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LITURGIA DIÁRIA

LITURGIA DIÁRIA - REFLEXÕES E COMENTÁRIOS

Diário de Quarta-feira 26/12/2012





Quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Dia de Santo Estevão


“Se não mudar o que faço hoje, todos os “amanhãs” serão iguais a ontem.”




EVANGELHO DE HOJE
Mt 10,17-22


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
— Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: 17“Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas. 18Vós sereis levados diante de governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e das nações. 19Quando vos entregarem, não fiqueis preo­cupados como falar ou o que dizer. Então naquele momento vos será indicado o que deveis dizer. 20Com efeito, não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai é que falará através de vós. 21O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais, e os matarão. 22Vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.




MEDITANDO O EVANGELHO

Padre Antonio Queiroz


Não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai.
Iniciamos um novo ciclo litúrgico, o do Natal, em que celebramos o mistério da Encarnação, isto é, a humanização de Deus para a divinização do homem.
Hoje é a festa de Santo Estevão, o primeiro mártir da Igreja. Por isso que nós o celebramos logo após o Natal. Ele foi o primeiro discípulo dessa criança que nasceu em Belém, e que o seguiu até no martírio.
No Evangelho, próprio da festa, Jesus nos alerta sobre a perseguição que todo cristão sofre, vivendo no meio desse mundo pecador. E ele nos dá orientações sobre como nos comportar nessas horas. Ele pede para não nos preocuparmos com o que falar, pois “não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai”.
Santo Estevão foi a primeira vítima dessas perseguições, depois de Jesus. A primeira Leitura da Missa de hoje narra o seu martírio (At 6).
Veja um resumo do que narra At 6-8: Estevão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo... Entretanto, começaram a discutir com ele. Como não conseguiam resistir à sabedoria de Estevão, subornaram alguns indivíduos, que disseram: “Ouvimos este homem dizer blasfêmias contra Moisés e contra nosso Deus”. Então os doutores da Lei o prenderam e o conduziram ao sinédrio.
Lá, o sumo sacerdote perguntou a Estevão: “É verdade o que estão dizendo?” Estevão aproveitou a oportunidade para provar, pelas Escrituras, que Jesus é o Messias esperado. Ele fez um discurso longo e belíssimo. Destaques:
- O testemunho de Abraão a respeito do Messias.
- José foi perseguido por seus irmãos, por inveja (indireta às autoridades ali presentes). O exílio Babilônico aconteceu devido à dureza do coração do povo (outra indireta).
- Citando Is 66, Estevão relativiza o Templo de Jerusalém, dizendo que o Altíssimo não mora em casa feita por mãos humanas: “O céu é o meu trono, e a terra é o apoio dos meus pés. Que casa construireis para mim? Não foi minha mão que fez todas essas coisas? Tudo o que existe fui eu que fiz! Eu olho para o aflito e o de espírito abatido, e também para aquele que estremece diante das minhas palavras!”
Em seguida, Estevão falou claro e direto: “Homens teimosos, insensíveis e fechados à vontade de Deus! Vocês sempre resistiram ao Espírito Santo. São hoje como foram seus pais! A qual dos profetas os pais de vocês não perseguiram? Eles mataram aqueles que anunciavam a vinda do Justo, do qual agora vocês se tornaram traidores e assassinos. Vocês receberam a Lei promulgada através de anjos, e não a observam!”
“Ao ouvir essas palavras, eles ficaram enfurecidos e rangeram os dentes contra Estevão. Repleto do Espírito Santo, Estevão olhou para o céu e disse: ‘Estou vendo o céu aberto, e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus’. Então eles, dando grandes gritos e tapando os ouvidos, avançaram contra Estevão, arrastaram-no para fora da cidade e o apedrejaram. As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem chamado Saulo. Enquanto o apedrejavam, Estevão clamou dizendo: ‘Senhor Jesus, acolhe o meu espírito’. Depois dobrou os joelhos e gritou forte: ‘Senhor, não os condenes por este pecado.’ E, ao dizer isto, adormeceu.” (At 7,51-60).
Este “Saulo” é São Paulo. Santo Agostinho fala que foi certamente aquela oração de Estevão que conseguiu de Deus a conversão de São Paulo. Ele disse: “Se Estevão não tivesse rezado certamente hoje não teríamos o grande Apóstolo dos gentios”.
Estevão deixou muitos exemplos para nós. Podemos destacar: a oração por aqueles que o estavam matando, o comportamento firme na hora da perseguição, o testemunho dado no tribunal etc.
Havia, certa vez, uma alta figueira, cujo tronco era bem grosso. Os animais gostavam de ficar debaixo dela, por causa da sombra. Um dia, deu um vendaval, e a figueira caiu. Aí que descobriram que ela estava oca. Sem ninguém perceber, as brocas comeram o interior daquela figueira.
Nós temos alguma coisa a aprender dessa figueira. Pelo batismo, nós nos tornamos participantes da natureza divina. Não podemos ser ocos, pois assim não resistiremos o vendaval do mundo pecador e das perseguições.
Que Maria Santíssima e Santo Estevão, nos ajudem a ser testemunhas de Jesus, nas horas fáceis e também nas difíceis.
Não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai.





MOMENTO DE REFLEXÃO

Você não precisa cuidar de um medo específico. Não precisa se preocupar em acabar com um ou outro receio que você tenha. Basta investir seus esforços em desenvolver a sua confiança. Ao aumentar a sua segurança como pessoa e a sua confiança em si mesmo, nos outros e em Deus, seus medos vão fazer as malas e ir embora. Desenvolver confiança é vacinar-se contra o medo.
Quando você acredita em si mesmo, a insegurança desaparece aos poucos, até o dia que você vai perceber que a sua vida está se tornando uma dádiva e não um peso pra carregar. Confiar em si mesmo tem a ver com acreditar na sua capacidade de superar desafios.
Quando confia em alguém, você não precisa ficar se perguntando se existe alguma intenção oculta por trás do que está sendo dito. Confiar no outro tem a ver com construir juntos uma amizade verdadeira e saber que na hora da pressão você pode contar com essa pessoa.
Quando confia em Deus você sabe que está protegido em todas as circunstâncias.
Mas a confiança não nasce pronta. Ela é construída. Quanto mais vivemos novos desafios, mais vamos tendo consciência da nossa capacidade de acreditar em Deus, no outro e em nós mesmos. Pense sobre isso!

Roberto Shinyashiki






Diário de Terça-feira 25/12/2012- DIA DE NATAL





Terça-feira, 25 de dezembro de 2012
DIA DE NATAL



“Lembre-se, se o Natal não está em seu coração, você não o encontrará debaixo da árvore.” (Charlotte Carpenter)



EVANGELHO DE HOJE
Jo 1,1-18


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João
— Glória a vós, Senhor!



1No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus; e a Palavra era Deus. 2No princípio estava ela com Deus. 3Tudo foi feito por ela, e sem ela nada se fez de tudo que foi feito.
4Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens. 5E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la. 6Surgiu um homem enviado por Deus; seu nome era João. 7Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. 8Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz: 9daquele que era a luz de verdade, que, vindo ao mundo, ilumina todo ser humano.
10A Palavra estava no mundo — e o mundo foi feito por meio dela — mas o mundo não quis conhecê-la. 11Veio para o que era seu, e os seus não a acolheram.
12Mas, a todos que a receberam, deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus, isto é, aos que acreditam em seu nome, 13pois estes não nasceram do sangue nem da vontade da carne nem da vontade do varão, mas de Deus mesmo.
14E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como Filho unigênito, cheio de graça e de verdade. 15Dele, João dá testemunho, clamando: “Este é aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim passou à minha frente, porque ele existia antes de mim”. 16De sua plenitude todos nós recebemos graça por graça. 17Pois por meio de Moisés foi dada a Lei, mas a graça e a verdade nos chegaram através de Jesus Cristo. 18A Deus, ninguém jamais viu. Mas o Unigênito de Deus, que está na intimidade do Pai, ele no-lo deu a conhecer.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.





MEDITANDO O EVANGELHO
J. Salviano Silva


No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus.
O texto da liturgia de hoje se refere à criação do Universo por Deus todo poderoso, e do projeto de Deus que se torna carne e vem até nós. Sabemos e acreditamos que Deus criou tudo que existe, por uma conclusão lógica. Porque nada teria capacidade de se auto-criar.  Assim, a existência e um Deus é algo necessário.  Pois tudo depende dele.  Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito.
O texto também faz referência a João e depois a Jesus. Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João.
Acrescenta que João Batista veio como testemunha, e para dar testemunho da luz, que é Jesus, e seu trabalho de preparação da vinda de Cristo foi a fim de que todos cressem por meio dele.
E é importante entender que João não era ele a luz, não o Cristo como muita gente pensou. Mas ele, João, veio para dar testemunho da luz de Jesus.
Jesus sendo a verdadeira luz, veio  ao mundo, para iluminar todos nós.
Na verdade, Ele já estava no mundo, este mundo que foi feito por Ele, só que o mundo não o percebeu. Assim Ele enviou o seu Filho ao mundo, e mesmo assim, muita gente não o reconheceu também, apesar das suas demonstrações de poder.
Felizes daqueles que o reconheceram e o receberam, porque estes, que creram nele, se tornaram filhos de Deus.
Deus invisível, o próprio verbo, se fez carne através de Jesus, e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebeu do seu Pai, que é  cheio de graça e de verdade.
João é aquele que dá testemunho de Jesus, e afirma que  O que vem depois de mim é maior do que eu, porque existia antes de mim.
Tudo isso trata-se do mistério da Encarnação, que estabeleceu-se uma comunhão entre Deus e o homem através da pessoa de  Jesus que a interface que ligou a Terra ao Céu. Jesus é o retrato visível de Deus invisível. Foi a forma encontrada pelo Pai de estar no meio de nós assumindo a nossa natureza, para nos resgatar do pecado.
E através de palavras, da ação e acima de tudo pelo exemplo, Jesus prova que Ele não é somente humano, mais também Deus. Quem me viu, viu o Pai.  
Jesus nos transmitiu através de gestos poderosos, que a força infinita de Deus  Pai estava presente em sua pessoa.  A mim foi dado todo poder no céu e na terra.




Diário de Segunda-feira 24/12/2012






Segunda-feira, 24 de dezembro de 2012


“É Natal na mansão, fogos natalinos e vestidos de seda; É Natal na cabana, a mãe está enchendo pequenas meias. É Natal na rodovia, na multidão, comércio cheio; Mas o mais querido, mais verdadeiro Natal é o Natal em si mesmo.”




EVANGELHO DE HOJE
Lc 1,67-79


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor!



Naquele tempo, 67Zacarias, o pai de João, repleto do Espírito Santo, profetizou, dizendo: 68"Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, 69que fez aparecer para nós uma força de salvação na casa de seu servo Davi, 70como tinha prometido desde outrora, pela boca de seus santos profetas, 71para nos salvar dos nossos inimigos e da mão de todos os que nos odeiam. 72Ele usou de misericórdia para com nossos pais, recordando-se de sua santa aliança 73e do juramento que fez a nosso pai Abraão, para conceder-nos, 74que, sem temor e libertos das mãos dos inimigos, nós o sirvamos, 75com santidade e justiça, em sua presença, todos os nossos dias.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.





MEDITANDO O EVANGELHO



O sol que nasce do alto nos visitará.
Temos neste Evangelho o belíssimo cântico de Zacarias, chamado Benedictus, que ele cantou após o nascimento do filho João Batista. É um hino à fidelidade de Deus às suas promessas. Este cântico, assim como o magnificat, a Igreja repete todos os dias, nas Laudes e Vésperas respectivamente.
A primeira parte é um hino de ação de graças a Deus pela redenção iniciada. E a segunda parte é uma visão esperançosa do futuro, graças à intervenção do precursor, que abre caminho para o Messias.
O Benedictus começa dizendo: “Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo”. A redenção foi o maior presente que a humanidade recebeu. Hoje, tantos séculos depois, podemos repetir essa mesma explosão de alegria que teve Zacarias, pois a redenção é uma fonte inesgotável. Cristo veio para ficar conosco.
“Fez aparecer para nós a força da salvação.” Deus é maior que as forças do mal que querem nos levar à perdição.
“Como tinha prometido”. Deus cumpre as promessas que faz. Ele não tem pressa porque quem tem todo o poder na mão não tem pressa. A pressa é ligada à insegurança de quem não tem todo o poder.
“Para salvar-nos dos nossos inimigos.” Todos temos inimigos. São os que nos prejudicam ou querem levar-nos para o mal. Até nós, sem querer, podemos ser inimigos de alguma pessoa. Mas nenhum inimigo, da terra ou do outro mundo, isto é, o demônio, tem poder sobre nós, graças ao batismo que recebemos, pelo qual Deus nos visitou e libertou. Jesus nos deu todos os meios para nos libertarmos dos inimigos, sejam eles quais forem. Cabe a nós usar esses meios. Um deles é a Santa Igreja, que é a vida em Comunidade.
“Para que, sem temor e libertos das mãos dos nossos inimigos, nós o sirvamos, com santidade e justiça.” Santidade é viver bem com Deus. Justiça é viver bem com o próximo. E isso “sem temor”. Precisamos libertar-nos do medo, pois ele é o primeiro obstáculo que entrava na caminhada.
“Nós o sirvamos... em sua presença todos os dias da nossa vida.” Mesmo que a nossa vida dure noventa, cem ou mais anos, vamos servir a Deus todos os dias sem cansaço nem desânimo. A Bíblia está cheia de exemplos de idosos que serviram a Deus até o fim. Por exemplo, os profetas Simeão e Ana (Lc 2,25-38).
Em seguida, Zacarias se volta para seu filho: “E tu, menino, serás profeta do Altíssimo, pois irás adiante do Senhor para preparar-lhe os caminhos”. Também nós somos chamados a preparar os caminhos do Senhor.
Mas Zacarias volta a falar do Verbo encarnado: “Graças à misericordiosa compaixão do nosso Deus, o sol que nasce do alto nos visitará”. Jesus é como o sol que vence as trevas da noite e ilumina toda a terra. Que bom se saíssemos da sombra e nos deixássemos iluminar e aquecer por esse sol!
“Para iluminar os que jazem nas trevas e nas sombras da morte.” Ao vermos as luzes do Natal brilhando em toda parte, lembremo-nos de que somos portadores da luz de Cristo, especialmente para iluminar os que jazem nas trevas e sombras da morte.
Nós devíamos ser como aquelas tomadas fosforescentes. Elas recebem a luz durante o dia e a guardam. À noite, elas brilham para que as pessoas possam vê-las mesmo no escuro.
Natal é a festa da esperança. O nascimento de Jesus foi e é uma nova esperança: a nossa vida e o mundo têm conserto, porque Deus veio visitar o seu povo.
“E dirigir nossos passos no caminho da paz.” Nós queremos ter paz e ser instrumentos de paz.
Vamos olhar o nascimento de Jesus assim, com os olhos de Zacarias. Mas sem cair na fraqueza dele, tendo dúvidas a respeito da ação divina.
Certa vez, um rapaz estava caindo num barranco e se agarrou às raízes de uma árvore. Em cima do barranco havia um leão querendo devorá-lo.O leão rosnava e mostrava os dentes. Embaixo, prontas para engoli-lo quando caísse, estavam nada menos que seis onças.
Ele erguia a cabeça, via o leão; abaixava a cabeça, via as onças miando e de olhos fitos nele. Em determinado momento, ele olhou para o lado e viu um morango vermelho, madurinho e cheiroso. Com grande esforço, conseguiu apanhar o morango, levou-o à boca e se deliciou com o seu sabor doce e suculento. Foi um grande prazer comer aquele morango tão gostoso.
Agora você me pergunta: E o leão? Dane-se! Esqueça o leão e as onças e coma os morangos, pois Deus visitou e redimiu o seu povo. Deus veio nos visitar, vamos soltar-nos em suas mãos!
Que Maria Santíssima, Zacarias, Isabel e João Batista intercedam por nós, para que celebremos bem o nascimento de Jesus.
O sol que nasce do alto nos visitará.



Lc 2,1-14 (Missa da noite, Solenidade do Natal)


Hoje, nasceu para vós um Salvador.
Com muita alegria, celebramos nesta noite o Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo. O Evangelho narra como foi o nascimento de Jesus. Chama a nossa atenção a situação de pobreza em que Maria deu à luz. Todos nós tivemos uma cama ou um berço onde fomos colocados quando nascemos. Jesus teve de ser colocado numa manjedoura, isto é, num coxo de animais. Admira-nos também a beleza com que os anjos deram a notícia aos pastores.
“Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por ele amados.” Essas palavras dos anjos expressam bem os nossos sentimentos nesta noite. Damos glória a Deus e pedimos a paz para a terra, especialmente para os homens e mulheres mais queridos de Deus.
Nós nunca conseguimos entender o tamanho do amor de Deus por nós, manifestado no Natal. Somos felizes, porque Deus nos abraçou e fez um eterno pacto de amor conosco. “De tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único” (Jo 3,16).
Com o pecado original, quem ofendeu a Deus e separou-se dele foi o homem. Entretanto, Deus não esperou que o homem o procurasse, mas ele mesmo o procurou, através de seu Filho. Deus deu o primeiro passo. Cabe a nós corresponder a esse gesto. “Nós amamos, porque Deus nos amou primeiro” (1Jo 4,19).
“O que é o homem, Senhor, para que o ames tanto assim? O que o ser humano tem em si, que conseguiu fascinar-te desse jeito?” (Sl 8,5). Por isso que a festa do Natal é tão bonita. É uma eterna explosão de alegria e de gratidão a Deus.
Antes, as pessoas se perguntavam: Por que a dor? Por que a humilhação? Qual é o sentido do sofrimento?... No Natal temos as respostas. Deus, tornando-se homem, humilhou-se, sentiu dor e passou pelos mais diversos sofrimentos, para dizer que o amor é maior que tudo isso. Ele veio dizer que não estamos sozinhos nas intempéries da vida. “Se conhecesses do Dom de Deus!” (Jo 4,10).
Pelo batismo, fomos inseridos em Cristo, participamos da sua missão e conseqüentemente dos seus sofrimentos, perseguições e humilhações, pela redenção do mundo. Infelizmente, o presente que é Jesus ainda não chegou a milhões de pessoas, simplesmente porque não há pessoas disponíveis em levá-lo!
“Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que o será para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador...” Vamos atender ao apelo do anjo, vencer o medo e nos deixar contagiar por essa alegria do Natal.
O Verbo eterno, vindo à terra, não só recuperou tudo o que o ser humano tinha perdido pelo pecado, mas o enriqueceu muito mais. Agora temos em nós a natureza divina e somos filhos e filhas de Deus!
Entretanto, a recusa à Luz continua. A recusa de abrir o coração para Jesus vir e nascer, continua. Por isso que todos os anos repetimos a festa do Natal. Cada ano estamos numa situação diferente, e é nesta nova situação que Jesus quer nascer. Assim, a festa do Natal todos os anos se torna real e não algo repetitivo. Jesus bate de novo à nossa porta e pede entrada.
O advento teve a finalidade de nos preparar para este Natal vivo e atualizado. Precisamos nivelar os morros, tapar os buracos e endireitar as curvas, diz Isaías, um dos profetas do advento. As luzes que vemos brilhar em toda parte nesta noite vêm nos convidar a ser também luz de Deus no mundo. Assim, não somos meros espectadores da festa do Natal, mas nos inserimos nela para acolher novamente o Salvador.
Certa vez, uma família estava preparando a ceia de Natal, e a filhinha de nove anos pediu se podia convidar uma amiguinha. Os pais permitiram. Na hora da festa, a menina apareceu. Foi aquele espanto, porque era uma menina de rua, bem pobre e mal vestida. Todos ali vestidos com roupas de luxo, e a pobrezinha no meio deles. A filha foi uma verdadeira profetiza.
Que Maria Santíssima e S. José nos ajudem a corresponder a esse amor de Deus, tendo um coração novo, igual ao de Jesus. Que sejamos também envolvidos por aquela luz que veio aos pastores, e nos tornemos estrelas, como aquela que guiou os reis magos.
Hoje, nasceu para vós um Salvador.









MOMENTO DE REFLEXÃO

Prece de Natal

Senhor!
Sou como todos.
Também tenho os meu pedidos especiais.
Mas não se preocupe!
Tenho pouco de novo a pedir.
Tenho, é verdade, muito mais a agradecer.
Mas Natal não é Natal se a gente não se ajoelhar diante da tua Sabedoria pra refazer todos aqueles pedidos de que tua Bondade já sabe que a gente precisa.
Olha, dá um jeitinho de acabar com todas as guerras.
Essa gente já brigou por tanta coisa!!!
Faz com que eles vejam a inutilidade de tanta disputa.
Também tem aqueles que não sabem amar e só odeiam.
Faz com que eles entendam que o nosso tempo é tão curto para se desperdiçar com sentimentos menores.
Ah... tem também aqueles que me magoaram.
Faz com que eu me esqueça do que houve e me dá luz e grandeza prá eu aprender a perdoar.
Ainda tem aqueles que se encontram desesperados.
Dá-lhes conforto, um motivo de vida e mostra-lhes a maravilha  operada pela palavra Esperança.
Tem aqueles que já são meus amigos antigos.
Para esses eu peço o que sempre pedi:
Que eu possa sempre ser o que esperam de mim e, se não o for, que possam entender meus limites.
Agora, tem os meus novos amigos.
Pará esses, o que eu peço é lindo e grandioso.
Que o milagre que fez a gente se encontrar continue só operando belezas em nossas vidas.
Ah... e tem um alguém especial por quem eu quero pedir.
É alguém que tornou minha vida mais linda e feliz.
Dá um jeitinho desse alguém nunca sumir,
Já que não há como viver sem ter ele por perto.
Que eu possa esquecer as tristezas do ano passado e, nesta prece, só te pedir alegria.
Faz com que eu possa acreditar que o mundo pode ainda ser melhor,
E pra isso eu te peço...Fé.
Obrigado!
Amém!


Diário de Domingo 23/12/2012





Domingo, 23 de dezembro de 2012


“De nada adianta o cristo nascer mil vezes em Belém se ele não nascer no coração do homem também.” (Samael Aun Weor)




EVANGELHO DE HOJE
Lc 1,39-45


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor!



39Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.
42Com um grande grito exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.





MEDITANDO O EVANGELHO

Padre Antonio Queiroz


Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar?
Este Evangelho, que relata a visita de Maria a Isabel e a saudação da prima, destaca a figura de Maria, a mãe do Messias. Cristo é sempre o centro da liturgia da Igreja. Mas este cristocentrismo vai adquirindo matizes diferentes ao longo do ano.
Maria fez uma viagem de 150 km, portanto, longa e penosa, pois teve de subir e descer montanhas. Mas o impulso da caridade é mais forte, e ela foi às pressas. A caridade é um precioso dom que Deus colocou em nossos corações no dia do batismo.
“Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar?” “Mãe do meu Senhor” é o mesmo que dizer “Mãe de Deus”. Foi devido a esse Deus, que Maria já carregava em seu ventre, que João Batista pulou de alegria, ainda no ventre da mãe. É a força da salvação que Cristo veio realizar, e começou mesmo antes de nascer. Esta visita de Maria foi, na verdade, a primeira procissão de Corpus Chisti.
Fascinada por Deus, Maria de Nazaré encarnou a esperança multissecular do seu povo. Ela se alegrou e se abriu de corpo e alma ao plano de Deus Pai: “Eis aqui a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”.
A aceitação de Maria é um eco da aceitação do próprio Jesus Cristo: “Eis me aqui, ó Deus, para fazer a vossa vontade” (1ª Leitura e Sl 39,8).
Ter fé é abrir-se à ação divina. É seguir um caminho novo, traçado não por nós, mas por Deus para nós. E Maria seguiu esse caminho com grande solicitude. Porque ela amava muito a Deus, e quem ama se entrega à pessoa amada.
A solidariedade em servir a Deus leva à solidariedade em servir o próximo. Quanto mais uma pessoa ama a Deus, mais ama o próximo, por amor a Deus. E o nosso amor ao próximo por amor a Deus é universal, como Deus que manda o sol e a chuva sobre todos, maus e bons (Mt 5,45). E é um amor preferencial a quem mais precisa de uma ajuda. Em Maria, esse amor extensivo aconteceu nesta visita, no Calvário, junto à Igreja nascente, e continua pelos séculos. E, como nós, Maria fez isso na claridade-escuridão da fé. A fé ultrapassa a clareza e a evidência.
A exemplo de Cristo e de Maria, quantos cristãos e cristãs, de ontem e de hoje, colaboram na redenção! Conviver com esses irmãos é uma grande alegria que temos, em meio às cruzes da vida.
Há quem idealiza tanto Maria que acaba por pensar que ela sabia tudo em relação ao plano de Deus. E se esquece que ela é uma pessoa humana como nós. Segundo os Evangelhos, ela não teve, logo de início, uma luz plena da revelação pascal e do mistério de Cristo. Nem uma visão direta de Deus. Sua fé ia crescendo e amadurecendo progressivamente, na medida em que ela respondia “sim”, como acontece conosco. Sabemos que o contrário também é certo: quando respondemos “não” a Deus, a nossa fé vai diminuindo, e pode chegar até a abandonar a fé legítima, na Igreja una, santa, católica e apostólica.
O advento de Cristo ainda não aconteceu plenamente. Por isso a nossa missão antes do Natal é agilizar a sua vinda hoje, através da dedicação ao Reino de Deus. Assim estaremos preparados para celebrar o seu nascimento histórico, isto é, o seu aniversário natalício. “Arrancastes do Egito esta videira, e expulsastes as nações para plantá-la... Vinde logo, Senhor, vinde depressa pra salvá-la!”
Antífona do Ó: “Ó Chave de Davi, Cetro da casa de Israel, que abris e ninguém fecha, que fechais e ninguém abre: vinde logo e libertai o homem prisioneiro, que, nas trevas e na sombra da morte, está sentado”.
Certa vez, um homem estava, com sua espingarda, dando tiros para cima. Veio um guarda e lhe perguntou: “O que você está fazendo aí, dando tiros para cima?” Ele respondeu: “Estou espantando elefantes”. O guarda olhou em volta e disse: “Mas eu não estou vendo nenhum elefante!”. “É sinal que eu já espantei todos”, disse o homem.
“Eu corro, não como às tontas. Eu luto, não como quem golpeia o ar” (1Cor 9,26). Cada vez que chega alguém que carrego Cristo, acontece uma explosão de alegria, como teve Isabel. Mas não podemos perder tempo, golpeando o ar ou dando tiros para espantar o que não existe na realidade. Precisamos ir para a ponta da linha, lá onde o problema está, e vencê-lo com a graça de Deus.
Que Maria Santíssima e Santa Isabel nos ajudem na abertura ao plano de Deus, que ainda hoje que usar de nós para que seu Filho possa nascer em plenitude no mundo.
Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar?






MUNDO ANIMAL



Como educar seu pet


Comportamento animal é um assunto que gera muita discussão. Alguns donos perdem o controle da situação quando os pets não obedecem e partem para a punição física, o que obviamente não é o jeito certo de solucionar o problema. Nunca se deve confundir bronca com castigo físico, e NUNCA se deve agredir qualquer animal.

Existem muitos métodos eficientes de fazer com que seu pet faça as coisas corretamente. Mas quais são o jeito e a hora certa de dar as broncas sem maltratá-lo?

As broncas só devem ser utilizadas quando o animal tem determinado comportamento e você deseja pará-lo, por meio de um desconforto ocorrido exatamente quando ele age de forma errada. Na prática: suponha que seu cãozinho pulou nas visitas na hora do jantar. Você borrifa um jato d’água nele no exato momento. Porém, quando ele ficar quietinho, recompense-o muito. A raiz do bom comportamento animal está em recompensá-lo e não em brigar. Ele vai associar que, ao se comportar de de terminada forma, recebe atenção e carinho, e da forma contrária, tem um leve desconforto.

Mas dessa forma ele estará relacionando a bronca à sua presença, e não à atitude. Na primeira oportunidade quando você estiver ausente, ele vai voltar a agir daquela forma. Por isso é importante usar métodos que causem o desconforto mesmo quando você não estiver no mesmo local. Uma lata com moedas que você possa jogar de longe próximo ao lugar, sprays com gostos amargos aplicados em locais que ele costuma mastigar pode ser boas alternativas.

Lembre-se que a bronca deve ser dada conforme a personalidade do seu pet, e não de acordo com o tamanho da travessura. Se seu bichinho for medroso, por exemplo, não dê sustos para causar o desconforto, adapte o método a ele.

E lembre-se sempre que recompensar é muito mais funcional. Paparique muito seu pet quando ele fizer qualquer coisa positiva e veja que os resultados serão bem melhores. Depois disso é só curtir o seu amigão livre de preocupações!




MOMENTO DE REFLEXÃO


Sendo mãe de dois meninos muito ativos, de um e sete anos de idade, às vezes me preocupo que eles transformem minha casa cuidadosamente decorada em um canteiro de demolição.
Em meio à sua inocência e às suas brincadeiras, de vez em quando derrubam meu abajur favorito ou desarrumam meus arranjos bem planejados. Nesses momentos, quando nada parece sagrado, lembro-me da lição que aprendi com minha sábia sogra, Ruby.
Ruby é mãe de seis e avó de treze. É a encarnação da gentileza, da paciência e do amor.
Num Natal, todos os filhos e netos estavam reunidos, como de costume, na casa de Ruby. Apenas um mês antes Ruby havia comprado um lindo carpete branco, depois de viver com o mesmo carpete durante vinte e cinco anos. Ficara felicíssima com o jeito novo que ele dava à casa.
Meu cunhado, Arnie, tinha acabado de distribuir seus presentes entre todas as sobrinhas e sobrinhos - mel natural premiado de seu apiário. Eles estavam superanimados.
Mas quis o destino que a pequena Sheena de oito anos de idade derramasse seu pote de mel no carpete novo da vovó fazendo uma trilha escada abaixo por toda a casa.
Chorando, Sheena correu para a cozinha e para os braços de Ruby. - Vovó, eu derramei todo o meu mel em cima do seu carpete novo.
Vovó Ruby ajoelhou-se, olhou carinhosamente nos olhos, chorosos de Sheena e disse:
- Não se preocupe, querida, podemos lhe arrumar mais mel.

(Lynn Robertson)



Diário de Sábado 22/12/2012





Sábado, 22 de dezembro de 2012


“Honrarei o Natal em meu coração e tentarei conservá-la durante todo o ano.” (Charles Dicken)



EVANGELHO DE HOJE
Lc 1,46-56


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo, 46Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o temem.
51Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. 54Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. 56Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.




MEDITANDO O EVANGELHO

Padre Antonio Queiroz


O Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor.
Este Evangelho traz para nós o belíssimo hino que Maria cantou na casa de Isabel, o Magnificat. É a mais bela oração de agradecimento a Deus, de todos os tempos.
Maria fica feliz e agradece a Deus a Redenção, já presente naquela criança que ela traz em seu ventre. Agora sim, realizou-se a esperança multissecular do seu povo.
Nosso Deus é poderoso, e vem com a força de seu braço. A sua misericórdia, manifestada no passado, “se estende de geração em geração, a todos os que o temem”. Portanto, também a nós, do Séc. XXI. E Maria se alegra por Deus mostrar o seu amor preferencial aos pequenos e necessitados.
É interessante o local em que Maria canta o Magnificat: A casa de Isabel, onde ela estava para ajudar a prima. É assim que se constrói o Reino de Deus, nós dando o primeiro passo.
Maria mostra uma fé tão grande, que já canta a realização da redenção, mesmo antes de esta acontecer. Ela via a encarnação como o início de um mundo novo, onde os soberbos são dispersados, os poderosos são derrubados de seus tronos, os famintos têm abundância de bens e os ricos são despedidos de mãos vazias.
Vemos neste hino que Maria não vê a salvação de Deus como algo apenas espiritual ou do futuro. Ela vê a vida nova trazida pelo Filho como um programa para aqui e agora, transformando radicalmente a sociedade. Deus é poderoso, santo, justo e misericordioso.
“A sua misericórdia se estende de geração em geração.” Portanto, nós também somos beneficiários dela. Deus continua hoje mostrando a força de seu braço.
“O Senhor olhou para a humildade de sua serva... Ele fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo!” Em outras palavras: Tudo isso é mérito de Deus, não meu.
Antífona do Ó: “Ó Rei das nações, Desejado dos povos; Ó Pedra angular, que os opostos unis: Ó, vinde e salvai este homem tão frágil, que um dia criastes do barro da terra!”
Existe no Nordeste brasileiro um peixinho cor de terra, cascudinho, chamado bodó. Ele é o terror do povo, pois, aos milhares, vão roendo as barragens das represas e açudes e estas acabam se rompendo, ficando o povo sem água.
O bodó é pequeno, mas a sua força está no trabalho conjunto do cardume. Neste ponto ele é um exemplo para nós. “Não tenhas medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do vosso Pai dar a vós o Reino” (Lc 12,32). A mesma força mostraram os cristãos no tempo do império romano. A união dos discípulos de Jesus acabou derrubando o gigante.
Vamos também nós, neste advento, nos alegrarmos pela vinda do Salvador e, quem sabe, darmos o primeiro passo, saindo de nossas casas para visitar alguém. A sociedade só será transformada no dia em que cada coração humano for transformado, começando pelo nosso.
O Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor.





CASA, LAR E FAMÍLIA



Economia doméstica: Pequenas atitudes ajudam a gastar menos


- Nunca faça um único orçamento para um serviço ou material, sempre procure por mais opções, você não gosta de entrar em uma loja que têm mais de um tipo de roupa? Então, escolha a melhor loja/empresa para que seja feito o serviço/compra.


- Você sempre encontra aquele horário das PROMOÇÃOO nas feiras livres, nada melhor do que pagar mais barato em algo que já é barato, então procure se informar desse horário.


- Você também pode economizar no seu “computador” (como diz meu professor de geografia, mulher tem vários computadores, tem o de 4 bocas, 5 bocas e os mais novos de 6 bocas), basta ficar atenta quando começar a ferver você pode abaixar o fogo poupando o gás, a fervura se mantém mesmo com fogo baixo. Para assar carnes utilize papel laminado e no forno procure nunca ligar para fazer só um trabalho, utilize as duas prateleiras.


- Procure programar antes sua ida ao supermercado, procure não ir com fome, sem tempo, evite levar crianças e ir em horário de pico.

- Para fazer ligações a longa distância, procure se informar com sua operadora de telefone fixo/móvel para ver o horário onde as tarifas reduzem de preço (Creio que seja a partir da meia-noite).


- A campanha que todos sabem, mas poucos põem em ação é para poupar água. Desligue a torneira quando estiver se ensaboando no chuveiro, escovando os dentes, lave as panelas em duas etapas: Primeiro ensaboe todas e em seguida lave tudo de uma vez. E Preste muita atenção em vazamentos, goteiras podem aumentar e muito sua conta no final do mês.




MOMENTO DE REFLEXÃO


“Os médicos me disseram que eu jamais andaria novamente, mas minha mãe disse que eu andaria, então acreditei na minha mãe.” (Wilma Rudolph, "a mulher mais rápida do mundo", três medalhas de ouro nas Olimpíadas de 1960).

Quando as pessoas descobrem que eu competi nas Olimpíadas, presumem que sempre fui atleta. Mas não é verdade. Eu não era a mais forte ou a mais rápida e não fui a mais rápida a aprender.
Para mim, tornar-me uma esportista olímpica não foi desenvolver um dom de habilidade atlética natural, mas foi, literalmente, um ato de vontade.
Nas Olimpíadas de 1972, em Munique, eu era um membro da equipe americana de pentatlo, mas a tragédia dos atletas israelenses e um ferimento em meu tornozelo, combinados, tornaram a experiência profundamente desencorajadora.
No entanto, não desisti. Ao invés disso, continuei treinando, acabando por me qualificar para ir com a equipe americana para os jogos de 1976, em Montreal. A experiência foi muito mais prazerosa e fiquei emocionada por ficar em décimo terceiro lugar. Mas, ainda assim, sentia que podia fazer melhor.
Arranjei para tirar uma licença do meu emprego como professora de Educação Física na universidade um ano antes das Olimpíadas de 1980. Achei que doze meses de treinamento vinte e quatro horas por dia me dariam a vantagem que eu precisava para trazer uma medalha para casa desta vez.
No verão de 1979 comecei a treinar intensivamente para as eliminatórias das Olimpíadas a serem realizadas em junho de 1980. Senti a satisfação que surge quando a mente está focalizada e sentimos um progresso contínuo em direção a um objetivo que nos é caro.
Mas então, em novembro, o que parecia ser um obstáculo intransponível aconteceu. Sofri um acidente de carro e machuquei a região lombar. Os médicos não tinham certeza do que estava errado, mas tive que parar de treinar porque não podia me mover sem sentir dores terríveis.
Parecia óbvio demais que eu teria que abrir mão do meu sonho de ir para as Olimpíadas, se não pudesse continuar treinando. Todo mundo ficou com pena de mim. Menos eu.
Foi estranho, mas nunca acreditei que este contratempo iria me deter. Confiei que os médicos e fisioterapeutas resolveriam logo o problema e que eu voltaria ao treinamento.
Agarrava-me à afirmação: estou ficando melhor a cada dia e ficarei entre os três primeiros nas eliminatórias para as Olimpíadas. Isso passava constantemente pela minha cabeça.
Mas meu progresso era lento e os médicos não conseguiam concordar quanto ao tratamento. O tempo estava passando e eu continuava sentindo dores, incapaz de me mover.
Restando apenas alguns meses, eu sabia que teria que fazer alguma coisa ou nunca conseguiria competir. Então comecei a treinar da única maneira que podia - em minha cabeça.
Um pentatlo consiste de cinco eventos de corrida e campo: 100 metros com barreira, arremesso de peso, salto com vara, salto em distância e corrida dos 200 metros.
Consegui filmes dos detentores dos recordes mundiais em todos os meus cinco eventos. Sentada em uma cadeira na cozinha, assisti aos filmes projetados na parede de minha cozinha vezes sem conta. Eu os assistia em câmera lenta ou quadro a quadro. Quando ficava entediada, assistia-os de trás para frente, só para me divertir.
Assisti-os durante centenas de horas, estudando e absorvendo. Em outros momentos, deitava-me no sofá e visualizava a experiência de competir em detalhes minuciosos.
Sei que algumas pessoas pensaram que eu estava maluca, mas eu ainda não estava pronta para desistir. Treinei o máximo que pude - sem jamais mover um músculo.
Finalmente, os médicos diagnosticaram meu problema como hérnia de disco. Agora eu sabia por que doía tanto quando me movia, mas ainda não podia treinar.
Mais tarde, já podendo andar um pouco, fui até a pista de corridas e fiz com que montassem todos os meus cinco eventos. Mesmo não podendo praticar, ficava de pé na pista e imaginava na minha cabeça a série completa de treinamento que eu teria feito naquele dia se fosse capaz. Durante meses, imaginei-me repetidamente competindo e me qualificando nas eliminatórias.
Mas será que visualizar era o suficiente? Seria realmente verdade que eu poderia me qualificar entre os três primeiros nas eliminatórias para as Olimpíadas? Acreditei nisso de todo o coração.
Quando as eliminatórias realmente começaram, eu havia melhorado apenas o suficiente para competir. Tomando muito cuidado para manter quentes meus músculos e tendões, atravessei meus cinco eventos como se estivesse em um sonho. Depois, enquanto andava pelo campo, ouvi uma voz no alto-falante anunciar o meu nome.
Fiquei sem ar, mesmo tendo imaginado a cena mil vezes em meu pensamento. Senti uma onda de pura felicidade enquanto o locutor dizia:
- Segundo lugar, pentatlo olímpico de 1980: Marilyn King.


(Marilyn King, Como contado para Carol Kline)