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LITURGIA DIÁRIA

LITURGIA DIÁRIA - REFLEXÕES E COMENTÁRIOS

Diário de Segunda-feira 08/12/2014


Segunda-feira, 08 de dezembro de 2014
Imaculada Conceição de Nossa Senhora



“Que é o Natal? É a ternura do passado, o valor do presente e a esperança do futuro. É o desejo mais sincero de do que cada xícara se encha com bênçãos ricas e eternas, e de que cada caminho nos leve à paz.” (Agnes M. Pharo)



EVANGELHO DE HOJE
Lc 1,26-38

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.


Naquele tempo, 26no sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria.
28O anjo entrou onde ela estava e disse: "Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!" 29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação.
30O anjo, então, disse-lhe: "Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim".
34Maria perguntou ao anjo: "Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?"
35O anjo respondeu: "O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível".
38Maria, então, disse: "Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!" E o anjo retirou-se.


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.





MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz


Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!
O Evangelho de hoje narra a cena da Anunciação, em que o anjo Gabriel lhe fala: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”
Deus quis que uma mulher contribuísse bem de perto na redenção da humanidade, já que uma mulher, Eva, havia contribuído no pecado. E a mulher que Deus escolheu não podia ser vítima de pecado, pois seria um sinal de fraqueza de Deus, diante das forças do mal. Como Davi venceu o gigante Golias (1Sm 17,49), Jesus derrotou o tentador. Não só derrotou, mas arrasou com ele completamente. Nem junto à sua mãe ele teve vez. Após o dilúvio, uma pomba trouxe em seu bico um raminho verde para Noé (Gn 8,11). Aquela pomba não estava suja de barro, ela não fora atingida pelo dilúvio.
Nós também somos chamados a colaborar na redenção. Deus não gosta de gente manchada, suja. Como podemos anunciar a vitória de Cristo, se até nós, os anunciadores, somos vítima do tentador? Pecadores todos nascemos. Mas temos condições de nos purificar, usando os meios que Jesus nos deixou, entre os quais se destaca a Igreja, da qual Maria é Mãe. Assim, tirando a trave do nosso olho, temos condições de tirar o cisco que está no olho do nosso irmão.
A concepção imaculada de Maria nos mostra que Deus não quer conviver com pecado. Ele quer o pecado longe dele. Ele nos suporta, quando pecamos, mas não queria isso, como qualquer pai que não quer ver o filho ou filha no caminho errado. Como podemos dizer a Deus: “Senhor, eu vos amo sobre todas as coisas”, e depois viramos as costas e já começamos a colocar outras coisas acima dele? Por isso que Deus fala na Bíblia: “Estou para vomitar-te da minha boca” (Ap 3,16).
A Imaculada Conceição foi um fruto antecipado da redenção realizada por Jesus, o seu Filho. E o fato de ela ter sido isenta do pecado, já na sua concepção, mostra que a força da graça redentora supera infinitamente a força do pecado. “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5,20).
“Quando éreis escravos do pecado, praticáveis ações das quais hoje vos envergonhais. Agora, porém, libertados do pecado e como servos de Deus, produzis frutos para a vossa santificação, tendo como meta a vida eterna. Com efeito, a paga do pecado é a morte, mas o dom de Deus é a vida eterna no Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6,20-23). Antes, quando reinava o pecado, o carro estava na frente dos bois, e dava tudo errado. Cristo veio, colocou os bois na frente do carro, e na direção certa, que é a nossa felicidade.
Deus realizou plenamente a redenção na Mãe do seu Filho, para nos mostrar o que ele quer de todos nós. Ela se tornou assim a estrela da esperança, que nos anima a sempre nos levantar a caminhar.
Santo Agostinho, quando estava mergulhado no pecado, leu, por sugestão de sua mãe, muitas biografias de santos. Um dia ele disse para si mesmo, em latim, que era a sua língua: “Potuerunt ii, potuerunt ee; cur non tu, Agostiné?” Em português é: “Puderam estes, puderam aquelas, por que não tu, Agostinho?” Impulsionado por este lema, venceu.
Daqui a exatamente nove meses, celebraremos o nascimento de Maria. Rezemos, neste tempo, pelos nascituros, a fim de que sejam protegidos por suas mães.
Havia, certa vez, um rapaz que trabalhava no centro de uma cidade grande e morava na periferia.
Numa tarde, ao voltar para casa, enquanto atravessava um bairro de classe alta, viu numa lixeira uma caixa preta, parecida com caixa de sanfona. Ficou curioso, abriu a caixa, era mesmo uma sanfona! E estava boa de tudo. Tocava direitinho.
Ele se lembrou de um vizinho, que sabia tocar sanfona e não possuía o instrumento, e levou-a para ele. O vizinho se alegrou com o presente, e começou a tocar belas canções. A casa toda se alegrou. Até algumas crianças apareceram na porta.
À noite, algumas pessoas se reuniram na casa, e foi aquela festa. Daí para frente, de vez em quando o tocador de sanfona era chamado, seja para tocar em festinha de aniversário, em reza, até na Santa Missa. A sanfona tornou aquele bairro mais alegre.
A sanfona representa a graça de Deus, que une as pessoas e alegra o ambiente. O rapaz que a achou somos nós que recebemos a graça no batismo, e a levamos a outros.
Muitos jogam no lixo a graça batismal, e vivem tristes por aí, procurando a felicidade na riqueza, no prazer, no poder etc. Nós não queremos ser assim.
Uma pergunta: com qual desses personagens você mais se identifica? Com o rapaz? Com o homem que ganhou a sanfona? Com os vizinhos que acorreram, ao som da sanfona? Ou com aquele ou aquela que a jogou no lixo?
Nossa Senhora da Conceição, rogai por nós!
Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!



MOTIVAÇÃO NO TRABALHO


Ampliando os limites da ética
Professor Luiz Marins


Será ético eu ter uma informação relevante para o trabalho de meu colega e não passar a ele essa informação?
Será ético eu falar mal de minha empresa nas reuniões sociais em que participo, fazendo até pilhéria de meus chefes e diretores?
Será ético eu saber de algum problema de qualidade em produtos e serviços de minha empresa e não levar essa informação às pessoas responsáveis?
Será ético eu não preparar sucessores para a minha função, impedindo a empresa de contar comigo em outra posição?
Será ético eu não me envolver e não me comprometer com os programas de qualidade, produtividade, saúde e segurança no trabalho?
 Essas e muitas outras perguntas poderiam ser feitas para um aprofundamento da discussão sobre ética na empresa. É preciso ampliar os limites do que consideramos ética empresarial. Uma colaboradora que desvia recursos ou bens da empresa comete um crime. É caso de polícia e não de consideração ética. Um comprador que pede benefícios ou propina aos fornecedores não é só aético, é desonesto e deve ser desligado da empresa por justa causa. Portanto, ética não pode ser confundida somente com honestidade. É preciso, repito, ampliar os limites da ética.



Pense se você é realmente ético. Pense se o seu conceito de ética não é restrito apenas a considerações de honestidade. Decida-se a ampliar os limites da ética para você.
Pessoas que ampliam os limites da ética são especiais e são as que fazem a diferença na empresa de hoje.
Pense nisso. Sucesso!





MOMENTO DE REFLEXÃO



Sem maiores preocupações com o vestir, o médico conversava descontraído com o enfermeiro e o motorista da ambulância, quando uma senhora elegante chega e de forma ríspida, pergunta:

- Vocês sabem onde está o médico do hospital?

Com tranqüilidade o médico respondeu:

- Boa tarde, senhora! Em que posso ser útil?

Ríspida, retorquiu:

- Será que o senhor é surdo? Não ouviu que estou procurando pelo médico?

Mantendo-se calmo, contestou:

- Boa tarde, senhora! O médico sou eu, em que posso ajudá-la ?

- Como? O senhor? Com essa roupa?

- Ah, Senhora! Desculpe-me! Pensei que a senhora estivesse procurando um médico e não uma vestimenta....

- Oh! Desculpe doutor! Boa tarde! É que... Vestido assim, o senhor nem parece um médico...

- Veja bem as coisas como são...- disse o médico -... as vestes parecem não dizer muitas coisas, pois quando a vi chegando, tão bem vestida, tão elegante, pensei que a senhora fosse sorrir educadamente para todos e depois daria um simpaticíssimo "boa tarde!"; como se vê, as roupas nem sempre dizem muito...



Um dos mais belos trajes da alma é a educação; sabemos que a roupa faz a diferença mas o que não podemos negar é que:

Falta de Educação, Arrogância, Falta de Humildade, Pessoas que se julgam donas do mundo e da verdade, Grosseria e outras "qualidades" derrubam qualquer vestimenta.
Bastam às vezes, apenas 5 minutos de conversa para que o ouro da vestimenta se transforme em barro.


Educação é tudo!


Diário de Domingo 07/12/2014


Domingo, 07 de dezembro de 2014


O Natal começou no coração de Deus. Só está completo quando alcançar o coração do homem.


EVANGELHO DE HOJE
Mc 1,1-8

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.


A boa notícia que fala a respeito de Jesus Cristo, Filho de Deus, começou a ser dada como o profeta Isaías tinha escrito. Ele escreveu o seguinte:
"Deus disse:
Eu enviarei o meu mensageiro adiante de você para preparar o seu caminho."
E o profeta escreveu também:
"Alguém está gritando no deserto:
Preparem o caminho para o Senhor passar!
Abram estradas retas para ele!"
E foi assim que João Batista apareceu no deserto, batizando o povo e anunciando esta mensagem:
- Arrependam-se dos seus pecados e sejam batizados, que Deus perdoará vocês.
Muitos moradores da região da Judéia e da cidade de Jerusalém iam ouvir João. Eles confessavam os seus pecados, e João os batizava no rio Jordão. Ele usava uma roupa feita de pêlos de camelo e um cinto de couro e comia gafanhotos e mel do mato. Ele dizia ao povo:
- Depois de mim vem alguém que é mais importante do que eu, e eu não mereço a honra de me abaixar e desamarrar as correias das sandálias dele. Eu batizo vocês com água, mas ele os batizará com o Espírito Santo.


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.





MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz


Endireitai as estradas do Senhor.
Neste Evangelho, S. Marcos, citando o profeta Isaías, nos faz um forte convite à conversão, preparando-nos para o Natal. A graça de Deus passa por nós hoje, e quer encontrar um lugar para ficar. “Endireitai as estradas do Senhor.”
Todos os moradores da região iam ao encontro de João Batista e confessavam seus pecados. O próprio João Batista era penitente; vestia-se com uma pele de camelo e comia gafanhotos e mel silvestre. Foi morando no deserto que ele se treinou para essa vida. Vestir pele de camelo não deve ser nada agradável.
E João não buscava glórias para si. Pelo contrário, jogava a glória toda no Messias, seu primo: “Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias”. Que humildade, não?
João Batista ameaçava: “Víboras que sois! Quem vos ensinou a querer fugir da ira que está para chegar?” (Lc 3,7). A cobra venenosa é astuta; ela fica escondidinha, dando uma de inofensiva, para enganar a presa. Mas depois o seu veneno é fortíssimo!
Deus coloca mensageiros seus na nossa frente, a fim de nos mover à conversão. Às vezes são pessoas humanas, às vezes não. O importante é estarmos abertos às mensagens de Deus.
Muitos perguntavam a João: “O que eu devo fazer?” Nós também podemos fazer essa pergunta, que Deus a responderá, na nossa consciência, porque no fundo nós todos sabemos a distância que existe entre a vida que levamos e a vida que Deus pede de nós.
Não é fácil, mas temos todo o tempo do advento para nos preparar para celebrar o Natal. Que o nosso Natal seja de alegria, de festa, de presentes e de doces, mas seja principalmente, a exemplo de João Batista, de mais penitência e abertura à graça de Deus.
Certamente você conhece aquela técnica usada pelos agricultores em terrenos inclinados, chamada curva de nível. São sulcos perpendiculares ao morro, amontoando a terra do lado de baixo do sulco. Assim, a água da chuva não escorre, mas fica ali empoçada, penetrando aos poucos na terra e regando as plantações.
Que tal, agora no advento, nós fazermos curvas de nível no nosso coração? Porque as graças de Deus passam continuamente por nós, como chuva. Elas passam e vão embora, se não as acolhemos.
Vai doer um pouco, mas compensa, porque depois produziremos muitos frutos, tornando-nos lavoura de Deus. Com as curvas de nível, o nosso coração, mesmo um pouco machucado, tornar-se-á mais puro, mais santo, mais feliz.
O anjo Gabriel chamou Maria de “cheia de graça”. O seu advento, o primeiro e o melhor do mundo, foi cheio de fé e centrado na pessoa de Jesus. Que o nosso seja também assim, pois é o aniversário de Jesus que vamos celebrar, e de mais ninguém. Santa Mãe do Redentor, rogai por nós!
“Santa Mãe do Redentor, do céu ó porta, ao povo que caiu, socorre e exorta, pois busca levantar-se, Virgem pura, nascendo o Criador da criatura.”
Endireitai as estradas do Senhor. 





VÍDEO DA SEMANA

Felicidade onde moras? Padre Fabio de Melo





MOMENTO DE REFLEXÃO


Um homem estava perdido no deserto, prestes a morrer de sede.
Eis que ele chegou a uma cabana velha, desmoronando, sem janelas, sem teto.
Andou por ali e encontrou uma pequena sombra onde se acomodou, fugindo do calor do sol  desértico.
Olhando ao redor, viu uma velha bomba de água, bem enferrujada.
 Ele se arrastou até a bomba, agarrou a manivela e começou a bombear, a bombear, a bombear sem parar.
 Nada aconteceu.
 Desapontado, caiu prostrado, para trás.
E notou que ao seu lado havia uma velha garrafa.
 Olhou-a, limpou-a, removendo a sujeira e o pó, e leu um recado que dizia:
"Meu Amigo, você precisa primeiro preparar a bomba derramando sobre ela toda água desta garrafa. Depois faça o favor de encher a garrafa outra vez antes de partir, para o próximo viajante."
O homem arrancou a rolha da garrafa e, de fato, lá estava a água.
A garrafa estava quase cheia de água!
 De repente, ele se viu num dilema.
Se bebesse aquela água, poderia sobreviver.
 Mas se despejasse toda aquela água na velha bomba enferrujada, e ela não funcionasse morreria de sede.
 Que fazer?
Despejar a água na velha bomba e esperar vir a ter água fresca, fria, ou beber a água da velha garrafa e desprezar a mensagem?
Com relutância, o homem despejou toda a água na bomba.
Em seguida, agarrou a manivela e começou a bombear... e a bomba e pôs-se a ranger e chiar sem fim.
E nada aconteceu!
E a bomba foi rangendo e chiando.
Então, surgiu um fiozinho de água, depois, um pequeno fluxo e finalmente, a água jorrou com abundância !
Para alívio do homem a bomba velha fez jorrar água fresca, cristalina.
Ele encheu a garrafa e bebeu dela ansiosamente.
Encheu-a outra vez e tornou a beber seu conteúdo refrescante.
Em seguida, voltou a encher a garrafa para o próximo viajante.
Encheu-a até o gargalo, arrolhou-a e acrescentou uma pequena nota:
 "Creia-me, funciona. Você precisa dar toda a água antes de poder obtê-la de volta."



Várias lições preciosas podemos extrair desta estória ...
Quantas vezes temos medo de iniciar um novo projeto pois este demandará um enorme investimento de tempo, recursos, preparo e conhecimento.
Quantos ficam parados satisfazendo-se com pequenos resultados, quando poderiam conquistar significativas vitórias.

 E você...?

 O que falta para despejar esta garrafa de água que você guarda e está prestes a beber e conseguir água fresca em abundância de uma nova fonte?

Diário de Sábado 06/12/2014


Sábado 06 de dezembro de 2014


O Natal começou no coração de Deus. Só está completo quando alcançar o coração do homem.


EVANGELHO DE HOJE
Mt 9,35 - 10,1.6-8

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.


Naquele tempo, 35Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o evangelho do Reino, e curando todo tipo de doença e enfermidade.
36Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: 37“A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!”
10,1E, chamando os seus doze discípulos deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade.
Enviou-os com as seguintes recomendações: 6“Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! 7Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. 8Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!”


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.





MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz


Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas.
Este Evangelho narra três coisas que Jesus fez, todas nascidas da sua compaixão pelo povo. 1) Ele percorre todas as cidades e povoados, ensinando o Evangelho e curando a todos os doentes. 2) Vendo as multidões, cansadas e abatidas como ovelhas que não têm pastor, reclama da falta de operários e pede que rezemos nesse sentido. 3) Escolhe os doze Apóstolos e os envia em missão.
Hoje, as multidões são ainda maiores, e continuam faltando operários. Que nós também sintamos compaixão e ouçamos o apelo, primeiramente para rezar, e depois para agir, dentro das nossas possibilidades. “Jesus, fogo ardente de amor e de ardor apostólico, fazei o nosso coração semelhante ao vosso!”
De acordo com o plano de Deus, a salvação do mundo está nas nossas mãos. É Deus que a realiza, mas através de nós. Como Jesus chamou os apóstolos, Deus continua chamando homens e mulheres, jovens e crianças, em todos os tempos e lugares. Muitos são insensíveis, como na parábola do samaritano, passam ao lado dos abandonados e não se tocam, ou melhor, não sentem o toque de Deus, porque estão com mil outras coisas na cabeça.
“O mundo passando fome, passando fome de Deus, a decisão é tua.” No batismo e na crisma, todos já fomos chamados e enviados por Deus. Ganhamos um tesouro preciosíssimo, mas não para guardá-lo só para nós, e sim para distribuí-lo.
“Deus quer que todos sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4). Um trabalho que todos podemos fazer, e por isso ninguém tem desculpa diante de Deus, é a oração. “Pedi ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!” Você rezou hoje, pedindo operários para a messe do Senhor?
O Evangelho fala que, ao chamar os doze, Jesus deu-lhes poder, isto é, capacitou-os para a missão que lhes dava. Claro, qualquer patrão que pede um serviço ao empregado, dá-lhe os meios e, se o empregado não sabe, o patrão ou patroa ensina. Por isso, a desculpa de que não sabemos, ou não temos condições, é furada. Agora, Deus só mostra o passo seguinte para quem já deu o primeiro passo. Se a pessoa fica sentada, esperando uma orientação mais clara de Deus, esta não vem nunca.
“Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel.” São os católicos afastados que nós devemos ir buscar primeiro.
“Anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo.’” Está próximo porque Deus o realiza naquela hora. Não podemos deixar para amanhã a nossa conversão, pois poderá ser tarde demais. Deus nos visita todos os dias, e quer frutos da nossa parte. Cada vez, a passagem de Deus é diferente, e é uma oportunidade única, que não podemos perder.
“Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios.” O cristão não só anuncia o Evangelho, mas o pratica. A nossa dedicação ao próximo é integral, ao seu corpo e à sua alma, como Jesus fazia.
Nós não podemos salvar o mundo, mas podemos ajudar aquela pessoa que Deus coloca no nosso caminho.
Anos atrás foi feita uma pesquisa entre jovens universitários de uma cidade, para saber por que houve uma inversão: antigamente a maior procura era pela medicina, e hoje a maior procura é pela odontologia.
As razões apresentadas pelos entrevistados foram as seguintes: Os honorários do médico são geralmente tabelados, enquanto os do dentista são livres. O dentista é mais livre, podendo, por exemplo, viajar no fim de semana, enquanto o médico é mais preso aos seus pacientes, encontrando dificuldade até para fazer férias, às vezes.
Como vemos, pelo menos naquela cidade, os jovens se mostraram bastante egoístas, pois, na escolha da profissão, pensaram mais em si mesmos do que nos outros.
Será que não está aí um motivo por que faltam operários na messe do Senhor? Mas esses jovens entrevistados estão enganados. Jesus prometeu cem vezes mais a quem renunciar aos bens da terra para colocar-se a serviço dele e do seu Reino.
Maria Santíssima é a Rainha dos missionários, pois ela nos deu Jesus, o Missionário do Pai. Não só o gerou, mas o apresentou aos pastores, aos reis magos, aos que estavam no Templo e a tantas outras pessoas. E continua sendo missionária, nos diversos santuários marianos espalhados pelo mundo. Santa Maria, rogai por nós!
Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas.




CASA, LAR E FAMÍLIA


Como identificar o legítimo bacalhau


Identificar o Bacalhau não é tarefa muito fácil, por isso peça sempre que o estabelecimento onde você compra informe corretamente o tipo e a classificação do bacalhau que está sendo vendido.
Mas você pode fazer algumas observações que ajudam a identificar se está comprando o legítimo bacalhau:
1) Observe na hora da compra:
A forma do peixe - o legítimo bacalhau é largo e permite o corte em lombos.
O rabo do peixe - deve ser quase reto ou ligeiramente curvado para dentro, de cor uniforme ( se tiver uma espécie de "bordado" branco na extremidade, não é o legítimo ).
A cor "palha" - se o bacalhau é branquinho, não é o legítimo.
A pele - solta com facilidade; puxe um pouquinho para verificar.
2) Repare se o peixe está bem escovado: sua aparência deve ser limpa, sem manchas escuras. Manchas ( pretas, marrons ) podem ser resíduos do peixe como sangue, bílis, etc. , significando que ele não foi bem trabalhado.
3) Verifique também se ele está bem seco: pegue o bacalhau firmemente pela "cabeça" e solte a cauda. Se ele ficar reto - ou quase reto -está bem curado, se dobrar "caindo" para baixo está mal curado e úmido.

http://www.bacalhau.com.br/dicas.htm#identificar




MOMENTO DE REFLEXÃO

Um avô e seu neto, caminhando pelo quintal, ora se agachando aqui, ora ali, em animada conversação, não é cena muito comum nos dias atuais.
O garoto, de 4 anos de idade, aprendia a cultivar e a cuidar das plantas com o exemplo do seu avô, que tinha tempo para o netinho sempre que este o visitava.
Era por isso que o pequeno Nícolas acariciava as mudinhas que havia plantado e dizia: "quem planta colhe, né vovô?"
Mas o avô não é habilidoso apenas no cultivo de plantas, é hábil também na arte de cultivar virtudes.
Entre uma conversa e outra, entre a carícia numa flor e uma erva daninha que arrancava, ele ia cultivando virtudes naquele coração infantil.
Ia ensinando que para obter frutos saborosos e flores perfumadas é preciso cuidado, dedicação, atenção e conhecimento.
E que, acima de tudo, é preciso semear, pois sem semeadura não há colheita.
O cuidado do pequeno Nícolas pelas plantas era fruto do ensinamento que recebeu desde pequenino, pois nem sempre foi assim.
Quando começou a engatinhar, suas mãozinhas eram ligeiras em arrancar tudo o que via pela frente, como qualquer bebê que quer conhecer o mundo pela raiz...
E, se não tivesse por perto alguém que lhe ensinasse a respeitar a natureza, talvez até hoje seu comportamento fosse o mesmo, como muitas crianças da sua idade ou até maiores.
Importante observar que as melhores e mais sólidas lições as crianças aprendem no dia-a-dia, com os exemplos que observam nos adultos.
É mais pela observação dos atos, do que pelos conselhos, que os pequenos vão formando seus caracteres.
Se a criança cresce em meio ao desleixo, ao descuido, às mentiras, ao desrespeito, vendo os adultos se agredindo mutuamente, ela aprenderá essas lições.
Assim, se temos a intenção de passar nobres ensinamentos a alguém, se faz necessário que prestemos muita atenção ao nosso modo de vida, às nossas ações diárias.
Como todo bom jardineiro, os educadores devem ser bons cultivadores de virtudes e valores.
Devem observar com cuidado as tendências dos filhos e procurar semear na alma infantil as sementes das quais surgem as virtudes, ao tempo em que as preservam das ervas-daninhas, das pragas, da seca e das enchentes. Sem esquecer o adubo do amor.
A alma da criança que cresce sem esses cuidados básicos por parte dos adultos, geralmente se torna campo tomado pelas ervas más dos vícios de toda ordem.
E, de todas as ervas más, as mais perigosas são o orgulho e o egoísmo, pois são as que dão origem às demais.
Por isso a importância dos cuidados desde cedo. E para se ter êxito nessa missão de jardineiro de almas, é preciso atenção, dedicação, persistência, determinação.
O campo espiritual exige sempre o empenho do amor do jardineiro para que possa produzir bons resultados.
E o empenho do amor muitas vezes exige alta dose de renúncia e de coragem. Coragem de renunciar aos próprios vícios para dar exemplos dignos de serem seguidos.
Os jardins da alma infantil são férteis e receptivos aos ensinamentos que percebem nas ações dos adultos.
Por essa razão vale a pena dedicar tempo no cultivo das virtudes, antes que as sementes de ervas-daninhas sejam ali jogadas, nasçam e abafem a boa semente.
...............

Para que você seja um bom cultivador de almas, é preciso que tenha em sua sementeira interior as mudinhas das virtudes.
Somente quem possui pode oferecer. Somente quem planta, pode colher.

Pense nisso, e seja um cultivador de virtudes.


Diário de Sexta-feira 05/12/2014


Sexta-feira 05 de dezembro de 2014


O Natal começou no coração de Deus. Só está completo quando alcançar o coração do homem.


EVANGELHO DE HOJE
Mt 9,27-31

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.

Naquele tempo, 27partindo Jesus, dois cegos o seguiram, gritando: “Tem piedade de nós, filho de Davi!” 28Quando Jesus entrou em casa, os cegos se aproximaram dele. Então Jesus perguntou-lhes: “Vós acreditais que eu posso fazer isso?”
Eles responderam: “Sim, Senhor”. 29Então Jesus tocou nos olhos deles, dizendo: “Faça-se conforme a vossa fé”. 30E os olhos deles se abriram. Jesus os advertiu severamente: “Tomai cuidado para que ninguém fique sabendo”. 31Mas eles saíram, e espalharam sua fama por toda aquela região.


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.





MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz


Dois cegos, crendo em Jesus, são curados.
Neste Evangelho, Jesus testa a fé de dois cegos, e eles passam de cheio no teste.
Enquanto Jesus caminhava, eles foram atrás pedindo a cura. Jesus não os atendeu, mas continuaram pedindo. Jesus entrou em casa, eles foram atrás e entraram na sua casa. Jesus lhes pergunta: “Vós acreditais que eu posso fazer isso?” Eles: “Sim, Senhor”. Na verdade, a própria insistência deles já mostrava a sua fé. “Jesus tocou nos olhos deles, dizendo: Faça-se conforme a vossa fé. E os olhos deles se abriram”.
A pergunta de Jesus é feita a nós também: “Vós acreditais que eu posso fazer isso?” A nossa fé é condição para recebermos as graças de Deus. A fé é um dom de Deus aos que lhe obedecem. Quem tem esse dom é capaz de transportar montanhas. É sempre feliz e tem o amparo de Deus em tudo o que pede. “Ter fé é um modo de já possuir aquilo que se espera. É um meio de conhecer realidades que não se vêem... Ter fé é caminhar como se visse o invisível” (Hb 11,1.27).
Mas só ganha o dom da fé quem obedece a Deus: “Quem acolhe e observa os meus mandamentos, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele” (Jo 14,21). Deus se manifesta, abrindo os nossos olhos para a fé. Quando Jesus visitou a sua cidade natal, “não conseguiu fazer ali nenhum milagre. Ele se admirou da incredulidade deles”. Veja como a fé é importante para recebermos milagres!
Para ter fé é importante viver no amor verdadeiro: “Aquele que ama conhece a Deus, porque Deus é amor” (1Jo 4,7).
É importante lembrar também que ter fé não é acreditar em um Evangelho modificado conforme a nossa cabeça e os nossos interesses, mas é curvar-se diante do Evangelho legítimo deixado por Jesus e transmitido pela Igreja, que ele fundou, que tem Pedro e seus sucessores como chefes.
Advento é tempo de fé e de transformação, varrendo a nossa casa para Jesus entrar.
Certa vez, um homem quis zombar do seu vizinho que fazia aniversário. Pegou uma bandeja, encheu-a de lixo e porcarias, enfeitou-a bem e pediu que uma pessoa levasse para ele.
O aniversariante abriu o presente. Vendo o que era, pediu que o emissário esperasse um pouquinho. Foi lá dentro, jogou fora aquela sujeira, lavou bem a bandeja e a perfumou. Depois encheu-a de flores e mandou de volta para o vizinho, com um cartão dizendo assim: “A gente dá o que tem de melhor”.
A fé é um tesouro que carregamos dentro de nós, melhor até que flores. E o mundo está precisando com urgência desse presente.
Maria Santíssima celebrou o primeiro advento. Que ela nos ajude e abençoe neste tempo santo.
Dois cegos, crendo em Jesus, são curados.





CULINÁRIA

Chocotorta de cerveja preta

Cerveja preta, 350 ml
Chocolate em pedaços, 2 xícaras (chá)
Creme de leite, ½ xícara (chá)
Açúcar, ½ xícara (chá)

Pão italiano, 1
Ovos, 4
Extrato de baunilha, 2 colheres (chá)
Mix de castanhas, 100 g

Modo de Fazer

Ferva a cerveja, o creme de leite e o açúcar. Quando ferver, desligue o fogo e dissolva o chocolate.
Bata os ovos com a essência de baunilha. Reserve.
Corte o pão em pedaços pequenos.
Misture os ovos batidos com a mistura de cerveja e chocolate; mexa até ficar homogêneo.
Adicione o pão picado na mistura e mexa para envolver os pães na mistura.
Coloque a mistura em uma forma untada com manteiga e farinha.
Polvilhe chocolate picado e castanhas.
Leve ao forno médio, por 40 minutos.


Bavarois de pêssego

1 e ¼ xícara (chá) de União Refinado (200g)
¼ xícara (chá) de água para hidratar a gelatina (50ml)
6 gemas (cerca de 120g)
1 colher (café) de essência de baunilha (2,5ml)
500 mililitros de leite quente1 caixa de creme de leite gelado (200ml)
2 colheres (sopa) rasadas de gelatina em pó sem sabor (18g)

Modo de Fazer

Bata o açúcar com as gemas até obter um creme claro e fofo.
Junte o leite e leve ao banho-maria, mexendo sempre, até começar a engrossar.
Retire do fogo, acrescente a gelatina já hidratada na água e a baunilha. Adicione o creme de leite e cerca de 5 metades de pêssego picadas. Deixe esfriar, mas sem solidificar.
Coloque na fôrma molhada com água e leve à geladeira.
Desenforme firme e decore com os pêssegos restantes. Sirva gelado.




MOMENTO DE REFLEXÃO


“Um pai deu uma chácara de presente para seu filho. Era uma chácara muito linda, bem cuidada, toda plantada, terra muito fértil. A casa da chácara era muito bonita, com salas bem grandes, talheres  de prata sobre a mesa e peças de cristais como enfeite. No fundo da propriedade, havia uma nascente de água muito límpida, que jorrava, formando um pequeno lago.
Foi grande a tristeza do pai, um dia, quando, ao passar pela estrada que dava acesso à chácara, só enxergou o telhado, pois o restante estava todo tomado pelo mato alto. O filho não mais cuidou de nada, alegando que não adiantava plantar,  pois o ladrão vinha e roubava tudo.
Um amigo do pai resolveu ter uma conversa com o rapaz. Disse-lhe do desgosto do pai, ao ver que o filho havia abandonado tudo. Convidou o filho para reunir algumas pessoas amigas, para limpar a chácara, e ele aceitou. Como todos trabalhavam, começaram numa sexta-feira à tarde e prosseguiram até tarde da noite. Retornaram no sábado de manhã e, até à tarde, já haviam carpido tudo. Colocaram o mato em tambores e convidaram pessoas especializadas para queimar esse lixo.
No domingo de manhã, enquanto algumas pessoas plantavam sementes de frutas, as mulheres limpavam a casa que se encontrava muito suja e cheia de bichos. À tarde, já estava tudo limpinho, até os talheres de prata e os cristais. Arrumaram, então, a mesa grande da sala. Colocaram  toalha de linho branca e muitas flores. A nascente ao fundo voltou a jorrar.
Foram, então, convidar o pai para uma ceia. Foi muito grande a sua alegria, quando, chegando à chácara, encontrou tudo bem cuidado.
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Todos podemos meditar sobre esta estória. E encontrar nela a profundidade que corresponde com a nossa vida. Seria a linda chácara a nossa alma – a alma que recebemos de presente do Pai Criador? O Pai nos dá uma alma pura e limpa, que logo   é manchada com o desleixo, a preguiça, os pecados, as faltas cometidas contra o Seu amor e a Sua lei. E então, o mato alto toma conta da nossa casa espiritual. Apaga-se a luz em nós. Olhando para a Sua criatura, o Pai vê apenas o “telhado” -  a cobertura da ruína em que ficou a nossa morada. Ele quer olhar para nós e não nos encontra,  perdidos que estamos em meio ao matagal feio, esconderijo de bichos.
Não é fácil manter esta casa limpa e arrumada. Há que se cortar regularmente o mato à sua volta, ou seja, perseverar o tempo todo numa vida reta e honesta, conforme o Evangelho. Modéstia, humildade, caridade, fé. É trabalho diário, do qual muitos se cansam logo. “Não adianta, vem o ladrão e rouba tudo”. Porque é preciso vigilância constante, atenta, eterna. Haverá sempre um “ladrão” tentando roubar o tesouro de uma alma limpa.
Mas, eis que merecemos uma chance, remidos que fomos pelo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. E seremos salvos, voltaremos a possuir a limpeza e a beleza, se crermos no Seu sacrifício. Haverá sempre um convite, um chamado, para limpar a sujeira da casa espiritual. Se abrirmos o coração para Deus, começará em nós um lindo trabalho de purificação, de limpeza e de arrumação total.
Na sexta-feira santa, o Senhor se imolou por nós. À tarde. Pois é à tarde que, na estória, a faxina da chácara tem início.  A vida brota novamente, no madeiro santo da Cruz. No sábado da longa espera, o trabalho continua em nós, limpeza profunda, queima do lixo que havia impregnado nossa alma imortal. A ressurreição se dá no domingo de Páscoa. Plantio de novas sementes, início de vida nova, mesa posta, toalha branca e flores Tudo pronto para a ceia com o Pai.
O Rio de Água Viva volta a correr no fundo de nossa alma. Limpeza e  arrumação da nossa “chácara” interior. Renovação, volta ao Pai, reconhecimento da pátria celestial, confiança, amor, salvação eterna.


Artigo da colaboradora Marisa Bueloni (Piracicaba SP)