Páginas


(clique abaixo para ouvir a música)

LITURGIA DIÁRIA

LITURGIA DIÁRIA - REFLEXÕES E COMENTÁRIOS

Diário de Sábado 11/01/2014



Sábado, 11 de janeiro de 2014



“Mais que as ideias são os interesses que separam as pessoas.” (Charles Tocqueville)




EVANGELHO DE HOJE
Jo 3,22-30


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo, 22Jesus foi com seus discípulos para a região da Judéia. Permaneceu aí com eles e batizava. 23Também João estava batizando, em Enon, perto de Salim, onde havia muita água. Aí chegavam as pessoas e eram batizadas.
24João ainda não tinha sido posto no cárcere. 25Alguns discípulos de João estavam discutindo com um judeu a respeito da purificação. 26Foram a João e disseram: "Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão e do qual tu deste testemunho, agora está batizando e todos vão a ele".
27João respondeu: "Ninguém pode receber alguma coisa, se não lhe for dada do céu. 28Vós mesmos sois testemunhas daquilo que eu disse: 'Eu não sou o Messias, mas fui enviado na frente dele'. 29É o noivo que recebe a noiva, mas o amigo, que está presente e o escuta, enche-se de alegria ao ouvir a voz do noivo. Esta é a minha alegria, e ela é completa. 30É necessário que ele cresça e eu diminua".


Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.







MEDITANDO O EVANGELHO
Pe. Antonio Queiroz


E, imediatamente, a lepra o deixou.
Este Evangelho narra Jesus curando um leproso. A lepra era uma das piores doenças; não tinha cura e deformava o doente. Além disso, o povo a considerava contagiosa. Esta cura do leproso é um sinal da chegada do Reino de Deus, que vence os males do mundo e liberta as pessoas de toda miséria, reintegrando-as na sociedade. Jesus veio curar todas as nossas enfermidades: físicas, mentais e espirituais.
“Vendo Jesus, o leproso caiu aos seus pés, e pediu: Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar.” A fé é requisito indispensável para receber as graças de Deus. Como a fé é também uma graça, precisamos pedi-la.
“Jesus estendeu a mão, tocou nele, e disse: Eu quero, fica purificado. E imediatamente a lepra o deixou”. O contato físico significa envolvimento pessoal com o doente. Hoje há leprosos de todos os tipos. Os vícios são piores que a lepra. Mas Deus cura também os vícios.
“Vai mostrar-te ao sacerdote.” O leproso devia viver isolado da sociedade e até da família. Para ser reintegrado, após a cura, a pessoa devia apresentar-se ao sacerdote, a fim de provar que estava curado. Jesus se interessa não só pela cura, mas pela integração daquele homem na sociedade. A Boa Nova não se limita a palavras, ela trás uma mudança de convivência social. Daqui para frente não haverá mais marginalizados.
“E oferece pela purificação o prescrito.” Os judeus consideravam a lepra um castigo de Deus. Portanto, a cura significava o perdão ao leproso. Ele devia, então, fazer uma oferta no Templo em ação de graças pela purificação.
O testemunho de Jesus, neste caso da cura do leproso, foi tríplice: Curou um leproso, reintegrou-o na sociedade e tudo de graça, sem cobrar nada. Isso numa sociedade que não se preocupava em curar os doentes, mas em preservar-se do contágio deles. É semelhante à sociedade de hoje, que quer prender os “bandidos”, para livrar-se deles, sem muita preocupação em recuperá-los.
“Não digas nada a ninguém.” Jesus fazia milagres como sinais, convidando o povo à conversão ao Reino de Deus. No entanto, as pessoas estavam mais interessadas em receber curas e outras ajudas materiais. Por isso que ele pedia a não divulgação. Suas boas obras eram inteiramente gratuitas; ele não queria nenhum retorno, nem reconhecimento.
“Não obstante, sua fama ia crescendo.” O testemunho é como o perfume, ele se espalha por si. Por isso, quanto mais Jesus pedia para não contar, mais a sua fama se espalhava.
Várias vezes, Jesus comparou a si mesmo, e os seus discípulos, com a luz, o sal e o fermento. A lâmpada não chama a atenção para si mesma, mas para os objetos que ela ilumina. Nós nem nos lembramos da lâmpada, a não ser quando ela se apaga. O sal desaparece no meio da comida. E o fermento também desaparece na massa. Era assim que Jesus queria viver. No entanto o povo acabava espalhando as suas obras e as multidões a procuravam. Que Jesus nos liberte da lepra do orgulho e do desejo de ser o maior, que tanto mal causa à sociedade.
“Ele, porém, se retirava para lugares solitários e se entregava à oração”. Jesus tinha ima inclinação incontida a unir-se a sós com Deus, para um diálogo, uma oração livre e descontraída. Isso acontece com muitos cristãos e cristãs que amam muito a Deus. É uma convivência semelhante à de pessoas que se amam apaixonadamente.
Certa vez, um senhor quebrou a perna e o médico a engessou. Como tinha de ficar muito tempo com o gesso, ele resolveu ir trabalhar assim mesmo. E lá se foi o homem, na rua, com a calça arregaçada de um lado e aquela perna branca, chamando a atenção.
Quando ia atravessar a rua, os carros logo paravam para que ele passasse. Quando chegava ao ponto de ônibus, era uma beleza, todo mundo dava a frente para ele. No elevador, a mesma coisa. Quando ia tomar táxi, o motorista dava a volta e abria a porta para ele.
Tempo depois, o homem sarou, o gesso foi retirado e ele começou a andar normal, como antes. Aí voltou àquela vida cruel: empurrões, buzinas quando atravessava a rua... E aquele homem sentia saudade do tempo em que tinha a perna engessada.
A sociedade do tempo de Jesus desprezava os doentes, os pecadores e os pobres. A nossa sociedade faz o contrário: é delicada com os visivelmente doentes, mas despreza o próximo, as pessoas que se aproximam de nós no meio da multidão.
Maria Santíssima era humilde e ao mesmo tempo muito atenciosa e solícita para com todos, tanto os sadios como os doentes. Santa Maria, rogai por nós.
E, imediatamente, a lepra o deixou.




CASA, LAR E FAMÍLIA



Dicas que vão facilitar sua vida



Alho descascado
Deixe por dez segundos no micro-ondas e em seguida deixe numa vasilha com água. As cascas sairão com facilidade.


Abacate que não escurece
Aplique uma camada fina de farinha de rosca sobre a sobra do abacate.


Frango bem macio
Ao fazer o tempero adicione um pouco de fermento.


Receita caseira para dor no ombro
Faça a seguinte solução:
1 caroço de abacate ralado,
100 ml de álcool,
Deixe curtir por 15 dias.
Massageie com a solução várias vezes ao dia até a dor desaparecer.


Bodas e Aniversários de Casamento
   1 ano - Bodas de Algodão
  2 anos - Bodas de Papel
  3 anos - Bodas de Trigo ou Couro
  4 anos - Bodas de Flores e Frutas ou Cera
  5 anos - Bodas de Madeira ou Ferro
10 anos - Bodas de Estanho ou Zinco
15 anos - Bodas de Cristal
20 anos - Bodas de Porcelana
25 anos - Bodas de Prata
30 anos - Bodas de Pérola 
35 anos - Bodas de Coral
40 anos - Bodas de Rubi ou Esmeralda 
45 anos - Bodas de Platina ou Safira 
50 anos - Bodas de Ouro
55 anos - Bodas de Ametista
60 anos - Bodas de Diamante ou Jade
65 anos - Bodas de Ferro ou Safira 
70 anos - Bodas de Vinho
75 anos - Bodas de Brilhante ou Alabastre
80 anos - Bodas de Nogueira ou Carvalho




MOMENTO DE REFLEXÃO


Dentro de uma linda gaiola vivia um passarinho.
Sua vida era  segura e tranquila.
Tranquilidade e segurança, coisas que todos desejam.
Barco ancorado não naufraga.
Avião em hangar não cai.
Para viver em segurança as pessoas constroem gaiolas e passam a viver dentro delas.
Dentro das gaiolas não há perigos.
Só há monotonia.
Todo dia a mesma coisa.
Tudo o que acontece  todo dia do mesmo jeito é  chato.
Esse é o preço da segurança: a chatice.
Dentro da gaiola não há muito o que fazer, seja ela feita com  arames de ferro ou com deveres.
Os sonhos de aventuras selvagens aparecem, mas, logo que vêem os arames, morrem.
Alguns, malvados, furam os olhos dos pássaros engaiolados.
Dizem  que pássaro de olho furado canta mais bonito.
Talvez, cegos, eles se  esqueçam de que estão presos numa gaiola.
Mas, mesmo que não estivessem, de  que lhes adiantaria ter asas para voar se não têm olhos para ver?
Sua  cegueira é a sua gaiola.
Há muitas pessoas assim: parecem ter olhos  normais, parecem ver tudo.
Na verdade nada veem, a não ser o seu mundinho.
Sua cegueira é sua gaiola.
O nosso amigo, passarinho engaiolado, bem se lembrava do dia  em que, enganado pelo alpiste,
tentador, saboroso, entrou no alçapão.
Alçapões são assim; têm sempre uma coisa apetitosa dentro.
Mas basta que a  coisa apetitosa seja bicada para que a porta se feche para sempre, até que  a morte a abra....
Na porta da gaiola estava escrita uma frase famosa, de um  poeta famoso, Dante Alighieri:
"Deixai toda a esperança vós que entrais".
Mas passarinho não entende nem escritas nem linguagem de gente.
Há um poema famoso, de Guerra Junqueira, sobre o melro,  pássaro que canta risadas de cristal.
Um padre velho e ranzinza tinha raiva do melro.
Ele comia as sementes que o padre semeava.
Um dia, o padre encontra o ninho de melro num arbusto.
Estava cheio de filhotinhos.
O padre, para se vingar da mãe, engaiola os filhotinhos.
A mãe, vendo seus filhos engaiolados, e sem forças para abrir a portinhola de  ferro, traz no seu bico um galho de veneno.
'Meus filhos, a existência é boa só quando é livre", ela disse.
"A liberdade é a lei.
Prende-se a asa, mas a alma voa...
Ó filhos, voemos pelo azul!...comei!"
É certo que a mãe do nosso passarinho engaiolado nunca lera o poema de Guerra Junqueiro porque, ao ver seu filho preso, lhe disse.
"Finalmente minhas orações foram respondidas.
Vocês estão seguros, pelo resto  de suas vidas.
Nada hão de temer.
Nenhum gato o comerá.
Comida não lhe faltará.
Você estará sempre tranquilo.
Se você ficar deprimido, cante.
Quem canta seus males espanta.
Veja: todos os pássaros engaiolados estão cantando!
" A palavras de sua mãe não o convenceram.
Do seu pequeno espaço  ele olhava os outros passarinhos.
Os bem-te-vis, atrás dos bichinhos; os  sanhaços, entrando mamões adentro; os beija-flores, com seu mágico bater de  asas; os urubus, em seus voos tranquilos na fundura do céu; as rolinhas,  arrulhando, fazendo amor; as pombas voando como flechas.
Ele queria ser como os outros pássaros, livres....Ah!
Se aquela  maldita porta se abrisse...
 Isso era tudo o que ele desejava.
Pois não é que, para surpresa sua, um dia o seu dono esqueceu a  porta da gaiola aberta?
Ele poderia agora realizar todos os seus sonhos.
Estava livre, livre, livre!
Saiu. Voou para o galho mais próximo.
Olhou para baixo.
Puxa! Como era alto!
Sentiu um pouco de tontura.
Estava acostumado com o chão da gaiola, bem pertinho.
Teve medo de cair.
Agachou-se no galho, para ter mais firmeza.
Viu uma outra árvore mais distante.
Teve vontade de ir até lá.
Perguntou-se se suas asas agüentariam.
Elas não estavam acostumadas.
O  melhor seria não abusar, logo no primeiro dia.
Agarrou-se mais firmemente  ainda.
Nesse momento um insetinho passou voando bem na frente de seu  bico.
Chegara a hora.
Esticou o pescoço o mais que pôde, mas o insetinho  não era bobo.
Sumiu mostrando a língua.
"Ei você!" -  era uma passarinha.
"Vamos voar juntos até o  quintal do vizinho?
Há uma linda pimenteira, carregadinha de pimentas  vermelhas.
Deliciosas.
 Só é preciso prestar atenção no gato que anda por  lá...
 " Só o nome "gato" já lhe deu um arrepio.
Disse para a passarinha que  não gostava de pimentas.
A passarinha procurou outro companheiro.
Ele preferiu ficar com fome.
Chegou o fim da tarde e, com ele, a tristeza do crepúsculo.
A  noite se aproximava.
Onde iria dormir?
Lembrou-se do prego amigo, na parede  na cozinha, onde a sua gaiola ficava dependurada.
Teve saudades dele.
Teria  de dormir num galho de árvore, sem  proteção.
Gatos sobem em árvores?
Eles  enxergam  no escuro?
E era preciso não esquecer os gambás.
E tinha de  pensar nos meninos com os seus estilingues, no dia seguinte.
Tremeu de medo.
Nunca imaginara que a liberdade fosse tão complicada.
Somente podem gozar a liberdade aqueles que  têm coragem.
Ele não tinha.
Teve saudades da gaiola.
Voltou.
Felizmente a porta ainda  estava aberta.
Entrou.
Pulou para o poleiro.
Adormeceu agradecido a Deus  pela felicidade da gaiola.
É muito mais simples não ser livre.
Nesse momento chegou o dono.
Vendo a porta aberta, disse: "Passarinho bobo.
Não  viu que a porta estava aberta.
Deve estar meio cego.
Pois passarinho de  verdade não fica em gaiola.
Gosta mesmo é de voar...".


Rubem Alves

Diário de Sexta-feira 10/01/2014



Sexta-feira 10 de janeiro de 2014


“Há um ditado popular que diz assim: "As pessoas mais felizes não têm o melhor de tudo, elas fazem o melhor de tudo com o que elas têm." Você terá um sentido mais profundo de contentamento se você contar suas bênçãos em vez de ansiar para o que você não tem.



EVANGELHO DE HOJE
Lc 5,12-16

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!


12Aconteceu que Jesus estava numa cidade, e havia aí um homem leproso. Vendo Jesus, o homem caiu a seus pés, e pediu: "Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar". 13Jesus estendeu a mão, tocou nele, e disse: "Eu quero, fica purificado". E imediatamente, a lepra o deixou. 14E Jesus recomendou-lhe: "Não digas nada a ninguém. Vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela purificação o prescrito por Moisés como prova de tua cura".
15Não obstante, sua fama ia crescendo, e numerosas multidões acorriam para ouvi-lo e serem curadas de suas enfermidades. 16Ele, porém, se retirava para lugares solitários e se entregava à oração.

Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.





MEDITANDO O EVANGELHO
Pe. Antonio Queiroz


E, imediatamente, a lepra o deixou.
Este Evangelho narra Jesus curando um leproso. A lepra era uma das piores doenças; não tinha cura e deformava o doente. Além disso, o povo a considerava contagiosa. Esta cura do leproso é um sinal da chegada do Reino de Deus, que vence os males do mundo e liberta as pessoas de toda miséria, reintegrando-as na sociedade. Jesus veio curar todas as nossas enfermidades: físicas, mentais e espirituais.
“Vendo Jesus, o leproso caiu aos seus pés, e pediu: Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar.” A fé é requisito indispensável para receber as graças de Deus. Como a fé é também uma graça, precisamos pedi-la.
“Jesus estendeu a mão, tocou nele, e disse: Eu quero, fica purificado. E imediatamente a lepra o deixou”. O contato físico significa envolvimento pessoal com o doente. Hoje há leprosos de todos os tipos. Os vícios são piores que a lepra. Mas Deus cura também os vícios.
“Vai mostrar-te ao sacerdote.” O leproso devia viver isolado da sociedade e até da família. Para ser reintegrado, após a cura, a pessoa devia apresentar-se ao sacerdote, a fim de provar que estava curado. Jesus se interessa não só pela cura, mas pela integração daquele homem na sociedade. A Boa Nova não se limita a palavras, ela trás uma mudança de convivência social. Daqui para frente não haverá mais marginalizados.
“E oferece pela purificação o prescrito.” Os judeus consideravam a lepra um castigo de Deus. Portanto, a cura significava o perdão ao leproso. Ele devia, então, fazer uma oferta no Templo em ação de graças pela purificação.
O testemunho de Jesus, neste caso da cura do leproso, foi tríplice: Curou um leproso, reintegrou-o na sociedade e tudo de graça, sem cobrar nada. Isso numa sociedade que não se preocupava em curar os doentes, mas em preservar-se do contágio deles. É semelhante à sociedade de hoje, que quer prender os “bandidos”, para livrar-se deles, sem muita preocupação em recuperá-los.
“Não digas nada a ninguém.” Jesus fazia milagres como sinais, convidando o povo à conversão ao Reino de Deus. No entanto, as pessoas estavam mais interessadas em receber curas e outras ajudas materiais. Por isso que ele pedia a não divulgação. Suas boas obras eram inteiramente gratuitas; ele não queria nenhum retorno, nem reconhecimento.
“Não obstante, sua fama ia crescendo.” O testemunho é como o perfume, ele se espalha por si. Por isso, quanto mais Jesus pedia para não contar, mais a sua fama se espalhava.
Várias vezes, Jesus comparou a si mesmo, e os seus discípulos, com a luz, o sal e o fermento. A lâmpada não chama a atenção para si mesma, mas para os objetos que ela ilumina. Nós nem nos lembramos da lâmpada, a não ser quando ela se apaga. O sal desaparece no meio da comida. E o fermento também desaparece na massa. Era assim que Jesus queria viver. No entanto o povo acabava espalhando as suas obras e as multidões a procuravam. Que Jesus nos liberte da lepra do orgulho e do desejo de ser o maior, que tanto mal causa à sociedade.
“Ele, porém, se retirava para lugares solitários e se entregava à oração”. Jesus tinha ima inclinação incontida a unir-se a sós com Deus, para um diálogo, uma oração livre e descontraída. Isso acontece com muitos cristãos e cristãs que amam muito a Deus. É uma convivência semelhante à de pessoas que se amam apaixonadamente.
Certa vez, um senhor quebrou a perna e o médico a engessou. Como tinha de ficar muito tempo com o gesso, ele resolveu ir trabalhar assim mesmo. E lá se foi o homem, na rua, com a calça arregaçada de um lado e aquela perna branca, chamando a atenção.
Quando ia atravessar a rua, os carros logo paravam para que ele passasse. Quando chegava ao ponto de ônibus, era uma beleza, todo mundo dava a frente para ele. No elevador, a mesma coisa. Quando ia tomar táxi, o motorista dava a volta e abria a porta para ele.
Tempo depois, o homem sarou, o gesso foi retirado e ele começou a andar normal, como antes. Aí voltou àquela vida cruel: empurrões, buzinas quando atravessava a rua... E aquele homem sentia saudade do tempo em que tinha a perna engessada.
A sociedade do tempo de Jesus desprezava os doentes, os pecadores e os pobres. A nossa sociedade faz o contrário: é delicada com os visivelmente doentes, mas despreza o próximo, as pessoas que se aproximam de nós no meio da multidão.
Maria Santíssima era humilde e ao mesmo tempo muito atenciosa e solícita para com todos, tanto os sadios como os doentes. Santa Maria, rogai por nós.
E, imediatamente, a lepra o deixou.


DICAS DE SAÚDE


Ressaltamos que as Dicas de Saúde disponíveis neste Diário, não equivalem a uma receita médica; são apenas "dicas".  Os exames preventivos são sempre indispensáveis! Para mais informações consulte o seu médico.


Sobre alergia ocular


O pólen das flores é considerado um dos causadores das reações alérgicas
Muitos associam alergia sazonal a coriza, dor de cabeça ou congestão nasal. Mas milhões de pacientes alérgicos também têm coceira, vermelhidão e lacrimejamento dos olhos. Veja abaixo o que você deve saber a respeito de alergia ocular:


O que é alergia ocular?

Alergia ocular, ou conjuntivite alérgica, é uma condição médica que afeta 6 entre 10 pacientes alérgicos. Quando o olho entra em contato com uma substância à qual o paciente é sensível, ocorre uma reação alérgica. Tal reação pode ser tanto imediata quanto tardia.
 A conjuntivite alérgica não é uma doença contagiosa, mas pode causar muito desconforto e irritação nos indivíduos que dela sofrem. Esfregar os olhos constantemente, que normalmente acompanha a alergia ocular não tratada, pode levar a problemas oculares mais sérios.


Quais são os sintomas de alergia ocular?

A alergia ocular pode estar acompanhada de qualquer um ou todos os sintomas a seguir:

. Coceira nos olhos
. Vermelhidão nos olhos
. Queimação nos olhos
. Lacrimejamento
. Visão borrada
. Sensação de arranhado no olho
. Inchaço ou vermelhidão na parte interna das pálpebras
. Sensibilidade à luz
. Sensação de que há um corpo estranho no olho


O que causa a alergia ocular?

Os olhos disparam uma reação alérgica quando entram em contato com os alérgenos, ou substâncias às quais são sensíveis. Apesar de haver vários tipos de alérgenos, há alguns mais comuns, que você deve reconhecer. Uma forma de ajudar a controlar a alergia ocular é tentar minimizar sua exposição aos alérgenos, tais como:

Pólen - Árvores, flores, grama e ervas liberam pólen no ar, que é carregado pelo vento. Quando a contagem de pólen é grande, normalmente durante a primavera e o outono, você pode ter alergia, mesmo que você nunca tenha tido antes.

Mofo - Assim como o pólen, esporos de mofo são liberados no ar. Externamente, os esporos de mofo podem ser encontrados na grama, folhas e feno. Internamente, esporos de mofo desenvolvem-se em ambientes úmidos, tais como banheiros.

Pêlos de animais - pêlos de animais, particularmente de gatos, podem causar alergias. Estas pequenas esfoliações, parecidas com caspa que os animais soltam todos os dias podem permanecer no ar da casa e ficar aderidos em móveis e tapetes.
Outros alérgenos comuns incluem ácaros de poeira, poluição e cosméticos.





MOMENTO DE REFLEXÃO


Acho que foi o Hemingway quem disse que olhava cada coisa à sua volta como se a visse pela última vez. Pela última ou pela primeira vez? Pela primeira vez foi outro escritor quem disse. Essa idéia de olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem não crê que a vida continua, não admira que o Hemingway tenha acabado como acabou.
Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos
cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.
Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.
Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima idéia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.
Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.



Otto Lara Resende- Texto publicado no jornal “Folha de S. Paulo”, edição de 23 de fevereiro de 1992.

Diário de Quinta-feira 09/01/2014



Quinta-feira 09 de janeiro de 2014

"Não jogue fora o balde velho até que você saiba se o novo segura água." –(Provérbio Sueco)



EVANGELHO DE HOJE
Lc 4,14-22ª


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo, 14Jesus voltou para a Galiléia, com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza. 15Ele ensinava nas suas sinagogas e todos o elogiavam. 16E veio à cidade de Nazaré onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura.
17Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: 18"O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos 19e para proclamar um ano da graça do Senhor".
20Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21Então começou a dizer-lhes: "Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir".
22aTodos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca.



Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.





MEDITANDO O EVANGELHO
Jailson Ferreira

Por que era tão bom ouvir Jesus?
O Evangelho de hoje nos fala do início da vida pública de Jesus, quando Ele começou a pregar nas sinagogas da região da Galiléia, e particularmente em Nazaré, cidade onde Ele foi criado.
Observe que o Evangelho já começa dizendo que "Jesus voltou para a Galiléia". O que significa dizer que Ele estava em outro(s) lugar(es). Particularmente, eu não duvido que Jesus tenha viajado bastante, e conhecido vários lugares, culturas e pessoas diferentes. Acredito que em sua vida terrena, nos anos não-narrados pelos evangelistas, Ele tenha aprendido muito mais do que ensinou. Afinal, para falar tão bem como Ele falava, era necessário conhecer tudo sobre o Reino dos Céus, sobre o Deus Pai, e sobre o ser humano em si, seus sentimentos, suas limitações, suas imperfeições...
Outro ponto que torna Jesus tão especial como pregador é que Ele foi o primeiro profeta a trazer a imagem do Deus Pai, e não daquele Deus vingativo, que pune o pecador e a sua descendência com doenças e desventuras. Você já assistiu alguma pregação em que a pessoa só falava nos pecados, castigos, no inferno, no inimigo e de coisas ruins? Certamente deve ter saído desta palestra bem "pesado"... Com medo de fazer qualquer coisa que Deus desaprovasse...
Nestas primeiras pregações de Jesus, quando Ele ainda nem tinha discípulos, Ele deve ter falado muito sobre a VERDADEIRA FELICIDADE, que está em fazer a vontade do Pai, mas não por ser obrigado a fazê-la, e sim por se sentir bem em fazê-la. Por que as pessoas gostavam tanto de ouvi-lo falar? Provavelmente porque Ele ensinava as pessoas a serem felizes! Não ficava impondo vários "nãos", mas falava de Amor, e quem ama, tudo pode.
Amemo-nos uns aos outros, assim como Ele nos amou. Só assim seremos felizes.

jailsonfisio@hotmail.com



MUNDO ANIMAL


Qual é a melhor idade para adestrar um filhote?


Ao contrário do que se divulga, o filhote pode e deve ser treinado. Conheça as vantagens de adestrar o cão enquanto ainda é novinho

Ele absorve tudo
Esperar 6 meses para começar a ensinar um filhote equivale a negar educação para uma criança até ela se tornar adolescente. Com essa espera se perde o melhor e mais importante período do aprendizado. Apesar de os cães poderem aprender durante a vida toda, é nos primeiros meses de vida que o cérebro deles está mais preparado para se desenvolver e absorver informações. O fato é que os cães estão sempre aprendendo conosco e com o ambiente, independentemente de termos ou não consciência disso. Por esse motivo, principalmente quando são filhotes, devemos prestar mais atenção no que estamos ensinando ou deixando de ensinar.  Nada como uma boa educação na infância para serem evitados problemas na vida adulta. Não espere, portanto, o cão crescer para começar a lhe ensinar bom comportamento.

Mais guloso
O filhote costuma ser mais guloso que o adulto, o que facilita o adestramento por reforço positivo, ou seja, associar a obediência com coisas boas. Podemos aproveitar a própria ração do filhote para recompensar os comportamentos desejados e a obediência a comandos. Se o interesse pela ração for insuficiente, petiscos serão infalíveis. Mas tome cuidado para não dar petiscos em demasia e, com isso, desbalancear a ração.

Ter má coordenação motora ajuda
Por mais esquisito que possa parecer, a falta de coordenação motora do filhote facilita muito o aprendizado de comandos básicos, como o “senta” e o “deita”. O filhote tem muita dificuldade de “dar ré” olhando para cima. Por isso, para ensinar o “senta”, deixamos que ele fique em pé e levantamos o petisco acima da cabeça dele, movimentando-o para trás. O cãozinho cai sentado e já pode ser recompensado. A falta de coordenação motora também ajuda a induzir o filhote a aprender o “deita”.

Nasce sabendo dar a pata
É facílimo ensinar o filhote a dar a pata, outro comando considerado básico. Ele já dá naturalmente a pata quando está querendo comer o petisco na nossa mão, mas não consegue. Esse é um comportamento instintivo, normalmente recompensado enquanto o cão mama. O leite sai com mais força das tetas da mãe quando são empurradas com a pata. É um desperdício perder a possibilidade de associar esse comportamento a um comando, recompensando-o! Em geral, bastam alguns minutos para ensinar o comando a um filhote, enquanto que, com um cão adulto, esse mesmo ensinamento pode levar horas.

Liderança mais aceita
Embora o filhote possa ser mais ou menos dominante, raramente deixa de nos obedecer em troca de algum brinquedo ou comida. Muitos cães adultos recusam a recompensa para não demonstrar submissão ou para testar nossa liderança. Cães que aprendem cedo a obedecer e a respeitar limites dificilmente se tornam agressivos com seus donos quando contrariados, ao contrário de cães dominantes que não tiveram uma boa educação. Durante a adolescência, os cães testam com mais freqüência e intensidade a nossa liderança. A melhor maneira de lidar com isso é mostrar firmeza nos limites impostos e recompensar a obediência a comandos, o que fica mais fácil quando se podem usar limites e comandos já ensinados na infância.

Agressividade não perigosa
O filhote já pode demonstrar agressividade ao se sentir contrariado ou quando quer defender a posse de algum objeto ou alimento (agressividade possessiva). Embora um filhote possa morder, raramente representa perigo real para o ser humano. Com isso, quem tem filhote sente menos medo de impor limites com firmeza do que quem tem exemplar adulto, obtendo melhores resultados na educação do cão. É comum os filhotes testarem continuamente os limites, demonstrando agressividade. Mas também é preciso saber que quem não sabe lidar com essas situações corretamente pode incentivar e recompensar tais reações. Conforme o cão vai crescendo, suas ameaças vão ficando cada vez mais amedrontadoras e perigosas, diminuindo bastante a chance de os donos conseguirem controlá-las sem a supervisão de um profissional de comportamento canino.

Donos mais empolgados
Infelizmente, a empolgação e a dedicação dos donos em relação aos filhotes vão diminuindo com o tempo. Por isso, a criação de um bom vínculo entre as pessoas da casa e o filhote é a melhor maneira de garantir uma vida boa para ele depois de se tornar adulto. O cão educado e que sabe obedecer a comandos participa mais intensamente da matilha humana dele e aprende a se comunicar melhor com as pessoas, o que o torna mais querido por todos.



MOMENTO DE REFLEXÃO


Há alguns anos eu estava trabalhando como médico da delegação brasileira em uma competição internacional, quando uma iatista interrompeu o meu café da manhã falando:
– Doutor, o senhor viu o vento hoje?
Percebi seu rosto tenso e angustiado e respondi:
– Não, não vi.
Ela, então, quase em um desabafo, falou:
– Está péssimo!
Percebi aonde ela estava querendo chegar e rapidamente falei:
– Está péssimo só na sua rota?
Ela, sorrindo, respondeu:
– Não! Está péssimo para todo mundo!
Então completei:
– Para uma iatista não existe vento péssimo, porque ele é igual para todos os atletas. Quem decide a qualidade do vento é quem está competindo. Alguém ganhará a prova hoje, e, por favor, dê um jeito de ser você, porque estamos todos na torcida.
A impressão que tive foi que ela saiu sorrindo um pouco mais tranquila.
Os ventos da vida sopram para todos, e cabe a cada um saber utilizá-los.
O vento fica ruim para quem vive com medo, porque aqueles que têm coragem de avançar sempre estarão na frente.
Esse é um pequeno trecho do meu novo livro “A Coragem de Confiar”. Nele, falo da superação do medo através do desenvolvimento da confiança em você mesmo, nos outros e em Deus. O lançamento é neste mês de setembro.


Roberto Shinyashiki