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LITURGIA DIÁRIA

LITURGIA DIÁRIA - REFLEXÕES E COMENTÁRIOS

Diário de Terça-feira 28/01/2014



Terça-feira, 27 de janeiro de 2014.
São Tomás de Aquino


"Deus me vê segundo a sua infinita misericórdia e graça para que todo dia possa ser realmente um novo dia."



EVANGELHO DE HOJE
Mc 3,31-35

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo, 31chegaram a mãe de Jesus e seus irmãos. Eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo. 32Havia uma multidão sentada ao redor dele. Então lhe disseram: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura”. 33Ele respondeu: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 34E olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos. 35Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.







MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz



Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

Neste Evangelho, Jesus, aproveitando o aviso de que sua mãe e familiares queriam falar com ele, anuncia-nos a prioridade que deve ter o Reino de Deus, inclusive sobre os vínculos familiares. Não há, aí, nenhum menosprezo por sua mãe, Maria, nem desinteressa pela sua família. O uso lingüístico hebreu e aramaico aplicava o termo “irmãos” aos primos e parentes próximos.
Vemos aí um eco daquelas outras palavras de Cristo: “Se alguém vem a mim, mas não me prefere a seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs, e até à sua própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lc 14,26).
Jesus, ao proclamar familiar seu todo o que cumpre a vontade de Deus, muito longe de rejeitar a sua própria mãe Maria, está exaltando-a; porque ela foi a primeira que cumpriu a vontade de Deus na sua vida, com o seu “faça-se” inicial e definitivo. Cristo, ao abrir o círculo do parentesco com ele, fundado nos valores do Reino que são superiores aos laços da carne e do sangue, está afirmando a união perfeita que existe entre ele e sua mãe, por dois motivos: os vínculos de sangue e a convergência sem discrepância no espírito do Reino.
A Família de Deus, que tem o seu fundamento na obediência a Deus, tem prioridade sobre os laços de sangue. Jesus demonstrou isso também quando seus pais o encontraram no Templo, depois de o procurarem durante três dias: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que eu devo estar naquilo que é de meu pai?” (Lc 2,49). Em outras palavras, Jesus lhes falou que a sua condição filial a Deus Pai e a sua obediência a ele deve prevalecer sobre a autoridade e os laços familiares. “Eis que venho, ó Pai, para fazer a vossa vontade” (Hb 10,7).
O desapego de Jesus em relação à sua família natural é “teológico”,mais que afetivo.
O Evangelho relativiza a instituição familiar no tocante à resposta da pessoa a Deus. O homem e a mulher, a criança e o jovem, abrem-se mediante a fé a outras relações que superam as meramente familiares, do mesmo modo que, na sua evolução social, os adolescentes e jovens se abrem a outras influências extrafamiliares: cultura, estudos, idéias, amizades...
Isso não contradiz a vocação familiar de educadora da fé. Que “a família cristã proclame em voz bem alta os valores do Reino”, como escola de fé que é para a vida (Concilio Vaticano II, LC 35).
Pe. Orlando de Morais foi o primeiro redentorista brasileiro da Província de S. Paulo. Ele era goiano, nascido na cidade de Bonfim – GO. Trabalhava no Santuário Nacional de N. Sra. Aparecida. Um santo homem de Deus. Nunca teve boa saúde. Foi nomeado bispo, mas recusou por motivo de saúde.
Sua doença se agravou. Dia 07/12/1924, pressentindo que a morte já estava próxima, arrastou-se até o quarto do Superior, Pe. Francisco Wand, e pediu-lhe a bênção para morrer. Pe. Francisco lhe disse: “Nem hoje nem amanhã, que é dia de festa e de muito trabalho. Espere um pouco”. Nove dias depois, dia 16/12/1924, ele voltou ao quarto do Superior, pedindo novamente a licença “para viajar”. Pe. Francisco respondeu: “Agora sim”. Pe. Orlando voltou a seu quarto e entrou em agonia, vindo a falecer horas depois.
Poucos dias antes da sua morte, Pe. Francisco, que bem conhecia a virtude do seu súdito, pediu-lhe que, chegando ao Céu, lhe mandasse um conto de Réis, para pagamento de uma conta urgente da Basílica. Após o enterro, uma senhora desconhecida apresentou-se no convento, entregando ao Superior uma rosa feita com cinco notas de duzentos mil Réis cada.
Felizes os pais do Pe. Orlando, em Bonfim – GO, que lhe transmitiram a fé e a santidade!
Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.





VIDA SAUDÁVEL


Zinco é importante para a saúde? Para que serve?


Nosso organismo precisa de alguns minerais para funcionar bem. O ferro é fundamental para formar os glóbulos vermelhos. O cálcio é vital para os ossos. Estes são mais conhecidos... mas você sabia que também precisamos de zinco?

Pois é!! O zinco é importante para o sistema imunológico. Participa ativamente da produção das células que nos defendem contra vírus, bactérias e fungos. Sem o zinco nossa defesa natural fica comprometida e as “portas” para os inimigos se abrem mais facilmente nos deixando expostos a infecções.
É também um importante antioxidante. Isso significa que ajuda a “limpar” nossas células de substâncias daninhas, chamadas radicais livres, que podem comprometer seu bom funcionamento.
Já imaginou quantas reações químicas ocorrem em nosso organismo, a cada segundo? O zinco ajuda a “catalisar” várias destas reações. Isto quer dizer “acelerar” estes processos todos, permitindo uma agilidade muito maior do nosso metabolismo.
O zinco está presente em vários alimentos: leite, arroz e pão (atenção! só nos integrais); feijão, aveia, carne bovina ou de frango. Por isso é importante nos alimentarmos bem!
Muitas vezes o que é essencial para a vida está “escondido” onde menos imaginamos!







MOMENTO DE REFLEXÃO


Havia numa aldeia um velho muito pobre, mas até reis o invejavam, pois ele tinha um lindo cavalo branco. Reis ofereciam quantias fabulosas pelo cavalo, mas o homem dizia:
-Este cavalo não é um cavalo para mim, é uma pessoa. E como se pode vender uma pessoa, um amigo?
O homem era pobre, mas jamais vendeu o cavalo.
Numa determinada manhã, descobriu que o cavalo não estava na cocheira. A aldeia inteira se reuniu e o povo disse:
-Seu velho estúpido! Sabíamos que um dia o cavalo seria roubado. Teria sido melhor vendê-lo. Que desgraça!
-Não cheguem a tanto, retrucou o velho. Simplesmente digam que o cavalo não está na cocheira. Este é o fato, o resto é julgamento. Se se trata de uma desgraça ou de uma benção, não sei, porque este é apenas um julgamento. Quem pode saber o que vai acontecer?
As pessoas riram do velho. Mas, quinze dias depois, de repente, numa noite, o cavalo voltou. Ele não havia sido roubado, ele havia fugido para a floresta. E não apenas isso, ele trouxera uma dúzia de cavalos selvagens consigo.
Novamente, as pessoas se reuniram e disseram:
- Velho, você estava certo. Não se tratava de uma desgraça, na verdade se tornou uma benção.
-Vocês estão se adiantando mais uma vez, disse o velho. Apenas digam que o cavalo está de volta. Quem sabe se é uma benção ou não? Este é apenas um fragmento. Se você lê apenas uma única palavra de uma sentença, como pode julgar todo o livro?
Desta vez, as pessoas não podiam dizer muito, mas interiormente acreditavam que ele estava errado. Doze lindos cavalos tinham vindo... O velho tinha um único filho, que começou a treinar os cavalos selvagens. Apenas uma semana mais tarde, ele caiu de um cavalo e fraturou as pernas.
As pessoas se reuniram e, mais uma vez, julgaram. Elas disseram:
-Você tinha razão, novamente. Foi uma desgraça. Seu único filho perdeu o uso das pernas e na sua velhice ele seria seu único amparo. Agora você está mais pobre do que nunca.
-Vocês estão obcecados por julgamento, ponderou o velho. Não se adiantem tanto. Digam apenas que meu filho fraturou as pernas. Ninguém sabe se isso é uma desgraça ou uma benção. A vida vem em fragmentos, mais que isso nunca é dado.
Aconteceu que, depois de algumas semanas, o país entrou em guerra e todos os jovens da aldeia foram forçados a se alistar. Somente o filho do velho foi deixado para trás, pois recuperava-se das fraturas. A cidade inteira estava chorando, lamentando-se, porque aquela era uma luta perdida e sabiam que a maior parte dos jovens jamais voltaria. Elas vieram até o velho e disseram:
-Você tinha razão, velho - aquilo se revelou uma benção. Seu filho pode estar aleijado, mas ainda está com você. Nossos filhos foram-se para sempre.
-Vocês continuam julgando, retrucou o velho. Digam apenas que seus filhos foram forçados a entrar para o exército e que meu filho não foi. Ninguém sabe se isso é uma benção ou uma desgraça.
Quem julga fica obcecado com fragmentos, pula para as conclusões a partir de coisas pequenas, deixa de crescer.Julgamento significa um estado mental estagnado.
Observe sua vida fluindo!
Atenha-se somente aos fatos.

Evite os julgamentos.

Diário de Segunda-feira 27/01/2014



Segunda-feira, 27 de janeiro de 2014.


"Amas a vida? Então não desperdices o tempo. Porque desse material é que a vida é feita." (Benjamin Franklin)



EVANGELHO DE HOJE
Mc 3,22-30

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo, 22os mestres da Lei, que tinham vindo de Jerusalém, diziam que ele estava possuído por Beelzebul, e que pelo príncipe dos demônios ele expulsava os demônios.
23Então Jesus os chamou e falou-lhes em parábolas: “Como é que Satanás pode expulsar a Satanás? 24Se um reino se divide contra si mesmo ele não poderá manter-se. 25Se uma família se divide contra si mesma, ela não poderá manter-se. 26Assim, se Satanás se levanta contra si mesmo e se divide, não poderá sobreviver, mas será destruído. 27Ninguém pode entrar na casa de um homem forte para roubar seus bens, sem antes o amarrar. Só depois poderá saquear sua casa.
28Em verdade vos digo: tudo será perdoado aos homens, tanto os pecados, como qualquer blasfêmia que tiverem dito. 29Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo, nunca será perdoado, mas será culpado de um pecado eterno”. 30Jesus falou isso, porque diziam: “Ele está possuído por um espírito mau”


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.







MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz



O Evangelho narra aquela acusação terrível dos mestres da Lei, dizendo que Jesus agia pela força de Belzebu, o príncipe dos demônios.
O povo judeu atribuía ao demônio as doenças físicas ou psíquicas e diversos outros males. De fato, a força do mal que age no mundo está na origem dos males e misérias, mas nem sempre é a sua causa direta.
As autoridades religiosas andavam preocupadas, porque o povo estava
deixando-as de lado e seguindo a Jesus. Isso devido aos contra testemunhos que elas davam.
Os dirigentes religiosos apenas repetiam tradições antigas, e criavam um emaranhado de leis, cada vez mais complexas, que só os peritos podiam interpretar.
E a Palavra de Deus, assim como a justiça e a fraternidade, ficavam esquecidas.
Jesus, ao contrário, falava com clareza e dava exemplo com a própria vida,
daquilo que falava. Ele libertava as pessoas de todos os males que tinham, do corpo, da alma e do espírito. Por isso, o povo se entusiasmava com ele e chamava a sua mensagem e gestos de Boa Nova.
As autoridades religiosas ficavam com inveja e ao mesmo tempo com preocupação, pois se continuasse assim, a religião deles iria acabar.
Procuravam então desmoralizar Jesus diante do povo e desacreditá-lo. Mas, e os milagres que Jesus fazia, como explicar? Foi aí que tiveram a idéia de atribuir os milagres a Belzebu, o chefe dos demônios.
Entretanto, quando Jesus expulsa um demônio, por si desmente a afirmação deles. Saída que tiveram: Jesus age por Belzebu, o chefe dos demônios. É o próprio chefe dos demônios que expulsa os seus súditos.
Belzebu era o nome de um ídolo antigo dos pagãos. O povo havia tomado este nome para designar o chefe dos demônios.
Jesus explica, através de uma comparação, que o argumento das autoridades era furado: Um reino divido contra si mesmo logo acaba. Uma família dividida se acaba.
E Jesus apresenta o motivo verdadeiro por que ele expulsa demônios: “Ninguém pode entrar na casa de um homem forte para roubar seus bens, sem antes o amarrar”.
A casa é o possesso. O homem forte que toma conta da casa é o demônio. O que entra é Jesus. Portanto, Jesus é mais forte que todos os demônios, inclusive Belzebu.
Com esse argumento, Jesus prova duas coisas. Primeira: Que não pelo poder do demônio que ele age. Segunda: Que ele é mais forte que todos os demônios.
É mais um convite àquelas autoridades a quebrarem as resistências e seguirem a Jesus.
Jesus ama os seus inimigos.
Um dia Jesus falou: “Quem não recolhe comigo, espalha”. Quer dizer, ninguém consegue ficar neutro em relação a Jesus.
Blasfemar contra o Espírito Santo é atribuir ao demônio uma obra que é do Espere Santo, e fazer isso por maldade, sabendo que é obra de Deus. Na prática, não é Deus que recuas a pessoa, mas a pessoa que o recusa e procura destruir as obras de Deus.
Conta-se que S. Geraldo Magela um dia foi caluniado por uma moça da paróquia onde ele trabalhava. Ela procurou Santo Afonso, o superior, e disse que havia transado com o Irmão Magela.
Santo Afonso ficou surpreso, pois Magela era tido como um santo. Chamou-o, deu-lhe uma enorme bronca e determinou: Um mês de retiro, a pão e água, sem falar nada com ninguém.
Magela inclinou a cabeça, em sinal de submissão, e iniciou a penitência.
Dias depois, a moça percebeu que o irmão estava ficando fraco e abatido. Sentiu dó dele, procurou novamente Santo Afonso e contou que aquilo fora uma invenção dela e que nada havia acontecido entre os dois.
O superior então chamou Magela e perguntou por que ele lhe disse que aquilo não era verdade. Ele respondeu: "Está escrito no nosso regulamento que o súdito não deve justificar-se quando recebe uma repreensão do superior!"
No fundo, S. Geraldo deve ter ficado contente, pois assim participou um pouquinho das humilhações e calúnias que Jesus sofreu.
"Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Felizes sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque é grande a vossa  recompensa nos céus" (Mt 5,10-12).
Jesus amava os seus inimigos.
Maria Santíssima, que teve o coração transpassado por uma espada de dor, nos ajude a enfrentar bem as perseguições e calúnias e a amar os nossos inimigos.





MOTIVAÇÃO NO TRABALHO

A autoridade do líder



Qual será a verdadeira autoridade de um líder? De onde deve vir o seu poder? O que deve fazer um verdadeiro líder? Para bem responder a essas perguntas, basta vermos a etimologia (origem da palavra) autoridade.
A palavra autoridade deriva do latim auctoritas, que vem por sua vez de auctor, derivado de augere, que significa fazer crescer.
Assim, o líder, e quem deseja ser líder, deve se lembrar que seu principal papel é fazer seus liderados crescerem, se desenvolverem, descobrirem sua total potencialidade. Daí vem sua autoridade.
É por isso que a imagem de líder é sempre comparada a de um maestro de uma orquestra. Lembre-se que ele, na orquestra, não toca instrumento algum. A sua autoridade  está em conseguir com que cada músico dê o máximo de si para que o concerto seja espetacular, ou seja, um espetáculo completo. Para isso ele ensina antes, ensaia muito, treina incessante e individualmente cada músico (e ainda mais o conjunto de sua orquestra). Ninguém pode falhar. Ninguém pode atravessar. Ninguém pode dar menos do que pode dar. É por isso que o maestro mais famoso é aquele que consegue tirar da sua orquestra sons inusitados e perfeitos. Dizemos mesmo que aquela orquestra cresce nas mãos daquele maestro.
O interessante desta comparação é lembrar que um maestro não pode ir até o palco, tirar o instrumento de um músico e tocar por ele durante um concerto. Ele tem que se desafiar para fazer com que aquele músico toque bem. Ou consegue isso ou substitui o músico, mas ele, maestro, não pode fazer o papel do músico. E não há como tirar um músico durante o concerto. Ele pode fazer isso antes, mas não durante. Sem aquele músico, aquela partitura não poderá ser executada e o maestro e o músico sabem disso. A autoridade do maestro é, portanto, limitada. Ele tem que fazer aquele músico crescer. Assim tem que haver uma cumplicidade e uma parceria de lealdade entre o líder e o liderado.  Veja que o mesmo ocorre (ou deveria ocorrer) na vida e na empresa. A autoridade de um pai está em fazer seu filho crescer e se desenvolver com valores e princípios elevados, assim como um chefe, diretor, gerente, supervisor, encarregado tem sua autoridade em fazer seus liderados e subordinados crescerem em suas atividades e profissões em benefício dos clientes. Essa é a autoridade: fazer crescer!
Pense nisso. Sucesso!

Prof. Luiz Marins






MOMENTO DE REFLEXÃO


Um velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo de água e bebesse.
- Perguntou ao jovem: Qual é o gosto?
- Ruim - disse o jovem.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago.
Então o velho disse:
- Beba um pouco dessa água.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
- Qual é o gosto?
- Bom! Muito bom, disse o jovem.
- Você sente o gosto do sal? - perguntou o Mestre.
- Não disse o jovem.
O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:

- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta: dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras: é deixar de ser copo, para tornar-se um lago.

Diário de Domingo 26/01/2014



Domingo, 26 de janeiro de 2014.


“Os infelizes são ingratos; isso faz parte da infelicidade deles.” (Victor Hugo)



EVANGELHO DE HOJE
Mt 4,12-23

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!


12Ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a Galileia. 13Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia, 14no território de Zabulon e Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 15“Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galileia dos pagãos! 13O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz, e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz”. 17Daí em diante Jesus começou a pregar dizendo: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”.
18Quando Jesus andava à beira do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam lançando a rede ao mar, pois eram pescadores. 19Jesus disse a eles: “Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens”. 20Eles imediatamente deixaram as redes e o seguiram.
21Caminhando um pouco mais, Jesus viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João. Estavam na barca com seu pai Zebedeu consertando as redes. Jesus os chamou. 22Eles imediatamente deixaram a barca e o pai, e o seguiram. 23Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo.


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.







MEDITANDO O EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz



O Evangelho começa com a profecia de Isaías, resumindo a atividade do Messias: “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz”.
De fato, Jesus veio como luz para nos mostrar o caminho da felicidade e da vida. Se acolhermos essa luz, ela nos levará ao Reino de Deus. Mas para isso precisamos da conversão, da mudança da nossa vida, seguindo a Cristo e não o caminho do pecado.
E Jesus parte logo para chamar os Apóstolos, que serão os portadores da luz que é Cristo. E Deus continua chamando portadores da luz, para que ela chega aos confins da terra.
Jesus mesmo dava o exemplo, andando por toda parte pregando o Evangelho, curando os doentes e ajudando as pessoas a serem felizes.
Como é importante ser portador da luz que é Cristo, levando-o a todos e a todas que pudermos!
O povo que andava nas trevas viu uma grande luz.
Diz a lenda que havia milhões de estrelinhas no céu. Elas eram de todas as cores: Brancas, prateadas, verdes, douradas, vermelhas, azuis... Todas bonitas e alegres.
Um dia, um grupo delas procurou o anjo chefe e pediu licença para visitar a terra. Elas eram curiosas e queriam saber como que era a vida dos homens e mulheres aqui na terra.
Ganharam a licença e vieram. Então, naquela noite, houve uma linda chuva de estrelas descendo na terra.
Algumas se aninharam nas torres das igrejas, outras foram brincar de correr com os vaga-lumes, outras misturaram-se aos brinquedos das crianças... foi uma festa. A terra ficou maravilhosamente iluminada.
Mas as estrelinhas ficaram muito tristes ao ver a miséria, a violência, as injustiças e tantas maldades na terra.
Depois de um tempo, voltaram para o céu. A terra voltou a ficar escura e sem cores no firmamento.
Mas lá no céu elas foram conferir e perceberam que faltava uma. Era a estrela verde. Será que ela se perdeu no caminho?
Duas delas voltaram para procurar a estrelinha verde.
Quando chegaram à terra, viram que ela estava toda iluminada de estrelinhas verdes. A estrelinha havia se multiplicado e em cada coração humano havia uma estrelinha verde brilhando.
A estrelinha verde contou para as duas que ficou com dó dos homens e mulheres, porque estavam muito desanimados, e resolveu ficar mais um pouco na terra, a fim de ajudá-los.
Verde é a cor da esperança. Nós também queremos a estrelinha da esperança, a fim de nos levantarmos e, com muita alegria, espalhar a luz que é Jesus.
O povo que andava nas trevas viu uma grande luz.
Peçamos a Maria Santíssima, a Mãe da esperança, que nos ajude a acolher o apelo do seu Filho: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”.






VÍDEOS DA SEMANA



Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3:16).








MOMENTO DE REFLEXÃO


Para vencer nos dias de hoje, muitas vezes é preciso ter a coragem de ir contra a corrente. Até o Papa disse isso.
É claro que não estou pregando a rebeldia inconsequente, a revolta sem fundamentos. O que quero dizer é que é preciso não se deixar levar por opiniões alheias difundidas com insistência pela mídia, amigos ou grupos sem ter uma consciência crítica e pensar se realmente concordamos com essas opiniões.
Ir contra a corrente é ser honesto num mundo onde tudo parece cheirar desonestidade e corrupção. Ser ético e verdadeiro.
Ir contra a corrente é ser alguém que ajuda seus colegas de trabalho, participa, se envolve e se compromete com o sucesso dos clientes, dos fornecedores, enfim, da empresa em que trabalha. É ser um empresário ou chefe que respeita as pessoas e os trata como verdadeiros seres humanos, dá exemplo de lealdade e justiça.
Ir contra a corrente hoje é estudar com seriedade, ler bons livros, ter disciplina para frequentar um bom curso para aprender e não só para ter um diploma.
Ir contra a corrente é se preparar antes do casamento e depois ter uma família bem estruturada onde pai, mãe, filhos e parentes se reúnem, conversam, alimentam um amor desinteressado.
Ir contra a corrente é ser polido e educado; ser humilde e respeitoso; emprestar e devolver; cumprir seus deveres.
Ir contra a corrente é ter uma religião e participar dela buscando todos os dias corrigir seus defeitos, fazer o bem aos outros, ajudar os mais pobres, ter fé, esperança e caridade e lutar para aumentar essas virtudes em você mesmo, nas outras pessoas e no mundo.
Hoje ir contra a corrente é ter a coragem de enfrentar a realidade da vida, por mais dura e difícil que seja, sem se entregar ao uso de drogas que tiram você da realidade concreta, comprometem o seu futuro e da sociedade.
Tenho a impressão clara de que no mundo de hoje é preciso ter muita coragem para ir contra a corrente que nos quer levar onde não queremos ir e fazer o que sabemos que é errado. Não se deixe levar pela corrente. Seja você o timoneiro de sua vida. Tenha a coragem de ir contra a corrente e pensar e agir por você mesmo.
Pense nisso. Sucesso!


Professor Luiz Marins

Diário de Sábado 25/01/2014



Sábado, 25 de janeiro de 2014.
Conversão de São Paulo


“Quando não der pra segurar, deixe fugir. Nada obrigado faz a gente feliz.”



EVANGELHO DE HOJE
Mc 16,15-18

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!




Naquele tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos, 15e disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! 16Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. 17Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; 18se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados”.


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.







MEDITANDO O EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz



Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho.
Hoje nós celebramos com alegria a festa da Conversão de S. Paulo apóstolo. Ele nasceu em Tarso, na Cilícia, que pertence à atual Turquia. Na primeira Leitura da Missa de hoje, o próprio Paulo narra a sua conversão:
“Eu sou judeu, nascido na Cilícia, mas fui criado aqui nesta cidade de Jerusalém. Como discípulo de Gamaliel, fui instruído em todo o rigor da Lei de nossos antepassados, tornando-me zeloso da causa de Deus”. Persegui até a morte aqueles que seguiam este Caminho, prendendo homens e mulheres.
Disso são minhas testemunhas o Sumo Sacerdote e todo o conselho dos anciãos. Eles deram-me cartas de recomendação... Fui para Damasco, a fim de prender todos (os cristãos) que encontrasse e trazê-los para Jerusalém, a fim de serem castigados.
Ora, aconteceu que na viagem, de repente uma grande luz que vinha do céu brilhou ao redor de mim. Caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: ‘Saulo, Saulo, por que me persegues?’ Eu perguntei: ‘Quem és tudo, Senhor?’ Ele me respondeu: ‘Eu sou Jesus, o Nazareno, a quem tu estás perseguindo’. Então perguntei: ‘Que devo fazer, Senhor?’ O Senhor me respondeu: ‘Levanta-te e vai para Damasco. Ali te explicarão tudo o que deves fazer’.
Como eu não podia enxergar, por causa do brilho daquela luz, cheguei a Damasco guiado pela mão dos meus companheiros. Um certo Ananias veio encontrar-me e disse: ‘Saulo, meu irmão, recupera a vista!’ No mesmo instante recuperei a vista e pude vê-lo. Ele então me disse: ‘O Deus de nossos antepassados escolheu-te para conheceres a sua vontade, veres o Justo e ouvires a sua própria voz. Porque tu será a sua testemunha diante de todos os homens. E agora, o que estás esperando? Levanta-te, recebe o batismo e purifica-te dos teus pecados, invocando o nome dele”.
Daí par frente, tudo o que Paulo fez partiu dessa experiência de ser amado por Jesus. Ele disse: “Eu vivo, mas não eu: é Cristo que vive em mim” (Gal 2,20). Ele tinha convicção de que Cristo morreu por amor a ele. Portanto a sua fé era uma experiência de amor.
Paulo era um homem forte e combativo, que soube manejar a espada da palavra. “Apesar de ter sofrido maus tratos e ultrajes em Filipos... o nosso Deus nos deu coragem e segurança para vos anunciar o seu Evangelho... Aliás, sabeis muito bem que nunca bajulamos ninguém, nem fomos movidos por alguma ambição disfarçada” (1Ts 2,2.5).
Para ele, a verdade era por demais grande e sagrada, e não a sacrificava por nada. A verdade que ele descobriu no encontro com o Ressuscitado merecia, por ela, toda luta, toda perseguição, todo sofrimento. Mas o que mais o motivava era a certeza de ser amado por Jesus.
S. Paulo era um homem livre. Para ele, o que vale é o amor. “Ama, e faze o que queres” (Santo Agostinho). Quem ama a Cristo como Paulo amava, pode realmente fazer o que quiser, porque o amor liga a nossa vontade à vontade de Cristo.
No caminho de Damasco, Cristo fala a Paulo: “Por que me persegues?” Jesus se identifica com a Igreja. Ele se tornou carne, e a Igreja continua sendo a sua carne. A partir dessa experiência, Paulo vê a Igreja como Corpo de Cristo. Servir à Igreja é servir a Cristo.
Veja o que Paulo disse sobre o testemunho: “Não te envergonhes de testemunhar a favor de Nosso Senhor Jesus Cristo... pois Deus nos chamou com uma vocação santa, não em atenção às nossas obras, mas por causa do plano salvífico e da sua graça, que nos foi dada no Cristo Jesus” (2Tm 1,8-9).
Paulo era um homem coerente com as suas idéias. Instruído por seu professor Gamaliel, ele achava que o cristianismo era um mal. Por isso o perseguiu. E como não sabia fazer nada mais ou menos, perseguiu a Igreja de corpo e alma. Quando, iluminado por Cristo, percebeu que o cristianismo era um bem, dedicou-se, também de corpo e alma, a esta nova religião. O mundo precisa de gente assim, que põe em prática as suas convicções, sejam elas quais forem. Há pessoas que acreditam em um caminho, mas seguem outro. A esses Cristo quer “vomitá-los de sua boca”.
Havia, certa vez, um rapaz q estava levando vida errada. O pai lhe dava conselhos, mas pouco adiantava. Um dia, o pai conseguiu convencê-lo a ir conversar com o avô, que era um homem sensato, carregado de experiência e sabedoria e muito respeitado pelo neto. O moço obedeceu e foi.
O pai telefonou ao seu pai, pedindo que desse uns conselhos para o neto. Quando ele chegou, os avós o receberam muito bem, depois o avô o convidou para ir ao fundo do quintal. Lá havia dois cães amarrados. Um era super bravo e o outro era amigo, e até gostava de ser acariciado. O avô então disse: “Como você vê, um desses cachorros é mau e o outro é bom. Qual dos dois vencerá? O rapaz, sem entender direito a pergunta, arriscou: “Acho que é o manso, não é?” O avô, que já esperava a resposta, discordou e justificou. Ele disse: “Não, meu filho. Vencerá aquele que for melhor alimentado.”
A partir da comparação, o avô falou sobre os diversos alimentos, intelectuais, morais e religiosos. Precisamos recebê-los, se quisermos ter um futuro feliz.
A conversão de S. Paulo foi instantânea, porque foi uma graça especial de Deus. Mas a nossa conversão não é assim. Ela é lenta e vai depender dos alimentos que dermos para o “homem velho” e o “homem novo” que está dentro de nós.
“Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou seu Filho, nascido de uma mulher... e assim todos nós recebemos a dignidade de filhos de Deus” (Gal 4,4-5). Era assim que Paulo via o papel da Virgem Maria no plano da salvação. Que ela e ele nos ajudem a amar muito a Cristo e a ser suas testemunhas.
Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho.



CASA, LAR E FAMÍLIA


GUIA DA HORTA DOMÉSTICA


A produção de hortaliças em casa é fácil, basta ter espaço no quintal, ou até mesmo caixotes e vasos, para moradores de grandes cidades, algumas ferramentas e boa vontade.
Ao planejar uma horta devemos ter os conhecimentos de alguns passos importantes:

a. Área - é necessário um terreno de 6 a 10 m2 para satisfazer as necessidades de verduras e legumes de uma pessoa (sem contar os passadouros), água perto e suficiente, alguma insolação (sabendo que hortaliças folhosas: salsa, cebolinha, coentro e alface toleram sombreamento, já as raízes: cenoura e nabo, bulbos: alho e cebola e frutas: tomate, vagem e quiabo exigem um bom nível de insolação), abrigo de vento, solo agricultável (bem drenado) e ser cercado.
Exemplo de instalação de um canteiro:

           
             
           
b. Adubação - o uso de adubo orgânico deve ser de 20-30 litros por m2.

No segundo cultivo, a dosagem poderá ser reduzida pela metade. A partir do terceiro, já poderá ser possível, em princípio, conservar a produtividade mantendo a permanente cobertura com palha ou composto de cobertura. A necessidade de material para cobertura será de 0,3 a 7 cm por 10 m2 de canteiro.


c. Irrigação - como regra geral podemos admitir que as hortaliças folhosas devem receber irrigação abundante, porém não exagerada e as raízes suportam e até se beneficiam de baixos níveis de irrigação.
O período de irrigação deve ser pela manhã e à tarde. Se necessário usar microaspersores.

d. Cultivo - deve começar pela verificação se as sementes das hortaliças estão adequadas à época do ano para o plantio e se estão dentro do prazo de validade. Escolher espécies e  variedades  que crescem  de  maneira  vigorosa, sem necessitarem de defensivos; que tenham ciclo  cultural  curto,  permitindo  um  maior  número    de   colheitas; que tenham porte relativamente pequeno e apresentem resistência às pestes em geral. Promover um esquema de rotação de sistema de produção, utilizando espécies diferentes das anteriores, visando quebrar a continuidade de infestação por pragas e doenças.
 

e. Hortaliças que não podem faltar:
Agrião-da-terra - indispensável por seu valor alimentar e medicinal, passa despercebida na maioria das vezes.
Alface - apesar de ser pobre em fibras, associa-se muito bem a diversas hortaliças.
Alho - apesar de ser de ciclo longo, possui notável efeito repelente, associa-se a diferentes espécies e mostra importantes propriedades medicinais.
Beterraba - compõe com o alho e a alface uma associação bastante eficiente.
Brócolis - substitui com vantagens a couve-flor (é mais rico em vitamina A)
Cenoura - muito rica em vitamina A, não poderá faltar em nenhuma horta caseira.
Cheiro-verde - é o famoso trio cebolinha, coentro e salsa. São intensamente consumidos e se aclimatam bem em todos os quadrantes do país.
Chuchu - só poderá estar presente na horta caseira se puder ser conduzido sobre muros, cercas ou árvores.
Chicória - menos preferida por ser um pouco mais fibrosa, o que é uma vantagem do ponto de vista nutricional.
Couve - combina bem com outras espécies, desde que plantada esparsamente para evitar o eventual sombreamento indesejável das espécies as quais estiver associada.
Couve-flor: é uma das hortaliças mais ricas do ponto de vista nutricional.
Cará-moela - extraordinário valor alimentar e elevada produção, precisa ser reabilitado nas nossas hortas. Deve ser plantado próximo de árvores, muros e cercas.
Feijão-vagem - na horta caseira sempre deverá haver um canteiro espaldeirado com feijão-vagem
Mostarda - folhosa de sabor picante.
Nabo - excepcionais propriedades alimentares e medicinais. Rico em sais minerais e vitaminas. Comido cru ou cozido, tem enorme efeito auxiliar para cura da hiperacidez estomacal e do sangue, descalcificação, anemia e excesso de colesterol. Sendo diurético, ajuda a eliminar cálculos renais e da vesícula.
Pimentão - rico em vitaminas A e C. Quatro ou cinco plantas são suficientes para cada família.
Quiabo - é uma das "preferências nacionais". Muito rústico e produtivo no período quente, no inverno é constantemente atacado pelo míldio. Quando podado, rebrota no verão seguinte.
Rabanete - possibilita em 30 dias acabar com a carência de sais minerais e vitaminas quando associada a algumas hortaliças como: cebolinha, couve, beterraba, etc. Além disso possui princípio antibiótico que protege o intestino das bactérias nocivas, sem afetar as benéficas.
Rúcula - igualmente ao rabanete, possui grande precocidade e valor alimentar.
Tomate – é uma das hortaliças mais populares, e consumida em maiores quantidades; é contudo, bastante susceptível a pragas e doenças.
f. Hortaliças facultativas:
Sempre que o espaço permitir, poderá ser considerado o cultivo de:

Aboboreira - de grande valor alimentar, fornece-nos frutos e brotos.
Agrião-d'água - é depurativo, antianêmico e espectorante, necessita de que o solo seja mantido bem úmido.
Batata-doce - produz raízes relativamente pobres em vitaminas e sais minerais.
Berinjela - é tida como diurética e desacidificante do sangue e constitui-se ótimo dentifrício e anti-séptico bucal que auxilia na cura da piorréia.
Cará - do ponto de vista alimentar, é tão valioso como é o inhame.
Cebola - muito importante pelo elevado valor medicinal.
Espinafre - apesar da fama de excelente fortificante, possui alto teor de ácido onálico, o que torna conveniente seu consumo moderado, não mais que uma vez por semana. Ele poderá provocar a formação de onalato de cálcio, causando cálculos renais e bursite, principalmente no organismo das pessoas que comem muita carne.
Inhame - muito rico em amido, proteínas e vitaminas. Poderoso depurativo do sangue.
Pepino - é considerado excelente diurético. Pode-se tentar o consórcio com o feijão-vagem, pois ambos necessitam de espaldeiramento.
Maxixe - justifica-se seu cultivo por ser extremamente rústico.
Mandioca - a raiz praticamente só contém amido, é mais seguro considerar as preferências regionais dos agricultores tradicionais.
Repolho - na medicina natural, chega a ser considerado uma erva medicinal, tal a sua utilidade em cataplasma na cura de abscessos, nevralgias, erisipelas, etc. É ainda alcalinizante e antianêmico pelo alto teor de sais minerais e vitaminas.
Taioba - muito saborosa e rústica, mas com alto conteúdo de ácido oxálico. Seu consumo requer os mesmos cuidados que para o espinafre.

g. Colheita - O reconhecimento do ponto de colheita é feita pela idade da planta, pelo desenvolvimento das folhas, hastes, frutos, raízes ou outras partes que serão consumidas, ou pelo secamento e amarelecimento das folhas.

De modo geral, as hortaliças folhosas e de hastes são colhidas quando estão tenras, as de flores quando os botões estão fechados, as de frutos quando as sementes não estão totalmente formadas e as raízes e bulbos quando estão completamente desenvolvidas.
Procure sempre saber o valor nutritivo dos alimentos e faça sempre uma alimentação bem balanceada. Seja vivo com a sua saúde. Condições adequadas para se preservar a saúde do ser humano devem existir em todos os lugares.
 


Fonte: http://www2.ufla.br/~wrmaluf/bth054/bth054.html 





MOMENTO DE REFLEXÃO


Rudolf Steiner, pai da Antroposofia, disse que:
"As borboletas são flores que se desprenderam da terra... E que as flores são borboletas que a terra apreendeu..."
Seja como for, se as flores marcam a primavera, as borboletas são seu símbolo maior.
São quatro fases da mesma vida: ovo, lagarta, crisálida e borboleta.
Enquanto ovo, é princípio vivo, puro. Representa a potencialidade do ser, guardada dentro de um invólucro de heranças parentais.- É fundamental para desenvolver a solidez das bases estruturais do indivíduo. Mas num determinado momento, torna-se necessário romper com essa capa de proteção, para caminhar sobre as próprias pernas.
A lagarta tem o aprendizado da terra, do rastejar, das coisas que se processam lentamente. -Simboliza os cuidados com o mundo físico, com os aspectos materiais que compõem a existência cotidiana. Pode ser o lado pesado da vida.
A crisálida é o encapsular para gestar. - É como se retornasse ao estágio do ovo, mas só que por escolha pessoal. É criar um casulo para si mesmo, como forma de conectar-se com seus sentimentos, sua interioridade e seus próprios desejos.
E, finalmente, as asas libertam a borboleta! - Mas, para se chegar à borboleta, é preciso superar o conforto e a comodidade do “já conhecido”... É preciso deixar morrer o velho e partir ao encontro das possibilidades em aberto, sem certezas, sem garantias.
A borboleta é a lição viva de que tudo é passageiro.
Assim também somos nós...
Uns vivem para sempre no ovo...
Outros jamais passam de lagarta...
E tem gente que vive gestando um sonho, um ideal, mas sem nada realizar...
Ainda existem aqueles que, com esforço, se libertam, ganham asas e voam leves! Pousam aqui e ali, no colorido das flores, e só de existir fazem a vida mais bela!
Identifique em que fase você está e observe como fazer para processar a sua metamorfose.
Viver é cumprir fase por fase. Desapegar-se do antigo e entregar-se ao novo até ser capaz de voar.
Desperte e tente uma nova forma! Deixe acontecer em você esse misterioso processo de se abrir para florescer!
Deixe aparecer suas asas, suas melhores cores, seu vôo!


Ana Ester Nogueira