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LITURGIA DIÁRIA

LITURGIA DIÁRIA - REFLEXÕES E COMENTÁRIOS

Diário de Sábado 26/02/2011



Sábado, 26 de fevereiro de 2011

"Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem...O ato de ver não é coisa natural.Precisa ser aprendido!" (Rubem Alves)





EVANGELHO DE HOJE



Mc 10,13-16

Depois disso, algumas pessoas levaram as suas crianças a Jesus para que ele as abençoasse, mas os discípulos repreenderam aquelas pessoas. Quando viu isso, Jesus não gostou e disse:
- Deixem que as crianças venham a mim e não proíbam que elas façam isso, pois o Reino de Deus é das pessoas que são como estas crianças. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem não receber o Reino de Deus como uma criança nunca entrará nele.
Então Jesus abraçou as crianças e as abençoou, pondo as mãos sobre elas.






MEDITANDO O EVANGELHO
Pe. Antônio Queiroz CSsR


Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele.
Este Evangelho conta que Jesus se aborreceu ao ver pessoas afastando as crianças dele. E disse a frase acima, com a qual coloca as crianças como nossas mestras na forma de receber o Reino de Deus.
Vamos receber o Reino de Deus de forma total. A criança nunca fica com um pé atrás, ela confia e se joga totalmente. Assim devemos fazer em relação ao projeto de Jesus e à sua Igreja.
O pecado ainda não estragou muito as crianças. Nelas aparece melhor que nos adultos a pessoa humana como foi criada por Deus. A criança é simples e sincera. Ela nem sabe mentir ou fingir. Quando vão crescendo é que aprendem com os adultos esses defeitos.
Até quando mente, a criança é sincera, pois fica vermelha e por isso os pais percebem que ela está mentindo. Ficam vermelhas porque mentir e fingir são contra a natureza humana criada por Deus.
Como seria bom se nós aprendêssemos com as crianças! A sociedade podia confiar em nós e acreditar nas nossas palavras, sem precisar assinar papel nenhum!
A criança é obediente aos pais, aos avós e aos professores. Assim devemos ser com Deus e com os nossos superiores.
A criança não é fixa em seu comportamento, mas está em processo de mudança de modo de agir. Assim devemos ser. A escola de Deus, especialmente a Sagrada Escritura, está sempre nos convidando a uma mudança de vida e a uma conversão.
A criança esquece as ofensas recebidas. Quando fica magoada, cinco minutos depois já está bem.
A criança é alegre e sorri espontaneamente.
A criança confia totalmente e se joga nos braços da mãe ou do pai. Assim devemos ser com Deus.
Maria e José fugiram para o Egito, pensando unicamente no filho. Compensa os pais fazerem os maiores sacrifícios para que as crianças sejam protegidas e vivam em bom ambiente.
Na nossa Comunidade, a catequese nunca pode ficar em segundo lugar. Se faltam catequistas, vamos nos oferecer.
Orientar, especialmente na catequese e na obediência a Deus, os filhos, os netos, os sobrinhos, os vizinhos, enfim, todas as crianças.
Certa vez, o seminarista João Noiman estava passando férias em casa, e o padre lhe pediu para fazer a homilia na Missa do domingo.
Era a primeira vez que João ia fazer uma pregação dentro da Missa. Toda a sua família estava presente. O jovem falou bonito, terminou recitando uma oraçãozinha a Nossa Senhora.
Nesta hora, as lágrimas correram dos olhos de sua mãe. Isso porque foi ela que lhe ensinara aquela oração, quando ele era criancinha e ainda estava no seu colo!
João Noiman ficou padre redentorista, em seguida bispo e foi canonizado. É S. João Noiman.
Sem querer, ele declarou ali quem mais o ajudou a crescer na fé. Foram os seus pais, senhor Felipe e dona Inês, especialmente dona Inês.
Quantas pessoas hoje usam seus altos estudos e a sua saúde para fazer o mal e praticar crimes. O que adiantou os pais lhes terem dado estudo e saúde, se não deram o principal, que é a catequese e a fé cristã? A educação das crianças precisa ser no tripé: Saúde, estudo e vida cristã. Faltando esta última, poderão perder as duas primeiras.
Maria Santíssima e São José receberam de Deus Pai a tarefa de cuidar do seu maior tesouro: O Filho unigênito. E a cumpriram muito bem. Que eles nos ajudem a cuidar bem das crianças, e principalmente a aprender delas como receber o Reino de Deus.
Que em nossa cidade haja instituições de apoio às crianças abandonadas ou maltratadas, tido: Conselho tutelar, Casa de Infância, Núcleo de Apoio à Criança e ao Adolescente etc.
Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele.






CASA, LAR E FAMÍLIA

Senhores, volto a insistir, com tanta chuva, está sendo impossível controlar poças d'agua e criadouros, como sabem.
Estou fazendo um trabalho de formiguinha e está dando certo.
Este repelente caseiro, ingredientes de grande disponibilidade, fácil de preparar em casa, de agradável aroma, econômico.
Em contato com pessoas, tenho notado que não se protegem, estão reclamando que crianças estão cheias de picadas.
Tenho distribuído frascos como amostra, todos estão aderindo.
Já distribuí 500 frascos e continuo.
Mas, sou sozinha, trabalhando com recursos próprios, devido ao grande número de casos de dengue, não consigo abranger.
Gostaria que a SUCEN sugerisse aos municípios distribuir este repelente (numa emergência) nos bairros carentes com focos da dengue, ensinando o povo para futuramente preparar e usar diariamente, como se usa sabonete, pasta de dente.
Protegeria as pessoas e ao mesmo tempo, diminuiria a fonte de proteína do sangue humano para o aedes maturar seus ovos,  atrapalhando assim, a proliferação.
Não acham que qualquer ação que venha a somar nesta luta deveria ser bem vinda?

DENGUE I:  FAÇA O REPELENTE DOS PESCADORES EM CASA:

1/2 litro de álcool;
1 pacote de cravo da Índia (10 gr);
1 vidro de óleo de nenê (100ml)
Deixe o cravo curtindo no álcool uns 4 dias agitando, cedo e à tarde;
Depois coloque o óleo corporal (pode ser de amêndoas, camomila,  erva-doce, aloe vera).
Passe só uma gota no braço e pernas e o mosquito foge do cômodo.
O cravo espanta formigas da cozinha e dos eletrônicos, espanta as pulgas dos animais.
O repelente evita que o mosquito sugue o sangue, assim, ele não consegue maturar os ovos e atrapalha a postura, vai diminuindo a proliferação.
A comunidade toda tem de usar, como num mutirão.
Não forneça sangue para o aedes aegypti!

Ioshiko Nobukuni  (Sobrevivente da dengue hemorrágica.)






MOMENTO DE REFLEXÃO

Enquanto eu servia em um pequeno hospital, na África, a cada duas semanas eu ia, de bicicleta, por dentre a selva, até uma cidade próxima,
para comprar provisões. Esta era uma jornada de dois dias e era necessário acampar à noite, na metade do caminho.
Em uma dessas jornadas, cheguei a cidade, onde planejava sacar meu dinheiro no banco, comprar medicamentos e provisões, e depois iniciar meus dois dias de jornada de regresso ao hospital.
Quando cheguei à cidade, observei dois homens briga ndo e um deles havia sido seriamente ferido. Tratei dos seus ferimentos e ao mesmo tempo lhe falei do Senhor Jesus Cristo.
Viajei por dois dias, acampando à noite, e cheguei em casa sem nenhum incidente. Duas semanas depois, repeti minha jornada. Quando cheguei a cidade, fui abordado por aquele jovem homem, cujas feridas eu havia tratado.
Ele me disse que sabia que eu levava dinheiro e provisões. Prosseguiu dizendo-me:
'Alguns amigos e eu te seguimos até a selva, sabendo que você ia acampar à noite Nós planejamos matá-lo e tomar o seu dinheiro e medicamentos. Todavia, justamente quando íamos atacar o seu acampamento, vimos que estava protegido por 26 guardas armados'.
Então comecei a rir e lhe disse que com certeza eu estava sozinho no acampamento, no meio da selva. O jovem homem apontou em minha direção e me falou:
'Não, senhor, não estava só, pois vi os guardas. Meus cinco amigos também os viram e nós os contamos. Por conta desses guardas, nos assustamos e te deixamos tranqüilo'.
Quando da sua volta, o missionário contou isso no sermão, e um dos homens da igreja se pôs em pé, interrompeu a mensagem e lhe perguntou se ele poderia dizer exatamente em que dia isso se sucedeu. O missionário contou à congregação o dia e então o homem que lhe interrompeu contou esta história:
'Na noite do seu incidente na África aqui era manhã e eu estava me preparando para ir jogar golfe. Estava a ponto de sair de casa quando senti a urgência de orar por você. De fato, a urgência do Senhor era tão forte que chamei vários homens da igreja para nos encontrar aqui, no santuário, para orar por você. Poderiam os homens que se reuniram comigo aqui naquele dia, porem-se de pé?'
Então todos os homens que se reuniram naquele dia se puseram de pé. O missionário ficou surpreso quando aquele homem começou a contá-los. Era m 26.
Esta história é um exemplo incrível de como o Espírito do Senhor se move de maneira misteriosa.



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Diário de Sexta-feira 25/02/2011



Sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

“As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos.” (Rubem Alves)





EVANGELHO DE HOJE

 

Mc 10,1-12

Jesus saiu daquele lugar e foi para a região da Judéia que fica no lado leste do rio Jordão. Uma grande multidão se ajuntou outra vez em volta dele, e ele ensinava todos, como era o seu costume. Alguns fariseus, querendo conseguir uma prova contra ele, perguntaram:
- De acordo com a nossa Lei, um homem pode mandar a sua esposa embora?
Jesus respondeu com esta pergunta:
- O que foi que Moisés mandou?
Eles responderam:
- Moisés permitiu ao homem dar à sua esposa um documento de divórcio e mandá-la embora.
Então Jesus disse:
- Moisés escreveu esse mandamento para vocês por causa da dureza do coração de vocês. Mas no começo, quando foram criadas todas as coisas, foi dito: "Deus os fez homem e mulher. Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa." Assim, já não são duas pessoas, mas uma só. Portanto, que ninguém separe o que Deus uniu.
Quando já estavam em casa, os discípulos tornaram a fazer perguntas sobre esse assunto. E Jesus respondeu:
- O homem que mandar a sua esposa embora e casar com outra mulher estará cometendo adultério contra a sua esposa. E, se a mulher mandar o seu marido embora e casar com outro homem, ela também estará cometendo adultério.





MEDITANDO O EVANGELHO (1)
Sal



Divórcio, um grande problema social e cristão!
Prezado leitor. O Evangelho de hoje nos conduz a refletir dobre o divórcio, esta praga social que destrói as nossas famílias feito um vírus de difícil controle, causando a infelicidade para todos principalmente para os filhos que não pediram para virem ao mundo.
O divórcio é uma doença social que  atinge diretamente as famílias, as poucas famílias que ainda existem, pois a moda ditada pela mídia é apenas se acasalar, botar filhos no mundo, depois se separar.
"...desde o começo da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe!"
O divórcio é um crime social contra a lei de Deus expressada por Jesus, e contra a  lei natural. Isto porque a natureza é modificada. Basta ver e conviver com os filhos de pais separados os quais são transformados em jovens problemas revoltados contra tudo e contra todos. A nossa sociedade é a favor de leis que pretende romper o contrato livremente consentido pelos esposos de viver um com o outro até a morte como nos ensinou o Mestre da vida. O divórcio é um câncer da sociedade moderna e lesa a aliança de salvação da qual o matrimônio sacramental é o sinal. As leis apóiam  a separação do casal sem se preocupar com os filhos frutos daquela união que no início parecia tão feliz. O fato de contrair nova união, mesmo que reconhecida pela lei civil, aumenta a gravidade da ruptura, pois este lamentável remendo não resolve a questão da busca da felicidade, pelo contrário, produz mais infelicidade, pois o cônjuge recasado passa a encontrar-se em situação de adultério público e permanente.
"Quem se divorciar de sua mulher e casar com outra, cometerá adultério contra a primeira. E se a mulher se divorciar de seu marido e casar com outro, cometerá adultério."  Palavra da salvação do casal.
Mas infelizmente, os casais não estão preocupados em nenhum tipo de salvação, pois suas mentes estão corrompidas  pelos meios de comunicação e por satanás.
Como disse Jesus, se o marido, depois de se separar de sua mulher, se aproximar de outra mulher, se torna adúltero, porque faz essa mulher cometer adultério; e a mulher que habita com ele é adúltera, porque atraiu a si o marido de outra.
Foi o que aconteceu com aquele lindo casal de jovens com uma filha alegre e feliz. Ele conheceu outra mulher pela internet e durante cinco meses viveu uma vida dupla tentando levar ou contornar a situação. Porém, sua esposa percebeu que o marido já não era o mesmo com ela e com a filha, até que num dia, tudo veio a tona, e aquele lindo casal hoje é mais uma família separada e infeliz.
Quem é o culpado ou os culpados de tudo isso? Como vimos, vivemos em uma sociedade sem Deus, e tudo está girando em torno da satisfação dos prazeres egoístas sem que ninguém se importe com as suas conseqüências. Assim o caráter imoral do divórcio deriva da desordem causada pelo vírus que se introduz na célula familiar e na sociedade, causando graves danos: para o cônjuge que fica abandonado; para os filhos, traumatizados pela separação dos pais, e muitas vezes disputados entre eles (cada um dos cônjuges querendo os filhos para si); e seu efeito de contágio, que faz dele uma verdadeira praga social.
Que fazer? Parece que estamos sem forças para combater tamanho problema. Não é mesmo?  Não se esqueça da força de Jesus que disse: "estarei com vocês até o fim dos tempos e as portas dos infernos não se prevalecerão contra vocês que são os meus escolhidos, continuadores do meu trabalho, que são a Igreja, a minha Igreja, presença de Deus no mundo.  Portanto, ousamos fazer alguma coisa, como:  Grupos de orações pela união das famílias, palestras, pastoral da família, conscientização dos jovens na catequese sobre a importância da família, mostrar a eles o estrago causado nas famílias destruídas pelo divórcio, e muito mais que a inspiração do Espírito Santo irá nos iluminar. O que não devemos é ficar de braços cruzados, apenas rezando de forma egoísta apenas pela nossa família, sem  reconhecer que o divórcio é um problema que afeta a sociedade inteira e não somente aos professores que têm de tolerar os alunos problemas na sala de aula.
Amigo, amiga. A coisa é realmente grave! Mais para Deus nada, absolutamente nada é impossível! Acredite e mãos à obra! Faça alguma coisa a começar de agora!

Sal.



MEDITANDO O EVANGELHO (2)
Pe. Antônio Queiroz CSsR



O homem deixará seu pai e sua mãe e os dois será uma só carne.
Neste Evangelho, respondendo a uma pergunta, Jesus mais uma vez deixa claro que o casamento é indissolúvel. “O que Deus uniu, o homem não separe!”
Ainda que todos os legisladores do mundo se unissem e declarassem desfeito um casamento validamente realizado, esse casamento continua do mesmo jeito, porque o homem não consegue desfazer ou anular uma lei de Deus.
Deus criou a família estável, porque ela é o alicerce da sociedade, a base da Igreja e a formadora de pessoas.
Os dois se tornam uma só carne. O cônjuge é como um membro do nosso corpo. Ninguém quer cortar, por exemplo, um braço, ou uma perna. Se está doente, cuidamos, ou sofremos com a doença, mas continuamos com aquele membro.
Por isso, não tem sentido aquela pergunta: “E se um dia a gente não der certo, o que faz?” A resposta é: Continua junto até a morte, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.
É nessa estabilidade que está a felicidade do casal e principalmente dos filhos. Os filhos não precisam tanto que os pais os amem, e sim que se amem. Quando os pais não amam os filhos, estes ficam revoltados; quando os pais não se amam, os filhos ficam desequilibrados, o que é muito pior. Por isso que Jesus, logo em seguida (Mc 10,13) abraçou as crianças.
Deus deixou para os casais os meios de perseverar no matrimônio: A oração, especialmente a Eucaristia. O perdão mútuo, a humildade, reconhecendo os próprios defeitos e as qualidades do outro.
E o diálogo. Nunca interromper o diálogo de jeito nenhum. De preferência sair os dois de vez em quando, para ficarem a sós e conversar sobre os vários aspectos da vida familiar ou pessoal.

Finalmente, a devoção a Nossa Senhora. Rezar, por exemplo, o terço, de preferência juntos. E deixou ainda diversos outros meios, como a leitura da Bíblia, a participação em reuniões de casais ou de setores da Comunidade... Nada como um casal ouvir os problemas do outro e perceber que somos todos farinha do mesmo saco.
Certa vez, houve uma discussão feia entre um casal e a esposa parou de conversar com o marido. Passou um dia, dois, três... nada. Ela cumpria todos os deveres, mas calada.
Então o esposo teve uma idéia. À noite, quando os dois estavam no quarto, ele abriu o guarda-roupa e começou a puxar as gavetas como se estivesse procurando uma coisa. Tirava objetos, colocava-os de novo no lugar... era uma procura sem fim.
Até que ela não resistiu e disse: “O que é que você está procurando?” Ele sorriu e falou: “Ô querida, já achei. Eu estava procurando a sua voz!”
Precisamos encontrar saídas criativas para solucionar os conflitos. E nunca interromper o diálogo, pois isso é horrível. Se conversamos, pode ser que a desavença seja esclarecida. Se não conversamos, é certo que ela não será esclarecida.
Maria Santíssima passou por vários problemas familiares, mas venceu todos, porque é unida com Deus e que está com Deus vence tudo. Rainha das famílias, rogai por nós!
O homem deixará seu pai e sua mãe e os dois será uma só carne.





DICAS DE SAÚDE
Ressaltamos que as Dicas de Saúde enviadas por este Diário, não equivalem a uma receita médica; são apenas "dicas".  Os exames preventivos são sempre indispensáveis! Para mais informações consulte o seu médico.


De fácil contágio, escabiose pode dar trabalho


Popularmente conhecida como sarna, a escabiose é uma doença dermatológica, facilmente transmissível, que pode afetar qualquer um, desde crianças a idosos. A infecção é causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei, que se aloja na vítima por meio de tubos que penetram a superfície da pele. Segundo a dermatologista e professora do curso de Pós-graduação em Dermatologia da Faculdade de Medicina (FM/UFRJ), Sueli Carneiro, a doença é freqüente em crianças. Registros da doença em creches, presídios e quartéis, por exemplo, são comuns. Como o contágio é feito corpo a corpo, o convívio com doentes facilita a infecção. “Por exemplo, se uma criança doente vai para a creche, a chance de as outras se infectarem é maior. Essas mesmas crianças vão para casa e transmitem a doença para os familiares”, explica a médica, demonstrando como a escabiose pode ser transmitida rápida e facilmente. Devido ao contágio corpo a corpo, a doença é considerada também uma DST. A contaminação pode ser feita através das relações sexuais. Os principais sintomas, nesses casos, são feridas nos órgãos genitais. O primeiro sinal da doença é a coceira. A sarna causa o sintoma, porém, em pontos específicos. Nos adultos em geral, a coceira no abdômen e na faixa anterior dos braços é comum. As mulheres podem apresentar na região inframamilar e os homens na região escrotal. As crianças podem ter a coceira no rosto e os idosos, no couro cabeludo. Apesar da freqüente recomendação dos médicos e dos pais, no caso das crianças, de não irritar a área afetada, o ato de coçar pode auxiliar na cura da doença, ou pelo menos impedir que ela se torne mais grave. Segundo Sueli Carneiro, ao coçar, o paciente impede que a doença vá à frente, abreviando o tratamento. “Com pessoas acamadas, por exemplo, a dificuldade de coçar faz a doença evoluir para uma sarna mais intensa, com a formação de crostas”, relata a dermatologista. O diagnóstico é feito facilmente, devido à coceira e à formação dos tubos, que podem ser vistos a olho nu. A medicação pode ser feita por substâncias aplicadas na pele ou por via oral. Para Sueli, essa segunda opção não é necessária. A dermatologista considera os resultados do tratamento tópico satisfatórios, apesar do método por via oral ter sido recentemente descoberto e utilizado. Contudo, o tratamento apenas no infectado não é suficiente. A médica alerta que é necessário o extremo cuidado com todas as pessoas que convivem no local. O paciente deve ser tratado e isolado dos outros. Sueli relata que é comum a doença ser exterminada em um paciente e passar para outras pessoas da casa, e se não forem tomadas as medidas corretas, ser transmitida inúmeras vezes por todos os familiares. Além de evitar contato entre os indivíduos, é preciso estar atento para mais alguns detalhes. A doutora recomenda: “deve-se ter o cuidado de lavar as roupas de cama separadamente, passar com ferro quente, para evitar que a doença se mantenha”. A escabiose é uma infecção intimamente ligada aos hábitos higiênicos. É comum a doença se manifestar em locais onde as condições de higiene são precárias. Contudo, aqueles que mantêm hábitos de higiene saudáveis não estão isentos de ser contaminados. Ao entrar em contato com o ácaro, qualquer um pode ser infectado e contrair a escabiose. Porém, no caso de pacientes que prezam pela boa higiene, o diagnóstico fica mais complicado, segundo Sueli. “Isso ocorre porque ele não apresenta tantas lesões, mas mesmo assim deve ser tratado normalmente, porque o ácaro está lá”, explica a doutora. A prevenção da doença fica por conta desses dois fatores: boa higiene e cuidado no contato com os doentes. “A sarna, isolada em um indivíduo, não gera tantos transtornos. O principal problema, contudo, é a sua rápida e fácil transmissão, portanto quanto mais rápido se fizer o diagnóstico e quanto mais zeloso for o tratamento em casa ou na escola, menos problemas a doença causará e mais facilmente será exterminada”, finaliza a médica.

Marcello Henrique Corrêa Fonte: www.olharvital.ufrj.br





MOMENTO DE REFLEXÃO


Se é verdade que a cada dia basta sua carga, por que então teimamos em carregar para o dia seguinte nossas mágoas e dores?
Há ainda os que carregam para a semana seguinte, para o mês seguinte e por  anos a fora...
Nos apegamos ao sofrimento, ao ressentimento, como nos apegamos a essas coisinhas que guardamos nas nossas gavetas, sabendo inúteis, mas sem coragem para jogar fora.
Vivemos com o lixo da existência, quando tudo seria mais claro e límpido com o coração renovado.
As marcas e cicatrizes ficam para nos lembrar da vida, do que fomos, do que fizemos e do que devemos evitar.
Não inventaram ainda uma cirurgia plástica da alma, onde podem tirar todas as nossas vivências e nos deixar como novos.
Ainda bem...
Não devemos nos esquecer do nosso passado, de onde viemos, do que fizemos, dos  caminhos que percorremos.
Não podemos nos esquecer de nossas vitórias, nossas quedas e nossas lutas.
Menos ainda das pessoas que encontramos, essas que direcionaram nossas vidas, muitas vezes sem saber.
O que não podemos é carregar dia-a-dia, com teimosia, o ódio, o rancor, as mágoas, o sentimento de derrota e o ressentimento.
Acredite ou não, mas perdoar a quem nos feriu dói mais na pessoa do que o ódio que podemos sentir durante toda uma vida.
As mágoas envelhecidas transparecem no nosso rosto e nos nossos atos e moldam nossa existência.
Precisamos, com muita coragem e ousadia, abrir a gaveta do nosso coração e dizer:
Eu não preciso mais disso, isso aqui não me traz benefício algum, e quando só ficarem a lembrança das alegrias, do bem que nos fizeram, das rosas secas, mas carregadas de amor, mais espaço haverá para novas experiências, novos encontros.

Seremos mais leves, mais fáceis de sermos carregados, mesmo por aqueles que já nos amam.
Não é a expressão do rosto que mostra o que vai no coração?
De coração aberto e limpo nos tornamos mais bonitos e atraentes e as coisas boas começam a acontecer.
Luz atrai, beleza atrai.
Tente a experiência!!!
Sua vida é única e você é único, sua vida merece que, a cada dia, você dê uma chance para que ela seja plena e feliz.
 Letícia Thompson





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Diário de Quinta-feira 24/02/2011



Quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011


Aquilo que está escrito no coração não necessita de agendas porque a gente não esquece. O que a memória ama fica eterno..” (Rubem Alves)






EVANGELHO DE HOJE
 
Mc 9,41-50

Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem der um copo de água a vocês, porque vocês são de Cristo, com toda a certeza receberá a sua recompensa.
Jesus continuou:
- Quanto a estes pequeninos que crêem em mim, se alguém for culpado de um deles me abandonar, seria melhor para essa pessoa que ela fosse jogada no mar, com uma pedra grande amarrada no pescoço. Se uma das suas mãos faz com que você peque, corte-a fora! Pois é melhor você entrar na vida eterna com uma só mão do que ter as duas e ir para o inferno, onde o fogo nunca se apaga. [Ali os vermes que devoram não morrem, e o fogo nunca se apaga.] Se um dos seus pés faz com que você peque, corte-o fora! Pois é melhor você entrar na vida eterna aleijado do que ter os dois pés e ser jogado no inferno. [Ali os vermes que devoram não morrem, e o fogo nunca se apaga.] Se um dos seus olhos faz com que você peque, arranque-o! Pois é melhor você entrar no Reino de Deus com um olho só do que ter os dois e ser jogado no inferno. Ali os vermes que devoram não morrem, e o fogo nunca se apaga.
- Pois todas as pessoas serão purificadas pelo fogo, assim como os sacrifícios são purificados pelo sal. O sal é uma coisa útil; mas, se perder o gosto, como é que vocês poderão lhe dar gosto de novo? Tenham sal em vocês mesmos e vivam em paz uns com os outros.






MEDITANDO O EVANGELHO (1)
Fr. Anísio Tavares, missionário redentorista.


Vivei em paz uns com os outros!”. Eis os pedido de Jesus!
Os evangelistas procuraram passar para o papel aquilo que viram e ouviram de Jesus. Interessante quando estudos mais aprofundados revelam que os evangelhos não são propriamente de um único autor, mas trata-se da experiência de cada comunidade. É a experiência de fé vivida em comunidade que encontramos nos Evangelhos.

O trecho do evangelho de Marcos que a Igreja nos propõe para meditarmos hoje provoca certo desconforto quando o lemos pela primeira vez. Como pode Jesus, tão bondoso e misericordioso, falar palavras tão radicais assim? Os últimos versículos nos tranqüilizam, pois é um resumo que traz o motivo pelo qual Jesus usa tais figuras (corte dos membros, inferno (Geena), fogo, sal). Viverem Paz uns com os outros é a meta que Jesus propõe a nós, seus discípulos e discípulas. No entanto, o seguimento de Jesus exige radicalidade. É evidente que não se trata de cortar fisicamente um membro de nosso corpo. Bem sabemos que o pecado não está nos membros, mas nas atitudes desordenadas que partem de nosso interior.
Jesus nos pede, portanto, que cortemos de nossa vida tudo aquilo que nos impede de viver em paz uns com os outros (egoísmo, ódio, ambição etc). Isso significa conversão profunda aos ensinamentos do evangelho. Viver a mensagem de Jesus de modo parcial resulta em escândalos aos pequeninos com os quais Jesus se identifica.
Compreendamos coerentemente essa passagem da Palavra de Deus a fim de podermos melhor viver nossa vida cristã embasada no amor e na caridade, como ela deve ser.






MEDITANDO O EVANGELHO (2)
Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE

O discípulo do Reino, no exercício de sua missão, deve ser muito cauteloso para não se tornar ocasião de pecado para quem está dando os primeiros passos na fé. O pecado, neste caso, consistiria em refutar Jesus e se recusar a aderir ao Reino anunciado por ele. E os próprios discípulos, agindo de forma inconsiderada, corriam o risco de se tornarem culpados deste fracasso e serem julgados por isso.
As atitudes inconsideradas do discípulo em missão podiam ser muitas. Eles corriam o risco de serem intransigentes e impacientes, não respeitando o ritmo próprio de cada pessoa no seu processo de adesão a Jesus. Não estavam livres do espírito farisaico, que os levava a ser extremamente severos e exigentes com os recém convertidos, esvaziando as exigências quando se tratava de si mesmos. Com a liberdade adquirida junto a Jesus, podiam ter atitudes chocantes para os pequeninos, ainda atrelados a antigos esquemas, que só com dificuldade deixavam-se permear pela novidade do Reino. Levados por um espírito corporativista, podiam ceder à tentação de selecionar, com critérios humanos, os novos discípulos, excluindo pessoas predispostas para o Reino, mas que não satisfaziam suas exigências.
A denúncia de Jesus contra esta mentalidade foi violenta. Se o discípulo não se desfizesse desta visão deturpada, corria o risco de ver-se lançado no inferno.

Oração
Senhor Jesus, não permita que eu seja ocasião de pecado para os pequeninos que se aproximam de ti e querem se fazer discípulos do teu Reino.






MEIO AMBIENTE

A tragédia Amazônica
Rafael Abreu


Grande Amazônia, flora a fauna que deslumbra os olhos da humanidade e desperta a cobiça dos mesmos, a imensa cor verde some de vagar, dando lugar a cor cinzenta é imunda das queimadas e a sua imponência lá do alto, agora cai ao lado dos assassinos do meio ambiente.
Conscientizar a sociedade sobre os perigos das queimadas, sobre os desmate, sobre a continuação da existência humana parece um papel difícil, já que se ouvem de lado e sai do outro, mas eu sou daqueles que insiste e por isso eu repito incansavelmente os males da queima; prejudicial a saúde; aumenta as doenças respiratórias, pois coincidem com a época mais seca do ano, e as partículas lançada das queimadas podem provocar câncer, afeta o bolso; o consumo de água aumenta e a conta quem paga somos nós, aumenta os gastos com a saúde (consultas, compras de medicamentos, internações), empobrecem o solo deixando infértil, polui o ar, com os gases nocivo que contribuem para o efeito estufa, suja a cidade; com as fuligem e põem em risco as matas, reservas florestais e a fauna.
A nossa omissão está custando caro e a nossa sobrevivência sendo negada pelo progresso ganancioso, devastador e incompetitível dos escravos do dinheiro sujo.
Suicidas e homicidas de um crime culposo da nossa ignorância, deixou  tornar a quase improvável extinção das florestas atualmente em uma hipótese real.
Os países do primeiro mundo com a sua demagogia cobra rigor do Brasil no respeito ao meio ambiente, hipócritas que financia o desmatamento amazônico, compram a nossa madeira e depois politizam a favor do ecologicamente correto.
Se nos sentimos feridos quando um vídeo no youtube diz que nosso povo não tem capacidade de preservar os biomas desta terra; mas será que temos? o que estamos fazendo para preservar?
Engano é pensar que a redução do desmatamento dito pelo o governo é algo para festejar, isso é muito preocupante. Partindo do principio que a diminuição dos desmate se deu porque não tem mais é nada para desmatar e as queimadas aumentaram a ilusão da redução é apenas para nos conforta que algo esta sendo feito pelas autoridades.
Aproveite o resto dessa pobre Amazônia, previsões nada otimistas dizem que daqui a oitenta anos ela sumirá, caso continue em ritmos acelerado a destruição.
 "Vamos celebrar a ignorância humana"

Rafael Abreu (Estudante de Jornalismo, nascido em meio a brusca selva amazônica, no antigo território do Guaporé.)







MOMENTO DE REFLEXÃO


Hoje me sentei em frente ao meu monitor, procurando fazer uma reflexão sobre felicidade e buscando entender os efeitos que essa palavra nos causa, no dia-a-dia seja no trabalho, em casa, na rua, na chuva ou na fazenda ou em uma casinha de sapê. Em geral, estamos felizes, mas muito poucos são felizes. Existe uma diferença entre estar e ser feliz.
Estar feliz são momentos transitórios em que vivemos após a resolução de um problema que roubou grande parte da nossa tranqüilidade e, ao resolvermos, nos sentimos leves e com aquela sensação de alívio pelo problema sanado.
Precisamos ter uma conversa com um amigo que julgamos seja importante, passamos semanas para encontrar esse amigo, nos angustiamos, ficamos ansiosos pelo encontro e quando, por fim, encontramos e conversamos, ficamos aliviados e felizes.
Às vezes, uma forte enxaqueca que nos tira o sono e nos arrebata a tranqüilidade de uma noite plena de descanso e quando essa enxaqueca vai embora, respiramos aliviados e, finalmente, podemos dormir o sono dos justos. Isso é estar feliz, é experimentar essas sensações de alívio e de bem-estar. Momentos transitórios, mas que são importantes, afinal, não agüentaríamos viver só de problemas ou de dor.
Quanto a ser feliz, é ter um estado permanente de felicidade. Eu diria que é o estado da arte como permanecêssemos em alfa e requerem de nós muita maestria, muita elegância de espírito, uma mistura de poesia e sedução com muita habilidade para viver a vida; é como diz a música:
"A vida tem sons, que pra gente ouvir precisa aprender a começar de novo, é como tocar num mesmo violão e nele compor uma nova canção".
Ser feliz é aprender a começar de novo, exige muita transpiração somada a muita inspiração, é treinar todo dia como faz um atleta ao se preparar para uma olimpíada: treina à exaustão para superar obstáculos e bater seus próprios recordes.
Ser feliz é saber tirar dos momentos de derrota, decepções, angústias, tristezas sempre uma lição que irá impulsioná-lo para uma próxima etapa da vida. É saber virar a página e agradecer a Deus pela oportunidade de uma nova lição e nunca, jamais se desviar do caminho que se quer chegar.
Ser feliz é sorrir todo dia, chorar todas as noites e acreditar sempre que tudo irá mudar para melhor, no dia seguinte; saber que a vida não é uma constante música de amor; mas que a vida é musicalidade e devemos aprender com muita determinação a dançar conforme esta toca, não importa se triste ou alegre.

Ser feliz não é se conformar com tudo, é se indignar com as injustiças; é não acreditar em tudo que falam; é questionar sempre, ter vontade própria respeitando a individualidade; possuir opinião própria sabendo que a sua não é a única; saber dar valor às pequenas coisas, não deixando que nada passe desapercebido aos seus olhos. É tomar as dores dos indefesos, dos humildes, dos idosos, é entender a diversidade, saber conviver e conversar com as pessoas, mas procurar ouvir sempre, pois o silêncio é de ouro.
Ser feliz é um estado de espírito permanente, que ilumina qualquer ambiente aonde se chega. Existem pessoas que não cabem em qualquer espaço, de tão felizes e iluminadas que são, tornam-se imensas, tamanho é seu grau de felicidade; são pessoas felizes e iluminadas, cuja convivência nos faz bem.
Ser feliz não é ser rico, pobre ou milionário. A felicidade transcende a classes sociais, culturas e costumes. Pessoas que são pobres e moram humildemente são mais felizes que milionários que habitam palácios.
Ser feliz é um estado de graça permanente, independentemente do sol, da chuva ou do frio.

Nelson Sganzerla




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