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LITURGIA DIÁRIA

LITURGIA DIÁRIA - REFLEXÕES E COMENTÁRIOS

Diário de Terça-feira 04/08/2015


Terça-feira 04 de agosto de 2015


“Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos.”
(Saramago)



EVANGELHO DE HOJE
Mt 15,1-2.10-14

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!


Alguns fariseus e escribas vindos de Jerusalém dirigiram-se a Jesus perguntando: "Por que os teus discípulos desobedecem à tradição dos antigos? Eles não lavam as mãos quando vão comer!". Jesus chamou a multidão e disse: "Escutai e compreendei. O que torna alguém impuro não é o que entra pela boca, mas o que sai da boca, isso é que o torna impuro". Então os discípulos se aproximaram e disseram-lhe: "Sabes que os fariseus ficaram indignados ao ouvir as tuas palavras?" Ele respondeu: "Toda planta que não foi plantada pelo meu Pai celeste será arrancada. Deixai-os! São cegos guiando cegos. Ora, se um cego guia outro cego, os dois caem no buraco".


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor








MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Jailson Ferreira


O poder da sua boca
No Evangelho de hoje, Jesus diz a seguinte frase: "11Não é o que entra pela boca que torna o homem impuro, mas o que sai da boca, isso é que torna o homem impuro." Essa é a mensagem principal do Evangelho de hoje, a qual nós vamos refletir baseados em dois provérbios populares:
"O que não mata, engorda."
Esse é um ditado popular bem nordestino, que se usa quando alguém vai comer algo que não está limpo ou que não tem boa aparência. Por exemplo, quando uma comida cai no chão, a pessoa pega, tira a poeira mais "grossa", diz o ditado, enfia na boca e come. Claro que muita gente fica olhando com repugnância, mas tem mães que dizem que o filho está forte "porque não tem frescura com comida!"
Poderíamos ultrapassar o significado desse provérbio da seguinte forma: imagine que essa "comida suja" é o problema pelo qual você está passando hoje, na sua vida. É algo que você não queria, mas tem que comer, tem que digerir. E você sabe que a digestão não é fácil, pois o problema exige que você se esforce e saia da sua rotina. Da mesma forma da comida suja, que ao chegar ao seu sistema digestivo, exigirá um esforço extra para ser processado, você também terá que fazer um esforço extra para superar a dificuldade. Talvez você até adoeça por causa da comida, assim como o seu problema pode fazer você "adoecer seu coração", ficar triste... Mas é depois que o seu organismo elimina todas as toxinas, que ele se torna mais forte do que antes. Da mesma forma que após superar o seu problema, você amadurece e se torna mais experiente!
O segundo provérbio da reflexão é:

"A boca só fala o que o coração está cheio."
Por esse ditado, quando saem coisas impuras de uma boca, é porque o próprio coração já está impuro... Palavrões, obscenidades, lamúrias, fofocas, intrigas, gritos, grosserias, xingamentos... só podem sair de um coração machucado, ferido, necessitado de cura. Eram assim, com corações feridos que os fariseus guiavam o povo judeu, na época de Jesus. Eram como cegos guiando outros cegos. Não pense que essa realidade está distante de nós, pois a maioria da população brasileira e mundial, hoje, é guiada pelos "cegos" que fazem a programação televisiva que invade nossos lares. E sabe qual a repercussão que tem isso? "...ambos irão cair no buraco." Ô, meu irmão, minha irmã, não estou querendo dizer que você não deve assistir televisão... esse foi apenas um exemplo! De que adiantaria não assistir mais televisão, e continuar acreditando nas baboseiras dos horóscopos, dos centros espíritas, dos "amigos de farra"... Mais importante do que tudo isso é você ter senso crítico! Escute a voz do seu coração dizendo o que é certo e o que é errado... Procure a companhia de pessoas que te façam crescer, e seja uma pessoa assim para os que te rodeiam... Diga palavras positivas, de incentivo! Deus estará falando através de você, abençoando seu marido, sua esposa, seus filhos, seus pais, seus parentes, amigos e até os inimigos... Lembre-se da mensagem de hoje: "A boca fala o que o coração está cheio."
jailsonfisio@hotmail.com






VIDA SAUDÁVEL

Será que é possível controlar o ciúme?


Quem nunca sentiu uma pontinha de ciúme na vida? Hum… quem disser que nunca experimentou esse sentimento, nem assim de fininho, pode ser facilmente chamado de Pinóquio! Sentir ciúme é algo absolutamente humano, mas até que ponto essa emoção pode ser considerada saudável? Será que existe alguma forma de controlar o ciúme ou, ainda, de evitá-lo? Veja as nossas dicas!


Quem ama sente ciúme, certo?

Não! A coisa não é bem assim, o ciúme não é um elemento essencial para definir se há amor numa relação. Muitas vezes, ele é só um sinal de falta de confiança no parceiro, em si mesmo ou na própria relação. Ciúme tem mais a ver com sentimento de posse, baixa autoestima do que com amor! Sentir ciúme faz parte da nossa natureza e pode até ser algo aceitável dentro de uma relação, desde que seja algo coerente e contextualizado e, claro, não se transforme em desrespeito e invasão. Veja as nossas dicas para evitar que o ciúme tome conta de você!

Controle a imaginação

O ciúme pode distorcer a realidade. Às vezes, a gente se sente tão insegura que vê num gesto banal uma verdadeira tragédia: o namorado cumprimenta uma amiga ou colega, uma bonita de doer, e você já imagina uma novela completa, na qual os dois se apaixonam e fogem para Paris! Exagerado, né? Pois é, assim lendo fica fácil enxergar o exagero, mas no dia a dia, o que a gente faz é dar corda à imaginação e deturpar a realidade: a gente sofre, o namorado sofre e a relação vai ficando arranhada! Não gostou da bonita, não gostou do cumprimento? Respire, relaxe e procure entender e refletir sobre os reais motivos que a incomodam nessa situação, há uma grande chance de eles estarem ligados unicamente a você!

Existe razão para ter ciúme?

Esta é a primeira pergunta que devemos nos fazer. Às vezes, o parceiro realmente nos dá um monte de razões para tanto. Se for este o caso, pare e reflita: vale a pena manter uma relação assim? Muitas mulheres consideram que não, mas mesmo assim não conseguem romper a ligação porque se tornaram emocionalmente dependentes do parceiro e da relação. Nesse caso, o ideal é buscar a ajuda de um profissional para tentar se fortalecer e recuperar o seu autocontrole.

Diálogo: remédio contra o ciúme

Se realmente achar que há algo na relação ou no comportamento do outro que provoca o ciúme, troque a cena, o bico e os gritos por uma boa conversa. Mas, antes, acalme-se. Só depois de se acalmar procure conversar com o parceiro num ambiente tranquilo e a sós. Na conversa explique abertamente o que está sentindo, o que a incomoda e como vocês dois juntos podem resolver a situação! Agora o mais importante na hora de controlar o ciúme: lembre-se que antes de amar o outro, você deve amar a si mesma! 






MOMENTO DE REFLEXÃO


Renomados terapeutas que trabalham com famílias, divulgaram uma recente pesquisa onde se nota que os membros das famílias brasileiras estão cada vez mais frios: não existe mais carinho, não valorizam mais as qualidades, só se ouvem críticas.
As pessoas estão cada vez mais intolerantes e se desgastam valorizando os defeitos dos outros.
Por isso, os relacionamentos de hoje não duram .
A ausência de elogio está cada vez mais presente nas famílias de média e alta renda. Não vemos mais homens elogiando suas mulheres ou vice-versa, não vemos chefes elogiando o trabalho de seus subordinados...
...não vemos mais pais e filhos se elogiando, amigos...etc. Só vemos pessoas fúteis valorizando artistas, cantores... pessoas que usam a imagem para ganhar dinheiro e que, por consequência,  são pessoas que tem a obrigação de cuidar do corpo, do rosto.
Essa ausência de elogio tem afetado muito as famílias.
A falta de diálogo em seus lares, o excesso de orgulho impede que as pessoas digam o que sentem e levam essa carência para dentro dos consultórios.
Vamos começar a valorizar nossas famílias, amigos, alunos, subordinados. Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza de nossos parceiros ou nossas parceiras, o comportamento de nossos filhos.
Vamos observar o que as pessoas gostam.  O bom profissional gosta de ser reconhecido, o bom filho gosta de ser reconhecido, o bom pai ou a boa mãe gostam de ser reconhecidos, o bom amigo quer se sentir querido, a boa dona de casa valorizada, a mulher que se cuida, o homem que se cuida, enfim vivemos numa sociedade em que um precisa do outro.
É impossível um homem viver sozinho, e os elogios são a motivação na vida de qualquer pessoa.
Quantas pessoas você poderá fazer felizes hoje elogiando de alguma forma?
Pense nisso!

Arthur Nogueira, Psicólogo


Diário de Segunda-feira 03/08/2015


Segunda-feira, 03 de agosto de 2015


“Seja corajoso, você não pode saltar um abismo com dois pulos.“(David Lloyd George)



EVANGELHO DE HOJE
Mt 14,13-21

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo, 13quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas, quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé.
14Ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes.
15Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!”
16Jesus, porém, lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!”
17Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”.
18Jesus disse: “Trazei-os aqui”.
19Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida, partiu os pães e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões.
20Todos comeram e ficaram satisfeitos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. 21E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças”.



Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor








MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade


Bom dia!
Lembro-me de uma das leituras de uns domingos atrás onde o profeta clamava a Deus que fizesse justiça sobre os maus e outra em que Mateus dizia claramente que Jesus separaria o Joio do trigo. O Senhor demonstrava a vontade de não se cometer a injustiça àqueles que por ventura eram infiéis sem dá-los a chance ou oportunidade de mudar. Em outro momento também me recordo à insistência de Marta em mudar a atitude passiva e contemplatória de Maria aos pés de Jesus para ouvi-lo. E o que tem haver esses casos com o evangelho de hoje?
Não eram dez leprosos ou apenas um jovem possesso e sim cinco mil pessoas boas que fizeram a escolha de ficar ali e contemplar Jesus. Como fora respondido a Marta naquela situação, Jesus mais uma vez não permite que a melhor parte lhe sejam retiradas.
“(…) Respondeu-lhe o Senhor: Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas; no entanto, uma só coisa é necessária; Maria escolheu a boa parte, que lhe não será tirada“. (Lucas 10, 41-42)
Jesus poucas vezes foi bem recebido em meio aos seus e é nítido que Ele esta entre eles, pois ao pegar o pão, render graças, demonstra que aqueles que o cercavam conheciam o Deus dos Judeus.
Quando digo “pessoas boas” é por que no fundo creio que existe algo de bom no gesto daquelas pessoas ao ponto que querer ficar e ouvir um pouco mais. Sim, talvez pudessem estar motivadas, como muitos, em ver milagres e presenciar prodígios, mas por que estariam sujeitas a passar fome e frio apenas por algo que pudesse, de repente, não vir a acontecer?
O autor desse evangelho não demonstra em momento nenhum estar surpreso com a atitude das pessoas. Ele narra o fato, mas não estranha a vontade das pessoas em ali permanecer. É justamente o autor desse evangelho que narrou alguns capítulos para trás, a história ou parábola de um homem que encontrou um tesouro e que vende tudo para comprar o terreno.
Mateus parece compreender que o fato novamente se repete. Cinco mil pessoas resolvem esquecer por um instante de suas vidas, por um pouco mais de atenção, de paz, de sossego, (…), pois parecem ter encontrado uma pérola preciosa.
Muita gente (ou uma pessoa apenas), pode em certo momento da vida, passar por tribulações e situações de desassossego que as deixem desorientadas, desestabilizadas, confusas, (…); Nessas horas não importa mais o frio, a fome, o que visto, o que tenho, pois o único sentimento que virá a curar esse coração machucado é a paz.
A paz é um sentimento que surge do coração que se prostra para ouvir e que abdica do que é passageiro e às vezes do conforto por algo ainda maior. Engraçado, mais uma vez Jesus apresenta uma situação narrada no livro de Oséias
“(…) Por isso a atrairei, conduzi-la-ei ao deserto e falar-lhe-ei ao coração” (Oséias 2,16)
Algumas pessoas passam a vida inteira procurando algo que de fato sempre esteve embaixo dos seus narizes. Não percebem porque sofrem ou por que não receberam a devida atenção nossa, mas quanto a isso não tenho dúvidas: uma hora vão passear no deserto também. Verão milagres, verão prodígios, mas não por isso que ficarão aos pés dele.
Um imenso abraço fraterno.







MOTIVAÇÃO NO TRABALHO

06 Razões para Ser Dispensado de um Emprego
Escrito por Luiz Marins 


“Eu pensei que eu estava seguro em meu emprego e não estava, fui dispensado, o que aconteceu?” Ouvi este desabafo de um funcionário dispensado após 18 anos de trabalho, na mesma empresa.
Perguntei para muitos patrões, muitos chefes, muitos executivos por  eles dispensam uma pessoa que estava tão segura.  Veja seis  razões que eles me deram:
06 RAZÕES PARA SER DISPENSADO DE UM EMPREGO, SEGUNDO O PROF.MARINS
1ª) Arrogância. A pessoa perde a noção de seu lugar e começa a tratar mal outras pessoas;
2ª) Achar-se indispensável. A pessoa se acha tão indispensável, que acaba sendo dispensável. Ela acredita que sem ela, a empresa não sobreviverá;
 3ª.) Fazer-se de ocupada. A pessoa que começa se fazer de muito ocupada é porque perdeu a noção de que ela não é, por certo, a pessoa mais ocupada do mundo;
 4ª.) Não participar de cursos, treinamentos, palestras que a empresa promove. Ela  acha que não precisa de nada disso;
  5ª.) Cumprir rigorosamente o horário. Nem um minuto a mais, nem um minuto a menos. São verdadeiro robôs. Pessoas que não andam o quilômetro extra;
 6ª.)  Segurar informações vitais para o trabalho dos seus colegas e não colaborar.     Pense se você não está se sentindo seguro demais em seu emprego.

Acabe com a arrogância, com o ser o dono da verdade. Participe. Seja amigo(a), Comprometa-se. Faça tudo com atenção aos detalhes e termine tudo o que começar.
Só assim que você vai estará realmente seguro. Pense nisso. Sucesso!                







MOMENTO DE REFLEXÃO

Palavras mágicas são aquelas que abrem portas. Nada complicado como abracadabra ou qualquer coisa do gênero. São aquelas simples mesmo dia-a-dia e que ficam tão corriqueiras que muitas vezes nos esquecemos.
É incontestável o poder das palavras nas nossas vidas. As que dizemos e as que calamos; as que saem do olhar, as que são ditas com lágrimas, as que fluem de um sorriso, as que são gritadas em silêncios que machucam... e aquelas tão simples que parecem banais demais, mas que nos tornam pessoas educadas, simpáticas, agradáveis e que nem precisam de estudos ou sermos adultos para que façam parte do nosso vocabulário.
Um "obrigado" substitui centenas de outras palavras; um "bom dia" pode ser o primeiro raio de sol na nossa janela, assim como um "boa noite" o último raio de luar da noite. "Com licença" abre caminhos e "perdão" e "desculpe" derretem corações e podem trazer oportunidades que estavam perdidas para sempre. O "por favor", faz hesitar o mais endurecido dos corações e pode até fazer com que mude de idéia.
"Você é importante pra mim" eleva a auto-estima; "você vai vencer" nos dá coragem para prosseguir e, enfim, as mais poderosas de todas as palavras: "amo você!" Nessas palavras estão incluídos dicionários inteiros, até mesmo com as palavras que desconhecemos.
A gentileza é uma arte que não nos custa nada e que nos trás enormes benefícios. O mundo não nos pertence e não vivemos isolados como ilhas no meio do oceano. Fazer uso das palavrinhas mágicas no nosso dia-a-dia não só vai nos tornar pessoas mais simpáticas, vai também construir pontes entre nós e aqueles que o Senhor escolheu para fazerem parte da história da nossa vida.

Letícia Thompson


Diário de Domingo 02/08/2015


Domingo, 02 de agosto de 2015


“Não há caminho novo. O que há de novo é o jeito de caminhar.”



EVANGELHO DE HOJE
Jo 6,24-35

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!


Quando viram que Jesus e os seus discípulos não estavam ali, subiram nos barcos e saíram para Cafarnaum a fim de procurá-lo.
A multidão encontrou Jesus no lado oeste do lago, e perguntaram a ele:
- Mestre, quando foi que o senhor chegou aqui?
Jesus respondeu:
- Eu afirmo a vocês que isto é verdade: vocês estão me procurando porque comeram os pães e ficaram satisfeitos e não porque entenderam os meus milagres. Não trabalhem a fim de conseguir a comida que se estraga, mas a fim de conseguir a comida que dura para a vida eterna. O Filho do Homem dará essa comida a vocês porque Deus, o Pai, deu provas de que ele tem autoridade.
- O que é que Deus quer que a gente faça? - perguntaram eles.
- Ele quer que vocês creiam naquele que ele enviou! - respondeu Jesus.
Eles disseram:
- Que milagre o senhor vai fazer para a gente ver e crer no senhor? O que é que o senhor pode fazer? Os nossos antepassados comeram o maná no deserto, como dizem as Escrituras Sagradas: "Do céu ele deu pão para eles comerem."
Jesus disse:
- Eu afirmo a vocês que isto é verdade: não foi Moisés quem deu a vocês o pão do céu, pois quem dá o verdadeiro pão do céu é o meu Pai. Porque o pão que Deus dá é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.
- Queremos que o senhor nos dê sempre desse pão! - pediram eles.
Jesus respondeu:
- Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede.



Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor








MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe. Antonio Queiroz


Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede.
Este Evangelho narra que, após a multiplicação dos pães, Jesus se retirou, mas a multidão foi procurá-lo. Quando o encontraram, Jesus desabafou: “Estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos”.
Com essas palavras, Jesus quis ajudar as pessoas que o procuravam avidamente, a entenderem que o motivo era bastante egoísta e puramente material: queriam mais pão de graça. Segundo Jesus, o povo não entendeu o principal, o motivo por que Jesus havia multiplicado os pães, que era para provar que ele é o Deus encarnado, que sacia todas as sedes e todas as fomes do mundo, e que portanto as pessoas precisam crer nele. E Jesus aproveitou para dar um conselho: “Esforçai-vos, não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará. Pois este é quem o Pai marcou com o seu selo”.
Então algumas pessoas perguntaram-lhe: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” De acordo com a orientação dos doutores da Lei, por esta expressão eles entendiam: oração, jejum, esmolas, dízimos, ritos, purificações etc. Mas Jesus declara: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”. Percebemos que Jesus centralizava a conversão na fé nele, na união com ele, no seguimento dele, que é o enviado de Deus.
E alguns judeus perguntaram: “Que sinais realizas, para que possamos ver e crer em ti?” Essa pergunta eles sempre faziam, porque não tinham fé, pois Jesus vivia fazendo sinais. E recordam a cena do maná, que está narrada na primeira Leitura. Jesus responde que não foi Moisés, e sim Deus Pai que mandou o maná. E agora este mesmo Deus lhes manda o pão verdadeiro, que é o próprio Jesus, pão fortíssimo que, quem dele comer não terá mais fome. Este é o pão verdadeiro, do qual o maná era apenas uma figura.
“Eu sou o pão da vida.” A samaritana, quando ouviu Jesus dizer que é uma água viva e quem bebe nunca mais terá sede, ela pediu: “Senhor, dá-me dessa, para que eu não tenha mais sede, nem tenha de vir aqui tirar água” (Jo 4,15). Também aqui o povo continua interessado apenas no “terra a terra”, e pede: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”. Jesus estão explica: “Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”. Portanto, mais uma vez é um convite ao povo a sair de interesses apenas materiais e pensar na vida eterna.
Jesus é o pão da vida, selado por Deus Pai com a divindade e entregue às pessoas humanas para trazer vida a todos. Mas essa iniciativa amorosa de Deus só chega a nós se tivermos fé e praticarmos boas obras. Portanto, precisamos “esforçar-nos, não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna”.
Vemos uma ligação clara entre a multiplicação dos pães, o maná e a eucaristia. Resta para nós saciar-nos continuamente do pão da vida que é Jesus, e assim saciar a nossa sede de paz, nossa fome de justiça, e assim construir a fraternidade na esperança e na alegria. Precisamos viver não como os pagãos, mas como criaturas novas, embriagados pelo Espírito que constrói a santidade verdadeira.
A febre do bem-estar, à base do ter e consumir, é talvez o ideal mais comum na vida das pessoas de hoje. Mas a busca do mero pão material, do ter e do gastar, deixa-nos interiormente vazios. São interessantes as perguntas: O que é que procuramos? Qual é o centro da nossa vida?
Havia, certa vez, três homens súper pobres que sempre iam a uma padaria pedir pão. Um dia, o dono da padaria resolveu fazer um teste com eles. Quando os três chegaram, ele foi lá dentro e voltou, com o auxílio dos funcionários, trazendo três sacos cheios. Um continha pães, o outro farinha de trigo e o terceiro sementes de trigo. Colocou os sacos na frente dos homens, explicou o que havia dentro e pediu que eles escolhessem.
O primeiro, apressadamente, pegou o saco de pães e foi-se embora contente. O segundo pegou o saco de farinha e também foi embora feliz. O terceiro não teve escolha: ficou com o saco de sementes. O padeiro perguntou se ele estava triste por isso. Ele, com um largo sorriso, respondeu: “De modo nenhum! Pois vou plantar estas sementes e terei pães em casa por muitos anos!” Agradeceu e foi também embora com o saco de sementes nas costas. Este, com certeza, foi o único que não voltou mais à padaria para pedir pães.
Deus não costuma dar os pães já prontos, nem a farinha. Ele nos dá as sementes. “Eu sou o pão da vida... Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”.
O centro da vida de Maria Santíssima era o seu Filho Jesus. Santa Maria, rogai por nós.
Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede.  








VÍDEO DA SEMANA

Sendo Mão de Deus uns na vida dos outros- Pe. Fábio de Melo






https://www.youtube.com/watch?v=pfoO6AoTbgI








MOMENTO DE REFLEXÃO

O psiquiatra Paulo Rebelato, em entrevista para a revista gaúcha Red 32, disse que o máximo de liberdade que o ser humano pode aspirar é escolher a prisão na qual quer viver.
Pode-se aceitar esta verdade com pessimismo ou otimismo, mas é impossível refutá-la.
A liberdade é uma abstração.
Liberdade não é uma calça velha, azul e desbotada, e sim, nudez total, nenhum comportamento para vestir.
No entanto, a sociedade não nos deixa sair à rua sem um crachá de identificação pendurado no pescoço. Diga-me qual é a sua tribo e eu lhe direi qual é a sua clausura.
São cativeiros bem mais agradáveis do que Carandiru: podemos pegar sol, ler livros, receber amigos, comer bons pratos, ouvir música, ou seja, uma cadeia à moda Luiz Estevão, só que temos que advogar em causa própria e habeas corpus, nem pensar.
O casamento pode ser uma prisão.
E a maternidade, a pena máxima.
Um emprego que rende um gordo salário trancafia você, o impede de chutar balde e arriscar novos vôos. O mesmo se pode dizer de um cargo de chefia.
Tudo que lhe dá segurança ao mesmo tempo lhe escraviza.
Viver sem laços igualmente pode nos reter.
Uma vida mundana, sem dependentes pra sustentar, o céu como limite: prisão também. Você se condena a passar o resto da vida sem experimentar a delícia de uma vida amorosa estável, o conforto de um endereço certo e a imortalidade alcançada através de um filho.
Se nem a estabilidade e a instabilidade nos tornam livres, aceitemos que poder escolher a própria prisão já é, em si, uma vitória.
Nós é que decidimos quando seremos capturados e para onde seremos levados.
É uma opção consciente.
Não nos obrigaram a nada, não nos trancafiaram num sanatório ou num presídio real, entre quatro paredes.
Nosso crime é estar vivo e nossa sentença é branda, visto que outros, ao cometerem o mesmo crime que nós - nascer - foram trancafiadas em lugares chamados analfabetismo, miséria, exclusão...
Brindemos: temos todos cela especial.

Marta Medeiros



Diário de Sábado 01/08/2015


Sábado, 01 de agosto de 2015


“Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que outra pessoa morra.”



EVANGELHO DE HOJE
Mt 14,1-12

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!


1Naquele tempo, a fama de Jesus chegou aos ouvidos do governador Herodes. 2Ele disse a seus servidores: "É João Batista, que ressuscitou dos mortos; e, por isso, os poderes miraculosos atuam nele". 3De fato, Herodes tinha mandado prender João, amarrá-lo e colocá-lo na prisão, por causa de Herodíades, a mulher de seu irmão Filipe.
4Pois João tinha dito a Herodes: "Não te é permitido tê-la como esposa". 5Herodes queria matar João, mas tinha medo do povo, que o considerava como profeta. 6Por ocasião do aniversário de Herodes, a filha de Herodíades dançou diante de todos, e agradou tanto a Herodes 7que ele prometeu, com juramento, dar a ela tudo o que pedisse.
8Instigada pela mãe, ela disse: "Dá-me aqui, num prato, a cabeça de João Batista". 9O rei ficou triste, mas, por causa do juramento diante dos convidados, ordenou que atendessem o pedido dela. 10E mandou cortar a cabeça de João, no cárcere. 11Depois a cabeça foi trazida num prato, entregue à moça e esta a levou a sua mãe. 12Os discípulos de João foram buscar o corpo e o enterraram. Depois foram contar tudo a Jesus.


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor








MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe. Antonio Queiroz


A fama de Jesus é comparada com a de João Batista
 O Evangelho narra a denúncia que João Batista fez ao rei Herodes, por viver com Herodíades, a esposa do seu irmão Filipe. E narra a conseqüência desse seu profetismo, que foi o martírio.
Naquele tempo, o povo imitava o rei. O que o rei fazia, isso era o certo. E alguns reis se julgavam quase como deuses, passando por cima da Lei de Deus e dos princípios morais. “A lei sou eu”, disse uma vez um rei.
Herodes se ajuntou com a cunhada, desprezando a Lei de Deus sobre a família, e não estava nem aí. A vida continuou normal no palácio e no reino, sem ninguém abrir a boca, de medo. Medo principalmente de Herodíades que era inteligente, perspicaz, cruel e dominadora do amante.
Mas felizmente havia no seu reino um profeta corajoso, que era João Batista. Foi até ele e disse: “Não te é permitido tê-la como esposa”.
Não foi bem Herodes, mas a sua amante Herodíades que se vingou. E João Batista tornou-se um mártir da família.
Nós somos convidados a imitar João Batista, como profetas e profetizas. Pois o profeta não só anuncia o caminho de Deus, mas também denuncia as situações contrárias. E ele não pode ser teórico, tem de colocar os pingos nos “is” e dar nomes aos bois. E se atingir algum poderoso ou poderosa, o que fazer? O profeta e a profetiza falam sempre a verdade, doa a quem doer.
O pecado do sexo degrada a pessoa e gera outros pecados. Veja o caso de Davi com Betsabéia, narrado em 2Sm 11-12.
Logo após o Evangelho de hoje, S. Mateus narra a multiplicação dos pães. São os dois banquetes, tão comuns na sociedade, o da vida e o da morte. Os banquetes da morte são palcos de conspirações contra aqueles que promovem a vida. A justiça do mundo nunca é objetiva e muito menos isenta. Ela vive condenando inocentes, apresentando “crimes” inventados para ocultar os verdadeiros motivos. Que bom seria se houvessem muitos João Batistas na nossa sociedade!
Aqueles que pretendem implantar no mundo um sistema de morte, antes querem apagar a Luz, que é Jesus e seus enviados. “Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la” (Jo 1,4-5).
O mundo continua não suportando a Luz, que é Jesus, porque vive nas trevas da mentira, da ganância, da corrupção e do pecado. Nós cristãos até aprendemos a “fechar um olho”, porque temos medo de perder cargos, oportunidades, a vida. Como João Batista faz falta!
Certa vez, havia um circo numa cidade, e este circo pegou fogo. Foi terrível. Era à tardezinha, e o palhaço já estava com o rosto pintado e a maquiagem pronta para o espetáculo.
Como a equipe não conseguia apagar o fogo, o palhaço saiu pelas ruas gritando, desesperado, pedindo ajuda para apagar o fogo.
Mas as pessoas, ao vê-lo, em vez de atender ao seu apelo, davam risada, pensando que era mais uma palhaçada dele.
Assim, não houve jeito. Em pouco tempo o circo se transformou em um montão de cinzas.
O nosso comportamento influi fortemente no peso das nossas palavras e do nosso testemunho. Se uma pessoa não dá bom exemplo de vida, quando fala de Jesus Cristo, não convence muito. Que sejamos profetas autênticos, como foi João Batista.
Maria Santíssima, imaculada, exerceu um profetismo completo. Por isso é a Rainha dos profetas. Que ela nos ajude!
  







CASA, LAR E FAMÍLIA

Sal na cozinha



O sal não é somente tempero que estimula o apetite. O sal de cozinha tem ainda outras inúmeras aplicações no lar, das quais citamos algumas a seguir:

Colheres de Prata - para limpá-las - Esfregar sal umedecido. Esperar alguns minutos e depois esfregar outra vez, e lavá-las com água morna e sabão;
Ferrugem - O sal de cozinha adicionado de suco de limão serve para tirar ferrugem da roupa ao sol;
Fogão - para Limpá-los - O vinagre aquecido é misturado com sal de cozinha, é excelente para limpar frigideiras e fogão engordurado;
Gorduras - Manchas - É muito fácil tirar manchas de gordura de qualidade tecido, quando são recentes. Fazer o seguinte: por em cima delas, imediatemante, um pouco de sal fino, deixar assim alguns minutos, depois bater e escovar. O sal absorverá toda a parte de gordura e as manchas acabarão desaparecendo, seja qual for o tecido;

Limão - Limões conservam-se frescos por muito tempo dentro do sal;
Mármore - Manchas amarelas - Pedras de mármore que se tornam amareladas. Para limpar passa-se um pouco de caldo de limão com sal de cozinha;
Mãos - Nas mãos o sal tira o cheiro da gasolina e da benzina;
Queijo - quando fica seco - Enrole-o num guardanapo molhado em vinho branco, de preferência, ou água com um pouco de sal. Ele ficará bom;
Sal - Com sal pode-se apagar óleo inflamado;
Sal em demasia - Se, ao preparar um prato, achar que pôs sal demais, ponha na panela um pouco de açúcar e deixe-a na geladeira por 20 minutos. O excesso de sal desaparecerá;

Sangue - Trata-se com uma solução de amoníaco fraquíssima, e em caso de tecidos muito finos, espalha-se um pouco de amido sobre a mancha. Se os tecidos descoram, convém empregar uma solução de 3% de sal em água morna;

Tornozelos - Cuidados - Se seus tornozelos estão inchados depois de uma longa caminhada, banhe-os em água salgada (um punhado de sal grosso para cada litro de água). A seguir faça massagens

Velas de Filtro - Para as velas de filtro quando estão recobertas de limo barrento, o sal esfregado nelas, contribui para uma limpeza perfeita;
Verduras - Uma solução salina regada sobre as verduras, conserva-lhe a frescura;









MOMENTO DE REFLEXÃO

Diz uma lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto e em um determinado ponto da viagem, discutiram e um deu uma bofetada no outro. O outro, ofendido, sem nada poder fazer, escreveu na areia:
"Hoje, o meu melhor amigo deu-me uma bofetada no rosto."
Seguiram adiante e chegaram a um oásis onde resolveram tomar banho. O que havia sido esbofeteado e magoado começou a afogar-se, sendo salvo pelo amigo.
Ao recuperar-se, pegou um canivete e escreveu na pedra:
"Hoje, o meu melhor amigo salvou a minha vida."
O outro amigo perguntou: "Por que é que, depois que te magoei, escreveste na areia e agora, escreves na pedra?" Sorrindo, o outro amigo respondeu:
"Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever onde o vento do esquecimento e o perdão se encarreguem de apagar a lembrança. Por outro, quando nos acontece algo bom e grandioso, devemos gravar isso na pedra da memória do coração onde vento nenhum em todo o mundo jamais o poderá apagar".