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LITURGIA DIÁRIA

LITURGIA DIÁRIA - REFLEXÕES E COMENTÁRIOS

Diário de Terça-feira 29/03/2011



Terça-feira, 29 de março de 2011

“As coisas simples devem ser simples e as coisas complexas, possíveis.” (Alan Kay)






EVANGELHO DE HOJE


Mt 18,21-35


Pedro dirigiu-se a Jesus perguntando: "Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?" Jesus respondeu: "Digo-te, não até sete vezes, mas setenta vezes sete vezes. O Reino dos Céus é... como um rei que resolveu ajustar contas com seus servos... trouxeram-lhe um que lhe devia uma fortuna inimaginável.... o senhor mandou que fosse vendido como escravo... O servo... prostrou-se diante dele pedindo: 'Tem paciência comigo...'. Diante disso, o senhor teve compaixão, soltou o servo e perdoou-lhe a dívida. Ao sair dali, aquele servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia uma quantia irrisória. Ele o agarrou... dizendo: 'Paga o que me deves'. O companheiro... suplicava: 'Tem paciência comigo...'. Mas o servo não quis saber... Então o senhor ... lhe disse: 'Servo malvado, eu te perdoei toda a tua dívida, porque me suplicaste. Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?...







MEDITANDO O EVANGELHO (1)
Pe. Antônio Queiroz CSsR


Se cada um não perdoar a seu irmão, o Pai não vos perdoará.
Este Evangelho nos trás a parábola do empregado cruel que, mesmo sendo perdoado de uma enorme dívida pelo rei, não perdoou ao colega que lhe devia uma bagatela.
A parábola é uma resposta de Jesus à pergunta de Pedro: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” Jesus responde: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”. Quer dizer: devemos perdoar sempre, sem limites.
O perdão fraterno é ilimitado; é a única maneira de romper a espiral do ódio e da vingança. A razão principal desse perdão é o perdão de Deus a nós, que é sem limites. O empregado que deve uma soma fabulosa ao seu rei, uma vez perdoado completamente pelo rei-Deus, deveria perdoar por sua vez ao companheiro que lhe deve apenas algumas moedas e pede um prazo para pagar. Ao negar o pedido, ele mesmo se condenou e perdeu o perdão que o rei lhe havia dado.
“Perdoai-nos como nós perdoamos.” O nosso perdão ao próximo é o parâmetro que Deus usa para nos perdoar ou não. Ao saber disso, nos dá vontade de sair por aí perdoando todo mundo, pois todos somos pecadores e queremos o céu, queremos o perdão de Deus!
O discípulo de Cristo experimenta todos os dias a sua bondade, o seu perdão; deve tratar o próximo igualmente. Devemos sempre ver o lado bom do próximo, e não julgá-lo, pois a Deus pertence o julgamento. Quem nos dá o exemplo é o próprio Cristo, que morreu perdoando aos que o crucificavam.
A Bíblia está cheia de exemplos de perdão: Davi perdoa Saul, José perdoa seus irmãos, Estevão perdoa seus carrascos...
“Aquele a quem menos se perdoa, ama menos” (Lc 7,47). Por outro lado, quando perdoamos alguém, a pessoa sente vontade de levar para frente o gesto, perdoando a outro. Quem perdoa torna-se ponte de união entre as pessoas. Quando recebemos o perdão de Deus na Confissão, devíamos sair perdoando também a todos e todas.
“Por que observas o cisco no olho do teu irmão e não reparas na trave que está no teu próprio olho?” (Mt 7,3). É importante darmos o primeiro passo, perdoando, como Deus deu o primeiro passo nos perdoando em Cristo.
São sérios pontos de exame para um dia de quaresma, que nos pressiona à conversão.
Campanha da fraternidade. Nas camadas dominantes da sociedade, é comum se ouvir frases do tipo: “O problema do crime é a falta de repressão”, “Pobre é pobre porque não se esforça”, “É preciso construir mais cadeias”... Já entre os excluídos se ouvem frases do tipo: “O problema do crime é a fome e a miséria”, “O criminoso é uma vítima da sociedade.”
No que diz respeito à localização geográfica, não é diferente. Aqueles que vivem em lugares privilegiados costumas apresentar seu discurso a partir do princípio da exclusão, em vista do afastamento da ameaça, por exemplo: “É preciso remover as favelas para bem longe”; “Bandido tem que morrer”; “O Brasil precisa da pena de morte”; “É precisa dar mais força à polícia”... Já os que vivem nas favelas e periferias pobres possuem outro discurso, em que transferem a responsabilidade do pessoal para o social, por exemplo: “O crime é fruto do capitalismo selvagem”; “O jovem comete crimes por problemas familiares”...
“A paz é fruto da justiça” (Is 32,17). Todo ato de injustiça e desamor é pecado e fonte de violência. A violência sempre aparece quando é negado à pessoa aquilo que lhe é de direito a partir de sua dignidade ou quando a convivência humana é direcionada para o mal. A violência nega a ordem querida por Deus.
Havia, certa vez, nos primeiros séculos da Igreja, um mosteiro masculino, em cima de uma colina. Eram monges pobres, mas tinham lá uma obra de valor altíssimo. Era um livro, escrito em pergaminhos, em três volumes. O único exemplar daquele livro no mundo. Pessoas de longe iam ao mosteiro para ver a obra, e deixavam ofertas para os pobres monges. Com isso, eles viviam.
Um dia, um ladrão entrou no mosteiro, pegou dois daqueles rolos e foi-se embora. Os monges avisaram o abade. Este pegou o rolo que ficou e saiu correndo atrás do ladrão. Quando o encontrou, explicou-lhe: “Filho, você está levando uma obra de altíssimo valor. Mas sem este volume aqui, esses dois aí perdem o valor. Ou você me dá esses rolos, ou leva também este aqui”.
O ladrão disse: “Eu peguei porque estou precisando de dinheiro”. “Eu dou dinheiro para você”, disse o abade. “Mas se você quiser levar os três volumes, estamos em paz.” O ladrão preferiu o dinheiro e continuou o seu caminho.
Dias depois, o ladrão voltou ao mosteiro, quis falar com o abade e pediu para ser monge. Ele disse ao abade: “Eu nunca encontrei alguém que me compreendesse e que dissesse para mim: “Estamos em paz”.
Rainha da paz, rogai por nos!
Se cada um não perdoar a seu irmão, o Pai não vos perdoará.




VIDA SAUDÁVEL


Medicina Preventiva :
Como Check-ups Podem Salvar Sua Vida



Você já fez seu seguro de vida? Aquele que garante que seu corpo irá atuar bem durante sua vida - se você atuar certo e realizar as medidas preventivas requeridas ao longo do caminho?
Carros, computadores e até secadores de cabelo vêm com avisos e instruções. Mas quais são as medidas preventivas que podem salvar sua vida?
Tipos como David Letterman e Steven Spielberg, ambos já passaram por cirurgias bem divulgadas na época, depois de realizarem alguns exames de rotina. Alguns experts dizem que esses exemplos servem para ilustrar o porquê é necessário que todos realizem os exames de rotina.
Apesar de ser inconveniente e desconfortável marcar uma consulta, check-ups de rotina ajudam o médico a identificar e monitorar seus sintomas e suas condições médicas - aquelas que você está passando e aquelas que podem estar escondidas no seu álbum de família.


Check-ups de Rotina


O aceitável para um homem saudável com mais de 50 anos, é se consultar 1 vez por ano, concorda a maioria dos médicos. Dependendo do risco de cada um - como Letterman, que tinha um forte histórico familiar de doenças cardíacas-as consultas anuais passam a ser importantes até antes dos 50 anos.
Esse guia funcionou bem para essas duas celebridades que recentemente se beneficiaram com os check-ups regulares. David Letterman, 52 anos, teve que colocar cinco bypasses em janeiro, depois que descobriu, através de uma angiografia, que suas artérias coronárias estavam obstruídas. Letterman disse que fez o exame, porque tem colesterol alto e um histórico familiar de doenças cardíacas.
Steven Spielberg, também 52 anos, foi operado do rim removido recentemente, depois de uma "irregularidade" encontrada durante uma avaliação.
Devido a check-ups regulares, o Sr. Spielberg encontrou o problema logo, evitando possíveis complicações bem mais sérias no futuro.
Isso só mostra que estar informado sobre os exames que você precisa, e previnir-se mais cuidadosamente, pode lhe ajudar a viver uma vida mais longa e mais saudável.
Médicos recomendam que as mulheres devem começar a visitar um ginecologista e realizar exames pélvicos anuais quando tornam-se sexualmente ativas ou aos 20 anos. E devem procurar um endocrinologista quando começarem a sentir os sintomas da menopausa ou aos 50 anos.
Homens devem começar a fazer check-ups anuais aos 50 também, que é quando os riscos para doenças cardíacas, infartos e câncer de próstata aumentam.


 Histórico Familiar


Cada vez mais pesquisas mostram a ligação entre o código genético de cada um e seu futuro quanto à problemas médicos. Saber seu histórico médico familiar vem se tornando cada vez mais importante. Atualmente, com todas as fontes que temos, as pessoas têm que saber sobre sua história. Se você não sabe, tente descobrir através de sua família e parentes.
Sabendo que partes da sua história familiar indicam problemas em potencial, o paciente pode se precaver e o médico pode monitorar mais de perto as implicações mais sérias de reclamações triviais.
Nem todo mundo, por exemplo, tem que fazer um exame de urina. Você não inclui esse exame na avaliação anual a não ser que o histórico familiar do paciente indique esse teste, ou então o paciente tenha reclamações em relação ao seu sistema geniturinário.
Prestar atenção em seu corpo e nos sintomas que você possa estar tendo é importante, mas alguns sintomas não aparecem até o problema estar crítico. Se você sabe seu histórico familiar, você pode ajudar seu médico a diagnosticar esses problemas antes deles evoluírem.
Há um exemplo muito típico, que é o da dor no peito - um sintoma que, muitas vezes, pode evoluir para um ataque do coração. Ao invés de ignorar a dor e deixar para lá, alguém com um histórico familiar sobre o assunto deve estar mais alerta e procurar se cuidar. Ao contrário, uma pessoa sem história de doença cardíaca na família, tem menos probabilidade de que essa dor no peito, seja de causa cardíaca.

Dra. Elisabete F. Almeida - Elisabete @latinmed.com.Br
Fonte: www.apm.org.br





MOMENTO DE REFLEXÃO


Em uma conferência, ao explicar para a platéia a forma de controlar o estresse, o palestrante levantou um copo com água e perguntou:
- "Qual o peso deste copo d'água? "
As respostas variaram de 250g a 700g.
O palestrante, então, disse: - "O peso real não importa. Isso depende de por quanto tempo você segurar o copo levantado. Se o copo for mantido levantado durante um minuto, isso não é um problema. Se eu mantenho ele levantado por uma hora, eu vou acabar com dor no braço. Mas se eu ficar segurando um dia inteiro, provavelmente eu vou ter cãibras dolorosas e vocês terão de chamar uma ambulância."
E ele continuou:
- "E isso acontece também com o estresse e a forma como controlamos o estresse. Se você carrega tua carga por longos períodos, ou o tempo todo, cedo ou tarde a carga vai começar a ficar incrivelmente pesada e, finalmente, você não será mais capaz de carregá-la. Para que o copo de água não fique pesado, você precisa colocá-lo sobre alguma coisa de vez em quando e descansar antes de pegá-lo novamente Com nossa carga acontece o mesmo. Quando estamos refrescados e descansados nós podemos novamente transportar nossa carga."
Em seguida, ele distribuiu um folheto contendo algumas formas de administrar as cargas da vida, que eram:
1 * Aceite que há dias em que você é o pombo e outros em que você é a estátua.
2 * Mantenha sempre tuas palavras leves e doces, pois pode acontecer de você precisar engolir todas elas.
3 * Só leia coisas que faça você se sentir bem e ter a aparência boa de quem está bem, caso você morra durante a leitura.
4 * Dirija com cuidado. Não só os carros apresentam defeitos e têm recall do fabricante.
5 * Se não puder ser gentil, pelo menos tenha a decência de ser vago.
6 * Se você emprestar $200 para alguém e nunca mais ver essa pessoa, provavelmente valeu a pena pagar esse preço para se livrar dessa má pessoa.
7 * Pode ser que o único propósito da tua vida seja servir de exemplo para os outros.
8 * Nunca compre um carro que você não possa manter.
9 * Quando você tenta pular obstáculos lembre que está com os dois pés no ar e sem nenhum apoio.
10 * Ninguém se importa se você consegue dançar bem. Para participar e se divertir no baile, levante e dance, pronto.
11 * Uma vez que a minhoca madrugadora é a que é devorada pelo pássaro, durma até mais tarde sempre que puder.
12 * Lembre que é o segundo rato que come o queijo - o primeiro fica preso na ratoeira. Saiba esperar.
13 * Lembre, também, que sempre tem queijo grátis nas ratoeiras.
14 * Quando tudo parece estar vindo na tua direção, provavelmente você está no lado errado da estrada.
15 * Aniversários são bons para você. Quanto mais você tem, mais tempo você vive.
16 * Alguns erros são divertidos demais para serem cometidos só uma vez.
17 * Podemos aprender muito com uma caixa de lápis de cor. Alguns têm pontas aguçadas, alguns têm formas bonitas e alguns são sem graça. Alguns têm nomes estranhos e todos são de cores diferentes, mas todos são lápis e precisam viver na mesma caixa.
18 * Não perca tempo odiando alguém, remoendo ofensas e pensando em vingança. Enquanto você faz isso a pessoa está vivendo bem feliz e você é quem se sente mal e tem o gosto amargo na boca.
19 * Quanto mais alta é a montanha mais difícil é a escalada. Poucos conseguem chegar ao topo, mas são eles que admiram a paisagem do alto e fazem as fotos que você admira dizendo "queria ter estado lá".
20 * Uma pessoa realmente feliz é aquela que segue devagar pela estrada da vida, desfrutando o cenário, parando nos pontos mais interessantes e descobrindo atalhos para lugares maravilhosos que poucos conhecem.

"Portanto, antes de voltarem para casa, depositem sua carga de trabalho ou as cargas da vida, no chão. Não carreguem isso para sua casa. Amanhã é um novo dia e vocês podem voltar e pegá-las; porém, com mais tranquilidade."  
"Viva bem a sua vida; neste mundo você a terá somente uma única vez."






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Diário de Segunda-feira 28/03/2011



Segunda-feira, 28 de março de 2011

“As coisas mais simples da vida são as mais extraordinárias, e só os sábios conseguem vê-las.” (Paulo Coelho)






EVANGELHO DE HOJE


Lc 4,24-30

"Em verdade, vos digo que nenhum profeta é aceito na sua própria terra. Ora, a verdade é esta que vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e uma grande fome atingiu toda a região, havia muitas viúvas em Israel. No entanto, a nenhuma delas foi enviado o profeta Elias, senão a uma viúva em Sarepta, na Sidônia. E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel, mas nenhum deles foi curado, senão Naamã, o sírio". Ao ouvirem estas palavras, na sinagoga, todos ficaram furiosos. Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no para o alto do morro sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de empurrá-lo para o precipício. Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.






MEDITANDO O EVANGELHO (1)
Alexandre Soledade


Bom dia!
Frei Alceu  disse algo interessante: “Pela oração vamos ao encontro de Deus e ao sermos expostos ao sofrimento, Deus vem a nosso encontro”. Sim! Deus bem sabe a quem envia os seus profetas, no entanto mesmo sendo Deus a enviá-los, nem sempre serão bem recebidos, ouvidos, (…).

Primeiro ponto…
Levar a palavra de Deus aos irmãos requer muita coragem nossa, pois essa mesma palavra que edifica, consola e renova a vida também exorta, chama a atenção, corrige. Falo isso, pois enquanto ouvirem palavras de edificação, consolo ou vida não terá problemas, mas todas as vezes que o profeta levantar sua voz para denunciar, causará a revolta daqueles que vivem nas sombras.
Anunciar a Palavra é “acostumar-se” com expressões “santo de casa não faz milagres”, “quem é você”, “quem você pensa que é”, entre outras. É acostumar ouvir criticas sem fundamento, apelidos pejorativos, ofensas, perseguições, deslocamentos e projeções. É “acostumar” com a idéia de isolamento social, fofocas, “disse-me-disse”, no entanto… VALE MUITO A PENA CONTINUAR…

Segundo ponto…
Deus nos manda, portanto devemos ir. Nunca disse que seria fácil. Nunca escondeu as perseguições e as dificuldades pelo caminho. Nunca disse que seria um mar de flores, (…), mas SEMPRE nos alertou. Alertou dos falsos profetas, das noites mal dormidas, das perseguições por causa do Seu nome. Ordenou que vigiássemos e orássemos; que não pulássemos do barco; que as inconstâncias seriam passageiras (…). Disse que pela fé caminharíamos sobre as águas, removeríamos montanhas, venceríamos o inimigo.
“(…) Vede, eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos. Sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas”. (Mateus 10, 16)
Se tivermos que falar, falemos; denunciar, denunciaremos! Se pudéssemos buscar um culpado para a vida que o povo de Deus leva hoje em relação às diferenças sociais, pobres e ricos, assistidos e abandonados, teríamos muitos personagens. Mas se procurássemos cúmplices teríamos começar por nós.
Tememos o envolvimento, não queremos nos indispor. Nosso povo é carente, pois em média, é um povo simples, pacifico e amoroso. Um povo bom, supersticioso, mas temente a Deus; que confia nas pessoas que não cansam de traí-las por dinheiro, poder e status. Um povo que vê seus profetas se omitir, se calar, se esconder…
Deus nos chama a ser sacerdote, rei e profeta. Para postos, cargos, lugares de destaque aparecem aos montes, mas o que nos falta são aqueles que desejam beber o mesmo cálice, ou seja, abraçar a comunidade, as pessoas, as pastorais, a família, a vida cristã. Tem gente que acha que ser pregador, intercessor, ministro, coordenador, chefe é status, engano, é serviço!
Ainda nos falta coragem pra assumir que DE FATO o REINO DE DEUS É POSSÍVEL.
Espelho em Dom Bosco que testava a batina dos seus seminaristas para ver se eram resistentes aos puxões das crianças; se eram próprias e fortes para a lida com os adolescentes.
Deseja o reino? Ponha-se a serviço! A começar em mim!
Isso me fez lembrar quando dois discípulos, através de sua mãe, foram citados para ocupar um lugar de destaque perante aos outros:
“(…) Jesus lhes disse: ‘Não sabeis o que estais pedindo. Podeis beber o cálice que eu vou beber? Ou ser batizados com o batismo com que eu vou ser batizado?’ Responderam: ‘Podemos’. Jesus então lhes disse: ‘Sim, do cálice que eu vou beber, bebereis, com o batismo com que eu vou ser batizado, sereis batizados. Mas o sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não depende de mim; É PARA AQUELES PARA QUEM FOI PREPARADO”. (Marcos 10, 38-40)
Um imenso abraço fraterno!






MEDITANDO O EVANGELHO (2)
Pe. Antônio Queiroz CSsR


Jesus, como Elias e Eliseu, não é enviado só aos judeus.
Este Evangelho narra a expulsão de Jesus da sua cidade, Nazaré. Isso porque ele desagradou os ouvintes na sinagoga, dizendo que Deus quer bem aos pagãos como aos judeus, igualmente.
O povo de Israel, por ter sido escolhido por Deus para dele nascer o Messias, julgava ser um povo mais querido de Deus do que os demais povos. Mas a eleição foi provisória; depois que Jesus nasceu, acabou a história de povo eleito. Deus ama a todos os povos igualmente e não há nenhum povo superior a outro.
Jesus mostra que os profetas enviados por Deus, não privilegiavam o povo de Israel, mas tratavam a todos os povos igualmente. E cita o exemplo de Elias, ajudando uma viúva estrangeira, e de Eliseu, curando o leproso Naamã, sendo que havia muitas viúvas e muitos leprosos em Israel, e nenhum foi agraciado.
Essas citações, apesar de serem fatos bíblicos, irritaram os ouvintes, que expulsaram Jesus da sua própria cidade natal e quase o mataram. Só não o fizeram porque Jesus se mostrou com uma força especial.
Jesus veio ao mundo para salvar a todos os povos. Deus ama a todos igualmente, como seus filhos e filhas. “Não se faz mais distinção entre grego e judeu, circunciso e incircunciso, bárbaro, cita, escravo, livre, porque agora o que conta é Cristo, que é tudo e está em todos” (Cl 3,11).
“Nenhum profeta é bem recebido em sua pátria.” O que fizeram com Jesus confirmou essa sua afirmação. E é para nós um alerta: será que acolhemos bem o trabalho pastoral e missionário dos líderes cristãos da nossa cidade ou bairro?
Esta rejeição de Jesus, no comecinho de sua vida pública, prenuncia a sua sorte como profeta no meio do seu povo: incompreendido, perseguido, morto. Entretanto, seu Evangelho ultrapassou as fronteiras do seu país e chega a todos os cantos da terra.
Também nós somos chamados a dar testemunho no meio em que vivemos. O dom profético não é monopólio dos padres, bispos, diáconos e religiosos. Esse dom é exercido de diversas formas, de acordo com o carisma de cada um. “A cada um é dada a manifestação do Espírito, em vista do bem de todos. A um é dada pelo Espírito a palavra da sabedoria, a outro a palavra do conhecimento, a outro a fé... a outro a profecia” (1Cor 12,7-10).
O importante é não deixar apagar o Espírito de Jesus em nós e na nossa Comunidade. Para isso temos de nos comprometer, especialmente em favor dos mais pobres, como o próprio Jesus havia dito um pouco antes, no seu discurso em Nazaré (Lc 4,18ss).
A grande sociedade costuma associar a violência à favela e à pobreza, o que não é verdade. Os chefes do crime organizado não são pobres nem moram em favelas. Devido a esse preconceito, milhares de moradores de certos bairros das grandes cidades sequer ousam apresentar o próprio endereço quando encaminham currículos com a finalidade de obter um emprego. O simples fato de morar em certas regiões já é suficiente para estigmatizá-los, como se fossem todos delinqüentes. Isso é um pecado!
Havia, certa vez, um senhor pai de família, que morava na roça e era muito religioso. Ele rezava o terço todos os dias à noite, com a família. No domingo, a família toda ia à Missa, caminhando a pé, numa distância de vinte e quatro quilômetros. Uma filha, deste os oito anos de idade, acompanhava o pai em tudo.
Um dia este senhor adoeceu. Ficou três anos na cama, sofrendo dores horríveis, mas nunca reclamou. Quando alguém o visitava, ele dizia que estava bem e feliz. Quando ficou inconsciente, só rezava o tempo todo.
Seis anos após o falecimento do pai, a menina, agora moça, foi fazer tratamento médico numa cidade grande, onde ficou hospedada na casa de uma família de parentes, durante alguns meses.
As famílias católicas vizinhas, ao saberem do seu trabalho de líder cristã, começaram a convidá-la para rezar o terço em suas casas e ela sempre aceitava o convite com prazer.
Ela ouviu vários comentários negativos a respeito de uma vizinha que morava sozinha. As pessoas diziam à moça: “Naquela casa ali mora uma mulher que não presta!” Entretanto, a jovem, na sua prática pastoral, não deu muita importância aos comentários, e procurou aproximar-se da tal “mulher que não presta”.
De início, aproveitava os momentos em que ela saía de casa, para conversar. Dias depois, foi convidada pela mulher para ir à sua casa. A jovem ouvia mais do que falava, porque percebia que a senhora sentia necessidade de falar e de se abrir com alguém.
Resultado: as duas ficaram amigas. A mulher começou a participar dos terços, e acabou nos vizinhos aquele estigma de “mulher que não presta”.
Depois que a jovem voltou para a roça, ficou sabendo que aquela mulher se transformou. Não era mais aquela pessoa fechada, mas comunicativa e alegre.
Seguindo os passos de Jesus, todos nós somos chamados a ser profetas, continuando o trabalho dele e dando testemunho, no lugar onde vivemos.
Maria Santíssima é a Rainha dos Profetas. Que ela nos ajude a dar testemunho do seu Filho, no meio em que vivemos.
Jesus, como Elias e Eliseu, não é enviado só aos judeus.






MOTIVAÇÃO PROFISSIONAL

Estudos estão comprovando que empresas que pressionam seus funcionários, com avaliações de desempenho, podem estar perdendo no quesito inovação. Isso porque estímulo a inovação só acontece num ambiente de trabalho psicológicamente seguro. Onde houver segurança haverá inovação, mesmo que não haja estímulos formais.
Um exemplo interessante é o Bank of América que decidiu em 2000 tornar-se líder em inovação no seu setor. Criou então um programa para estimular a experimentação em algumas agências que serviriam de laboratório. Os funcionários deveriam inovar tanto em produtos como em conceitos de serviços. As experiências foram bem sucedidas, desde satisfação do cliente até aumento de lucros e foram recomendadas para a implantação em todas as agencias do banco no país. Os executivos da cúpula deram apoio às inovações, inclusive entendendo a margem de erros que envolvem o processo.
Onde estava o erro? O resultado foi que muitos funcionários se sentiram relutantes em ousar enquanto a equipe gestora não harmonizasse o sistema.
Esse exemplo mostra como exigências de desempenho em tarefas de rotina podem minar iniciativas que buscam aumentar a inovação quando se enviam mensagens que dá dupla interpretação para a equipe. O incentivo vem da diretoria mas as equipe de gestores nas agências não estão preparadas para implantar e acompanhar a evolução do processo.
O que quer dizer "experimentação?" É um processo de tentativa e erro no qual cada tentativa resulta em nova informação sobre o problema.
Vamos a um exemplo: pedem à você para abrir uma porta e lhe entregam um molho de chaves. Cada chave que você testar é uma experimentação. Cada tentativa gera uma informação, e estas que falharam te passa informações que mudam sua atitude no futuro.
A experimentação é essencial para a inovação nas empresas. A penicilina por exemplo, ou a invenção da lampada elétrica, resultaram de processos de tentativa e erro, que permitiram aos inventores consolidar uma base de conhecimento. Estudos indicam que as equipes de pesquisa e desenvolvimento (P&D) gastam quase 80% de seu tempo com experimentos que se tornam informação técnica. É isso que cria conceitos inéditos e conhecimentos novos.
No entanto, é sempre bom lembrar que pessoas que gostam de improvisar, de ousar, de experimentar se adaptam melhor em ambientes dinâmicos , em que se exigem sempre novas idéias.

Luiz Antonio Silva, palestrante e facilitador da PHAROL-RH







MOMENTO DE REFLEXÃO


Uma mulher que trabalhava num banco havia muitos anos, caiu em desespero.Estava tão depressiva que poderia ter um esgotamento nervoso.
Seu médico, buscando um diagnóstico, lhe perguntou :
- Como se chama a jovem que trabalha ao seu lado no banco?
- Cíntia, respondeu ela, sem entender.
- Cíntia do quê?
- Eu não sei.
- Sabe onde ela mora?
- Não.
- O que ela faz?
- Também não sei.
O médico entendeu que o egoísmo estava roubando a alegria daquela pobre mulher.
- Posso ajudá-la, mas você tem que prometer que fará o que eu lhe pedir.
- Farei qualquer coisa! Afirmou ela.
- Em primeiro lugar, faça amizade com Cíntia.
Convide-a para jantar em sua casa.
Descubra o que ela está almejando na vida, e faça alguma coisa para ajudá-la.
- Em segundo lugar, faça amizade com seu jornaleiro e a família dele, e veja se pode fazer alguma coisa para ajudá-los.
- Em terceiro, faça amizade com o zelador de seu prédio e descubra qual é o sonho da vida dele.
- Em dois meses, volte para me ver.
Ao fim de dois meses, ela não voltou, mas escreveu uma carta sem sinal de melancolia ou tristeza.
Era só alegria!
Havia ajudado Cíntia a passar no vestibular.
Ajudou a cuidar de uma filha doente do jornaleiro.
Ensinou o zelador a ler e escrever, pois era analfabeto..
"Nunca imaginei que pudesse sentir alegria desta maneira!", escreveu ela.
Os que vivem apenas para si mesmos, nunca encontrarão a paz e a alegria, pois somos chamados por Deus para ser benção na vida dos outros.   



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