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LITURGIA DIÁRIA

LITURGIA DIÁRIA - REFLEXÕES E COMENTÁRIOS

Diário de Segunda-feira 27/10/2014


Segunda-feira, 27 de outubro de 2014


“A qualidade do que nos acontece depende da profundidade em que estamos vivendo conscientemente cada instante.”



EVANGELHO DE HOJE
Lc 13,10-17

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.


Naquele tempo, 10Jesus estava ensinando numa sinagoga, em dia de sábado. 11Havia aí uma mulher que, fazia dezoito anos, estava com um espírito que a tornava doente. Era encurvada e incapaz de se endireitar. 12Vendo-a, Jesus chamou-a e lhe disse: “Mulher, estás livre da tua doença”. 13Jesus pôs as mãos sobre ela, e imediatamente a mulher se endireitou e começou a louvar a Deus.
14O chefe da sinagoga ficou furioso, porque Jesus tinha feito uma cura em dia de sábado. E, tomando a palavra, começou a dizer à multidão: “Existem seis dias para trabalhar. Vinde, então, nesses dias para serdes curados, não em dia de sábado”.
15O Senhor lhe respondeu: “Hipócritas! Cada um de vós não solta do curral o boi ou o jumento, para dar-lhe de beber, mesmo que seja dia de sábado? 16Esta filha de Abraão, que Satanás amarrou durante dezoito anos, não deveria ser libertada dessa prisão, em dia de sábado?” 17Esta resposta envergonhou todos os inimigos de Jesus. E a multidão inteira se alegrava com as maravilhas que ele fazia.


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.





MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz


Esta filha de Abraão, não deveria ser libertada dessa prisão, em dia de sábado?
O Evangelho de hoje narra a cura da mulher encurvada, num dia de sábado, o protesto de chefe da sinagoga e a explicação de Jesus. A mulher não pediu. A iniciativa foi de Jesus que a viu na sinagoga e sentiu dó dela.
A atitude de Jesus, ao contrário de violar a lei do sábado, vem cumpri-la, pois a finalidade é a mesma: glorificar a Deus, mediante a libertação do homem de toda escravidão. O glória de Deus não se realiza à margem do bem do homem, porque a honra e a grandeza de Deus se manifesta precisamente na sua misericórdia e no seu amor aos homens, cuja vida glorifica a Deus.
A lei do sábado foi criada justamente para beneficiar o homem, especialmente os pobres escravos e trabalhadores, dando-lhes um dia de descanso semanal. Todas as leis de Deus são celebrações de seu amor aos homens. Por isso que Jesus afirmou: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado” (Mc 2,27).
Jesus era assim. Há muitas outras cenas semelhantes nos Evangelhos: a viúva de Naim, cujo filho ele ressuscitou; a mulher adúltera que estava prestes a ser apedrejada; a multidão com fome e a multiplicação dos pães... Jesus via as pessoas sofrerem, se tocava e procurava resolver o problema.
Com isso, o povo se alegrava, é claro. Alegrava-se e o procurava, inclusive fazendo longas caminhadas.
Jesus foi assim em toda a sua vida terrena. Ainda antes de morrer, deu o céu para o bom ladrão.
Neste Evangelho, quando o chefe da sinagoga ficou furioso, Jesus sentiu dó também dele, e lhe mostrou a sua incoerência, ao ter mais cuidado com os animais, do que com as pessoas. Jesus falou a verdade, e anunciar a verdade é um ato de caridade, pois liberta as pessoas. As palavras de Jesus são dirigidas, não só àquele chefe, mas a todos os chefes religiosos dos judeus.
S. Pedro, no discurso que fez na casa de Cornélio, em Cesaréia, disse: “Jesus passou pela vida fazendo o bem” (At 10,38). De fato, lendo os Evangelhos, nós percebemos isso.
O próprio Jesus disse: “Eu estou no meio de vós como aquele que serve” (Lc 22,27). “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate por muitos” (Mt 20,27). E ele é o nosso caminho, verdade e vida. Segui-lo é o nosso jeito de ser felizes.
S. Tiago, na sua carta, diz: “A religião pura e sem mancha aos olhos de Deus é esta: Cuidar dos órfãos e das viúvas e conservar-se puro da corrupção deste mundo” (Tg 1,27). Muitos cristãos procuram ter uma religião pura e sem mancha, fazendo o bem ao próximo por própria iniciativa.
Certa vez, uma semente de flor resolveu deixar o seu jardim, todo estercado e regado, e ir nascer no deserto. Algumas colegas lhe disseram: “Você está louca! Lá o clima é quente, não há proteção contra o sol, a terra é fraca e arenosa. E além disso, os animais podem pisar em você”. Ela respondeu: “Vou me defender”. E foi. Ela foi nascer perto de um oásis, conseguiu sobreviver. Tempo depois, aquele deserto virou um jardim, com belas flores que embelezavam a natureza.
Mais que falar de flores, ser uma flor no meio do deserto. Jesus viveu em ambientes difíceis e tomou atitudes arriscadas, como esta de curar a mulher encurvada no sábado. Mas conseguiu vencer, transformando o deserto em jardim. E ele nos convida a continuar a sua missão, assegurando que estará sempre conosco. Assim, mais que falar de flores, podemos ser uma flor, uma bela, no meio do deserto.
Maria Santíssima sempre se mostrou caridosa em sua vida. Que ela nos ajude a imitar o seu Filho, que “passou pela vida fazendo o bem”.
Esta filha de Abraão, não deveria ser libertada dessa prisão, em dia de sábado?





MOTIVAÇÃO NO TRABALHO


Acolhendo pessoas com desafios especiais
Luiz Marins


Muitas empresas têm feito programas de  acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiências (PCDs) e muitas têm encontrado uma   velada resistência por parte dos colaboradores em aceitar e  acolher  essas pessoas no ambiente de trabalho. Como estamos chegando no final do  ano, uma época propícia à reflexão e avaliação de nossa vida e de nossos comportamentos, quero propor mais este tema para você pensar.
Pessoas com deficiências, na verdade têm desafios especiais que pela própria condição são obrigadas a enfrentar. Será justo os demais seres humanos lhes impor ainda mais um desafio - o de fazerem-se aceitas e incluídas?
As recentes pesquisas têm mostrado que as pessoas com desafios especiais não querem compaixão. Querem apenas ser respeitadas com naturalidade, dentro dos limites que seus desafios lhes impõem. Não se trata de sentir pena ou superproteger.
Trata-se de conviver sem preconceitos e sem falsidade, respeitando limites e dando oportunidades para que essas pessoas se desenvolvam pessoal e profissionalmente e possam provar para a sociedade e, mais ainda para si próprias, que são competentes e capazes de contribuir com qualidade e participar da vida em  comunidade com menos restrições do que lhes impomos com nossa intolerância e exclusão.
As experiências de inclusão são muito positivas na maioria das empresas e é preciso que elas se ampliem. Mas é preciso lembrar que essas pessoas são iguais a qualquer outra - têm sentimentos, problemas, dificuldades de relacionamento,  assim como muitas virtudes.
Como com qualquer pessoa é preciso conviver RESPEITANDO a individualidade, nunca esquecendo que aquela pessoa tem desafios especiais que só ela é capaz de avaliar e sentir.
Pense nisso. Sucesso!



MOMENTO DE REFLEXÃO


A história é comovente. Fala de uma honestidade a toda prova, contada por Vladimir Petrov, jovem prisioneiro de um campo de concentração no Nordeste da Sibéria.
Vladimir tinha um companheiro de prisão chamado Andrey.
Ambos sabiam que daquele lugar poucos saíam com vida, pois o alimento que se dava aos prisioneiros políticos não tinha por objetivo mantê-los vivos por muito tempo.
A taxa de mortalidade era extremamente alta, graças ao regime de fome e aos trabalhos forçados. E como é natural, os prisioneiros, em sua maioria, roubavam tudo quanto lhes caía nas mãos.
Vladimir tinha, numa pequena caixa, alguns biscoitos, um pouco de manteiga e açúcar - coisas que sua mãe lhe havia mandado clandestinamente, de quase três mil quilômetros de distância.
Guardava aqueles alimentos para quando a fome se tornasse insuportável. E como a caixa não tinha chave, ele a levava sempre consigo.
Certo dia, Vladimir foi despachado para um trabalho temporário em outro campo. E porque não sabia o que fazer com a caixa, Andrey lhe disse: "Deixe-a comigo, que eu a guardo. Pode estar certo de que ficará a salvo comigo."
No dia seguinte à sua partida, uma tempestade de neve, que durou três dias, tornou intransitáveis todos os caminhos, impossibilitando o transporte de provisões.
Vladimir sabia que no campo de concentração em que ficara Andrey, as coisas deviam andar muito mal.
Só dez dias depois os caminhos foram reabertos e Vladimir retornou ao campo.
Chegou à noite, quando todos já haviam voltado do trabalho, mas não viu Andrey entre os demais.
Dirigiu-se ao capataz e lhe perguntou:
"Onde está Andrey?"
"Enterrado numa cova enorme junto com outros tantos prisioneiros." - respondeu ele. "Mas antes de morrer pediu-me que guardasse isto para você."
Vladimir sentiu um forte aperto no coração.
"Nem minha manteiga, nem os biscoitos puderam salvá-lo." - pensou.
Abriu a caixa e, dentro dela, ao lado dos alimentos intactos, encontrou um bilhete dizendo:
"Prezado Vladimir. Escrevo enquanto ainda posso mexer a mão. Não sei se viverei até você voltar, porque estou horrivelmente debilitado. Se eu morrer, avise a minha mulher e meus filhos. Você sabe o endereço.
Deixo as suas coisas com o capataz. Espero que as receba intactas.
Andrey."

* * *

Ser honesto é dever que cabe a toda criatura que tem por meta a felicidade.
E a fidelidade é uma das virtudes que liberta o ser e o eleva na direção da luz.
Uma amizade sólida e duradoura só se constrói com fidelidade e honestidade recíprocas.

(Momento em casa)


Diário de Domingo 26/10/2014



Domingo, 26 de outubro de 2014


"O inferno é perder a capacidade de amar." (Lea Waider)



EVANGELHO DE HOJE
Mt 22,34-40


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.


Os fariseus se reuniram quando souberam que Jesus tinha feito os saduceus calarem a boca. E um deles, que era mestre da Lei, querendo conseguir alguma prova contra Jesus, perguntou:
- Mestre, qual é o mais importante de todos os mandamentos da Lei?
Jesus respondeu:
- "Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma e com toda a mente." Este é o maior mandamento e o mais importante. E o segundo mais importante é parecido com o primeiro: "Ame os outros como você ama a você mesmo." Toda a Lei de Moisés e os ensinamentos dos Profetas se baseiam nesses dois mandamentos.


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.





MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz


Amarás o Senhor teu Deus e ao teu próximo como a ti mesmo.
Este Evangelho conta que os fariseus fizeram uma pergunta a Jesus para experimentá-lo porque, no pensar deles, a pergunta era muito difícil de ser respondida: “Qual é o maior mandamento da Lei?” A provocação foi muito benéfica a nós, porque assim Jesus nos explicou qual é o maior mandamento de Deus: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração... e ao teu próximo como a ti mesmo”. Não é só mandamento, é vida e felicidade para nós. Fomos criados para isso, e só encontramos paz amando a Deus e ao próximo.
Havia uma eterna discussão entre eles sobre qual é o principal mandamento de Deus; se é amar a Deus ou amar o próximo. Jesus une os dois.
Deus merece ser amado, devido à criação, através da qual ele demonstra um infinito amor a nós; devido à sua providência, cuidando de nós nas vinte e quatro horas do dia. Deus é o nosso criador e é ele que nos mantém com vida, a cada instante. Se ele retirasse sua mão de sobre nós, voltaríamos ao nada, de onde saímos. O nosso pai carnal é uma pálida figura do nosso grande Pai que é Deus.
A Redenção é o maior gesto de amor de Deus a nós. Um amor que perdoa e sabe relevar as nossas fraquezas, não deixando de nos amar quando o ofendemos. Ele vai atrás, insiste, sempre respeitando a nossa liberdade.
Deus nos criou para conhecê-lo, amá-lo e servi-lo na terra, e gozar com ele no céu. Feliz de quem entende essa frase do catecismo e a vive. Os egoístas invertem: Deus nos criou em primeiro lugar para gozar aqui na terra. Isso porque os egoístas não entendem o mistério da cruz. Quando deixam a Igreja e partem para alguma seita, porque ali podem usufruir mais de Deus aqui na terra! A indústria da fé é uma das maiores invenções do homem moderno.
Precisamos amá-lo sobre todas as coisas, colocando os seus mandamentos acima de tudo: de pessoas, de bens materiais, até da nossa vida material. Amar a Deus sobre todas as coisas é amar a Jesus Cristo, que hoje está presente em seu Corpo Místico. “O segundo é semelhante a esse: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. Apesar de o fariseu ter perguntado “qual é o maior mandamento da Lei”, isto é, perguntado sobre um mandamento, Jesus citou dois, porque os dois são intimamente unidos e não se separam. Eles se entrelaçam de tal modo que ninguém consegue praticar um sem praticar o outro. Eles são desdobramentos de uma só realidade, o amor. “Deus é amor: quem permanece no amor, permanece em Deus e Deus permanece nele” (1Jo 4,16). O amor é a maior força que existe no mundo, pois é o próprio Deus.
“Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece em nós e seu amor em nós é perfeito” (1Jo 4,12).
“Se alguém disser: eu amo a Deus, mas odeia seu irmão, é um mentiroso, pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê” (1Jo 4,20). A ligação íntima entre o amor a Deus e ao próximo desautoriza certas formas alienantes de “espiritualidade” que muitas vezes não passam de uma busca disfarçada de auto-realização, mas que jamais leva a um compromisso com a transformação do mundo em que vivemos. Não é possível amar a Deus sem amar o próximo.
S. João Evangelista nos explica o que é amor: “Jesus deu a vida por nós. Portanto, também nós devemos dar a vida pelos irmãos. Se alguém possui riquezas neste mundo e vê o seu irmão passar necessidade, mas diante dele fecha o seu coração, como pode o amor de Deus permanecer nele?” (1Jo 3,16-17).
Quem ama só faz o bem e só deseja o bem. Quem ama lê no coração o que as palavras não conseguem expressar.
O pecado rebaixa, avilta e corrói o amor, desviando-o do seu sentido autêntico. Basta ver a expressão “fazer amor” e o sentido da palavra amor na maioria das novelas e filmes.
Nós passamos a vida toda correndo atrás do amor. Ele é a motivação fundamental de todos os nossos atos. É o amor que traz alegria e gosto de viver. Para quem ama, não existe monotonia. Pode viver cem anos ao lado de alguém, que cada dia é novo e nunca se cansa. Cada dia o vê diferente, como um filme. Isso porque o amor é infinito.
O amor é difusivo; ele não fica só na pessoa que ama nem só na pessoa que é amada, mas passa para os demais e vai criando uma Comunidade de amor, que chamamos de ágape.
Está portanto diante de nós o desafio de amar sempre, tanto a Deus como ao próximo, e através do amor transformar o mundo.
Certa vez, na antiguidade, havia um rei que não acreditava na bondade de Deus. Tinha, porém, um servo que sempre o lembrava desta verdade. Em todas as situações, o servo dizia: “Meu rei, não desanimes, porque Deus é bom”. Um dia, o rei saiu para caçar, e levou aquele servo. Lá no mato, uma fera atacou o rei. Ele lutou, lutou e conseguiu livrar-se do animal, mas perdeu um dedo da mão. O rei, furioso pelo que havia acontecido, perguntou ao servo: “E agora, o que você me diz? Deus é bom? Se fosse bom não teria permitido que eu perdesse este dedo!” O servo respondeu: “Meu rei, isso é para o seu bem!” Irritado, ao voltarem para o palácio, o rei mandou prender aquele servo. Após algum tempo, o rei voltou novamente à mata para caçar. Aconteceu que desta vez foi atacado por índios, que o levaram para a aldeia. Aqueles índios costumavam oferecer sacrifícios humanos para as suas divindades. Sem saberem que era o rei, pois não entendiam a sua língua, resolveram oferecer aquele prisioneiro em sacrifício. Mas, quando estava tudo preparado, e o rei já estava diante do altar do sacrifício, o pajé, ao examinar a vítima, disse a todos: “Este homem não pode ser sacrificado, pois é defeituoso. Falta-lhe um dedo”. E o rei foi libertado. Quando chegou ao palácio, muito alegre e aliviado, o rei libertou o seu servo, abraçou-o afetuosamente e lhe disse: “Meu caro, Deus foi realmente bom para mim. Você tem razão!”
Deus é muito bom para nós, por isso merece ser amado sobre todas as coisas. O seu amor está demonstrado em cada criatura e em cada acontecimento da nossa vida.
Maria Santíssima cumpriu com generosidade esses dois mandamentos. Mãe do Belo Amor, rogai por nós!
Amarás o Senhor teu Deus e ao teu próximo como a ti mesmo.





VÍDEO DA SEMANA

Esperar o tempo das coisas - Pe. Fábio de Melo





MOMENTO DE REFLEXÃO


Uma coisa é mirar o alvo e errar, mas chegar perto. Outra é atirar a esmo, ou ser displicente no uso do arco. Uma coisa é acentuar corretamente e outra, acentuar errado. Uma coisa é tomar o assento certo e outra é sentar-se errado e em lugar errado.
Em termos e comunicar e evangelizar, há os que se assentam em cadeiras que não lhes foram destinadas. Usurparam. Há os que acentuam em excesso e seus exagerados acentos pervertem o sentido das coisas. Há os que miram errado e por isso erram o alvo.
Não há nada de humilhante em mirar o alvo, querendo acertá-lo, mas errar. Ninguém é tão perfeito que acerte tudo. Humilhante é atirar de qualquer jeito e sem nenhuma atenção nem preparo, só pelo fato de atirar. Pior ainda é quando a pessoa nem alvo tem.
A vida é feita de muitas atitudes. Também de muitos alvos, acentos e assentos. Miremos bem, acentuemos corretamente e sentemo-nos em lugar que nos pertence, porque mirar errado, exagerar nos acentos e usurpar assentos nunca fez bem, nem ao indivíduo nem à comunidade. Repensemos nossas metas e nossos meios.
Não que seja errado escolher algum acento. Mas que seja o certo! Não se põe crase ou circunflexo onde se requer um til. Não se canta uma canção para Maria num ofertório, quando a missa não é dedicada a ela e a letra nada tem a ver com aquele momento da missa. Consultada, Maria seria a primeira a pedir que celebrassem, não ela, mas o filho dela. Eis aí um acento errado, a menos que o texto fale do ofertório do filho pelas mãos de Maria, como foi o caso da ida ao templo. Mas aí não convém, esquecer São José!
O pregador que deu um jeito de invocar Maria durante a consagração acentuou errado. O que disse que podemos comungar Maria porque ela e Jesus têm o mesmo DNA fez a emenda sair pior do que o soneto... O que disse que, se Maria não tivesse sido virgem ela não teria sido digna de Jesus acentuou mais a virgindade do que o sim de Maria, quando o próprio Jesus deixou claro que ouvir e praticar a Palavra foi o mérito de sua mãe e de quem fizer o mesmo. (Lc 11,28) A interlocutora acentuava o bendito ventre de Maria e Jesus acentuou a bendita coerência da sua mãe.
Uma boa formação catequético-teológica tem acento, assento e alvo certo!


Pe Zezinho scj

Diário de Sábado 25/10/2014



Sábado, 25 de outubro de 2014
Sto. Antônio de Sant'Ana Galvão


“Elegância é a arte de não se fazer notar, aliada ao cuidado sutil de se deixar distinguir.” Paul Valery


EVANGELHO DE HOJE
Lc 13,1-9


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.


Naquele dia, Jesus saiu de casa e sentou-se à beira-mar. Uma grande multidão ajuntou-se em seu redor. Ele entrou num barco e sentou-se ali, enquanto a multidão ficava de pé, na praia. Ele falou-lhes muitas coisas em parábolas, dizendo: "O semeador saiu para semear. Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e as comeram. Outras caíram em terreno cheio de pedras, onde não havia muita terra. Logo brotaram, porque a terra não era profunda. Mas, quando o sol saiu, ficaram queimadas e, como não tinham raiz, secaram. Outras caíram no meio dos espinhos, que cresceram sufocando as sementes. Outras caíram em terra boa e produziram fruto: uma cem, outra sessenta, outra trinta. Quem tem ouvidos, ouça!"


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.





MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz


Vou colocar adubo na figueira. Pode ser que ela dê fruto.
Este Evangelho narra que contaram a Jesus um fato trágico: Houve dentro do Templo um motim de judeus vindos da Galiléia. A guarda romana entrou na área reservada somente aos judeus, e matou violentamente a todos.
Os que deram a notícia a Jesus esperavam dele uma solidariedade aos judeus mortos, e um repúdio à profanação do lugar sagrado.
Mas Jesus chama a atenção para algo mais importante: Esse judeus eram violentos, iguais aos soldados que os mataram. Neste momento de comoção nacional, Deus chama todos à conversão, pois é dessa que depende a vida mais importante, a eterna.
O povo judeu era pequeno e fraco; não havia nenhuma saída diante do poder opressor, a não ser a fé, que depende do perdão sem limites.
Muita gente interpreta as catástrofes – enchente, incêndio, acidente... – como castigos de Deus. E se é a própria pessoa que é vítima, ela se pergunta: Que pecado eu fiz para merecer isso?
Essa mentalidade descarta a vida futura, e pensa que Deus deve castigar os maus e premiar os justos aqui na terra. E nem nos lembramos que Jesus era justo e sofreu a vida inteira. Maria Santíssima e os demais santos também.
Deus Pai não é como nós; ele “faz brilhar o sol sobre maus e bons, e cair a chuva sobre justos e injustos” (Mt 5,45). Deus nos adverte através de sinais; mas nem sempre converte os pecadores, enviando-lhes desgraças.
Às vezes um favor de Deus é para nós motivo de conversão: como Deus é bom para mim, apesar de eu ser tão ingrato a ele! Foi isso que aconteceu com Zaqueu (Lc 19,1). Na verdade, só há um castigo de Deus: perdê-lo para sempre.
É comum encontrarmos no Antigo Testamento Deus castigando o povo com desgraças. Isso porque eles não tinham clareza sobre a vida futura, sua fé ainda era imperfeita. Temos, entretanto, o exemplo de Jô, um servo de Deus que sofreu a vida inteira.
“Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros? Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo.” As catástrofes são sinais de Deus a nós, não para julgarmos as vítimas, mas para “por a nossa barba de molho”. Através delas Deus nos convida à conversão.
E Jesus cita outra catástrofe, que também era comentada pelo povo: O prédio (torre) que caiu em Jerusalém, matando dezoito pessoas. E repete o alerta: “Se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”.
Vamos aproveitar as notícias de catástrofes para a nossa conversão, pois nós também podemos ser vítimas e, de uma hora para outra, morrermos.
Na parábola da figueira, Jesus deixa claro que a nossa conversão se mostra pelos frutos, isto é, pelas nossas boas obras. Não adianta ser uma figueira bonita, se não dá fruto. O mundo está cheio de pessoas de ótima aparência, mas pouco fruto.
Boas obras, nós sabemos: é não falar mal dos outros, falar só a verdade, ser justo, perdoar, amar o próximo, ajudar os necessitados...
“O machado já está posto à raiz das árvores. Toda árvore que não der bom fruto será cortada e jogada ao fogo” (Mt 3,10).
“Vou colocar adubo na figueira. Pode ser que ela dê fruto.” Foi o pedido do vinhateiro, quando o dono queria cortar a figueira. Que bom se nós fôssemos como este vinhateiro, fazendo alguma coisa pelas pessoas que estão no caminho errado, ou perdem tempo sem fazer boas obras! “Os que tiverem ensinado a muitos o caminho da virtude, brilharão como as estrelas, por toda a eternidade” (Dn 12,3).

Certa vez, um homem resolveu separar-se da esposa e disse a ela: “Vou separar-me de você. Você pode separar tudo o que é importante para você nesta casa, que eu fico com o resto”.
Ela respondeu: “Sim, mas antes vamos fazer uma festinha. Assim as crianças se divertem, dormem e depois nós faremos a divisão”.
Então prepararam um churrasco, e convidaram os amigos. Como ele estava tenso, acabou bebendo um pouco exagerado e, quando as visitas foram embora, ele dormiu.
Enquanto ele dormia profundamente, a esposa, com a ajuda dos amigos, tirou todas as coisas do quarto do casal, menos a cama dos dois, em que ele estava dormindo, colocou no quarto as crianças, e dormiu ao lado dele.
Quando, no outro dia cedo, ele acordou, perguntou assustado o que havia acontecido. Ela disse: “Você não me pediu para separar o que é mais importante para mim? Já separei. Para mim, o mais importante é o que está aqui: você e os nossos filhos”.
Como o vinhateiro da parábola, essa senhora ainda acreditava na sobrevivência da família; por isso quis ainda “colocar um pouco de adubo” na tentativa de salvá-la.
Maria Santíssima era uma boa árvore, que produziu para nós o melhor fruto do mundo: Jesus, nosso Salvador. Santa Mãe de Deus, rogai por nós!
Vou colocar adubo na figueira. Pode ser que ela dê fruto.




CASA, LAR E FAMÍLIA

Preparando frutos do mar

CAMARÃO
» Para reconhecer o seu frescor, verifique se as caudas estão firmes. Caso contrário, rejeite-os.

» Para preparar, descasque, retire as pernas e deixe de molho em água fria.

» » Para retirar as tripas, use um destes métodos: encoste a ponta do palito nas costas e puxe aquele fio preto; se preferir, use uma agulha de crochê bem fina, pois o gancho puxa a tripa com facilidade.

» Retirada as tripas, lave bem e deixe numa vasilha com sal e limão por alguns instantes.

» Escorra, enxágüe em água corrente e escorra bem. Depois é só usar conforme a receita escolhida.

» Se quiser fritar os camarões, deixe-os de molho (depois de limpos) em água com 1 colher de chá de bicarbonato de sódio. Escorra bem e frite. Eles ficarão mais crocantes.

Lembre-se que ao ensopar ou refogar camarões, o cozimento se faz rapidamente, quando ficarem rosados, retire-os com escumadeira, senão ficarão duros. Só acrescente o camarão no molho pouco antes de servir, o tempo suficiente para tomar gosto.

LAGOSTA
O melhor é comprá-las vivas. Mas vivas ou mortas, o preparo é o mesmo: mergulhe-as em água fervente com sal, ervas aromáticas, pimenta em grãos e salsinha. Deixe por 15 a 20 minutos.

Para que não encolham, antes de aferventar, amarre cada lagosta numa tábua e assim ficarão da forma original. Deixe esfriar na própria água da panela. Retire as lagostas. Elimine as cabeças e caudas, retire as patinhas. Segure o corpo da lagosta com cuidado e enfie um garfo na abertura obtida pela retirada da cauda. Force o garfo com jeito e retire toda a carne, sem ter que quebrar a carapaça. Elimine qualquer vestígio de tripa.Utilize conforme a receita.

LULA
Retire a cabeça e as espinhas das bolsas. Corte os tentáculos com cuidado, para não romper as bolsas de tinta. Tempere e use as lulas inteiras ou cortadas e tirinhas.

SIRI E CARANGUEJO
O ideal é prepará-los vivos.
Mergulhe em água fervente com sal, louro, salsinha, pimenta em grão e limão. Deixe no fogo por uns 20 minutos.
Espere esfriar no próprio caldo. Retire, coloque o crustáceo sobre uma tábua, de pernas para cima. Arranque as patas com o auxilio de uma faca e tire a carne. Tire a parte superior da casca e puxe a carne. Use como pede a receita escolhida.

POLVO
Deixe de molho em água fria e vinagre por uns 15 minutos. Retire com cuidado da água, pois ali fica depositado o excesso de areia. Tire as peles escuras e a bolsa de tinta. Bata bem, como se faz com a língua de boi (arremessando a contra uma tábua) e não como se faz com os bifes (usando martelos de carne). Enxágüe para tirar prováveis vestígios de areia e esfregue bem com limão, como se estivesse enxaguando. Afervente o polvo, inteiro ou em pedaços, num caldo aromatizado (água, sal, grãos de pimenta, salsinha. cravo e louro), por uns 25 minutos. Depois é só preparar conforme as indicações da receita escolhida.

OSTRAS
Lave em água corrente com uma escova dura. Espete a ponta de uma faca na junção da concha e faça pressão. Sirva as ostras cruas, com suco de limão, disposta sobre cubos de gelo. ou prepare conforme a receita de sua preferência.
MARISCOS E MEXILHÕES
Estão frescos se as cascas estiverem hermeticamente fechadas. Lave bem em água corrente, esfregando as cascas com uma escova dura. Para abrir, é só colocar numa panela (sem água e sem tempero) e levar ao fogo forte por 3 ou 4 minutos. Retire do fogo, acrescente um pouquinho de azeite, cebola e salsicha picada. Volte ao fogo forte, até que as cascas estejam totalmente abertas.
Retire os moluscos das cascas de vários tipos pois cada um molusco tem um tempo para abrir a casca.

http://www.banestes.com.br/site/banestik_2005/especiais/pascoa_dica.htm




MOMENTO DE REFLEXÃO


Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia-noite.
É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.
Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter um trabalho.
Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer pela oportunidade da experiência.
Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.
Se as coisas não saíram como planejei, posso gastar minutos a me lamentar ou ficar feliz por ter o dia de hoje para recomeçar.
O dia está na minha frente esperando para ser vivido da maneira que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma às idéias e utilidade às horas.
Tudo depende de mim!


Diário de Sexta-feira 24/10/2014





Sexta-feira, 24 de outubro de 2014


“As façanhas enchem o coração de presunção perigosa; os erros obrigam o homem a recolher-se em si mesmo e devolvem-lhe aquela prudência de que os sucessos o privaram.”  (Fénelon, Telêmaco)




EVANGELHO DE HOJE
Lc 12, 54-59
 
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.

Naquele tempo, 54Jesus dizia às multidões: “Quando vedes uma nuvem vinda do ocidente, logo dizeis que vem chuva. E assim acontece. 55Quando sentis soprar o vento do sul, logo dizeis que vai fazer calor. E assim acontece. 56Hipócritas! Vós sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu. Como é que não sabeis interpretar o tempo presente? 57Por que não julgais por vós mesmos o que é justo?

58Quando, pois, tu vais com o teu adversário apresentar-te diante do magistrado, procura resolver o caso com ele enquanto estais a caminho. Senão ele te levará ao juiz, o juiz te entregará ao guarda, e o guarda te jogará na cadeia. 59Eu te digo: daí tu não sairás, enquanto não pagares o último centavo”.


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.




 
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz


Vós sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu. Como é que não sabeis interpretar o tempo presente?
Neste Evangelho, Jesus nos chama a atenção para uma incoerência nossa, que é fruto do pecado: Somos avançados no conhecimento das ciências e da técnica, mas muito atrasados no conhecimento das coisas de Deus.
“Hipócritas, vós sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu. Como é que não sabeis interpretar o tempo presente?” Essa advertência de Jesus vale de modo especial hoje, em que a humanidade cresce dia a dia no conhecimento das ciências e da técnica, mas parece até que está regredindo no conhecimento do sentido fundamental da vida.
A parábola da caminhada com o adversário para o magistrado reforça a necessidade de andarmos sempre com as contas em dia com Deus, pois quando estivermos diante do Juiz, que é Cristo, não haverá mais tempo para corrigirmos os nossos erros, ou para pedirmos perdão a Deus.
As pessoas conhecem o tempo cronológico, mas não procuram conhecer o tempo da graça. Vivem pesquisando a natureza a fim de utilizá-la, mas não conhecem o Autor e Criados da natureza. Em resumo, as pessoas aprofundam-se na ciência, mas não na sabedoria. A ciência não envolve a vida humana no seu conjunto, que tem duas partes: a terrena e a eterna.
“Não dizeis vós: Ainda quatro meses e aí vem a colheita? Pois eu vos digo: levantai os olhos e vede os campos, como estão dourados, prontos para a colheita!” (Jo 4,35-36). Estão aí as duas realidades: a simples ciência e a sabedoria.
É muito comum, ao andarmos à noite pelas ruas, vermos carros de luxo estacionados na frente de casa de cartomante. São pessoas formadas na ciência do mundo, mas analfabetas na ciência de Deus. Vemos pessoas letradas valorizando o “ter” e se esquecendo do principal que é o “ser”. Pais que, fora do período escolar, matriculam os filhos em cursos caros de inglês, e nem se preocupam em levá-los ao catecismo. Pessoas que se dizem católicas, mas desprezam as leis.
Por exemplo, para combater a AIDS, são apresentados medidas fúteis, já comprovadas que não funcionam, e se esquecem do principal que é o respeito à Lei de Deus.
A multiplicação de seitas, que apresentam, muitas vezes, a religião apenas como meio de adquirir benefícios nesta terra, mas se esquecendo da vida após a morte.
“Estou ciente de que o bem não habita em mim, isto é, na minha carne. Pois querer o bem está ao meu alcance, não, porém, realizá-lo. Não faço o bem que quero, mas faço o mal que não quero” (Rm 8,18-19). Se temos alguma conta a acertar com Deus, vamos fazê-lo logo, porque amanhã poderá ser tarde!
Cristo nos deixou todos os meios para vencermos o mal e fazer o bem: a oração, o sacramento da confissão, a Eucaristia, a vida em Comunidade, a leitura da Bíblia...
Certa vez, um menino passou correndo na rua, na frente da igreja. O padre estava na porta da igreja e aquilo lhe chamou a atenção. Foi até a calçada e viu que lá no fim da rua o menino virou para trás e voltou correndo na mesmo velocidade. Quando estava passando em frente à igreja, o padre gritou: “Menino, vem cá”. Mas nada, ele não parou. Chegando ao outro extremo da rua, ele virou para trás e veio correndo do mesmo jeito.
O padre pensou: eu vou segurar esse menino para ver por que ele está fazendo isso. Quando o garoto estava perto, o padre se colocou na frente dele e o agarrou. O menino ficou assustado, mas o padre o acalmou e lhe perguntou: “Filho, o que você está fazendo?” Ele respondeu: “Não sei!” “De onde você vem?” “Não sei!” “Para onde você vai?” “Não sei!” “Quem é você?” “Não sei!”
Neste momento, um senhor que morava em frente disse: “Iii padre! Esse menino é bobo. Pode largar, porque ele não sabe nada!” O padre largou e o garoto continuou correndo pela vida, para lá e para cá.
Que nós não sejamos também bobos, aprofundando-nos nas ciências da terra, correndo para lá e para cá, mas sem procurar o principal que é responder àquelas perguntas fundamentais da vida, que o padre fez ao menino!
As poucas palavras de Maria Santíssima que a Bíblia nos trouxe mostram que ela entendia muito bem das coisas de Deus e do sentido pleno da vida. Que ela nos ajude a dedicarmos os nossos talentos a “interpretar o tempo presente”.
Vós sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu. Como é que não sabeis interpretar o tempo presente?






CULINÁRIA


Mousse de chocolate com suspiros
INGREDIENTES:


. 1 pacote de suspiros 200 grs
. 1 lata de creme de leite
. 1 xícara (chá) de chocolate em pó ( do padre ou outro)


PREPARO:

bata os supiros no líquidificador e coloque numa tigela, em seguida misture o creme de leite com o soro, e o chocolate em pó ( não pode ser achocolatado, que fica muito doce). misture tudo muito bem até virar um creme, coloque em potes e decore a gosto, leve a geladeira e sirva bem gelado.....Mais simples impossível, e fica ótimo.

Bolo de morango de caneca

1 unidade(s) de ovo
2 colher(es) (sopa) de iogurte sabor morango
1 colher(es) (sopa) de óleo de soja Sadia
1 colher(es) (café) de fermento químico em pó
4 colher(es) (sopa) de açúcar
5 colher(es) (sopa) de farinha de trigo
1/4 xícara(s) (chá) de morango fatiado(s)
quanto baste de chantilly para decorar
quanto baste de essência de baunilha
Unte a caneca com óleo ou manteiga e reserve.
Misture o ovo, iogurte, óleo de soja, fermento em pó, essência de baunilha, o açúcar e a farinha em uma tigela pequena até ficar homogêneo.
Despeje a massa na caneca e leve-a ao forno micro-ondas. Asse por 3 ou 4 minutos ou mais se for necessário. Cubra com morangos e chantilly e sirva.





MOMENTO DE REFLEXÃO


Nossos sonhos são o óleo que faz com que a engrenagem da nossa vida funcione.

Sonhando, corremos o risco de cair do alto um dia; sem sonhos, nunca chegaremos a subir a lugar nenhum.

Quem não sonha, não vive; quem não sonha, perde toda a esperança de ver qualquer futuro para si mesmo; quem não sonha, morre antecipadamente, morre em vida.

Quem não sonha, não gosta de pôr-do-sol, não toma tempo para olhar as estrelas, deprime e não vê as inúmeras possibilidades que a vida nos oferece para que sejamos felizes.

Melhor pensar que vai ser melhor amanhã do que ficar remoendo as dores presentes; melhor acreditar que o mundo pode ser justo e bom, que ainda existe gente boa e feliz, do que ficar vendo coisas negativas em toda a parte.

Acreditar no amor, não é um sonho. É acreditar em algo possível. Porque o amor nunca é um sonho, mesmo se nos faz sonhar; o amor é algo palpável e que dá sentido à nossa vida.

Sonhar que podemos ter uma vida diferente no futuro é apenas o primeiro passo na direção desse mesmo sonho.

Enquanto o vemos, vamos atrás dele e tudo fica infinitamente mais leve e mais fácil no presente; as cargas tornam-se menos pesadas, pois temos nossas mentes voltadas para algo mais bonito e não ficamos sentindo pena de nós mesmos. E sabemos que muito pior que sentir pena dos outros, é sentir pena de si mesmo.

Foram grandes sonhadores, idealistas, que mudaram a face do mundo. É preciso que pessoas assim continuem a existir. Podemos não ser grandes revolucionários no mundo, mas podemos tentar ser os revolucionários da nossa própria vida. Cabe a nós fazer alguma coisa. Só a nós!

Quem sonha, mantém a vida em movimento, num eterno passo na direção que nos aponta nosso grande Criador.

Quem sonha voa, corre, experimenta a vida, faz todas as coisas tornarem-se possíveis; nos sonhos pode-se ser rainha, rei, cinderela, rico, feliz ou simplesmente amado de amor infinito. É uma experiência enriquecedora.

Então, escolha você mesmo o que você quer ser.

E depois, acredite firme nisso...

E tenha um lindo e encantado dia!



Letícia Thompson