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LITURGIA DIÁRIA

LITURGIA DIÁRIA - REFLEXÕES E COMENTÁRIOS

Diário de Sexta-feira 29/08/2014


Sexta-feira, 29 de agosto de 2014


“O dinheiro faz homens ricos; o conhecimento faz homens sábios e a humildade faz homens grandes.”


EVANGELHO DE HOJE
Mt 24, 42-51

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!


De fato, Herodes tinha mandado prender João e acorrentá-lo na prisão, por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, com a qual ele se tinha casado. Pois João vivia dizendo a Herodes: “Não te é permitido ter a mulher do teu irmão”. Por isso, Herodíades lhe tinha ódio e queria matá-lo, mas não conseguia, pois Herodes temia João, sabendo que era um homem justo e santo, e até lhe dava proteção. Ele gostava muito de ouvi-lo, mas ficava desconcertado. Finalmente, chegou o dia oportuno. Por ocasião de seu aniversário, Herodes ofereceu uma festa para os proeminentes da corte, os chefes militares e os grandes da Galileia. A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e a seus convidados. O rei, então, disse à moça: “Pede-me o que quiseres, e eu te darei”. E fez até um juramento: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. Ela saiu e perguntou à mãe: “Que devo pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. Voltando depressa para junto do rei, a moça pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”. O rei ficou muito triste, mas, por causa do juramento e dos convidados, não quis faltar com a palavra. Imediatamente, mandou um carrasco cortar e trazer a cabeça de João. O carrasco foi e, lá na prisão, cortou-lhe a cabeça, trouxe-a num prato e deu à moça. E ela a entregou à sua mãe. Quando os discípulos de João ficaram sabendo, vieram e pegaram o corpo dele e o puseram numa sepultura.


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.




MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz


Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista.
Hoje nós celebramos a memória do martírio de S. João Batista. O Evangelho narra o fato. Ele é o protótipo do profeta, o homem possuído totalmente pela missão de pregar a Palavra, de anunciar aos homens a vontade divina. Nada pode demovê-lo desta missão ou intimidá-lo.
O próprio Jesus disse a respeito de João: “Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento?... Um profeta? Sim, eu vos digo, e mais do que profeta. Este é de quem está escrito: Eis que envio meu mensageiro à tua frente, para preparar o teu caminho diante de ti” (Mt 11,7-10).
A missão de João Batista foi a de precursor do Messias; ele deu testemunho de Cristo pelas altas virtudes, pelas rigorosas penitências, pela palavra vigorosa em denunciar os vícios, as injustiças, animando a sociedade judaica a converter-se a Deus na sinceridade do coração.
À frente do governo da Galiléia estava Herodes Antipas, filho daquele Herodes, chamado o Grande, criminoso e déspota, que viveu no tempo do nascimento de Cristo.
Herodes Antipas vivia escandalosamente com a própria cunhada, esposa de seu irmão Filipe. Essa união ilícita era motivo de grande escândalo no meio judaico. Ainda mais que naquele tempo o povo procurava imitar o rei e a rainha em tudo.
E não havia quem se sentisse com coragem de censurar o monarca. João Batista não podia, como profeta, ficar omisso, e declarou publicamente e com toda franqueza: “Não te é lícito viver com a mulher de teu irmão”.
Herodíades, a mulher escandalosa, não aturou essa censura, e queria vingar-se. Conseguira que Herodes mandasse encarcerar João Batista, apesar de o monarca lhe dedicar grande veneração. Agora, ela leva a cabo a sua vingança.
“João era a lâmpada que iluminava com sua chama ardente, e vós gostastes, por um tempo, de alegrar-vos com a sua luz” (Jo 5,35).
Muita gente pensa que as faltas sexuais não têm maior importância, e pouco têm a ver com a salvação da humanidade. A Bíblia, ao contrário, nos mostra que não se dá um passo adiante, senão com homens e mulheres responsáveis, que são capazes de colocar o sexo a serviço do amor, em vez de se deixar escravizar por seus instintos.
Por isso, João Batista não podia falar de justiça, sem recordar os compromissos do matrimônio; e, como profeta, devia colocar o rei Herodes igual a qualquer cidadão.
Nós somos convidados a imitar João Batista, e falando a verdade, mesmo que, com essa fala, possamos atingir pessoas poderosas que vão depois nos dar o troco.
O mundo continua não suportando a verdade, porque vive na mentira e na corrupção. E nós cristãos, muitas vezes, “fechamos um olho” porque temos medo de perder cargos, oportunidades, a vida. Se um dia você estiver, em nome de Cristo, anunciando a justiça e a verdade, e for por isso atacado por alguém, alegre-se, porque você foi premiado com uma bem-aventurança: “Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus” (Mt 5,10).
Certa vez, uma senhora bem idosa teve um sonho. Ela sonhou que havia morrido e estava na porta do céu, esperando. Havia várias almas lá, todas em fila. De repente S. Pedro chegou e abriu a porta do céu. Então a senhora olhou para dentro e viu uma infinidade de velas. Umas acesas, outras apagadas, algumas já estavam quase no fim e outras no começo. Umas estavam se apagando e outras tinham a chama grande e bonita.
A senhora perguntou para S. Pedro que velas eram aquelas. Ele respondeu: “São as velas que cada um recebeu no dia do seu batismo. Uns cuidam bem, outros não cuidam e até a deixam apagar. A situação é esta que a senhora está vendo”.
A mulher então perguntou: “S. Pedro, e a minha está aí?” “Está sim” – disse S. Pedro – é aquela ali”. Era uma vela que estava já no toquinho, mas ainda acesa. E S. Pedro continuou: “Depois que a pessoa entra aqui, este fogo da sua vela se junta com a luz de Deus que ilumina todo céu”.
Resta saber como está a nossa vela! “Vós sois a luz do mundo”. Todos somos profetas, e o profeta deve ser como João Batista: a luz de Deus deve brilhar forte através de nós, anunciando a justiça e denunciando as injustiças pecados, sem medo das conseqüências.
Maria Santíssima é chamada, na Ladainha, de Rainha dos Profetas. Vamos pedir a ela que nos ajude a sermos também bons e corajosos profetas.
Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista.




CULINÁRIA

Biscoito de queijo

Ingredientes
1 kg de polvilho azedo
500 g de queijo
500 g de margarina
ovos
Modo de Preparo
Misturar bem o polvilho, o queijo e a margarina, em seguida acrescentar os ovos 1 a 1 até dar o ponto de enrolar
Faça uma bolinha (grande) na mão, depois faça desta bolinha um rolinho, achate-a com um garfo e enrole (veja foto)
Leve para assar por 20 minutos (aproximadamente) ou até começar a dourar.




MOMENTO DE REFLEXÃO


Existem as culpas pequenas e as grandes.
As que ficam por algumas horas e as que perseguem para o resto da vida.
As primeiras são os pequenos pecados do dia-a-dia, as mentiras bobas, os deslizes, que até nos impedem de dormir muitas vezes, mas são passageiras e acabam tornando-se banais e nem se pensa muito.
As últimas são terrivelmente pesadas de se carregar, elas podem destruir a vida toda de uma pessoa.
São raras as pessoas que recebem uma condenação de outros por algum ato cometido, que não tentem se defender ou se justificar.
Mas não há quem se condena a si mesmo que procure aliviar sua culpa com desculpas.
A questão não está nas coisas sem conseqüências.
Essas coisas fazem parte das marés do dia-a-dia e perdoamo-nos tão facilmente como cometemos os erros.
A questão está nas culpas que chegam sozinhas, os acidentes pelos quais as pessoas se responsabilizam, as perdas e sofrimentos os quais as pessoas se dizem que poderiam ter evitado se tivessem feito isso ou aquilo e se condenam a cada instante.
As auto-punições não resolvem.
O recusar-se a felicidade não corrige erros, não compensa as dores.
O abandonar-se não faz ir adiante.
Dormir mais horas para não ver passar o tempo não vai diminuir o tempo determinado por Deus para a vida de cada um.
E tentar encurtar esse tempo, dom de Deus, pelos próprios meios, só pode trazer uma condenação eterna, que ninguém merece.
Somos nós nossos juízes mais severos se somos também nossos promotores mais duros.
Mesmo com toda compreensão, com todo amor, toda ajuda possível, não podemos nos livrar de culpas se essa libertação não vem do nosso interior, se ela não vem com a ajuda dAquele que sendo tudo, ainda nos prometeu um coração novo.
Então, o Anjo que o Senhor prometeu estar à nossa volta, nos diz isso:
Não importa em quantos pedaços seu coração foi quebrado,
Jesus pode restaurá-lo.
Não importa o que você fez, onde você andou, nem os caminhos que escolheu, Jesus ama você acima das suas escolhas.
Não importa quantas vezes você caiu e quantas se levantou,
Jesus pode levantar você de uma vez por todas.
Não importa qual foi seu pecado, se os homens te condenaram ou absolveram, Deus te absolve.
E se Deus absolve...acredite nEle: você é livre!

Letícia Thompson





Diário de Quinta-feira 28/08/2014


Quinta-feira, 28 de agosto de 2014


"Não espere por oportunidades extraordinárias. Agarre ocasiões comuns e as faça grandes. Homens fracos esperam por oportunidades; homens fortes as criam."


EVANGELHO DE HOJE
Mt 24, 42-51

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!


Fiquem vigiando, pois vocês não sabem em que dia vai chegar o seu Senhor. Lembrem disto: se o dono da casa soubesse quando ia chegar o ladrão, ficaria vigiando e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Por isso vocês também fiquem vigiando, pois o Filho do Homem chegará na hora em que vocês não estiverem esperando.
Jesus disse ainda:
- Sabemos que é o empregado fiel e inteligente que o patrão encarrega de tomar conta dos outros empregados, para dar a eles os mantimentos no tempo certo. Feliz aquele empregado que estiver fazendo isso quando o patrão chegar! Eu afirmo a vocês que isto é verdade: o patrão vai colocá-lo como encarregado de toda a sua propriedade. Mas, se o empregado for mau, pensará assim: "O meu patrão está demorando muito para voltar." Então começará a bater nos seus companheiros, e a comer, e a beber com os bêbados. E o patrão voltará no dia em que o empregado menos espera e na hora que ele não sabe. Aí o patrão mandará cortar o empregado em pedaços e o condenará a ir para o lugar aonde os hipócritas vão. Ali ele vai chorar e ranger os dentes de desespero.


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.




MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz


Ficai preparados!
Neste Evangelho, Jesus nos lembra que a sua vinda ao nosso encontro será imprevista. Por isso devemos viver sempre preparados, nas vinte e quatro horas do dia e nos sete dias da semana. Para deixar claro, ele nos conta três parábolas: a do ladrão, a do empregado fiel e a do empregado mau.
A vigilância consiste em vivermos sempre em dia com as nossas obrigações: familiares, de trabalho ou de estudo, e principalmente com os nossos deveres para com Deus. Fazer o bem e evitar o mal sempre, não apenas quando somos vistos, ou quando os outros poderão ficar sabendo. Isso por que Deus sabe tudo, e conhece a nossa vida toda, minuto por minuto.
“Se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria.” Jesus se compara com um ladrão, apenas nesse sentido, que ele virá de surpresa. Assim como a nossa vigilância contra ladrões é de vinte e quatro horas, a nossa vigilância na espera de Jesus deve ser igual, pois ele virá de repente.
A recompensa ao cristão fiel é generosa: “O senhor lhe confiará a administração de todos os seus bens”. Para nós, a recompensa será muito maior: a vida eterna junto com Deus e com a sua e nossa família, que são os anjos e os santos. Também o castigo ao cristão infiel será exemplar: O senhor “o partirá ao meio e lhe imporá a sorte dos hipócritas. Ali haverá choro e ranger de dentes”. O inferno é muito pior do que esta figura.
As três parábolas têm a mesma mensagem: O senhor virá no dia em que não esperamos e na hora em que não sabemos.
Esta advertência de Jesus, de vigilância, é de grande atualidade, pois o desenvolvimento da ciência e da técnica traz para nós certo comodismo. Se as coisas são fáceis aqui, pensamos que serão fáceis também com Deus. E é aí que dançamos.
Junto com o conforto, a ciência e a técnica trazem grandes tentações: droga, sexo desenfreado, infidelidade matrimonial, sacerdotal e religiosa, ociosidade... “Não nos deixeis cair em tentação!”
Hoje celebramos a memória de Santa Mônica. Ela nos apresenta um grande meio de perseverança e de vigilância: a oração. Mônica viveu no Séc. IV, na cidade de Tagaste que hoje pertence à Argélia. Seu esposo se chamava Patrício. Ela era católica e o marido pagão. Patrício era um homem violento, rude e de vida devassa. Tiveram três filhos: Agostinho, Navígio e Perpétua. Quando os filhos se tornaram jovens, o pai faleceu, já convertido ao cristianismo, graças à oração de Mônica.
Logo cedo, Agostinho, imitando o pai, tornou-se um jovem peralta, teimoso e indisciplinado. A mãe se esforçava pela sua conversão, através do aconselhamento, mas principalmente através da oração. Terminado o curso fundamental, Agostinho foi para Cartago, cidade grande, a fim de cursar a faculdade. Ali, longe da família, caiu de uma vez: aventuras e prazeres de todo tipo. Um dia ficou sabendo que era pai. Como a mãe era uma prostituta e não tinha condições de criar o filho, Mônica o trouxe para a sua casa e o criou. Chamava-se Adeodato.
Terminada a faculdade, Agostinho foi nomeado professor na universidade de Milão, na Itália. Como Navígio e Perpétua já eram casados, Mônica foi com Agostinho para Milão. Lá, vários anos depois, aconteceu a conversão do filho. Ele resolveu voltar para a sua terra natal. No navio, sua mãe faleceu. No seu livro Confissões, Agostinho escreve as últimas palavras de sua mãe: “Meu filho, não sei mais o que fazer nesta vida. Por um só motivo eu desejava viver. Era para ver você cristão. Agora que Deus me concedeu esta graça, parto feliz deste mundo”. Podemos dizer que Mônica gerou duas vezes Agostinho: para a terra e para o céu.
Maria Santíssima era tão vigilante que, no final de sua vida terrena, foi direto para o céu em corpo e alma. Isso porque a sua vida aqui já era a vida do céu. Santa Maria e Santa Mônica, rogai por nós!
Ficai preparados!





MUNDO ANIMAL


Saiba tudo sobre o Golden Retriever


A decisão de adotar ou comprar um cachorro precisa ser muito bem pensada e nunca deve ser feita por impulso, afinal, os cães não são brinquedos e chegam a viver em média 14 anos. Por isso, antes de qualquer coisa, muitos assuntos devem ser ponderados, entre eles: o cão ideal para a sua realidade, gastos com veterinário, comida, cuidados, higiene e como ter uma boa convivência com o animal.
Para facilitar todo este processo e ajudar na decisão de ter ou não um amigo canino, o Vida de Cão fez um guia de raças que reuniu as características, detalhes e curiosidades dos cães mais adorados mundialmente.
A raça Golden Retriever será a primeira desta série, justamente pela sua fama de ser dócil e amável. Veja o perfil completo da raça feito por Marcos Nishikawa, dono do canil Golden Trip, e entenda porque os Goldens são uma ótima escolha para pessoas que gostam de exercícios e para famílias com crianças.

Origem da raça:

A raça é nova, existe desde 1900 e é originalmente da Escócia. Os cães Golden foram desenvolvidos (a partir do cruzamento de outras raças) para buscar rapidamente a caça - tanto em terra quanto na água - já que os armamentos de caça estavam cada vez mais rápidos. O termo 'retriever' em Inglês, significa 'aquele que traz algo', o que explica a paixão deles por brincadeiras com bolinhas e frisbees.

Raças similares:

Os retrievers são cães de caça e por isso, todos eles se parecem fisicamente. O Golden Retriever foi desenvolvido entre cruzamentos de raças como o Flat Coat, Tweed Water Spaniel (já extinta), Labrador, Setter Irlandês e Bloodhound.

Características físicas principais:

É um cão de porte médio, com patas longas, corpo delgado e focinho reto. Seus olhos são castanho-escuros e não são muito grandes. Suas orelhas são caídas na altura das bochechas e sua cauda é longa, grossa e reta. Possui uma encantadora feição de filhote mesmo depois de adulto.

Pelos:

A pelagem é exclusivamente dourada (podendo haver variações de tons entre dourado claro e escuro). São longos e precisam ser penteados e tosados regularmente, já que soltam muito pelo. O uso de shampoos e condicionadores especiais é essencial para mantê-los longe de nós e com aparência saudável.

Tamanho:

Seu tamanho pode variar entre 58 - 61 cm nos machos e 55 - 57 cm nas fêmeas. O tamanho dos cães é a altura das patas dianteiras até a cernelha (os 'ombros' dos cães - logo abaixo do pescoço).

Peso:

Os machos são mais pesados, seu peso varia de 29 a 34 quilos e as fêmeas pesam entre 27 e 32 quilos.

Expectativa de vida:

O Golden vive de 9 a 12 anos. É um cão relativamente frágil se comparado a outros cães que podem chegar até 20 anos de idade (como é o caso do 'vira-latas' e do cachorro mexicano sem pelos Xoloitzcuintle)

Problemas de saúde:

Todo exemplar de Golden Retriever, pode apresentar displasia coxo-femural, que consiste em problemas nos ossos e cartilagens na região do quadril. Este tipo de doença é crônica e pode ser acentuada por questões físicas e do ambiente, como piso escorregadio e patas com excesso de pelos (que fazem com que o animal deslize e caminhe com instabilidade).
Outras enfermidades como, por exemplo, hipotiroidismo e algumas alergias também podem ser comuns. Em sua grande maioria estes problemas de saúde são crônicos e passam dos pais para os filhotes.

Comportamento:

Os cães da raça Golden Retriever possuem um ótimo temperamento, por isso é uma das raças mais populares do mundo. A inteligência deles chega a ser exemplar, entendem muito bem e obedecem comandos rapidamente, podendo assim ser facilmente adestrados. São muito amorosos com pessoas e outros animais, logo, não servem como cães de guarda e não podem viver longe de seus donos. Obviamente que todos os cães latem, e no caso desta raça não é diferente, mas seu latido é mais voltado para brincadeiras e não para alertas e estranhos como é mais comum.

Atividades:

O excesso de energia durante os primeiros anos de vida pode fazer com que o cão 'destrua' móveis e pertences da casa e seja considerado um cão problemático, hiperativo e destruidor (o que não é verdade). Nestes casos, prendê-lo é a pior alternativa, pois esta atitude apenas faz com o que o cão acumule mais energia. Para evitar aborrecimentos, o dono deve manter uma rotina de atividades estimulantes e diárias com caminhadas, corridas, brincadeiras e atividades intensas como agility (atividade em que o cão faz um circuito com muitos obstáculos) e natação.

Ambiente:

O cão precisa de espaço, mas pode viver em apartamento e casas menores desde que seus donos se comprometam a fazer exercícios diários.

Em que estação vive melhor?

Devido a região de sua origem, o Golden é um cão que vive melhor nas estações mais frias. Na Escócia, a temperatura varia entre 25º e 5ºC durante o ano. Logo, em regiões ou estações mais quentes (que é o caso do Brasil), é necessário tosar o excesso de pelos e disponibilizar ao cachorro um ambiente bem arejado ou com ventilador ou ar condicionado capazes de manter o local até 20ºC.

Curiosidades da raça:

Os Goldens são muito usados na prática da pet terapia - ou Terapia Assistida por Animais - que utiliza diversas espécies de animais como auxiliares em tratamentos médicos de seres humanos com problemas cardíacos, pressão alta, autismo, câncer, Alzheimer, alergia, depressão, paralisia e artrite.
Sua facilidade em obedecer e servir seus donos, faz com que sejam ótimos cães-guia para deficientes visuais e para pessoas com deficiências auditivas e físicas, pois podem ser treinados para avisar seus donos de barulhos como campainha e telefone ou podem pegar coisas que caíram no chão e estão fora do alcance de um cadeirante.




MOMENTO DE REFLEXÃO


Conta uma lenda, que dois monges atravessam uma área deserta e diante de um rio violento, avistaram uma linda jovem que tentava atravessá-lo sem sucesso. Um dos monges, não sem dificuldades, atravessou o rio e colocando a mulher em suas costas conseguiu atravessar o rio em segurança. A jovem abraçou-lhe agradecida comovida com o seu gesto e seguiu seu caminho.
Retornando a jornada, o outro monge que assistiu a tudo calado, repreendeu o amigo, falando do contato carnal que houve com aquela jovem, da tentação de ter aquele contato mais direto com uma mulher, o que era proibido pelas suas leis. E durante um bom trecho do caminho, esse monge falou sobre a mulher e sobre o pecado cometido até que aquele que ajudou a jovem na travessia falou:
- Querido amigo, eu atravessei o rio com a jovem e lá eu a deixei, mas você ainda continua carregando-a em seus pensamentos.
Assim, todos sabem que Deus não nos dá fardos maiores que aqueles que podemos suportar, e muitos dos nossos fardos já poderiam estar abandonados em outras curvas da vida, mas nós em carregá-los. Levamos nossas dores e frustrações ao extremo, dramatizamos demais, elevamos ao cubo cada dor, cada ofensa, cada contrariedade e por isso, não conseguimos relaxar, perdoar ou mesmo ser feliz, pois o peso que vamos acumulando em nossas costas são demais para qualquer cristão.
Neste dia especial, eu te convido a uma reflexão: quais são os fardos que você continua carregando e que já não estão mais com você? Qual é a dor que você anda revivendo e fazendo com que velhas feridas voltem a sangrar? Por que você não consegue perdoar quem te magoou? Quantas oportunidades você anda deixando para trás por estar amarrado ao passado?
Desarme-se!
Dos velhos pensamento, do espírito, da revolta, da tristeza. Hoje é dia de desmontar o velho acampamento do comodismo e seguir adiante na longa jornada que a vida apresenta. Quanto mais leve a sua "mochila", mais fácil a subida rumo a felicidade.

Paulo Roberto Gaefke






Diário de Quarta-feira 27/08/2014


Quarta-feira, 27 de agosto de 2014


"Tem muita gente com muita certeza e faltam pessoas com dúvidas. As dúvidas são transformadoras!" (Rico Lins)


EVANGELHO DE HOJE
Mt 23, 27-32

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!


“Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de cadáveres e de toda podridão! Assim também vós: por fora, pareceis justos diante dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e injustiça. Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Construís sepulcros para os profetas e enfeitais os túmulos dos justos, e dizeis: ‘Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, não teríamos sido cúmplices da morte dos profetas’. Com isso, confessais que sois filhos daqueles que mataram os profetas. Vós, pois, completai a medida de vossos pais!”


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.




MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz


Sois filhos daqueles que mataram os profetas.
Neste Evangelho, Jesus continua censurando os escribas e fariseus. Mas sabemos que os pecados deles estão no Evangelho como advertências para nós, o novo Povo de Deus. Quantas vezes escondemos as nossas malandragens atrás de uma aparência de santidade! A hipocrisia é uma herança do pecado original, presente em todos os tempos e lugares.
A comparação do sepulcro caiado, ou pintado, ou coberto de azulejos e flores, é muito viva, devido ao contraste com o que está lá dentro. Que não sejamos assim, isto é, bonitinhos por fora, mas no nosso interior cheios de podridão e de ossos daqueles e daquelas que massacramos pela vida! É preferível a transparência e a sinceridade, como fazem as crianças.
“Completai a medida de vossos pais!” O povo judeu exaltava os profetas do passado. Mas esses profetas foram assassinados pelos ancestrais deles mesmos. Completar a medida é fazer o mesmo agora com Jesus, o maior dos profetas: matam e depois vão enfeitar o túmulo, reconhecendo-o como herói.
Exaltar um profeta do passado é fácil, porque ele não está mais aqui para nos questionar e advertir. Eles não estão mais presentes fisicamente, assim podemos torcer à vontade as suas palavras e o seu testemunho, de acordo com os nossos interesses egoístas.
O Papa João Paulo II está sendo exaltado, mas no seu tempo ele era criticado, como é hoje o Papa Bento XVI. O mesmo acontece com os nossos líderes da Paróquia ou da Comunidade. Os do passado eram bons, mas os atuais são cheios de defeitos e pecados, tanto na vida  como nas mensagens que nos passam. Tudo isso fazemos para não vestir a carapuça, e continuar nas nossas mediocridades.
Assim como o povo de Israel devia acolher bem os seus profetas contemporâneos, especialmente Jesus Cristo, nós devemos acolher bem o Papa, o nosso Bispo, o nosso Pároco, o nosso coordenador ou coordenadora da Comunidade. Acolhê-los e ajudá-los a serem melhores, pois todos somos “farinha do mesmo saco”.
Um dia, uma senhora ouviu tocar a campainha da sua casa e foi atender. Era um menino pobre. Ele disse: “A senhora tem pão velho?” Ela disse: “Novo serve?” “Sim” disse ele, todo acanhado. Ela foi lá dentro e veio com um pedaço de bolo, leite com café e outras coisas. Enquanto ele comia, ela falou: “Vou buscar o pão para você levar, mas antes podemos conversar um pouco?” “Sim” respondeu ele.
Os dois se sentaram e a mulher perguntou: “Filho, onde você mora?" "Depois do zoológico" disse o garoto. A senhora comentou: "Bem longe, hein!" “É”, respondeu ele, “mas eu venho aqui ao centro porque tenho de pedir as coisas para nós comermos". A mulher perguntou: “Nós quem?” “Eu, minha mãe e meus irmãos” disse ele. “Você está na escola?” “Não.” “Minha mãe não pode comprar material”. “Seu pai mora com vocês?” “Ele sumiu”. E o papo continuou, até que ela disse: "Vou buscar o pão”. Ele falou: “Não precisa não. A senhora já conversou comigo, isso é o suficiente”. E queria ir embora. Só com muito custo esperou que ela buscasse o pão e uma cainha de leite.
O menino ficou tão contente de conversar com uma senhora distinta, que nem queria dar trabalho a ela de ir buscar pães. Queria salvar a amizade.
Aquela senhora comentou depois: “Eu tive a sensação de ter absorvido toda a solidão e a falta de amor daquele menino. Um garoto de nove anos, sem sonhos, sem brinquedos, sem escola, sem comida... E tive a felicidade de ver seus olhinhos brilharem, refletindo dentro da pupila o meu rosto. Aquele dia foi muito rico para mim. E está sendo até hoje, porque sei onde ele mora, e de vez em quando eu e meu marido vamos à casa deles”.
A nossa sociedade é composta de “sepulcros caiados”, de pessoas tão egoístas que, num caso desses, já se ofereceriam para adotar um dos filhos daquela senhora, arrancando-lhe do coração mais um amor da sua vida.
Que Maria Santíssima interceda por nós junto do seu Filho, a fim de sermos protegidos das tramas farisaicas e do grande pecado da hipocrisia. Sois filhos daqueles que mataram os profetas.




CURIOSIDADES


1-Chip de anticoncepcional por controle remoto estará disponível em 2018.
O chip é implantado sob a pele de uma mulher, liberando uma pequena dose do hormônio levonorgestrel.
Isso terá que ser feito todos os dias por 16 anos, mas pode ser interrompido a qualquer momento por meio de um controle remoto sem fio.
O projeto foi apoiado por Bill Gates, e será submetido a ensaio pré-clínico em os EUA no próximo ano - e, possivelmente, ir à venda em 2018.


2- Leonardo Da Vinci costumava comprar animais enjaulados apenas para libertá-los.
Fonte: legacy.mos.org


3- Jackie Chan já quebrou o tornozelo, o nariz, a testa, os joelhos, fraturou o crânio, arrancou um dente, e lesionou o queixo gravando alguns de seus filmes.
Fonte: Mundo Estranho


4- Quem não gosta de dinheiro? Embora já tenha sido o sonho de mundo gente, a verdade é que ter uma fábrica de dinheiro é algo impossível. Isso porque, para se tornar válido e legal, existem uma série de exigências às quais cédulas e moedas precisam se adequar, desde os primeiros processos de sua confecção… aliás, desde suas matérias-primas, na verdade.
No vídeo que trazemos hoje, esses procedimentos nada simples da fabricação do dinheiro brasileiro são explicados passo a passo. Saiba tudo que rola na única fábrica autorizada à produzir nossa grana, a Casa da Moeda, desde a checagem de acidez do papel, até a composição secreta das cores e assim por diante.


5- Se a Terra não girasse, não existiria vida. É que o lado do planeta que ficasse voltado para o Sol viraria um deserto muito quente e o outro lado ficaria muito escuro e gelado.
Fonte: Conhecimento Científico




MOMENTO DE REFLEXÃO


 Um estrangeiro, que se dirigia a uma pequena vila, parou diante de uma pobre cabana e pediu à senhora, que estava sentada diante da porta, qualquer coisa para comer.
- Sinto muito, senhor, mas não tenho nada.
- Não se preocupe, disse o estrangeiro.
Eu tenho na sacola uma pedra para sopa.
Se você deixar que eu a coloque numa panela de água fervendo, eu preparo a mais deliciosa sopa do mundo. Preciso apenas de uma panela grande, por favor.
A senhora estava curiosa. Deu-lhe a panela e foi confiar o segredo da pedra para a sopa a uma vizinha. Quando a água começou a ferver, estavam aí todos os vizinhos para ver o estrangeiro e a sua pedra.
Ele colocou a pedra na água, depois experimentou e disse com simplicidade:
- Que delícia! Falta só um pouco de batata.
- Eu tenho batatas na cozinha, disse uma vizinha.
Poucos minutos depois estava de volta com uma grande quantidade de batatas cortadas em pedaços, que foram colocados na panela. O estrangeiro experimentou novamente:
- Excelente... Se houvesse um pouco de carne e um pouco de verdura, teria um sabor refinado. Outra mulher correu até sua casa
para pegar um pouco de carne e outra foi buscar cebolas. Depois de colocar tudo na panela, o estrangeiro experimentou o caldo e disse:
- Falta um pouco de sal.
- Ei-lo, disse a dona da casa.
- Tigelas e pratos para todos! - falou o estrangeiro.
As pessoas correram para pegar pratos e tigelas, e alguns trouxeram também frutas e mandioca. Todos sentaram-se em torno ao estrangeiro que distribuía a sopa para todos em abundância. Todos sentiram uma estranha felicidade: riam, falavam, comiam juntos. O estrangeiro, depois de permanecer um pouco com eles, desapareceu silenciosamente, em meio à alegria geral.
Deixou, porém a pedra milagrosa para que pudessem usá-la todas as vezes que quisessem preparar a melhor sopa do mundo.


Anthony de Mello


Diário de Terça-feira 26/08/2014


Terça-feira, 26 de agosto de 2014


"A felicidade às vezes é uma bênção, mas geralmente é uma conquista." (Paulo Coelho)


EVANGELHO DE HOJE
Mt 23, 23-26

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!


“Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Pagais o dízimo da hortelã, da erva-doce e do cominho, e deixais de lado os ensinamentos mais importantes da Lei, como o direito, a misericórdia e a fidelidade. Isto é que deveríeis praticar, sem contudo deixar aquilo. Guias cegos! Filtrais o mosquito, mas engolis o camelo. Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Limpais o copo e o prato por fora, mas por dentro estais cheios de roubo e cobiça. Fariseu cego! Limpa primeiro o copo por dentro, que também por fora ficará limpo.”



Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.




MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz


Vós deveríeis praticar isto, sem contudo deixar aquilo.
Neste Evangelho, Jesus censura fortemente os escribas e os fariseus, devido à sua hipocrisia. O piro é que os pecados deles são muito comuns entre nós. Usando a comparação de limpar um copo, Jesus se refere às nossas atitudes erradas, que são as raízes dos nossos atos errados. Eles se preocupavam com os atos externos (limpar o copo por fora), mas Jesus quer mais, quer a nossa mudança de coração, isto é, a nossa mudança de atitudes (limpar o copo por dentro).
A palavra hipócrita, naquele tempo, significava não só dar uma aparência daquilo que não é, mas falsificar as ações religiosas, a fim de dar uma aparência de santo. Os verdadeiros enviados se colocam humildemente como seus servos, e estão sempre em processo de conversão, a fim de não dar mau exemplo. Do contrário eles podem afastar o povo de Deus, em vez de aproximar. Quem pensa que sabe tudo, não dá a Deus a chave da sua mente. Quem pensa que cumpre todos os mandamentos, não dá a Deus a chave do seu coração. Quem se afasta dos pecadores e dos humildes, se afasta da misericórdia de Deus.
As opções fundamentais da nossa vida, embora sejam invisíveis, têm as suas epifanias (manifestações), pelas quais elas se tornam perceptíveis a nós e aos outros. Por exemplo, se a minha vida não é direcionada para Deus, aparecem as epifanias, que são os atos de pecado, grandes ou pequenos.
Há uma diferença entre ato e atitude. A comparação com a árvore nos ajuda a entender. Uma árvore tem folhas, galhos, tronco e raízes. Não vemos as raízes, mas são elas que sustentam e dão vida a tudo, através da seiva. As raízes são as nossas atitudes (fé, esperança, virtude da caridade, humildade... Também as negativas: egoísmo, preguiça...), e o resto, o que aparece na árvore são os nossos atos (solidariedade, alegria, perseverança, atos de caridade.. Ou os negativos: roubo, violência, infidelidade...) Assim como não vemos as raízes de uma árvore, não vemos as atitudes de uma pessoa. Mas elas são as mais importantes, pois são elas que geram os atos da pessoa, bons ou maus.
É importante descobrir, através dos nossos atos, quais são as nossas atitudes que estão gerando esses atos. Pelo estilo de vida de uma pessoa podemos identificar suas opções fundamentais.
Uma árvore tem folhas, frutos e raízes. Nós vemos as folhas e os frutos, mas não vemos as raízes. No entanto, são elas que alimentam as folhas e os frutos. O mesmo acontece com o pecado e com a falta de fé; são frutos de raízes escondidas.
“Filhinhos, não ameis o mundo nem o que está no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele; pois tudo o que está no mundo – a concupiscência da carne, a cobiça exagerada de bens, e a soberba da vida – não vêm do Pai, mas do maligno” (1Jo 2,15-16). Nesse texto, S. João cita os três grandes ídolos do mundo, que começam com “p”: O prazer, e posse e o poder. O maior obstáculo é o apego exagerado ao dinheiro, que está no segundo “p”.
Essas tendências nossas, em si, são boas. Acontece que o pecado desorganiza as nossas inclinações.
Pelo prazer, às vezes buscamos vícios, faltamos ao domínio de nós mesmos, abusamos do nosso próximo, caímos no comodismo, palavra bonita para dizer preguiça.
Pela posse, caímos na avidez de ter coisas. Não partilhamos e facilmente pulamos da posse de coisas para a posse de pessoas. “Quanto mais tem, mais quer”.
Pelo poder, caímos na avidez de estar por cima, de mandar, ou de ter fama e prestígio. Usando uma linguagem figurada, nós matamos pessoas só para subir em cima dos seus cadáveres e assim todos nos verem. E ainda acenamos com cara lavada: “Oi, estou aqui!” Claro, não deixamos ninguém ver o que há embaixo dos nossos pés. Coisa horrível!
Outras raízes do pecado e da incredulidade: A preguiça (Cf Pr 26,13-16), o egoísmo, o egocentrismo... A fé cristã nos leva ao alocentrismo, que é o contrário de egoísmo.
“Vós pagais o dízimo da hortelã... e deixais de lado os ensinamentos mais importante, como a justiça e a fidelidade!” Pagar o dízimo da hortelã é um ato pequenino, mas bom. Agora, a justiça e a fidelidade são virtudes internas nossas que geram atos bons muito mais importantes.
“Vós limpais o copo e o prato por fora, mas por dentro estais cheios de roubo e cobiça.” Limpar o copo é ato bom, embora pequenino. Agora, o roubo e a cobiça são pecados grandes. O pior é limpar o copo para abafar ou esconder o roubo e a cobiça.
“Guias cegos!” Se o guia é cego, os dois vão cair num buraco. Imagine quem é guia de todo um povo! E os fariseus e mestres da Lei não eram só cegos, mas exploradores do povo a eles confiado. Esses guias cegos, de ontem e de hoje, torcem o sentido das Sagradas Escrituras em função de seus interesses gananciosos, e com isso, em vez de aproximar, afastam o povo de Deus e do seu Reino.
Vamos limpar-nos por dentro, tirando as raízes do mal eliminando os vícios e enriquecendo-nos com as virtudes, e assim com certeza produziremos muitos e bons frutos.
Certa vez, um monge mestre e um noviço estavam viajando a pé. Chegaram a beira de um rio e viram ali uma linda moça querendo atravessar o rio mas não conseguia porque o rio não dava pé e ela não sabia nadar.
Então a moça pediu a eles: “Por favor, levem-me até o outro lado. Eu preciso chegar em casa!” O mestre a pegou, colocou nas costas e atravessou a nado o rio. O noviço também atravessou nadando, e os dois continuaram a viagem. Várias horas depois, o noviço criou coragem e disse ao mestre: “A nossa regra nos proíbe de tocar em mulher. Como que o senhor fez aquilo, atravessando aquela moça nas costas?” O mestre respondeu: “Eu deixei a moça lá na beira do córrego. E você está trazendo-a consigo até agora!”
Aí aparece direitinho onde está o pecado. Ele está no nosso coração, não nos nossos atos externos simplesmente. Se nós fazemos as coisas com reta intenção e querendo agradar a Deus, ele nos protege e não fazemos pecado, mesmo que atravessemos um rio com uma linda moça nas costas. Por isso, não precisamos ter medo dos nossos irmãos ou irmãs do sexo oposto.
Maria Santíssima é toda pura e santa, por dentro e por fora. Isso transparece em seus olhos, em seu coração, em tudo. Ela não se preocupava em aparecer, como os hipócritas; o que ela queria era amar e servir a Deus e ao próximo. Por isso foi escolhida por Deus para ser a Mãe do seu Filho e de todos nós. “Ó virgem santa, rogai por nós pecadores!”
Vós deveríeis praticar isto, sem contudo deixar aquilo.



VIDA SAUDÁVEL


Os Dez mandamentos da Terceira Idade, Quarta ...


Aos que já tem essa idade, colocar em prática;
Aos que estão caminhando para ela podem segui-las que não fará mal algum.

1. Não se aposente da vida para se tornar a praga da família.
A vida é atividade e o verdadeiro elixir da eterna juventude é o dinamismo. Não despreze as ocupações enquanto tiver energia para as lutas cotidianas.

2. Seja independente e preserve sua liberdade mesmo que seja dentro de um quartinho. Quem renuncia ao próprio lar, obriga-se a andar na ponta dos pés para evitar atritos com noras, genros, netos e outros parentes.

3. Mantenha o governo de sua própria bolsa. Ajude seus filhos financeiramente, na medida das suas posses, reserve uma parte para emergências e lembre-se que um filho ambicioso pode ser mais temível que um inimigo.

4. Cultive a arte da amizade como se fosse uma planta rara, cercando os familiares de cuidados, como se fossem flores. Se sua memória estiver falhando, anote numa agenda sentimental as datas mais importantes das suas vidas e compartilhe com eles a alegria de estar presente.

5. Cuide da sua aparência e seja o mais atraente possível. Não seja um daqueles velhos relaxados, que exibem caspa na gola do paletó e manchas de gordura na roupa, que revelam o cardápio da semana. Nunca despreze o uso de água e sabão.

6. Seja cordial com seus vizinhos e amigos. Evite implicar-se com o latido do cachorro, o miado do gato, o lixo fedorento na calçada ou o volume do rádio. Um bom vizinho ou amigo é sempre um tesouro, especialmente se os parentes morarem distantes.

7. Cuidado com o nariz e não se intrometa na vida dos filhos e dos outros. Eles são seres com cérebro, coração, vontade e contam com muitos anos para cometerem seus próprios erros.

8. Fuja do vício mais comum da velhice, que é a "Presunção".  A longa vida pode não lhe ter trazido sabedoria. Há muitos que chegam ao fim da jornada tão ignorantes como no início dela.
Deixe que a Humildade seja a sua marca mais forte.

9. Os cabelos brancos não lhe dão o privilégio de ser ranzinza e inconveniente.  Lembre-se que toda paciência tem limite e que não há nada mais desagradável do que alguém desejar a sua morte.

10. Não seja repetitivo ( se você se lembrar disso), contando a mesma história três, quatro, cinco vezes. Quem olha só para o passado, tropeça no presente e não vê a passagem para o futuro...

Adaptação de  "Compreendendo Melhor Como Viver a Terceira Idade, na Opinião da Terceira Idade" Dr. Conceil Corrêa da Silva




MOMENTO DE REFLEXÃO


"Andava mendigando de porta em porta ao longo da vereda da aldeia, quando tua carruagem dourada apareceu na distância como um magnífico sonho, e me perguntei quem seria este Rei de todos os reis!”
Minhas esperanças cresceram, e pensei que os tristes dias tivessem passado e fiquei na espera de dons não requeridos, de riquezas abundantes por toda parte.
Tua carruagem parou perto de mim.
Olhaste-me e desceste sorrindo.
Senti que finalmente tinha chegado a fortuna de minha vida.
Mas, improvisadamente me estendeste a mão pedindo:
'Que tens para dar-me?'
Que gesto régio foi o teu!
Estender a mão a um mendigo para mendigar!
Fiquei indeciso e confuso.
Depois tirei do meu alforje o menor grão de trigo e te o ofereci.
Mas qual não foi a minha surpresa quando, terminado o dia, esvaziei meu alforje por terra e encontrei um grãozinho de ouro no meu pobre acervo!
“Chorei amargamente e desejei haver tido a coragem de doar-te tudo aquilo que tinha".

Rabindranath Tagore