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LITURGIA DIÁRIA

LITURGIA DIÁRIA - REFLEXÕES E COMENTÁRIOS

Diário de Domingo 27/05/2012





Domingo, 27 de maio de 2012


“Tem dias que Deus caminha ao meu lado, eu sei. Tem dias que Ele me leva no colo, eu sinto!” (Joelma Rocha)




EVANGELHO DE HOJE
Jo 20,19-23


Naquele mesmo domingo, à tarde, os discípulos de Jesus estavam reunidos de portas trancadas, com medo dos líderes judeus. Então Jesus chegou, ficou no meio deles e disse:
- Que a paz esteja com vocês!
Em seguida lhes mostrou as suas mãos e o seu lado. E eles ficaram muito alegres ao verem o Senhor. Então Jesus disse de novo:
- Que a paz esteja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês.
Depois soprou sobre eles e disse:
- Recebam o Espírito Santo. Se vocês perdoarem os pecados de alguém, esses pecados são perdoados; mas, se não perdoarem, eles não são perdoados.






MEDITANDO O EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz

Como o Pai me enviou, também eu vos envio: Recebei o Espírito Santo!
Hoje celebramos com alegria a solenidade de Pentecostes, que é a vinda do Espírito Santo. O fato está narrado na primeira Leitura e no Evangelho. O Evangelho narra que Jesus nos mandou o Espírito Santo a fim de continuarmos a sua missão na terra: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio. E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: Recebei o Espírito Santo!”
O Evangelho destaca também que o Espírito Santo veio sobre os Apóstolos para lhes dar o dom de perdoar os pecados: “A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos”.
Jesus é o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29); e a Igreja é a continuadora de Jesus, levando esse perdão a todos os homens e mulheres do mundo.
Neste pequeno trecho do Evangelho, Jesus fala duas vezes: “A paz esteja convosco”. Dá impressão que essa foi a finalidade de tudo: dar-nos a paz, uma paz completa e permanente. O pecado gera sentimento de culpa, o que nos tira a paz. Sem paz, a pessoa não tem alegria, nem felicidade, nem força para agir e fazer o bem. Como que é importante o sacramento da confissão!
Também o perdão que nos damos uns aos outros faz bem. Ele traz a paz tanto para quem é perdoado como para quem perdoa. Há pessoas que só vêem as limitações do próximo. Isso é uma “miopia”, porque as pessoas têm muito mais qualidades do que defeitos. Destacar as qualidades de uma pessoa é um incentivo para que ela vença as suas falhas e melhore de vida.
A paz é melhor que as riquezas, que as honras e melhor até que a saúde. Mas a paz não nos vem isolada; ela é fruto da justiça e do perdão. Quem é justo e perdoa torna-se uma fonte de paz no mundo.
“Estando fechadas, por medo dos judeus, as portas...” Com esse medo todo, dá impressão que, se o Espírito Santo não tivesse vindo, a Igreja teria acabado ali mesmo.
O Espírito Santo tira o medo exagerado, e acrescenta à nossa coragem a confiança de que Deus fará também a parte dele e nos defenderá. “Se pegarem em serpentes e beberem veneno mortal, não lhes fará mal algum” (Mc 16,18).
Na primeira Leitura, o Espírito Santo vem como Luz e Força para os discípulos. Luz para nos mostrar o caminho, e força para seguimos esse caminho.
Outro dado interessante é que o Espírito Santo não veio sobre indivíduos, mas sobre a Comunidade cristã reunida. Ele não deseja destacar pessoas, mas sim a Comunidade, que é o Corpo Místico de Cristo e o principal instrumento de construção do Reino de Deus no mundo.
A Igreja (Comunidade) é a grande agente transformadora do mundo; nós somos membros, ou peças dessa máquina.
Eu vou contar um fato acontecido no Estado do Acre, em 1981. João Eduardo era um senhor, pai de família e líder da Comunidade rural onde ele morava.
O governo desapropriou uma grande área de terra e encarregou o João Eduardo de fazer a distribuição para as famílias de agricultores sem terra.
Durante esse trabalho, João descobriu que havia um atravessador vendendo lotes do assentamento. João o procurou, pediu que ele parasse com aquele ato ilegal, e ameaçou denunciá-lo. O atravessador o ameaçou de morte, caso o denunciasse. Mesmo assim, João Eduardo o denunciou. E não deu outra: ele foi assassinado dia 18/01/1981.
O Espírito Santo nos dá coragem para enfrentar até ameaça de morte, para fazermos o bem e implantarmos a justiça. João Eduardo sabia que a nossa existência não a morte, mas é eterna. E ele acreditava que, se lhe acontecesse alguma coisa, a providência divina não abandonaria a sua família, como de fato não abandonou.
Após a ascensão, os discípulos foram para Jerusalém e se reuniram, a espera do Espírito Santo que Jesus havia prometido. E ali, “todos eles perseveravam na oração em comum, junto com algumas mulheres, entre elas Maria, mãe de Jesus” (At 1,14). Que Maria Santíssima esteja também em nosso meio, ela que é a esposa do Espírito Santo.
Como o Pai me enviou, também eu vos envio: Recebei o Espírito Santo!






MUNDO ANIMAL

O sentimento que a morte produz nos animais é semelhante a dor do luto


O luto é um sentimento profundo oriundo de uma perda importante na vida. Pessoas enlutadas experimentam traumas tanto físicos quanto emocionais, enquanto tentam adaptar suas vidas aos abalos trazidos pela perda. Há muito tempo os psicólogos reconheceram que o luto experimentado pelos proprietários de animais após a morte destes é o mesmo experimentado após a morte de uma pessoa. A morte de uma animal de estimação significa a perda de um amor incondicional. Esses sentimentos podem ser especialmente intensos nos idosos, nas crianças ou nos casais sem filhos. As crianças tendem a ficar enlutadas por um período mais curto, mas a sua dor não é menos intensa. Crianças, também, tendem a voltar ao assunto com mais frequência e, precisam ser encorajadas a falar livremente sobre o animal, oferecendo-lhe muito carinho e conforto.
Até os três anos, a única coisa que a criança entende é que o animal não estará lá mais com ela, mas não percebe que a morte é irreversível. A partir dos sete anos a criança já entende melhor o conceito da perda. Depois dos 12 anos, ela tem capacidade para entender e aceitar todo o processo da perda. É importante que seja esclarecido neste período de luto, que a morte faz parte do ciclo da vida, é algo natural que vai acontecer com todos os seres vivos. Não é aconselhável se apressar para dar outro animal. O ideal é que a criança consiga recordar as histórias do animal que perdeu, valorizando-o e não o vendo como objeto. Deixe que ela chore, não a force a sentir-se melhor. As crianças necessitam de mais tempo para compreender o que é morte. Deve-se falar sempre a verdade para a criança, evitando que ocorra traumas no futuro. A conscientização neste processo educativo deve enfocar, que assim como as listras das zebras são iguais as impressões digitais dos humanos, no caso dos cães, a impressão digital fica no focinho, provando desta forma, que cada animal é único e insubstituível.
A observação do ciclo de vida de um animal ajuda-nos a entender melhor as nossas próprias fases da vida. O luto é provavelmente a sensação mais confusa, frustrante e dolorosa que uma pessoa pode sentir. É ainda mais para proprietários de animais. A sociedade, em geral, não dá a essas pessoas “permissão” para demostrar a sua dor abertamente. Dessa forma, os proprietários frequentemente se sentem isolados e sozinhos.
A tristeza causada pela sua falta do animal de estimação aos idosos pode ocasionar inúmeras reações, surgindo sentimentos de culpa ou medo. Não existe mais para o proprietário aquele ser especial que lhe oferecia amor e proteção. A pessoa enlutada se sente extremamente triste, desesperançada, inútil e cansada. Muitos adquiriram seu animal para combater a solidão, pois muitos são viúvos, divorciados e não possuem parentes e, viviam felizes na companhia deste amigo inseparável. Após a morte do animal, é preciso que seja encontrado um novo estímulo, para que a pessoa continue se exercitando e cuidando da higiene da casa. A adoção de um novo animal é uma boa opção para restabelecer o equilíbrio emocional.
Os animais, também, criam laços muito fortes entre eles. Na verdade, animais que perderam um companheiro podem exibir vários sintomas idênticos aos experimentados pelo proprietário enlutado. O animal sobrevivente pode ficar inquieto, ansioso e deprimido. Ele pode suspirar com frequência, e ter dificuldade para comer e dormir. É comum que os animais procurem por seus companheiros mortos e exijam mais atenção dos seus donos. Mesmo animais que parecem ter dificuldade para se relacionarem podem exibir fortes sinais de estresse quando morre o outro animal da casa.
Na Tanzânia, primatologistas estudando o comportamento de chimpanzés registraram a morte de Flo, de 50 anos, a matriarca de um grupo. Durante todo o dia seguinte, o filho de Flo, Flint, sentou-se ao lado do corpo sem vida da mãe, ocasionalmente pegando sua mão e chorando. Nas semanas seguintes, Flint tornou-se crescentemente alheio, afastando-se do grupo – a despeito dos esforços de seus parentes para levá-lo de volta – e recusando comida. Três semanas após a morte de Flo, o outrora jovem e saudável chimpanzé também estava morto. A primatologista Jane Goodall, que assistiu a Flint morrer de fome após a morte da mãe, não tem dúvida: ele morreu de tristeza. Mas pode um macaco manifestar sentimentos que nós, antropocentricamente, associamos apenas a nós mesmos? É isso que propõe o livro: “The smile of a dolphin” (O sorriso de um golfinho), editado por Marc Bekoff, biólogo da Universidade do Colorado. No volume, 50 pesquisadores do comportamento animal – não só de chimpanzés e golfinhos, mas também de cães e pássaros – dizem que sim, nossos companheiros de reino podem sentir tristeza (luto), afeto, amor, alegria e prazer. Trata-se de uma virada e tanto no modo de os cientistas encararem essa questão, isto é, não se exige mais que isso seja respaldado por gráficos ou tabelas. “Eu nem mesmo posso provar que outro ser humano está se sentindo feliz ou triste. Mas eu posso deduzir como eles estão se sentindo a partir da linguagem do corpo e da expressão facial. Com uma vantagem: os animais não filtram ou dissimulam seus sentimentos como fazem os os seres humanos”, afirma Marc Bekoff. O biólogo espera que um maior entendimento do que os animais estão sentindo irá estimular regras mais rígidas sobre como eles devem ser tratados tanto em zoológicos e circos quanto em fazendas e residencias, o quanto eles sofrem ao serem maltratados.
Estudos sobre as reações à perda de um animal de estimação mostram como é forte o apego desenvolvido. Usando o modelo da teoria de apego (Bowlby, 1969, 1973, citado em Archer, 1996), Parkes (1986, citado em Archer, 1996) se referiu ao pesar de perder um animal de estimação como o custo de perder um grande amor. Há estudos que tendem para uma descrição mais qualitativa, mostrando paralelos entre o luto seguido da morte de um humano e da morte de um animal de estimação. Stewart (1983, citado por Archer, 1996) relatou que uma minoria de sua amostra (18%) ficou tão perturbada que foi incapaz de continuar com sua rotina normal, e um terço descreveu si mesmos como muito angustiados. Dunn e colaboradores (1992, citado por Archer, 1996) estudaram uma amostra de aproximadamente 1.000 donos de animais de estimação aflitos nos Estados Unidos e encontrou que o luto foi breve, porém intenso. Tristeza ainda era aparente em metade da amostra um mês após a perda, e choro e culpa em aproximadamente um quarto dos pesquisados.

Depoimentos que envolvem a morte dos animais:

Reverendo McSweeney. – Arquidiocese Católica de Nova York
O catolicismo tem certeza da vida após a morte dos seres humanos, mas não temos ideia sobre o que acontece com os animais. Jesus disse: – “Toda a criação se renovará no paraíso”. Para os proprietários de animais de estimação, eu diria que as palavras de Cristo podem significar que existe a possibilidade de que, quando isto acontecer, quando toda a criação for reunida num outro mundo, eles encontrem seus animais, pois o paraíso não deverá ser um lugar sem plantas nem animais. O céu foi feito para o ser humano. A razão para os cães irem para o céu não é por nós, nem por eles. Talvez, isto sim, pelo nosso relacionamento com eles. Eu diria que o Deus do amor deseja que sejamos felizes e nos permitirá ter conosco, os animais que partilharam de nosso amor.

Rabino G. Winkler – Novo México
O livro dos provérbios diz: “As pessoas piedosas conhecem as almas de seus animais” – o que significa que uma pessoa estudiosa, evoluída, tem ligação com o espírito do seu animal de estimação. Vários ensinamentos do Talmud falam de animais que pertencem a rabinos da antigüidade. O céu é chamado de “Jardim do Éden” e todas as criaturas são vistas celestialmente. O Pai Supremo, abençoado seja seu nome, não priva nenhuma de suas criaturas do prêmio celeste. Baseado em como viveram neste mundo, todos os animais receberão recompensa no mundo que está por vir. Existe um paralelo entre o pensamento católico e judaico, onde prevalece o pensamento de que os animais foram feitos para nós. Não foram. Eles são imbuídos de espírito, alma e têm escolhas. Todas as criaturas têm algo para nos ensinar. Eles têm seu próprio conhecimento.

Reverendo A. Linzey. – Fundação de Pesquisas para o Bem Estar Animal.- Prof. de Teologia da Universidade de Oxford
Para mim é perfeitamente óbvio e teologicamente essencial que os animais vão para o céu. Na verdade, a única e importante pergunta teológica é saber se o ser humano vai para o céu. Afinal, nenhum animal peca, nenhum é sem fé ou violento como nós, seres humanos. Os animais são criaturas inocentes que sofrem por erros que não são deles. O Deus justo certamente dará a redenção e libertará de sofrimentos os animais, e dará a eles um lugar no céu. A Bíblia se refere em várias passagens aos animais: “O cordeiro deitará com o leão”, “A alma de todas as coisa vivas está nas mãos de Deus”, “Todos os animais da floresta me pertencem”.


Acredito que se os animais não tivessem alma, com certeza não seriam capazes de amar e de demonstrar seus sentimentos por nós de forma tão expressiva. Se não tivessem alma, não teriam inteligência, da qual há hoje em dia tantas provas científicas. Procurando alguma referência bíblica sobre humanos e animais, descobri esta passagem muito interessante em Eclesiastes. Acredito que este texto possa ajudar na sensibilização das pessoas em relação aos animais e a aparente semelhança da morte entre homens e animais: – “Eu também disse a mim mesmo: Como para os seres humanos, Deus testa-los para que eles possam ver que eles são como os animais. Certamente o destino dos seres humanos é semelhante à dos animais; o mesmo destino espera os dois: Como um morre, assim morre o outro. Todos têm o mesmo fôlego; os seres humanos não têm nenhuma vantagem sobre os animais”. (Eclesiastes 3-18,19)

Vininha F. Carvalho - Jornalista, administradora de empresas, economista e ambientalista, atuando como defensora do direito dos animais.
http://www.animalivre.com.br





MOMENTO DE REFLEXÃO


Se Deus for a tua Inspiração, os problemas, por maiores que sejam, serão apenas barreiras que você poderá vencer.
Se Deus for o teu Orientador, na hora da dúvida, ficará bem claro, o caminho que deverás seguir, após uma singela oração.
Se Deus for o teu melhor Amigo, você sabe que poderá contar com Ele a qualquer hora, na alegria ou na tristeza, com ou sem dinheiro, com coragem ou morrendo de medo, ele será teu ombro e te consolará.
Se Deus for o teu Confessor, você terá com quem desabafar, falar dos seus erros, dos deslizes que todos cometemos, e Ele te perdoará e aliviará a tua alma.
Se Deus for a tua Bandeira, e se por Ele lutares, se não negares o Seu nome, o Seu amor e a importância Dele na tua vida, então, Ele também não te negará, não te deixará desamparado.
Se Deus for contigo, nada te abalará, nem pedra que caia do céu, nem terremoto que estremeça o chão, nem inimigos invisíveis da noite, e você terá o maior tesouro que um homem pode alcançar na Terra: terá a paz interior.
E essa paz te conduzirá a certeza, e essa certeza será transformada em fé, e essa fé produzirá frutos, e seus frutos se espalharão, e o mundo será melhor, e assim, Deus será na sua vida, o que é, foi e sempre será:  TUDO!




Diário de Sábado 26/05/2012





Sábado, 26 de maio de 2012

"A excelência consiste em fazer algo comum de maneira incomum."
(Booker Washington)




EVANGELHO DE HOJE
Jo 21,20-25


Então Pedro virou para trás e viu que o discípulo que Jesus amava vinha atrás dele. Este era o mesmo que estava ao lado de Jesus durante o jantar da Páscoa e que havia chegado para mais perto dele e perguntado: "Senhor, quem é o traidor?" Quando Pedro viu aquele discípulo, perguntou a Jesus:
- O que diz, Senhor, a respeito deste aqui?
Jesus respondeu:
- Se eu quiser que ele viva até que eu volte, o que é que você tem com isso? Venha comigo!
Então se espalhou entre os seguidores de Jesus a notícia de que aquele discípulo não ia morrer. Mas Jesus não disse isso. Ele apenas disse: "Se eu quiser que ele viva até que eu volte, o que é que você tem com isso?"
Este é o discípulo que falou destas coisas e as escreveu. E nós sabemos que o que ele disse é verdade.
Final
Ainda há muitas outras coisas que Jesus fez. Se todas elas fossem escritas, uma por uma, acho que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos.




MEDITANDO O EVANGELHO
J. Salviano Silva


Mentira Santa?
João conclui o seu Evangelho, e se identifica com "o discípulo que Jesus mais amava",  afirmando que Jesus fez muitas outras coisas, quer dizer, muitos outros milagres, que não estão escritos nos evangelhos.  E garante que tudo que ele escreveu é verdade. Este é o discípulo que dá testemunho de todas essas coisas, e as escreveu. E sabemos que é digno de fé o seu testemunho.  O que não quer dizer, de jeito algum, que nos outros evangelhos  exista alguma sombra de dúvida  por parte de seus autores. Porque,  João aqui não está dizendo que os demais evangelistas não são verdadeiros. Ele só afirma que, o que escreveu é expressão da pura verdade.  O que deve ser a característica de todo bom cristão. O cristão não pode faltar com a verdade em hipóteses alguma, nem prometer uma coisa que ele não pode cumprir. Certa vez, em uma  certa paróquia, eu estava participando de um curso de preparação de encontros catequéticos, quando a coordenadora que se fazia passar por grande entendedora da sagrada escritura, falou-nos de uma tal mentira santa.  Segundo ela, mentir é errado, é pecado, mas existem casos em que se poderia mentir, para não causar um mal maior, e esta seria uma mentira santa.  Eu até concordei com ela, porém em parte. Só para exemplificar, disse ela,  imaginemos uma senhora com certas complicações vasculhares  somadas a uma insuficiência  cardíaca e ao processo de envelhecimento bem  adiantado. Estando internada, recebia todo dia  a visita dos familiares, principalmente do seu querido netinho.  Chegou a sexta-feira e o garoto  não chegava. Ela não parava de olhar o relógio na parede, e de perguntar pelo menino.  Disseram-lhe que o seu querido neto estava fazendo um trabalho muito importante na casa de um amiguinho, pois era para nota e que ele estava muito mal naquela tal matéria e coisa e tal.  Só que na verdade verdadeira, o querido netinho estava na U.T.I.  entre a vida e a morte pois naquela manhã tinha sido atropelado por um ônibus, e se a verdade lhe fosse revelada, ela poderia ter um  enfarto fulminante.  Que você acha? Sinceramente eu gostaria muito de saber a sua opinião.  Concorda com essa mentira santa?  Eu até concordei. Coitada daquela senhora! Só fiquei pensando, que mentira santa teriam de inventar no outro dia, e se o menino viesse a morrer? Percebeu que é o tipo da coisa polêmica?  É complicado quando queremos resolver um mal com outro mal maior ou do mesmo tamanho.  Para quem está acostumado a mentir, isso seria a coisa mais natural desse mundo.  Bem. Poderíamos aqui analisar outros tipos de mentiras que se justificariam como mentira santa. O problema é o exagero, o acostumar-se neste expediente, ou coisa parecida.  Vou parar por aqui, e deixo a conclusão com você.

www.reflexaoliturgiadiaria.blogspot.com






CASA, LAR E FAMÍLIA

Dicas que vão facilitar sua vida


1-Retire a maionese que sobrou no fundo do vidro espremendo o suco de meio limão. A mistura dará um ótimo molho para saladas.

2- Se você fritou peixe e sobrou muita gordura, passe por um filtro para reter as impurezas. Pingue algumas gotas de limão e deixe esquentar um pouco. O óleo não ficará com cheiro nem com gosto de peixe.

3- Reaproveite o óleo usado na fritura colocando, quando ainda quente, algumas fatias de batata crua. A batata absorverá todo e qualquer sabor estranho ao óleo.

4-Quando você fizer qualquer fritura à milanesa, prepare e deixe na geladeira de 10 a 15 minutos. Assim, o empanado de ovo e farinha de rosca não se desprenderá ao fritar.

5-Para que a linguiça fique deliciosa, ferva antes em um pouco de água. Quando a água secar, deixe que ela frite na própria gordura, sem acrescentar óleo.

6-Para facilitar a limpeza dos queimadores do fogão, ferva-os com água, sal, vinagre, gotas de limão e saponáceo em pó. Depois, esfregue com esponja de aço.. Assim as manchas sairão mais rápido.

7-Quando sobra muita gordura de uma fritura, ninguém quer jogar fora. O negócio é economizar, guardá-la para aproveitar outra vez. Só que já ficou com um cheiro desagradável, um gosto amargo e dificilmente poderá ser usada para qualquer coisa. Para evitar isso, assim que terminar a fritura, deite sobre a gordura ainda quente algumas rodelas de batata crua. Espere um pouquinho, retire as rodelas e pode guardar sua gordura sossegada, pois a batata absorveu todo o gosto deixado pelo que você fritou.

8-Pode-se evitar que a gordura queime, durante as frituras, colocando-se na frigideira uma cenoura pequena. Ela vai tirar qualquer cheiro de queimado.

9-Um truque para que a fritura fique bem sequinha: antes de levar a gordura ao fogo acrescente uma colherinha de álcool. Mas, lembre-se que a gordura deve estar fria, para evitar que o fogo se forme na frigideira!

10-Para que não respingue gordura na fritura dos bifes, ponha um pouco de óleo na carne na hora de temperá-la. Depois coloque-a numa panela e não use mais o óleo.






MOMENTO DE REFLEXÃO

"A excelência consiste em fazer algo comum de maneira incomum." (Booker Washington)
Você já teve a sensação de nunca estarem satisfeitos com o que você faz?
Impressão que você faz todo serviço sujo e ninguém te reconhece por isso?
Então me acompanhe nessa reflexão sobre um Urubu e um Colibri!
O Urubu é um pássaro ao qual atribuímos algumas coisas ligadas ao mau agouro. No entanto, se compreendermos a sabedoria infinita do Criador do Universo, percebemos que cabe ao urubu uma das missões mais importantes da natureza.
Cabe ao urubu, alimentar-se da carniça, para livrar o mundo da podridão de corpos de animais sem vida. Ele não se alimenta da carne de animais mortos por prazer, mas para realizar sua tarefa que é fazer a faxina do mundo.
Mas aos nossos olhos não é nada graciosa sua existência.
Por outro lado, ficamos encantados diante da beleza de um colibri, se equilibrando diante de uma flor ao sugar-lhe o que ela tem de mais saboroso, seu néctar.
Veja que contradição.
O colibri ao deixar esta vida, tomba em qualquer canto, e finalizando sua existência, torna-se então alimento para o urubu.
O urubu por sua vez, ao findar sua missão, viaja para ilhas rochosas ou outros lugares isolados para não contaminar o ambiente com sua decomposição.
Agora, faça uma reflexão , para comparar na vida humana, com “urubus” e “colibris”.
A quantas pessoas cabem nesta vida, a dura missão de urubu e em função da sua missão, não recebem de nós o devido reconhecimento e respeito, nem os vemos com bons olhos, ou lhes demonstramos a devida gratidão.
Já aos “colibris” que vivem de sugar o néctar da sociedade, cabem os aplausos e holofotes.
Veja muitas profissões como: Garis, zeladores, babás, enfermeiras, policiais e mesmo professores, que tem sua missão de “urubu”. Enquanto que muito político tem uma existência de colibri, com seus discursos inflamados, sugando o néctar da sociedade, recebendo seu aplauso.
Por isso, eu lhe digo hoje , quando você sentir-se um pouco urubu.
Lembre-se de que a tua existência tem uma razão nobre e foi sabiamente escolhida pelo Criador do Universo.
Hoje meu aplauso vai para o URUBU!
Pense nisso...



Diário de Sexta-feira 25/05/2012





Sexta-feira, 25 de maio de 2012


“Aproveite cada minuto, porque o tempo não volta. O que volta é a vontade de voltar no tempo.”



EVANGELHO DE HOJE
Jo 21,15-19


Quando eles acabaram de comer, Jesus perguntou a Simão Pedro:
- Simão, filho de João, você me ama mais do que estes outros me amam?
- Sim, o senhor sabe que eu o amo, Senhor! - respondeu ele.
Então Jesus lhe disse:
- Tome conta das minhas ovelhas!
E perguntou pela segunda vez:
- Simão, filho de João, você me ama?
Pedro respondeu:
- Sim, o senhor sabe que eu o amo, Senhor!
E Jesus lhe disse outra vez:
- Tome conta das minhas ovelhas!
E perguntou pela terceira vez:
- Simão, filho de João, você me ama?
Então Pedro ficou triste por Jesus ter perguntado três vezes: "Você me ama?" E respondeu:
- O senhor sabe tudo e sabe que eu o amo, Senhor!
E Jesus ordenou:
- Tome conta das minhas ovelhas. Quando você era moço, você se aprontava e ia para onde queria. Mas eu afirmo a você que isto é verdade: quando for velho, você estenderá as mãos, alguém vai amarrá-las e o levará para onde você não vai querer ir.
Ao dizer isso, Jesus estava dando a entender de que modo Pedro ia morrer e assim fazer com que Deus fosse louvado.
Então Jesus disse a Pedro:
- Venha comigo!





MEDITANDO O EVANGELHO
Alexandre Soledade

Bom dia!
Ao recordar o que escrevi ontem, esse evangelho acaba me fazendo refletir muito nossas respostas ao convite de Deus, pois cada um de nós, sem exceção, por vezes também fomos questionados por Deus sobre nosso o amor que temos a Ele e a seu projeto.
Esses dias me peguei reclamando de coisas pequenas e corriqueiras na lida com meu filho, que a idade (4 anos) e a máxima curiosidade o fazem insistentemente desobedecer os pedidos nossos. Puxa vida! Como brigamos com aqueles que nós amamos?
Ver meu filho fazer algo que eu e minha esposa já o alertarmos que não deveria ser feito nos deixa extremamente irritados. A curiosidade de ver como um brinquedo funciona por dentro valia a pena a bronca que levaria em seguida. Talvez!
Nem tudo que a curiosidade nos convida nos dará um feedback positivo. No caso do meu filho, sobrou um canto de sofá, um castigo e um sermão. Foi nesse momento que me perguntei: E Deus? Como Ele responde minhas “curiosidades”?
“(…) Tú me amas”?
Refleti que por vezes, no relacionamento com os outros, nos comportamos como o administrador infiel. Pedimos perdão a Deus de nossas falhas, mas não temos a mesma tolerância nas falhas dos outros.
Noto também que nos comportamos como crianças “birrentas” daquelas que adoram dar escândalo em supermercado, de se jogar no chão na frente das pessoas, dar faniquito, quando não conseguimos o que desejamos. Comportamo-nos como crianças de quatro anos, imaturas, que desejam tudo, mas não tem o mesmo empenho para trabalhar para se obter o que tanto deseja. Por vezes queremos um “Deus” avô ou avó que fará tudo que eu quiser e que estragará a educação que os pais lutam para dar
Peço muito a Deus e com certeza continuarei a pedir, mas o que realmente preciso pedir?
“(…) Tú me amas”?
Conheço um senhor que me ensinou sua filosofia família. Dizia ele: “Se preciso, luto para ter, se apenas quero, dá par esperar”.
“(…) Pedi e se vos dará. Buscai e achareis. Batei e vos será aberto. Porque todo aquele que pede, recebe. Quem busca, acha. A quem bate, abrir-se-á”. (Mateus 7, 7-8)
Amar a Deus “da boca pra fora”, como Pedro o fez antes da tríplice negação, fazemos todos os dias quando me cerco de desejos egoísta e fúteis. Se coordeno e não formo novos que me sucedam, não trabalhei direito. Se meu orgulho vale mais que o bem maior e coletivo, não sou cristão; Se sou padre, ministro ou catequista e realizo minha atribuição de cara amarrada, dando trabalho, sendo contra tudo, criticando os diferentes, por que raios digo que faço o que Deus quer?
“(…) Tú me amas”?
Sem o Espírito Santo não dá para amar!!
Domingo é pentecostes, faça uma prece! Peça uma nova efusão na sua vida! É só abrir a porta do coração. Deus vai entrar…
“(…) Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo”. (Apocalipse 3, 20)
Não há tempo e nem idade. Comecemos a pedir o que precisamos e depois o que queremos.
Um Imenso abraço fraterno. Bom fim de semana!






DICAS DE SAÚDE
Ressaltamos que as Dicas de Saúde enviadas por este Diário, não equivalem a uma receita médica; são apenas "dicas". Os exames preventivos são sempre indispensáveis! Para mais informações consulte o seu médico
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Síndrome do pânico: saiba como lidar com ela


Ele ou ela entra no consultório com aparência mais saudável possível, costumam ter entre 20 e 35 anos e quase sempre trazem uma pilha de exames totalmente normais. Olham para mim como se eu fosse a sua última esperança. Geralmente são adultos bem sucedidos. Tem uma autocrítica acima da média, e por serem muito competentes atraem, naturalmente, muita responsabilidade. Eu diria que este tipo de paciente “dá um passo maior do que a perna”. São devotos à perfeição e, portanto, como assumem muitos compromissos, não conseguem executa-los da maneira que gostariam. Isto de maneira lenta e progressiva leva a um conflito interno. Este conflito gera ansiedade que se persistir, pode culminar com o distúrbio da ansiedade* mais conhecido do momento: “a síndrome do pânico” ou “ataque de pânico”. *Os distúrbios da ansiedade não são considerados condições psiquiátricas e são caracterizados por componentes psicológicos (tensão, medos, apreensão e dificuldade de concentração) e somáticos (taquicardia, aumento da frequência respiratória com sensação de falta de ar, palpitação, tremores e transpiração). Os distúrbios da ansiedade são:
1) transtorno obsessivo-compulsivo;
2) ansiedade generalizada;
3) ansiedade fóbica;
4) transtornos dissociativos.
5) transtorno do pânico (síndrome do pânico). No ataque de pânico, os pacientes se queixam de uma crise de taquicardia, formigamento ao redor da boca, lábios e nas extremidades (mãos), taquicardia (aumento da frequência dos batimentos cardíacos), falta de ar, transpiração intensa e fria, principalmente nas mãos, e as vezes sensação de desmaio. Junto com estas manifestações fisiológicas, o paciente se queixa de um medo intenso de morrer. Apesar de curta e imprevisível, a crise pode ser desencadeada por lugares muito cheios (shopping, cinema, trânsito etc), caracterizando a agorafobia (medo de lugares repletos de pessoas). Em trinta por cento dos casos, o ataque de pânico acontece no meio da noite. Todos os pacientes sentem uma ansiedade antecipatória da crise, gerando insegurança que os limita para atividades rotineiras. Estes pacientes frequentemente acabam em um serviço de emergência queixando-se de ataque cardíaco ou queda de açúcar. No meu entender, o ataque de pânico nada mais é do que uma resposta de adrenalina (adrenérgica) a um inimigo virtual e portanto, totalmente inadequada. A resposta adrenérgica é muito conhecida no mundo animal. Ela é um mecanismo de defesa primitivo, que prepara o animal para escapar do predador ou caçar a presa. A adrenalina promove algumas alterações como:
1) transporta o sangue superficial da pele para o músculo fazendo com que o músculo fique mais irrigado e forte. Daí a palidez e o formigamento nas extremidades e face (menos irrigação sanguínea nesta área).
2) dilata a pupila para melhorar a acuidade visual;
3) aumenta a intensidade e os batimentos cardíacos para melhorar a oxigenação dos tecidos.
4) eleva a pressão arterial para, também, melhor irrigar as células. Ora, o que temos que entender é que diante das pressões do mundo moderno, somos cobrados intensamente (principalmente por nós mesmos) e nos agredimos tanto que o nosso organismo libera a resposta de defesa pré-programada mais primitiva: adrenalina no sangue. O paciente então apresenta todas as manifestações somáticas, não entende o que está acontecendo, acha que vai morrer e entra em pânico.

Como lidar com isso?
Primeiramente devemos pesquisar se o paciente esta dormindo bem, pois estes ataques estão fortemente associados a noites mal dormidas. Sendo este o fator de “stress” e ansiedade. Uma vez descartado o distúrbio do sono, devemos optar por medicamentos e psicoterapia com o intuito de detectarmos e tratarmos o foco de ansiedade. Estes medicamentos controlam rapidamente e facilmente a maioria dos casos. Na crise aguda os benzodiazepínicos são os preferidos (popular calmante). Para manutenção do tratamento, dá-se preferência aos antidepressivos, não porque o paciente está deprimido, mas sim porque estes medicamentos funcionam bem e não causam dependência. Este tratamento dura de 1 a 2 anos.
O acompanhamento com um profissional especializado (psicólogo ou psiquiatra) é bom e sempre recomendável. Na realidade temos de conscientizar o paciente a não se envolver tanto, a apertar o “botão dane-se”, a procurar mudar de hábitos, ter mais válvulas de escape. A válvula de escape que mais recomendo é o esporte quando possível. A leitura de assuntos agradáveis e diferentes do assunto de trabalho sempre ajuda. A introspecção diária é importantíssima para localizar o foco da ansiedade. Uma vez localizado, devemos enfrentar o problema de frente e escolhermos a melhor solução, sem culpa. Dicas para prevenir síndrome do pânico
1) Durma bem, se tiver dificuldade procure um profissional para pesquisar o motivo;
2) evite comer durante o trabalho, pare e faça as refeições com calma;
3) coma uma fruta entre as refeições;
4) faça uma atividade física pelo menos 60 minutos, pelo menos, três vezes por semana (comece devagar);
5) faça o que estiver a seu alcance, para aquilo que estiver fora do seu alcance, aperte o “dane-se” e seja feliz.
6) faça mais vezes o que gosta;
7) seja menos rigoroso consigo mesmo.

Fonte: www.clinicalcare.com.br






MOMENTO DE REFLEXÃO

Um professor, diante de sua classe de filosofia, sem dizer uma só palavra pegou um pote de vidro, grande e vazio, e começou a enchê-lo com bolas de golf.
Em seguida, perguntou aos seus alunos se o frasco estava cheio e, imediatamente, todos disseram que sim.
O professor então, pegou uma caixa de bolas de gude e a esvaziou dentro do pote. As bolas de gude encheram todos os vazios entre as bolas de golf.
O professor voltou a perguntar se o frasco estava cheio e voltou a ouvir de seus alunos que sim.
Em seguida, pegou uma caixa de areia e a esvaziou dentro do pote. A areia preencheu os espaços vazios que ainda restavam e ele perguntou novamente aos alunos, que responderam que o pote agora estava cheio.
O professor pegou um copo de café (líquido) e o derramou sobre o pote umedecendo a areia.
Os estudantes riam da situação, quando o professor falou:
“Quero que entendam que o pote de vidro representa nossas vidas. As bolas de golf são os elementos mais importantes, como Deus, a família e os amigos. São com as quais nossas vidas estariam cheias e repletas de felicidade. As bolas de gude são as outras coisas que importam: o trabalho, a casa bonita, o carro novo, etc. A areia representa todos as pequenas coisas. Mas se tivéssemos colocado a areia em primeiro lugar no frasco, não haveria espaço para as bolas de golf e para as de gude”.
“O mesmo ocorre em nossas vidas. Se gastarmos todo nosso tempo e energia com as pequenas coisas nunca teremos lugar para as coisas realmente importantes. Prestem atenção nas coisas que são primordiais para a sua felicidade. Brinquem com seus filhos, saiam para se divertir com a família e com os amigos, dediquem um pouco de tempo a vocês mesmos, busquem a Deus e creiam nele, busquem o conhecimento, estudem, pratiquem seu esporte favorito... Sempre haverá tempo para as outras coisas, mas ocupem-se das bolas de golf em primeiro lugar. O resto é apenas areia”.
Um aluno se levantou e perguntou o que representava o café.
O professor respondeu: “que bom que me fizestes esta pergunta, pois o café serve apenas para demonstrar que não importa quão ocupada esteja nossa vida, sempre haverá lugar para tomar um café com um amigo”.


Diário de Quinta-feira 24/05/2012





Quinta-feira, 24 de maio de 2012

“Obstáculos são aquelas coisas medonhas que você vê quando tira os olhos de seu objetivo.” (Henry Ford)




EVANGELHO DE HOJE
Jo 17,20-26


Não peço somente por eles, mas também em favor das pessoas que vão crer em mim por meio da mensagem dele. E peço que todos sejam um. E assim como tu, meu Pai, estás unido comigo, e eu estou unido contigo, que todos os que crerem também estejam unidos a nós para que o mundo creia que tu me enviaste. A natureza divina que tu me deste eu reparti com eles a fim de que possam ser um, assim como tu e eu somos um. Eu estou unido com eles, e tu estás unido comigo, para que eles sejam completamente unidos, a fim de que o mundo saiba que me enviaste e que amas os meus seguidores como também me amas.
- Pai, quero que, onde eu estiver, aqueles que me deste estejam comigo a fim de que vejam a minha natureza divina, que tu me deste; pois me amaste antes da criação do mundo. Pai justo, o mundo não te conhece, mas eu te conheço; e aqueles que me deste sabem que tu me enviaste. Eu fiz com que eles te conheçam e continuarei a fazer isso para que o amor que tens por mim esteja neles e para que eu também esteja unido com eles.




MEDITANDO O EVANGELHO
Pe. Antônio Queiroz CSsR

Para que eles cheguem à unidade perfeita.
Estamos na semana de oração pela unidade dos cristãos. Neste Evangelho, Jesus continua orando a Deus Pai e pedindo pela nossa união. Ela é importante para que o mundo creia. Jesus pede ao Pai por quantos ao longo dos séculos acreditarão nele, graças à palavra e ao testemunho dos cristãos da geração anterior. A unidade será diante do mundo o sinal, ou o selo de autenticação da verdadeira Comunidade de Cristo. O amor tem duas direções: a Deus e ao próximo, união com Deus e união com o próximo. As duas se completam e não possível uma sem a outra.
É importante construir a unidade dentro da pluralidade. Este é o caminho para que os que acreditam em Cristo, e têm boa vontade, se unirem.
O livro dos Atos dos Apóstolos, ao referir-se à vida dos primeiros cristãos, diz assim: “Todos viviam unidos e possuíam tudo em comum... E, cada dia, o Senhor acrescentava a seu número mais pessoas que seriam salvas” (At 2,44.47). O amor dentro da Comunidade cristã atrai novos membros para ela.
S. Pedro, quando estava em Cesaréia, na casa de Cornélio, disse as seguintes palavras: “Irmãos, Deus não faz discriminação entre as pessoas. Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que pertença” (At 10,34-35). Nós também queremos ser abertos a todos e a todas, sem rejeitar ninguém.
S. Paulo pede para não formarmos facções dentro da Comunidade: “Irmãos, eu vos exorto, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, a que estejais todos de acordo no que falais e não haja divisões entre vós. Pelo contrário, sede bem unidos no sentir e no pensar. Com efeito, pessoas da família de Cloé informaram-me a vosso respeito, meus irmãos, que está havendo contendas entre vós. Digo isto, porque cada um de vós fala assim: ‘Eu sou de Paulo’, ou: ‘Eu sou de Apolo’, ou: ‘Eu sou de Cefas’, ou: ‘Eu sou de Cristo’! Será que Cristo está dividido? Será Paulo quem foi crucificado por amor a vós? Ou foi no nome de Paulo que fostes batizados?” (1Cor 1,10-13). Que forte apelo à nossa união, não? Deve doer no coração de Jesus saber que pessoas que acreditam nele, que acreditam em Deus Pai e no Espírito Santo, estão divididas e competindo entre si!
Por outro lado, uma Comunidade unida exerce uma forte atração sobre os de fora, e a Comunidade vai crescendo dia-a-dia.
Havia, certa vez, uma ilha onde moravam várias virtudes e vários defeitos, todos misturados. Lá viviam a alegria, tristeza, a vaidade, a sabedoria, a riqueza, o poder, a verdade, a mentira, o amor etc.
Um dia, foi avisado aos moradores que a ilha ia ser inundada. Então eles começaram a ir embora. Menos o amor, porque ele queria ficar um pouco mais com a ilha. Até que, quando a ilha já estava quase coberta pelas águas, o amor resolveu pedir ajuda. Ele viu a riqueza que ia saindo e pediu: “Riqueza, me ajude. Deixe-me ir com você!” A riqueza respondeu: “Você não cabe no meu barco, amor! Eu estou carregando muito ouro, muita prata!” E a riqueza foi-se embora. A vaidade vinha chegando, e o amor pediu: “Por favor, vaidade, leve-me!” Ela respondeu: “Não posso, amor. Você está todo molhado e estragaria o meu barco!” Mas a tristeza vinha logo atrás, e o amor, chorando, pediu: “Tristeza, me ajude. Leve-me com você!” Esta porém falou: “Não, amor. Estou tão triste que prefiro ir sozinha”. A alegria também passou. Ela estava tão alegre que nem ouviu o amor chamar.
O amor, já soluçando baixinho, se espantou quando um velhinho lhe disse: “Venha, amor, eu levo você”. O amor ficou tão feliz que se esqueceu de perguntar quem era. Chegando à margem segura, o velhinho o deixou e foi-se embora. Então o amor viu a sabedoria e perguntou: “Quem era aquele bom velhinho que me ajudou?” “O tempo” – disse a sabedoria. “Mas por que – insistiu o amor – só o tempo me trouxe até aqui?” A sabedoria respondeu: “É porque só o tempo é capaz de compreender um grande amor”.
Para chegarmos à unidade perfeita, precisamos ter paciência, pois ela não se constrói de um dia para o outro. Só o tempo nos possibilitará conquistar esta bela virtude. As pessoas precipitadas quebram a unidade, às vezes por nada.
Maria Santíssima, Mãe do belo amor e do acolhimento, rogai por nós!
Para que eles cheguem à unidade perfeita.





MEIO AMBIENTE

Ranking da Anvisa aponta alimentos contaminados por agrotóxicos


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou hoje (7) os dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos, relativo ao ano de 2010. O pimentão, o morango e o pepino lideram o ranking dos alimentos com o maior número de amostras contaminadas por agrotóxico no ano em questão. Mais de 90% das amostras de pimentão analisadas pelo programa apresentaram contaminação. No caso do morango e do pepino, o percentual de amostras contaminadas foi de 63% e de 58%, respectivamente.
Dois tipos de problemas foram detectados pela Anvisa nestas amostras: presença de resíduos de agrotóxicos acima do permitido e uso de agrotóxicos não autorizados para estas culturas. As amostras foram coletadas em 25 estados do país e no Distrito Federal. São Paulo foi o único Estado a não participar do programa em 2010
Outros produtos apresentaram problemas classificados como “preocupantes” pela Anvisa. Em 55% das amostras de alface e 50% das amostras de cenoura também foram encontrados sinais de contaminação. Beterraba, abacaxi, couve e mamão apresentaram o mesmo problema em 30% de suas amostras. No outro extremo, a batata foi aprovada como livre de contaminação em 100% das amostras analisadas.
O diretor da Anvisa, Agenor Álvares, definiu assim o resultado: “São dados preocupantes, se considerarmos que a ingestão cotidiana desses agrotóxicos pode contribuir para o surgimento de doenças crônicas não transmissíveis, como a desregulação endócrina e o câncer”.
No balanço geral, das 2.488 amostras analisadas pelo programa, 28% apresentaram problemas. Deste total, em 24,3% dos casos, foi constatada a presença de agrotóxicos não autorizados para a cultura analisada. Em 1,7% das amostras foram encontrados resíduos de agrotóxicos em níveis acima dos autorizados. “Esses resíduos indicam a utilização de agrotóxicos em desacordo com as informações presentes no rótulo e bula do produto, ou seja, indicação do número de aplicações, quantidade de ingrediente ativo por hectare e intervalo de segurança”, observa Agenor Álvares. Em 1,9% das amostras foram encontradas as duas irregularidades simultaneamente na mesma amostra.
O relatório final do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos destaca que as doenças crônicas não transmissíveis – que têm os agrotóxicos entre seus agentes causadores – são hoje um problema mundial de saúde pública. Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), elas são responsáveis por 63% das 57 milhões de mortes declaradas no mundo em 2008, e por 45,9% do volume global de doenças.
A OMS prevê um aumento de 15%, entre 2010 e 2020, dos óbitos causados por essas doenças. No Brasil, elas já representam a principal causa de óbito, sendo responsáveis por 74% das mortes ocorridas em 2008 (893.900 óbitos).
O mercado brasileiro de agrotóxicos é o maior do mundo, com 107 empresas aptas a registrar produtos, e representa 16% do mercado mundial. Somente em 2009, foram vendidas mais de 780 mil toneladas de produtos no país. Além disso, o Brasil também ocupa a sexta posição no ranking mundial de importação de agrotóxicos.
A entrada desses produtos em território nacional aumentou 236%, entre 2000 e 2007. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil é o principal destino de agrotóxicos proibidos no exterior. Dez variedades vendidas livremente aos agricultores não circulam na União Europeia e Estados Unidos. Foram proibidas pelas autoridades sanitárias desses países.

Autor: Marco Aurélio Weissheimer
Fonte: Carta Maior




MOMENTO DE REFLEXÃO

O consultor de empresas e conferencista Stephen Kanitz escreveu um artigo intitulado "Ambição e Ética", que foi publicado na revista Veja, do qual extraímos algumas reflexões.
Kanitz define a ambição como sendo tudo o que você pretende fazer na vida. São seus objetivos, seus sonhos, suas resoluções.
As pessoas costumam ter como ambição ganhar muito dinheiro, casar com uma moça ou um moço bonito ou viajar pelo mundo afora.
A mais pobre das ambições é querer ganhar muito dinheiro, porque dinheiro por si só não é objetivo: é um meio para alcançar sua verdadeira ambição, como, por exemplo, viajar pelo mundo.
Já a ética são os limites que você se impõe na busca de sua ambição. É tudo que você não quer fazer na luta para conseguir realizar seus objetivos. Como não roubar, não mentir ou pisar nos outros para atingir sua ambição, ou seja, é o conjunto de princípios morais que se devem observar no exercício de uma profissão.
A maioria dos pais se preocupa bastante quando os filhos não mostram ambição, mas nem todos se preocupam quando os filhos quebram a ética.
Se o filho colou na prova, não importa, desde que tenha passado de ano, o objetivo maior.
Algumas escolas estão ensinando a nossos filhos que ética é ajudar os outros. Isso, porém, não é ética, é ambição.
Ajudar os outros deveria ser um objetivo de vida, a ambição de todos, ou pelo menos da maioria. Aprendemos a não falar em sala de aula, a não perturbar a classe, mas pouco sobre ética.
O problema do mundo é que normalmente decidimos nossa ambição antes de nossa ética, quando o certo seria o contrário.
E por quê? Por que dependendo da ambição, torna-se difícil impor uma ética que frustrará nossos objetivos.
Quando percebemos que não conseguiremos alcançar nossos objetivos, a tendência é reduzir o rigor ético, e não reduzir a ambição.
O mundo conheceu a história de uma estagiária na casa branca, que colocou a ambição na frente da ética e tirou o partido democrata do poder, numa eleição praticamente ganha devido ao enorme sucesso da economia na sua gestão.
Não há nada de errado em ser ambicioso, desde que se defina cedo o comportamento ético.
Quando a ambição passa por cima da ética como um rolo compressor, o resultado é o que podemos acompanhar nos noticiários que ocupam as manchetes em nosso país. Assim, para mudar definitivamente essa situação, é preciso estabelecer um limite para nossa ambição não nos permitindo, em hipótese alguma, violar a ética para satisfação pessoal, em detrimento do coletivo.
Conforme ensinou Jesus, "seja o seu falar: sim, sim, não, não". Seja em que situação for.
E se estiver difícil definir se estamos agindo com ética ou não, basta imaginar como julgaríamos esse ato, se praticado por outra pessoa.
Se o condenamos é porque não é ético. Se o aprovamos e julgamos justo, então podemos seguir em frente.
Defina sua ética quanto antes possível. A ambição não pode antecedê-la, é ela que tem  de preceder à sua ambição.