Páginas


(clique abaixo para ouvir a música)

LITURGIA DIÁRIA

LITURGIA DIÁRIA - REFLEXÕES E COMENTÁRIOS

Diário de Quarta-feira 26/10/2016


Quarta-feira, 26 de outubro de 2016


“A todos os que sofrem e estão sós, dai sempre um sorriso de alegria. Não lhes proporciones apenas os vossos cuidados, mas também o vosso coração.” (Madre Teresa de Calcutá)




EVANGELHO DE HOJE
Lc 13,22-30

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.­
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!


Jesus atravessava cidades e povoados, ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém. Alguém lhe perguntou: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?” Ele respondeu: “Esforçai-vos por entrar pela porta estreita. Pois eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão. Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a porta, vós, do lado de fora, começareis a bater, dizendo: ‘Senhor, abre-nos a porta!’. Ele responderá: ‘Não sei de onde sois’. Então começareis a dizer: ‘Comemos e bebemos na tua presença, e tu ensinaste em nossas praças!’ Ele, porém, responderá: ‘Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim, todos vós que praticais a iniquidade!’ E ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac e Jacó, junto com todos os profetas, no Reino de Deus, enquanto vós mesmos sereis lançados fora. Virão muitos do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus. E assim há últimos que serão primeiros, e primeiros que serão últimos”.

www.paulinas.org.br/diafeliz
  

Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.







MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz


Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita.
Neste Evangelho, alguém pergunta a Jesus sobre o número dos que se salvam. Na resposta, Jesus vai ao mais importante, que são as exigências para se salvar. É preciso esforço e uma vida austera, simbolizada pela porta estreita.
A salvação depende da nossa vontade, uma vez que Deus dá a todos as graças suficientes para que se salvem. Mas precisamos colaborar e fazer a nossa parte, o que não é fácil. O Reino de Deus não é para os acomodados ou covardes, mas para os esforçados e corajosos.
Precisamos lutar contra os desejos imoderados, e os nossos instintos, que nos puxam para o mal, pois a nossa natureza foi ferida pelo pecado.
Precisamos lutar contra o egoísmo, que bate de frente com o mandamento do amor. Lutar contra o comodismo, vivendo como se o céu já fosse aqui na terra. Tudo isso é “porta larga”, que não conduz à salvação.
“Então começareis a dizer: ‘Nós comemos e bebemos diante de ti...’ Ele, porém, responderá: ‘Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim todos vós que praticais a injustiça!’”
A prática da justiça é fundamental para se salvar. A virtude da justiça consiste em respeitar o direito dos outros, dando a cada um aquilo que é seu. Não adianta comermos e bebermos diante de Jesus, nem ouvi-lo nas praças, se não somos justos, honestos e verdadeiros, e se não cumprimos os nossos deveres. Esta é a porta estreita que nos leva ao Céu.
A vida cristã é realmente uma porta estreita. Por exemplo, as suas leis sobre o casamento, o uso do sexo, o perdão, o amor aos inimigos, a ajuda aos que precisam, a partilha dos bens com os necessitados... Não é fácil praticar a justiça e a honestidade, vivendo em um mundo que segue o caminho contrário.
Viver em Comunidade, junto com pessoas às vezes difíceis e complicadas, é também uma porta estreita.
Há pessoas que, atendendo ao apelo da Santa Igreja, tornam-se “discípulas e missionárias de Jesus Cristo, para que as pessoas tenham mais vida nele.”
“Há últimos que serão primeiros e primeiros que serão últimos”. Vamos “entrar pela porta estreita”, a fim de não termos decepções mais tarde.
Edel Quim nasceu na Irlanda, no começo do Séc. XX. Era uma garota muito bonita.
Desde que fez a primeira comunhão, ela recebia freqüentemente a Eucaristia. Ainda bem jovem, entrou na Legião de Maria, onde caminhou a passos largos na fé e na santidade.
Apesar de cobiçada por muitos rapazes, Edel decidiu não se casar, a fim de se dedicar tempo integral à Legião de Maria.
Em 1936, quando tinha 29 anos, Edel foi enviada para a África, a fim de difundir por lá a Legião de Maria. Conseguiu implantar o movimento em seis Países africanos: Quênia, Tanganica, Uganda, Niassalândia, Zanzibar e na ilha Maurícia.
Depois de dez anos na África, quando se preparava para iniciar a Legião em Nairobi, Edel contraiu a Tuberculose, que naquele tempo não tinha cura. Mesmo doente, a sua alegria e o seu entusiasmo não diminuíram.
Após sua morte, os legionários do Kênia foram a Nairobi e, com muita facilidade, implantaram a Legião naquele País.
Podemos dizer que Edel Quim assemelhou-se muito a Jesus, dando também a vida pelos irmãos. Aconteceu com ela o que Jesus disse: “Quem me come viverá por mim”.
Ela imitou também a Mãe de Jesus, já que o seu grupo chama-se Legião de Maria. Maria Santíssima e Edel Quim, rogai por nós!
Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita.








CURIOSIDADES


Fatos que você desconhece


1-Em 2015, houveram mais mortes por selfie do que por ataques de tubarão.


2- 10% das riquezas da Rússia vem da venda de vodca.


3- A depressão e a síndrome do pânico são consideradas as doenças do século.


4- É fato! Quando os morcegos saem do esconderijo, eles sempre virarão à esquerda.


5- O formato do universo é bem parecido com o de um neurônio. Você sabia?!


6- Parece loucura, mas a água quente realmente pesa mais do que a água quase congelada.


7- A Muralha da China tem 8.850 km de comprimento e ainda atravessa 9 cidades.


8- É proibido ter apenas 1 porquinho-da-índia na Suíça. Isso porque eles são animais muito sozinhos e podem morrer de depressão.


9- Que interessante! A ilha Isabela, em Galápagos, tem o formato de um cavalo-marinho.


10- O menor país do mundo é o Vaticano, com apenas 0,44 quilômetros quadrados..







MOMENTO DE REFLEXÃO


Num dia de verão, estava na praia, observando duas crianças brincando na areia.
Elas trabalhavam muito, construindo um castelo de areia, com torres, passarelas e passagens internas.
Quando estavam quase acabando, veio uma onda e destruiu tudo, reduzindo o castelo à um monte de areia e espuma. Achei que as crianças cairiam no choro, depois de tanto esforço e cuidado, mas tive uma surpresa.
Em vez de chorar, correram para a praia, fugindo da água, sorrindo, de mãos dadas e começaram a construir outro castelo...
Compreendi que havia recebido uma importante lição:
Gastamos muito tempo de nossas vidas construindo alguma coisa.
E mais cedo ou mais tarde, uma onda poderá vir e destruir o que levamos tanto tempo para construir.
Mas quando isso acontecer, somente aquele que tem as mãos de alguém para segurar, será capaz de dar uma reviravolta !!!.
Tudo é feito de areia;
Só o que permanece é o nosso relacionamento com as outras pessoas.
  


Diário de Terça-feira 25/10/2016


Terça-feira, 25 de outubro de 2016


“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá..” (Madre Teresa de Calcutá)




EVANGELHO DE HOJE
Lc 13,18-21

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.­
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!


E Jesus dizia: “A que é semelhante o Reino de Deus, e com que poderei compará-lo? É como um grão de mostarda que alguém pegou e semeou no seu jardim: cresceu, tornou-se um arbusto, e os pássaros do céu foram fazer ninhos nos seus ramos”. Jesus disse ainda: “Com que mais poderei comparar o Reino de Deus? É como o fermento que uma mulher pegou e escondeu em três porções de farinha, até tudo ficar fermentado”.

www.paulinas.org.br/diafeliz
  

Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.







MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz


A semente cresce e torna-se uma grande árvore.
 Neste Evangelho, através das parábolas da semente de mostarda e do fermento, Jesus nos explica como que cresce o Reino de Deus.
 Reino de Deus é esse projeto de vida nova instituído por Jesus: um mundo vivendo na verdade, na justiça, na paz, na fraternidade e na graça de Deus. É um projeto que tem aqui na terra apenas a primeira fase. Seu desabrochar pleno será no céu.
 No Reino de Deus há um contraste entre a pequenês e a fraqueza do início, e a magnitude e força dele depois de desenvolvido. Isso porque existe alguém agindo nele e apoiando os cristãos, que é o Espírito Santo.
 O fermento, depois de misturado na massa de farinha, a gente não o vê agindo. Assim acontece com o Reino de Deus: as pessoas não o vêem, a não ser pela fé. Mas vêem o seu resultado. É o que os pagãos diziam dos primeiros cristãos: “Vede como eles se amam!”
 Percebe-se nas duas parábolas, pela maneira de Jesus contar, que Jesus quis acentuar mais o êxito final do que o processo de desenvolvimento. É a semente de mostarda tornando-se uma árvore tão grande que os passarinhos vêm fazer ninhos em seus galhos. E é o fermento, pelo qual ninguém dava nada, que fermenta toda a massa. A conclusão que se tira é a paciência. É esperar e confiar no resultado final, mesmo que não se vêem indícios agora. É não abandonar a luta nem sair dos critérios evangélicos de ação.
 Em toda a história bíblica, especialmente nos Evangelhos, percebe-se a predileção de Deus pela debilidade, pequenês e pobreza. É Judite que vence Holofernes, Davi que vence Golias, o homem nascido na gruta que transformou o mundo, doze homens simples, a maioria pescadores, que são os primeiros encarregados de levar em frente a obra a Igreja das catacumbas que depois se desenvolveu e cobre a face da terra, o líder de Comunidade pobre, doente e sem estudo, que opera maravilhas etc. Na fragilidade, as pessoas se abrem mais a Deus e o deixam agir. Essas duas parábolas nos trazem uma mensagem de esperança, de otimismo e de paciência.
 Nós temos uma sede de êxitos imediatos, e isso nos torna impacientes, diante da lentidão do Reino de Deus. Essa impaciência tem levado muitos a trabalhar à margem dos critérios cristãos. Vamos, então, continuar firmes na luta, apesar dos precários resultados.
 Havia, certa vez, um fazendeiro que tinha três filhos homens. Quando ele estava bem idoso e com a saúde debilitada, o filho mais novo quis assumir a coordenação de tudo: dos funcionários, das lavouras, do comércio, da sede da fazenda...
 Vendo aquilo, o pai estava preocupado. Deu muitos conselhos ao filho, argumentou, mas não o convenceu. Um dia, os dois estavam sentados no pátio da fazenda, e o pai teve uma idéia: Saiu, pegou uma varinha, deu-a para o filho e disse: “Quebre para mim esta vara”. O rapaz quebrou na hora.
 O pai saiu, pegou um punhado de varinhas e deu o feixe para o filho, com o mesmo pedido. O rapaz lutou, colocou o feixe no joelho... mas não conseguiu. O pai então lhe disse:
 “Meu filho, se você assumir tudo sozinho aqui na fazendo, vai ser como aquela varinha isolada. Você não conseguirá vencer todos o problemas e dificuldades, e será quebrado. Agora, se você trabalhar junto com seus irmãos, vocês serão fortes e tudo poderão vencer.”
 A união faz a força. É preferível o bom, juntos, do que o ótimo, sozinho. Caminhando com a Comunidade, os resultados poderão ser mais lentos, mas serão mais seguros.
A semente cresce e torna-se uma grande árvore









COMPORTAMENTO


Pesquisadores Da Harvard Dão 5 Dicas Para Criar Crianças Éticas E Altruístas
Por Portal Raízes


Seu objetivo é que seu filho seja um adulto bem sucedido e feliz no futuro? A orientação dos pesquisadores de Harvard é: ensine as crianças desde cedo a serem pessoas generosas e altruístas. Isso não é apenas a coisa certa a fazer, como também é fundamental para que eles desenvolvam relacionamentos bacanas – uma das maiores fontes de felicidade dos seres humanos – e saibam interagir com o mercado de trabalho. Sim, com o mercado de trabalho: o sucesso depende mais do que nunca de saber colaborar com os outros, e crianças empáticas e socialmente conscientes, são melhores colaboradores.

Aqui vão 6 dicas práticas para você plantar a sementinha do bem nos seus filhos:

1) Passe tempo com seus filhos
Esse é a base de tudo. As crianças aprendem a se importar e respeitar o próximo quando elas são tratadas com respeito e amor. Converse, faça perguntas, escute as respostas com interesse, planeje coisas legais para fazerem juntos, leia livros na hora de dormir. Uma criança que se sente amada já tem meio caminho andado.

2) Dê o exemplo
As crianças aprendem a ter comportamentos éticos e morais observando o comportamento dos pais e de outros adultos que elas respeitam. Preste atenção em você mesmo. Você está se comportando da maneira honesta, ética e generosa que você deseja ver nas crianças? Está sabendo resolver seus próprios conflitos com tranquilidade? Claro que ninguém é perfeito todo o tempo e por isso que é tão importante dar o exemplo também reconhecendo erros, sendo humilde e avaliando nosso próprio comportamento. Errou? Admita e busque melhorar.

3) Fale em alto e bom tom que generosidade e valores éticos são importantes.
Apesar de muitos pais falarem que isso é uma prioridade muitas crianças não estão escutando. As crianças precisam escutar em alto e bom som que a felicidade dos outros é tão importante como a nossa, que a gente tem que fazer a coisa certa mesmo quando é mais difícil, que temos que honrar nossos compromissos, ser justos. Encoraje seus filhos a tomarem decisões sob a luz da ética e do respeito ao próximo.

4) Crie oportunidades para que as crianças pratiquem a gratidão.
Gratidão é a palavra da vez para quem está buscando a felicidade. Vários estudos mostram que quem reconhece as coisas boas da sua vida é muito mais feliz. O músculo da gratidão tem que ser exercitado para ficar forte. Encoraje as crianças a expressarem gratidão: obrigada para aquela professora bacana, obrigada pelo ida no parquinho com a vovó, obrigada pela aquela comidinha especial, obrigada por ter me ajudado com o dever de casa.

5) Ensine-os a verem além do próprio mundinho.
A maioria das crianças se importa com sua família e com seus amigos. O grande desafio é fazer com que desenvolvam empatia em relação a alguém fora do seu círculo social, o aluno novo da classe, alguém que não fala a sua língua, o faxineiro da escola, alguém que mora em um país muito distante. Ajude o seu filho a dar o “zoom out” no mundo. Converse sobre notícias, sobre as dificuldades de pessoas que moram longe. Ou apenas converse sobre pessoas diferentes de vocês. Isso já ajuda as crianças a entenderem que o mundo é muito mais do que a gente pode ver – excelente capacidade para se desenvolver em uma realidade tão globalizada.





MOMENTO DE REFLEXÃO


Feridas na alma são aquelas que doem mesmo quando não vemos mais o machucado; quando o que causou a ferida não está mais presente e, portanto, no silêncio da noite voltam e incomodam.
Às vezes impedem o sono.
E doem... dói o peito, doem os olhos, dói o coração...
São aquelas causadas na infância por abusos, desamor, indiferenças, incompreensão.
Ou causadas pela perda irreparável de alguém que era especial na vida da gente.
Ou pela mágoa causada por traições de pessoas nas quais depositávamos toda a nossa confiança.
Todos os anos possíveis gastos em terapia podem até amenizar o sentimento doloroso, mas não apagar.
O tempo também não apaga.
Mesmo se a memória procura mil facetas de “esquecer”, há sempre aquele dia em que um fato ou qualquer outra coisa pode trazer tudo à tona.
Infelizmente, as centenas de mensagens de auto-ajuda também não conseguem curar esse tipo de doença que consome a alma. Remédios são inúteis, quando não prejudiciais mesmo.
E então? Estamos condenados a viver o resto das nossas vidas carregando essa “bola” acorrentada nos pés, como prisioneiros condenados?
Não necessariamente...
O primeiro grande passo é a vontade de se curar.
Sem isso, nada feito.
Ninguém pode fazer por nós o que não desejamos nós mesmos.
Sabe-se que mesmo fisicamente uma pessoa
não pode curar-se sem que haja uma íntima vontade e desejo de se estar curado.
Não são os médicos que fazem milagres, eles fazem a parte deles.
Mas o maior trabalho fica por conta da própria pessoa.
Depois... só há um meio de apagar essas cicatrizes que se abrem com freqüência: entregar, inteiramente, nossos males nas Mãos dAquele que
“verdadeiramente tomou sobre si todas as nossas dores.”
Ainda assim não é fácil, pois para entregarmos é necessário tirar uma  parte da gente e se desligar dela.
E o ser humano não está preparado para isso.
Não que ele não queira, mas porque não é mesmo fácil.
É necessário uma enorme força de vontade e um amor profundo por si mesmo e por aqueles que nos amam e querem que estejamos bem.
É necessário tentar esquecer uma página do livro da própria vida, rasgá-la, queimá-la.
E depois, é preciso aprender a viver sem essa parte, viver uma vida nova e diferente.
É realmente difícil... mas possível!
É possível somente se a própria pessoa se dispõe a isso.
É algo pessoal, muito pessoal... pessoal, entre Deus e nós.



Diário de Segunda-feira 24/10/2016


Segunda-feira, 24 de outubro de 2016


“Pouco valerá erguer as mãos em oração, sem antes sujá-las e desgastá-las a serviço do próximo.”



EVANGELHO DE HOJE
Lc 13,10-17

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.­
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo, 10Jesus estava ensinando numa sinagoga, em dia de sábado. 11Havia aí uma mulher que, fazia dezoito anos, estava com um espírito que a tornava doente. Era encurvada e incapaz de se endireitar. 12Vendo-a, Jesus chamou-a e lhe disse: “Mulher, estás livre da tua doença”. 13Jesus pôs as mãos sobre ela, e imediatamente a mulher se endireitou e começou a louvar a Deus.
14O chefe da sinagoga ficou furioso, porque Jesus tinha feito uma cura em dia de sábado. E, tomando a palavra, começou a dizer à multidão: “Existem seis dias para trabalhar. Vinde, então, nesses dias para serdes curados, não em dia de sábado”.
15O Senhor lhe respondeu: “Hipócritas! Cada um de vós não solta do curral o boi ou o jumento, para dar-lhe de beber, mesmo que seja dia de sábado? 16Esta filha de Abraão, que Satanás amarrou durante dezoito anos, não deveria ser libertada dessa prisão, em dia de sábado?” 17Esta resposta envergonhou todos os inimigos de Jesus. E a multidão inteira se alegrava com as maravilhas que ele fazia.

www.paulinas.org.br/diafeliz
  

Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.







MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Professora Nanci Hesel van Melis

Curar era um dos dons concedidos a Jesus Cristo – o enviado do Pai. E suas curas se processavam a qualquer hora do dia ou da semana, em qualquer lugar, pela imposição das suas mãos, pela oração, pelo simples toque dos doentes em suas vestes, através da fé dos necessitados, que buscavam graças no Senhor.
Na verdade Jesus era o médico (sem diploma, diga-se de passagem!) que devolvia aos doentes que o procuravam o bem estar físico, biológico, psicológico ou social, resgatando-os do ostracismo e inserindo-os novamente ao convívio social.
Era Jesus Cristo realmente Mestre, e tão sábio, acima de todos e de tudo, que já concebia a saúde nos moldes dos conceitos atuais da Organização Mundial de Saúde (OMS): “saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não simplesmente a ausência de doença ou enfermidade.”
Jesus já entendia a saúde naquela época e contexto, envolvendo medidas preventivas e curativas que incluíssem - necessariamente – as ações das políticas públicas. Por isso, Jesus era sempre questionado pelos mestres da Lei e autoridades de Israel, colocado à prova pelos seus opositores que armavam ciladas com o intuito de condená-lo.
A rigidez da lei Mosaica era tanta que sobrepujava o amor ao próximo. Observem as palavras do chefe da sinagoga diante da atitude curativa de Jesus: “Há seis dias para trabalhar. Pois venham nesses dias para serem curados, mas, no sábado, não!”
Ora, ora... “Como se eles nada fizessem no dia de sábado!” – dizia Jesus. “Deixavam, afinal, seus animais passando fome e sede? Deixava-os morrer, sem remédio, se estivessem doentes?”
Jesus era fiel à sua missão terrena e não fugia às suas atitudes e responsabilidades, e em primeiro lugar estavam os atos do “servir e amar” a cada irmão. Resgatar vidas, recuperar os oprimidos e marginalizados eram ações cotidianas prioritárias para Jesus.  
Israel excluía os pobres, doentes e dissidentes políticos da vida religiosa e social, entre os quais se encontrava aquela mulher encurvada e possessa por tantos anos.
Não estamos nós também, caros irmãos, muitas vezes representados nessa mulher encurvada? Humilhados, excluídos, julgados pelos irmãos e considerados uma bactéria contagiosa para a sociedade? Ou, pelo contrário, semelhantes àquele chefe da sinagoga que abominava a atitude de Jesus, preferindo deixar aquela mulher relegada ao destino?
Pensemos em nossa caminhada missionária, colocando para Deus um profundo questionamento: O que Ele quer de cada um de nós? O que Ele espera que façamos?
Que Jesus Cristo não permita que enterremos os dons a nós concedidos, e que os coloquemos a serviço dos irmãos menos favorecidos, numa demonstração fraterna de amor incondicional, como Jesus nos ensinou. Amém!
Abraços fraternais, em Cristo!








MOTIVAÇÃO NO TRABALHO

Decisões Emocionais


Decisões emocionais são perigosas. A emoção embaça a razão, e no calor da paixão quase sempre erramos. A emoção tem prazo curto de validade. Ela passará quando a razão conseguir retomar seu papel de comandante de nossas ações. E, com a volta da razão, chegam junto o arrependimento e a mágoa, o mal estar e, muitas vezes, a vergonha. É preciso evitar decisões emocionais.
A pressão por resultados num mundo extremamente competitivo; novas tecnologias e processos para dominar; o desejo e a necessidade de fazer novos cursos; um novo chefe; um novo patrão; os comentários sobre cortes na empresa; filhos, pais, maridos e esposas demandando atenção; a convivência diária com pessoas que não nos são simpáticas; que pensam e agem diferente de nós; a conta bancária negativa..., e mais uma lista de coisas que você mesmo pode completar, podem nos fazer tomar decisões emocionais. Não é fácil, eu sei. Mas é preciso cuidar para que a emoção não assuma o comando de nossa vida e nos faça tomar decisões sem o concurso da razão.
Boas oportunidades podem ser perdidas pela falta de domínio das emoções. Conheço pessoas boas que não foram promovidas por não terem bom domínio emocional. Conheço fornecedores que perderam bons clientes por deixarem a emoção dominar as relações comerciais. Conheço famílias e casais desfeitos por decisões tomadas sem o uso da plena razão. Não deixe isso acontecer com você. Procure um lugar calmo; faça uma lista de prós-e-contras; pense o que aquela situação representará dali a cinco anos.
O melhor conselho é deixar a raiva passar, a emoção baixar, acalmar o espírito e retomar a razão, antes de decidir.
Pense nisso. Sucesso!






MOMENTO DE REFLEXÃO


Certa vez, um discípulo procurou o mestre e lhe disse:
- Eu venho a ti, mas nada tenho em minhas mãos. O mestre respondeu:
- Jogue fora este nada também.
- Mas jogá-lo fora como, se é nada?
- Pois leve-o, então, consigo pela vida!

O nosso egoísmo é sutil e persistente. Podemos transformar até o nosso nada em promoção pessoal. O meu orgulho é ser humilde, dizem alguns.

Muitos carregam, pela vida, a sua renúncia, como se fosse um troféu. Mais importante que deixar as nossas posses é abandonar o nosso egoísmo e mergulhar no amor.





Diário de Domingo 23/10/2016


Sábado, 23 de outubro de 2016


“Quem julga as pessoas não tem tempo para amá-las.” (Madre Tereza de Calcutá)




EVANGELHO DE HOJE
Lc 18,9-14

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.­
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo, 9Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros:

10“Dois homens subiram ao Templo para rezar: um era fariseu, o outro cobrador de impostos.

11O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo: ‘Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. 12Eu jejuo duas vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda’.

13O cobrador de impostos, porém, ficou a distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: ‘Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!’

14Eu vos digo: este último voltou para casa justificado, o outro não. Pois quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado”.

www.paulinas.org.br/diafeliz
  

Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.







MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe. Antônio Queiroz CSsR



O cobrador de impostos voltou para casa justificado; o outro não.

Neste Evangelho, Jesus nos conta a parábola do fariseu e do cobrador de impostos. Logo no início, o evangelista explica para quem Jesus a contou, de modo especial: “Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros”.

Como é triste encontrar pessoas convencidas, que só vêem qualidades em si mesmas e defeitos nos outros! “Eu estou bem com Deus – dizem elas – porque só cometo pecadinhos pequenos” São os fariseus de hoje. São pessoas que já se julgam salvas. O céu já está garantido; Deus vai apenas estender o tapete para elas passarem. A salvação, para essas pessoas, é mérito delas, não presente gratuito de Deus. No fundo, quem é santo é a pessoa, não Deus.

As boas obras são importantes, mas não são elas que nos salvam, e sim Deus, e gratuitamente. E Deus só concede a graça da salvação aos humildes, aos que estão convencidos de que são pecadores e não merecem o céu, como aquele cobrador de impostos.

Os fariseus são um entrave na Comunidade cristã. Eles se fixam em práticas antigas, porque nelas está a sua segurança, e ai de quem propõe uma mudança. Mesmo que a proposta venha do coordenador da Comunidade, ou do próprio pároco, é condenada por eles.

Se alguém nos perguntar: “Com qual dos dois homens da parábola você mais se identifica?” e alguém de nós responder que é com o cobrador de impostos, essa pessoa prova que é fariseu. Porque o fariseu julga-se sempre o melhor; e, na parábola, o melhor é o cobrador de impostos.

“O meu orgulho é ser humilde” dizem os fariseus. A nossa natureza pecadora é tão manhosa que existe até o orgulho disfarçado em humildade. Por exemplo, aqueles que dizem: “Eu não assumo tal cargo ou tal ministério na Comunidade, porque não sou digno”. Puro farisaísmo! Jesus falou: “O maior dentre vós, seja o vosso servo” (Mt 23,11).

Todo serviço é igualmente digno, desde o lixeiro, até o prefeito da cidade; desde o coroinha, até o papa. Perguntaram a uma árvore: “Por que não fazes barulho?” Ela respondeu: “Os meus frutos são a minha melhor propaganda”.

Um dia, um grupo estava reunido, rezando. A certa altura alguém disse: “Vamos agora rezar pela conversão dos pecadores”. E rezaram, sem nem se lembrarem que eles também eram pecadores. Por aí vemos que o farisaísmo está em todos nós, em uns mais, em outros menos.

Na sociedade de mercado, tudo se compra, tudo se vende, quase não há espaço para a solidariedade. A sociedade de mercado nos afasta das raízes da árvore da vida, que são o amor, a fraternidade e a gratuidade. “Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”.



Certa vez, uma mocinha, que era analfabeta, foi à Missa. Na entrada de igreja, uma senhora, da Equipe de Acolhida, lhe ofereceu um folheto litúrgico. A mocinha pensou em pegar o folheto, para que a mulher não descobrisse que ela era analfabeta. Mas resolveu ser sincera e disse: “Eu não sei ler!” “Tudo bem, filha” disse a senhora. As duas trocaram sorrisos e a menina foi para o banco. No final da Missa, aquela senhora procurou a mocinha e disse: “Eu sou professora. Quer que eu lhe dê, na minha casa, um curso de alfabetização?” A garota aceitou com alegria. Claro, em casa é mais fácil, porque as duas poderiam combinar os dias e horários possíveis. Poucos meses depois, estava a professora novamente na igreja entregando folhetos, a mocinha chegou e pegou o seu com alegria. Agora, sem disfarce, porque realmente já sabia ler!

Como que a sinceridade e a humildade nos fazem bem! Se aquela menina tivesse disfarçado, como foi o seu primeiro desejo, teria perdido a grande oportunidade de ser alfabetizada! Se fazemos a nossa parte, Deus faz a dele.

Maria Santíssima era humilde. Na Anunciação, chamou a si mesma de escrava do Senhor. Quando a prima Isabel a elogiou, ela dirigiu o elogio para Deus, que olhou para a humildade de sua serva. Na vida pública de Jesus, nas horas em que ele era aclamado, ela estava escondida, fazendo os trabalhos mais humildes. Na hora humilhante da cruz, lá estava sua Mãe em pé, bem visível a todos. Que Nossa Senhora nos ajude a sermos humildes, porque “quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado”.

O cobrador de impostos voltou para casa justificado; o outro não.






VÍDEO DA SEMANA

Para casar é preciso amor - Pe. Fábio de Melo





https://www.youtube.com/watch?v=RIQDzR47jAo







MOMENTO DE REFLEXÃO


O ancião descansava sentado em velho banco à sombra de uma árvore, quando foi abordado pelo motorista de um automóvel que estacionou ao seu lado:
- Bom dia!
- Bom dia! Respondeu o ancião.
- O senhor mora aqui?
- Sim, há muitos anos...
- Venho de mudança e gostaria de saber como é o povo daqui. Como o senhor vive aqui há tanto tempo deve conhecê-lo muito bem.
- É verdade, falou o ancião. Mas por favor me fale antes da cidade de onde você vem.
- Ah, É ótima! Maravilhosa! Gente boa, fraterna... Fiz lá muitos amigos. Só a deixei por imperativos da profissão.
- Pois bem, meu filho. Esta cidade é exatamente igual. Vais gostar daqui.
O forasteiro agradeceu e partiu. Minutos depois apareceu outro motorista e também se dirigiu ao ancião:
- Estou chegando para morar aqui. O que me diz do lugar?
O ancião, lançou-lhe a mesma pergunta:
- Como é a cidade de onde você vem?
- Horrível! Povo orgulhoso, cheio de preconceitos, arrogante! Não fiz um único amigo naquele lugar horroroso!
- Sinto muito, meu filho, pois aqui você encontrará o mesmo ambiente...
Assim somos nós....vemos no mundo e nas pessoas algo do que somos, do que pensamos, de nossa maneira de ser.
Se somos nervosos, agressivos ou pessimistas, assim será o mundo e só acharemos problemas e conflitos.
Em outras palavras, o mundo tem a cor que lhe damos através das nossas lentes...da nossa maneira de ver as coisas.
Se vemos o mundo com lentes escuras do pessimismo, tudo à nossa volta nos parecerá escuro...envolto em trevas.
Se estamos turvados pelo desânimo, o universo que nos rodeia se apresenta desesperador.
Mas, se ao contrário, estivermos otimistas, sentiremos que em todas as situações há aspectos positivos e cheios de entusiasmo.
 A cor do mundo, portanto, depende da nossa ótica...da maneira como estamos nos sentindo, afinal, o exterior estará sempre refletindo o que levamos no interior.
Ser otimista é ser gerador de adrenalina emocional, que estimula o sangue, impulsionando ao avanço, à alegria. Cultivando o otimismo nos sentimentos adquirimos visão para perceber o lado bom da vida que nos rodeia...teremos confiança em Deus e tudo será belo, e ao nosso redor teremos alegria e felicidade.





Diário de Sábado 22/10/2016


Sábado, 22 de outubro de 2016


“Quem julga as pessoas não tem tempo para amá-las.” (Madre Tereza de Calcutá)




EVANGELHO DE HOJE
Lc 13,1-9

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.­
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!


Naquele dia, Jesus saiu de casa e sentou-se à beira-mar. Uma grande multidão ajuntou-se em seu redor. Ele entrou num barco e sentou-se ali, enquanto a multidão ficava de pé, na praia. Ele falou-lhes muitas coisas em parábolas, dizendo: "O semeador saiu para semear. Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e as comeram. Outras caíram em terreno cheio de pedras, onde não havia muita terra. Logo brotaram, porque a terra não era profunda. Mas, quando o sol saiu, ficaram queimadas e, como não tinham raiz, secaram. Outras caíram no meio dos espinhos, que cresceram sufocando as sementes. Outras caíram em terra boa e produziram fruto: uma cem, outra sessenta, outra trinta. Quem tem ouvidos, ouça!"

www.paulinas.org.br/diafeliz
  

Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.







MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz

A figueira sem figos

Vou colocar adubo na figueira. Pode ser que ela dê fruto.
Este Evangelho narra que contaram a Jesus um fato trágico: Houve dentro do Templo um motim de judeus vindos da Galiléia. A guarda romana entrou na área reservada somente aos judeus, e matou violentamente a todos.
Os que deram a notícia a Jesus esperavam dele uma solidariedade aos judeus mortos, e um repúdio à profanação do lugar sagrado.
Mas Jesus chama a atenção para algo mais importante: Esse judeus eram violentos, iguais aos soldados que os mataram. Neste momento de comoção nacional, Deus chama todos à conversão, pois é dessa que depende a vida mais importante, a eterna.
O povo judeu era pequeno e fraco; não havia nenhuma saída diante do poder opressor, a não ser a fé, que depende do perdão sem limites.
Muita gente interpreta as catástrofes – enchente, incêndio, acidente... – como castigos de Deus. E se é a própria pessoa que é vítima, ela se pergunta: Que pecado eu fiz para merecer isso?
Essa mentalidade descarta a vida futura, e pensa que Deus deve castigar os maus e premiar os justos aqui na terra. E nem nos lembramos que Jesus era justo e sofreu a vida inteira. Maria Santíssima e os demais santos também.
Deus Pai não é como nós; ele “faz brilhar o sol sobre maus e bons, e cair a chuva sobre justos e injustos” (Mt 5,45). Deus nos adverte através de sinais; mas nem sempre converte os pecadores, enviando-lhes desgraças.
Às vezes um favor de Deus é para nós motivo de conversão: como Deus é bom para mim, apesar de eu ser tão ingrato a ele! Foi isso que aconteceu com Zaqueu (Lc 19,1). Na verdade, só há um castigo de Deus: perdê-lo para sempre.
É comum encontrarmos no Antigo Testamento Deus castigando o povo com desgraças. Isso porque eles não tinham clareza sobre a vida futura, sua fé ainda era imperfeita. Temos, entretanto, o exemplo de Jô, um servo de Deus que sofreu a vida inteira.
“Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros? Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo.” As catástrofes são sinais de Deus a nós, não para julgarmos as vítimas, mas para “por a nossa barba de molho”. Através delas Deus nos convida à conversão.
E Jesus cita outra catástrofe, que também era comentada pelo povo: O prédio (torre) que caiu em Jerusalém, matando dezoito pessoas. E repete o alerta: “Se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”.
Vamos aproveitar as notícias de catástrofes para a nossa conversão, pois nós também podemos ser vítimas e, de uma hora para outra, morrermos.
Na parábola da figueira, Jesus deixa claro que a nossa conversão se mostra pelos frutos, isto é, pelas nossas boas obras. Não adianta ser uma figueira bonita, se não dá fruto. O mundo está cheio de pessoas de ótima aparência, mas pouco fruto.
Boas obras, nós sabemos: é não falar mal dos outros, falar só a verdade, ser justo, perdoar, amar o próximo, ajudar os necessitados...
“O machado já está posto à raiz das árvores. Toda árvore que não der bom fruto será cortada e jogada ao fogo” (Mt 3,10).
“Vou colocar adubo na figueira. Pode ser que ela dê fruto.” Foi o pedido do vinhateiro, quando o dono queria cortar a figueira. Que bom se nós fôssemos como este vinhateiro, fazendo alguma coisa pelas pessoas que estão no caminho errado, ou perdem tempo sem fazer boas obras! “Os que tiverem ensinado a muitos o caminho da virtude, brilharão como as estrelas, por toda a eternidade” (Dn 12,3).

Certa vez, um homem resolveu separar-se da esposa e disse a ela: “Vou separar-me de você. Você pode separar tudo o que é importante para você nesta casa, que eu fico com o resto”.
Ela respondeu: “Sim, mas antes vamos fazer uma festinha. Assim as crianças se divertem, dormem e depois nós faremos a divisão”.
Então prepararam um churrasco, e convidaram os amigos. Como ele estava tenso, acabou bebendo um pouco exagerado e, quando as visitas foram embora, ele dormiu.
Enquanto ele dormia profundamente, a esposa, com a ajuda dos amigos, tirou todas as coisas do quarto do casal, menos a cama dos dois, em que ele estava dormindo, colocou no quarto as crianças, e dormiu ao lado dele.
Quando, no outro dia cedo, ele acordou, perguntou assustado o que havia acontecido. Ela disse: “Você não me pediu para separar o que é mais importante para mim? Já separei. Para mim, o mais importante é o que está aqui: você e os nossos filhos”.
Como o vinhateiro da parábola, essa senhora ainda acreditava na sobrevivência da família; por isso quis ainda “colocar um pouco de adubo” na tentativa de salvá-la.
Maria Santíssima era uma boa árvore, que produziu para nós o melhor fruto do mundo: Jesus, nosso Salvador. Santa Mãe de Deus, rogai por nós!
Vou colocar adubo na figueira. Pode ser que ela dê fruto.







CASA, LAR E FAMÍLIA


6 razões para você perdoar seu cônjuge
O perdão é como o amor, quanto mais é exercido, mais se torna parte do ser que o concede.


Michele Coronetti

Não é fácil, mas perdoar ainda é o melhor se tratando de relacionamentos. Muitas vezes o desânimo se instala e a vontade de simplesmente desistir chega. Talvez estas razões ajudem nos momentos delicados e difíceis onde o perdão precisa ser exercido.

A paz interior, no ambiente e entre o casal é realmente valiosa. Refletir sobre o que tem realmente mais importância ajuda nesta decisão. Muitas vezes o casal decide continuar de mal um com o outro, com olhares de mágoa e rancor, sem olhar nos olhos, sem tocar e sem dirigir a palavra um ao outro. Será que atitudes como essa realmente são construtivas para o casal? O perdão ofertado será muito mais proveitoso do que olhares de reprovação ou outras negatividades. E mesmo que a culpa não é sua, a paz interior que o perdão traz ganha de qualquer outro sentimento.

2. Porque você também erra

Seres humanos são passíveis de erros e ninguém é perfeito. Sendo assim, quando há perdão para o cônjuge, ele acumula uma dívida para lhe retribuir o mesmo. Erros simples, mas que machucam a alma podem ser esquecidos e superados com o perdão mútuo. E a vida será assim, uma vez um errando, na outra o companheiro, e o perdão sendo concedido a cada um.

3. Porque o casamento está em primeiro lugar na sua vida

Quem mantém este pensamento vai longe. Quando os esforços do casal se concentram em seu relacionamento, o que for necessário para que tudo fique bem será feito. E isso inclui dar o perdão independente da falta cometida. Mantendo o casamento como prioridade fica mais fácil resolver questões simples e corriqueiras. Perdoar sinceramente fará parte deste protocolo.

4. Preceito

Caso tenha crescido em um ambiente cristão, conhece a importância do perdão no âmbito religioso. Perguntaram a Jesus quantas vezes deveriam perdoar a alguém uma ofensa, e a resposta do Mestre foi que fosse perdoado até setenta vezes sete. Há muitas interpretações para esta passagem, mas analisando o contexto a partir do que foi escrito apenas, devemos perdoar 490 vezes o mesmo erro da mesma pessoa. Refletindo sobre isso podemos supor que uma pessoa não consegue repetir o mesmo erro por tantas vezes, e fica claro que devemos perdoar a todos os erros de todas as pessoas. Com o cônjuge não é diferente.

5. Amor

Quem ama perdoa, e essa frase já foi ouvida por todos algumas vezes. Mas a verdade é que o amor pode superar tudo, inclusive a mágoa adquirida através dos erros do cônjuge. E ao oferecer o perdão, o amor se fortalece e cria vínculos mais fortes ainda entre o casal. A tristeza pelo erro do cônjuge com certeza virá e poderá demorar um pouco, e só será vencida através do amor sincero e do perdão.

6. Exemplo

Estamos sempre sendo observados e criticados. As pessoas notam aos outros com vários fins, para seguir o exemplo ou para passar a informação adiante. Por isso o melhor é fazer o certo, pode inspirar amigos, familiares, filhos e outras pessoas à volta.

O perdão é como o amor, quanto mais é exercido, mais se torna parte do ser que o concede.







MOMENTO DE REFLEXÃO


Ela se chamava Mega e tinha uma chefe terrível. Quando Mega chegava pela manhã e falava "bom dia", a chefe respondia com uma pergunta:
- Por que não chegou mais cedo?
Se chegasse antes da hora, a chefe não estava lá, mas ficava sabendo e lhe perguntava se ela não sabia qual o horário do expediente, mesmo depois de trabalhar ali há tantos anos. Era uma mulher má, implicava com tudo, até que um dia Mega se cansou e decidiu se demitir:
- Vou sair, mas antes vou dizer tudo o que tenho vontade.
Exatamente naquele dia ela estava almoçando quando encontrou a Dra. Casarjian que a convidou para assistir a um treinamento, naquela tarde ao que ela respondeu:
- Não posso, tenho expediente a cumprir.
- E por que não?
Mega falou sobre a chefe que vivia implicando com ela e a Dra. Casarjian lembrou que pior a situação não poderia ficar, além do que, se a chefe lhe desse uma bronca por faltar ao trabalho, naquela tarde, ao menos teria motivo.
Mega lembrou que no dia seguinte iria se demitir, por isso resolveu ir ao encontro. Ali ouviu referências a respeito do perdão. A Dra começou a palestra:
- O perdão é bom para você... Se você perdoar alguém que o ofendeu ele continua do mesmo jeito mas você se sentirá bem. Se você perdoar o mentiroso, ele continuará mentiroso mas você não se sentirá mal por causa das mentiras dele.
Ao final do treinamento, Mega concluiu que a sua chefe estava muito doente e tirou a chefe da cabeça e tomou uma resolução:
- Não vou deixar que ela me atormente mais. E nem vou abandonar o trabalho que eu gosto.
No dia seguinte, Mega chegou e cumprimentou sua Chefe:
- Olá.
A chefe foi logo lhe perguntando o que tinha acontecido. Ela estava diferente. Mega falou que havia participado de um treinamento e que estava bem consigo mesma e até convidou a chefe para tomar chá, ao final da tarde.... a reação veio logo:
- Você está me convidando só para eu não reclamar de você?
Mega calmamente lhe respondeu:
- Pode reclamar, até mandar descontar as minhas horas. Mas eu insisto no chá.
E foram. Durante o chá, a chefe falou da sua surpresa em ter sido convidada para aquele chá. Ela sabia que era intratável... também falou da sua emoção... nunca ninguém a convidara para um lanche, um café e acabou por falar das suas dores. O marido lhe batia, o filho vivia no mundo das drogas. Por isso ela odiava as pessoas... era infeliz e agredia.
Semanas depois, era a própria chefe que comparecia ao novo treinamento da Dra. Casarjian a respeito do perdão.
Perdoar é libertar-se. Quando alguém nos agride é porque este alguém está a um passo do desequilíbrio e não pode nem imaginar o quanto se encontra enfermo.
Sem dúvida, a felicidade pertence sempre àquele que pode oferecer, que a possui para dar. Nosso maior exemplo é Jesus... poderia ter reagido às agressões, mas preferiu perdoar e amar, por saber que aqueles que o afligiam eram espíritos atormentados em si mesmos... por essa razão, dignos de perdão.