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LITURGIA DIÁRIA

LITURGIA DIÁRIA - REFLEXÕES E COMENTÁRIOS

Diário de Quinta-feira 04/12/2014


Quinta-feira 04 de dezembro de 2014


O Natal começou no coração de Deus. Só está completo quando alcançar o coração do homem.


EVANGELHO DE HOJE
Mt 7,21.24-27

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 21"Nem todo aquele que me diz: 'Senhor, Senhor', entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. 24Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. 25Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava cons¬truída sobre a rocha. 26Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. 27Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa!"



Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.





MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz



Aquele que faz a vontade de meu Pai entrará no reino dos céus.
Este Evangelho narra a belíssima parábola da casa construída sobre a rocha. Jesus identifica por em prática a sua palavra com por em prática a vontade de Deus Pai. Identifica também construir sobre a rocha com entrar no Reino dos Céus. Fica clara a importância de praticarmos as palavras de Jesus para podermos receber a salvação eterna. Em vez de fazer, Jesus usa a expressão por em prática a vontade de Deus. Isso para deixar bem claro que não basta também conhecermos ou até divulgarmos os mandamentos de Deus.
“Nem todo aquele que me diz Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus.” A nossa salvação não depende da nossa oração. Ela é meio. A nossa salvação depende mesmo é de por em prática as palavras de Jesus.
Também a nossa salvação não depende de ouvirmos as palavras de Jesus, e sim, de a colocarmos em prática. Os dois que constroem suas casas – um sobre a rocha e o outro sobre a areia – ouvem a Palavra de Deus. De fato, hoje é muito fácil ouvir as palavras de Jesus, e também de lê-las. Por isso, freqüentemente percebemos certa distância entre a Palavra de Deus que ouvimos e a vida que levamos. Mas não nos importamos muito com isso. Aí que mora o perigo.
Com esta parábola, Jesus derruba todas as nossas desculpas e subterfúgios, e centraliza a nossa salvação no por em prática as suas palavras.
No fundo, a parábola nos pega de cheio e nos chama a todos de imprudentes, porque gostamos muito mais de ouvir a Palavra de Deus do que de praticá-la. Ouvir é até gostoso, se for bem apresentada. Em outras palavras, o que gostamos mesmo é de construir sobre a areia.
Quantas pessoas conseguem enganar os outros, fazendo falcatruas em segredo. Mas cuidado: “Não há nada de oculto que um dia não seja revelado”.
Olhando-nos com sinceridade, temos de reconhecer que existe certa distância entre os ensinamentos de Jesus e a vida que levamos. Apesar disso, continuamos ouvindo, ouvindo, ouvindo... e pouco nos preocupando com a conversão de vida. Em outras palavras, continuamos construindo sobre a areia. Portanto, se, após a nossa morte, nos sairmos bem no Juízo, será por pura misericórdia de Deus.
Quem constrói uma casa sem alicerce é sem juízo; além de jogar dinheiro fora, ainda arrisca a própria vida e da família. O mesmo acontece com quem quer levar uma vida dupla, com dois comportamentos diferentes: na sociedade e na igreja.
“Quem avisa amigo é.” Ao nos contar esta parábola, Jesus mostrou que é nosso amigo, a fim de não termos surpresas desagradáveis depois.
Que as pessoas, quando se referirem a nós, não tenham de dizer como Jesus falava a respeito dos fariseus: “Sigam o que ele ou ela fala, mas não imitem suas ações”.
Se a nossa casa tiver alguma rachadura, que a reforcemos neste tempo do advento para que, quando Jesus chegar, ele não nos chame de sem juízo.
Certa vez, um homem disse ao seu amigo: “Eu tenho ido à igreja por trinta anos, ouvi uns três mil sermões, e não consigo me lembrar de nem um. Estou preocupado com isso”.
O amigo respondeu: “Eu estou casado há trinta anos. Durante este tempo, minha esposa deve ter cozinhado umas trinta e duas mil refeições para mim. Mas eu não consigo me lembrar do cardápio de nem uma. Mas de uma coisa eu sei: todas elas me nutriram e me deram a força necessária para eu fazer o meu trabalho. Se minha esposa não me tivesse dado essas refeições, eu já teria morrido há muito tempo. Da mesma maneira, se você não tivesse ouvido esses tantos sermões, hoje você seria um marginal”.
A Palavra de Deus é como a semente que, quando semeada, cresce por si mesma. Basta não colocarmos obstáculos, que a Palavra de Deus cresce e produz fruto em nós por si mesma, sem que percebamos. O problema é que o maligno também semeia em nós a sua cizânia, e esta, devido ao pecado que existe dentro de nós e no mundo, cresce mais rápido e tende a abafar a Palavra de Deus.
“Feliz aquela que acreditou” – disse Santa Isabel a respeito de Maria Santíssima - “pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido!” (Lc 1,45). Que a nossa Mãe do céu nos ajude a acreditar, de corpo e alma, nas palavras do seu Filho.
Aquele que faz a vontade de meu Pai entrará no reino dos céus.



MUNDO ANIMAL

O que fazer quando o animal morre?

Em média, os cães vivem por aproximadamente 12 anos, mas existem casos de animais que chegam aos 20 anos de idade e sem problemas de saúde. A única certeza que se tem é a de que um dia chegará o momento em que o dono terá que dar adeus ao seu companheiro. Durante os anos de convívio, criam-se muitos laços afetivos com o animal, fazendo com que esta hora seja muito dolorida.

Segundo a psicóloga Carolina Torres, no caso de crianças que passam pouco tempo com os pais ou de adultos que optam por não ter filhos, o drama vivido ao perder o cachorro é similar a morte de um parente próximo. O luto neste caso passa pelas 5 fases: negação, raiva, tristeza (que pode chegar a depressão), culpa e a aceitação da perda. No caso das crianças, o ideal é dar a oportunidade para compreender o que está acontecendo com o animal. Normalmente as crianças reagem com mais naturalidade do que os adultos, dando carinho, tendo compaixão, sem culpa ou pena, sendo até mais cuidadosas nos últimos momentos de um bichinho do que alguns adultos conseguiriam ser.

A professora de Inglês, Érica Pucci, viveu este triste momento recentemente quando perdeu a sua pitbull Cailín. A cadelinha de Monte Verde que foi vítima de maus tratos e vivia na rua, apesar de ter 'donos', foi adotada por Érica em 2010. Ao longo de quase três anos as duas tornaram-se inseparáveis. Em julho deste ano, por conta de uma cirurgia para a retirada de um tumor, Cailín pegou uma bactéria oportunista que provocou falência renal. "Ela precisou ser eutanasiada, o que me causa grande culpa até hoje. Estava tão abalada com a situação toda, que não me recordo bem como foi a decisão de permitir ao veterinário que a prefeitura a levasse e não fazer a cremação particular ou enterrá-la. Outro arrependimento esse". Tanto Érica quanto seu outro cão, Pacheco, sofreram muito com sua ausência. E pensando nele, outros dois cães foram adotados.
Não é somente o lado psicológico que precisa de auxílio nessas horas, o lado burocrático também merece atenção. A veterinária Geovana Angelico explica as opções que existem para este momento: "Se seu animal morrer em uma clínica, cabe ao veterinário informar ao dono as possibilidades que ele tem. Alguns locais particulares até oferecem o serviço de remoção e salas para velar o animal. E para quem pensa em enterrar o cão no quintal, um aviso: este procedimento pode contaminar lençóis freáticos, solo ou até transmitir doenças". Confira quais são os serviços oferecidos gratuitamente e os pagos:

Cremação coletiva da prefeitura
O que fazer? - Leve seu animalzinho até uma clínica veterinária que aceite encaminhá-lo para o Centro de Zoonoses. Algumas clínicas cobram taxas para receber e armazenar estes animais, mas o serviço de cremação é gratuito.O que é feito com o animal? - Os animais são colocados juntos em um incinerador (como os usados em cremações humanas) e no final do procedimento as cinzas são descartadas. Por ser uma cremação coletiva, os donos não têm a opção de ficar com as cinzas de seu pet depois.
Cremação particular
O que fazer? - Ligar para o estabelecimento especializado e pedir a remoção (caso necessário), ou levar o animal até o local. Algumas empresas possuem planos em que o pagamento pode ser parcelado com o animal ainda em vida.
O que é feito com o animal? - Depois de ser velado, o cão é levado ao incinerador. Após o procedimento, o dono recebe as cinzas em uma urna - escolhida dentre uma enorme variedade de modelos, tamanhos e preços. Os preços, apenas da cremação, podem variar entre R$ 500,00 e R$ 1.300,00.
Enterro
O que fazer? - Ligar para o estabelecimento especializado e pedir a remoção (caso necessário), ou levar o animal até o local. Algumas empresas possuem planos em que o pagamento pode ser parcelado com o animal ainda em vida.
O que é feito com o animal? - Depois de ser velado, o cão pode ser sepultado com caixão de madeira, papelão tratado ou manto de algodão (pode ser um lençol). O local recebe uma lápide com o nome, data de nascimento e morte do animal e o jazigo recebe jardinagem completa. O valor varia entre R$ 900,00 e R$ 1500,00 e a manutenção anual fica em aproximadamente R$ 130,00.

Projeto de lei autoriza o sepultamento de animais em cemitérios públicos
Este projeto de lei, de autoria dos vereadores Roberto Tripoli (PV) e Antonio Goulart (PSD), prevê que o animal de estimação possa ser enterrado no jazigo ou túmulo de cemitérios municipais, desde que sua família humana tenha um.
Como consta no projeto: "Os animais domésticos atualmente são considerados membros das famílias humanas, principalmente os cães e gatos, com os quais as pessoas mantêm estreitos vínculos afetivos. Quando um deles vem a falecer, além do extremo sofrimento da perda, as pessoas em geral se desesperam sem saber para onde destinar o cadáver".
O vereador Tripoli ainda acrescenta: "Não vai ter nenhuma cerimônia, não vai ter velório, apenas o sepultamento. Se o dono do animal e do jazigo quer assim, devemos atendê-lo. Se o animal é o melhor amigo em vida também pode ser na morte".



MOMENTO DE REFLEXÃO


A história dos dois videntes pressentindo que seu país em breve iria mergulhar numa guerra civil, o sultão chamou um dos seus melhores videntes, e perguntou- lhe quanto tempo ainda lhe restava viver.
- Meu adorado mestre, o senhor viverá o bastante para ver todos os seus filhos mortos.
Num acesso de fúria, o sultão mandou imediatamente enforcar aquele que proferira palavras tão aterradoras. Então, a guerra civil era realmente uma ameaça!
Desesperado, chamou um segundo vidente. - Quanto tempo viverei? - perguntou, procurando saber se ainda seria capaz de controlar uma situação potencialmente explosiva.
- Senhor, Deus lhe concedeu uma vida tão longa, que ultrapassará a geração dos seus filhos, e chegará a geração dos seus netos.
Agradecido, o sultão mandou recompensa-lo com ouro e prata.
Ao sair do palácio, um conselheiro comentou com o vidente:
- Você disse a mesma coisa que o adivinho anterior. Entretanto, o primeiro foi executado, e você recebeu recompensas. Por que?

- Porque o segredo não está no que você diz, mas na maneira como diz. Sempre que precisar disparar a flecha da verdade, não esqueça de antes molhar sua ponta num vaso de mel.

Diário de Quarta-feira 03/12/2014


Quarta-feira 03 de dezembro de 2014
São Francisco Xavier


"Se não sabes  com que presentear os teus seres mais queridos no Natal, presenteie com teu amor"



EVANGELHO DE HOJE
Mt 15,29-37

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.


Jesus saiu dali e foi até o lago da Galiléia. Depois subiu um monte e sentou-se ali. E foram até Jesus grandes multidões levando coxos, aleijados, cegos, mudos e muitos outros doentes, que eram colocados aos seus pés. E ele curou todos. O povo ficou admirado quando viu que os mudos falavam, os aleijados estavam curados, os coxos andavam e os cegos enxergavam. E todo o povo louvou ao Deus de Israel. Jesus chamou os seus discípulos e disse:
- Estou com pena dessa gente porque já faz três dias que eles estão comigo e não têm nada para comer. Não quero mandá-los embora com fome, pois poderiam cair de fraqueza pelo caminho.
Os discípulos perguntaram:
- Como vamos encontrar, neste lugar deserto, comida que dê para toda essa gente?
- Quantos pães vocês têm? - perguntou Jesus.
- Sete pães e alguns peixinhos! - responderam eles.
Aí Jesus mandou o povo sentar-se no chão. Depois pegou os sete pães e os peixes e deu graças a Deus. Então os partiu e os entregou aos discípulos, e eles os distribuíram ao povo. Todos comeram e ficaram satisfeitos; e os discípulos ainda encheram sete cestos com os pedaços que sobraram.


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.





MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz



Jesus cura muitos e multiplica pães.
Este Evangelho é uma amostra da vida de Jesus e do Reino de Deus, inaugurado por ele. Os doentes são curados, os famintos são alimentados, formando-se o banquete da vida.
O evangelista começa dizendo que Jesus subiu a montanha e sentou-se. É a disponibilidade, Jesus coloca-se à disposição do povo para que se aproximem dele e peçam o que desejarem. E não deu outra: acabou curando muitos doentes e até multiplicando pães. “Jesus passou pela vida fazendo o bem” (At 10,38).
“Tenho compaixão da multidão.” A palavra compaixão vem de duas palavras latinas: “Cum” = com. “Patire” = sofrer. É sofrer com alguém. Quando fica apenas em sentir dó, chama-se compaixão passiva. Quando a pessoa faz alguma coisa para ajudar o outro a superar o sofrimento, chama-se compaixão ativa. Compaixão ativa é o mesmo que misericórdia.
Assim como se uniu na dor, a pessoa se une também na alegria de ter superado o obstáculo. “Há mais felicidade em dar do que em receber” (At 20,35).
A nossa sociedade nos forma para termos um coração duro e insensível à dor do próximo. Pensamos mais em prendê-lo do que em ajudá-lo. Isso gera violência e desintegração familiar. Há também pessoas que agem no sentido contrário: criam sofrimentos e cruzes para os outros.
Existem na terra oito vezes mais os alimentos necessários para que toda a humanidade se alimente bem. Portanto, o nosso maior problema não é falta de alimento, mas a sua concentração.
“E glorificaram a Deus.” O testemunho de vivência do Evangelho, especialmente da caridade, gera alegria e aproxima as pessoas de Deus.
“O Senhor dará para todos os povos um banquete de ricas iguarias” (1ª Leitura). O texto nos lembra o alimento dos alimentos: a Eucaristia.
Jesus começou a construir o Reino de Deus, mas não concluiu a obra, deixando para nós continuarmos. Que nenhum doente se sinta desamparado ao nosso lado, e ninguém passe fome. Da nossa parte são necessários apenas sete pãezinhos; o resto Deus faz.
Certamente, neste tempo do advento, Jesus nos pede um nosso compromisso com o seu Reino. Que o atendamos.
Havia, certa vez, um corcunda que, devido a essa deficiência, era desprezado pelo povo da sua cidade. Ninguém ligava para ele, e alguns até zombavam, de modo que ele tinha medo até de andar na rua.
Um dia, ele fez um gesto admirável: salvou uma jovem que estava se afogando no rio. Toda a cidade ficou sabendo e, a partir daí, o povo mudou completamente a maneira de tratá-lo. Ele passou a ser valorizado, estimado e querido, apesar de continuar corcunda.
Nós infelizmente somos assim. Arrasamos uma pessoa devido a uma deficiência, física ou mental, da qual ela não tem culpa. Jesus não era assim. Ele valorizava a todos, especialmente os doentes e procurava libertá-los das doenças.
Maria Santíssima, nas Bodas de Caná, foi ousada; ou melhor, foi uma mulher de fé, quando pediu ao Filho que resolvesse o problema da falta de vinha na festa. E acabou dando certo. Que sigamos o seu exemplo.
Jesus cura muitos e multiplica pães.





CURIOSIDADES

Você sabia?

Nos Estados Unidos quando o ônibus escolar para, todos os carros de todas direções são obrigados a parar também.


O Japão tem mais de 58 mil habitantes com mais de 100 anos, 87% delas são mulheres.


As corujas são vistas como um símbolo de sabedoria pelo fato de terem a melhor visão noturna do reino animal, podendo enxergar no escuro, assim como filósofos, que veem e entendem coisas que as outras pessoas não conseguem.


O beijo mais longo já registrado, durou 50 horas, 25 minutos e 1 segundo.


O painel eletrônico é uma invenção brasileira.
A placa luminosa dos estádios só podia ser brasileira, não? O produto foi patenteado em 1996 pelo cearense Carlos Eduardo Lamboglia.


O clipe "Baby", do cantor canadense Justin Bieber, é o mais negativado de todos os tempos no Youtube. Possui 4 milhões de negativações.


Ao contrario do que parece, o único animal capaz de sentir vergonha são os homens.


As últimas palavras de Albert Einstein morreram com ele, pois foram ditas à uma enfermeira que não falava alemão.


Robert Downey Jr do filme Homem de ferro, começou fumar maconha com apenas 6 anos.


Mensagens de texto inesperadas da pessoa que você gosta pode ter um efeito positivo sobre o seu corpo e imediatamente melhorar seu humor.




MOMENTO DE REFLEXÃO


O trem atravessava sacolejando os subúrbios de Tóquio numa modorrenta tarde de primavera.

Um dos vagões estava quase vazio: apenas algumas mulheres e idosos e um jovem lutador de Aikidô.

O jovem olhava, distraído, pela janela, a monotonia das casas sempre iguais e dos arbustos cobertos de poeira.

Chegando a uma estação as portas se abriram e, de repente, a quietude foi rompida por um homem que entrou cambaleando, gritando com violência palavras sem nexo.

Era um homem forte, com roupas de operário. Estava bêbado e imundo.

Aos berros, empurrou uma mulher que carregava um bebê ao colo e ela caiu sobre uma poltrona vazia. Felizmente nada aconteceu ao bebê.

O operário furioso agarrou a haste de metal no meio do vagão e tentou arranca-la. Dava para ver que uma das suas mãos estava ferida e sangrava.

O trem seguiu em frente, com os passageiros paralisados de medo e o jovem se levantou.

O lutador estava em excelente forma física. Treinava oito horas todos os dias, há quase três anos.

Gostava de lutar e se considerava bom de briga. O problema é que suas habilidades marciais nunca haviam sido testadas em um combate de verdade. Os alunos são proibidos de lutar, pois sabem que Aikidô "é a arte da reconciliação.

Aquele cuja mente deseja brigar perdeu o elo com o universo.

Por isso o jovem sempre evitava envolver-se em brigas, mas no fundo do coração, porém, desejava uma oportunidade legítima em que pudesse salvar os inocentes, destruindo os culpados.

Chegou o dia! Pensou consigo mesmo. Há pessoas correndo perigo e se eu não fizer alguma coisa é bem possível que elas acabem se ferindo.

O jovem se levantou e o bêbado percebeu a chance de canalizar sua ira.

Ah! Rugiu ele. Um valentão! Você está precisando de uma lição de boas maneiras!

O jovem lançou-lhe um olhar de desprezo.

Pretendia acabar com a sua raça, mas precisava esperar que ele o agredisse primeiro, por isso o provocou de forma insolente.

Agora chega! Gritou o bêbado. Você vai levar uma lição. E se preparou para atacar.

Mas, antes que ele pudesse se mexer, alguém deu um grito: Hei!

O jovem e o bêbado olharam para um velhinho japonês que estava sentado em um dos bancos.

Aquele minúsculo senhor vestia um quimono impecável e devia ter mais de setenta anos...

Não deu a menor atenção ao jovem, mas sorriu com alegria para o operário, como se tivesse um importante segredo para lhe contar.

Venha aqui disse o velhinho, num tom coloquial e amistoso. Venha conversar comigo insistiu, chamando-o com um aceno de mão.

O homenzarrão obedeceu, mas perguntou com aspereza: por que diabos vou conversar com você?

O velhinho continuou sorrindo. O que você andou bebendo? Perguntou, com olhar interessado.

Saquê rosnou de volta o operário e não é da sua conta!

Com muita ternura, o velhinho começou a falar da sua vida, do afeto que sentia pela esposa, das noites que sentavam num velho banco de madeira, no jardim, um ao lado do outro.

Ficamos olhando o pôr-do-sol e vendo como vai indo o nosso caquizeiro, comentou o velho mestre.

Pouco a pouco o operário foi relaxando e disse: é, é bom. Eu também gosto de caqui...

São deliciosos concordou o velho, sorrindo. E tenho certeza de que você também tem uma ótima esposa.

Não, falou o operário. Minha esposa morreu.

Suavemente, acompanhando o balanço do trem, aquele homenzarrão começou a chorar.

Eu não tenho esposa, não tenho casa, não tenho emprego. Eu só tenho vergonha de mim mesmo.

Lágrimas escorriam pelo seu rosto. E o jovem estava lá, com toda sua inocência juvenil, com toda a sua vontade de tornar o mundo melhor para se viver, sentindo-se, de repente, o pior dos homens.

O trem chegou à estação e o jovem desceu. Voltou-se para dar uma última olhada. O operário escarrapachara-se no banco e deitara a cabeça no colo do velhinho, que afagava com ternura seus cabelos emaranhados e sebosos.

Enquanto o trem se afastava, o jovem ficou meditando... O que pretendia resolver pela força foi alcançado com algumas palavras meigas. E aprendeu, através de uma lição viva, a arte de resolver conflitos.


Terry Dobson

Diário de Terça-feira 02/12/2014


Terça-feira, 02 de dezembro de 2014.


“Não existe o Natal ideal, só o Natal que você decida criar como reflexo de seus valores, desejos, queridos e tradições.” (Bill McKibben)


EVANGELHO DE HOJE
Lc 10,21-24

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.


Naquele tempo, 5quando Jesus entrou em Carfanaum, um oficial romano aproximou-se dele, suplicando: 6“Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia”. 7Jesus respondeu: “Vou curá-lo”. 8O oficial disse: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado. 9Pois eu também sou subordinado e tenho soldados sob minhas ordens. E digo a um: ‘Vai!, e ele vai; e a outro: ‘Vem!, e ele vem; e digo a meu escravo: ‘Faze isto!, e ele o faz”. 10Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado, e disse aos que o seguiam: “Em verdade, vos digo: nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé. 11Eu vos digo: muitos virão do Oriente e do Ocidente, e se sentarão à mesa no Reino dos Céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó”.


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.





MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz


Eu te louvo, Pai, porque te revelaste aos pequeninos.
Este Evangelho nos mostra que Deus gosta das pessoas simples e humildes. Toda a Bíblia fala do amor predileto de Deus pelos pequenos e pobres.
Jesus mesmo era assim: “Tomai sobre vós o meu jugo e sede discípulos meus, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vós” (Mt 11,29).
Quando Jesus fazia um grande portento, mostrando a sua divindade, pedia aos discípulos que não divulgassem. Isso porque ele era humilde e não queria se destacar sobre as pessoas com quem convivia. Seu desejo era ser considerado gente simples, comum e do povo.
E ele nos aconselha a fazer o mesmo: “Quando fores convidado para uma festa, vai sentar-te no último lugar. Quando chegar então aquele que te convidou, ele te dirá: ‘amigo, vem para um lugar melhor!’ Será uma honra para ti, à vista de todos os convidados. Pois todo aquele que se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado” (Lc 14,10-11).
“Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelastes aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado.”
Em seguida, Jesus fala: “Ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. Isso para mostrar que, se ele ocultar dos orgulhosos os mistérios sagrados, os orgulhosos não têm outro meio de ficar sabendo.
“Felizes os olhos que vêem o que vós vedes...” É um convite de Jesus a não inveja de grandes e famosos personagens, do passado ou do presente. Conhecer a Jesus e segui-lo é a melhor parte, a melhor riqueza, a felicidade completa. E tanto o conhecimento como a fé em Jesus são dados aos pequenos e humildes.
“O céu é o meu trono... Mas eu olho para o pobrezinho de alma abatida que treme ao ouvir minha palavra” (Is 66,1-2).
“Não tenhais medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do vosso Pai dar a vós o Reino. Vendei vossos bens e dai esmola. Fazei para vós bolsas que não se estragam, um tesouro no céu que não se acabe; ali o ladrão não chega nem o traça corrói” (Lc 12,32-34).
Certa vez, um homem recebeu a notícia de que acabava de ser nomeado mandarim. Mandarim era um espécie de ministro dos antigos reinos orientais; um dos cargos mais importantes do reino.
O homem ficou super feliz. Agora sim, pensou ele, serei um grande homem aqui no reino. Preciso então providenciar logo uma roupa adequada, que faça jus à minha nova posição e à minha dignidade.
Foi ao alfaiate mais famoso do reino e lhe pediu que fizesse para ele o manto próprio de mandarim.
O alfaiate tirou todas as medidas, cuidadosamente, depois perguntou ao cliente: “Há quanto tempo o senhor é mandarim?” O homem estranhou a pergunta e disse: “O que tem a ver isso com o manto?”
O alfaiate explicou: “Acontece que um mandarim recém nomeado fica tão deslumbrado com o cargo que mantém a cabeça altiva, ergue o nariz e estufa o peito. Por isso tenho de fazer a parte da frente do manto maior que a de trás.
Agora, anos mais tarde, quando ele está ocupado com o seu trabalho e cansado devido aos transtornos advindos do cargo, ele fica mais sensato e costuma olhar para frente, a fim de ver o que vem na sua direção e o que precisa ser feito. Aí eu costuro o manto de modo que as partes da frente e de trás tenham o mesmo comprimento.
Mais tarde, depois que o seu corpo está curvado pelos anos de trabalho e ele está mais humilde devido às humilhações que recebeu, então eu faço o manto de forma que as costas fiquem mais longas que a frente.
Por isso que eu preciso saber do senhor há quanto tempo está neste cargo”.
O novo mandarim saiu da alfaiataria pensando menos no manto e mais na responsabilidade que ia assumir.
“Deus resiste aos soberbos, mas concede a graça aos humildes” (Tg 4,6). Ninguém é mais que ninguém. Para Deus, todos os serviços têm a mesma dignidade. O prefeito da cidade não está do lixeiro; o que vale é o amor e a dedicação que colocamos em nossos serviços.
Maria Santíssima, na Anunciação se considerou serva do Senhor. No magnificat, admirou-se de Deus ter olhado para ela, uma pessoa tão humilde. Em toda a sua vida, nunca procurou lugares de honra e destaque; a sua alegria era servir. Que ela nos ajude a ser simples e humildes!
Eu te louvo, Pai, porque te revelaste aos pequeninos.






VIDA SAUDÁVEL


Qual é a postura correta para deitar-se?


Durante a noite, é normal mudarmos de posição algumas vezes. Isto acontece espontaneamente, e é saudável, pois ao mudarmos nossa postura ao dormir, diminuímos a pressão sobre a parte do corpo em contato com o colchão ou travesseiro. Podemos dormir de barriga para cima, ou de lado, ou variando entre as duas posturas. Há dois elementos fundamentais para os quais precisamos prestar atenção ao dormir:

1. A coluna deve estar alinhada. Isto significa que devemos evitar dormir em "posição fetal", com a coluna curva, e também que o pescoço deve estar alinhado com o resto da coluna. Assim, é importante não dormir com um travesseiro muito alto, quando nos deitamos de barriga para cima, nem com um travesseiro muito baixo, quando nos deitamos de lado. Ao deitar de lado, é importante também desviar o ombro um pouco para frente ou para trás, impedindo que haja muita compressão sobre o ombro. Dormir de bruços não é uma boa opção: esta postura coloca um estresse muito grande sobre o pescoço e a coluna lombar, e impede um bom alinhamento da coluna.

2. Devemos conseguir relaxar os músculos ao dormir. Para muitas pessoas que acordam com dor, não é a postura, mas sim a dificuldade em relaxar os músculos que provoca mal-estar.
Algumas pessoas mantém os punhos fechados, ou rangem os dentes, e isto dificulta um sono restaurador. O melhor conselho para esta situação é procurar começara a relaxar algumas horas antes de ir para a cama. Ao deitar-se, é sempre uma boa idéia permanecer alguns minutos com a luz apagada, conscientizando-se sobre a postura do corpo, e procurando soltar os músculos tensos.
Qual é o melhor colchão? Há dois tipos de colchões: de molas e de espuma. Quando de boa qualidade, ambos os tipos são bons, e a escolha depende de sua preferência pessoal. Os colchões de molas mais modernos são feitos com molas individuais, ensacadas separadamente. Além disso, tem um enchimento de sisal e revestimento de espuma ou manta acrílica.
Os colchões de espumas devem ter um selo de qualidade da associação pró-espuma. São feitos com espumas das seguintes densidades, em kg/m3: 20, 23, 26, 28, 33, 45. Tanto para os colchões de mola quanto para os de espuma, quanto maior o peso da pessoa, maior deve ser a densidade da espuma (espuma de revestimento, no caso de colchões de molas). Atualmente, há excelentes colchões fabricados no Brasil.
E o melhor travesseiro? Aqui, também, não há uma resposta única. O travesseiro ideal deve adaptar-se ao seu corpo, e, portanto depende da forma de seu corpo e de suas preferências. Para adaptar-se à forma de sua cabeça, o travesseiro não deve ser muito firme. Também não deve ser muito alto, pois isso impede o bom alinhamento da coluna. Pessoas mais idosas podem preferir travesseiros mais altos, devido ao aumento da curvatura entre o tronco e o pescoço, enquanto que algumas pessoas jovens podem preferir dormir com travesseiros finos. Algumas pessoas preferem ter dois travesseiros, dependendo da postura em que estão dormindo.
Como deitar-se com dor nas costas? As pessoas que tem crises de dores nas costas precisam aumentar ainda mais os cuidados na hora de deitar-se. Algumas dicas são:
• Ao deitar-se de barriga para cima, coloque uma almofada em baixo das pernas. Isto relaxa a musculatura e diminui a tensão sobre as vértebras;
• Ao deitar-se de lado, coloque um travesseiro entre as pernas, ou embaixo da perna de cima. Isto ajuda a manter a coluna alinhada;
• Para levantar-se, primeiro deite-se de lado, e então use o próprio corpo como um pêndulo, usando o contrapeso das pernas para elevar o tronco.
Fonte: quiropraxia.org.br




MOMENTO DE REFLEXÃO


Um pescador dirigia-se para seu barco, após uma noite mal dormida, os peixes estavam cada vez mais escassos e ele temia logo não ter como sustentar a numerosa família.

Ia assim matutando entre um passo e outro, até parar admirado: em seu barco dormia a sono solto uma criança. Como fora parar aí ele não sabia, pensou em sacudi-la mas sua mão ficou solta no ar, as palavras lhe faltaram diante daquele semblante do qual se desprendia tanta inocência.

Sentou-se ao lado do barco enquanto mergulhava em suas próprias lembranças: um dia também fora criança, alegre, sonhadora apesar de todas as adversidades da vida, seus risos infantis, as molecagens com os colegas, ainda ecoavam em sua memória.

Bons tempos aqueles, mas a criança crescera e os sorrisos murcharam, os dias alegres se esconderam, não tinha mais tempo nem alegria nem mesmo para partilhar com os filhos. A molecada fora chegando um após outro, o pão ficando cada vez mais difícil, tentara ensinar-lhes o ofício mas , esquecera da alegria do coração. Hoje se dava conta do quanto perdera.

Neste momento o barco sacolejou, a criança saltou assustada, já ia escapar quando ele a deteve, o menino desculpou-se por ocupar o barco sem permissão, ele apenas sorriu meio sem jeito e foi soltando as palavras há muito atadas no coração:
- Hoje garoto me lembrei do que é ser criança, do que é ter a alegria solta no fundo do coração, hoje reaprendi a ser pai e vou levando comigo esta lição, vou partilhar com meus filhos além do pão de cada dia, o pão que alimenta a alma, o pão da palavra amiga, consoladora, pão que sai fresquinho do fundo do coração, pois, um pai que não sabe amar seus filhos de verdade pode dar-lhes tudo, mas este tudo de nada vale porque junto não está o coração.

A criança olhou-o sem nada entender, depois foi se afastando de mansinho deixando o pescador rodeado pelos filhos, que o cercavam de todos os lados numa festa só...


Regina Célia Suppi

Diário de Segunda-feira 01/12/2014


Segunda-feira, 01 de dezembro de 2014.


"Quem quer fazer alguma coisa, encontra um meio. Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa".


EVANGELHO DE HOJE
Mt 8,5-11

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.

Naquele tempo, 5quando Jesus entrou em Carfanaum, um oficial romano aproximou-se dele, suplicando: 6“Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia”. 7Jesus respondeu: “Vou curá-lo”. 8O oficial disse: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado. 9Pois eu também sou subordinado e tenho soldados sob minhas ordens. E digo a um: ‘Vai!, e ele vai; e a outro: ‘Vem!, e ele vem; e digo a meu escravo: ‘Faze isto!, e ele o faz”. 10Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado, e disse aos que o seguiam: “Em verdade, vos digo: nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé. 11Eu vos digo: muitos virão do Oriente e do Ocidente, e se sentarão à mesa no Reino dos Céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó”.


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.





MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz


Muitos virão do Oriente e do Ocidente para o Reino do Céu.
Este Evangelho narra a cura do empregado do oficial romano. Chamam a nossa atenção a fé e a humildade do oficial, resumidas na sua frase: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado”. Junto com Jesus, a Igreja expressa a sua admiração à atitude desse oficial, repetindo a sua frase em todas as Missas, na hora da Comunhão.
Ele tinha tanta certeza da divindade de Jesus e do seu poder sobre as doenças, que achava que apenas uma palavra de Jesus já devolveria a saúde ao seu empregado.
A fé é o segredo da felicidade. Quem tem fé “tira de letra” todas as dificuldades e obstáculos que aparecem na vida. Quem tem fé sabe que uma doença, por mais grave que seja, para Deus é um grãozinho de areia.
A fé é uma graça que Deus dá a quem ele quer, do Oriente ou do Ocidente, do Norte ou do Sul. Jesus se referiu aos pontos cardeais, para dizer, primeiro, que todas as pessoas do mundo recebem as graças suficientes para ter fé, esperança e caridade, e para se salvar. Deus ama a todos e não faz distinção de qualquer espécie entre as pessoas.
Segundo, para dizer aos judeus que eles não eram o povo privilegiado de Deus, como pensavam. Não existe povo privilegiado diante de Deus. Simplesmente, Israel recebeu a missão de preparar a vinda do Messias, só isso.
A fé é uma graça que Deus dá a todos os seres humanos indistintamente, sem nenhuma restrição em relação à raça, ao país ou a qualquer outra distinção.
Quem tem fé faz como o oficial fez: vai atrás de Jesus, expõe o seu problema e acredita que Jesus quer e pode resolver, portanto vai resolver. Por isso, quem tem fé não entra em pânico, não se revolta, não desilude, não alvoroça, não perde a alegria nem a esperança, mesmo nas situações mais desafiadores, pois sabe que nenhum problema é maior que Deus.
Ter fé é muito mais que acreditar com a cabeça; é acreditar com o corpo inteiro; por isso já dá o primeiro passo no novo caminho que pediu a Deus. Mas, é claro, ter fé é seguir um caminho novo, traçado não por nós, mas por Deus para nós.
“A fé é a certeza daquilo que ainda se espera, a demonstração de realidades que não se vêem” (Hb 11,1). É caminhar “como se visse o invisível” (Hb 11,27).
O exemplo de Moisés, na travessia do Mar Vermelho, nos mostra bem o que é fé: “Moisés estendeu o bastão sobre o mar e durante a noite inteira o Senhor fez soprar sobre o mar um vento leste muito forte, fazendo recuarem as águas... E assim os hebreus puderam atravessar” (Ex 14,21-22).
Dá impressão que no início as águas não se afastavam, mas Moisés ficou firme, com o seu bastão estendido sobre o mar. Deus quer que nós mostremos a fé nele, mesmo sem ver uma resposta imediata. Em vez de uma noite, ele pode demorar dias ou até anos para nos atender. Mas se permanecermos com o nosso bastão estendido, ele se manifesta e, com toda a certeza, separará as águas.
Nós queremos crescer na fé, porque dela nasce a esperança, e das duas nasce a caridade. Assim, vivendo as três virtudes teologais, seremos certamente felizes, agora e por toda a eternidade.
Certa vez, em um mosteiro, um noviço chegou para o mestre e disse: “Padre mestre, penso que não tenho vocação. Não consigo guardar na memória o que leio na Bíblia, nem as palestras do senhor”.
O mestre não respondeu imediatamente a questão. Apenas disse ao jovem: “Pegue aquele cesto de junco, desça ao riacho, encha-o de água e traga aqui”.
O noviço olhou para o cesto, todo furado e sujo, e achou muito estranha a ordem. Mas obedeceu. Desceu ao riacho, encheu o cesto de água e começou a subir. Quando chegou até o mestre já não havia água, pois se escorreu toda pelos buracos.
O mestre lhe pediu que repetisse a viagem. O noviço voltou ao riacho, afundou o cesto na água, encheu-o e veio trazendo. Mas novamente chegou com o cesto vazio.
Então o mesmo perguntou: “Meu filho, o que você aprendeu?” O rapaz respondeu na hora: “Que cesto de junco não transporta água”.
O mestre lhe disse: “Olhe para o cesto. Vê alguma diferença?” O noviço olhou e disse com um sorriso: “Vejo que o cesto, que antes estava todo sujo e empoeirado, agora está limpo. Se a água não chegou aqui, pelo menos lavou o cesto!”
O mestre concluiu: “Nada importa que você não consiga guardar na memória os textos bíblicos e as palestras; o importante é que a sua vida fique limpa diante de Deus”.
Em relação ao Evangelho de hoje, podemos dizer também: Importa obedecer as Leis de Deus, mesmo que não as entendamos na hora. Deus, o legislador, é mais inteligente que nós, e sabe que seus mandamentos, se não transportam água, pelo menos lavam o cesto.
Isabel elogiou a fé da sua prima Maria Santíssima: “Feliz aquele que acreditou, pois aquilo que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido” (Lc 1,45). Maria nunca vacilou na fé, nem na hora mais difícil, que foi a cruz. Que ela nos ajude a crescer na fé.
Muitos virão do Oriente e do Ocidente para o Reino do Céu.





MOTIVAÇÃO NO TRABALHO


Agradeça e Renasça neste Natal!
Professor Luiz Marins


Seja você Cristão ou não, aproveite o espírito de Natal e agradeça. Se você acredita, agradeça a Deus por estar vivo, pela sua saúde, pela sua família, por seus amigos, pelo seu emprego, pelos bens (poucos ou muitos) que você possui. Se você não acredita em Deus, agradeça assim mesmo. Agradeça a sua liberdade e tudo o mais que você se lembrar de que muitas pessoas não têm e que você possui de coisas materiais e não-materiais.
Na empresa, ligue para seus principais clientes e fornecedores. Agradeça a eles e aproveite para pedir desculpas por alguma coisa que não tenha saído tão bem neste ano. Ligue também para as pessoas simples que prestam pequenos serviços. Agradeça também a elas, pois nem sempre as pessoas se lembram delas. Internamente, faça com que as pessoas saiam de suas salas e agradeçam umas às outras. Isso fará o espírito de Natal se irradiar por toda a empresa de forma menos material, menos mercantil e mais humana. É tempo de agradecer.
E o Natal também é tempo de renascer. Esse é o principal espírito do Natal.  A ideia é que deixemos morrer a velha pessoa que existe dentro de nós e façamos renascer uma pessoa nova, melhor, mais ética, mais humilde, mais afável, mais polida, mais honesta, mais preocupada com os menos favorecidos. Agora é tempo de fazer renascer em nós aquela pessoa que sabemos que devemos ser e que desejamos ser.
Assim, este é um tempo muito especial. O mundo inteiro dá uma parada para pensar em valores, em coisas que não são transitórias, em coisas permanentes. O mundo inteiro dá uma parada para pensar mais na família, nos amigos, na saúde, na fé, na esperança, enfim nas coisas essenciais da vida.
Neste Natal, agradeça e renasça. Você merece! O mundo merece!
Pense nisso. Sucesso! Feliz Natal!





MOMENTO DE REFLEXÃO


Pediram para você confiar e segurar na mão de Deus, mas onde está a mão de Deus que você procura e não vê?

E eu lhe digo, que ela está tão próxima que você pode tocar:
a mão de Deus é a mão do amigo dedicado, que liga preocupado,é a mãe aflita que com carinho lhe dá novas esperanças pois para as mães, seremos eternas crianças.

A mão de Deus é o novo emprego, a oportunidade de trabalho, a caixa de engraxar ou o bisturi que vai operar, tudo é permissão do Pai.

A mão de Deus é a sua humildade, em recomeçar, seja por baixo, seja de novo, seja a primeira vez,
Deus não se importa com cargos, nem com ocupações Deus vê a qualidade do trabalho, pede disposição EM servir.

A mão de Deus é a carta, o telefonema ou o e-mail que chega,  com uma palavra de conforto, é a visita de um evangelizador no seu portão, um desconhecido que indica o caminho, um sorriso de alguém que lhe faz lembrar, que além do destino, Deus é contigo!

É a brisa da tarde tocando seus cabelos, a lembrar que tudo passa,  como o arco-íris avisando que a tempestade terminou, e no ar,
Deus em sua infinita misericórdia, deixa o cheiro da terra molhada, para fazer lembrar aos homens que tudo recomeça, sementes vão germinar e brotar, novos frutos vão cobrir a Terra, a mão de Deus nos alcança, em Graça, misericórdia e Amor.


Que ela te alcance hoje, que ela te transforme em um novo ser, que as conquistas comecem agora, que a saúde se restabeleça, pleno de paz, alegria e amor pois sem Amor,  a mão de Deus não nos alcança.