Deus pelo que sofre, pelo pobre, por aquele que roga por misericórdia. É dele as narrativas não imaginadas pelos judeus como as citações do bom samaritano.

Acompanhou Paulo quando preso e nas audiências; persistiu na caminhada, mesmo após o martírio do seu mestre.

“(…) Demas me abandonou, por amor das coisas do século presente, e se foi para Tessalônica. Crescente, para a Galácia; Tito, para a Dalmácia. SÓ LUCAS ESTÁ COMIGO. Toma contigo Marcos e traze-o, porque me é bem útil para o ministério. Tíquico enviei-o para Éfeso”. (II Timóteo 4, 10-12)

Lucas é um bom exemplo para aqueles que acreditam num ideal e ainda vem na fé uma forma de sair do cárcere que vivem. É uma pessoa que, como Mateus, encontra um tesouro maior e que vale a pena tudo abandonar. Lucas é um bom exemplo de amigo que não foge, não abandona seu ideal em meio às turbulências. É um bom exemplo daquele que empresta seu talento, o que aprendeu, para pintar a esperança nos corações dos que sofrem.

Ele segue bem os passos daquele o batizou e converteu

“(…) Pois Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e de sabedoria. Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, seu prisioneiro, mas sofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus”. (II Timóteo 1, 7-8)

Hoje, somos muito mais que setenta e dois que vão de dois em dois ou mais pelo mundo, mas olhando sobre outra ótica, somos muito menos que os poucos que antes. Nossa fé parou nos milagres, a deles no encontro; nossa fé é presa ao extraordinário, a deles em manter-se caminhando em meio a tantas perseguições; Jesus os enviou, e a nós também…

“(…) Como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. Santifico-me por eles para que também eles sejam santificados pela verdade. Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim. (…) e o mundo reconheça que me enviaste e os amaste como amaste a mim”. (João 17, 18-19; 23)

Ao patrono dos médicos nossos pedidos, para que interceda a Jesus por aqueles se sentem inválidos, afastados, descrentes, (…); pedimos que como Lucas, continuem a caminhar e ver a esperança mesmo quando tudo parecer acabado.

São Lucas, rogai por nós, pois “(…) O Reino de Deus chegou até vocês”.

Um imenso abraço fraterno.






MOTIVAÇÃO NO TRABALHO

A autoridade do líder
Escrito por Luiz Marins


Qual será a verdadeira autoridade de um líder? De onde deve vir o seu poder? O que deve fazer um verdadeiro líder? Para bem responder a essas perguntas, basta vermos a etimologia (origem da palavra) autoridade.



A palavra autoridade deriva do latim auctoritas, que vem por sua vez de auctor, derivado de augere, que significa fazer crescer.



Assim, o líder, e quem deseja ser líder, deve se lembrar que seu principal papel é fazer seus liderados crescerem, se desenvolverem, descobrirem sua total potencialidade. Daí vem sua autoridade.



É por isso que a imagem de líder é sempre comparada a de um maestro de uma orquestra. Lembre-se que ele, na orquestra, não toca instrumento algum. A sua autoridade  está em conseguir com que cada músico dê o máximo de si para que o concerto seja espetacular, ou seja, um espetáculo completo. Para isso ele ensina antes, ensaia muito, treina incessante e individualmente cada músico (e ainda mais o conjunto de sua orquestra). Ninguém pode falhar. Ninguém pode atravessar. Ninguém pode dar menos do que pode dar. É por isso que o maestro mais famoso é aquele que consegue tirar da sua orquestra sons inusitados e perfeitos. Dizemos mesmo que aquela orquestra cresce nas mãos daquele maestro.



O interessante desta comparação é lembrar que um maestro não pode ir até o palco, tirar o instrumento de um músico e tocar por ele durante um concerto. Ele tem que se desafiar para fazer com que aquele músico toque bem. Ou consegue isso ou substitui o músico, mas ele, maestro, não pode fazer o papel do músico. E não há como tirar um músico durante o concerto. Ele pode fazer isso antes, mas não durante. Sem aquele músico, aquela partitura não poderá ser executada e o maestro e o músico sabem disso. A autoridade do maestro é, portanto, limitada. Ele tem que fazer aquele músico crescer. Assim tem que haver uma cumplicidade e uma parceria de lealdade entre o líder e o liderado.  Veja que o mesmo ocorre (ou deveria ocorrer) na vida e na empresa. A autoridade de um pai está em fazer seu filho crescer e se desenvolver com valores e princípios elevados, assim como um chefe, diretor, gerente, supervisor, encarregado tem sua autoridade em fazer seus liderados e subordinados crescerem em suas atividades e profissões em benefício dos clientes. Essa é a autoridade: fazer crescer!



Pense nisso. Sucesso!





MOMENTO DE REFLEXÃO


Sofre de reumatismo
Quem percorre os caminhos tortuosos;
Quem se destina aos escombros da tristeza;
Quem vive tropeçando no egoísmo.

Sofre de artrite
Quem jamais abre mão;
Quem sempre aponta os defeitos dos outros;
Quem nunca oferece uma rosa.

Sofre de bursite
Quem não oferta seu ombro amigo;
Quem retesa, permanentemente, os músculos.
Quem cuida, excessivamente, das questões alheias.

Sofre da coluna
Quem nunca se curva diante da vida;
Quem carrega o mundo nas costas;
Quem não anda com retidão.

Sofre dos rins
Quem tem medo de enfrentar problemas;
Quem não filtra seus ideais;
Quem não separa o joio do trigo.

Sofre de gastrite
Quem vive de paixões avassaladoras;
Quem costuma agir na emoção;
Quem reage somente com impulsos;
Quem sempre chora o leite derramado.

Sofre de prisão de ventre
Quem aprisiona seus sentidos;
Quem detém suas mágoas;
Quem endurece em demasia.

Sofre dos pulmões
Quem se intoxica de raiva e de ódio;
Quem sufoca, permanentemente, os outros;
Quem não respira aliviado pelo dever cumprido;
Quem não muda de ares;
Quem não expele os maus fluidos.

Sofre do coração
Quem guarda ressentimentos;
Quem vive do passado;
Quem não segue as batidas do tempo;
Quem não se ama e, portanto,
não tem coração para amar alguém.

Sofre da garganta
Quem fala mal dos outros;
Quem vocifera;
Quem não solta o verbo
Quem repudia;
Quem omite;
Quem usa sua espada afiada para ferir outrem;
Quem subjuga;
Quem reclama o tempo todo;
Quem não fala com Deus.

Sofre do ouvido
Quem prejulga os atos dos outros;
Quem não se escuta;
Quem costuma escutar a conversa dos outros.
Sofre dos olhos
Quem não se enxerga;
Quem distorce os fatos;
Quem não amplia sua visão;
Quem vê tudo em duplo sentido;
Quem não quer ver.

Sofre de distúrbios da mente
Quem mente para si mesmo;
Quem não tem o mínimo de lucidez;
Quem preza a inconsciência;
Quem menospreza a intuição;
Quem não vigia seus pensamentos;
Quem embota seu canal com a Criação;
Quem não se volta para o Universo;
Quem vive no mundo da lua;
Quem não pensa na vida;
Quem vive sonhando;
Quem se ilude;
Quem alimenta a ilusão dos outros;
Quem mascara a realidade;
Quem não areja a cabeça;
Quem tem cabeça de vento.

Causa e efeito. Ação e reação.
Tudo está intrinsecamente ligado.
Tudo se conecta o tempo todo.
E assim, sucessivamente,
passam os anos sem que o ser humano conheça a si mesmo.
Somos, certamente, o maior amor das nossas vidas!
Assim como o nosso maior inimigo
é aquele que está oculto e que habita, inexoravelmente,
no interior de nós mesmos.


* Mauricio Santini *

Diário de Domingo 25/01/2015


Domingo, 25 de janeiro de 2015



“Quem conhece a sua ignorância revela a mais profunda sapiência. Quem ignora a sua ignorância vive na mais profunda ilusão.” (Lao Tsé)


EVANGELHO DE HOJE
Mc 1,14-20

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!



14Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 15“O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos, e crede no Evangelho!”
16E, passando à beira do mar da Galileia, viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. 17Jesus lhes disse: “Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens”. 18E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus.
19Caminhando mais um pouco, viu também Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes; 20e logo os chamou. Eles deixaram seu pai Zebedeu na barca com os empregados, e partiram, seguindo Jesus.


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.






MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Queiroz


Convertei-vos e crede no Evangelho!
Na liturgia, começamos hoje a primeira semana do tempo comum. O Evangelho tem duas partes: um apelo à conversão feito por Jesus, e o chamado de quatro discípulos.
“Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galiléia.” Na Palestina, o Estado da Galiléia é o mais distante de Jerusalém. Mostra que Jesus não queria ser preso nem morrer.
“O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo.” Portanto, a conversão tem de ser agora, não pode ser adiada. O tempo já se cumpriu, quer dizer, já venceu o prazo. O original está em grego, e esta língua tem duas palavras para designar o tempo: 1ª) “Krónos”: o tempo do calendário. 2ª) “Kairós”: o tempo da graça, de favor de Deus e de oportunidade de salvação. “Exorto-vos a não receberdes em vão a graça de Deus, pois ele diz: ‘No momento favorável, eu te ouvi, no dia da salvação, eu te socorri’. É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação” (2Cor 6,2).
“O Reino de Deus está próximo” porque o próprio Jesus é a Boa Nova do Reino. Na sua pessoa, na sua mensagem e na sua obra está já presente a salvação que o Reino de Deus traz ao homem. O Reino de Deus não é mais algo do futuro, mas está presente e começa a se realizar, isto é, está à porta de cada um de nós.
Por isso, “convertei-vos e crede no Evangelho!” Evangelho significa Boa Nova. É o conjunto de tudo que Jesus ensinou. Conversão, palavra muito usada no trânsito, significa mudança de direção. Devemos mudar a direção da nossa vida, mudar o nosso comportamento, transformando-o radicalmente.
“Crede no Evangelho!” Deus veio até os homens para reconciliá-los. Não lhes traz mais mandamentos, mas lhes pede a fé em suas palavras.
Os quatro primeiros discípulos que Jesus chamou são duas duplas de irmãos. Os quatro são pescadores. “Deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus.” “Deixaram seu pai Zebedeu na barca com os empregados, e partiram, seguindo Jesus”. Para seguirmos a Jesus, precisamos deixar tudo: bens materiais, família, trabalho... Chama a nossa atenção a resposta pronta, imediata e incondicional deles. O discípulo – dirá Jesus mais tarde – precisa renunciar a tudo: famílias, bens...
Jesus os instruirá de forma dinâmica, isto é, não numa sala de aula, mas durante a vida normal que vão viver juntos. É assim que nasce a Igreja.
Jesus já conhecia esses quatro: Pedro, André, Tiago e João, pois era por ali que João Batista pregava e ministrava o batismo de penitência. Jesus sabia que não eram pessoas ociosas, mas gente trabalhadora e responsável; e eram generosos para se entregarem por um ideal. Os quatro não sabiam o que era esse Reino de Deus para o qual foram chamados, mas confiavam em Jesus que os convidava. Nós também, quando abraçamos uma missão ou vocação (vida sacerdotal, matrimônio...) nunca conhecemos direito o futuro, mas confiamos em Deus que nos convida. Fé é exatamente isso: caminhar como se visse o invisível. Os quatro passaram a viver apoiados na fé.
Não adianta alguém dizer que tem fé, se não tem boas obras. São estas que mostram a nossa fé. Ter fé é seguir um caminho novo, traçado não por nós, mas por Deus para nós. Eu não conheço o caminho, mas creio que dará certo, porque foi Deus que me chamou e ele conhece o caminho. Quando recebemos um sacramento – por exemplo, a ordenação sacerdotal, o matrimônio – é certo que Deus nos chama para aquilo, porque o sacramento é o sinal visível da graça e da ação de Deus.
A fé cristã começa quando alguém toma um caminho novo na vida, por causa de Deus, de Jesus Cristo, da Santa Igreja. Tomar um caminho novo é exatamente o sentido da palavra conversão.
Antes de subir para o céu, Jesus disse aos seus discípulos: “Assim está escrito: o Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia, e no seu nome será anunciada a conversão, para o perdão dos pecados, a todas as nações...” (Lc 24,46-47). Para recebermos o perdão dos nossos pecados, temos de nos converter.
A nossa conversão deve ser para a Igreja, que é o Corpo Místico de Cristo. Para a Igreja que ele fundou: una, santa, católica e apostólica.
Certa vez, um professor estava aplicando uma prova aos seus alunos, os quais, em silêncio, tentavam responder as perguntas com certa ansiedade.
Faltavam uns quinze minutos para o encerramento, quando um aluno levantou o braço e disse ao professor: “Professor, pode me dar uma folha em branco?” O professor levou a folha até a sua carteira e perguntou por que mais uma folha em branco. Ele respondeu: “Eu tentei responder as questões, rabisquei tudo, fiz uma confusão e quero começar outra vez”.
Apesar do pouco tempo que faltava, o professor confiou no rapaz e lhe deu a folha em branco, torcendo para o aluno.
Nós, pela vida afora, vamos corrigindo aqui, apagando ali... Mas pode acontecer, em determinado momento, de precisarmos de uma folha em branco e mudar a nossa vida radicalmente, porque não dá mais para fazermos pequenos retoques. Apesar do pouco tempo que nos resta, o professor, que é Cristo, confia em nós e nos dá a folha em branco, torcendo depois para que acertemos. Por isso, se for necessário, não vamos ter medo de pedir a folha em branco, fazendo uma reforma mais radical da nossa vida. A palavra conversão significa justamente isso.
Os nossos atos têm suas raízes, isto é, eles são manifestações de algo mais profundo em nosso interior, como um iceberg. Como disse Jesus a Nicodemos: “Se alguém não nascer de novo, não poderá ver o Reino de Deus” (Jo 3,3). Como aquele professor, Jesus está ao nosso lado, torcendo por nós e pronto para nos ajudar.
Maria Santíssima tinha o coração todo voltado para Jesus e para a sua Igreja. Pedimos a ela que interceda por nós, a fim de recebermos a graça da conversão.
Convertei-vos e crede no Evangelho!







VÍDEO DA SEMANA

Quem é bondoso sofre mais? - Pe. Fábio de Melo



https://www.youtube.com/watch?v=31RTEft2c_o






MOMENTO DE REFLEXÃO


Certa vez, perguntaram a um filósofo se Deus perdoa. Após refletir um tanto, ele respondeu com outro questionamento: Para perdoar é necessário sentir-se ofendido?
De pronto o interlocutor respondeu: Sim. Se não há ofensa, como haveria perdão? Retornou ele novamente para o filósofo.
Esse então, calmamente respondeu: Logo, Deus não perdoa!

Embora a resposta nos pareça estranha, traz em si reflexões de grande monta.
A primeira delas é a de que muito melhor que perdoar, é não se sentir ofendido. E para isso, é necessário que a indulgência esteja em nossa mente, que a benevolência esteja em nossas ações.

Porém, quem já não se sentiu ofendido? Ainda trazemos muitas dificuldades na alma. O orgulho, a vaidade, a pretensão, todos reunidos na alma, nos fazem criaturas com grande dificuldade em não se ofender.

Às vezes, o ofensor nem percebe que nos magoou, quando acontece de não conseguir avaliar as nossas limitações emocionais. Outras tantas, percebe, tenta remediar, mas o mal já está feito... A ofensa já nos atingiu.

Assim, se ainda nos ofendemos, devemos aprender a perdoar. Porque será o perdão que conseguirá tirar a nódoa da ofensa dos tecidos de nossa alma.

Se a ofensa nos pesa no coração, atormenta a alma e perturba a mente, o perdão nos fará leves novamente, tranquilizando a alma e sossegando a mente.

Dessa forma, todo esforço para perdoar deve ser levado em conta, sem economia de nossas capacidades emocionais e racionais.

É claro que o perdão não se instaura imediatamente, e ainda, quanto mais magoados e ofendidos, maior a intensidade das dores. Talvez, mais esforço nos seja demandado.

Assim, comecemos o exercício do perdão assumindo que a raiva, a mágoa, a ofensa existem em nosso coração. Enquanto fingirmos que perdoamos, apenas pelos lábios, sem passar pelo coração, nada acontecerá.

Em seguida, busquemos compreender a atitude do outro, daquele que nos ofendeu. Talvez tenha sido um mau dia para ele. Ou esteja passando por uma fase difícil. Ou ainda, talvez ele mesmo seja uma pessoa com grandes feridas na alma. Por isso, mostra-se tão agressivo.

Após compreender, exercitemos pequenos passos de aproximação. Primeiramente, suportemo-lo, enfrentando os sentimentos ruins que poderão brotar em nossa alma, nesse primeiro instante. Mas, persistamos na convivência, por alguns instantes que seja.

Em seguida, demos espaço para a tolerância, ensaiando os primeiros passos do relacionamento, mesmo que distante e ainda um tanto frio.

Em seguida, estreitemos um pouco mais o relacionamento, através da cordialidade e do coleguismo.

Não tardará para que sejamos capazes de retomar a fraternidade e administrar o ocorrido, em nossa intimidade.

Afinal, o perdão exige o esquecimento.  Porém, não esqueceremos o fato, aquilo que nos causou a mágoa, já que isso se mostra quase impossível.

O esquecimento que o perdão provoca é o da mágoa, da ofensa.

Quando pudermos olhar nos olhos daquele que nos magoou, com tranquilidade e paz no coração, aí estará implantado em nossa alma, o perdão.