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LITURGIA DIÁRIA

LITURGIA DIÁRIA - REFLEXÕES E COMENTÁRIOS

Diário de Terça-feira 27/11/2012





Terça-feira, 27 de novembro de 2012


“O trabalho irá esperar, enquanto você mostra às crianças o arco-íris, mas o arco-íris não espera enquanto você está trabalhando” (Patricia Clifford).



EVANGELHO DE HOJE
Lc 21,5-11


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo, 5algumas pessoas comentavam a respeito do Templo que era enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas. Jesus disse: 6“Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído”. 7Mas eles perguntaram: “Mestre, quando acontecerá isto? E qual vai ser o sinal de que estas coisas estão para acontecer?” 8Jesus respondeu: “Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ E ainda: ‘O tempo está próximo’. Não sigais essa gente! 9Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim”. 10E Jesus continuou: “Um povo se levantará contra outro povo, um país atacará outro país. 11Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em muitos lugares; acontecerão coisas pavorosas e grandes sinais serão vistos no céu”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.





MEDITANDO O EVANGELHO

Alexandre Soledade


Bom dia!
Quantas pessoas que conhecemos vivem uma visão apocalíptica da vida? Quantos parecem ter desistido de lutar em vida e passado a esperar o fim como salvação. Sim! Parece que seja esse o grande motivo de se desejar tanto o fim do mundo – um fruto amargo chamado insatisfação pessoal.
Estranhamente, vemos nessas pessoas, irmãos e irmãos de longa caminhada, a descrença quanto ao futuro em vista do seu ATUAL presente. Sei que é duro de falar nisso, mas todo aquele que se apega ao apocalipse esquece-se de viver a Páscoa. Como pode alguém convencer outro sobre a vida, a cura, de um milagre se no fundo deseja fugir?
Pensar no fim pode ser sim uma fuga da realidade. É querer como os apóstolos no monte Tabor, esquecer de voltar à realidade e ali montar suas tendas. É tentar “apressar” a volta de Jesus para enfim morar no paraíso. Todos queremos um dia sermos dignos do paraíso, mas creio que não é fugindo que o alcança.
Jeremias vivia exilado na Babilônia, Deus se fez revelar assim:
“(…) Sei muito bem do projeto que tenho em relação a vós — oráculo do SENHOR! É um projeto de felicidade, não de sofrimento: dar-vos um futuro, uma esperança! Quando me invocardes, ireis em frente, quando orardes a mim, eu vos ouvirei. Quando me procurardes, vós me encontrareis, quando me seguirdes de todo coração, eu me deixarei encontrar por vós — oráculo do SENHOR. Mudarei vosso destino, vou reunir-vos de todos as terras e lugares por onde vos dispersei — oráculo do SENHOR —, e trazer de volta para este lugar do qual vos exilei”. (Jeremias 29, 11-14)
Esse pensamento apocalíptico é tão evidente em algumas pessoas que até se dão ao luxo de escolher datas como 2000, 2012, 2023, (…) ou quando vêem doenças novas surgir a anunciar o fim dos tempos. Lembro recentemente da gripe suína, conheço gente que não saia de casa esperando o fim do mundo (hunf). Isso não é brincadeira e sim fanatismo religioso baseado na imaturidade pessoal.
Não vejo Deus preocupado em destruir aquilo que pacientemente edificou. Jesus nesse evangelho profetisa o que realmente veio acontecer com Jerusalém e fatalmente aconteceria a todas as nações que assim se comportassem. Se cada um de nós não levantar a bandeira de defesa do meio ambiente, com certeza, um dia teremos problemas, pois isso é um fato; se não levantarmos a bandeira da defesa das famílias, do emprego, da dignidade humana, (…) também teremos problemas, mas as nossas dificuldades atuais não podem nos impor um regime de medo e tão pouco o direito de amedrontar as pessoas.
Deus anda conosco e sempre andará. Atitudes mudadas no presente podem nos garantir um futuro melhor. Não nos exilemos ou nos encarceremos pelo medo. “(…) Pois Deus não nos deu um espírito de covardia, mas de força, de amor e de moderação”. (II Timóteo 1, 7)
Como nosso frei Alceu diz: “fuja desse povo que vê o fim do mundo toda hora”.
Um imenso abraço fraterno.






VIDA SAUDÁVEL


Alimentos que combatem a depressão


Alguns alimentos estimulam a síntese de serotonina, responsável pela sensação de bem-estar, e podem ajudar no controle do estresse e das emoções.
Inclua na sua dieta alimentos ricos em carboidratos (pão, arroz, macarrão), em acido fólico (brocoli, feijão, frutas cítricas), em minerais como potássio (vegetais de cores fortes), magnésio (abóbora, amendoim, tofu), selênio (noz e castanha-do-pará) e nas vitaminas C (mamão, frutas cítricas) e do complexo B (atum, frango, amendoim). Esses nutrientes estimulam a atividade cerebral e energizam a pessoa.
Também consuma leite e iogurte, que são fontes de uma substância chamada triptofano (aminoácido que estimula a fabricação de serotonina).
Controle o consumo de bebidas alcoólicas, cafeína e refrigerantes, alimentos gordurosos e chocolate.


Estresse é acumulativo?

Muitos sintomas como a dor de cabeça e doenças cardíacas podem ser causados pelo estresse.
Outras vezes, o estresse tem um papel prevalente ¿ no caso de alguns tipos de câncer, úlcera, colite, por exemplo. Muitas vezes acreditando que o problema é "apenas estresse", a pessoa não busca assistência médica para sua recuperação.
Inúmeros estudos científicos indicam que o nível de estresse e fatores relacionados ao estilo de vida da pessoa determinam 60% das doenças. Essa percentagem é alta, se considerarmos que 80% das visitas feitas a médicos são devido a sintomas decorrentes do estresse.
Sem dúvida, o estresse é cumulativo, sendo que o que mais afeta a qualidade de vida de uma pessoa são as pequenas pressões e frustrações do dia-a-dia. Às vezes, isoladamente, essas situações são quase insignificantes. No entanto, o acúmulo delas pode tornar a pessoa disfuncional.

Ana Maria Rossi/Isma-BR




MOMENTO DE REFLEXÃO


“O trabalho irá esperar, enquanto você mostra às crianças o arco-íris, mas o arco-íris não espera enquanto você está trabalhando” (Patricia Clifford).

Eu estava com pressa.
Passei correndo pela sala de jantar usando meu melhor vestido, concentrada em me preparar para um encontro de negócios noturno. Gillian, minha filha de quatro anos, estava dançando ao som de sua música favorita, Cool, do filme Amor, Sublime Amor.
Eu estava com pressa, à beira de chegar atrasada. No entanto, uma vozinha dentro de mim disse: "Pare".
Então parei. Olhei para ela. Aproximei-me, peguei sua mão e a rodopiei. Minha filha de sete anos, Caitlin, entrou em nossa órbita e eu também a peguei. Nós três dançamos alucinadamente pela sala de jantar até chegarmos à sala de estar. Ríamos. Rodopiávamos. Será que os vizinhos podiam ver a loucura pelas janelas?
Não tinha importância. A música chegou ao fim com um floreio dramático e nossa dança terminou com ela. Dei um tapinha em seus traseiros e mandei que fossem tomar banho.
Elas subiram as escadas, sem fôlego, seus risinhos ricocheteando pelas paredes. Voltei aos meus afazeres. Estava dobrada para a frente, enfiando papéis em uma pasta, quando ouvi a mais nova falar para a irmã:
- Caitlin, você não acha que a mamãe é a melhor de todas?
Congelei. Eu quase correra pela vida, perdendo aquele momento. Meu pensamento foi para os prêmios e os diplomas que cobriam as paredes do meu escritório. Nenhum prêmio, nenhuma realização que eu jamais alcançara, poderia se comparar a isso: "Você não acha que a mamãe é a melhor?"
Minha filha disse isso quando tinha quatro anos. Não espero que ela o diga com quatorze. Mas, aos quarenta, se ela se inclinar por cima daquela caixa de pinho para dizer adeus para o recipiente descartado da minha alma, quero que o diga.
"Mamãe não é a melhor?"
Não combina com meu currículo. Mas quero isso gravado na minha lápide.

(Gina Barrett Schlesinger)


DIÁRIO DE SEGUNDA-FEIRA 26/11/2012





Segunda-feira, 26 de novembro de 2012

‎"Uma alegria destrói cem tristezas"




EVANGELHO DE HOJE
Lc 21,1-4


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo, 1Jesus ergueu os olhos e viu pessoas ricas depositando ofertas no tesouro do Templo. 2Viu também uma pobre viúva que depositou duas pequenas moedas. 3Diante disso, ele disse: “Em verdade vos digo que essa pobre viúva ofertou mais do que todos. 4Pois todos eles depositaram, como oferta feita a Deus, aquilo que lhes sobrava. Mas a viúva, na sua pobreza, ofertou tudo quanto tinha para viver”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.







MEDITANDO O EVANGELHO

Fr. José Luís Queimado, CSsR.


DOAR-SE POR INTEIRO PARA DESTRUIR A EXPLORAÇÃO!

Esta passagem do Evangelho, ainda que não pareça, é muito complicada de ser entendida. Como vocês todos já sabem, caros leitores, os Evangelhos foram escritos muitos anos depois da morte e ressurreição de Jesus. Muitas falas de Jesus foram guardadas na memória do povo, que ainda recitava as palavras do Mestre. Porém, quando os redatores dos Evangelhos começaram a escrever, muitas palavras do Mestre foram adaptadas. Mesmo que não concordemos com essa afirmação, essa é a realidade. Basta olhar na diversidade que existe entre os quatro Evangelhos, escritos em tempos diferentes.
Depois dessa introdução, podemos analisar esse texto. Jesus admira a doação da viúva, que deposita tudo o que tem no cofre do templo. Entretanto, sabemos que havia muita exploração por parte daqueles que cuidavam das oferendas do templo. Além de pagar pesados tributos ao Império Romano (tanto quanto pagamos de imposto hoje), os pobres de Israel tinham de dar uma contribuição ao templo. A oferta ou o dízimo deveriam ser pagos sem falta; essa não é a ideia que temos de dízimo nos dias de hoje. Pelo menos não era para ser essa a ideia! E a situação de uma viúva era ainda pior, é isso que veremos adiante.
A viúva (em grego: χήρα - chéra) era um dos seres mais frágeis da sociedade israelita. Numa realidade machista, a mulher era dependente do homem, pois esse provia a casa dos bens necessários. A mulher deveria ser uma boa e obediente esposa. Quando o marido falecia, a mulher ficava totalmente desamparada, pois perdia todos os direitos que a vida matrimonial lhe oferecia. Assim também eram os órfãos e os estrangeiros. Por isso, a exploração da viúva seria um grande pecado.
Talvez o evangelista quisesse mostrar o quanto Jesus se preocupava com a doação total de seus discípulos, que não deveriam imitar aqueles ricos. O sonho do Mestre era que os seus seguidores pudessem levar a sua mensagem de amor a todos os cantos da Terra, e isso exigia grande abnegação, – assim como fez a viúva. Mas é certo que Jesus reprovava a exploração dos pobres que os dirigentes do templo faziam. E é claro que Jesus muitas vezes questionou e foi contra as irregularidades que aconteciam na casa de Deus.
Que nós, cristãos apaixonados por Jesus, possamos dar aquilo que nos é essencial. Entregar a Deus a nossa própria vida. E isso se faz de várias formas: lutando pelas causas sociais; resgatando os sofredores de suas mordaças; vivendo com alegria o presente de Deus, que é a nossa vida; e amando os seres humanos que fazem parte de nossa história. Ainda que a viúva não seja o exemplo a ser seguido pelos pobres, que já são suficientemente explorados, temos de beber de um significado alternativo da leitura de hoje: o missão de Jesus exige de nós muita abnegação! Doação total de nossos dons para a construção do Reino de Deus.

DOAR-SE POR INTEIRO PARA DESTRUIR A EXPLORAÇÃO!


E-mail: jlqueimado@ig.com.br






MOTIVAÇÃO NO TRABALHO


Max Gehringer responde

PALAVRA DA SEMANA: PERIPÉCIA – o sentido dessa palavra não é “malabarismo”. É “acontecimento inesperado ou imprevisto” ou “situação que muda de repente”. Logo, perder o emprego é uma peripécia. Encontrar outro é que é malabarismo.

Trabalho num setor cujo gerente ocupa o cargo há 18 anos. Ele é cordato, jamais levanta a voz e nunca se envolveu em polêmicas. Essas características lhe garantem o emprego, mas não o respeito dos outros gerentes e dos superiores – na verdade, ele é motivo de piadas constantes. Isso se reflete diretamente em nossa equipe. Somos mal pagos e mal reconhecidos. Como convencer nosso gerente a mudar de atitude? – D.O.

Entendo sua preocupação, mas por que seu gerente mudaria de atitude? Sendo como é, ele certamente não ambiciona ser diretor. O grande objetivo dele é continuar onde está. Portanto, a omissão na defesa dos subordinados não é apenas um traço de personalidade, é também uma estratégia de sobrevivência. Já convivi com vários profissionais assim e não conheço um só que, de repente, tenha decidido bater no peito e sair atirando. Minha sugestão é que vocês considerem mudar para outro setor ou para outra empresa, porque nenhum argumento será forte o suficiente para fazer seu gerente arriscar o cargo e o emprego.

Tenho 22 anos e me formei em Engenharia Química. Estou procurando emprego há oito meses, e não encontro. Já tentei de tudo e estou sem rumo. O que você me sugere? – Laísa

O que você certamente não esperaria que eu sugerisse. Comece um curso de Técnico de Laboratório. O principal motivo que dificulta o acesso de recém-formados ao mercado é o excesso de graduandos sem experiência prática, o que parece ser seu caso. Mas há escassez de técnicos no mercado. Logo, seria mais fácil você entrar numa empresa como estagiária, já a partir do 1o ano técnico, e depois ir conseguindo oportunidades internas de ascensão. O que a maioria dos jovens em sua situação faz é o contrário: eles partem para uma pós-graduação, um mestrado, uma viagem de intercâmbio no exterior. Tudo isso será muito útil no futuro, mas o curso técnico ajuda mais no presente.

Estou na mesma empresa há 11 anos. Uma das melhores características dela era o ambiente de trabalho, informal e divertido. De uns anos para cá, a administração mudou. Agora só se fala em bater metas cada vez mais mirabolantes. Não há mais elogios nem sorrisos. Só cobrança, o tempo todo. O que aconteceu com a valorização do ser humano? – Paulo G.

Esse é um modelo de gestão muito em moda. Ele põe o acionista acima de todas as coisas. A valorização do ser humano se dá quase exclusivamente pelo dinheiro (principalmente bônus por resultados). Vistas de fora, essas empresas são admiradas e citadas como exemplo. A pressão de fato é enorme, e quem passa por uma delas sempre sai achando que qualquer emprego será suportável e qualquer trabalho será fácil.

Minha empresa adotou um sistema de avaliação individual em que o chefe avalia o subordinado e vice-versa. Como posso avaliar meu chefe sem me prejudicar? – Sandra

Basta você não tentar sugerir como seu chefe poderia fazer melhor o trabalho dele. Você deve avaliá-lo na relação direta dele com você. Se ele está orientando bem o seu trabalho, se é acessível quando você tem dúvidas, se conversa com você sobre seu desempenho (o tal feedback) e se lhe dá indicações de seu futuro em curto e médio prazo. E só. Procure manter um tom positivo e falar apenas o indispensável.

Minha empresa contratou uma consultoria. Em minhas conversas com os consultores, fui sincera e apontei falhas em minha área. Por isso, um consultor me pediu para fazer uma apresentação sobre o que relatei. Meu gerente estará presente. Não sei por onde começar. – C.S.S.

Não comece. Você só tem a perder. Agradeça e recuse. O consultor está usando você como boi de piranha.

Fonte: Revista Época




MOMENTO DE REFLEXÃO

Uma alegria destrói cem tristezas.

- Você quer fazer o quê? - perguntei-lhe incredulamente, minha voz elevando-se ao tom agudo que alcança quando fico exasperada. - Diga isso de novo, por favor, acho que não o ouvi!
- Ah, você me ouviu, com certeza – Frank respondeu bruscamente, balançando os braços de maneira expressiva. - Quero fazer o meu velório agora, antes de morrer! Por que todo mundo, menos eu, deveria aproveitar?
Ele rastejou até a cozinha e eu podia ouvi-lo resmungando para si mesmo enquanto vasculhava a geladeira. Voltou logo depois para o deque onde eu havia ficado para assistir ao pôr-do-sol de setembro cobrir as Montanhas Blue Ridge. Terminou de mastigar um pêssego maduro e então a voz que nunca conseguia permanecer áspera por muito tempo quebrou o silêncio:
- Querida, eu quero fazer isto.
Segurei um nó na garganta e tentei não chorar. Estava com quarenta e quatro anos e a idéia de ficar viúva - de novo - era devastadora. Tão devastadora, na verdade, que a negação facilmente se tornara o manto que eu vestia todos os dias.
- Mas você está mais forte agora. Você disse isso! E as injeções, elas ajudam...
- Melva - ele tocou meu ombro como se estivesse implorando. - Vamos dar uma festa e vamos fazer direito. Podíamos disfarçá-la como uma festa de aniversário de casamento. É claro que todos os que me conhecem muito bem saberão.

Olhei dentro daqueles olhos castanhos brilhantes, sua faísca agora turvada pela dor, pelos remédios, pelo medo. Eu sabia o que os últimos anos haviam tirado dele.
Havíamos deixado de ser o casal dourado na pista de dança todos os fins de semana. Sim, nós ainda íamos, pois ele insistia, mas agora passávamos a maior parte da noite sentados conversando com amigos.
Seu jogo de golfe, antes marcado por aqueles impulsos poderosos e exatos e pelas tacadas precisas - ele costumava marcar quatro buracos com uma tacada - haviam decaído.
As horas agradáveis que ele costumava passar jardinando e cortando lenha haviam diminuído para alguns poucos e preciosos minutos que o deixavam abatido e exausto.
Entretanto, a disposição de espírito nunca o abandonou. Enquanto eu parecia lamentar constantemente as mudanças em nossa vida - em minha vida -, ele nunca reclamava.
Subitamente, percebi que meus medos e incertezas empalideciam em comparação ao que ele devia estar passando. As mudanças pelas quais havíamos passado pareciam minúsculas em relação ao câncer que grassava dentro de seu corpo, competindo com a diabetes pela chance de determinar seu destino.
Engolindo minha vergonha, peguei a sua mão.
- Tudo bem. Se você quer uma festa, teremos uma festa! Na manhã seguinte encomendei os 150 convites para nossa "festa de aniversário de casamento".
Dezenove de outubro de 1991 caiu num sábado à noite e alugamos o Frank's Shrine Club para o evento.
Quase todos os que convidamos vieram para partilhar a noite conosco. No meio da festa, Frank subiu ao palco com o microfone na mão para fazer uma gloriosa interpretação da balada It's Hard to Be Humble (É Difícil Ser Humilde).
Meu marido adorou ser o centro das atenções, e terminou sob os aplausos e as lágrimas de todos aqueles que o amavam. Então fez um pequeno discurso, agradecendo a todos por terem vindo e proclamou-se o homem mais sortudo do mundo! Com estas palavras, ele disse adeus.
E então valsamos. Frank começara a perder o equilíbrio e não mais se sentia à vontade dançando com outras mulheres. Mas naquela noite ele dançou com todas.
Mais tarde conversei com um de seus médicos enquanto dançávamos uma música lenta.
- Quanto tempo ele tem? - perguntei baixinho.
- É impossível prever isso, Melva, ele parece estar mais forte. - Quanto tempo? - perguntei novamente e não obtive resposta. Terminamos nossa dança e ele me levou de volta à mesa.
- Seis meses, talvez mais - ele finalmente me respondeu. - Obrigada - sussurrei.
O resto da noite passou como um sonho, com Frank mudando de um grupo para outro, conversando com todo mundo e deleitando-se com as várias histórias contadas às suas custas. Politicagem, como ele o chamou certa vez.
Quando a noite se aproximou do fim, ele ficou na porta para dar boa-noite a todos os convidados - de pé no começo, depois precisando sentar-se, mas sempre sorrindo.
Três meses e três dias depois, eu estava sentada tremendo no frio enquanto seus irmãos da maçonaria realizavam rituais maçônicos. Eu segurava fortemente a bandeira dobrada com capricho, enquanto os braços fortes de um amigo me levavam até a limusine que aguardava.
Cerca de um ano depois, fui almoçar com uma nova amiga. Ela falou do velório ao qual fora na noite anterior:
- Que linda forma de dizer adeus! - observou, obviamente desacostumada a tal evento.
Ouvi-a relatar a frivolidade e pensei em como era triste que o amado falecido tivesse perdido uma noite tão prazerosa. A culpa do "eu devia ter feito mais" e "por que eu não fui mais forte para ele", que eram minha mortalha, começaram a desaparecer. Minha mente voltou-se para a alegria de Frank em sua última festa.
- Então, você fez um velório para o Frank? - perguntou minha amiga.
- Ah, sim - respondi. - Foi uma festa maravilhosa e ele se divertiu como nunca!

(Melva Haggar Dye)




Diário de Domingo 25/11/2012





Domingo 25 de novembro de 2012

Dia de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.


“No meio de qualquer dificuldade encontra-se a oportunidade.” (Albert Einstein)




EVANGELHO DE HOJE
Jo 18,33-37


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João
— Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo, 33bPilatos chamou Jesus e perguntou-lhe: “Tu és o rei dos judeus?” 34Jesus respondeu: “Estás dizendo isto por ti mesmo ou outros te disseram isto de mim?” 35Pilatos falou: “Por acaso sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?”
36Jesus respondeu: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”.
37Pilatos disse a Jesus: “Então tu és rei?”
Jesus respondeu: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”.



- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.







MEDITANDO O EVANGELHO

J. Salviano Silva


Nos tempos de Jesus, havia dois grupos de pessoas que pensavam diametralmente o contrário um do outro a respeito da realeza de Jesus. O grupo daqueles que eram beneficiados pelo seu poder curativo e pelas suas palavras de sabedoria, queria coroá-lo rei dos judeus não só por isso, mais principalmente para que Ele expulsasse os invasores romanos daquele território.  
Já o grupo representado pelas  autoridades judaicas via em Jesus um subversivo, que pretendia tornar-se rei dos judeus, libertando o povo da opressão romana, portanto, um forte concorrente de Pilatos. Foi por isso que Jesus disse que o seu reino não desse mundo. Pilatos ao interrogar Jesus se ele era o rei dos Judeus, demonstra sua preocupação com um possível concorrente.
O reinado de Jesus não tem nada a ver  com os reinados desse mundo. Seu reinado é um reinado de serviço, e não de ser servido. Um exemplo disso é o fato do Rei Jesus ter lavado  e beijado humildemente os pés dos discípulos. 
O reinado ou governo de Jesus é um reinado de bondade, de paz, de amor fraterno, de caridade de justiça. É por isso que todos nós deveríamos fazer parte desse reino de Cristo, onde reina somente o amor e a verdade.
Cristo é quem deve governar a nossa vida. Dizemos "deve", porque  Ele não força, não nos obriga a aceitar o seu governo. Apenas nos convida, diariamente batendo à nossa porta querendo entrar na nossa vida.
Tem gente que não ouve, ou ignora e não deixa Jesus entrar em suas casas. E o que acontece?  O príncipe das trevas, o demônio, se aproxima ou encosta nessas, e  faz as propostas mais espetaculares, carregadinhas de muito prazer. Mais suas promessas não passam de mentiras e enganação.  Porque o demônio além de mentiroso,  ele vive tentando tirar os filhos escolhidos de Deus engajados na pastoral,  do seu caminho de salvação pessoal e comunitária, exatamente como o fez com o Rei Davi. Satanás o tentou a pecar contra o irmão e contra Deus, e tirá-lo do seu caminho. Cuidado. Isso pode acontecer hoje comigo ou com você.
Não feche a porta quando Jesus bate. Deixe Jesus entrar na sua casa, na sua vida, nos seus planos. Juntamente com isso, reze, medite a palavra, leia o  Catecismo da Igreja Católica, e pratique muita caridade, e comungue o máximo que puder. Isso tudo vai dificultar satanás de invadir a nossa vida. Mas fique de olho vivo, fica esperto, porque o demônio não vai lhe dar folga. Ele sabe que você é engajado(a)  na vida da Igreja, e assim serve a Deus. Por isso ele está de olho em você, esperando o menor deslize seu, esperando aquele momento de fraqueza, de carência, para dar o bote como uma serpente.
A palavra rei hoje em dia está fora de moda, desatualizada.  Mais o significado da palavra reinar, não está fora de moda.  Porque reinar é o mesmo que governar.   E Jesus, reina ou governa  não como os governos  e os poderosos desse mundo. Deus cuida de cada folha que cai, de cada fio de cabelo de nossa cabeça, de cada peixe que faz a piracema, subindo a cachoeira em saltos espetaculares para desovar na cabeceira do rio, pois perto da foz tem muitos predadores.
A piracema é um espetáculo incrível, que prova o governo de Deus sobre as maravilhas do Universo. Como pode um peixe (na verdade, "uma peixa") de um salto vencer a força das águas e subir a cachoeira e depois a corredeira acima?
Ele pode porque  Deus lhe deu esse poder, e continua cuidando dele, governando a sua existência.
Irmãos. Se Deus cuida o governa a natureza, os pássaros, os peixes, que dirá de nós? Mais para que Deus cuide de nós com mais força, precisamos deixar que Ele entre na nossa vida e permaneça conosco. Precisamos entregar a nossa vida a Deus para que Ele a administre. Precisamos deixar que Deus reine, ou governe a nossa vida  24 horas por dia até o nosso último suspiro.


http://reflexaoliturgiadiaria.blogspot.com/






MUNDO ANIMAL


Raça do cachorro revela personalidade do dono, diz estudo


Uma nova pesquisa da Universidade de Bath Spa, na Inglaterra, diz que traços de personalidade, como extroversão, amabilidade e estabilidade emocional, estão ligados à raças especificas de cachorros. Apresentado na Sociedade Britânica de Psicologia e feito com mil proprietários desses animais, o estudo sugere ainda que os donos escolhem bichos que refletem suas próprias características. “Os dados indicam que é possível prever a personalidade de uma pessoa baseando-se na raça de cão que ela tem”, explica o pesquisador Lance Workman, que liderou o trabalho.
De acordo com Workman, os donos, inconscientemente, se sentem atraídos pelos comportamentos que cada raça encarna. “Sem dúvida, a escolha é relacionada com o estilo de vida dos proprietários”, acrescenta o pesquisador britânico.
A universidade inglesa organizou os animais em sete grupos: cães farejadores (como o golden retrivier), cães de caça (galgos), cães de pastoreio (pastores-alemães), cães de terra (bull terrier Staffordshire), cães de companhia (chihuahua), cães utilitários (buldogues) e cães de guarda (dobermans). A partir dessa divisão, os pesquisadores classificaram os tipos de comportamentos humanos relacionados aos grupos de raças de cães.
Os dados do estudo ainda são preliminares, mas os pesquisadores já revelaram alguns cruzamentos de tipos de personalidade humanas com as raças caninas: Confira cinco deles:

Extrovertidos: pessoas expansivas costumam escolher cães de pastoreio e utilitários, como os buldogues, border-collies e pastores-alemães.

Amigáveis: quem tem alto grau sociabilidade gosta de cachorros farejadores e de companhia, como o golden retrivier, o cocker spaniel e o chihuahua.

Responsáveis: este tipo de pessoa costumar preferir cães de companhia, utilitários e farejadores, como o chihuahua, o buldogue e o golden retrivier.

Estáveis: individuos com mais equílibrio emocional escolhem cães de caça, como os galgos e os beagles.

Experimentadores: pessoas abertas a novas experiências preferem cães de companhia, como o chihuahua e o pequinês.




MOMENTO DE REFLEXÃO


Com a cabeça baixa, um exausto mas determinado rapaz repetia de novo e de novo para si mesmo:
- Você pode fazer isso! Você pode fazê-lo, você pode, você pode!

Essas palavras, ditas tanto como encorajamento quanto como confirmação, encontraram um coração atento. Sem falhar, elas levaram um pé na frente de outro, para o alto no ar e então para baixo - de novo e de novo e de novo.

O rapaz observava intensamente enquanto, um a um, seus tênis novos batiam no asfalto que passava lentamente debaixo dele. Era um tropel muito cansado. Olhando para cima, o jovem esfregou a testa e procurou por um vislumbre da linha de chegada.

"É em algum lugar lá na frente" - disse para si mesmo. Estava muito longe. Mesmo assim, Chris Burke estava decidido a alcançá-la.

Com grande esforço, ele também cruzou a linha de chegada. Quando chegou, fotógrafos e repórteres já haviam se reunido em volta do jovem que chegara em primeiro lugar.

As câmeras davam closes e espocavam flashes microfones se esticavam para a frente para captarem as palavras do vencedor. Com um sorriso que se abria de orelha a orelha, Chris triunfantemente saltou e ficou orgulhosamente ao lado do vencedor.

Passou os braços em volta do rapaz de sua própria idade - alguém que ele nunca havia encontrado antes desse dia. Radiante, Chris esperou pacientemente que o repórter completasse sua entrevista com o vitorioso - tão pacientemente quanto podia em um momento que lhe era tão emocionante.

Quando por fim o repórter virou-se para a câmera para suas observações finais, Chris instantaneamente deu um passo à frente e esticou a mão para receber um aperto de mão de congratulações.

- Nossa! - gritou Chris, incapaz de reprimir sua óbvia felicidade. - Só quero dizer como isso foi emocionante e como estou feliz de ter chegado em terceiro!

O repórter não teve saída a não ser responder ao carismático e entusiasmado atleta, querendo seu momento de reconhecimento.

- Sim, conte-nos a respeito - gaguejou de boa vontade o surpreso repórter.

- Uau! - disse Chris. - Obrigado por me entrevistar. Isso é ótimo! Simplesmente ótimo. Sim, eu apenas estou muito feliz por estar aqui. É uma honra. Claro que terminei em terceiro lugar. Terceiro lugar, que ótimo!

Ele não precisava de uma resposta para esta pergunta e não esperou por uma. Ao invés disso, virou seu rosto animado para que o mundo todo visse - isso foi em cadeia nacional - e, com mais alegria do que me lembro ter visto em alguém, disse:
- Obrigado a todos por compartilharem desse momento muito especial comigo. É hora de comemorar!

Dito isto, Chris se virou e correu para a fila para receber os abraços e os apertos de mão junto com o vencedor. Chris tinha quatorze anos na época. Isso foi nas Olimpíadas Especiais.

Só havia três corredores na corrida.

(Bettie B. Youngs Extraído de Gifts of the Heart)

Nota do editor: Para entender o significado moral da história de Chris, deve-se saber que ele tem síndrome de Down, uma condição causada por um defeito genético. Crianças com síndrome de Down possuem um cromossomo a mais, resultando em uma semelhança incomum na aparência, impedimentos no desenvolvimento e um limite de potencial. Como o QI chega no máximo a 75, as capacidades e as habilidades são severamente limitadas - ou assim se pensava. Quando Chris nasceu, em 1965, os médicos recomendavam que os pais de filhos com síndrome de Down colocassem seus filhos em sanatórios, a maioria dos quais fazia pouco mais do que oferecer cuidados físicos. Grande parte do mundo hoje em dia conhece Chris Burke não apenas através de sua inesquecível entrevista anos atrás, mas também como o carismático e talentoso ator da série de televisão “A Vida Continua”.




Diário de Sábado 24/11/2012





Sábado 24 de novembro de 2012


“A vida não é uma questão de marcos, mas de momentos.” (Rose Kennedy)



EVANGELHO DE HOJE
Lc 20,27-40


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo, 27aproximaram-se de Jesus alguns sa­duceus, que negam a ressurreição, 28e lhe perguntaram: “Mestre, Moisés deixou-nos escrito: se alguém tiver um irmão casado e este morrer sem filhos, deve casar-se com a viúva a fim de garantir a descendência para o seu irmão. 29Ora, havia sete irmãos. O primeiro casou e morreu, sem deixar filhos. 30Também o segundo 31e o terceiro se casaram com a viúva. E assim os sete: todos morreram sem deixar filhos. 32Por fim, morreu também a mulher. 33Na ressurreição, ela será esposa de quem? Todos os sete estiveram casados com ela”.
34Jesus respondeu aos saduceus: “Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se, 35mas os que forem julgados dignos da ressurreição dos mortos e de participar da vida futura, nem eles se casam nem elas se dão em casamento; 36e já não poderão morrer, pois serão iguais aos anjos, serão filhos de Deus, porque ressuscitaram.
37Que os mortos ressuscitam, Moisés também o indicou na passagem da sarça, quando chama o Senhor ‘o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó’. 38Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele”. 39Alguns doutores da Lei disseram a Jesus: “Mestre, tu falaste muito bem”. 40E ninguém mais tinha coragem de perguntar coisa alguma a Jesus.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.




MEDITANDO O EVANGELHO

Padre Antonio Queiroz


Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos.
 Neste Evangelho, nós temos a cena dos saduceus apresentando a Jesus o caso da mulher de sete maridos, como um argumento contrário à ressurreição dos mortos.
Mas eles entendiam errado a ressurreição; pensavam que os que acreditam nela afirmam que no céu nós viveríamos igualzinho aqui na terra, isto é, teríamos de comer, de beber, de dormir, teríamos também o casamento...
Jesus explica que, após a nossa morte, o nosso corpo será glorificado; não morreremos, mais e seremos iguais aos anjos. Os homens não terão esposas nem as mulheres terão maridos.
Nós não sabemos em detalhes como será a nossa vida após a morte, e nem precisamos saber agora. Basta conhecermos o caminho para chegarmos ao Céu, que é Jesus e o seu Evangelho, presentes na Igreja, una, santa, católica e apostólica.
Quando participamos da Santa Missa, ou rezamos o terço, nós dizemos, na profissão de fé: “Creio na ressurreição da carne”. O Prefácio da Missa dos mortos diz assim: “Com a morte, a vida não é tirada, mas transformada. Desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado nos céus um corpo imperecível”. Não será outro corpo, será este mesmo que temos, mas transformado, glorificado.
Jesus falava que ia ressuscitar (Cf Mc 8,31ss; 9,31ss), e sempre pregava que todos nós ressuscitaremos. Como é bom saber que a nossa vida é eterna, que tivemos um começo, mas não teremos fim! A fé na ressurreição nos dá forças para enfrentar as dificuldades, e até o risco de vida. Os homens podem matar o corpo, mas a alma, nunca.
Jesus ressuscitou algumas pessoas (Lázaro, o filho da viúva de Naim...) para nos mostrar que tem poder e conhecimento sobre a vida após a morte. Apesar de esses milagres terem sido completamente diferentes da ressurreição dele e nossa, pois Lázaro e o filho da viúva simplesmente retornaram à vida terrena e mortal. Mas os milagres valeram para provar o poder de Jesus sobre a morte e sobre o que acontece depois.
Jesus, com a sua ressurreição, derrotou a morte. Ela continua existindo, mas perdeu a sua força. “A morte foi tragada pela vida; onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1Cor 15,54-55). Isso nos dá uma alegria e uma coragem invencíveis!
Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos. Toda a Bíblia apresenta Deus como Deus da vida, e que faz do homem e da mulher seus amigos, como fez com os três citados por Jesus: Abraão, Isac e Jacó. Se Deus fez aliança com eles, podia deixá-los desaparecerem para sempre? Nunca! Esse é o argumento de Jesus.
A ressurreição foi sendo revelada aos poucos. No começo, o Povo de Deus não conhecia essa verdade. Mas tinha uma vaga consciência dela, baseado justamente no argumento acima: Deus ama o ser humano, quer que ele ou ela viva e não desapareça, e pode fazer isso. Portanto o faz.
Por isso que exageravam a duração da vida dos justos, por exemplo, de Matusalém, que viveu 969 anos (Cf Gn 5,27). Jesus veio e revelou a verdade completa: Deus não só prolonga a vida humana, ele a tornou eterna. “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim viverá eternamente”.
“Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância.” Uma vida em abundância não pode acabar logo. Na luta pela vida, nós descobrimos o rosto de Deus, pois ele é o Deus da vida, o Deus que quer vida, e vida plena para todos.
A ressurreição nossa é obra de Deus, fruto do seu poder. É ele que nos tomará e nos transformará. O mesmo Deus que um dia nos criou, nos recriará. A ciência não consegue entender nem explicar esse mistério. Ele é sobrenatural. O livro de Jó é um argumento a favor da ressurreição. Esse livro mostra que a ressurreição é um mistério, mas sem ela a vida seria um absurdo.
A nossa melhor atitude diante das realidades futuras é jogar-nos nas mãos de Deus, como fez Jesus, antes de morrer: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”. Nós não sabemos como será, mas Deus, nosso bom Pai, sabe, e isso nos basta.
Como que é gratificante saber que vamos ressuscitar! Saber que Deus nos ama tanto, que nos criou eternos! Ele não quer separar-se de nós nunca. “Tu não me abandonarás no túmulo, e viverei à tua direita para sempre” (Sl 16).
Entretanto, a fé na ressurreição nos leva a sermos prudentes e vigilantes, pois não sabemos o dia nem a hora. "O que adianta a alguém ganhar o mundo inteiro, se perde a própria vida?" (Mt 16,26). “Não ajunteis para vós tesouros na terra” (Mt 6,19).
Certa vez, a muitos anos atrás, um operário e um cavaleiro se encontraram numa estação de trem. Os dois se apresentaram, conversaram e compraram as passagens na mesma cabine, porque aquele trem tinha cabines para duas pessoas. O trem chegou e eles embarcaram.
Na estação seguinte, entrou também um padre. Ao verem o padre passar no corredor, o cavaleiro comentou, com um ar de desprezo: “Para que serve um padre?” Como quem diz: O padre não serve para nada.
O operário não respondeu. Lá na frente, quando o trem atravessava uma grande floresta, o operário disse ao cavaleiro: “Estamos sós. Ninguém nos vê nem nos ouve. O que você faria se eu o estrangulasse agora, lhe tomasse todo o seu dinheiro e, aproveitando uma curva, pulasse esta janela?”
Pálido de medo, o cavaleiro respondeu: “Você se engana, eu não trago dinheiro comigo”. “Mentira” retrucou o operário. “Você tem aí trinta mil Reais. Eu o vi pegar no banco.”
“Você cometeria dois crimes: homicídio e roubo”, disse o cavaleiro.
“Homicídio e roubo nada significam para quem não crê em Deus. Se eu pensasse como você, e não fizesse isso agora, eu seria um bobo. Mas você não tenha medo, porque eu fui educado por padres, e eles me ensinaram os dez mandamentos: não furtar, não matar etc. E me ensinaram que existe uma vida eterna após a morte, com o Céu para os bons e o inferno para os maus. Entendeu agora para que serve o padre?”
Certamente aquele cavaleiro até se esqueceu do cavalo!
A nossa vida não termina na morte, por isso vamos preparar-nos bem para o que vem depois!
A ressurreição é o prêmio de Deus aos justos. Maria Santíssima era tão santa que foi elevada por Deus ao céu em corpo e alma. Que ela nos ajude a vivermos de acordo com essa gratificante verdade da ressurreição.
Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos.





CASA, LAR E FAMÍLIA


Dicas de como utilizar o banheiro público feminino


Diariamente nos deparamos com aquela vontade de ir no banheiro, e isso se torna pior quando estamos na rua, daí vem a pergunta, o que fazer. A primeira opção que vemos pela frente são os banheiros públicos, até ai tudo bem, mas ao entrarmos nos deparamos com sujeira, falta de higiene e mal cheiro, até que para os homens tudo bem, e para as mulheres. Ao usarmos o banheiro público sem tomar alguns cuidados com a higiene podemos contrair algum tipo de doença, até mesmo um DST. Se você é do tipo que sofre com isso ai vão algumas dicas.

O primeiro passo é aprender a lidar com o vaso sanitário, evite o contato direto com a privada. Como? Fique na posição tradicional para fazer suas necessidades, mas apóie-se nas pernas. Ou seja, não sente. Caso não consiga se equilibrar, cubra o assento com uma camada de papel antes. Ao fechar a tampa do vaso, use um pedaço de papel para proteger as mãos. Use outro pedaço de papel quando for apertar a válvula. Outro grande problema enfrentado nos banheiros públicos, é o papel higiênico. Se o rolo fica depositado próximo ao lixo, ao vaso sanitário ou no chão, corre o risco de estar contaminado. Caso você não carregue seu próprio papel na bolsa, o jeito é usar o que está disponível, sendo que você deve jogar os primeiros centímetros de folha fora, sem desperdiçar é claro, pois outra pessoa usará.

Ao lavar as mãos na pia não é necessário se debruçar na louça para limpar as mãos ou se olhar no espelho. Na hora da lavagem, mantenha a postura ereta e nada de depositar chaves, carteira ou qualquer outro objeto sobre a pia. Aliás, lave a mão inteira, até o pulso e não apenas as palmas. Quando for abrir a torneira não encoste nela em hipótese alguma, use um pedaço de papel descartável para abrir e outro para fechar. Caso você encontre alguma toalha descartável para secar as mãos use uma ou duas folhas, mas passe longe daquelas de tecido, que quando úmidas, são fontes de desenvolvimento de fungos. A mesma regra da torneira vale para abrir a maçaneta. E por último carregue apetrechos salvadores para a hora do aperto no banheiro público como papel, álcool, lenço, sabonete, etc.

Fonte: http://www.guiagratisbrasil.com/dicas-de-como-utilizar-o-banheiro-publico-feminino/





MOMENTO DE REFLEXÃO


“A vida não é uma questão de marcos, mas de momentos.” (Rose Kennedy)


Quando Jeff e eu nos casamos, há dezesseis anos, em um sábado tempestuoso, nunca passou por nossas cabeças que chegaria o dia em que iria parecer ter sido há muito tempo.
Desde aquela época, nós moramos em oito cidades e tivemos três filhos. Estamos em nossa terceira garrafa de Tabasco e acabei de rasgar o último dos lençóis que ganhamos como presente de casamento para usar como trapo de limpeza.
Infelizmente, a maior parte dos terríveis móveis cor de terra que compramos para nosso primeiro apartamento ainda sobrevive. Meu vestido de casamento está pendurado no fundo do armário. Ainda consigo fechá-lo (desde que eu não esteja dentro). Tivemos quatro carros (ai de mim! - nenhum novo) e muitos altos e baixos para podermos contar.
Um dia se destaca na minha memória. Estávamos morando no Leste e meus pais vieram nos visitar. Como éramos pais exaustos e falidos, papai e mamãe gentilmente pagaram o aluguel de uma semana de uma casa na praia na costa de Jersey.
O arranjo abalou o ego de Jeff, eu própria estava de péssimo humor e tivemos uma briga extremamente estúpida a respeito de um jogo de Monopólio. Ele rastejou para fora de casa e atravessou a rua para a praia. Algumas horas depois, enquanto eu o esperava na praia, ele emergiu do Atlântico excessivamente queimado de sol, carregando um colchão de ar.
- Onde está sua aliança? - perguntei.
Ele olhou para sua mão esquerda, petrificado. Seu dedo havia se contraído por causa da água fria enquanto ele boiava no colchão. O anel escorregara e estava no mar, junto com as anêmonas. Comecei a chorar.
- Tire a sua aliança e jogue-a no mar também - ele implorou. - Por que eu jogaria ouro fora quando não temos dinheiro suficiente para botar gasolina e ir para casa? - gemi.
- Porque os dois anéis estariam juntos no oceano.
A praticidade ganhou dos corações e das flores e uso minha aliança até hoje.
Aquela lembrança, no entanto, me fez ir em frente durante muitas épocas menos românticas.
Quando nosso aniversário de casamento se aproxima, penso naquele dia na praia.
E penso no que o saudoso Charlie McArthur disse a Helen Hayes quando a encontrou em uma festa. Deu-lhe um punhado de amendoins e disse:
- Gostaria que fossem esmeraldas.

Depois de anos de um casamento feliz, quando McArthur estava próximo do fim de sua vida, ele deu a ela um punhado de esmeraldas e disse:
- Gostaria que fossem amendoins.

Eu também.


(Rebecca Christian)