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LITURGIA DIÁRIA

LITURGIA DIÁRIA - REFLEXÕES E COMENTÁRIOS

Diário de Quinta-feira 08/11/2012





Quinta-feira, 08 de novembro de 2012


"Liberdade é como saborear um passeio de bicicleta sem precisar apostar corrida com ninguém. Não temos que ter essa ou aquela velocidade. Apenas pedalar. No nosso ritmo."




EVANGELHO DE HOJE
Lc 15,1-10


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximaram-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”.
3Então Jesus contou-lhes esta parábola: 4“Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? 5Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria, 6e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’ 7Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão.
8E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura cuidadosamente, até encontrá-la? 9Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!’ 10Por isso, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”.



- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.





MEDITANDO O EVANGELHO
Padre Bantu Mendonça K. Sayla


Ao proferir a parábola da ovelha perdida, Jesus diz para os seus ouvintes que um pastor ao contar o seu rebanho ainda no deserto, verificou que estava faltando uma ovelha de suas cem ovelhas. O homem tinha cem ovelhas, mas acabando de contar-lhes tinha somente noventa e nove. Ele não tinha mais uma centena de ovelhas porque lhe faltava uma. Aquele homem se orgulhava de sua centena de ovelhas. Ele tinha intimidade com o seu rebanho. Ele o conhecia. Tinha o cuidado de contá-las sempre que as remanejava para se certificar que suas cem ovelhas estavam presentes. Mas, quando verificou que lhe faltava uma, ficou desesperado e ansiosamente saindo depressa foi em busca daquela que se havia perdido. Jesus diz que ele a achou e colocando-a sobre os seus ombros se encheu de júbilo, de alegria e de regozijo, porque a sua ovelha que estava perdida foi achada. Ao chegar em casa, este homem faz uma festa, convidando seus amigos e vizinhos para juntos se alegrarem, porque a sua ovelha foi achada. Ele tinha noventa e nove ovelhas e faltava somente uma. Uma ovelha não devia significar tanto para o fazendeiro porque ele tinha ainda as noventa e nove. Mas, não era assim que ele pensava. Ele pensava que o seu rebanho só estaria completo com as cem ovelhas. Ela era importante para ele porque completava o seu rebanho e dava-lhe prazer e regozijo possuir uma centena de ovelhas. As noventa e nove ovelhas não eram motivo de festa e regozijo naquele momento, mas a ovelha que estava perdida e foi achada. Essa sim, era motivo de grande alegria.

Jesus mostra então, que haverá grande regozijo no céu por um só pecador que se arrepende, de que para noventa e nove que não necessitem de arrependimento. Os noventa e nove já pertencem a Deus. Já fazem parte do seu gozo eterno. Mas aquela alma que está perdida e se arrepende, entregando-se a Deus, é motivo de muito gozo e alegria. Assim, como um fazendeiro se alegra ao encontrar uma ovelha que se perdeu do rebanho, Deus, o Pai Eterno, se alegra e se regozija ao encontrar um pecador perdido que se arrepende. Isto quer dizer que publicanos, pecadores e prostitutas, carecem da misericórdia e do amor de Deus.

Este era o propósito que levava Jesus a amar estas pessoas e admitir a presença delas no seu círculo de amizades e discipulado. Os fariseus e os escribas não entendiam este propósito de Jesus, por isso murmuravam. Eles não necessitavam de Jesus, nem de serem buscados, porque não se arrependiam de seus delitos e pecados, a cegueira os envolvia, deixando-os sem o discernimento de que Jesus era o Filho de Deus. E como tal, estava em busca dos que precisavam de Deus e não dos que se julgavam justificados pela Lei que tão somente Jesus conseguiu cumprir. O que levava fariseus e escribas a seguir Jesus, não era matar a sede de conhecer a Deus, mas de pegar Jesus em alguma falha para acusarem-no segundo os seus conceitos religiosos. Já os publicanos, pecadores e prostitutas seguiam a Jesus porque tinham sede de conhecer a Deus e seguir os seus ensinos.

A parábola da dracma perdida segue o mesmo raciocínio. Qual a mulher que tendo dez dracmas, perdendo uma, não varre a casa toda até encontrá-la e encontrando-a, não chama as suas vizinhas e amigas para se regozijarem com ela, porque tinha perdido uma dracma e a achou. O dracma era uma moeda grega de prata (Mateus 26:15). Quatro dracmas formavam um tetradracma. O dracma é equivalente ao denário que era uma moeda romana. Isso é tudo o que sabemos à respeito dessa moeda. Mas, não há dúvida que era valiosíssima, se assim não o fosse, aquela mulher não chamaria as vizinhas e amigas para se regozijar de alegria por tê-la achado. Da mesma forma, a grande alegria nos céus quando um pecador se arrepende e é achado por Deus. Porque as 9 moedas nas mãos daquela mulher eram importantes, valiam muito e estavam presentes e seguras, mas no momento em que ela sentiu falta da décima, esta sim, passou a ser a mais importante e com sede foi buscada por toda a casa até ser achada. Agora, a mulher estava feliz por haver recomposto novamente as suas finanças de dez dracmas. Toda vez que o céu é recomposto, com pecadores remidos que estavam perdidos e são achados, há festa, regozijo e Deus é glorificado. Sempre que alguém reconhece que é pecador e se reconcilia com Deus por intermédio de Jesus, há festa no céu.

Os fariseus e os escribas não entendiam nada do Amor de Deus e de sua Salvação em Cristo, motivo pelo qual Jesus proferiu estas parábolas para que eles entendessem que a alma do pecador é importante para Deus. Em Lucas 19:10, Jesus confirma o que as parábolas já tinham expressado: “Porque o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido”.
*-
Pai, quero ser contagiado por teu amor desconcertante que vai a busca do pecador e se alegra ao vê-lo voltar à comunhão.







MEIO AMBIENTE


A farra dos sacos plásticos

Por: André Trigueiro* 


Os estragos causados pelo derrame indiscriminado de plásticos na natureza tornou o consumidor um colaborador passivo de um desastre ambiental de grandes proporções
O Brasil é definitivamente o paraíso dos sacos plásticos. Todos os supermercados, farmácias e boa parte do comércio varejista embalam em saquinhos tudo o que passa pela caixa registradora. Não importa o tamanho do produto que se tenha à mão, aguarde a sua vez porque ele
]será embalado num saquinho plástico. O pior é que isso já foi incorporado na nossa rotina como algo normal, como se o destino de cada produto comprado fosse mesmo um saco plástico. Nossa dependência é tamanha, que quando ele não está disponível, costumamos reagir com reclamações indignadas.
Quem recusa a embalagem de plástico é considerado, no mínimo, exótico. Outro dia fui comprar lâminas de barbear numa farmácia e me deparei com uma situação curiosa. A caixinha com as lâminas cabia perfeitamente na minha pochete. Meu plano era levar para casa assim mesmo. Mas num gesto automático, a funcionária registrou a compra e enfiou rapidamente a mísera caixinha num saco onde caberiam seguramente outras dez. Pelas razões que explicarei abaixo, recusei gentilmente a embalagem.
A plasticomania vem tomando conta do planeta desde que o inglês Alexander Parkes inventou o primeiro plástico em 1862. O novo material sintético reduziu os custos dos comerciantes e incrementou a sanha consumista da civilização moderna. Mas os estragos causados pelo derrame indiscriminado de plásticos na natureza tornou o consumidor um colaborador passivo de um desastre ambiental de grandes proporções. Feitos de resina sintética originadas do petróleo, esses sacos não são biodegradáveis e levam séculos para se decompor na natureza. Usando a linguagem dos cientistas, esses saquinhos são feitos de cadeias moleculares inquebráveis, e é impossível definir com precisão quanto tempo levam para desaparecer no meio natural.
No caso específico das sacolas de supermercado, por exemplo, a matéria-prima é o plástico filme, produzido a partir de uma resina chamada polietileno de baixa densidade (PEBD). No Brasil são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico filme, que já representa 9,7% de todo o lixo do país. Abandonados em vazadouros, esses sacos plásticos impedem a passagem da água - retardando a decomposição dos materiais biodegradáveis - e dificultam a compactação dos detritos.
Essa realidade que tanto preocupa os ambientalistas no Brasil, já justificou mudanças importantes na legislação - e na cultura - de vários países europeus. Na Alemanha, por exemplo, a plasticomania deu lugar à sacolamania. Quem não anda com sua própria sacola a tiracolo para levar as compras é obrigado a pagar uma taxa extra pelo uso de sacos plásticos. O preço é salgado: o equivalente a sessenta centavos a unidade.
A guerra contra os sacos plásticos ganhou força em 1991, quando foi aprovada uma lei que obriga os produtores e distribuidores de embalagens a aceitar de volta e a reciclar seus produtos após o uso. E o que fizeram os empresários? Repassaram imediatamente os custos para o consumidor. Além de anti-ecológico, ficou bem mais caro usar sacos plásticos na Alemanha.
Na Irlanda, desde 1997 paga-se um imposto de nove centavos de libra irlandesa por cada saco plástico. A criação da taxa fez multiplicar o número de irlandeses indo às compras com suas próprias sacolas de pano, de palha, e mochilas. Em toda a Grã-Bretanha, a rede de supermercados CO-OP mobilizou a atenção dos consumidores com uma campanha original e ecológica: todas as lojas da rede terão seus produtos embalados em sacos plásticos 100% biodegradáveis. Até dezembro deste ano, pelo menos 2/3 de todos os saquinhos usados na rede serão feitos de um material que, segundo testes em laboratório, se decompõe dezoito meses depois de descartados. Com um detalhe interessante: se por acaso não houver contato com a água, o plástico se dissolve assim mesmo, porque serve de alimento para microorganismos encontrados na natureza.
Não há desculpas para nós brasileiros não estarmos igualmente preocupados com a multiplicação indiscriminada de sacos plásticos na natureza. O país que sediou a Rio-92 (Conferência Mundial da ONU sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente) e que tem uma das legislações ambientais mais avançadas do planeta, ainda não acordou para o problema do descarte de embalagens em geral, e dos sacos plásticos em particular.
A única iniciativa de regulamentar o que hoje acontece de forma aleatória e caótica, foi rechaçada pelo Congresso na legislatura passada. O então deputado Emerson Kapaz foi o relator da comissão criada para elaborar a "Política Nacional de Resíduos Sólidos". Entre outros objetivos, o projeto apresentava propostas para a destinação inteligente dos resíduos, a redução do volume de lixo no Brasil, e definia regras claras para que produtores e comerciantes assumissem novas responsabilidades em relação aos resíduos que descartam na natureza, assumindo o ônus pela coleta e processamento de materiais que degradam o meio ambiente e a qualidade de vida.
O projeto elaborado pela comissão não chegou a ser votado. Não se sabe quando será. Sabe-se apenas que não está na pauta do Congresso. Omissão grave dos nossos parlamentares que não pode ser atribuída ao mero esquecimento. Há um lobby poderoso no Congresso trabalhando no sentido de esvaziar esse conjunto de propostas que atinge determinados setores da indústria e do comércio.
É preciso declarar guerra contra a plasticomania e se rebelar contra a ausência de uma legislação específica para a gestão dos resíduos sólidos. Há muitos interesses em jogo. Qual é o seu?


*André Trigueiro é jornalista com Pós-graduação em Gestão Ambiental pela COPPE/UFRJ, Professor e criador do curso de Jornalismo Ambiental da PUC/RJ, autor do livro "Mundo Sustentável - Abrindo Espaço na Mídia para um Planeta em transformação" (Editora Globo, 2005), Coordenador Editorial e um dos autores do livro "Meio Ambiente no século XXI", (Editora Sextante, 2003).






MOMENTO DE REFLEXÃO


Tinha sido outra longa semana coordenando sessões de treinamento através do país. Geralmente gosto de relaxar no vôo para casa, ler alguma coisa fácil, talvez até mesmo fechar os olhos por alguns minutos. Entretanto, tento ficar aberta para o que quer que aconteça. Normalmente faço uma pequena prece: "Quem quer que se sente a meu lado, deixe que aconteça e ajude-me a estar aberta para isto."
Neste dia em particular, embarquei no avião e notei um garoto pequeno, com cerca de oito anos de idade, sentado na cadeira da janela ao meu lado. Adoro crianças.
No entanto, estava cansada. Meu primeiro instinto foi: "Ah, meu Deus, não tenho certeza se isso vai ser bom." Tentando ser o mais amigável possível, eu disse "Oi" e me apresentei. Ele me falou que seu nome era Bradley. Começamos a conversar e, em alguns minutos, ele me confidenciou:
- É a primeira vez que ando de avião. Estou um pouco nervoso.
Contou-me que ele e sua família visitaram seus primos e que acabou ficando mais algum tempo depois que sua família voltara para casa. Agora estava voando para casa, sozinho.
- Voar é muito fácil - tentei lhe assegurar - É uma das coisas mais fáceis que você irá fazer na vida. - Fiz uma pausa, pensando por um momento, e então lhe perguntei:
- Você já andou de montanha-russa?
- Adoro montanhas-russas!
- Você anda sem se segurar com as mãos?
- Claro, eu adoro - ele riu. Agi como se estivesse horrorizada. - Alguma vez você já andou na frente? - perguntei, fazendo cara de medo.
- Sim, tento pegar o assento da frente todas as vezes! - E você não tem medo disso?
Ele fez que não com a cabeça, sentindo claramente que tinha uma vantagem sobre mim.
- Bem, este vôo não vai ser nada comparado com isso. Eu nem ando em montanha-russa e não tenho o menor medo de voar. Um sorriso abriu caminho em seu rosto.
- Verdade?
Eu podia ver que ele estava começando a achar que talvez fosse corajoso afinal de contas.
O avião começou a taxiar pela pista. Quando decolamos, ele olhou pela janela e começou a descrever com muita animação tudo o que estava acontecendo.
Comentou sobre a formação das nuvens e sobre as figuras que pareciam pintar no céu.
- Esta nuvem parece uma borboleta e aquela, um cavalo! De repente, vi aquele vôo através dos olhos de um menino de oito anos. Era como se fosse a primeira vez que voava.
Mais tarde, Bradley me perguntou o que eu fazia. Contei-lhe sobre os treinamentos que coordenava e mencionei que também faço comerciais para televisão e rádio.
Seus olhos se iluminaram.
- Minha irmã e eu fizemos um comercial de televisão uma vez.
- Você fez? E como foi?
Ele falou que tinha sido muito divertido para eles. Então me disse que precisava ir ao banheiro.
Levantei-me para que ele pudesse passar para o corredor. Foi então que percebi o aparelho em suas pernas. Bradley foi e voltou do banheiro lentamente. Quando se sentou novamente, explicou:
- Tenho distrofia muscular. Minha irmã também tem - ela está de cadeira de rodas agora. Foi por isso que fizemos o comercial. Somos crianças-propaganda para distrofia muscular.
Quando começamos a aterrissar, ele me olhou, sorriu e falou sussurrando, quase como se estivesse envergonhado:
- Sabe, eu estava realmente preocupado com quem ia sentar a meu lado no avião. Fiquei com medo que fosse alguém rabugento que não quisesse conversar comigo. Estou muito feliz de ter sentado ao seu lado.
Pensando a respeito de toda a experiência mais tarde, naquela noite, lembrei-me do valor de ficar aberta para o momento. Uma semana que começara sendo a treinadora terminara como a aluna.
Agora, quando as coisas ficam difíceis - e ficam, inevitavelmente -, olho pela janela e tento ver que imagens as nuvens estão formando no céu. E me lembro de Bradley, a linda criança que me ensinou esta lição.


(Joyce A. Harvey)         

Diário de Quarta-feira 07/11/2012





Quarta-feira, 07 de novembro de 2012


"Se o seu navio não chega, nade até ele." ( Jonathan Winters )




EVANGELHO DE HOJE
Lc 14,25-33

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo, 25grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: 26“Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo.
28Com efeito: qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, 29ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: 30‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’
31Ou ainda: Qual rei que, ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? 32Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz. 33Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!”


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.





MEDITANDO O EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz



Qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!
Neste Evangelho, Jesus nos previne: “Qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!” E ele cita algumas coisas: se não renunciar pai, mãe, esposa, marido, filhos, irmãos ou irmãs... e até a própria vida, não pode ser discípulo dele.
É um alerta que ele faz. “Rapadura é doce mas não é mole.” Ser discípulo ou discípula de Jesus é bom, tem vantagens, mas não é fácil.
Jesus começa citando os parentes, porque entre eles podemos encontrar alguém da turma do “deixa disso”, e nós não podemos dar ouvidos, mesmo que seja pai, mãe, esposa, marido...
E há muitos outros obstáculos; por isso que Jesus resume com a expressão “renunciar a tudo”.
E há situações em que o cristão, movido pela fé e pela confiança em Deus, arrisca a própria vida. Foi o caso dos mártires.
“Quem não carrega a sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo.” Não caminhar na frente ou ao lado dele, mas atrás, isto é, seguir a Jesus sem tentar mudar o seu Evangelho. As seitas são exatamente a busca de um caminho mais fácil para seguir a Jesus.
As duas parábolas são uma chamada de atenção a nós para a responsabilidade. Assim como não é bom nem bonito começar uma coisa sem ter condições de terminar, o mesmo acontece com a vida cristã, o seguimento de Jesus. Jesus nos deixou todos os meios e recursos para levar até o fim esse caminho, mas se alguém não está disposto nem a usar esses recursos, é preferível não começar a segui-lo. Fazer como o jovem rico: virar as costas e ir embora.
O exemplo da torre, que hoje seria um prédio muito alto e caro, seria uma enorme imprudência começar a obra e pará-la no meio. O sol e a chuva vão estragar tudo e o prejuízo será enorme. O certo, diz Jesus, é planejar bem os gastos antes, para ter condições de terminar a obra. Do contrário, nem começar, porque assim evita as caçoadas dos outros.
Outro exemplo pior ainda é o da guerra. Se prevê que não vai vencer o inimigo, é mil vezes melhor fazer um acordo com ele, estabelecendo as condições de paz. Porque depois de uma guerra, a parte derrotada perde tudo mesmo, até o povo.
A torre e a guerra são dois exemplos de empreendimento difíceis, que só devemos começar se temos condições de terminar. Seguir a Jesus é outro empreendimento difícil, e súper difícil.
Jesus é uma pessoa franca e sincera. Ele abre o jogo para que não comecemos a segui-lo e depois termos de parar, ou escolher um meio termo, o que ele detesta. Ser cristão pela metade, além de imprudência, é uma coisa ridícula.
Nós precisamos ser realistas. Para quem segue a Jesus, a cruz é inevitável. É bom saber disso antes e contar com isso, porque a desistência no meio do caminho vira um contra testemunho pior do que não começar.
Quanta gente começa as coisas e não termina! Um curso, uma faculdade, o trabalho em uma pastoral, o próprio casamento... Por outro lado, quantas pessoas começam e perseveram!
"Meu filho, come este rolo" (Ez 3,3) disse Deus ao Profeta Ezequiel. Era o livro da Palavra de Deus. O profeta comeu e depois comentou: Na boca, era doce como o mel, mas, quando chegou ao meu estômago, tornou-se amargo como o fel. Boa figura da vida cristã.
Havia, certa vez, um menino que tinha uma cicatriz no rosto e, na escola, as pessoas não falavam com ele nem se sentavam ao seu lado. Na realidade, quando os colegas o viam franziam a testa devido a cicatriz ser muito feia. Então seus colegas de classe começaram a reclamar com a professora, pedindo que aquele menino da cicatriz não freqüentasse mais o colégio. A professora levou o caso à diretora. Esta ouviu e chegou à seguinte conclusão: Que não poderia tirar o garoto do colégio, e que conversasse com o menino e ele fosse seria o último a entrar em sala de aula, o primeiro a sair, e fosse sentar-se na última carteira da classe. Desta forma, nenhum aluno via o seu rosto, a não ser que olhassem para trás.
A professora levou ao conhecimento do menino a decisão e ele aceitou prontamente. Mas pediu se podia explicar para os colegas a origem da cicatriz. A professora permitiu e ele disse o seguinte:
“Quando eu tinha por volta de sete a oito anos de idade, um dia pegou fogo na minha casa. Estávamos eu, meu irmão mais novo, minha irmãzinha de berço e minha mãe. Eu, minha mãe e meu irmão conseguimos sair. Minha mãe queria entrar para pegar o nenê, mas os vizinhos a seguraram e não deixaram, porque o fogo já havia tomado conta de toda a casa. Foi nessa hora que eu saí entre as pessoas e, quando perceberam, eu já tinha entrado na casa. Havia muita fumaça e estava muito quente. Eu fui ao quarto, peguei minha irmãzinha que estava chorando e saí com ela nos braços. Na saída, caiu no meu rosto uma madeira em brasas que me queimou, de onde surgiu esta cicatriz. Hoje, quando chego em casa, a primeira pessoa que vem me receber é minha irmã. E ela dá um beijo nesta cicatriz, que a salvou.”
A turma ouviu quieta, atenta e envergonhada. Quando o garoto terminou de falar, toda a classe estava chorando.
O mundo está cheio de pessoas com cicatrizes, físicas ou não, visíveis ou não. Mas o amor fraterno é central no seguimento de Jesus. Se alguém não topa, como queriam aqueles alunos, é melhor nem ser batizado. Ou, se foi, é melhor não renovar, na primeira comunhão e na crisma. Ou, se já fez tudo isso, é melhor largar a Comunidade duma vez.
Maria Santíssima foi atrás de Jesus, como sua discípula fiel. Ela não foi frente nem ao lado, isto é, não quis facilitar um pouquinho o Evangelho do Filho. Pelo contrário, colaborou com ele, por exemplo, na cruz e, após a subida dele ao céu, ela permaneceu junto com a Igreja nascente. “Ó Mãe da perseverança, teus volve a nós!”
Qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!







CURIOSIDADES





Canivete Suíço


Sabendo que o exército do seu país importava canivetes alemães, Karl Elsener abriu a sua fábrica em 1884. Os seus primeiros canivetes Victorinox foram entregues aos soldados suíços em outubro de 1891. Colocou o brasão do país para diferenciá-los dos alemães e batizou o produto homenageando os seus pais, Victor e Victoria. Para ampliar o negócio e atrair utilizadores mais refinados, Elsener aperfeiçoou o canivete e, assim, surgiram os modelos com ferramentas: abre latas, chave de fendas, punção e saca-rolhas, serrote, alicate, abre garrafas, palito de dentes, pinça, gancho de pesca, lente de aumento e até uma pequena bússola. O produto popularizou-se depois da Segunda Guerra Mundial, com as unidades militares americanas. Hoje, a linha para oficiais tem 100 diferentes combinações.



Caneta Bic


Marcel Bich, depois de trabalhar numa empresa de tintas durante a Segunda Guerra Mundial, em 1949, comprou uma pequena fábrica de canetas esferográficas. As canetas vazavam tinta e sujavam os dedos, mas faziam sucesso, e Bich decidiu investir no produto. Procurou o seu inventor, Ladislao "Laszlo" Biro, comprou a patente e iniciou a fabricação da caneta Bic, cujo modelo é praticamente o mesmo até hoje. Atualmente, são vendidas 10 milhões de canetas por dia.



Kellogg's


Em 1860, os Adventistas do Sétimo Dia que foram para Battle Creek, Michigan, formaram uma comunidade que ficou famosa pelo seu estilo de vida e alimentação saudável. O adventista John Harvey Kellogg, depois de estudar medicina, voltou a Battle Creek e tornou-se diretor do centro de saúde. Percebeu, então, que as refeições vegetarianas eram muitos leves e os pacientes partiam após curta estadia. Kellogg e o seu irmão, Will Keith, começaram a criar novas e saborosas formas de alimentos. Preparavam no vapor e na pressão vários tipos de grãos e, assim, criaram uma variado menu vegetariano. No entanto, ainda faltava um pão de grãos integrais com pouco amido. Após muitas experiências, chegaram acidentalmente aos flocos de trigo. Depois surgiram os flocos de arroz e os de milho (corn flakes). O tigre Tony, símbolo dos Kellogg's, foi criado em 1952 pela agência de publicidade americana Leo Burnett.



Jacuzzi


A Jacuzzi foi fundada no início do século XX por 7 irmãos, imigrantes italianos que se instalaram nos Estados Unidos. A empresa era bem-sucedida fabricando hélices de avião e bombas de irrigação para agricultura. Em 1956, uma pessoa da família precisou de um tratamento de hidroterapia. Os engenheiros da Jacuzzi adaptaram uma dessas bombas para ser usada numa banheira. E Roy Jacuzzi viu aí um bom negócio e colocou as banheiras de hidromassagem no mercado em 1968.



Harley-Davidson


Foi de um barracão na cidade de Milwaukee, Estados Unidos, em 1903, que saiu a primeira moto batizada com o sobrenome dos seus criadores: o desenhista William Harley e o engenheiro Arthur Davidson. E era preciso pedalar para pegar. Para a Primeira Guerra Mundial, a empresa recebeu do exército americano a encomenda de 20 mil unidades, algumas com metralhadoras. Na Segunda Guerra Mundial, voltou à luta: 90 mil motocicletas de 750 cilindradas serviram as forças americanas.






MOMENTO DE REFLEXÃO


Qualquer que fosse seu alvo inicial, os tiros de morteiros caíram em um orfanato dirigido por um grupo missionário na pequena aldeia vietnamita. Os missionários e uma ou duas crianças morreram imediatamente e várias outras crianças ficaram feridas, incluindo uma menininha de uns oito anos de idade.
As pessoas da aldeia pediram ajuda médica de uma cidade vizinha que possuía contato por rádio com as forças americanas.
Finalmente, um médico e uma enfermeira da Marinha americana chegaram em um jipe apenas com sua maleta médica.
Determinaram que a menina era a que estava mais gravemente ferida. Sem uma ação rápida, ela morreria por causa do choque e da perda de sangue.
Uma transfusão era imprescindível e era necessário um doador com o mesmo tipo sangüíneo. Um teste rápido revelou que nenhum dos americanos possuía o tipo correto, mas vários dos órfãos que não haviam sido atingidos tinham.
O médico falava um pouco de vietnamita simplificado e a enfermeira possuía uma leve noção de francês aprendido no colégio. Usando essa combinação, juntos e com muita linguagem de sinais improvisada, eles tentaram explicar para a jovem e assustada platéia que, a não ser que pudessem repor uma parte do sangue perdido da menina, ela com certeza morreria.
Então, perguntaram se alguém estaria disposto a doar um pouco de sangue para ajudar. Seu pedido encontrou um silêncio estupefato.
Após longos momentos, uma mãozinha lenta e hesitantemente levantou-se, abaixou-se e levantou-se novamente.
- Oh, obrigada - disse a enfermeira em francês. - Qual é o seu nome?
- Heng - veio a resposta.
Heng foi rapidamente colocado em um catre, os braços limpos com álcool e uma agulha inserida em sua veia. Durante toda a penosa experiência, Heng permaneceu tenso e em silêncio.
Depois de algum tempo, ele soltou um soluço trêmulo, cobrindo rapidamente seu rosto com a mão livre.
- Está doendo, Heng? - perguntou o médico.
Heng balançou a cabeça, mas, após alguns instantes, outro soluço escapou e mais uma vez ele tentou esconder o choro. Novamente o médico perguntou se a agulha o estava machucando e novamente Heng balançou a cabeça.
Porém agora seus soluços ocasionais haviam dado lugar a um choro constante e silencioso, seus olhos apertados, o punho na boca para abafar seus soluços.
A equipe médica estava preocupada. Algo obviamente estava muito errado. Nesse momento, uma enfermeira vietnamita chegou para ajudar. Vendo o sofrimento do pequeno, ela falou rapidamente com ele em vietnamita, escutou sua resposta e respondeu-lhe com a voz reconfortante.
Após um instante, o paciente parou de chorar e olhou interrogativamente para a enfermeira vietnamita. Quando ela assentiu, um ar de grande alívio se espalhou pelo rosto do menino.
Olhando para cima, a enfermeira contou calmamente para os americanos:
- Ele achou que estava morrendo. Entendeu errado. Achou que vocês haviam pedido que ele desse todo o seu sangue para que a menina pudesse viver.
- Mas por que ele estaria disposto a fazer isso? - perguntou a enfermeira da Marinha.
A enfermeira vietnamita repetiu a pergunta para o menino, que respondeu simplesmente:
- Ela é minha amiga.


(John W. Mansur, extraído de The Missileer)










Diário de Terça-feira 06/11/2012





Terça-feira, 06 de novembro de 2012


‎"Noventa por cento da arte de viver bem consiste em nos darmos bem com pessoas que não suportamos" (Samuel Goldwyn)




EVANGELHO DE HOJE
Lc 14,15-24


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo, 15um homem que estava à mesa disse a Jesus: “Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!” 16Jesus respondeu: “Um homem deu um grande banquete e convidou muitas pessoas. 17Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: ‘Vinde, pois tudo está pronto’.
18Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse: ‘Comprei um campo, e preciso ir vê-lo. Peço-te que aceites minhas desculpas’. 19Um outro disse: ‘Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-las. Peço-te que aceites minhas desculpas’. 20Um terceiro disse: ‘Acabo de me casar e, por isso, não posso ir’.
21O empregado voltou e contou tudo ao patrão. Então o dono da casa ficou muito zangado e disse ao empregado: ‘Sai depressa pelas praças e ruas da cidade. Traze para cá os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos’.
22O empregado disse: ‘Senhor, o que tu mandaste fazer foi feito, e ainda há lugar’. 23O patrão disse ao empregado: ‘Sai pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheia’. 24Pois eu vos digo: nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete”.



- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.





MEDITANDO O EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz


Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!

Este Evangelho narra que, durante uma refeição, um homem diz a Jesus: “Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!” Jesus aproveita a comparação entre o Reino de Deus e uma refeição, e conta a parábola dos convidados ao banquete.
Jesus quis mostrar que, para alguém participar da festa eterna no céu, é necessário responder hoje aos chamados de Deus, participando da Santa Igreja, e procurando construir um mundo mais fraterno. Não comerá o pão no Reino de Deus aquela ou aquele que hoje vive separado dos irmãos.
Se nós perguntássemos àqueles que não participam, por exemplo, da Missa no domingo, por que fazem isso, as respostas seriam parecidas com estas da parábola: comprei um campo, acabo de me casar... São ações boas, mas que não nos devem impedir de participar do encontro semanal dos cristãos.
A comparação do Reino de Deus com um banquete, tão comum na Bíblia, é muito apropriada, pois o Reino de Deus, esta vida nova que Jesus nos trouxe, é a coisa mais gostosa que existe. Ele começa aqui na terra, com o nosso batismo, e tem a sua plenitude no céu.
Ninguém é obrigado a participar de um banquete. Também o Reino de Deus, Jesus não veio impor a ninguém. Foi um presente, um maravilhoso presente que ele veio nos dar.
Por isso que o próprio povo começou a chamar o projeto de Jesus de Evangelho, palavra que significa Boa Nova, Alegre Notícia.
A vida em Comunidade é a expressão mais alta do Reino de Deus; e a Eucaristia é a expressão mais alta da vida em Comunidade.
O cristão, a cristã tem um brilho diferente no rosto, que dá para se perceber até na fotografia. É o mesmo brilho que teve Moisés, quando desceu do monte Sinai, após encontrar-se com Deus (Cf Êx 34,35).
Qualquer pessoa que deixa de participar das reuniões de um grupo, na prática deixa de pertencer àquele grupo. Na Igreja acontece a mesma coisa. Quem, sem motivo, deixa de participar da Missa ou do Culto Dominical, deixa de pertencer à Igreja.
“Sai depressa pelas praças e ruas da cidade; traze para cá os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos.” Todas as pessoas do mundo são convidadas para o banquete do Reino de Deus. Mas quando os mais abastados só pensam em participar dele na outra vida e recusam a participação na Comunidade, Deus dá preferência aos pobres, aos aleijados, cegos e coxos, e os capacita para a missão de construir na terra o Mundo Novo.
Certa vez, dois homens doentes estavam internados em um hospital, no mesmo quarto do quinto andar. Um deles ficava perto da janela e de vez em quando se sentava na cama. O outro, ao lado, não podia se movimentar nem sentar. Vivia o tempo todo deitado.
O da janela contava para o colega o que ele via lá fora: Senhoras com crianças andando na calçada, moças bonitas, crianças brincando na pracinha, patos nadando no lago, árvores, flores...
O colega sorria e seus olhos brilhavam de contentamento. Os dois riam de satisfação.
Dias depois, o da janela recebeu alta, e a cama do outro foi transportada para a janela. Quando ele ficou melhor, sentou-se na cama, curioso para ver as belezas lá fora. Mas ele teve uma surpresa: o que dava para ver da janela era apenas um enorme telhado, velho e feio.
Foi aí que ele entendeu que o colega inventava tudo aquilo para diverti-lo e lhe dar um pouco de conforto na dor.
O cristão, mesmo doente, torna o ambiente onde ele está alegre e gostoso de se viver, já um prelúdio do Céu. “Como é bom, como é agradável os irmãos viverem juntos e se amarem!” (Sl 133,1).
“Existe um nome que consola a terra, e que desterra da tristeza o véu. Bem como aurora que, com luz brilhante, que fulgurante surge lá no céu. Ó nome bendito da Virgem Mãe, Maria, Maria, por nós rogai!” Maria Santíssima é uma das grandes belezas da vida em Comunidade. Que ela nos ajude a nunca nos desviarmos!

Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!






VIDA SAUDÁVEL


Uso nocivo do álcool traz distúrbios ao indivíduo


O alcoolismo e a dependência a outras drogas são reconhecidas e classificadas pela Organização Mundial da Saúde como doenças passíveis de tratamento e recuperação. O uso social da bebida pode ser entendido como um padrão de consumo que não causa problemas, nem expõe o indivíduo ao risco de desenvolvê-los. O uso nocivo da bebida constitui um padrão de uso da substância psicoativa (o álcool, no caso) que causa dano à saúde. O dano pode ser físico ou mental. O indivíduo pode apresentar um comportamento alterado. A dependência química é uma doença de causa multifatorial , onde os principais fatores de risco são: culturais, ambientais, distúrbios psicológicos, genéticos e aspectos da personalidade. Entre os dependentes químicos, é freqüente a depressão. Entre os deprimidos, é freqüente a dependência química. A ansiedade, o estresse e a depressão quando não tratados adequadamente, e algumas vêzes presentes em nossa vida diária, podem alterar o comportamento do indivíduo, levando ao uso de substâncias psicoativas e à dependência.
A dependência pode ser considerada como um conjunto de fenômenos fisiológicos ou comportamentais e cognitivos, no qual o uso de uma substância, ou de uma classe delas, alcança uma prioridade muito maior para um determinado indivíduo que outros comportamentos que antes tinham maior valor. Os Drs. Paulo Knapp e José M. Bertolote, em seu livro Prevençao da Recaída - Um manual para pessoas com problemas pelo uso do álcool e de drogas, referem que quanto mais e melhor a pessoa aprender a lidar com as suas Situações de Risco, mais forte ela ficará, maior capacidade terá para lidar com outras Situações de Risco que aparecerem em sua vida. Mesmo aquelas situações estressoras, de maior ansiedade. Também recomendamos a procura de profissionais de saúde capacitados para a definição do diagnóstico clínico, do tratamento e da investigação de comorbidades, possibilitando o diagnóstico precoce e, desta forma, contribuindo para que o agravamento do caso não resulte em prejuízo à saúde.







MOMENTO DE REFLEXÃO


A cansada ex-professora se aproximou do balcão do supermercado. Sua perna esquerda doía e ela esperava ter tomado todos os comprimidos do dia: para pressão alta, tonteira e um grande número de outras enfermidades.
"Graças a Deus eu me aposentei há vários anos" - ela pensou. "Não tenho energia para ensinar hoje em dia." Imediatamente antes de se formar a fila para o balcão, ela viu um rapaz com quatro crianças e uma esposa, ou namorada, grávida. A professora não pôde deixar de notar a tatuagem em seu pescoço.
"Ele esteve preso" - pensou.
Continuou a observá-lo. Sua camiseta branca, cabelo raspado e calças largas levaram-na a conjecturar:
"Ele é membro de uma gangue."
A professora tentou deixar o homem passar na sua frente. - Você pode ir primeiro - ofereceu.
- Não, a senhora primeiro - ele insistiu.
- Não, você está com mais gente - disse a professora.
- Devemos respeitar os mais velhos - defendeu-se o homem.
E, com isto, fez um gesto largo indicando o caminho para a mulher.
Um breve sorriso surgiu em seus lábios enquanto ela mancou na frente dele. A professora que existia dentro dela não pôde desperdiçar o momento e, virando-se para ele, perguntou:
- Quem lhe ensinou boas maneiras?
- A senhora, Sra. Simpson, na terceira série.

(Paul Karrer)



Diário de Segunda-feira, 05/11/2012





Segunda-feira, 05 de novembro de 2012


"Às vezes é preciso bater com a cabeça na porta várias vezes... para se dar conta de que não é a porta que está no lugar errado e sim, você."




EVANGELHO DE HOJE
Lc 14,12-14


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo, 12dizia Jesus ao chefe dos fariseus que o tinha convidado: "Quando deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos nem teus irmãos nem teus parentes nem teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te e isto já seria a tua recompensa. 13Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. 14Então serás feliz! Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos"


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.




MEDITANDO O EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz


Quando deres uma festa, convida os pobres... Então serás feliz!
Neste Evangelho, mais do que uma parábola, Jesus nos faz um pedido muito claro: Quando dermos uma festa, não convidemos os nossos parentes, ou amigos, ou vizinhos ricos. Pois estes poderão nos retribuir, convidando-nos também. Pelo contrário, que convidemos os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos... Porque estes não nos poderão retribuir, e receberemos a recompensa de Deus, na ressurreição dos justos.
O pedido de Jesus é facílimo de entender, porque todos nós fazemos festinhas, de vez em quando, seja de aniversário natalício, de casamento, de batizado, por ocasião do Natal... O problema é que a fé ainda não penetrou tanto em nós, a ponto de nos mover a atender o pedido de Jesus. Alguns fazem até uma “releitura”, dizendo que Jesus não quis dizer isso que ele disse, mas outra coisa. Tudo para escapar do pedido dele, que é muito forte.
Sabemos que a recompensa de Deus é infinitamente mais generosa que a de qualquer ser humano. É o que disse Jesus em outra ocasião: “Dai e vos será dado. Uma medida boa, socada, sacudida e transbordante será colocada na dobra da vossa veste, pois a medida que usardes para os outros, servirá também para vós” (Lc 6,38). Naquele tempo, o povo usava túnicas, também os homens; e costumavam medir cereais na dobra da própria túnica.
Como é distante a vida que levamos, da vida que Jesus nos propõe! Este é apenas um exemplo; há muitos outros ensinamentos dele que têm a mesma radicalidade. Por exemplo:
- Os que se casam, “já não são dois, mas uma só carne. O que Deus uniu, o homem não separe” (Mt 19,6).
- “Se alguém te der uma bofetada na face direita, oferece-lhe também a outra” (Mt 5,39).
- “Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto!” (Mt 5,40).
- “Se alguém te forçar a acompanhá-lo por um quilômetro, caminha dois com ele!” (Mt 5,41). Etc.
Jesus cita o almoço porque eles estavam almoçando. Foi apenas um exemplo. O que ele quer é uma mudança de coração. Quando o nosso coração muda, muda todo o nosso comportamento.
Neste Evangelho, Jesus nos pede para dar preferência aos mais pobres e excluídos. No início de sua vida pública, ao apresentar seu programa de vida, ele disse: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pois ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Nova aos pobres. Enviou-me para proclamar a libertação aos presos e, aos cegos, a recuperação da vista; para dar liberdade aos oprimidos e proclamar um ano de graça da parte do Senhor” (Lc 4,18-19).
Isso foi opção de Deus Pai. O mesmo Deus que escolheu uma mãe para seu Filho, escolheu também uma classe social para ele viver, a fim de mostrar ao mundo de que lado Deus está.
Jesus disse que continuaria presente na terra, em quatro situações: 1) Na Eucaristia: “Isto é o meu corpo”. 2) Na Igreja: “Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu estarei aí no meio deles”. 3) Nas crianças: “Quem acolher em meu nome uma criança como esta, estará acolhendo a mim mesmo” (Mt 18,5). 4) E nos pobres: “Todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes!” (Mt 25,40).
No Evangelho de hoje, após nos pedir para convidar os pobres para o almoço, Jesus diz: “Então serás feliz!” Realmente, é indizível a alegria que sente uma pessoa que tem a coragem de atender a este pedido de Jesus.
Fica para nós a pergunta: A nossa Comunidade tem o mesmo coração de Jesus? Ela atende a esse pedido dele? “Queremos ver Jesus, caminho, verdade e vida.” Que mostremos ao povo do terceiro milênio o verdadeiro rosto de Jesus!
Certa vez, estava se aproximando o Natal, e as catequistas de uma Comunidade resolveram armar o presépio de forma comunitária. Cada criança devia trazer, ou sugerir, aquilo que ela acha que devia haver no presépio.
Um menino trouxe de casa um recorte de revista, contendo a foto de moradores de rua, entre eles várias crianças, e colocou no presépio.
A catequista lhe perguntou por quê, e ele explicou: “Eu acho que Jesus está no meio dessas pessoas, e quer que elas tenham moradia”.
Esse garoto demonstrou um profundo conhecimento de Jesus e do seu Evangelho.
Nossa Senhora seguiu à risca o Evangelho do seu Filho. Além de viver no meio dos pobres, ela, no hino Magnificat, criticou duramente os ricos. “Encheu de bens os famintos e despediu os ricos de mãos vazias.” Que ela nos ajude a viver com coragem o que seu Filho ensinou, mesmo estando no meio de uma sociedade que segue, muitas vezes, o caminho contrário.
Quando deres uma festa, convida os pobres... Então serás feliz!




MOTIVAÇÃO  NO TRABALHO


Max Gehringer responde



PALAVRA DA SEMANA: IDIOSSINCRASIA. Uma característica de comportamento peculiar a um indivíduo. Por exemplo, se o boy chega atrasado todo dia, ele é indisciplinado. Mas, se o chefe tem esse mesmo hábito, ele é idiossincrático.



Abandonei uma carreira de 12 anos, juntei minha poupança e abri um negócio próprio. Como sou mais técnico do que vendedor, fiz sociedade com um amigo, que ficou encarregado de conseguir clientes. Só que, passados quatro meses, ele não conseguiu nenhum. Estou me matando sozinho, enquanto meu amigo passa o dia falando ao telefone, acessando a internet e repetindo que “as coisas estão difíceis”. – W.T.

Converse com seu contador e peça para ele preparar um demonstrativo dos custos e direitos, seus e de seu sócio, para desfazer a sociedade. Se seu sócio entrou com um capital equivalente ao seu, menos mau. Cada um sai com o que investiu. Se ele entrou apenas com a boa vontade, na pior das hipóteses você perderá metade de sua poupança. Isso é ruim, mas ainda é melhor que carregar um sócio inoperante, que poderá lhe custar a poupança inteira. Para nossos leitores que pensam em abrir um negócio próprio, uma dica: em se tratando de sociedades, a palavra “amigo” costuma ser perigosa.



Estou indignado, porque mando currículos para empresas e não recebo respostas... – H.I.M.

Eu diria que 20% das empresas, se tanto, lêem os currículos que recebem. Se o seu foi lido, o motivo mais lógico para a falta de resposta é também o mais doloroso. Seu currículo não interessou. E a causa mais provável é que você esteja se candidatando a funções que exigem mais experiência ou escolaridade do que você possui. Ou, então, você está mirando em algum setor saturado, em que as contratações são majoritariamente feitas por meio de indicações. Portanto, ou baixe suas exigências, ou procure conhecer pessoas que possam indicá-lo. Indignação, eu lamento dizer, não gera oportunidades de emprego.



Estou satisfeita com meu trabalho. Mas, por referência de um amigo, fui convidada a participar de um processo seletivo em outra empresa. Fui sem muita expectativa, e agora estou entre os três finalistas. Aí vem o problema. Já ouvi várias pessoas dizendo que lá a pressão é enorme e que não há nenhuma consideração para com o ser humano. Porém, o salário é maior do que eu ganho aqui. O que faço? – L.M.A.

Na verdade, você já decidiu, ao colocar a pressão e o tratamento despersonalizado como fatores negativos. Para muita gente, isso tem menos importância que um bom salário, e esse deve ser o caso dos outros dois finalistas. Acontece que empresas fortemente focadas em resultados não mentem em processos seletivos, porque não faz sentido para elas contratar alguém que poderá entrar em parafuso. Por isso, eu acredito que lhe tenha sido perguntado se você suportaria a pressão. E você respondeu que sim, induzindo o entrevistador a uma conclusão errada. Minha sugestão: fique onde você está. Se você já entrar desconfiada na nova empresa, vai interpretar qualquer suspiro do futuro chefe como assédio moral.



Curso de Ensino a Distância é bom? – C.J.

É bom se você deseja se aperfeiçoar no que já faz, ou aprender coisas novas, porque poderá fazer isso sem perder tempo de deslocamento, e no aconchego de seu lar. Porém, se você está pensando somente em seu currículo, um curso superior presencial ainda agrada muito mais aos recrutadores de empresas do que o EAD.



Tudo o que eu faço, meu chefe diz que foi idéia dele quando dá certo. E me atribui a culpa se algo sai errado. Isso é justo? – F.G.

Não, não é justo. Só não entendi bem se você quer apenas receber os méritos pelos acertos, ou também a compreensão e o perdão pelos erros, como forma de compensação. Se for o primeiro caso, você certamente encontrará chefes melhores na vida. Se for o segundo caso, você terá problemas com chefes mais justos que o atual, porque eles não perdoam erros.






MOMENTO DE REFLEXÃO


No canto de minha escrivaninha há um bilhete, amarelando lentamente e enrugado pelo tempo.
É um cartão mandado por minha mãe, contendo apenas quatro frases, mas com impacto suficiente para mudar minha vida para sempre.
Nele, ela elogia, sem restrições, minhas habilidades como escritora. Cada frase está cheia de amor, oferecendo exemplos específicos do que minha atividade significou para ela e meu pai.
A palavra "porém" nunca aparece no cartão. Entretanto, a palavra "e" está lá quase meia dúzia de vezes.
Sempre que o leio - o que acontece quase todos os dias lembro-me de perguntar a mim mesma se estou fazendo a mesma coisa por minhas filhas. Perguntei-me quantas vezes eu disse "mas" a elas e a mim mesma, afastando-nos da felicidade.
Odeio dizer que foi com mais frequência do que eu gostaria de admitir.
Ainda que nossa filha mais velha normalmente só tirasse dez em seu boletim, nunca houve um semestre em que pelo menos um dos professores não sugerisse que ela falava demais em sala de aula.
Eu sempre me esquecia de perguntar-lhes se ela estava melhorando quanto ao controle de seu comportamento, se seus comentários contribuíam para a discussão em andamento ou encorajavam um aluno mais calado a falar. Em vez disso, eu ia para casa e a cumprimentava:
"Parabéns! Seu pai e eu estamos muito orgulhosos de suas realizações, mas será que você poderia tentar baixar o tom em sala de aula?"
O mesmo era verdade para nossa filha mais nova. Como sua irmã, ela era uma criança adorável, inteligente, articulada e amigável. Ela também trata o chão de seu quarto e do banheiro como um armário, o que me levou a dizer, em mais de uma ocasião: "Sim, este projeto é ótimo, mas arrume o seu quarto!"
Percebi que outros pais fazem a mesma coisa: "Toda a nossa família estava junta no Natal, mas Kyle escapuliu cedo para brincar com seu novo jogo de computador", "O time de hóquei ganhou, mas Mike deveria ter feito aquele último gol", "Amy é a Rainha da Primavera, mas agora quer duzentos dólares para comprar um vestido e sapatos novos".
Mas, mas, mas.
Ao contrário, aprendi com minha mãe que, se você quer realmente que o amor flua para seus filhos, comece a pensar "e, e, e...".
Por exemplo: "Toda a nossa família estava junta no jantar de Natal, e Kyle conseguiu ficar craque em seu novo jogo de computador antes que a noite tivesse terminado", "O time de hóquei ganhou e Mike fez o melhor que pôde durante todo o jogo", "Amy é a Rainha da Primavera e ela vai estar linda!".
A verdade é que "mas" não nos faz sentir bem e "e" faz. E quando falamos de nossos filhos, sentir-se bem é o que temos que fazer. Quando se sentem bem a respeito de si mesmos e do que estão fazendo, fazem ainda mais, aumentando sua autoconfiança, seus critérios e as conexões harmoniosas com os outros. Quando tudo o que dizem, pensam ou fazem é qualificado ou desprezado de alguma maneira, sua felicidade azeda e sua raiva aumenta.
Isso não quer dizer que as crianças não precisam ou não irão corresponder às expectativas de seus pais. Precisam e vão, independente dessas expectativas serem boas ou ruins. Quando essas expectativas são consistentemente inteligentes e positivas e então são ensinadas, modeladas e expressas, coisas inacreditáveis acontecem:
"Vejo que você cometeu um erro. E sei que você é inteligente o bastante para descobrir o que fez errado e tomar uma decisão melhor da próxima vez." Ou: "Você está há horas trabalhando nesse projeto. Adoraria que o explicasse para mim." Ou: "Nós trabalhamos duro para ganhar dinheiro e sei que você pode nos ajudar a descobrir um jeito de pagar pelo que você quer."
Não basta dizer que amamos nossos filhos. Em uma época em que a frustração cresceu aterradoramente, não podemos mais nos dar ao luxo de limitar a expressão do amor.
Se quisermos diminuir o som da violência em nossa sociedade, teremos que aumentar o volume da atenção, do elogio, da orientação e da participação no que é correto para nossos filhos.
"Chega de mas!" é o toque de chamada para a felicidade. Também é um desafio, a oportunidade fresca diante de nós, todos os dias, de concentrarmos nossa atenção no que é bom e promissor a respeito de nossos filhos e de acreditarmos de todo o coração que eles, eventualmente, serão capazes de ver o mesmo em nós e nas pessoas com quem, no final, irão viver, trabalhar e servir.
E, se algum dia eu me esquecer, tenho o bilhete de minha mãe para lembrar-me.

(Robin L. Silverman)