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LITURGIA DIÁRIA

LITURGIA DIÁRIA - REFLEXÕES E COMENTÁRIOS

Diário de Sexta-feira santa 18/04/2014



Sexta-feira santa, 18 de abril  de 2014



“A mais extrema forma da ignorância é quando você rejeita algo sobre o que você não sabe nada” Wayne Dyer


EVANGELHO DE HOJE
Jo 18,1-19,42

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!


Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo João


Naquele tempo, 1Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos. 2Também Judas, o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus discípulos. 3Judas levou consigo um destacamento de soldados e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus, e chegou ali com lanternas, tochas e armas. 4Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer, saiu ao encontro deles e disse: A quem procurais? 5Responderam: A Jesus, o nazareno. Ele disse: Sou eu. Judas, o traidor, estava junto com eles. 6Quando Jesus disse "sou eu", eles recuaram e caíram por terra. 7De novo lhes perguntou: A quem procurais? Eles responderam: A Jesus, o nazareno. 8Jesus respondeu: Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem. 9Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito: "Não perdi nenhum daqueles que me confiaste". 10Simão Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco. 11Então Jesus disse a Pedro: Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?"

12Então, os soldados, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o amarraram. 13Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de Caifás, o sumo sacerdote naquele ano. 14Foi Caifás que deu aos judeus o conselho: "É preferível que um só morra pelo povo". 15Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio do sumo sacerdote.

16Pedro ficou fora, perto da porta. Então o outro discípulo, que era conhecido do sumo sacerdote, saiu, conversou com a encarregada da porta e levou Pedro para dentro. 17A criada que guardava a porta disse a Pedro: Não pertences também tu aos discípulos desse homem? Ele respondeu: Não. 18Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira e estavam se aquecendo, pois fazia frio. Pedro ficou com eles, aquecendo-se. 19Entretanto, o sumo sacerdote interrogou Jesus a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento. 20Jesus lhe respondeu: Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas. 21Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que falei; eles sabem o que eu disse. 22Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada, dizendo: É assim que respondes ao sumo sacerdote? 23Respondeu-lhe Jesus: Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates? 24Então, Anás enviou Jesus amarrado para Caifás, o sumo sacerdote.

25Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se. Disseram-lhe: Não és tu, também, um dos discípulos dele? Pedro negou: Não! 26Então um dos empregados do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha, disse: Será que não te vi no jardim com ele? 27Novamente Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou.

28De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador. Era de manhã cedo. Eles mesmos não entraram no palácio, para não ficarem impuros e poderem comer a páscoa. 29Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse: Que acusação apresentais contra este homem? 30Eles responderam: Se não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti! 31Pilatos disse: Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a vossa lei. Os judeus lhe responderam: Nós não podemos condenar ninguém à morte. 32Assim se realizava o que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer. 33Então Pilatos entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe: Tu és o rei dos judeus

34Jesus respondeu: Estás dizendo isto por ti mesmo, ou outros te disseram isto de mim? 35Pilatos falou: Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste? 36Jesus respondeu: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui. 37Pilatos disse a Jesus: Então tu és rei? Jesus respondeu: Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz. 38Pilatos disse a Jesus: O que é a verdade? Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus e disse-lhes: Eu não encontro nenhuma culpa nele. 39Mas existe entre vós um costume, que pela páscoa eu vos solte um preso. Quereis que vos solte o rei dos judeus? 40Então, começaram a gritar de novo: Este não, mas Barrabás! Barrabás era um bandido.

19,1Então Pilatos mandou flagelar Jesus. 2Os soldados teceram uma coroa de espinhos e colocaram-na na cabeça de Jesus. Vestiram-no com um manto vermelho, 3aproximavam-se dele e diziam: Viva o rei dos judeus! E davam-lhe bofetadas. 4Pilatos saiu de novo e disse aos judeus: Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele crime algum. 5Então Jesus veio para fora, trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho. Pilatos disse-lhes: Eis o homem! 6Quando viram Jesus, os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar: Crucifica-o! Crucifica-o! Pilatos respondeu: Levai-o vós mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum. 7Os judeus responderam: Nós temos uma lei, e, segundo esta lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus. 8Ao ouvir estas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda. 9Entrou outra vez no palácio e perguntou a Jesus: De onde és tu? Jesus ficou calado. 10Então Pilatos disse: Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar? 11Jesus respondeu: Tu não terias autoridade alguma sobre mim, se ela não te fosse dada do alto. Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior.

12Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam: Se soltas este homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei, declara-se contra César. 13Ouvindo estas palavras, Pilatos levou Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado "Pavimento", em hebraico "Gábata". 14Era o dia da preparação da páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus: Eis o vosso rei! 15Eles, porém, gritavam: Fora! Fora! Crucifica-o! Pilatos disse: Hei de crucificar o vosso rei? Os sumos sacerdotes responderam: Não temos outro rei senão César. 16Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram.

17Jesus tomou a cruz sobre si e saiu para o lugar chamado "Calvário", em hebraico "Gólgota". 18Ali o crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio. 19Pilatos mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito: "Jesus, o nazareno, o rei dos judeus". 20Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego. 21Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: Não escrevas "o rei dos judeus", mas sim o que ele disse: "Eu sou o rei dos judeus". 22Pilatos respondeu: O que escrevi, está escrito.

23Depois que crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes, uma parte para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em peça única de alto a baixo. 24Disseram então entre si: Não vamos dividir a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será. Assim se cumpria a escritura que diz: "Repartiram entre si as minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica". Assim procederam os soldados.

25Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: Mulher, este é o teu filho. 27Depois disse ao discípulo: Esta é a tua mãe. Dessa hora em diante, o discípulo a acolheu consigo.

28Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a escritura se cumprisse até o fim, disse: Tenho sede. 29Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. 30Ele tomou o vinagre e disse: Tudo está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.

Todos se ajoelham e ficam em silêncio

31Era o dia da preparação para a páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. 32Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com Jesus. 33Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. 35Aquele que viu, dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. 36Isso aconteceu para que se cumprisse a escritura, que diz: "Não quebrarão nenhum dos seus ossos". 37E outra escritura ainda diz: "Olharão para aquele que transpassaram".

38Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus - mas às escondidas, por medo dos judeus - pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então José veio tirar o corpo de Jesus. 39Chegou também Nicodemos, o mesmo que antes tinha ido de noite encontrar-se com Jesus. Levou uns trinta quilos de perfume feito de mirra e aloés. 40Então tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho, como os judeus costumam sepultar. 41No lugar onde Jesus, foi crucificado, havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. 42Por causa da preparação da páscoa, e como o túmulo estava perto, foi ali que colocaram Jesus.



Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.






MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe. Antonio Queiroz


Tudo está consumado.
Hoje é sexta-feira santa, dia em que comemoramos a morte de Jesus. No Evangelho da paixão, nós vemos que as suas últimas palavras foram: “Tudo está consumado”. Isto é, cumpri minha missão. Fiz tudo o que o Pai me havia pedido. Nós estamos mergulhados em um mundo pecador, mas nele temos a missão de ser luz, e de cada um de nós cumprir bem a sua vocação, perseverando até o fim. “Tende em vós os mesmos sentimentos de Cristo Jesus” (Fl 2,6).
Jesus não procurou sofrimentos, o que ele queria era fazer a vontade do Pai. Nós também não procuramos sofrimento, mas estamos firmes no desejo fazer a vontade do Pai, mesmo que isto nos custe a morte.
Jesus não ficou em cima do muro diante dos pecadores, mas tomou posição em favor da verdade, da justiça e do respeito aos mandamentos de Deus. Nós, igualmente, vamos até denunciar o que virmos de errado, mesmo que praticado por pessoas poderosos que podem nos prejudicar. A nossa fidelidade é até o fim da nossa vida. “Tudo está consumado”.
Algumas palavras de Jesus nos orientam: “A verdade vos libertará.” “Porque não és frio nem quente, estou para vomitar-te da minha boca.” “Se alguém se envergonhar de mim, eu também me envergonharei dele.”
Outras virtudes que vemos em Jesus, ao ouvirmos a proclamação da sua paixão: 1) No meio da crise, ele rezou, buscando a ajuda de Deus Pai. 2) Perdoou a todos os que o maltratavam e morreu sem mágoa de ninguém. 3) Caiu muitas vezes, mas se levantou, e a morte o encontrou em pé. “Tende em vós os mesmos sentimentos de Cristo Jesus”.
A oposição a Jesus foi gradativa. Começou no seu primeiro discurso em Nazaré, quando quiseram jogá-lo morro abaixo.
As autoridades tentaram ignorá-lo, não deu certo; tentaram jogar o povo contra ele, não deu certo; tentaram cooptá-lo, convidando para refeições nas casas dos chefes, não deu certo, pois Jesus criava constrangimento durante a própria refeição, como o caso da pecadora que veio chorar aos seus pés; tentaram discutir com ele em público, mas Jesus sempre vencia, como caso da mulher de sete maridos, a questão do imposto a César, o caso da mulher adúltera...
A morte de Jesus foi bolada de tal modo que ninguém assumiu o crime: as autoridades judaicas passaram para a autoridade romana; esta pediu para o povo decidir, e lavou as mãos. Como o povo é anônimo, quem condenou ficou também anônimo. Na verdade ele carregou os nossos crimes e morreu em nosso lugar.
Jesus até ridicularizou a sua condenação: “Eu vos mostrei muitas obras boas; por qual delas me quereis matar?”
Os verdadeiros motivos por que mataram a Jesus foram: 1) Ele estava se tornando uma ameaça aos ganhos fáceis e a corrupção que havia, inclusive dentro do Templo. 2) Ele era pobre; se fosse rico, não teria sido condenado. 3) Ele não apelou para alguém importante. 4) Não mudou o seu discurso diante das ameaças de morte; pelo contrário, mostrou o próprio pecado de condená-lo.
“Vejam: O Messias será como o fogo do fundidor. Será como o sabão das lavadeiras. Ele vai sentar-se como aquele que refina a prata. Vai purificar os filhos de Levi, como a prata, para que possam apresentar a Deus uma oferenda que seja de acordo com a justiça (Ml 3,2-3). Os sofrimentos servem para nos purificar, a fim de que sejamos uma prata pura diante de Deus.
É interessante um detalhe do fundidor de prata. Ele fica olhando, para que a prata não passe do ponto. E o ponto é quando ele vê o seu próprio rosto refletido na prata. Este é o sinal e que ela está pura. O sofrimento produz em nós o mesmo efeito do fogo purificando a prata. Ele vai queimando tudo o que é impuro em nós. Quando Deus, ao nos olhar, vê o seu rosto refletido em nós, aí sim, estamos purificados. Jesus também passou por essa purificação, para nos dar o exemplo.
Certa vez, uma paróquia estava celebrando cinqüenta anos de existência, e os jovens resolveram apresentar uma dramatização. Foi a seguinte:
O palco estava vazio, entrou uma moça e começou a falar do profeta Samuel. Enquanto ela falava, veio um rapaz do meio do povo, que tinha na camisa a palavra Samuel. “Acontece que Samuel morreu” disse a apresentadora. Nesta hora o rapaz deitou-se no chão.
Ela começou a falar de Judite e dos grandes feitos dela. Veio a Judite, que também morreu, deitando-se no chão.
Ela citou o rei Davi e suas qualidades. Apareceu Davi, que também morreu. E assim ela foi citando: A rainha Ester, Jesus, S. Pedro...
Em seguida, a apresentadora citou vários cristãos da paróquia, que foram grandes catequistas e evangelizadores, mas que também já morreram. E ela perguntou: “E agora, a evangelização na nossa paróquia morreu com eles?”
Neste momento, veio do meio do povo uma jovem, subiu no palco e disse: “Nós aqui somos os continuadores desses que nos precederam. E mais: Nós não vamos deixar apagar a memória deles”. E os dois foram levantando, um por um, todos os que estavam deitados.
“Como o Pai me enviou, eu vos envio”, disse Jesus. Que nós também possamos dizer como ele disse: “Tudo está consumado”.

 Em meio ao mundo violento, o cristão deve ser como o bom samaritano da parábola, isto é, dar a mão às vítimas, fazendo o que está ao seu alcance. Assim, os “feridos” terão pelo menos uma certeza: tenho irmão, uma irmã ao meu lado.
Maria Santíssima não morreu, mas também foi para o céu. No seu momento mais difícil, que foi a morte do seu Filho, certamente ela pensava: “Meu Filho, o que você poderia ter feito por este povo e não fez? Você lhes deu a vida e eles lhe deram a morte; você os salvou, eles o mataram! Mas sei que você se sente realizado, porque fez o que mais queria: a vontade de Deus Pai. Por isso eu também assumo esta minha dor, Filho. E mais: atendendo ao seu pedido, quero ser a Mãe de todos os seus discípulos.”
Tudo está consumado.





MOMENTO DE REFLEXÃO
  


Sempre quis saber o que aconteceu com Barrabás depois que foi solto. O que fez ele enquanto Jesus estava sendo crucificado? Como se sentiu ele? Sendo um revoltoso, ele havia sido condenado à crucificação. A ambigüidade de Pilatos e a manipulação das multidões pelos principais sacerdotes e anciãos, garantiram a liberdade para Barrabás. Mas que tipo de liberdade pode a  pessoa ter quando sabe que alguém mais recebeu a sua sentença? Imagine o que Barrabás teria feito com essa percepção espantosa. É possível, até que ele tivesse tentado afogar o pensamento na bebida, procurando esquecer.
Por acaso Barrabás se encontrou com Jesus? Não o sabemos. Alguns sugerem que Jesus foi colocado na mesma prisão de Barrabás enquanto Pilatos decidia o que fazer para sair-se do dilema que os dirigentes deIsrael lhe haviam apresentado. O que sabemos, porém, é que Barrabás e Jesus amavam a Israel e queriam dar liberdade ao povo. Mas o patriotismo deles se expressava de maneiras bem diferentes: Barrabás queria um reino livre de Roma; Jesus queria um reino de Deus, livre do pecado. Um pedia o poder militar, o outro exigia arrependimento e retidão.
Com os olhos da mente posso ver o pânico refletido no rosto de Barrabás quando os terremotos sacudiram Jerusalém e partiram o véu do templo. Encaminhou-se ele tropeçando em direção ao Gólgota? Se o fez, tevede olhar no rosto do Salvador. Posso ouvi-lo gritar a confissão angustiada: "Ó Deus, essa cruz era minha! E Ele a levou por mim!"
A cruz é um sacrifício substitutivo. Cristo morreu por nossos pecados, em nosso lugar, levando sobre si a nossa culpa. Mas, em vez de remorso, como o de Barrabás, estamos cheios de gratidão, louvor e amor.

Agradeça a Deus por esse tão grande sacrifício, aceite essa salvação gratuita que Ele oferece e não esqueça: Jesus deu a vida, morreu a morte eterna em teu e meu lugar. A cruz não era dEle. Era de Barrabás, era sua, era minha...

Diário de Quinta-feira santa 17/04/2014



Quinta-feira, 17 de abril  de 2014


“Siga a sua felicidade e o mundo abrirá portas para você onde antes só havia paredes”  Joseph Campbell



EVANGELHO DE HOJE
Jo 13,1-15


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!


1Era antes da festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.
2Estavam tomando a ceia. O diabo já tinha posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de entregar Jesus.
3Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos e que de Deus tinha saído e para Deus voltava,
4levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura.
5Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido.
6Chegou a vez de Simão Pedro. Pedro disse: “Senhor, tu me lavas os pés?” 7Respondeu Jesus: “Agora, não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás”.
8Disse-lhe Pedro: “Tu nunca me lavarás os pés!”
Mas Jesus respondeu: “Se eu não te lavar, não terás parte comigo”.
9Simão Pedro disse: “Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça”.
10Jesus respondeu: “Quem já se banhou não precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo. Também vós estais limpos, mas não todos”.
11Jesus sabia quem o ia entregar; por isso disse: “Nem todos estais limpos”.
12Depois de ter lavado os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto e sentou-se de novo. E disse aos discípulos: “Compreendeis o que acabo de fazer? 13Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou.
14Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros.
15Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz.


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.






MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe. Antonio Queiroz


Amou-os até o fim.
Hoje, quinta-feira santa, o Evangelho narra a cena do lava-pés, e a segunda Leitura narra a instituição da Eucaristia. São os dois fatos principais que celebramos hoje.
O evangelista João começa a narrar os acontecimentos do tríduo pascal com as seguintes palavras: Jesus, “tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim”. João vê todos os acontecimentos dos últimos dias de Jesus na terra como desdobramentos do seu amor por nós; um amor intenso, incondicional, gratuito e sem limites.
Com o gesto de lavar os pés, Jesus quis mostrar como deve ser o nosso amor ao próximo; deve ser prático e concretizado no serviço humilde e gratuito aos que precisam.
“Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz.” Lavar os pés, naquele tempo, era uma necessidade constante, devido à poeira e ao fato de as pessoas andarem descalço ou de sandálias. Ótimo exemplo escolhido por Jesus para mostrar que amar é servir, é atender às necessidades do outro, mesmo que sejam as mais humildes. Na família, quem costumava lavar os pés era a escrava. Por isso que Pedro estranha a atitude de Jesus. Mais tarde realmente Pedro entendeu e se tornou um grande servidor da Igreja.
Em outra passagem Jesus explica: “Quem quiser ser o maior entre vós seja aquele que vos serve, e quem quiser ser o primeiro entre vós seja o escravo de todos” (Mc 10,43-44)
Quando o mestre da Lei perguntou a Jesus qual é o maior mandamento da Lei de Deus, Jesus apresenta como exemplo a parábola do bom samaritano que cuidou do ferido encontrado na estrada (Lc 10,25-37).
No juízo final, as pessoas serão salvas ou condenadas conforme fizeram ou não fizeram esses gestos práticos de amor: “Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! Pois eu estava com fome...” (Mt 25,34ss)
“Religião pura e sem mancha diante do Deus e Pai é esta: assistir os órfãos e as viúvas em suas dificuldades e guardar-se livre da corrupção do mundo” (Tg 1,27). “Há mais felicidade em dar do que em receber” (At 20,35).
Quem ama quer estar perto da pessoa amada. Jesus nos ama muito, por isso quis estar pertinho de todos nós na Eucaristia. Em seu poder infinito, ele conseguiu uma aproximação que nenhum ser humano consegue: entre dentro de cada um de nós como alimento.
E S. Paulo nos lembra, um pouco antes do texto que está na segunda Leitura: “O pão que partimos não é a comunhão com o corpo de Cristo? Como há um único pão, nós, embora sendo muitos, formamos um só corpo” (1Cor 10,16-17). Assim como o pão surge da união de vários grãos de trigo, a Comunidade cristã é formada pela união de várias pessoas que comungam.
Conta-se que na Holanda aconteceu um fato interessante: Um dia um menino estava perto de uma represa e de repente viu que apareceu na barragem um buraquinho, pelo qual começou a esguichar água. Mais que depressa o garoto foi lá, enfiou o seu dedinho no buraco e o tampou.
E ele começou a gritar, pedindo socorro. Veio logo uma equipe e consertou a barragem, salvando a represa. Mas na verdade quem a salvou foi o menino. Os nossos gestos de amor e de serviço, por pequenos que sejam, podem às vezes produzir grandes resultados.
Campanha da fraternidade.Uma das maiores dificuldades para a construção da paz é a desilusão. As pessoas ficam descrentes na possibilidade de superação dos gigantescos problemas que geram violência, e preferem continuar sofrendo, ou partir também para a violência. Vale aqui a palavra de Jesus: “Coragem, eu venci o mundo” (Jo 16,35). Como disse S. Paulo: “A esperança não decepciona” (Rm 5,5).
Maria Santíssima via-se a si mesma como uma escrava: “Eis aqui a escrava do Senhor”. Que ela nos ajude a imitar o seu Filho, ajudando com humildade os nossos irmãos e irmãs.
Amou-os até o fim.
Padre Queiroz






MOMENTO DE REFLEXÃO
  


Pergunto-me o que eu teria feito, tivesse eu estado no meio daquela multidão; teria falado algo por Ele, em voz clara e alta?

Teria andado ao lado Dele, descendo aquela suja estrada de pedra? Teria tentado firma-lo, quando tropeçou com sua carga?

Teria deixado-o apoiar-se em mim? Eu teria suportado seu peso? Poderia ter ajudado de algum jeito, facilitado seu grande penar?

Poderia ter dito palavras adequadas, confortado seu isolamento, compartilhado sua tristeza?

Pergunto-me se tivesse estado lá, teria acariciado seu rosto coberto de lágrimas, beijaria suas mãos ensangüentadas, e lavaria seus pés manchados de sangue?

Teria massageado seus ombros doloridos, teria passado loção em suas costas, tratado de suas feridas abertas e fornecido a água que lhe faltou?

Sei que eu não seria suficientemente bom para voluntariamente tomar o seu lugar, mas eu poderia ter lhe ajudado a suportar aquela cruz e secado o suor de seu querido rosto?

Teria passado meus braços ao redor de sua mãe e a abraçado contra meu peito? Poderia tê-la protegido da visão da atormentada morte de seu filho precioso?

Poderia ter ajudado a preparar seu corpo, e lavado-o com perfume? Pergunto-me se eu tivesse estado lá, teria esperado em seu túmulo?

Sem nenhuma dúvida naquela manhã de páscoa, eu teria gritado, "ELE RESSUSCITOU" e sei que eu teria agradecido à  Deus, pelo júbilo daquela ocasião.

A única coisa que eu poderia ter feito, suponho, se tivesse estado lá, seria declarar meu amor por Ele.

Mas... será que não estive?


Tradução de SergioBarros

do texto de Virginia Ellis

Diário de Quarta-feira 16/04/2014



Quarta-feira, 16 de abril  de 2014


“A amizade começa onde termina ou quando conclui o interesse.” (Cícero)


EVANGELHO DE HOJE
Mt 26,14-25


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo, 14um dos doze discípulos, chamado Judas Isca­riotes, foi ter com os sumos sacerdotes 15e disse: “Que me dareis se vos entregar Jesus?” Combinaram, então, trinta moedas de prata. 16E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus.
17No primeiro dia da festa dos Ázimos, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?” 18Jesus respondeu: “Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: ‘O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a Páscoa em tua casa, junto com meus discípulos’”.
19Os discípulos fizeram como Jesus mandou e prepararam a Páscoa. 20Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos. 21Enquanto comiam, Jesus disse: “Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair”. 22Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar: “Senhor, será que sou eu?”
23Jesus respondeu: “Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato. 24O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!” 25Então Judas, o traidor, perguntou: “Mestre, serei eu?” Jesus lhe respondeu: “Tu o dizes”.


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.






MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe. Antonio Queiroz


O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura. Contudo, ai daquele que o trair.
Hoje, quarta-feira da semana santa, o Evangelho narra a traição do Apóstolo Judas a Jesus. Em mais um gesto de amor ao querido Apóstolo traidor, Jesus fala claro, na presença dele, tentando convencê-lo a desistir do enorme crime: “O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!”
Judas teve dúvidas se Jesus falava a respeito dele e perguntou: “Mestre, serei eu?” Jesus lhe respondeu: “Tu o dizes”.
Mas a última tentativa de Jesus de evitar que seu Apóstolo o traísse foi em vão! E ficou na história o maior traidor da humanidade.
Deus acolhe o homem e a mulher como são, e confia neles, até mesmo na iminência de uma traição. Nós também, como irmãos e irmãs, devemos aceitar a todos, por indignos que sejam, porque a regeneração é sempre possível, e nada melhor para isso do que sentir-se amado.
No fundo do nosso coração mora um possível santo ou um possível traidor. Cristo tem inimigos, amigos falsos e amigos verdadeiros. Os verdadeiros todos têm fraquezas e cometem deslizes; mas quando percebem, ou são advertidos, voltam atrás. Errar é humano, permanecer no erro é burrice. Que esse horrível pecado de Judas seja um alerta para nós. “Quem julga estar de pé tome cuidado para não cair” (1Cor 10,12).
Nesta quarta-feira da semana santa, somos convidados a fazer uma acareação com o crucifixo, e rever a nossa resposta a esse amor imenso de Deus por nós, manifestado em Cristo.
O pecado leva à morte, e ele nunca acontece de uma hora para outra, de improviso. Ele tem as suas raízes; começa aos pouquinhos, em pequenas infidelidades. Nada passa despercebido diante de Deus. Por isso, “cuidado com as coisas pequenas!”
Jesus continua sendo traído hoje. Pessoas que dizem sim a ele para toda a vida, mais tarde se esquecem e viram as costas para ele e para a sua Igreja.
S. Paulo descreve a força que o pecado exerce em nós: “Estou ciente de que o bem não habita em mim, isto é, na minha carne... pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero” (Rm 7,18-19).
A tentação é mentirosa e enganadora. Ela sempre chega com uma carinha bonita, dizendo que aquilo é bom para nós. Veja a conversa da serpente com Eva. A serpente começa incitando o casal a revoltar-se contra Deus: “É verdade que Deus vos disse: ‘Não comais de nenhuma das árvores do jardim?’” (Gn 3,1). Eva responde: “Nós podemos comer dos frutos das árvores do jardim. Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: ‘Não comais dele, nem sequer o toqueis, do contrário morrereis’” (Gn 3,2-3). A serpente respondeu: “De modo algum morrereis. Pelo contrário... vossos olhares se abrirão e sereis como Deus” (Gn 3,4-5). Eva então comeu e deu para o marido que estava ao seu lado.
Hoje, a tentação continua enganando do mesmo jeito; apenas as táticas são outras, e sempre novas, para nos enganar.
Quanta gente fala, por exemplo: “Eu fiz isso (pecado) porque a outra pessoa insistia e eu não quis magoá-la”. Neste caso, a tentação usou justamente do coração bom daquela pessoa para levá-la a pecar.
A tentação nos apresenta o pecado como coisa pequena, passageira e sem conseqüências. Mas, logo após, ela muda de cara e quer nos levar ao desespero, dizendo-nos que estamos num beco sem saída. Isso é mentira, porque todo pecado tem perdão e não nenhum problema maior que Deus. A graça de Cristo é mais forte que o pecado. E essa graça apenas não atua em quem não á quer, como foi o caso de Judas.
Havia, certa vez, em um colégio de Irmãs, uma aluna adolescente que era indisciplinada. Ela vivia fazendo bagunça, desobedecendo aos professores e levando as colegas a fazerem o mesmo.
Um dia, por causa de uma indisciplina maior, a Irmã diretora lhe deu um castigo: enquanto a classe ia fazer um passeio, ela devia ficar na sala, escrevendo cinqüenta vezes a seguinte frase: “Maior mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Uma professora ia ficar na classe com ela.
A menina sentou-se e escreveu a primeira vez. Depois parou e ficou meditando sobre frase.
Pediu licença à professora, foi a um nicho, pegou a pequena imagem de Nossa Senhora e a colocou ao seu lado na carteira. Mais que depressa, escreveu as quarenta e nove vezes que faltavam.
Em seguida, pediu à professora, foi à capela e rezou longamente. Voltou deslumbrada e agradeceu à professora. Esta pegou o seu carro e a levou imediatamente para o passeio.
Às vezes, as crianças erram porque não sabem o catecismo e não conhecem os mandamentos de Deus. Cristo deixou todos os recursos para evitarmos o pecado, mas precisamos conhecê-los e usá-los.
Campanha da fraternidade. Um dos critérios fundamentais para a construção da paz é a não-violência. Esta, porém, não pode ser entendida como omissão, ou não ação, ou passividade diante das agressões ou injustiças sofridas. Significa não pagar o mal com a mesma moeda, mas agir a partir de outros critérios, como recorrer ao poder judicial, a recusa de participação em atividades não construtivas, desobediência cívica, greve pacífica, passeatas, protestos pacíficos etc.
Chamamos essa não-violência de não-violência ativa. Ela é um dos meios mais importantes à disposição de todos para quebrar a cultura da guerra, da vingança e do ódio, substituindo pela tolerância, pelo diálogo e pela misericórdia.
Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura. Contudo, ai daquele que o trair.






MOMENTO DE REFLEXÃO
  
TÚMULO VAZIO

Para vivenciarmos a ressurreição de Cristo e a nossa própria ressurreição diária, para uma vida nova, deveríamos fazer a experiência do túmulo vazio.
Na vida de Jesus existem dois túmulos vazios: o de Lázaro e o dele próprio.
No túmulo de Lázaro encontramos a experiência passiva de quem foi ressuscitado por uma força de fora: o poder de Jesus.
No túmulo de Jesus, a experiência ativa de quem resuscitou por sua própria força.
Em ambos os túmulos, uma grande pedra fechava a entrada e criava dificuldades para a ressurreição.
Em ambos os mortos, Lázaro e Jesus, muitas ataduras.
Na ressurreição de Lázaro, os amigos removeram a pedra e soltaram as amarras.
Na ressurreição de Jesus, ele próprio removeu a pedra e soltou as amarras.
É evidente que a ressurreição de Lázaro é a melhor imagem para o nosso ressuscitar diário.
Precisamos de ajuda externa de todos aqueles que atendem ao apelo de Jesus:
"Retirem a pedra e desatem as amarras!".
Somente assim conseguiremos cumprir a ordem do Mestre:
"Levanta-te e anda!".
            
Por outro lado, no ato de ressuscitarmos sempre de novo não podemos ser exclusivamente passivos e dependentes da ajuda externa.
Devemos buscar também a nossa força interior fundamentada na fé, na esperança, no amor e, acima de tudo, no Espírito Santo de Deus, que habita em nós.
E neste caso, a ressurreição de Jesus é para nós o melhor exemplo de força que nos faz ressuscitar de dentro para fora.
Não é a nossa força, mas a força de Deus, que mora em nós e na qual depositamos a nossa fé.
Não desprezemos a ajuda externa.
Entretanto, não cruzemos nossos braços jamais.
Busquemos a força da vida, que mora em nós, rompamos todas as amarras e retiremos todas as pedras que nos impedem de atingir o amanhecer de uma vida nova.
Façamos isso em nome de Jesus, como os apóstolos!
Ocupemo-nos com a nossa ressurreição, trabalhemos uma vida renovada.
Com a ajuda do Cristo ressuscitado, ressuscitemos naquilo em que tivermos morrido um pouco no dia-a-dia da nossa existência.
                                   

José Acácio Santana

Diário de Terça-feira 15/04/2014



Terça-feira, 15 de abril  de 2014


"Uma fonte segura de frustração consiste em esperar resposta a favores concedidos." (M.K.Gupta)


EVANGELHO DE HOJE
Jo 13,23-33.36-38


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo, estando à mesa com seus discípulos, 21Jesus ficou profundamente comovido e testemunhou: “Em verdade, em verdade vos digo, um de vós me entregará”. 22Desconcertados, os discípulos olhavam uns para os outros, pois não sabiam de quem Jesus estava falando.
23Um deles, a quem Jesus amava, estava recostado ao lado de Jesus. 24Simão Pedro fez-lhe um sinal para que ele procurasse saber de quem Jesus estava falando. 25Então, o discípulo, reclinando-se sobre o peito de Jesus, perguntou-lhe: “Senhor, quem é?”
26Jesus respondeu: “É aquele a quem eu der o pedaço de pão passado no molho”. Então Jesus molhou um pedaço de pão e deu-o a Judas, filho de Simão Isca­riotes. 27Depois do pedaço de pão, Satanás entrou em Judas. Então Jesus lhe disse: “O que tens a fazer, executa-o depressa”.
28Nenhum dos presentes compreendeu por que Jesus lhe disse isso. 29Como Judas guardava a bolsa, alguns pensavam que Jesus lhe queria dizer: ‘Compra o que precisamos para a festa’, ou que desse alguma coisa aos pobres. 30Depois de receber o pedaço de pão, Judas saiu imediatamente. Era noite.
31Depois que Judas saiu, disse Jesus: “Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. 32Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo. 33Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. Vós me pro­curareis, e agora vos digo, como eu disse também aos judeus: ‘Para onde eu vou, vós não podeis ir’”.
36Simão Pedro perguntou: “Senhor, para onde vais?” Jesus respondeu-lhe: “Para onde eu vou, tu não me podes seguir agora, mas seguirás mais tarde”. 37Pedro disse: “Senhor, por que não posso seguir-te agora? Eu darei a minha vida por ti!” 38Respondeu Jesus: “Darás a tua vida por mim? Em verdade, em verdade te digo: o galo não cantará antes que me tenhas negado três vezes”.


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.






MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Jailson Ferreira


Jesus lhe conhece mais que você mesmo
A cena que iremos refletir hoje se passou na última ceia, e o detalhe marcante, que ocorre duas vezes, é que Jesus já sabe o que seus discípulos irão fazer, antes que eles façam. E mesmo avisando-os que iriam fazer algo reprovável e que isto ficaria marcado em suas histórias, esses discípulos não foram capazes de evitar o erro que Jesus havia profetizado.
Primeiro foi Judas. Jesus disse com todas as letras que Judas iria traí-lo, mas Judas não desistiu de sua traição. E depois foi Pedro, o qual Jesus profetizou que o negaria três vezes. Pedro disse que nunca faria isso, que "morreria por Jesus!" Mas, na hora da provação, negou Jesus três vezes.
Isso diz algo ao seu íntimo? Pois também diz a mim: que Jesus nos conhece mais do que nós mesmos nos conhecemos... E isso não é pouca coisa, afinal é com Ele que iremos prestar contas! Ele conhece as nossas limitações. Ele sabe quando nós fazemos o nosso melhor e quando nós não queremos dar o nosso cem por cento...
A mensagem de Jesus, hoje, para você, é: "Eu sei o que você é capaz de fazer, conheço o seu potencial. Mas sei que, infelizmente, 'a situação faz o ladrão', e por isso não poderei contar com você em todos os momentos... Mas não pense que deixei de amá-lo por causa disso! A maior certeza que você pode ter na vida é que EU ESTAREI DE BRAÇOS ABERTOS QUANDO VOCÊ QUISER VOLTAR, e a minha alegria será maior pela SUA volta do que por 99 que não precisaram voltar... Não vou recriminá-lo, nem perguntar seus motivos, mas vou fazer uma grande festa para recebê-lo de volta! E quero que o seu coração se alegre comigo! EU TE AMO!!!"


jailsonfisio@hotmail.com





VIDA SAUDÁVEL


Como escolher adequadamente seus sapatos


A submissão ao ESTÉTICO na confecção de sapatos tem gerado verdadeiros algozes dos pés, que os aprisionando e mantendo-os apertados, colaboram para o surgimento de anormalidades como: JOANETE, DEDOS EM GARRA e CALOSIDADES.

O sapato deve ter palmilha e sola macias, forma larga e arredondada para não comprimir a parte anterior do pé e caixa alta para não impedir o movimento dos dedos.

O TÊNIS, EM GRANDE PARTE, PREENCHE ESTAS ESPECIFICAÇÕES.

10 DICAS DE COMO ESCOLHER ADEQUADAMENTE SEUS SAPATOS

1. Saiba que o número que vem impresso no sapato pode corresponder a tamanhos diversos, dependendo do fabricante. Por isso não se prenda exclusivamente ao número, selecione o sapato pelo conforto que lhe confere.

2. Na medida do possível, compatibilize a forma do sapato com a do seu pé.

3. Lembre-se que o tamanho dos seus pés pode mudar a medida que você vai ficando mais velho.

4. Não deixe de experimentar os dois sapatos, pois um pé, geralmente, é maior do que o outro. Compre o par que melhor se adapte ao pé de maior tamanho.

5. Compre sapatos no final do dia, quando os pés estão ligeiramente maiores.

6. Fique de pé enquanto experimenta os sapatos e verifique se existe um espaço adequado para o seu dedo grande.

7. Não compre sapatos que estejam apertados, esperando que eles se alarguem com o uso.

8. O calcanhar deve adaptar-se confortavelmente ao sapato, com o mínimo de movimento entre ambos.

9. Caminhe com o sapato para ter certeza de que estão confortáveis.

10. O sapato a ser usado deve ser apropriado a atividade que queira realizar.



Do site de ortopedia: http://www.into.saude.gov.br/de_pe.php







MOMENTO DE REFLEXÃO
  

Os pinheiros têm os novos rebentos semanas antes de Páscoa.
Se olhares para os topos dos pinheiros duas semanas antes, verás pequenos rebentos amarelos.
À medida que nos aproximamos do domingo de Páscoa, o rebento mais alto se ramificará e formará uma cruz.
Até que chegue o domingo de Páscoa, verás que a maioria dos pinheiros terá cruzes amarelas pequenas nas pontas dos seus ramos.
Uma semana antes da Páscoa, podem ver-se os pinheiros com os seus rebentos amarelos a apontar para o Céu.

Os mais altos brilham à luz do sol como filas de minúsculas cruzes douradas.