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LITURGIA DIÁRIA

LITURGIA DIÁRIA - REFLEXÕES E COMENTÁRIOS

Diário de Quinta-feira 06/12/2012





Quinta-feira, 06 de dezembro de 2012



“Faz parte do Natal tudo aquilo que de um jeito ou de outro, manifesta a nossa alegria pelo nascimento de Jesus.”



EVANGELHO DE HOJE
Mt 7,21.24-27


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
— Glória a vós, Senhor!



Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 21"Nem todo aquele que me diz: 'Senhor, Senhor', entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. 24Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. 25Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava cons¬truída sobre a rocha. 26Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. 27Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa!"

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.





MEDITANDO O EVANGELHO
Alexandre Soledade


Bom dia!
“(…) Somente quem faz a vontade do Pai que está nos céus irá participar plenamente do seu Reino. Jesus veio até nós para nos revelar quem é o Pai, assim como a sua vontade, para que, a partir do seu conhecimento, pudéssemos praticá-la e participar conscientemente do Reino. Por isso, todos os que desejam a vida eterna devem fundamentar a sua existência na palavra de Jesus e procurar viver segundo os valores que ele pregou no Evangelho, colocando em prática a vontade do Pai, que Jesus, ao se fazer homem e vir ao mundo, revelou para todos nós”. (Reflexão proposta pela CNBB)
Já adentramos dezembro e que reflexão faço da minha casa, ou seja, de mim, esse ano? Quantas vezes caí? Quantas vezes me envergonhei dos meus atos? Sobre o que edifiquei ou me embasei nas minhas decisões? Decidi ou me manifestei no calor de emoções? A quantos feri? Mais pra frente entenderemos o porquê dessas perguntas.
Somos chamados, ano a ano a acompanhar o tempo. Os dias passam e com eles o tempo também. Um fruto, um dia foi semente, foi flor e depois o fruto, uma sequência natural que também acontece conosco, pois um dia fomos crianças, outrora jovens e agora maduros, mas nesse ano, quantos passos foram dados em busca da maturidade?
“(…) Então é natal, e o que você fez? O ano termina, e nasce outra vez…”.
Pergunto isso todos os anos… Responda sem preocupações: Quantos livros eu li? O quanto me aperfeiçoei ou me dediquei em algo? Que conceitos ou pré-conceitos foram revistos? O que era um defeito e agora é um fato controlado ou pelo menos esta mais tênue? A quantos eu estendi a mão (perdão, conforto, paz)? O que plantei? Que projetos idealizei e consegui concluir?
O ano renasce a cada novo amanhecer. Se usarmos uma analogia daquela placa “ESTAMOS EM OBRAS PARA MELHOR ATENDÊ-LO”, descobrimos que passamos mais tempo em obras do que abertos ao público. Que afugentamos mais do que trazemos para perto de nós. Que temos medo de abraçar, pois não sabemos as intenções verdadeiras de quem nos abraça; que damos mais “esmolas” se tivermos algo em troca.
Pergunte-se: A quem mais ajudamos no dia a dia, o malabarista de semáforo que nos pede um trocado pelo show ou ao rapaz da Manasses (casa que lida na recuperação de vítimas do álcool e outras drogas) que entra no ônibus e nos dá duas canetas em “troca” de 2 Reais? Ambos estão trabalhando. Poderíamos alegar que o motivo dos meninos da Manasses seja mais nobre, mas como não verificar a dificuldade de reconhecer que até a melhor de nossas intenções pode ser movida por interesses?
Quantas vezes minha decisões foram movidas por meus interesses ou sentimentos particulares? Quantos projetos naufragaram por minha falta de vontade ou por minhas críticas? Quantas vezes fui movido pelas dores dos outros a atacar ou julgar outras? Quantos, que nem mesmo conhecia, mas eu já imaginava como seriam (pré-julgamento)?
A música “Então é Natal” termina com um pedido de paz e uma lembrança a Hiroxima e Nagasaki, cidades destruídas pelo ímpeto humano de estar certo a qualquer custa. Quantos casamentos, noivados, namoros e amizades também foram e são desfeitos também pelo orgulho, por não querer ceder, não aceitar as correções? Por exemplo, o orgulho de homens que não querem ajudar na lida doméstica (lavar, cozinhar, passar) como se fosse “coisas de mulher” ou quando não as deixam estudar, sair de casa, (…)
As reformas do nosso ser não param de acontecer, pois temos um imenso prazer em receber as pessoas, estar perto delas, de nos socializar, cada vez melhor, mais dóceis, amáveis… Quem tem Deus no coração não consegue se isolar, se calar, fugir.
João, o evangelista, era provavelmente o mais novo dos apóstolos e somente na velhice conseguiu sintetizar o que Jesus realmente desejava. É dele fases como “Deus é Amor”, mas algo que ele escreveu, que nesse período tão favorável, me toca:
“(…) Compreendemos o que é o amor, porque Jesus deu a sua vida por nós; portanto, nós também, devemos dar a vida pelos irmãos. Se alguém possui bens deste mundo e, vendo o seu irmão em necessidade, lhe fecha o coração, como pode o amor de Deus permanecer nele? Filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas com obras e de verdade”. (I João 3, 16-18)
Daí se sintetiza o evangelho de hoje “(…) Filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas com obras e de verdade”, pois como Jesus disse “(…) Não é toda pessoa que me chama de “Senhor, Senhor” que entrará no Reino do Céu, mas somente quem faz a vontade do meu Pai, que está no céu.
Meus irmãos! Precisamos crescer com as primaveras que passam.
Um imenso abraço fraterno.




MEIO AMBIENTE


Consumidores têm pouca informação sobre microorganismos transgênicos em alimentos.

Por: Paola Cardarelli e Victor Marin*


Quando se fala em transgênico, logo vem à mente a soja transgênica que é resistente ao herbicida glifosato. Mas, além das outras dezenas de plantas com alguma alteração genética, o consumidor não pode esquecer dos animais transgênicos e de um grupo de organismos que é pouco, ou nada, mencionado, o dos microrganismos transgênicos ou geneticamente modificados (MGM).
Os microrganismos, denominação geral para bactérias, fungos e leveduras, são amplamente empregados na produção de alimentos, sendo utilizados há milhares de anos - vivos no produto ou não. Substâncias vindas de microrganismos - como, por exemplo, as enzimas - ajudam no processamento de produtos. Há, no mínimo, cerca de 30 diferentes enzimas produzidas por MGM e muitas delas utilizadas na produção de alimentos.
O uso da tecnologia do DNA recombinante para produzir MGM é um dos mais importantes avanços científicos do século 20. Estima-se que existem mais de 100 cepas bacterianas oriundas de 25 espécies utilizadas em produtos alimentícios. A combinação dessas bactérias é extremamente importante para as características desejadas do alimento.
No mínimo, 25% dos alimentos processados passaram por algum processo microbiológico. Portanto, o uso seguro destes microrganismos é essencial, mas e se os microrganismos fossem transgênicos? Os consumidores não teriam o direito de saber? Não deveria estar no rótulo: "Contém OGM", no caso "Contém MGM" ou "Produto obtido a partir de um MGM"? Alimentos que contenham MGM viáveis devem passar por estudos de segurança alimentar antes de sua aprovação para uso na produção de alimentos, devendo ser implementada legislação específica.
As empresas que trabalham com alimentos, precisam distinguir os seus produtos, seja no aroma, no sabor, na cor ou na textura, oferecendo um produto de qualidade e satisfazendo as necessidades ou exigências do consumidor. A engenharia genética tem proporcionado que as empresas consigam estes objetivos rapidamente, mas e a rotulagem? A rotulagem só é obrigatória para a soja tolerante a herbicida? E as salsichas, linguiças ou embutidos em geral, os iogurtes ou os leites fermentados, além da soja RR, será que nenhum destes produtos foi obtido utilizando-se um MGM ou uma enzima oriunda de um MGM?
A legislação de rotulagem deveria ser usada para esses produtos, apesar da alegação que esses MGM já serem utilizados há 40 anos. Não estamos questionando a engenharia genética, sabemos que ela é uma ferramenta extraordinária, questionamos o pouco conhecimento em somente acreditar que os produtos alimentícios possam conter apenas a soja transgênica ou o milho Bt (resistente a alguns insetos) e a legislação de transgênicos ter sido elaborada baseando-se nestes produtos. Devemos deixar de nos preocupar apenas com a soja para encararmos de frente a biotecnologia, seus riscos e benefícios, a necessidade do livre acesso à informação sobre fatos científicos e a gestão da propriedade intelectual, o direito do consumidor de ter informações objetivas sobre as características dos produtos que adquire e a criação de um sistema de regulagem efetivo para o monitoramento e o controle pós-comercialização de alimentos.

* Paola Cardarelli é PhD em bioquímica e pesquisadora do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) da Fiocruz. Victor Marin é Doutor em Biotecnologia Vegetal e pesquisador-visitante do INCQS.




MOMENTO DE REFLEXÃO


Após vinte e um anos de casamento, descobri uma nova maneira de manter acesa a fagulha do amor e da intimidade no meu relacionamento com minha esposa.
Comecei, recentemente, a sair com outra mulher. Na realidade, foi idéia da minha esposa.
- Você sabe que a ama - ela disse um dia, pegando-me de surpresa. - A vida é muito curta.
Você precisa passar algum tempo com as pessoas que ama.
- Mas eu amo você - protestei.
- Eu sei. Mas também a ama. Você provavelmente não vai acreditar em mim, mas acho que, se vocês dois passarem mais tempo juntos, isso será bom para nós.
Como sempre, Peggy estava certa.
A outra mulher com quem minha esposa estava me encorajando a sair é minha mãe.
Minha mãe é uma viúva de setenta e um anos de idade que vive sozinha desde que meu pai morreu, há dezenove anos. Logo depois de sua morte, viajei quatro mil quilômetros para morar na Califórnia, onde comecei minha própria família e minha carreira.
Quando voltei à minha cidade natal há cinco anos, prometi a mim mesmo que passaria mais tempo com ela. Mas, de alguma maneira, com as exigências de meu trabalho e três filhos, nunca cheguei a vê-la fora das reuniões familiares e dos feriados.
Ela ficou surpresa e desconfiada quando telefonei e sugeri que fôssemos jantar e depois ao cinema.
- O que aconteceu? Você vai se mudar para longe com meus netos? - perguntou.
Minha mãe é o tipo de mulher que acha que qualquer coisa fora do habitual - um telefonema tarde da noite ou um convite surpresa para jantar feito por seu filho mais velho - significa más notícias.
- Achei que seria bom passar algum tempo com você - eu disse. - Só nós dois.
Ela avaliou a observação por um instante.
- Eu gostaria disso - falou. - Gostaria muito. Surpreendi-me nervoso enquanto dirigia para a casa dela na sexta-feira depois do trabalho. Estava com a ansiedade do pré-encontro - e só estava saindo com a minha mãe, pelo amor de Deus!
Sobre o que iríamos conversar? E se ela não gostasse do restaurante que escolhi? Ou do filme? E se não gostasse de nenhum dos dois?
Quando estacionei em frente à sua garagem, percebi o quanto ela também estava nervosa com o nosso encontro. Estava me esperando na porta, já de casaco. Tinha feito um penteado especial. Sorria.
- Eu disse para as minhas amigas que ia sair com o meu filho e todas ficaram impressionadas - falou enquanto entrava no carro. - Mal podem esperar até amanhã para ouvirem a respeito da nossa noite.
Não fomos a nenhum lugar chique, apenas um restaurante do bairro, onde pudéssemos conversar. Quando chegamos lá, ela agarrou meu braço - metade por carinho, metade para ajudá-la a subir os degraus para o salão.
Sentamos e eu tive que ler o cardápio para nós dois. Os olhos dela só veem grandes formas e sombras. Já tinha lido metade das entradas, quando olhei para cima.
Mamãe estava sentada do outro lado da mesa, olhando para mim. Tinha um sorriso pensativo nos lábios.
- Era eu quem lia o cardápio quando você era pequeno disse.
Entendi imediatamente o que ela estava dizendo. De responsável a dependente, de dependente a responsável, nossa relação se invertera completamente.
- Então chegou a hora de você relaxar e me deixar retribuir o favor - falei.
Conversamos agradavelmente durante o jantar. Nada avassalador, apenas sobre nossas vidas. Conversamos tanto que perdemos o filme.
- Saio com você novamente, mas só se você deixar eu pagar o jantar da próxima vez - disse minha mãe quando a deixei em casa. Concordei.
- Como foi o seu encontro? - minha esposa quis saber quando cheguei em casa aquela noite.
- Bem... melhor do que eu esperava - respondi. Ela deu seu sorriso do tipo “eu-bem-que-disse”.
Desde aquela noite, tenho tido encontros regulares com minha mãe. Não saímos toda semana, mas tentamos nos ver pelo menos duas vezes por mês. Sempre jantamos e às vezes assistimos a um filme.
No entanto, na maior parte das vezes apenas conversamos. Conto-lhe dos desafios diários de meu trabalho. Conto vantagem a respeito de meus filhos e de minha esposa. Ela atualiza meu conhecimento a respeito das fofocas da família com as quais pareço nunca estar em dia.
Também me conta do seu passado. Agora eu sei como foi para minha mãe trabalhar em uma fábrica durante a Segunda Guerra Mundial. Sei como ela conheceu meu pai lá e como eles se cortejaram no bonde durante aqueles tempos difíceis. Ouvindo essas histórias percebi o quanto elas significam para mim. São minhas histórias. Não me canso de ouvi-las.
Mas não conversamos apenas a respeito do passado. Também conversamos sobre o futuro. Por causa de problemas de saúde, minha mãe se preocupa com os dias por vir.
- Tenho tanta coisa para viver - ela me disse certa noite. - Tenho que estar aqui enquanto meus netos crescem. Não quero perder nem um pouquinho.
Como muitos amigos da minha geração, tenho a tendência de viver correndo, enchendo ao máximo a agenda enquanto luto para fazer com que a carreira, a família e os relacionamentos caibam na minha vida.
Com frequência reclamo da velocidade com que o tempo passa. Passar algum tempo com a minha mãe me ensinou a importância de diminuir o ritmo. Finalmente entendi o significado de um termo que ouvi um milhão de vezes: qualidade de vida.
Peggy estava certa. Sair com outra mulher realmente ajudou meu casamento. Fez de mim um marido e um pai melhores e, espero, um filho melhor.
Obrigado, mamãe! Eu te amo.


(David Farrell)




Diário de Quarta-feira 05/12/2012


Quarta-feira, 05 de dezembro de 2012



“Não existe o Natal ideal, só o Natal que você decida criar como reflexo de seus valores, desejos, queridos e tradições.” (Bill McKibben)




EVANGELHO DE HOJE
Mt 15,29-37

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— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
— Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo, 29Jesus foi para as margens do mar da Galiléia, subiu a montanha, e sentou-se. 30Numerosas multidões aproximaram-se dele, levando consigo coxos, aleijados, cegos, mudos, e muitos outros doentes. Então os colocaram aos pés de Jesus. E ele os curou. 31O povo ficou admirado, quando viu os mudos falando, os aleijados sendo curados, os coxos andando e os cegos enxergando. E glorificaram o Deus de Israel.
32Jesus chamou seus discípulos e disse: “Tenho compaixão da multidão, porque já faz três dias que está comigo, e nada tem para comer. Não quero mandá-los embora com fome, para que não desmaiem pelo caminho”.
33Os discípulos disseram: “Onde vamos buscar, neste deserto, tantos pães para saciar tão grande multidão?” 34Jesus perguntou: “Quantos pães tendes?” Eles responderam: “Sete, e alguns peixinhos”. 35E Jesus mandou que a multidão se sentasse pelo chão. 36Depois pegou os sete pães e os peixes, deu graças, partiu-os, e os dava aos discípulos, e os discípulos, às multidões. 37Todos comeram, e ficaram satisfeitos; e encheram sete cestos com os pedaços que sobraram.



- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.




MEDITANDO O EVANGELHO

Padre Antonio Queiroz


Jesus cura muitos e multiplica pães.
Este Evangelho é uma amostra da vida de Jesus e do Reino de Deus, inaugurado por ele. Os doentes são curados, os famintos são alimentados, formando-se o banquete da vida.
O evangelista começa dizendo que Jesus subiu a montanha e sentou-se. É a disponibilidade, Jesus coloca-se à disposição do povo para que se aproximem dele e peçam o que desejarem. E não deu outra: acabou curando muitos doentes e até multiplicando pães. “Jesus passou pela vida fazendo o bem” (At 10,38).
“Tenho compaixão da multidão.” A palavra compaixão vem de duas palavras latinas: “Cum” = com. “Patire” = sofrer. É sofrer com alguém. Quando fica apenas em sentir dó, chama-se compaixão passiva. Quando a pessoa faz alguma coisa para ajudar o outro a superar o sofrimento, chama-se compaixão ativa. Compaixão ativa é o mesmo que misericórdia.
Assim como se uniu na dor, a pessoa se une também na alegria de ter superado o obstáculo. “Há mais felicidade em dar do que em receber” (At 20,35).
A nossa sociedade nos forma para termos um coração duro e insensível à dor do próximo. Pensamos mais em prendê-lo do que em ajudá-lo. Isso gera violência e desintegração familiar. Há também pessoas que agem no sentido contrário: criam sofrimentos e cruzes para os outros.
Existem na terra oito vezes mais os alimentos necessários para que toda a humanidade se alimente bem. Portanto, o nosso maior problema não é falta de alimento, mas a sua concentração.
“E glorificaram a Deus.” O testemunho de vivência do Evangelho, especialmente da caridade, gera alegria e aproxima as pessoas de Deus.
“O Senhor dará para todos os povos um banquete de ricas iguarias” (1ª Leitura). O texto nos lembra o alimento dos alimentos: a Eucaristia.
Jesus começou a construir o Reino de Deus, mas não concluiu a obra, deixando para nós continuarmos. Que nenhum doente se sinta desamparado ao nosso lado, e ninguém passe fome. Da nossa parte são necessários apenas sete pãezinhos; o resto Deus faz.
Certamente, neste tempo do advento, Jesus nos pede um nosso compromisso com o seu Reino. Que o atendamos.
Havia, certa vez, um corcunda que, devido a essa deficiência, era desprezado pelo povo da sua cidade. Ninguém ligava para ele, e alguns até zombavam, de modo que ele tinha medo até de andar na rua.
Um dia, ele fez um gesto admirável: salvou uma jovem que estava se afogando no rio. Toda a cidade ficou sabendo e, a partir daí, o povo mudou completamente a maneira de tratá-lo. Ele passou a ser valorizado, estimado e querido, apesar de continuar corcunda.
Nós infelizmente somos assim. Arrasamos uma pessoa devido a uma deficiência, física ou mental, da qual ela não tem culpa. Jesus não era assim. Ele valorizava a todos, especialmente os doentes e procurava libertá-los das doenças.
Maria Santíssima, nas Bodas de Caná, foi ousada; ou melhor, foi uma mulher de fé, quando pediu ao Filho que resolvesse o problema da falta de vinha na festa. E acabou dando certo. Que sigamos o seu exemplo.
Jesus cura muitos e multiplica pães.





CURIOSIDADES


10 curiosidades sobre o cérebro


1. O cérebro é responsável pelo raciocínio, e controla a maioria das reações das pessoas. Por meio dos nervos, os órgãos dos sentidos enviam ao cérebro mensagens de todas as partes do corpo. É o cérebro que, então, manda sinais para os músculos e as glândulas.


2. Quando espetamos o dedo em um agulha, a dor é resultado do sinal que os receptores da pele enviam ao cérebro. Essas mensagens correm a 385 km/h.


3. O próprio cérebro não contém receptores de dor. Portanto, dores de cabeça são resultantes de alterações de pressão no tecido nervoso ou nas veias sanguíneas que circundam o cérebro. Por causa disso, é possível realizar cirurgia cerebral com o paciente acordado - como ele não sente dor, é capaz de relatar mudanças de sensações e protagonizar testes cognitivos durante a manipulação.


4. O cérebro de um adulto pesa, em média, 1,3 quilo, o que corresponde a 2% do peso do corpo. É a metade do peso de toda a pele de um homem. Entretanto, ele exige 25% de todo oxigênio que usamos.


5. Uma criança normal tem um QI 100. As que têm QI superior a 130 são consideradas gênias. Somente 1 em cada 200 crianças tem QI superior a 130 ou inferior a 70. O QI de metade das crianças está entre 90 e 110.


6. O cérebro humano tem capacidade de arquivar tudo o que a pessoa já viveu, leu, ouviu e viu. O problema é que nem todo esse conteúdo fica acessível à memória.


7. O cérebro é composto por 75% de água.


8. No Reino Animal, o ser humano é quem tem o maior cérebro em relação ao tamanho do corpo. Apesar de o cérebro do elefante ser maior que o do ser humano, ele corresponde a apenas 0,15% do corpo do animal. O do homem corresponde a 2% do peso do corpo.


9. Há cerca de 100 bilhões de neurônios no cérebro humano. Cada neurônio possui de 1.000 a 10.000 sinapses. As sinapses são estruturas responsáveis pela transmissão de um impulso nervoso de um neurônio para outro.


10. Cerca de 160 mil quilômetros de veias irrigam o cérebro. Se fossem enfileiradas, chegariam à metade do caminho entre a Terra e a Lua.




MOMENTO DE REFLEXÃO

"Ao que Jesus lhes disse: Tende fé em Deus; porque em verdade vos afirmo que, se alguém disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele. Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco" (Mc 11.22-24)

Um famoso professor se encontrou com um grupo de jovens que falava contra o casamento.
Argumentavam que o que mantém um casal é o romantismo e que é preferível acabar com a relação quando este se apaga, em vez de se submeter à triste monotonia do matrimônio.
O mestre disse que respeitava sua opinião, mas lhes contou a seguinte história:
“Meus pais viveram 55 anos casados. Numa manhã minha mãe descia as escadas para preparar o café e sofreu um enfarto.
Meu pai correu até ela, levantou-a como pôde e quase se arrastando a levou até à caminhonete.
Dirigiu a toda velocidade até o hospital, mas quando chegou, infelizmente ela já estava morta.
Durante o velório, meu pai não falou.
Ficava o tempo todo olhando para o nada. Quase não chorou. Eu e meus irmãos tentamos, em vão, quebrar a nostalgia recordando momentos engraçados.
Na hora do sepultamento, papai, já mais calmo, passou a mão sobre o caixão e falou com sentida emoção: “- Meus filhos, foram 55 bons anos…Ninguém pode falar do amor verdadeiro se não tem idéia do que é compartilhar a vida com alguém por tanto tempo.”
Fez uma pausa, enxugou as lágrimas e continuou: “- Ela e eu estivemos juntos em muitas crises.
Mudei de emprego, renovamos toda a mobília quando vendemos a casa e mudamos de cidade.
Compartilhamos a alegria de ver nossos filhos concluírem a faculdade, choramos um ao lado do outro quando entes queridos partiam. Oramos juntos na sala de espera de alguns hospitais, nos apoiamos na hora da dor, e perdoamos nossos erros…
Filhos, agora ela se foi e estou contente. E vocês sabem por que? Porque ela se foi antes de
mim e não teve que viver a agonia e a dor de me enterrar, de ficar só depois da minha partida. Sou eu que vou passar por essa situação, e agradeço a Deus por isso. Eu a amo tanto que não gostaria que sofresse assim… “
Quando meu pai terminou de falar, meus irmãos e eu estávamos com os rostos cobertos de lágrimas. Nós o abraçamos e ele nos consolava, dizendo: “Está tudo bem, meus filhos, podemos ir para casa.”
E, por fim, o professor concluiu: Naquele dia entendi o que é o verdadeiro amor. Está muito além do romantismo, e não tem muito a ver com o erotismo, mas se vincula ao trabalho e ao cuidado a que se professam duas pessoas realmente comprometidas.
Quando o mestre terminou de falar, os jovens universitários não puderam argumentar.
Pois esse tipo de amor era algo que não conheciam.
O verdadeiro amor se revela nos pequenos gestos, no dia-a-dia e por todos os dias.
O verdadeiro amor não é egoísta, não é presunçoso, nem alimenta o desejo de posse sobre a pessoa amada.

“Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado com certeza chegará mais longe e terá a indescritível alegria de compartilhar, alegria esta que a solidão nega a todos que a possuem…”

Diário de Terça-feira 04/12/2012







Terça-feira, 04 de dezembro de 2012



“A Melhor mensagem de Natal é aquela que sai em silêncio de nossos corações e aquece com ternura os corações daqueles que nos acompanham em nossa caminhada pela vida.”




EVANGELHO DE HOJE
Lc 10,21-24


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor!


Naquele momento Jesus exultou no Espírito Santo e disse: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 22Tudo me foi entregue pelo meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho, senão o Pai; ninguém conhece quem é o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. 23Jesus voltou-se para os discípulos e disse-lhes em particular: “Felizes os olhos que vêem o que vós vedes!24Pois eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que estais vendo, e não puderam ver; quiseram ouvir o que estais ouvindo, e não puderam ouvir”.



- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.








MEDITANDO O EVANGELHO

Padre Antonio Queiroz


Eu te louvo, Pai, porque te revelaste aos pequeninos.
Este Evangelho nos mostra que Deus gosta das pessoas simples e humildes. Toda a Bíblia fala do amor predileto de Deus pelos pequenos e pobres.
Jesus mesmo era assim: “Tomai sobre vós o meu jugo e sede discípulos meus, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vós” (Mt 11,29).
Quando Jesus fazia um grande portento, mostrando a sua divindade, pedia aos discípulos que não divulgassem. Isso porque ele era humilde e não queria se destacar sobre as pessoas com quem convivia. Seu desejo era ser considerado gente simples, comum e do povo.
E ele nos aconselha a fazer o mesmo: “Quando fores convidado para uma festa, vai sentar-te no último lugar. Quando chegar então aquele que te convidou, ele te dirá: ‘amigo, vem para um lugar melhor!’ Será uma honra para ti, à vista de todos os convidados. Pois todo aquele que se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado” (Lc 14,10-11).
“Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelastes aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado.”
Em seguida, Jesus fala: “Ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. Isso para mostrar que, se ele ocultar dos orgulhosos os mistérios sagrados, os orgulhosos não têm outro meio de ficar sabendo.
“Felizes os olhos que vêem o que vós vedes...” É um convite de Jesus a não inveja de grandes e famosos personagens, do passado ou do presente. Conhecer a Jesus e segui-lo é a melhor parte, a melhor riqueza, a felicidade completa. E tanto o conhecimento como a fé em Jesus são dados aos pequenos e humildes.
“O céu é o meu trono... Mas eu olho para o pobrezinho de alma abatida que treme ao ouvir minha palavra” (Is 66,1-2).
“Não tenhais medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do vosso Pai dar a vós o Reino. Vendei vossos bens e dai esmola. Fazei para vós bolsas que não se estragam, um tesouro no céu que não se acabe; ali o ladrão não chega nem o traça corrói” (Lc 12,32-34).
Certa vez, um homem recebeu a notícia de que acabava de ser nomeado mandarim. Mandarim era um espécie de ministro dos antigos reinos orientais; um dos cargos mais importantes do reino.
O homem ficou super feliz. Agora sim, pensou ele, serei um grande homem aqui no reino. Preciso então providenciar logo uma roupa adequada, que faça jus à minha nova posição e à minha dignidade.
Foi ao alfaiate mais famoso do reino e lhe pediu que fizesse para ele o manto próprio de mandarim.
O alfaiate tirou todas as medidas, cuidadosamente, depois perguntou ao cliente: “Há quanto tempo o senhor é mandarim?” O homem estranhou a pergunta e disse: “O que tem a ver isso com o manto?”
O alfaiate explicou: “Acontece que um mandarim recém nomeado fica tão deslumbrado com o cargo que mantém a cabeça altiva, ergue o nariz e estufa o peito. Por isso tenho de fazer a parte da frente do manto maior que a de trás.
Agora, anos mais tarde, quando ele está ocupado com o seu trabalho e cansado devido aos transtornos advindos do cargo, ele fica mais sensato e costuma olhar para frente, a fim de ver o que vem na sua direção e o que precisa ser feito. Aí eu costuro o manto de modo que as partes da frente e de trás tenham o mesmo comprimento.
Mais tarde, depois que o seu corpo está curvado pelos anos de trabalho e ele está mais humilde devido às humilhações que recebeu, então eu faço o manto de forma que as costas fiquem mais longas que a frente.
Por isso que eu preciso saber do senhor há quanto tempo está neste cargo”.
O novo mandarim saiu da alfaiataria pensando menos no manto e mais na responsabilidade que ia assumir.
“Deus resiste aos soberbos, mas concede a graça aos humildes” (Tg 4,6). Ninguém é mais que ninguém. Para Deus, todos os serviços têm a mesma dignidade. O prefeito da cidade não está do lixeiro; o que vale é o amor e a dedicação que colocamos em nossos serviços.
Maria Santíssima, na Anunciação se considerou serva do Senhor. No magnificat, admirou-se de Deus ter olhado para ela, uma pessoa tão humilde. Em toda a sua vida, nunca procurou lugares de honra e destaque; a sua alegria era servir. Que ela nos ajude a ser simples e humildes!
Eu te louvo, Pai, porque te revelaste aos pequeninos.







VIDA SAUDÁVEL



Hoje você está com várias preocupações? Não é o único, porque nesta hora há muitas pessoas ingerindo um comprimido para fugir do mundo e esquecer as preocupações, e a maioria delas estão fazendo isso por acharem seus problemas sem solução, e mais tarde descobrirão o quanto foram tolas. A preocupação é sua inimiga, e se você a fortalecer ela te destruirá. Diz a BioPsicologia que a preocupação afeta a circulação e todo o sistema nervoso. A verdade é que eu nunca conheci um homem que tenha morrido por excesso de trabalho, mas já conheci muitos casos de pessoas que morreram por preocupação. 

A psicologia tem estatísticas demonstrando que 40% dos motivos de nossas preocupações jamais acontecem, e 30% já aconteceram. Outros percentuais relevantes dizem que se tratam de preocupações sem fundamento com a saúde ou irritações diárias variadas que não levam à coisa nenhuma.  Hoje tenho uma sugestão: só se preocupe com o que puder mudar.  Canalize sua energia para a produtividade.  Preocupe-se menos, e aja mais. Preocupações são como cadeira de balanço, te balança, mas não te leva a lugar nenhum.  Faça hoje uma lista com as 10 maiores preocupações que já teve, e rirá de como elas se acabaram. Algumas você nem se lembrará de como elas se resolveram.



Dicas de Qualidade de Vida


Medite diariamente por no mínimo 10 minutos. Temos dificuldade de concentração porque nossa mente tende a ser dispersa, pensando em mil coisas ao mesmo tempo, como se cada parte de nosso cérebro estivesse fazendo uma coisa diferente ao mesmo tempo, parecendo o mar em dia de tempestade. A meditação busca resgatar nossa concentração e nos unir novamente a nossa essência, busca fazer com que todas as nossas ondas cerebrais vibrem na mesma frequência, aumentando a clareza mental. Não existe alguma formula mágica que ensine a meditar, pessoas diferentes meditam de formas diferentes, mas todas as pessoas versadas no assunto são unânimes em dois itens: ela requer constância e disciplina. Às vezes parece que não se esta chegando a lugar algum, mas apenas a disposição de usar um pouco do nosso tempo buscando nosso aprimoramento já traz alguns benefícios. O uso de aromaterapia (essência de lavanda, por exemplo), e mantras (músicas suaves e repetitivas que induzem estados meditativos) podem auxilia-lo. Procure praticar yoga, automassagem e meditação duas vezes ao dia, ao amanhecer e a noite, nunca de estomago cheio (aguardar pelo menos 2 horas após as refeições) e procurar não ingerir qualquer alimento por pelo menos meia hora após a pratica.


Luiz Antonio Silva• Diretor e palestrante da PHAROL




MOMENTO DE REFLEXÃO

Quero sair para dançar, usar um vestido que rodopie e flutue em volta de mim e rir. 
Quero sentir a luz trêmula da seda enquanto ela escorrega pelos meus braços e pelo meu corpo, a alegria de tocar com os dedos sua maciez.
Quero dormir na minha própria cama e regalar-me na frescura dos lençóis limpos e descansar minha cabeça em meu travesseiro macio. E ir dormir quando quiser, com todas as luzes apagadas e acordar quando estiver pronta.
Quero me esticar em meu sofá debaixo da minha manta de lã azul e ouvir minha música favorita escoar dos alto-falantes para dentro do meu ser, regando a paisagem ressequida da minha alma.
Quero sentar-me na varanda, bebericar café quente de minha caneca de faiança, ler o jornal e ouvir o cachorro latir para as folhas que caem ou para os esquilos invasores.
Quero atender o telefone e ligar para os meus amigos e família e conversar até termos colocado em dia todas as palavras que guardamos um para o outro, e rir.
Quero ouvir o trem apitar através de Loveland, o cascalho sendo esmagado na porta da garagem e portas de carros batendo quando os amigos vêm nos visitar. E o tilintar e tinir dos talheres contra a louça, o chiado e o gorgolejo da máquina de fazer café.
Quero sentir meus pés descalços na brancura fria do chão da minha cozinha e na maciez azul do tapete do meu quarto. Quero ver as cores, todas elas, cada cor jamais fiada na existência. E branco, branco de verdade, puro e imaculado. E acres de árvores verdes e quilômetros de estradas com fitas amarelas e centenas de metros de luzes de Natal. E a Lua.
Quero sentir o cheiro de picanha fritando, um filé grelhado. Jantar de Ação de Graças e a plantação de tomates de meu pai. E roupa recém-lavada, asfalto novo em um estacionamento. E o oceano.
Porém, mais do que tudo isso, quero ficar de pé na porta do quarto do meu filho e vê-lo dormindo. Ouvi-lo acordar pela manhã e vê-lo voltar para casa à noite. Tocar seu rosto e passar meus dedos por seu cabelos. Pegar uma carona em seu caminhão e comer seus sanduíches de queijo quente.
E vê-lo crescer, rir, brincar, comer, dirigir e viver. Acima de tudo, de tudo, viver. E passar meus braços à sua volta e segurá-lo até ele rir e dizer:
- Já chega, mamãe!
E então ser livre para fazer tudo de novo.

(Deborah e. Hill)