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LITURGIA DIÁRIA

LITURGIA DIÁRIA - REFLEXÕES E COMENTÁRIOS

Diário de Sexta-feira 04/05/2012




Sexta-feira, 04 de maio de 2012


“Confiar é uma prova de coragem e ser fiel uma prova de força” (Marie Von Ebner-Eschenbach).




EVANGELHO DE HOJE
Jo 14,1-6


Jesus disse:- Não fiquem aflitos. Creiam em Deus e creiam também em mim. Na casa do meu Pai há muitos quartos, e eu vou preparar um lugar para vocês. Se não fosse assim, eu já lhes teria dito. E, depois que eu for e preparar um lugar para vocês, voltarei e os levarei comigo para que onde eu estiver vocês estejam também. E vocês conhecem o caminho para o lugar aonde eu vou. Então Tomé perguntou: - Senhor, nós não sabemos aonde é que o senhor vai. Como podemos saber o caminho? Jesus respondeu: - Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim.






MEDITANDO O EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz


Eu sou o caminho, a verdade e a vida.
Este Evangelho é de fundamental importância para nós, porque nele Jesus nos fala do céu. E, diante da pergunta do Apóstolo Tomé sobre qual é o caminho para chegar, Jesus fala: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”.
Não é possível nós conhecermos a vida futura, pois é outra realidade diferente da nossa, e os dois “mundos” – este nosso mundo material e o mundo futuro – são incomunicáveis. Mas não precisamos nos preocupar com isso, porque Jesus, que pertenceu a este mundo material, é o caminho para chegarmos ao outro.
Essas três qualidades de Jesus – caminho, verdade e vida – estão interligadas. Quem segue a Jesus (caminho), é porque acredita nele (verdade); por isso recebe a vida em plenitude, a vida plenamente feliz e que nunca termina.
O importante não é estar com Jesus, mas caminhar com ele. Também não basta conhecê-lo, saber quem ele é, e acreditar nele; isso a maioria das pessoas fazem: conhecem a Jesus e acreditam nele. O importante é segui-lo como o nosso caminho.
Nesta caminhada com Jesus, se alguém pensar que já chegou é sinal que não está no caminho dele, pois só chegaremos na hora da nossa morte. Nesta vida, somos sempre “caminheiros que marcham para o céu”.
Na parábola do fariseu e do publicano, o fariseu dizia: eu faço isso e mais aquilo, foi reprovado porque pensava que era perfeito. Já o publicano que batia no peito e dizia: “Meu Deus, tem compaixão de mim, que sou pecador!” mostrou que estava com Deus e foi aprovado, porque se julgava “caminheiro”.
O caminho, que é Jesus, é vasto e abrangente. Passa pela vida de oração, de Comunidade, pela vida em família, passa pela obediência aos mandamentos e até pela participação política. É um caminho às vezes íngreme, mas possível e doce como o mel.
"Aquele que ama conhece a Deus" (1Jo 4,7. Quem obedece aos mandamentos – aqui resumidos na palavra amor – e segue Jesus como o seu caminho, vai acabar conhecendo a Deus (verdade) e adquirindo a sua vida, que é inesgotável.
Tudo o que se diz no mundo, só é verdade se estiver de acordo com o que Jesus viveu e ensinou. O resto é tudo mentira, falsidade e engano. Ele é a verdade, não uma das verdades.
Jesus e o Pai são um só. Quem segue a Jesus recebe nasce de novo, recebendo uma vida nova. É uma vida que vai crescendo sempre e não é interrompida por nada, nem pela morte. Só o pecado pode interrompê-la.
Jesus falou várias vezes que a mentira leva à morte e a verdade leva à vida. Portanto, é fácil saber onde está a verdade: é onde se promove protege a vida, em seus vários níveis: vegetal, animal, humana e divina. E é fácil também saber onde está a mentira: é onde se destrói a vida.
Quem tem Jesus como o seu caminho, verdade e vida, torna-se fonte de vida para os outros. “Aproximemo-nos do Senhor, pedra viva... Do mesmo modo também vós, como pedras vivas...” (1Pd 2,4). Jesus é a pedra viva da casa de Deus, e quer que sejamos também.
“Quem acredita em mim, fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores, porque eu vou para o Pai” (Jo 14,12). No entanto, sabemos que o caminho de Jesus é um caminho de cruz. Ninguém consegue segui-lo, vivendo em sombra e água fresca. Quanta gente busca Jesus fora da sua Igreja, porque quer entrar no céu pela “porta larga”!
Quando Adão e Eva pecaram e foram expulsos do paraíso, a porta do paraíso foi fechada, e ninguém mais conseguiu entrar. Jesus veio, tornou-se um de nós, pagou por nós o pecado e entrou no paraíso. Por isso ele é o nosso único caminho.
“Vou preparar um lugar para vós.” O céu é o nosso destino natural. Foi para lá que Deus nos criou, e todos já temos lá o nosso lugar preparado por Cristo. “Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (S. Paulo). Deus é nosso Pai amoroso, e nos quer todos eternamente junto dele no céu.
“Eu vi um novo céu e uma nova terra... Então ouvi uma voz forte que dizia: Esta é a morada de Deus com os homens. Ele enxugará toda lágrima dos seus olhos. A morte não existirá e não haverá mais luto nem dor. E Deus disse: Eis que faço novas todas as coisas. A quem tiver sede eu darei da fonte da água viva. Esta será a herança do vencedor. Eu serei o seu Deus e ele será meu filho. Em seguida eu vi a cidade santa, a Jerusalém celeste. Ela não precisa de sol nem de lua que a iluminem, pois a glória de Deus é a sua luz e a sua lâmpada é o Cordeiro. A sua porta não precisa ser fechada e nunca entrará nela o que é impuro nem alguém que pratique a abominação e a mentira. Entrarão nela somente os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro” (Cf Ap 21,1-27). E o próprio Jesus falou: “Os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai” (Mt 13,43).
“Os sofrimentos do tempo presente não tem proporção com a glória que há de ser revelada em nós. Toda a criação espera ansiosamente a revelação dos filhos de Deus. Pois a criação foi sujeita ao que é vão e ilusório, não por seu querer, mas por dependência daquele que a sujeitou. Também a própria criação espera ser libertada da escravidão da corrupção, em vista da libertação que é a glória dos filhos de Deus. Com efeito, sabemos que toda a criação, até o presente, está gemendo como que em dores de parto, e não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, gememos em nosso íntimo, esperando a condição filial, a redenção de nosso corpo. Aquilo que se tem diante dos olhos não é objeto de esperança. Como se pode esperar o que está vendo? Mas se esperamos o que não vemos, é porque aguardamos na perseverança” (Rm 8,18ss). S. Paulo fala isso para nos animar na fidelidade a Deus em meio às lutas desta vida.
“Tomé disse a Jesus: Senhor, nós não sabemos para onde vais.” Não sabemos como é o céu, pois ele pertence ao mundo espiritual e nós estamos no mundo material, e esses dois mundos são incomunicáveis. Mas não precisamos saber como é o mundo futuro. Basta seguirmos a Jesus, que é o caminho para lá. “Para onde eu vou, vós conheceis o caminho... Eu sou o caminho, a verdade e a vida”.
O céu, numa explicação simples, é a vida após a morte junto com Deus e com a sua e nossa família que são os anjos e os santos. “Olhos humanos jamais viram, nem ouvidos ouviram, nem coração algum jamais pressentiu o que Deus preparou para os que o amam” (1Cor 2,9).
Refletindo sobre as maravilhas que Deus preparou para nós no céu, S. Paulo fala aos filipenses: “Para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro. Se, continuando na vida corporal, eu posso produzir um trabalho fecundo, então já não sei o que escolher. Estou num grande dilema: Por um lado, desejo ardentemente partir para estar com Cristo, o que para mim é muito melhor. Por outro lado, parece mais necessário para o vosso bem que eu continue a viver neste mundo. Certo disso, sei que vou permanecer e continuar convosco, para o vosso progresso e alegria da fé” (Fl 1,21-25). Nessa passagem, S. Paulo resume o nosso sentimento diante da vida futura: Olhando para nós, seria melhor morrer logo e ir para o céu. Mas, olhando para a nossa família e a nossa Comunidade, é melhor permanecermos ainda um tempo na terra, para ajudá-los e para fazer o bem. Mas isso são apenas sentimentos, porque a escolha não é nossa, e sim de Deus. “A mim pertence a vida”, disse ele. Não escolhemos o dia de nascer, não vamos escolher também o dia de morrer. Cabe a nós, cada dia que amanhece, agradecer a Deus a graça de vermos novamente a luz do dia, e procurar viver bem aquele dia.
“O Senhor dará nesta montanha um banquete de carnes gordas e vinhos finos. Nesta montanha ele vai destruir o véu que envolvia os povos. Vai acabar com a morte para sempre. O Senhor Deus enxugará as lágrimas de todas as faces” (Is 25,6-8). Essa referência ao banquete é uma comparação, pois no céu o nosso corpo será glorificado e não precisaremos comer. O que o texto quer mostrar é que o céu é um lugar muito gostoso. É como um banquete. Tudo o que é bom, feliz e gostoso aqui na terra, existe lá no céu, e lá é muito melhor.
Se as coisas feitas por Deus neste mundo material, que é passageiro, são tão sábias, belas e carregadas de amor, quanto mais o céu! “São vãs por natureza todas essas pessoas nas quais não há o conhecimento de Deus. Porquanto, partindo dos bens visíveis, não foram capazes de conhecer aquele que é, nem tampouco, pela consideração das obras, chegar a conhecer o artífice” (Sb 13,1).
Certa vez, um homem perdeu um saco de moedas. Ele ficou desesperado e percorreu a vizinhança toda dizendo: “Se alguém achar um saco de moedas, é meu”.
Horas depois, um rapaz o procurou com o saco de moedas nas mãos. O homem olhou e viu logo: é esse mesmo. E ele sabia quantas moedas havia dentro do saco: quatrocentas moedas. Mas o homem pensou consigo: vou dizer que havia quinhentas, assim fico livre de dar uma gorjeta para este moço.
Pegou o saco e disse: “Muito obrigado! Você encontrou o meu saco de moedas! Vou contar para ver se estão todas aqui. Havia quinhentas moedas neste saco”. Contou e só encontrou quatrocentas. Então disse ao rapaz: “Não há problema. O importante é que você achou. Muito obrigado!” O rapaz saiu dali, mas logo pensou: Passei por ladrão! O meu nome é limpo aqui no bairro, e logo todo mundo vai ficar sabendo disso e pensar que fiquei com cem moedas!
Então foi ao juiz e expôs o caso. O juiz mandou chamar o homem que ficou com o saco de moedas, e mandou que as trouxesse. O homem veio e o juiz lhe perguntou: “Quantas moedas havia no saco que o senhor perdeu? Ele respondeu: “Quinhentas”. “E quantas estavam neste saco que o rapaz lhe entregou?” perguntou o juiz. Ele respondeu: “Quatrocentas”. “Então não é o seu” – disse o juiz – “pode devolver ao moço o saco de moedas; quando aparecer o dono, ele o entregará”.
Jesus é a verdade, e quem quer segui-lo deve também dizer sempre a verdade. O mentiroso acaba se dando mal. O melhor é administrar bem as nossas moedas aqui da terra para, com elas, ganhar a grande moeda que é o céu.
Que Maria Santíssima nos ajude a assumir o seu Filho como o nosso caminho, verdade e vida. E, já que ela é a Rainha do céu, que nos ajude a chegar lá também.
Eu sou o caminho, a verdade e a vida.




DICAS DE SAÚDE
Ressaltamos que as Dicas de Saúde enviadas por este Diário, não equivalem a uma receita médica; são apenas "dicas".  Os exames preventivos são sempre indispensáveis! Para mais informações consulte o seu médico.


Tosse Crônica

É um sintoma caracterizado por tosse que perdura por mais de 20 dias. Pode ser um alarme do organismo a uma série de doenças que costumam passar desapercebidas, principalmente na fase inicial.
Existem várias zonas desencadeadoras da tosse: toda a região endo nasal e sinusal, faringeana, laringeana e pulmonar, além de áreas como o ouvido externo e médio, o esôfago e o estômago, o diafragma, e até mesmo, o coração e o cérebro. Apesar de cada caso ter algumas características peculiares, o diagnóstico diferencial nem sempre é fácil.
De acordo com vários autores, a causa mais comum de tosse crônica é a sinusite, seguida pelas faringites. Na maioria das vezes, há mais de uma causa, que deverão ser bem diagnosticadas para o seu correto tratamento. Segundo pesquisas, 70% da tosse persistente está relacionada à três fatores: sinusite, faringite de refluxo e problemas pulmonares.
Grande número de doenças sinusais passam desapercebidas, pois são pobres de sintomas, e são chamadas de sinusites latentes. Não costumam doer e, às vezes, são catalogadas como rinites alérgicas, pois o nariz é um órgão de defesa, muito reativo. Certos procedimentos cirúrgicos endonasais costumam diminuir a inervação parassimpática, responsável por esta hiper reatividade alérgica, além de eliminar os defeitos anatômicos e as patologias.
Alterações endonasais que modificam a coluna aérea, comprimindo-a, ou retificando-a, de forma que a mesma passe por baixo, fazem com que o ar inspirado não seja devidamente umidificado e como consequência, resseca a região faringeana, traumatizando-a e por isso, surge a faringite. O nariz umidifica o ar em noventa por cento, além de esquentá-lo e purificá-lo.
Alterações da coluna aérea e a dificuldade de respirar pelas narinas, criam uma maior pressão negativa na garganta, fazendo com que o véu palatino, tecido muscular que se situa na porção posterior do palato duro (céu da boca), cresça e encoste na parede posterior da faringe, gerando cócegas e dando a sensação de um pigarro preso na garganta. Além da tosse, o véu palatino é ainda, causador do ronco.
A respiração pela boca é errada e também resseca e irrita a faringe, causando a tosse e o mau hálito.
O médico otorrino deverá submeter o paciente a exames bem precisos e detalhados com aparelhos que magnificam e filmam as imagens, colhendo material nas regiões profundas do nariz a fim de detectar anomalias e secreções purulentas que poderão passar desapercebidas à radiografia simples ou à tomografia computadorizada.
Os pulmões deverão ser pesquisados através de exames, como os radiológicos e laboratoriais, a fim de se diagnosticar certas patologias, à exemplo dos tumores e da tuberculose, principalmente quando a tosse for produtiva.
Atenção redobrada deverá ser dada aos idosos com pneumonia, pois ela poderá ser aspirativa, consequente do enfraquecimento da musculatura da deglutição, muitas vezes relacionado ao hipotireoidismo e ao uso de determinados medicamentos. Em certos casos a gastrostomia será indicada.
O fumante, portador de tosse crônica, não deve acomodar-se, supondo que o mal seja exclusividade do fumo, pois é comum a associação com outras doenças. Pacientes asmáticos também devem ser pesquisados pois há íntima relação com as rino-sinusopatias, 60% têm sinusite.
O tratamento da tosse crônica será realizado em função dos resultados dos exames pois, pouco adiantará se não erradicarmos as causas da doença.







MOMENTO DE REFLEXÃO

Filhos são do mundo!
Devemos criar os filhos para o mundo. Torná-los autônomos, libertos, até de nossas ordens. A partir de certa idade, só valem conselhos. Especialistas ensinaram-nos a acreditar que só esta postura torna adulto aquele bebê que um dia levamos na barriga. E a maioria de nós pais acredita e tenta fazer isso. O que não nos impede de sofrer quando fazem escolhas diferentes daquelas que gostaríamos ou quando eles próprios sofrem pelas escolhas que recomendamos.
Então, filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado.
Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo! Então, de quem são nossos filhos? Eu acredito que são de Deus, mas com respeito aos ateus digamos que são deles próprios, donos de suas vidas, porém, um tempo precisaram ser dependentes dos pais para crescerem, biológica, sociológica, psicológica e emocionalmente.
E o meu sentimento, a minha dedicação, o meu investimento? Não deveriam retornar em sorrisos, orgulho, netos e amparo na velhice? Pensar assim é entender os filhos como nossos e eles, não se esqueçam, são do mundo!
Três dias na cobertura da tragédia na pousada Sankay ( Angra dos Reis), olhos grudados em fotos, tevê e internet, vozes chorosas de mães e tios ao telefone me fizeram pensar nessa dor gigantesca que deve ser para um ser humano devolver o que mais amou nessa vida, mas nunca foi seu! E, principalmente, me fez entender que mais do que corajosos, nós, pais, somos loucos por correr o risco de amar tanto sem garantias.
Volto para casa ao fim do plantão, início de férias, mais tempo para os fllhos, olho meus pequenos pimpolhos e penso como seria bom se não fossem apenas empréstimo! Mas é. Eles são do mundo. O problema é que meu coração já é deles.

Lenice Viana- jornalista




Diário de Quinta-feira 03/05/2012




Quinta-feira, 03 de maio de 2012

"Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito." (Albert Einstein)



EVANGELHO DE HOJE
Jo 14,6-14


Jesus respondeu:
- Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim. Agora que vocês me conhecem, conhecerão também o meu Pai. E desde agora vocês o conhecem e o têm visto.
Filipe disse a Jesus:
- Senhor, mostre-nos o Pai, e assim não precisaremos de mais nada.
Jesus respondeu:
- Faz tanto tempo que estou com vocês, Filipe, e você ainda não me conhece? Quem me vê vê também o Pai. Por que é que você diz: "Mostre-nos o Pai"? Será que você não crê que eu estou no Pai e que o Pai está em mim?
Então Jesus disse aos discípulos:
- O que eu digo a vocês não digo em meu próprio nome; o Pai, que está em mim, é quem faz o seu trabalho. Creiam no que lhes digo: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Se vocês não crêem por causa das minhas palavras, creiam pelo menos por causa das coisas que eu faço. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem crê em mim fará as coisas que eu faço e até maiores do que estas, pois eu vou para o meu Pai. E tudo o que vocês pedirem em meu nome eu farei, a fim de que o Filho revele a natureza gloriosa do Pai. Eu farei qualquer coisa que vocês me pedirem em meu nome.






MEDITANDO O EVANGELHO
Alexandre Soledade

Bom dia!
Jesus disse: “(…) quem crê em mim fará as coisas que eu faço e até maiores do que estas, pois eu vou para o meu Pai. E tudo o que vocês pedirem em meu nome eu farei, a fim de que o Filho revele a natureza gloriosa do Pai”. E o que faço? A que pé anda minha fé?
Abro agora uma reflexão preparatória e paralela: O que peço a Deus que Ele realize?
Quem é pai ou mãe, no dia a dia, como resolve a situação “pedidos e quereres” dos nossos filhos? Será que todas as vezes que eles querem algo nós damos? Será que temos condição para dar? Será que saem vitoriosos todas as vezes que choram, esperneiam ou fazem birra no chão? Tudo o que querem eles realmente precisam? O que de fato preciso?
Nossa! Quantas perguntas?
Faço esse questionamento preparatório para levantar uma reflexão sobre os que vivem a teologia da prosperidade. Pessoas que alimentam em outras pessoas um ato compulsivo e desenfreado em se “TER” e não “SER”. Por ventura pergunto o que realmente preciso para Deus?
Não tem como negar que por trás de tantos que O buscavam apenas pelos milagres, havia também aqueles que tentavam apenas tocar a orla do seu manto. Não temos como saber o verdadeiro interesse das pessoas, pois como Jesus disse “(…) Eu sou o caminho, a verdade e a vida; NINGUÉM PODE CHEGAR ATÉ O PAI A NÃO SER POR MIM”. Precisamos apenas não incentivar ou potencializar a vontade dos interesseiros.
Não incentivar não é privar as pessoas, pois a graça é para todos, mas parar de vender a imagem do Jesus milagreiro e esquecer que Ele é Deus e caberá apenas a Ele a decisão de conceder ou não a vontade que lhe é solicitada. Ele bem sabe o que realmente precisamos e quando deverá atender. Ele chama e tem a vontade de conceder, mas o tempo a ele pertence.
“(…) Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve”. (Mateus 11, 28-30)
O interesseiro fica no processo da graça como Felipe, anda com Jesus, mas não consegue reconhecê-lo plenamente como Deus. É como o filho que entra num supermercado e dá show para receber o que quer; são como aqueles que condicionam sua permanência na igreja se sua graça for atendida; é aquele que pula de igreja em igreja até que seja concedida sua graça; é aquele que ainda não vê que o sofrimento, o não, os insucessos podem nos fazer ganhar maturidade para o que virá.
E para quem já tem muito tempo de caminhada, mas ainda segrega as pessoas, não perdoa, não releva, não ouve outra opinião, a mensagem de Jesus a Felipe cabe bem para todos nós. “(…) Faz tanto tempo que estou com vocês, Filipe, e você ainda não me conhece”?
Pela fé podemos fazer coisas grandiosas, mas ainda nos apegamos as pequenas!
Vamos rever isso! Imitemos Maria!
Um imenso abraço fraterno





MEIO AMBIENTE


Cientista revela ameaças e pressões que cercam ciência climática


“Numa ocasião, tive de chamar o FBI depois que me foi enviado um envelope com um pó dentro. Acabou por ser farinha de milho, mas, novamente, o objetivo era intimidação. Acabei com fitas de segurança policial por todas as portas e janelas do meu escritório.” O trecho anterior pode até ter tudo para compor um livro de ficção policial, mas faz parte da vida de um cientista, cujo crime foi apresentar evidências do aquecimento global. “Essa é a vida de um cientista climático hoje nos EUA”, acrescenta Michael Mann, o pesquisador em questão.
Esse e outros episódios de ameaças de morte, restrição de liberdades e leitura de correspondências – dignos de histórias de detetives, agentes secretos ou testemunhas criminais – estão relatados no novo livro de Mann, The Hockey Stick and the Climate Wars (“O taco de hóquei e as guerras climáticas”), que deve ser publicado no próximo mês.
Na obra, o cientista – diretor do Centro de Ciências do Sistema da Terra da Universidade Estadual da Pensilvânia, membro do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) e autor da Teoria do Taco de Hóquei, que ilustra o rápido aumento das temperaturas globais – explica como a indústria dos combustíveis fósseis e os céticos do clima combatem as evidências do aquecimento global.
Segundo Mann, o ceticismo é essencial para que a ciência evolua, mas o pesquisador afirma que a maioria daqueles que negam as mudanças climáticas não o fazem através de provas irrefutáveis e evidências científicas, mas sim baseados em desinformação e até distorcendo dados para desacreditar os cientistas que defendem a hipótese, e que são a maioria.
Um exemplo disso foi o caso que ficou conhecido nos média como ‘Climategate’, no qual hackers invadiram o sistema de computadores da Unidade de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia, roubando milhares de e-mails de pesquisadores climáticos.
Os hackers divulgaram trechos destes e-mails, que fora de contexto e/ou distorcidos, pareciam mostrar que os cientistas manipulavam dados para comprovar o aquecimento global. Entre os e-mails roubados, havia material de Mann.
Apesar da polêmica criada e da repercussão negativa que o caso teve para a ciência climática, investigações posteriores feitas pelo Parlamento Britânico e por comissões independentes revelaram que não havia evidências de má-fé nas práticas dos pesquisadores.
De acordo com Mann, outra tática usada pelos céticos para desacreditar a ciência climática é o que ele chama de “estratégia de Serengeti”: atacar particularmente uma teoria ou cientista climático visando desmoralizar o todo, “como os leões, caçando a zebra mais fraca na savana”.
O pesquisador e sua teoria do taco de hóquei foram um dos alvos dessa estratégia: por sustentar a hipótese do aquecimento global antropogênico, Mann ficou sujeito a ataques pessoais, ele e a sua família foram ameaçados, sofreu investigações do Congresso norte-americano – principalmente por parte dos Republicanos – numa tentativa de ter o seu trabalho desacreditado, entre outras retaliações.

“O problema é que o gráfico do taco de hóquei tornou-se um ícone e os negadores consideraram que se eles conseguissem esmagar o ícone, todo o conceito de aquecimento global seria destruído com ele. Derrubando Mike Mann nós podemos derrubar o IPCC, consideraram eles”, explica o cientista.
“É uma técnica clássica do movimento dos negadores, descobri, e eu não quero dizer apenas aqueles que rejeitam a ideia do aquecimento global, mas aqueles que insistem que fumar não causa cêncer ou que a poluição industrial não está ligada à chuva ácida”, completa.
Apesar das dificuldades que enfrenta para defender a sua pesquisa, Mann afirma que não pensa em abrir mão de seu trabalho, e pretende continuar a combater o lobby anti-climático juntamente com outros cientistas.
“Algo está diferente agora. As forças do ceticismo das mudanças climáticas, acredito, despertaram um ‘gigante adormecido’. Os meus colegas cientistas reagirão, e estou ansioso para me juntar a eles nessa batalha”, conclui.

Autor: Jéssica Lipinski  -
Fonte: Carta Maior





MOMENTO DE REFLEXÃO

Mesmo antes de nascer, já tinha alguém torcendo por você.
Tinha gente que torcia para você ser menino.
Outros torciam para você ser menina.
Torciam para você puxar a beleza da mãe, o bom humor do pai. Estavam torcendo para você nascer perfeito.
Daí continuaram torcendo...
Torceram pelo seu primeiro sorriso, pela primeira palavra , pelo primeiro passo.
O seu primeiro dia de escola foi a maior torcida.
E o primeiro gol, então?
E, de tanto torcerem por você, você aprendeu a torcer.
Começou a torcer para ganhar muitos presentes e flagrar Papai Noel.
Torcia o nariz para o quiabo e a escarola.
Mas torcia por hambúrguer e refrigerante.
Começou a torcer até para um time.
Provavelmente, nesse dia, você descobriu que tem gente que torce diferente de você.
Seus pais torciam para você comer de boca fechada, tomar banho, escovar os dentes, estudar inglês e piano.
Eles só estavam torcendo para você ser uma pessoa bacana.
Seus amigos torciam para você usar brinco, cabular aula, falar palavrão.
Eles também estavam torcendo para você ser bacana.
Nessas horas, você só torcia para não ter nascido.
E por não saber pelo que você torcia, torcia torcido.
Torceu para seus irmãos se ferrarem, torceu para o mundo explodir.
E quando os hormônios começaram a torcer, torceu pelo primeiro beijo, pelo primeiro amasso.
Depois começou a torcer pela sua liberdade.
Torcia para viajar com a turma, ficar até tarde na rua. Sua mãe só torcia para você chegar vivo em casa.
Passou a torcer o nariz para as roupas da sua irmã, para as idéias dos professores e para qualquer opinião dos seus pais.
Todo mundo queria era torcer o seu pescoço.
Foi quando até você começou a torcer pelo seu futuro.
Torceu para ser médico, músico, advogado...
Na dúvida, torceu para ser físico nuclear ou jogador de futebol. Seus pais torciam para passar logo essa fase.
No dia do vestibular, uma grande torcida se formou. Pais, avós, vizinhos, namoradas e todos os santos torceram por você.
Na faculdade, então, era torcida pra todo lado.
Para a direita, esquerda, contra a corrupção, a fome na Albânia e o preço da coxinha na cantina.
E, de torcida em torcida, um dia teve um torcicolo de tanto olhar para 'ela'...
Primeiro, torceu para ela não ter outro. Torceu para ela não te achar muito baixo, muito alto, muito gordo, muito magro.
Descobriu que ela torcia igual a você. E de repente vocês estavam torcendo para não acordar desse sonho.
Torceram para ganhar a geladeira, o microondas e a grana para a viagem de lua-de-mel.
E, daí pra frente, você entendeu que a vida é uma grande torcida. Porque, mesmo antes do seu filho nascer, já tinha muita gente torcendo por ele.
Mesmo com toda essa torcida, pode ser que você ainda não tenha conquistado algumas coisas.
Mas muita gente ainda torce por você!!!





Diário de Quarta-feira 02/05/2012




Quarta-feira, 02 de maio de 2012


"Os sete pecados capitais responsáveis pelas injustiças sociais são: riqueza sem trabalho; prazeres sem escrúpulos; conhecimento sem sabedoria; comércio sem moral; política sem idealismo; religião sem sacrifício e ciência sem humanismo."(Mahatma Gandhi)





EVANGELHO DE HOJE
Jo 12,44-50


Jesus disse bem alto:
- Quem crê em mim crê não somente em mim, mas também naquele que me enviou. Quem me vê, vê também aquele que me enviou. Eu vim ao mundo como luz para que quem cre em mim não fique na escuridão. Se alguém ouvir a minha mensagem e não a praticar, eu não o julgo. Pois eu vim para salvar o mundo e não para julgá-lo. Quem me rejeita e não aceita a minha mensagem já tem quem vai julgá-lo. As palavras que eu tenho dito serão o juiz dessa pessoa no último dia.
- Eu não tenho falado em meu próprio nome, mas o Pai, que me enviou, é quem me ordena o que devo dizer e anunciar. E eu sei que o seu mandamento dá a vida eterna. O que eu digo é justamente aquilo que o Pai me mandou dizer.





MEDITANDO O EVANGELHO
Alexandre Soledade

Bom dia!
Em que momentos somos sequestrados pela escuridão? Quais são as situações que enfrentamos que nos levam a perder por completo a esperança? O que faz alguém se negar a acreditar?
Na traição, na falta de compreensão, na angústia, na perca, no isolamento, na indiferença, nas grandes batalhas, em meio a dívidas, [...], mas noto que mesmo nessa hora somos convidados ou imbuídos a não esmorecer. Em meio a uma tempestade de problemas, tendo às vezes nenhum horizonte visível, somos DESAFIADOS a continuar lutando.
“(…) Ser cristão significa ouvir as palavras de Jesus, reconhecer o caráter divino que está presente nela, sentir-se apelado por ela para não mais viver nas trevas do erro, do pecado e da morte, mas sim na luz da verdade, da vida e do amor e responder de forma positiva a este apelo para que, CRENDO NAS PALAVRAS DE JESUS, CREIAMOS FIRMEMENTE NAQUELE QUE O ENVIOU PARA A NOSSA SALVAÇÃO”. (Reflexão da CNBB)
Num embate sempre existirá um perdedor e um vencedor, por mais equilibrada que sejam os oponentes, alguém vai ceder a vitória.


(…) Um perdedor
É aquele que não crê, que desiste, que não enfrenta, que recusa a ouvir conselhos, o que persiste por orgulho, o teimoso, aquele que entrega os pontos. Aquele que confia somente em si, não partilha, não colabora, que aponta, (…). Aquele que pensa ser forte, mas é o fraco! “(…) Se alguém ouvir a minha mensagem e não a praticar, eu não o julgo. Pois eu vim para salvar o mundo e não para julgá-lo. Quem me rejeita e não aceita a minha mensagem já tem quem vai julgá-lo”.


(…) Um vencedor
Aquele que levanta, que insiste, não desiste e persiste. É aquele que tem um motivo nobre, uma benção na fronte, um olhar para o horizonte e um sentimento forte. É aquele que põe sua confiança no céu sem tirar os olhos dos que estão no chão; é o que junta e não espalha, é o que agrega e não o que segrega; é o que consegue ver o projeto ainda na planta; é aquele que a luz sempre o acompanha… Esse, por mais que pareça fraco, é o forte! “(…) Quem crê em mim crê não somente em mim, mas também naquele que me enviou. Quem me vê, vê também aquele que me enviou. Eu vim ao mundo como luz para que quem crê em mim não fique na escuridão”.
É gratificante olhar nos olhos dos que escolheram a simplicidade e poder ver Deus neles. Chego a conclusão que o reino de Deus para eles foi sussurrado e não insistido aos berros. Nossa religiosidade cristã é complicada para esse mundo tão materialista, ou melhor, é um grande paradoxo: O maior de todos os servos virou senhor pela simplicidade e não pela força.
A fé faz-nos entender que a grande força que brota dos filhos de Deus é da própria luz que emana do Espírito Santo que habita em cada um de nós.
 “(…) Felizes as pessoas que sofrem perseguições por fazerem a vontade de Deus, pois o Reino do Céu é delas. Felizes são vocês quando os insultam, perseguem e dizem todo tipo de calúnia contra vocês por serem meus seguidores FIQUEM ALEGRES E FELIZES, POIS UMA GRANDE RECOMPENSA ESTÁ GUARDADA NO CÉU PARA VOCÊS. Porque foi assim mesmo que perseguiram os profetas que viveram antes de vocês“ (Mateus 5, 10-12)
A questão agora não é mais se acredito ou não, mas se rejeito que a mensagem da Boa Nova seja de vida e que liberte, como aqueles que se dizem alheios a ela. O que parece é que essas pessoas não renegam a Jesus e sim as regras e dogmas que temos como igreja. É comum vê-las citar frases e expressões ensinadas por Jesus como referencia e também participando de debates “calorosos” quando o assunto é religião…
Aquele que vive no sítio, onde não há luz elétrica, se encanta o ver a luz do luar, das estrelas, dos faróis dos carros que passam na estrada. O lavrador dá bom dia ao sol e começa o seu trabalho. Quem tem a graça de enxergar só não vê a luz se por vontade própria fechar os olhos, mas mesmo assim a luz aos poucos surge e a total escuridão passa, ficando a penumbra. Só vive por completo na escuridão aquele que por orgulho mente pra si próprio ou desistiu.
Portanto, não desista de ver a luz!
Levanta! É mais fácil olhar pela janela ficando de pé!
Seja luz! Pode me chamar de sonhador, mas Deus me chama de forte!
Um imenso abraço fraterno






CURIOSIDADES



1-    O macaco usado para o filme King Kong, em 1933, parecia ser gigantesco. Na realidade, o modelo tinha somente quarenta centímetros. Na nova produção de 1977, King Kong cresceu. Media treze metros.



2-    As gotinhas de água em Cantando na chuva foram misturadas com leite para que aparecessem melhor no filme.

3-    O sangue da inesquecível cena do chuveiro de Psicose foi feito com chocolate líquido.

4-    O vômito asqueroso da pequena Regan MacNeil (Linda Blair) em O exorcista era uma mistura de sopa de ervilha com mingau de aveia.

5-    Número de balas usadas para matar a dupla Bonnie e Clyde: 187 na vida real e 87 no filme Uma rajada de balas, de 1967, estrelado por Warren Beatty e Faye Dunaway.

6-    Peter Sellers e Orson Welles fizeram uma cena juntos em Casino Royale – um era adversário do outro num jogo de cartas. Mas nem se cruzaram no set de filmagem. Eles se detestavam tanto que a cena foi filmada em dias diferentes.

7-    Em Cleópatra, de 1963, Elizabeth Taylor usou 65 roupas diferentes. Outras quarenta não chegaram a aparecer. O total de figurinos dessa produção foi 26 mil. Perdeu para os 32 mil do épico Quo vadis (1951).








MOMENTO DE REFLEXÃO


Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca, hoje, é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência – e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa à aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.
Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado. Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém: algumas vezes, você tem de aprender a perdoar a si mesmo…


Flávio Gikovate  - médico formado pela USP no ano de 1966. Desde 1967, trabalha como psicoterapeuta, tendo atendido mais de 8000 pacientes. Dedica-se, principalmente, às técnicas breves de psicoterapia.




Diário de Terça-feira 01/05/2012





Terça-feira, 01 de maio de 2012


‎”Pensamentos negativos são como pássaros. Você não tem como evitar que eles voem sobre sua cabeça. Mas você tem como evitar que eles pousem nela e façam ninho.”




EVANGELHO DE HOJE
Mt 13,54-58


Quando Jesus acabou de contar essas parábolas, saiu dali e voltou para a cidade de Nazaré, onde ele tinha morado. Ele ensinava na sinagoga, e os que o ouviam ficavam admirados e perguntavam:
- De onde vêm a sabedoria dele e o poder que ele tem para fazer milagres? Por acaso ele não é o filho do carpinteiro? A sua mãe não é Maria? Ele não é irmão de Tiago, José, Simão e Judas? Todas as suas irmãs não moram aqui? De onde é que ele consegue tudo isso?
Por isso ficaram desiludidos com ele. Mas Jesus disse:
- Um profeta é respeitado em toda parte, menos na sua terra e na sua casa.
Jesus não pôde fazer muitos milagres ali porque eles não tinham fé.







MEDITANDO O EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz


Não é ele o filho do carpinteiro?
Hoje é o Dia do Trabalhador e a festa de S. José Operário. Parabéns a você, trabalhador ou trabalhadora, pelo seu dia! O Evangelho narra que Jesus ensinava na sinagoga de Nazaré, de modo que os ouvintes ficavam admirados. E comentavam entre si: “De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres? Não é ele o filho do carpinteiro?” Isso mostra que S. José era um profissional, um homem que amava o trabalho, amava tanto que era conhecido na cidade como “O carpinteiro”. Ele passou a vida toda fabricando ou consertando móveis domésticos. E mostra também que os ouvintes tinham preconceito contra a profissão de carpinteiro, que era uma profissão humilde e de gente pobre.
É idêntico ao preconceito que muitos têm hoje contra o povo da roça, chamando-os de caipiras, roceiros, matutos etc. Sendo que são eles que plantam e colhem os alimentos que todos os dias vêm à nossa mesa.
Queremos celebrar hoje todos os trabalhadores e trabalhadoras, sem exceção. Do lixeiro ao prefeito da cidade, da professora à empregada doméstica, e na roça, do dono da terra ao último peão.
Homenageamos S. José, carpinteiro, Maria, a esposa e dona de casa, e Jesus que também exercia, junto com o pai, a profissão de carpinteiro. E depois, na vida pública, continuou trabalhando, pois a atividade missionária é também trabalho. Isso mostra que a Família de Nazaré, colocada por Deus como nosso modelo, era uma família de trabalhadores. Maria Santíssima, além do seu trabalho em casa, ainda encontrava tempo para ajudar as pessoas, como a sua prima Isabel, os noivos de Caná etc.
Deus trabalha, como vemos na Bíblia: “No princípio, Deus criou o céu e a terra. A terra estava deserta e vazia e as trevas cobriam o abismo... Deus disse: ‘Faça-se a luz’...” (Gn 1,1-3). E quando Deus criou o homem e a mulher, disse-lhes: “Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a! Dominai sobre os peixes do mar, as aves do céu...” (Gn 1,28). “Quem não quer trabalhar também não coma” (2Ts 3,10).
O trabalho, além de garantir o sustento nosso e da nossa família, nos dignifica, nos realiza e desenvolve as nossas qualidades. O trabalho afasta as tentações.
O trabalho é uma bênção de Deus. Poder trabalhar é poder servir. “Descubra a felicidade de servir”. Quem tem fé gosta de trabalhar, pois a fé sem obras é morta. Nós, que recebemos tanto da família e da sociedade, precisamos ajudá-las também, através do nosso trabalho.
A sociedade deve ser organizada de tal modo que todos tenham oportunidade de trabalhar. O desemprego é um pecado social. É triste ver filas enormes de pretendentes ao um trabalho, filas desproporcionais ao número de vagas. Precisamos unir esforços para que haja reforma agrária e que os trabalhadores da cidade sejam capacitados para o serviço que exercem. A organização de cooperativas e de sindicatos são excelentes recursos que os trabalhadores têm em mãos para conquistar seus direitos.
E queremos que haja justiça no trabalho. Que não haja desemprego nem trabalho informal, pois todos têm direito aos benefícios das leis trabalhistas. Quanto aos trabalhadores, que sejam honestos e dignos de confiança. “Quem madruga Deus ajuda”.
Quem sabe, nós também possamos, além da nossa luta diária, colaborar um pouco na nossa Comunidade cristã. Nós sairemos ganhando e a Comunidade também.
Certa vez, um padre comprou uma chácara e contratou um chacareiro que foi morar nela com a sua família. Um dia, o padre pediu a amigo seu agrônomo que fosse lá dar umas orientações ao chacareiro.
Dias depois, o padre foi à chácara. Logo que encontrou o chacareiro, perguntou-lhe: “O meu amigo agrônomo veio aqui?” O chacareiro fez uma cara ruim, virou de lado o rosto e disse: “Veio”. Depois voltou o rosto para o padre e disse com firmeza: “Sr. padre, cuidado com esse pessoal que estuda muito; eles não entendem nada!”
Precisamos fazer o contrário daquele chacareiro: não só aceitar orientações de profissionais, mas estudar e nos aperfeiçoar sempre, a fim de melhorar o nosso trabalho.
S. José operário, rogai por nós!
Não é ele o filho do carpinteiro?






VIDA SAUDÁVEL


Queime calorias com exercícios perto da sua casa


Tem dias que não dá para ir até a academia e você se pergunta que atividade perto de casa dá para fazer e queimar algumas calorias. O site Health listou as 7 principais atividades que eliminam gordura. Experimente um desses exercícios e aumente seu metabolismo. O treino é pequeno, mas a recompensa é grande.
Andar de patins: 425 calorias em 30 minutos
Patinar é número um da lista. A atividade faz queimar bastante gordura por conta dos movimentos da coxa, glúteos e do exercício de equilíbrio. Você tem todos estes benefícios, sem colocar muito estresse sobre os joelhos e outras articulações. Mantenha um ritmo forte e constante.
Correr: 374 calorias em 30 minutos
Correr é a melhor opção para quem quer deixar o corpo elegante e magro. As principais partes trabalhadas são pernas e glúteos. Para tirar o máximo de proveito de cada passo, balance os braços juntos ao corpo, não se incline para frente, e mantenha os pés retos. Alterne a corrida em intervalos rápidos e lentos ou suba algumas rampas.
Pular corda: 340 calorias em 30 minutos
Pular corda é uma das atividades favoritas de quem treina boxe. Para obter o máximo de cada salto, pule com os pés ligeiramente afastados, corpo ereto e mantenha saltos baixos. Você vai obter os mesmos resultados fazendo os movimentos sem corda. Aumente e diminua a velocidade e alterne os pés para pular.
Bambolê: 300 calorias em 30 minutos
Algumas celebridades usam o bambolê para deixar o corpo perfeito. Pegue um aro grande e pesado e o mantenha em torno de sua cintura. Comece com um pé na frente do outro e mude o seu peso para trás e para frente. Não se preocupe em não deixar o bamolê cair algumas vezes porque, mesmo assim, você vai queimar muitas calorias.
Tênis: queima 272 calorias em 30 minutos
Encontre uma área plana perto de uma parede ou porta de garagem que você consiga bater a bola contra. Fique de 10 a 25 metros de distância dessa área, o que irá forçá-lo a bater mais forte. Você terá que correr em dobro para pegar as bolinhas, já que vai estar jogando sozinho. Tente acertar a bola diretamente entre 50 e 100 golpes.
Dança: queima 221 calorias em 30 minutos
Esta atividade não é a que queima mais calorias do grupo, mas é bastante divertida. O segredo é manter o ritmo da dança, escolhendo músicas rápidas, e não dar descanso entre elas. Comece com uma música que te inspire e depois passe para ritmos cada vez mais rápidos. Passe para um estilo mais lento no final da atividade para começar a esfriar o corpo.
Caminhada: 170 calorias em 30 minutos
Faça uma caminhada sozinho. Você provavelmente vai andar rápido demais para conseguir manter uma conversa. Para usar bastante os músculos das pernas e dos glúteos, dê passos curtos e rápidos, mantenha o tronco ereto, e movimente os braços para trás e para frente, não lado a lado. Use os pés do calcanhar até a ponta dos dedos.







MOMENTO DE REFLEXÃO


Nem sempre sei onde encontrar o equilíbrio para o bem-viver.
Aprendemos que devemos viver hoje sem pensar no amanhã, mas que tudo tem o seu tempo certo. Alguns dizem que cada minuto é único, insubstituível e irrecuperável e outros que um minuto pode conter toda uma eternidade.
Nos encontramos assim nesse vão de não querer tomar decisões precipitadas e não deixar o tempo passar sem ter aproveitado tudo e o máximo que podemos.
Não existem medidas na vida. Tudo parece uma grande incógnita e o sentimento de arrependimento de ter feito e do não ter feito são dolorosos da mesma forma. Se voltássemos atrás para tomar outras decisões, teríamos certamente outros tipos de pensamentos e arrependimentos. Não sabemos guiar a vida, apenas acolhê-la.
A vida é imprevisível! Imprevisíveis são as consequências das decisões que tomamos e das que prorrogamos.
Reconhecer os próprios erros, assumi-los e aprender a gerenciá-los é sinal de sabedoria e maturidade.
Magoar-se contínua e intencionalmente porque pegou-se caminhos errados é uma agressão desnecessária contra o próprio eu. O sofrimento não diminui a pena.
O importante é olhar para a frente, assumir a vida como um todo, viver as dores como um mal passageiro e as alegrias como se pudessem durar toda a eternidade.
Ninguém está isento das pedras, dos caminhos tortuosos, mas também não do nascer e do pôr-do sol, dos campos floridos e dos momentos de felicidade que fatalmente chegam.
A vida nos pertence num todo, com as suas medidas e desmedidas!
E Deus não vê o que fizemos ou deixamos de fazer, Ele não nos condena continuamente. Ele vê os propósitos do nosso coração, a nossa vontade de ser e fazer melhor, a nossa busca, mesmo se por caminhos sinuosos, da felicidade.
E Ele reconstrói nosso coração, tal qual um oleiro amoroso do seu trabalho.
As pessoas que creem nessas verdades não deixarão de se ajoelhar e não impedirão as lágrimas, mas terão, no fim da estrada, a sensação de terem extraído todo o néctar da vida e descansarão, saciadas.


© Letícia Thompson