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LITURGIA DIÁRIA

LITURGIA DIÁRIA - REFLEXÕES E COMENTÁRIOS

Diário de Segunda-feira 25/06/2012





Segunda-feira, 25 de junho de 2012

“Otimismo é esperar pelo melhor. Confiança é saber lidar com o pior.” (Roberto Simonsen)




EVANGELHO DE HOJE
Mt 7,1-5


- Não julguem os outros para vocês não serem julgados por Deus. Porque Deus julgará vocês do mesmo modo que vocês julgarem os outros e usará com vocês a mesma medida que vocês usarem para medir os outros. Por que é que você vê o cisco que está no olho do seu irmão e não repara na trave de madeira que está no seu próprio olho? Como é que você pode dizer ao seu irmão: "Me deixe tirar esse cisco do seu olho", quando você está com uma trave no seu próprio olho? Hipócrita! Tire primeiro a trave que está no seu olho e então poderá ver bem para tirar o cisco que está no olho do seu irmão.





MEDITANDO O EVANGELHO
Pe.Antonio Queiroz


Tira primeiro a trave do teu próprio olho.
Neste Evangelho, Jesus nos pede para não julgar as pessoas. E ele apresenta como argumento o fato de nós também termos defeitos, às vezes maior do que os da pessoa. Tão maiores quanto uma trave é maior que um cisco.
“Vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes.” Isto significa que os critérios que Jesus usará para nos julgar serão os mesmos que nós usamos para julgar o nosso próximo. Quem é condescendente será julgado com condescendência; quem é rigoroso será julgado com rigor.
É evidente que compensa sermos ultra condescendentes com o nosso próximo, procurando enxergar sempre o seu lado bom.
Todas as pessoas têm um fundo bom, pois foi Deus que as criou e ele só faz coisas boas. No caso, por exemplo, de uma criança delinqüente, foram as pessoas que convivem com ela que a fizeram assim. O julgamento, portanto, deve cair mais nessas pessoas do que na criança. A sociedade pecadora fabrica marginais, drogados e criminosos. E nós fazemos parte desta sociedade. Portanto, se jogarmos pedra em alguém, a pedra pode voltar a nós.
Ao vermos ou ouvirmos falar de defeitos de alguém, devemos ver o outro lado, as qualidades da pessoa, e dizer: “ainda bem que ela é isso e mais aquilo”, destacando alguma qualidade da pessoa. Para os maledicentes, é um jato de água fria.
A imagem do cisco e da trave no olho nos mostra um aspecto importante do julgamento: Ele é sempre subjetivo. Se uma pessoa nos é simpática, facilmente aprovamos tudo o que ela faz. Se outro nos é antipática, reprovamos nela aqueles mesmos atos que na outra eram qualidades.
O julgamento de Jesus foi subjetivo. Os verdadeiros motivos da sua condenação foram totalmente outros, bem longe dos apresentados. Se as autoridades tivessem “tirado a trave dos seus olhos”, teriam se tornado discípulas de Jesus, em vez de condená-lo.
Se uma pessoa que cometeu um erro é acolhida e bem tratada, pode tornar-se melhor do que era antes de cometer aquele erro. É importante lembrar que o que vale é o que a pessoa é hoje, não o que foi no passado, pois uma pessoa que no passado caiu, pode hoje estar mais madura e consciente, conhecedora do mundo e de suas tentações, portanto, mais santa. “Se o ímpio se arrepender... nenhum dos pecados que cometeu será lembrado” (Ez 18,21-22).
A Comunidade cristã é agente de inclusão dos excluídos. Ela deve acolher, e acolher sempre. Perdoar, e perdoar sempre.
A gente acolhe o pecador, não o pecado que ele fez. Reprovamos todos os erros e queremos extirpá-los da Comunidade, mas sem julgar as pessoas que os fizeram, pois não conhecemos o interior de ninguém, não sabemos as verdadeiras razões dos seus atos e as suas intenções ao praticá-los, e não conhecemos direito o passado da pessoa, que a levou a fazer aquilo.
A sociedade, especialmente a mídia, criou uma palavra para taxar os que fazem coisas erradas: “bandido”. Cada cidadão divide a sociedade em dois grupos: bandidos e não bandidos. E se coloca do lado dos não bandidos, sendo que pode ser pior que os outros, pois ajudou a fabricar a cultura que os levou a praticar crimes. Conclusão: devemos ser como Deus que “faz nascer o sol sobre maus e bons e faz cair a chuva sobre justos e injustos” (Mt 5,45).
Na cena da mulher adúltera, Jesus simplesmente mostrou a trave que estava no olho de cada fariseu que tinha nas mãos as pedras para apedrejá-la.
Certa vez, dois rapazes entraram numa loja de lembranças. Um deles era muito crítico e começou logo a ver defeito em tudo. O vaso de flor estava feio, o cavalinho não parecia cavalo... De repente chegaram a uma coruja. Ele logo disse: “Eu conheço bem corujas. Não é assim. A cabeça não está proporcional ao corpo, a pose dela não é essa...” Quando acabou de falar, a coruja virou a cabeça e piscou para eles. Era uma coruja viva e ele pensava que estava vendo uma imitação de coruja. O coitado ficou com a cara no chão.
É isso que dá ser negativo, pessimista e só ver defeitos.
Maria Santíssima é chamada, na Salve Rainha, Mãe de misericórdia. Que ela nos ensine a ser humildes, misericordiosos e não julgar ninguém.
Tira primeiro a trave do teu próprio olho.





MOTIVAÇÃO NO TRABALHO


Max Gehringer responde

Em uma entrevista de emprego, perguntaram-me por que eu pretendia largar a empresa em que trabalhava. Listei vários fatores negativos. Percebi que, depois disso, a conversa esfriou e a entrevista acabou em três minutos. Ser sincero – e criticar o atual emprego – é um pecado para quem deseja se recolocar?


Ao contrário do que parece, a pergunta do entrevistador nada tem a ver com sua empresa atual e tudo a ver com situações que você encontraria na nova empresa. Muito provavelmente, a conversa esfriou porque o entrevistador sentiu que você poderia ter, no novo emprego, reações negativas parecidas com as que você tem no emprego atual. A melhor resposta seria que você mudaria porque enxerga mais oportunidades na nova empresa. Ou seja, você quer trocar o bom pelo melhor. As críticas que você fez passaram ao entrevistador a impressão, mesmo que incorreta, de que você quer trocar o ruim por qualquer coisa.


Quando as empresas voltarão a contratar?

Os 16 países que adotam o euro na Comunidade Europeia têm uma população somada de 332 milhões de pessoas. Dessas, 158 milhões trabalham, e o índice de desemprego em maio de 2009 foi de 9,5% – 15 milhões de desempregados. Nos últimos 12 meses, 3,4 milhões perderam seus empregos – um em cada 46 trabalhadores. Segundo dados do Dieese, a região metropolitana de São Paulo tem 19,2 milhões de pessoas, das quais 10,6 milhões trabalham. O índice de desemprego em maio de 2009 foi de 14,8%, bem mais alto que na Europa do euro, e corresponde a 1,6 milhão de desempregados. Porém, ainda segundo o Dieese, nos últimos 12 meses a taxa de desemprego cresceu apenas 0,8% – um em cada 126 trabalhadores ficou sem emprego – três vezes menos que na Europa. Em um ano foram reduzidos apenas 84 mil postos de trabalho para um contingente de 10,6 milhões de empregados. É claro que ocorreram demissões por aqui, mas elas ganharam muito mais espaço na mídia que a reposição de vagas. O aumento mínimo da taxa de desemprego no Brasil não é suficiente para justificar uma crise, ao contrário do que ocorre na Europa. Portanto, as empresas estão contratando. As vagas podem não corresponder às expectativas de muitos profissionais, e muita gente boa está de fato desempregada. Mas essa situação existia antes da eclosão da crise mundial. Há 12 meses, quando tudo parecia ir de vento em popa, tínhamos 1,5 milhão de pessoas sem emprego na região metropolitana de São Paulo. Hoje, temos 1,6 milhão. Bom não é. Mas, comparativamente, não é nada assustador.


Sou executiva, casada há cinco anos e estou pensando em engravidar. Compartilhei essa intenção com meus superiores, e eles não gostaram da ideia, apesar de eu afirmar que a criação de meu filho não vai atrapalhar minha carreira.

De coração aberto, eu lhe sugiro esperar mais um pouco, até que você possa inverter a frase e afirmar com convicção que sua carreira não vai atrapalhar a criação de seu filho.





MOMENTO DE REFLEXÃO


Existe uma lenda que conta que, quando a grande biblioteca de Alexandria foi queimada, um livro foi salvo. Mas não era um livro de muito valor, por isso um homem pobre, que pouco sabia ler, comprou-o por uns tostões.
O livro não era realmente muito bom, mas nele havia algo interessantíssimo. Era um tipo de pergaminho, no qual estava escrito o segredo da "pedra de toque".
A pedra de toque era uma pedrinha comum, que podia transformar qualquer metal em ouro puro. No pergaminho estava escrito que era encontrada nas praias do Mar Negro, misturada a outras milhares e milhares de pedras exatamente iguais a ela. Mas o segredo era este:  a pedra real era quente, enquanto as outras eram frias. Então, o homem vendeu os seus poucos pertences, comprou alguns mantimentos e foi acampar na praia, onde começou a testar as pedras.
Esse era seu plano: ele sabia que se pegasse as pedras comuns e as jogasse de volta ao chão, poderia pegar a mesma pedra centenas de vezes.  Então, quando pegava uma fria, ele a jogava ao mar. Assim, passou uma semana, um mês, um ano, três anos... e o homem não encontrava a pedra de toque.
Mas, mesmo assim, ele continuava: pegava uma pedra, era fria, jogava-a no mar... e assim por diante. Imagine o homem fazendo isso por anos e anos: pegar uma pedra, senti-la fria, jogá-la no mar... de manhã até a noite, por anos e anos.
Mas, uma manhã, ele pegou uma pedra que estava quente, e jogou-a no mar. Ele criara o hábito de jogar as pedras no mar, vocês compreendem, e o hábito fez com que ele jogasse a pedra quente também, quando finalmente a encontrara. Pobre homem!
É assim que a mente funciona. A confiança é uma pedra de toque.  Muito raramente você encontra alguém em quem você pode  confiar. Muito raramente você encontra um coração quente, amoroso, no qual pode confiar. Normalmente, você encontra pedras que parecem a pedra de toque, quase iguais, mas São frias. Por anos, desde a infância, você  pega uma pedra, sente-a fria, e a joga no mar.
Um dia é um fenômeno muito raro -  você  encontra a verdadeira pedra de toque. Você a pega, sente que é quente, mas, mesmo assim, você a joga. Então, você irá chorar, sem saber como isso pôde acontecer. É um simples mecanismo. Desde a infância, você aprende a desconfiar.
Você é educado de tal maneira que não pode confiar. A dúvida foi colocada bem fundo no seu ser. Na verdade, é uma medida de segurança: se não duvidar, não sobreviverá.  Você tem que olhar o mundo com olhos hostis, como se todos fossem seus inimigos. Ninguém é quente, ninguém é uma pedra de toque. Você não pode confiar nem em seus pais. Aos poucos, a criança percebe que não existe ninguém em quem pode confiar. Os pais são muito contraditórios: dizem uma coisa e fazem outra.
A criança sente-se confusa; é difícil para ela entender o que realmente a mãe quer.
Na verdade, nem a própria mãe sabe. E, cada vez mais, a criança sente que é impossível confiar em alguém.

Osho





Diário de Domingo 24/06/2012





Domingo, 24 de junho de 2012

“Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não leem.” (Mário Quintana)




EVANGELHO DE HOJE
Lc 1,57-66.80


Chegou o tempo de Isabel ter a criança, e ela deu à luz um menino. Os vizinhos e parentes ouviram falar da grande bondade do Senhor para com Isabel, e todos ficaram alegres com ela. Quando o menino estava com oito dias, vieram circuncidá-lo e queriam lhe dar o nome do pai, isto é, Zacarias. Mas a sua mãe disse:
- Não. O nome dele vai ser João.
Então disseram:
- Mas você não tem nenhum parente com esse nome!
Aí fizeram sinais ao pai, perguntando que nome ele queria pôr no menino. Zacarias pediu uma tabuinha de escrever e escreveu: "O nome dele é João." E todos ficaram muito admirados. Nesse momento Zacarias pôde falar novamente e começou a louvar a Deus. Os vizinhos ficaram com muito medo, e as notícias dessas coisas se espalharam por toda a região montanhosa da Judéia.Todos os que ouviam essas coisas e pensavam nelas perguntavam:
- O que será que esse menino vai ser?
Pois, de fato, o poder do Senhor estava com ele.
O menino cresceu e ficou forte de espírito. E viveu no deserto até o dia em que apareceu diante do povo de Israel.




MEDITANDO O EVANGELHO
Alexandre Soledade


Bom dia!
Aproveitando sempre mensagens que temos passado, buscamos mais uma vez no baú uma das mensagens que muito me tocaram. Segue então mais uma delas.
(…)
Qual é o seu nome? O que ele representa? O que sua mãe pensou ao colocar esse nome em você? Você gosta do seu nome?
A história judaica é cheia de simbolismos inclusive nos nomes dados as pessoas. Zacarias era sacerdote e muito respeitado, deveria ele conservar a tradição sacerdotal colocando no seu filho o seu nome. Mas o que aconteceu? Ao ser impelido pelo anjo que Isabel teria um filho em tenra idade, colocou-se em posição de dúvida sendo assim sentenciado a ver os fatos, sem poder falar uma só palavra. A mudez pela falta de fé calava Zacarias.
O plano de Deus estava acontecendo e forçadamente Zacarias não podia falar. Talvez a imagem de contemplação apenas com os olhos fosse frustrante, visto que aquele homem nasceu e fora impelido de anunciar as boas obras de Deus. Ao sugerir um novo caminho, Deus começa pela mudança de paradigmas. Aquela criança precisaria outro nome e outro regime de vida. Não seria o sacerdote urbano, mas alguém que clamaria no deserto; alguém que denunciaria novamente as arbitrariedades contra Deus e contra o povo; alguém que futuramente seria declarado como o maior dos nascidos.
Quantas pessoas vêem o plano de Deus sendo executado apenas com os olhos? Quantos, como Zacarias, não querem romper seus paradigmas, modos, atitudes e dar um novo caminho ou oportunidade a suas vidas?
“(…) Numa época de profundas e sucessivas mudanças socioculturais que afetam nosso mundo, trazendo novos e sérios desafios, a Igreja é chamada a proclamar com coragem, entusiasmo e criatividade a mensagem perene do Evangelho, para que nossos povos “tenham vida e a tenham em abundância”, a qual consiste em acolhermos a oferta que Deus nos oferece em Jesus Cristo, para assim participarmos de sua própria vida trinitária. “Essa vida nova de Jesus Cristo atinge o ser humano por inteiro e desenvolve em plenitude a existência humana em sua dimensão pessoal, familiar, social e cultural.” Toda a missão de Jesus Cristo consistiu em levar à humanidade essa vida divina manifestada em suas palavras e concretizada em suas ações. O Reino que ele proclamava era de fato um Reino de Vida”.( § 5 Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil – 2008/2010 – CNBB)
Reconhecer que temos muito ainda por crescer é como fez Zacarias ao escrever no pedaço de tábua o nome que Deus escolheu. Nossa fé não “(…) O projeto salvífico de Deus se realiza na humanidade através de um povo, o Povo de Deus, com a missão de ser luz para as nações. Também a Igreja Primitiva se entendeu como Novo Povo de Deus, que deveria levar a salvação de Jesus Cristo através dos séculos para todos os homens e mulheres. Vivendo e proclamando os valores do Reino de Deus, a Igreja é, assim, o “sacramento universal da salvação”. ( § 47 Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil – 2008/2010 – CNBB)
esta no óbvio, mas no improvável. Nossa igreja nos impulsiona a ver um mundo que precisa de gente pró-ativa, destemida e empreendedora.
Esses dias, enquanto apanhava pra aprender usar o twitter, deixei uma frase instigante: “Esporte radical é ser cristão! Muita adrenalina! Quem tem medo pula fora!
“(…) Persigo o alvo, rumo ao prêmio celeste, ao qual Deus nos chama, em Jesus Cristo Nós, mais aperfeiçoados que somos, ponhamos nisto o nosso afeto; e se tendes outro sentir, sobre isto Deus vos há de esclarecer. Contudo, seja qual for o grau a que chegamos, o que importa é prosseguir decididamente”. (Filipenses 3, 14-16)
Não fiquemos calados!
SÃO JOÃO BATISTA, ROGAI POR NÓS!
Um imenso abraço fraterno!






MUNDO ANIMAL


Como lidar com cães que latem excessivamente



Aqui está mais um detalhe para a coleção de similaridades entre caninos e crianças. Do mesmo modo que ensinamos nossas crianças a falar e quando falar, nossos peludos devem aprender a latir e a não latir conforme a hora – especialmente no período da lei do silêncio, quando a vizinhança quer dormir ou simplesmente sossego.

Isso mesmo, educar o cão para não ser barulhento demais e não incomodar vizinhos é mais um dos aspectos da posse responsável. Treinar o cão para não latir demais sem motivo exige algum tempo, dedicação, paciência e atenção a cada caso, mas o resultado vale a pena para todos, inclusive o próprio cão, e aqui vai um guia geral.


Por que o cão late
Cada bicho se comunica, naturalmente, a seu modo: o cão late, o gato mia, o pássaro pia, a vaca muge e assim por diante. Tal como ocorre com as pessoas, uns cães tendem a latir menos que outros. Cada raça de cão tem sua frequência ‘latedora’, desde os lacônicos Rottweiler, Akita e Golden Retriever a Schnauzer, Beagle e Fox Terrier e outros que falam pelos quatro cotovelos.

Já os adoráveis vira-latas achados na rua, pela sua própria miscigenação, além da possibilidade de traumas passados na rua ou com donos anteriores, podem ser uma caixinha de surpresas – ou, conforme o caso, não uma caixinha, mas uma verdadeira beatbox – e precisam ser educados com mais afinco para não latirem à toa.

Muitas vezes, o peludo sai latindo porque deseja chamar atenção para alguma mudança ou problema: ou a ração acabou, ou faz tempo que ele não passeia e brinca ou simplesmente ele se sente sozinho. Como se diz, ele percebeu está numa situação em que levará mais vantagem latindo que ficando quieto.

Nesses casos, é só resolver o problema e a latição deverá sumir. É bom observar se o cão não está se queixando de alguma dor ou outro problema de saúde; se houver dúvida, passe no veterinário.


Educando o cão
Uma dica é associar a ordem de comando a um castigo leve (ou uma consequência), se ele desobedecer; e a uma recompensa quando ele obedece. O comando de “quieto!”, por si só, pode não resolver. Neste caso, borrife líquido contra mau hálito na boca dele, dado que a maioria dos cães não gosta do sabor, cheiro ou mesmo do ruído deste spray, eles irão associar a palavra “quieto!” à consequência desagradável de ter de aguentá-lo e perceberão que é melhor deixarem de latir à toa. (Na falta de borrifador, alguns treinadores recomendam dar um tapinha bem de leve no focinho do cão – mas sem machucá-lo, apenas incomodá-lo o suficiente para ele entender que fazer o que não deve leva a receber algo de que não goste.)

Obviamente, repita o comando até ele aprender. Quando ele obedecer ao comando de “quieto!” sem precisar da borrifada, dê-lhe um petisco ou brinquedo – isso mesmo, ele aprenderá que obedecer rende prêmios.

Pode-se também usar o truque oposto: ensinar o cão a latir sob comando. Espere até ele latir; quando ele latir, diga “Muito bom!” e dê-lhe uma recompensa – daí ele vai esperar seu comando para latir e, claro, ser premiado.


Educação à distância – ou quase
Se você estiver longe do cão e ele começar a latir sem motivo, não o chame para ir até onde você estiver; vá você até onde ele está, para observar as circunstâncias que causam a latição e treiná-lo imediatamente após ele latir, de modo que o peludo tenha absoluta certeza da relação entre a “coisa errada” e o castigo.

Pode acontecer de, se você precisar sair, o cão se sentir livre o suficiente para sair latindo. Está aí um bom desafio: treinar o cão para não latir enquanto você estiver ausente. Use então outro velho truque. Saia de casa à hora de costume e… volte para casa de repente e sem fazer barulho. Fique montando campana até o cão começar a latir sem motivo; então entre em casa, repreenda-o e vá embora.

Caso ele demore a latir, você pode agilizar o processo provocando ruídos que seguramente façam o peludo latir, como bater a porta do carro. Se você trabalha perto de casa, peça a vizinhos que avisem se o bicho começar a latir. Caso você fique mais longe, outra alternativa é pedir a alguém de confiança para repreender o cão.

Ah, sim: se o cão for muito bravo, o mais importante, e o mais seguro para você, será tratar o temperamento dele antes de pensar em monitorar seus latidos.


Coleiras antilatido
Coleiras anti-ruído também dão uma boa ajuda high-tech no bem-estar do peludo – e também dos vizinhos e familiares.

A voz do canino produz vibração que aciona um som em volume inofensivo, porém suficiente para irritar o cão o bastante para ele associar latidos fora de hora a sensações desagradáveis. (Há uma variação que emite choques de baixa voltagem, mas emissão de som me parece bem menos “cruel”.)

Estas coleiras são leves (cerca de 60 gramas) e podem ser usadas pelo bicho o dia todo, além de emitir sinais sonoros audíveis pelos humanos (e também sinais luminosos) para alertar sobre hora de troca de baterias (e até sobre a presença do peludo quando ele estiver mais quietinho). Estas coleiras ajudam muito, mas não espere milagres: poderão demorar alguns dias até o cão, se for daqueles que latem mais que a boca, perceber os efeitos do sinal sonoro da coleira. Eu já disse e direi de novo: paciência e atenção são essenciais e valem a pena.

Temos ainda o treinamento de guarda, que ensina o cão a latir somente para determinadas coisas e pessoas, mas já é outro assunto e fica para outra ocasião. Por ora, não precisamos imitar os críticos de arte que, como dizia o saudoso Procópio Ferreira, “são pessoas que querem ensinar cachorro a latir”; a partir do momento em que cachorros convivem com humanos, é só questão de os cachorros aprenderem quando latir (e dos humanos aprenderem como e quando falar).





MOMENTO DE REFLEXÃO


Quando ele nasceu lhe deram o nome de Eugene. Seu sonho era voar, embora seu pai desejasse que ele se formasse em engenharia.
Ele atravessou a infância e a adolescência sonhando com o espaço.
Formou-se em engenharia elétrica e se transformou em um piloto dedicado da marinha americana.
Quando, em abril de 1961, a corrida espacial se intensificou com Yuri Gagarin, o primeiro homem a ir ao espaço, Eugene se apaixonou definitivamente pelas estrelas.
Finalmente candidatou-se a astronauta, participando do treinamento intensivo e depois de longa espera foi escalado para uma missão.
Quando deu seu primeiro passeio no espaço saindo da Gemini 9 sua primeira expressão foi:
"Deus do céu. Que paisagem! É mesmo lindo aqui!"
O que ele viu, descreveu em entusiasmadas palavras, falando da água azul de ambos os lados da península da baixa Califórnia, no México, e do metal polido de que parecia ser feito o deserto do sudoeste.
Observando tantas maravilhas, ele foi se extasiando e chegou a dizer  que era como estar sentado na varanda de Deus.
Em 1969 ele participou da missão da Apollo 10, que abriu caminho para o pouso da Apollo 11 na lua.
A 185 km de altitude, ele pode ver a terra e sua alma assim definiu o espetáculo: "ao olhar a terra dali, vi apenas um astro azul e branco a distância. Ao meu redor, as estrelas e a escuridão eterna envolviam  tudo. Ninguém em juízo perfeito pode ter essa visão e negar a existência de um ser supremo. Algum poder superior colocou nosso planeta, nosso sol e nossa luz no vazio negro por onde vagam.
Tudo é tão perfeito e bonito que sua existência não pode ser um acaso."
Eugene Cernan foi o último homem a pisar na lua, em dezembro de 1972, a bordo da Apollo 17, realizando definitivamente o seu sonho.
Hoje, os netos apontam a lua e lhe dizem: "vovô, olha lá a sua Lua."
Ele lhes fala então que a lua fica muito, muito distante.
Que ele esteve lá, sentindo-se mais perto de Deus.
Que na poeira lunar escreveu as iniciais do nome de sua filha, sabendo que elas ficariam ali, intocadas por mais tempo do que qualquer um poderia imaginar.
Fala-lhes da grandeza de Deus e da pequenez do Planeta azul.
Dia desses, sua netinha de apenas cinco anos, ouvindo a história fantástica do pouso na lua e dos passeios durante três dias em nosso satélite, o olhou profundamente e lhe disse: "vovô, eu não sabia que você tinha ido até o paraíso." E ele completou: "nem eu mesmo sabia. Mas estive lá."
Todos os grandes homens conseguem reconhecer a sua pequenez e a grandiosidade de Deus.
Cientistas que descobrem o mundo microscópico ou os que atentam para o universo, descobrindo novos mundos, outros astros, quanto mais se dedicam à pesquisa, mais têm a capacidade de afirmar que Deus existe.
Em verdade, nenhum homem que olhe o céu repleto de estrelas, que se banhe com os raios da lua em plena noite, pode prosseguir no mundo a dizer que não crê em Deus.



Diário de Sábado 23/06/2012





Sábado, 23 de junho de 2012

“Os únicos demônios neste mundo são os que perambulam em nossos corações, e é aí que as nossas batalhas devem ser travadas.” (Mahatma Gandhi)




EVANGELHO DE HOJE
Mt 6,24-34


- Um escravo não pode servir a dois donos ao mesmo tempo, pois vai rejeitar um e preferir o outro; ou será fiel a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e também servir ao dinheiro.
- Por isso eu digo a vocês: não se preocupem com a comida e com a bebida que precisam para viver nem com a roupa que precisam para se vestir. Afinal, será que a vida não é mais importante do que a comida? E será que o corpo não é mais importante do que as roupas? Vejam os passarinhos que voam pelo céu: eles não semeiam, não colhem, nem guardam comida em depósitos. No entanto, o Pai de vocês, que está no céu, dá de comer a eles. Será que vocês não valem muito mais do que os passarinhos? E nenhum de vocês pode encompridar a sua vida, por mais que se preocupe com isso.
- E por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem as flores do campo: elas não trabalham, nem fazem roupas para si mesmas. Mas eu afirmo a vocês que nem mesmo Salomão, sendo tão rico, usava roupas tão bonitas como essas flores. É Deus quem veste a erva do campo, que hoje dá flor e amanhã desaparece, queimada no forno. Então é claro que ele vestirá também vocês, que têm uma fé tão pequena! Portanto, não fiquem preocupados, perguntando: "Onde é que vamos arranjar comida?" ou "Onde é que vamos arranjar bebida?" ou "Onde é que vamos arranjar roupas?" Pois os pagãos é que estão sempre procurando essas coisas. O Pai de vocês, que está no céu, sabe que vocês precisam de tudo isso. Portanto, ponham em primeiro lugar na sua vida o Reino de Deus e aquilo que Deus quer, e ele lhes dará todas essas coisas. Por isso, não fiquem preocupados com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã trará as suas próprias preocupações. Para cada dia bastam as suas próprias dificuldades.





MEDITANDO O EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz CSsR


Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo.
Neste Evangelho, Jesus nos pede duas coisas importantes. A primeira é para não servirmos a dois senhores, isto é, a Deus e ao dinheiro. Ninguém consegue fazer isso, pois acaba pendendo para um dos dois, deixando o outro de lado.
Veja que Jesus usa a palavra servir, não amar. Isso porque nós temos a tendência de separar o dinheiro da fé, dizendo que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Sendo que “a raiz de todos os males está no amor ao dinheiro. Por causa dele, muitos se afastaram da fé” (1Tm 6,10). O dinheiro traz uma felicidade ilusória.
Nós, na nossa malandragem de pecadores, poderíamos dizer que servimos ao dinheiro, mas não amamos a ele, e sim a Deus. Por isso que Jesus coloca a opção, não entre servir a Deus e servir ao dinheiro, mas entre servir aos dois e servir a Deus.
A segunda coisa que Jesus nos pede é: “Não vos preocupeis com o dia de amanhã”.
Um pouco na frente, Jesus nos pede para sermos como as crianças. “Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele” (Mc 10,15). A criança não se preocupa nem com o passado nem com o futuro. Ela vive o momento presente.
O passado e o futuro devemos jogar nas mãos de Deus. A nossa tarefa é cuidar do momento presente da nossa vida, e ponto final. Isso elimina grande parte das nossas preocupações, pois mais ou menos 90% delas são, ou com o nosso passado, ou com o nosso futuro. E assim deixamos de lado o principal, que é a dedicação ao momento presente, o único que está em nossas mãos.
“Os pagãos é que procuram essas coisas”. Isso porque eles não tem fé, e por isso querem carregar toda a própria vida nas costas, o que ninguém dá conta.
A preocupação exagerada com o ontem ou com o amanhã nos causa stress, justamente porque não temos poder sobre esses dois períodos. E sabemos que o stress se transforma facilmente em depressão, tirando a nossa alegria e felicidade. E o pior: A preocupação exagerada com o passado ou o futuro nos afasta do principal, que é cuidar do momento presente. Se nós, por falta de confiança em Deus, queremos assumir também a parte dele, que é cuidar do nosso passado e do nosso futuro, certamente a nossa cruz se tornará muito mais pesada. E não precisa, porque Jesus disse: “O meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.
A lembrança de como Deus nos tem acompanhado até aqui, dá-nos tranquilidade em relação ao nosso futuro. O mesmo Deus que estava ontem comigo, estará amanhã também. Ele não muda, não morre e não trai a si mesmo. A única coisa que ele pede é a nossa confiança, que é fruto do amor.
Vamos deixar o amanhã para amanhã; lá Deus nos orientará. Ele não nos dá esta orientação hoje, porque a nossa memória é fraca e podemos nos esquecer.
Certa vez, um homem estava dirigindo o seu carro numa cidade grande e desconhecida, e se perdeu.
Viu um senhor que vinha na calçada, encostou o carro e lhe perguntou: “Por favor, como que eu chego a tal lugar?”
O senhor começou a explicar: “Siga aqui em frente, na terceira travessa vire à esquerda e no segundo farol entre à direita. Você vai chegar a uma pracinha. Lá...”
O homem olhou para o rosto do motorista e percebeu que ele estava tão preocupado que já havia se esquecido da primeira explicação. Olhou no seu relógio e lhe disse: “Pode deixar, eu vou com você até lá”.
O motorista deu um sorriso agradecido. O senhor entrou no carro e os dois foram conversando sobre os assuntos do momento.
Quando ia chegando onde deviam virar, ele avisava: “Por favor, na próxima vire à esquerda”.
O motorista nem precisava olhar as placas das ruas; sua preocupação era apenas com o trânsito, isto é, com o momento presente.
Em nossa vida de peregrinos, Deus é esse nosso acompanhante que sabe o caminho. Ele não nos explica o que vai acontecer amanhã, porque amanhã ele estará conosco e nos dirá na hora certa. “Não vos preocupeis com o dia de amanhã. Olhai as aves do céu!”
Peçamos a Maria Santíssima que nos ensine a amar e confiar mais no seu Filho.
Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo.






CASA, LAR E FAMÍLIA



Dicas que vão facilitar sua vida



1-Se guardar na geladeira metade da cebola, evite que ela resseque passando sobre o corte um pouco de manteiga.


2-Se tiver um espaço sobrando na gaveta da geladeira, saiba que é um ótimo lugar para guardar o feijão, desde que ele esteja dentro de um saco plástico bem fechado.


3-As folhas de alface conservarão como novas na geladeira se você colocar perto delas, um limão partido.


4-Para fazer um delicioso purê de batatas, esprema as batatas ainda quentes e cozinhe-as já descascadas. Pouco antes de servir misture delicadamente uma clara batida em neve.


5-Ao cozinhar as verduras, coloque uma colherinha de açúcar. Ajuda a manter a cor e o sabor das verduras. Evite usar o bicarbonato porque ele elimina as vitaminas.


6-Evite que a couve-flor escureça durante o cozimento. Coloque na água uma colher de sopa de leite e deixe a panela sem tampa.


7- Ao fritar peixe, coloque um ramo de salsa no óleo da frigideira. Ele ficará mais gostoso e cheiroso.


8-Faça um tempero caseiro: Você precisará de 2 maços de cheiro-verde, 6 dentes de alho e ½ kg de sal. Misture tudo no liquidificador e bata por alguns segundos. Coloque em um vidro esterilizado e totalmente seco.


9-As garrafas de café ficarão sem odor ou cheiro, se colocar dentro delas, por mais ou menos 10 minutos, uma solução de água quente e sal. Depois é só enxaguar.


10- O abacaxi é indicado como a melhor sobremesa para churrascos. A fruta contém uma substância digestiva chamada bromelina que facilita o processamento da carne pelo estômago.





MOMENTO DE REFLEXÃO


Minha amiga trabalha em um brechó de um hospital, como voluntária.
Certo dia adentrou na loja uma certa senhora bastante obesa, e de cara a minha amiga pensou que não tinha nada na loja na numeração dela. Se sentiu apreensiva e constrangida naquela situação, vendo a senhora percorrer as araras em busca de algo que minha amiga sabia que ela não encontraria.
Ficou angustiada, porque não queria que a senhora se sentisse mal pelo tamanho das peças de roupas, se sentindo excluída e fazendo a questão sobre o seu sobrepeso vir à tona de forma implícita.
Naquele momento minha amiga orou a Deus e pediu que lhe desse sabedoria para conduzir a situação evitando que a cliente se sentisse excluída ou humilhada na sua autoestima.
Foi quando o esperado aconteceu. A senhora se dirigiu à minha amiga e disse tristinha:
“É.. não tem nada grande, não é?
E a minha amiga, sem até aquele momento saber o que diria, simplesmente abriu os braços de uma ponta a outra e lhe respondeu:
“Quem disse??? Claro que tem!! Olha só o tamanho desse abraço! - E a abraçou com muito carinho.
A senhora então se entregou àquele abraço acolhedor e deixou-se tomar pelas lágrimas exclamando:
“Há quanto tempo que ninguém me dava um abraço.”
E chorando, tal qual uma criança a procura de um colo, lhe disse:
“Não encontrei o que vim buscar, mas encontrei muito mais do que procurava".
E naquele momento, através dos braços calorosos de minha amiga, Deus afagou a alma daquela criatura, tão carente de amor e de carinho.
Quantas almas não se encontram também tão necessitadas de um simples abraço, de uma palavra de carinho, de um gesto de amor.
Será que dentro de nós, se procurarmos no nosso baú, lá nas prateleiras da nossa alma, no estoque do nosso coração, também não acharemos algo “grande” que sirva para alguém?




Diário de Sexta-feira 22/06/2012







Sexta-feira, 22 de junho de 2012

“Os teus atos, e não os teus conhecimentos, é que determinam o teu valor.”(Johann Fichte)




EVANGELHO DE HOJE
Mt 6,19-23


- Não ajuntem riquezas aqui na terra, onde as traças e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam. Pelo contrário, ajuntem riquezas no céu, onde as traças e a ferrugem não podem destruí-las, e os ladrões não podem arrombar e roubá-las. Pois onde estiverem as suas riquezas, aí estará o coração de vocês.
- Os olhos são como uma luz para o corpo: quando os olhos de vocês são bons, todo o seu corpo fica cheio de luz. Porém, se os seus olhos forem maus, o seu corpo ficará cheio de escuridão. Assim, se a luz que está em você virar escuridão, como será terrível essa escuridão!






MEDITANDO O EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz

A onde está o teu tesouro, ai está teu coração
Juntai tesouros no céu, onde a ferrugem não destrói, nem os ladrões roubam.
Neste Evangelho, Jesus nos lembra que os tesouros da terra não são consistentes, enquanto os do céu são. Ele usa a palavra “tesouros” no sentido geral, que podemos chamar de valores.
Valores são os meios que buscamos para ser felizes. Existem valores permanentes e valores transitórios. Os permanentes são os do céu: A graça de Deus, a fé, a esperança, o amor, a justiça, a verdade e todas as virtudes. São permanentes porque não se estragam e ninguém consegue nos roubar. Esses valores são eternos. Aqui na terra eles brilham, mas na vida futura brilharão muito mais.
Já os valores transitórios são os bens materiais: O dinheiro e todos os bens materiais, a fama, o poder. São transitórios porque os perdemos facilmente. São como a erva do campo, que hoje floresce e amanhã murcha e seca.
“O olho é a lâmpada do corpo.” O nosso apego a esses “tesouros” começa pelos olhos. depois vai para o coração, onde se transforma em desejo, que depois se transforma em ação. Daí a importância de zelar pelos nossos olhos, isto é, procurar ver o que é bom e não ver o que é ruim e pode nos prejudicar.
Jesus nos aconselha a sermos espertos: Usar o dinheiro corruptível para conquistar bens eternos: “Usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas” (Lc 16,9).
Um homem morreu e chegou lá na porta do céu. S. Pedro olhou a ficha dele e disse: “Pode entrar”.
E S. Pedro foi levá-lo até a sua casa. Ao ver as mansões, o homem ficou admirado. Todas traziam o nome do morador. De repente ele viu um palácio muito bonito, e era justamente do seu empregado, que havia falecido um tempo antes. Ele pensou: Nossa! Se até o meu empregado ganhou uma casa chique dessa, imagine a minha!
Mas os dois não paravam de caminhar. De repente, entraram na periferia do céu, numa rua de terra toda esburacada. Lá na ponta da rua, S. Pedro mostrou-lhe um barraquinho pobre, que mal cabia ele, e disse: “Esta é a sua casa”.
O homem disse: “S. Pedro, por que o meu empregado ganhou uma casa tão bonita, e eu esse barraco?!”
S. Pedro respondeu: “Aqui nós só damos a mão de obra. O material vem lá de baixo, são as boas obras que a pessoa fez lá na terra. E você só mandou isso aí!”
“Não junteis tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e os ladrões assaltam e roubam. Ao contrário, juntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça e a ferrugem destroem, nem os ladrões assaltam e roubam. Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.”
Que Maria Santíssima nos ajude a fazer muita caridade, a fim de juntar um bom material para a nossa morada eterna no céu!
Juntai tesouros no céu, onde a ferrugem não destrói, nem os ladrões roubam.







DICAS DE SAÚDE
Ressaltamos que as Dicas de Saúde enviadas por este Diário, não equivalem a uma receita médica; são apenas "dicas". Os exames preventivos são sempre indispensáveis! Para mais informações consulte o seu médico.




Queimaduras – aprenda como evita

"As queimaduras são lesões desencadeadas por agentes físicos, nas superfícies corporais. Dependendo da causa, podem ser classificadas em térmicas, elétricas e químicas. As que ocorrem mais frequentemente são as térmicas, sendo causadas pela exposição ao calor."

Introdução

Sabe-se que, na grande maioria das vezes, a falta de cuidados é o que determina a ocorrência da queimadura. Isso é exemplificado pelo manuseio descuidado de produtos como líquidos quentes, objetos aquecidos e a presença de crianças em ambientes perigosos como a cozinha. Outras situações são: a utilização de álcool para apressar a queima do carvão, para fazer churrasco; e o manuseio inadequado de fogos de artifício.

Nesse artigo vamos abordar especificamente as queimaduras térmicas.

Classificação

As queimaduras podem ser classificadas de várias formas. Uma das principais é de acordo com a profundidade da lesão. De acordo com esse sistema, encontramos os seguintes tipos:

• Queimadura de Primeiro Grau: a lesão atinge apenas a camada mais superficial da pele (a epiderme), apresentando vermelhidão local, ardência, inchaço e calor local. A dor é importante. Pode ocorrer em pessoas que se expõem ao sol por tempo prolongado e sem proteção. Quando atinge grande parte do corpo, é considerada grave.

• Queimadura de Segundo Grau: a lesão atinge as camadas mais profundas da pele (a chamada derme). A característica desse tipo de queimadura é a presença de bolhas. O inchaço é importante, e a dor é bastante intensa. Como ocorre perda da camada superficial da pele, que protege contra a perda excessiva de água, nesse tipo de queimadura pode ocorrer perda intensa de água e sais minerais, levando a um quadro de desidratação grave. Esse tipo de queimadura pode ser causada pela exposição a vapores, líquidos e sólidos escaldantes.

• Queimaduras de Terceiro Grau: nesse tipo de queimadura, ocorre lesão de toda a pele, atingindo os tecidos mais profundos, como os músculos. Curiosamente, esse tipo pode não ser doloroso, já que as terminações nervosas que geram a dor são destruídas junto com a pele. A cicatrização geralmente é desorganizada, gerando cicatrizes inestéticas. Comumente, requer a realização de cirurgias, com enxerto de pele retirado de outras regiões do corpo.

A classificação segundo a extensão corporal atingida leva em conta a porcentagem de superfície corporal queimada. Existem tabelas que ajudam os médicos a calcular essa porcentagem, mas para exemplificar podemos demonstrar a "regra da palma da mão". A palma da mão representa 1% da superfície corporal, de forma que, toda lesão que seja maior que a palma da mão da pessoa, deve receber atendimento especializado, após os primeiros socorros.

Primeiros Socorros

Independentemente do grau de profundidade da queimadura e da sua extensão, o primeiro cuidado é a interrupção do contato entre o agente agressor e a superfície corporal. Isso pode ser conseguido com a lavagem da área com água corrente. Esse é o melhor tratamento imediato para a queimadura.

Nas pequenas queimaduras de primeiro grau, pode-se fazer o tratamento em casa, com a aplicação de pomada de sulfadiazina de prata a 1%, que é de baixo custo e causa alívio à ardência. A única restrição é que algumas pessoas são alérgicas à sulfa, não podendo usar essa pomada. Aplicar uma fina camada dessa pomada sobre a lesão e, se possível, deixá-la exposta. Os analgésicos comuns podem ser utilizados para tratamento da dor.

No entanto, recomenda-se sempre que o paciente procure um serviço de pronto atendimento, para avaliação médica. Nesse atendimento, após avaliação da profundidade e da extensão da queimadura, procede-se à limpeza, com remoção de toda a pele morta. Após a limpeza, faz-se a aplicação da pomada de sulfadiazina, com confecção de curativo.

Nos casos mais graves, o paciente é internado e recebe soro para tratar e evitar a desidratação que, como dito acima, é muito comum em queimaduras mais profundas e extensas. Em certos casos, é necessária cirurgia para colocação de enxertos, ou mesmo para ajudar a limpar as bordas das feridas. Qualquer tecido morto que for deixado pode facilitar a ocorrência de infecções, o que torna o quadro mais grave. Por isso, é sempre importante procurar atendimento médico.

Algumas recomendações importantes:

• Como já dito, utilize apenas água corrente, no tratamento imediato. Nunca aplique gelo, óleo, pasta de dente, clara de ovo. Esses agentes podem irritar ainda mais os tecidos expostos.

• Se houver roupa grudada na região da queimadura, não remova! Apenas corte a mesma ao redor da lesão.

• Nunca fure as bolhas!

• Em casos de dúvida, sempre procure o hospital. Quando mais tardio for o início do tratamento, pior. Queimaduras na face, genitália, mãos e pés são sempre consideradas graves, devendo ser procurado atendimento hospitalar imediatamente.

• Mantenha os números de emergência próximos e ensine às crianças como discá-los.

• Em casos de queimaduras químicas, remova as roupas e esfregue pó seco nas lesões, e depois lave abundantemente.

• Em queimaduras elétricas, retire o fio da tomada ou desligue a energia geral. Nunca toque na vítima enquanto ela estiver em contato com a eletricidade. Toda vítima de queimadura elétrica deve ser levada ao hospital.

• Lembrar que a inalação de fumaça pode causar queimaduras nos pulmões e brônquios, mesmo que não haja queimadura externa visível.

Cuidados com as Crianças

As crianças com idade inferior a 5 anos estão em risco bastante aumentado de queimaduras. Isso devido a vários fatores como: pele mais fina; demora a reagir; pouca agilidade; grande curiosidade. No entanto, alguns cuidados ajudam a reduzir esse risco.

Crianças com idade inferior a 1 ano

• Não segure a criança no colo enquanto estiver ingerindo líquido quente ou cozinhando.
• Evite aquecer a mamadeira ou os alimentos no forno de microondas, pois o aquecimento não é uniforme.
• Teste a água do banho com o dorso da mão ou com termômetro, antes de colocar a criança.
• Mantenha objetos aquecidos, como cigarros e ferro de passar, longe do alcance da criança.
• Manter produtos de limpeza fora do alcance.
• Usar protetores de tomadas elétricas.

Crianças com idade entre 1 e 3 anos

• Não utilizar equipamentos com fios danificados ou partidos.
• Nunca deixe a criança sozinha na banheira. Elas podem ligar a água quente, cair ou se afogar rapidamente.
• Ensine a criança a não puxar objetos como toalha de mesa, fios e outros.
• Deixar os cabos das panelas voltados para o lado interno do fogão. Não permitir a presença de crianças próximas ao fogão, churrasqueira.

Crianças com idade entre 3 e 5 anos

• Nessa idade, elas podem começar a ser treinadas na prevenção de incêndios e queimaduras. Elas já têm idade suficiente para reconhecer o som de um detector de fumaça.
• Usar apenas isqueiros com dispositivo protetor de acendimento acidental.
• Ensinar à criança as diferenças entre brinquedo e palito de fósforo.

Crianças com idade entre 5 e 12 anos

• Planejar e praticar as saídas em caso de incêndio.
• Conversar sobre a segurança na cozinha.
• Ensinar sobre o uso do forno de micro-ondas, forno elétrico e aquecedores.
• Manter líquidos inflamáveis fora de vista e de acesso.

Cuidados gerais

Os seguintes cuidados são universais:

• Evite fumar. Se fumar, evite fazê-lo deitado.
• Utilize cinzeiros fundos e com proteção lateral.
• Evite manipular álcool próximo a cigarros, charutos, fósforos acesos.
• Investigue vazamentos de gás.
• Feche a válvula do botijão de gás, antes de sair de casa e antes de ir dormir.
• Mantenha o botijão de gás longe do calor direto e sempre na vertical.
• Manipule os fogos de artifício com cuidado.
• Evite o uso de bronzeadores caseiros.
• Não utilizar álcool engarrafado diretamente sobre o fogo, na forma de jato, pelo risco de explosão.
• Nunca considere uma queimadura sem importância.
• Não tente tratar queimaduras de acordo com conselhos de vizinhos, balconistas de farmácia.
• Fogo e bebida não combinam. Evite essa associação.


Copyright © 2012 Bibliomed, Inc.    Publicado em 06 de junho de 2011.    Revisado em 04 de junho de 2012






MOMENTO DE REFLEXÃO


Nós estávamos sentadas almoçando quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em “começar uma família”.

 “Nós estamos fazendo uma pesquisa”, ela diz meio de brincadeira. “Você acha que eu deveria ter um bebê?”

 “Vai mudar a sua vida”, eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro.

 “Eu sei”, ela diz, “nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas....”

 Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.

 Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar  “E se tivesse sido o MEU filho?” Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar. Que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.

 Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote. Que um grito urgente de Mãe! fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.

 Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.

 Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no McDonald's se tornará um enorme dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro.

  Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe.

 Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida -- não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.

 Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se tornarão medalhas de honra.

O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.

  Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados.

Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.

 Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta. Eu quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer. O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.

“Você jamais se arrependerá”, digo finalmente.

 Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados. Este presente abençoado de Deus que é...ser MÃE !