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LITURGIA DIÁRIA

LITURGIA DIÁRIA - REFLEXÕES E COMENTÁRIOS

Diário de Domingo 04/11/2012





Domingo, 04 de novembro de 2012


"A fé faz as coisas possíveis, não fáceis."



EVANGELHO DE HOJE
Mt 5,1-12


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
— Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo, 1vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2e Jesus começou a ensiná-los:
3"Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
4Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.
5Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra.
6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.
10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus!
11Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. 12aAlegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus".


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.




MEDITANDO O EVANGELHO
Alexandre Soledade


Bom dia!
Bem aventurados… Sim! Somos agraciados, pois cremos em Deus e depositamos Nele a nossa confiança de um dia, uma semana, um mês, (…) ainda melhor. Vendo dessa forma, começamos a semana em que refletiremos o amor de Deus por sua criatura através do Coração humano e divino de Jesus.
A passagem das bem-aventuranças nos faz pensar que na verdade em nossas fraquezas habita nossa fortaleza. Quando digo fraqueza não estou me referindo a pecados ou falhas. Refiro-me aos nossos medos, sentimentos não preenchidos, angústias… Pensar que Deus habita onde não imaginamos que Ele estaria nos gera um grande conforto.
É difícil de imaginar Deus no mendigo que pede uma esmola na rua? Será que vejo a imagem de Deus naquele que paga por uma pena na prisão? Consigo ver Seus santos traços na criança que faz malabares no semáforo?
Sim! É tremendamente difícil vê-LO nesses exemplos ofertados e outros que passaram no nosso pensamento. Nossos olhos não vêem, pois nosso coração acostumou a não sentir.
Existe um trecho da condenação de Jesus em que Pedro, aquele que disse que o seguiria aonde Ele fosse, por medo, resigna-se apenas a olhá-lo de longe.
“(…) Prenderam-no então e conduziram-no à casa do príncipe dos sacerdotes. PEDRO SEGUIA-O DE LONGE“. (Lucas 22, 54)
A grande diferença entre nós e aquele que a vida e as opções feitas por seus pais ou por eles mesmos fizeram, É A DISTANCIA com qual acompanham a Jesus. Dinheiro não repara essa distância, tão pouco constrói outro caminho, apenas através da DIGNIDADE, do RESPEITO e do DIREITO SENDO CUMPRIDO poderão obter.
“(…) O Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e gozo no Espírito Santo“. (Romanos 14, 27)
Acreditar em Deus é esperar numa recompensa futura, mas não fazer as boas obras pensando em obtê-la, pois se assim fizéssemos de que valeu nossa boa vontade se no fundo era fruto de um INTERESSE? Mudar o paradigma hoje poderá garantir a vida amanhã.
Voltemos a aquela reflexão: Deus habita em na nossa fraqueza
O mundo nos ensinou (e ainda ensina) a sermos racionais e frios como aqueles precisam ser ao lidar dia-a-a-dia com a morte, a doença, as calamidades, a fome… Quando não sofremos mais com a angústia do irmão que pede, quando não lutamos mais pela justiça de quem merece, quando fechamos os olhos ao sofrimento, o mundo nos chama de fortes, adaptados, preparados. Pensar no outro passou a ser um grande sinal de fraqueza e ao depararmos e conflitarmos esse grande paradigma provavelmente encontraremos a mão de Deus. “(…) Felizes as pessoas que têm o coração puro, pois elas verão a Deus. – Felizes as pessoas que trabalham pela paz, pois Deus as tratará como seus filhos”.
Fazendo uma ultima reflexão: QUANTO MAIS CRESCE O NÚMERO DE BOTÕES E FUNÇÕES DOS NOSSOS CONTROLES-REMOTOS, MENOS GENTE SE ENGAJA NA LUTA EM FAVOR DE QUEM MAIS PRECISA.
Bem aventurados somos nós que persistimos em acreditar.
Um imenso abraço fraterno!





MUNDO ANIMAL


Aos 17 anos, morre Camões, o cachorro que inspirou Saramago


Camões, o cachorro no qual o escritor português José Saramago se inspirou para criar O Achado, o melhor aliado do oleiro protagonista de seu romance A Caverna, morreu nesta quinta-feira (2) em Lanzarote, informou a viúva do escritor, Pilar del Río, em um texto emocionado publicado na página da Fundação de mesmo nome do escritor.

“Morreu Camões, o cão que inspirou Saramago”, é o título dado por Pilar del Río em sua despedida ao animal, que chegou a seu lar de Lanzarote no mesmo tempo em que o escritor soube que tinha sido agraciado com o Prêmio Camões, em 1995. “Entra, chegaste a tua casa. Assim entrou Camões na vida de José Saramago”, continua a viúva do prêmio Nobel de Literatura sobre este cachorro, “doce e nobre”, que foi batizado como o grande poeta português e que sofreu com a morte do escritor em 2010.

O escritor e sua esposa conviviam com três cachorros em sua casa de Lanzarote: Pepe, um poodle; Greta, uma fêmea Yorkshire; e Camões, da raça conhecida como cão d’água, o único que ainda estava vivo, e como seus companheiros, recolhido da rua. “Quando Camões apareceu por aqui, com seu pelo preto e a exclusiva gravata branca que o distingue de qualquer outro exemplar da espécie canina, todos os humanos de casa se pronunciaram sobre a suposta raça do recém chegado: um poodle. Fui o único que disse que poodle não era, mas cão d’água português”, escreveu em seu blog o romancista em fevereiro de 2009.

Em tal texto, Saramago falava deste animal, de seus atributos por causa de idade, de seus companheiros Pepe e Greta (“que já foram embora para o paraíso dos cachorros”), e brincava com a coincidência que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tinha escolhido um cão d’água português para suas filhas. “Novos tempo se aproximam”, dizia com ironia. O autor se inspirou neste companheiro para criar O Achado, o cachorro de honorável comportamento que aparece – também de repente – na casa do oleiro Cipriano Algor, protagonista de A Caverna (2000).

Mas este não é o único caso no qual os cães são portadores de mensagens nos livros do Prêmio Nobel de Literatura 1998, pois em Ensaio Sobre a Cegueira, um cachorro bebe as lágrimas de uma mulher, um momento do qual o escritor se mostrava especialmente orgulhoso. Em O Homem Duplicado, Tomarctus salvará o protagonista do romance, Tertuliano Máximo Afonso, e em A Jangada de Pedra, os cinco protagonistas encontram um cachorro que o escritor batizou como Constante (entre outras opções como Fiel, Piloto e Sentinela), por seu afã de acompanhar um dos personagens até o túmulo.

“Encontro nos cachorros mais humanidade que nos homens”, afirmou o autor português em 2003 no México, uma das ocasiões nas quais falou longamente sobre sua relação com os cães, e o papel que estes tiveram em seus romances.

Fonte: Agência EFE




MOMENTO DE REFLEXÃO


“O otimismo é uma disposição alegre que permite que um bule de chá assobie, apesar de estar com água quente até o nariz.” (Anônimo)
Eu tinha dez anos de idade quando minha mãe teve paralisia, causada por um tumor na espinha dorsal. Antes disso, ela havia sido uma mulher vibrante e vigorosa, de tal maneira ativa que a maioria das pessoas achava impressionante.
Mesmo quando era pequena, eu ficava admirada com suas realizações e por sua beleza. Porém, quando tinha trinta e um anos, sua vida mudou. Assim como a minha.
Do dia para a noite, parecia, ela passou a ficar deitada de costas em uma cama de hospital. Um tumor benigno a havia incapacitado, mas eu era jovem demais para compreender a ironia da palavra "benigno" – pois ela nunca mais seria a mesma.
Ainda tenho imagens vívidas dela antes da paralisia. Ela sempre foi gregária e recebia muitas visitas. Com freqüência passava horas preparando canapés e enchendo a casa de flores, que colhia frescas no jardim cultivado ao lado da casa.
Selecionava as músicas populares da época e rearrumava a mobília a fim de abrir espaço para que os amigos pudessem se entregar à dança. Na realidade, era minha mãe quem mais gostava de dançar.
Hipnotizada, eu a observava se vestir para as festividades noturnas. Mesmo hoje em dia ainda me lembro de nosso vestido favorito, com sua saia preta e corpete de renda azul-marinho, o contraste perfeito para seu cabelo louro.
Fiquei tão emocionada quanto ela no dia em que trouxe para casa sapatos de salto alto de renda preta e, naquela noite, minha mãe certamente era a mulher mais bonita do mundo.

Eu acreditava que ela podia fazer qualquer coisa, fosse jogar tênis (ganhara campeonatos na universidade), costurar (fazia todas as nossas roupas), tirar fotografias (ganhou um concurso nacional), escrever (era colunista de um jornal) ou cozinhar (especialmente pratos espanhóis para meu pai).
Agora, apesar de não poder fazer nenhuma dessas coisas, ela encarava sua doença com o mesmo entusiasmo que tinha em relação a tudo o mais.
Palavras como "deficiente" e "fisioterapia" tornaram-se parte de um estranho mundo novo no qual entramos juntas, e as bolas de borracha para crianças que ela se esforçava para apertar adquiriram um simbolismo que jamais haviam possuído.
Gradualmente, passei a ajudar nos cuidados com a mãe que sempre cuidara de mim. Aprendi a cuidar do meu próprio cabelo - e do dela. Eventualmente, tornou-se rotina levá-la na cadeira de rodas até a cozinha, onde ela me ensinava a arte de descascar cenouras e batatas e como esfregar alho e sal e pedaços de manteiga em uma boa carne assada.
Quando, pela primeira vez, ouvi falarem em uma bengala, opus-me:
- Não quero que a minha linda mãe use uma bengala. Mas a única coisa que ela disse foi:
- Não é melhor você me ver andando com uma bengala do que não me ver andando de maneira alguma?
Cada conquista era um marco para nós duas: a máquina de escrever elétrica, o carro com câmbio e freio automáticos, sua volta à universidade, onde se diplomou em Educação Especial.
Ela aprendeu tudo o que podia sobre as pessoas com deficiências e acabou fundando um grupo ativista de apoio chamado “Os Incapacitados”. Certo dia, sem ter falado muito de antemão, ela me levou e a meus irmãos a uma reunião dos Incapacitados.
Eu nunca vira tantas pessoas com tantas deficiências. Voltei para casa, silenciosamente introspectiva, pensando em como nós realmente tínhamos sorte. Ela nos levou muitas vezes depois disso e, eventualmente, a visão de um homem ou uma mulher sem pernas ou braços não nos chocava mais.
Minha mãe também nos apresentou as vítimas de paralisia cerebral, enfatizando que a maioria era tão inteligente quanto nós, talvez mais. E nos ensinou a nos comunicarmos com os deficientes mentais, mostrando como eles eram frequentemente mais afetuosos, comparados às pessoas normais. Durante tudo isso, meu pai continuou a amá-la e apoiá-la.
Quando eu estava com onze anos, minha mãe me contou que ela e papai iriam ter um bebê. Muito depois, eu soube que seus médicos tinham insistido para que ela fizesse um aborto (terapêutico) - uma opção à qual ela resistiu veementemente.
Logo, éramos mães juntas, já que virei mãe adotiva de minha irmã, Mary Therese.
Em pouquíssimo tempo aprendi a trocar fraldas, banhá-la e alimentá-la. Ainda que mamãe tenha mantido a disciplina maternal, para mim foi um passo gigantesco além da brincadeira com bonecas.
Um momento se destaca mesmo hoje em dia: o dia em que Mary Therese, na época com dois anos, caiu e esfolou o joelho, abriu-se em prantos e passou correndo pelos braços estendidos de minha mãe para os meus. Tarde demais, eu vislumbrei a faísca de dor no rosto de mamãe, mas tudo o que ela disse foi:
- É natural que ela corra para você, pois você toma conta dela tão bem...
Como minha mãe aceitava sua condição com tanto otimismo, raramente me senti triste ou ressentida. Mas nunca irei esquecer o dia em que minha complacência foi destruída.
Muito tempo depois da imagem de minha mãe em salto agulha ter se dissipado da minha consciência, houve uma festa em nossa casa. A esta altura eu era adolescente, e vi minha sorridente mãe sentada na lateral, olhando seus amigos dançarem, e fui atingida pela cruel ironia de suas limitações físicas. Subitamente, fui transportada de volta à época de minha primeira infância e a visão de minha mãe dançando radiante estava novamente diante de mim.
Imaginei se mamãe se lembraria também. Espontaneamente, andei em sua direção e então vi que, apesar de estar sorrindo, seus olhos estavam marejados de lágrimas.
Corri para fora do aposento e para o meu quarto, enterrei meu rosto no travesseiro e chorei copiosamente - todas as lágrimas que ela jamais chorara. Pela primeira vez, eu me enraiveci contra Deus e contra a vida e suas injustiças para com a minha mãe.
A lembrança do sorriso brilhante de minha mãe permaneceu comigo. Daquele momento em diante, enxerguei sua habilidade de superar a perda de tantas batalhas anteriores e seu ímpeto em olhar para a frente - coisas que eu tomava por certas - como um grande mistério e uma poderosa inspiração.
Quando eu estava crescida e comecei a trabalhar com o sistema penal, mamãe se interessou em trabalhar com os prisioneiros. Ela telefonou para a penitenciária e pediu para dar aulas de Redação Criativa para os detentos. Lembro-me de como eles se amontoavam em volta dela sempre que ela chegava e pareciam se agarrar a cada palavra sua, como eu fizera na infância.
Mesmo quando não podia mais se deslocar até a prisão, ela freqüentemente se correspondia com vários detentos.
Um dia pediu-me para enviar uma carta para um prisioneiro, ''Waymon”. Perguntei se poderia lê-la antes e ela concordou, sem perceber, eu acho, o quanto aquilo seria revelador para mim.
Dizia:
"Querido Waymon,
Quero que saiba que tenho pensado em você com frequência desde que recebi sua carta. Você mencionou como é difícil estar preso atrás das grades e meu coração se une ao seu. Mas quando você disse que eu não imagino o que é estar na prisão, senti-me compelida a dizer-lhe que está errado.
Existem diferentes tipos de liberdade, Waymon, diferentes tipos de prisões. Às vezes, nossas prisões são auto-impostas.
Quando, com a idade de trinta e um anos, levantei-me um dia para descobrir que estava completamente paralisada, senti-me em uma armadilha - dominada pela sensação de estar presa dentro de um corpo que não mais me permitiria correr através de uma campina, dançar ou carregar minha filha nos braços.
Fiquei deitada ali durante muito tempo, lutando para chegar a um acordo com minha enfermidade, tentando não sucumbir em auto-piedade. Perguntei-me se, na verdade, valeria a pena viver nessas condições, se não seria melhor morrer.
Pensei a respeito desse conceito de prisão, pois me parecia que havia perdido tudo o que importava na vida. Eu estava próxima do desespero.
Mas, então, um dia me ocorreu que, na realidade ainda havia opções abertas para mim e que eu tinha a liberdade de escolher entre elas. Será que eu iria sorrir quando visse meus filhos de novo, ou iria chorar? Iria zangar-me com Deus, ou iria pedir que Ele fortalecesse minha fé?
Em outras palavras, o que eu iria fazer com o livre-arbítrio que Ele havia me dado e que ainda era meu?
Tomei a decisão de lutar, enquanto estivesse viva, para viver o mais plenamente possível, para procurar tornar minhas experiências aparentemente negativas em experiências positivas, procurar formas de transcender minhas limitações físicas expandindo minhas fronteiras mentais e espirituais.
Eu podia escolher entre ser um exemplo positivo para meus filhos ou podia murchar e morrer emocional assim como fisicamente.
Existem muitos tipos de liberdade, Waymon. Quando perdemos um tipo de liberdade, temos que simplesmente procurar por outro. Você e eu somos abençoados com a liberdade de escolher entre bons livros que iremos ler e quais deixaremos de lado.
Você pode olhar para as suas grades, ou pode olhar através delas. Você pode ser um exemplo para prisioneiros mais jovens, ou pode se misturar com os encrenqueiros.
Você pode amar a Deus e buscar conhecê-Lo, ou pode virar as costas para Ele. Até certo ponto, Waymon, estamos nisto juntos. "
Quando finalmente terminei de ler a carta, minha visão estava borrada pelas lágrimas. Ainda assim, pela primeira vez, eu enxerguei minha mãe com clareza.
E eu a entendi.

(Marie Ragghiandi)




Diário de Sábado 03/11/2012





Sábado, 03 de novembro de 2012


“Não concordem comigo, assim eu não cresço. Da discordância nasce a reflexão e se a humildade permitir, a mudança!”



EVANGELHO DE HOJE
Lc 14,1.7-11


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!



1Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. 7Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares. Então contou-lhes uma parábola: 8“Quando fores convidado para uma festa de casamento, não ocupes o primeiro lugar. Pode ser que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu, 9e o dono da casa, que convidou os dois, venha te dizer: ‘Dá o lugar a ele’. Então ficarás envergonhado e irás ocupar o último lugar. 10Mas, quando fores convidado, vai sentar-te no último lugar. Assim, quando chegar quem te convidou, te dirá: ‘Amigo, vem mais para cima’. E isto vai ser uma honra para ti diante de todos os convidados. 11Porque quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.



MEDITANDO O EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz


Quem se eleva, será humilhado e quem se humilha, será elevado.
Jesus notou que, nas festas, as pessoas ocupavam os primeiros lugares. Então contou a parábola dos convidados ao banquete, ensinando que, nos banquetes de festa, ocupemos os últimos lugares.
Essa humildade tem a ver com o banquete no Reino de Deus, que é para os humildes, como cantou Maria no magnificat: “derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes”. A simplicidade e a humildade constituem uma opção básica do discípulo que vive na fraternidade do Reino.
Humildade provém do latim “humilis”, que por sua vez deriva de “húmus” = terra. Humildade é estar ao nível do solo e se mover sem sair dali. “A humildade é a verdade” (Sta. Teresa). Ela é a verdade “somos pó e ao pó voltaremos”.
“Se me glorifico a mim mesmo, a minha glória não vale nada. Quem me glorifica é meu Pai” (Jo 8,54).
“Quem quiser ser o primeiro entre vós, seja o escravo de todos” (Mc 10,43).
“Aprendei de mim que sou manso e humilde coração, e encontrareis descanso” (Mt 11,29).
“Haja entre vós o mesmo sentir e pensar que no Cristo Jesus... Ele humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte – e morte de cruz!” (Fl 2,5-8). Quantos problemas e pecados acontecem, por falta de humildade!
“Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes” (Tg 4,6).
Há humildes passivos e humildes ativos. Passivos são os que são humilhados pelos outros, mas sem que busquem o rebaixamento. Ativos são os que se fazem humildes por opção pessoal, como o convidado que se senta no último lugar. E há também a humildade de anzol: sabendo que o povo gosta de pessoas humildes, a pessoa se humilha só para obter honras e glórias.
A humildade sincera é indispensável para a vida em Comunidade.
Havia, certa vez, um homem que era bom, e muito humilde. Ele gostava de fazer o bem para as pessoas, mas não queria de modo algum chamar a atenção para si mesmo.
Um dia, seu Anjo da Guarda lhe apareceu e disse: “Deus quer que você seja um instrumento dele para distribuir o seu amor às pessoas. O Senhor me mandou perguntar-lhe de que jeito você quer distribuir as bênçãos de Deus. Quer o dom da palavra? O dom de escritor? Um dom artístico?...
O homem pensou... e disse ao anjo: “Eu tenho medo de, recebendo esses dons que você citou, o povo começar a atribuir a mim os benefícios e deixar Deus de lado. Tenho medo também de eu me envaidecer e pensar que eu é que sou o tal. Por isso, diga ao Senhor que eu gostaria que ele abençoasse a minha sombra. Porque, como a sombra fica atrás de mim, as pessoas que receberão as bênçãos não verão o meu rosto nem eu verei o rosto delas nem saberei que benefícios receberam.
E assim aconteceu. Quando aquele homem passava, a sua sombra, atrás dele, atraía as melhores graças para o povo: saúde, inteligência, paz, conversão dos pecadores, emprego, reconciliação etc.
E ninguém ficou sabendo que esses benefícios vinham através da sombra daquele homem. E nem o homem via, pois ele já havia passado.
Vamos também procurar fazer o bem, mas com humildade, atribuindo tudo a Deus.
Maria Santíssima era uma pessoa humilde. Ela nunca se promoveu a si mesma. E, quando se referiu a si mesma, chamou-se de escrava: “Eis aqui a escrava do Senhor”. Que Nossa Senhora nos ajude a ser cada vez mais humildes.
Quem se eleva, será humilhado e quem se humilha, será elevado.




CASA, LAR E FAMÍLIA


Como conservar o carpete


Conheça alguns cuidados não muito complicados para prolongar a vida de seu carpete, e também alguns métodos de limpeza profunda realizada por empresas especializadas. Passo a passo:


1. Mantenha sempre um capacho na porta de sua casa. Apesar de parecer uma sugestão bastante singela, pesquisas mostraram que o capacho pode reter até 70% da sujeira que entra.


2. Passe o aspirador de pó três vezes por semana e varra com vassoura piaçava uma vez por semana para manter a aparência de novo.


Como as fibras tendem a inclinar para um mesmo lado, o certo é varrê-lo no sentido inverso.


3. Para retirar manchas, seja o mais rápido possível. Para sujeiras sólidas, raspe delicadamente com uma colher ou faca sem serra. Para líquidos, pressione bem um pano seco e limpo ou papel toalha. Parta das margens para o centro da mancha. Evite esfregar, pois isto pode causar danos irreversíveis à fibra.


4. Muitas receitas caseiras recomendam limpar o carpete com um pano molhado em vinagre, mas esta prática não é recomendada pelos fabricantes.


5. Evite o uso dos produtos limpa-carpetes, pois a grande maioria deixa resíduos que podem ser acionados por um simples sapato molhado e deixar manchas.

6. Para limpar as chapas de alumínio do acabamento, utilize palha de aço seca.


7. Para limpar os cordões do rodapé, basta passar o aspirador de pó.


8. Contrariando a noção popular, mesmo os carpetes que têm uma boa manutenção, precisam de uma limpeza profunda de ano em ano. Essas limpezas prolongam a vida do carpete. Veja aqui as principais técnicas de limpeza profunda:


8.1. Lavagem por enceradeiras: era o único método usado no Brasil há tempos atrás. Escovas passam um produto de limpeza e depois a umidade é aspirada várias vezes. Tem um tempo para secagem de 24 horas. Recomendada para carpetes muitos sujos.


8.2. Sistema Extrativo: uma máquina injeta com água quente uma solução desengordurante, antimofo e solvente dentro do carpete, que suspende a sujeira que é sugada. Um secador de muita potência finaliza o trabalho.


8.3. Pó seco: lavagem a seco com pó que contém um solvente. É espalhado manualmente ou por máquinas. A sujeira e o pó são aspirados por máquinas e área fica liberada imediatamente.


8.4. Espuma seca: uma máquina especial transforma xampu em espuma antes de aplicá-lo no carpete. Recomendado para áreas não muito sujas e libera a área em cerca de duas horas.



Fonte: http://www.toplimpeza.com.br/dicas/conservar.html




MOMENTO DE REFLEXÃO


“Nossa força vem de nossas fraquezas.” (Ralph Waldo Emerson)
Quando eu era pequeno, tinha um velho vizinho chamado Dr. Gibbs. Ele não se parecia com nenhum médico que eu jamais houvesse conhecido. Todas as vezes em que eu o via, ele estava vestido com um macacão de zuarte e um chapéu de palha cuja aba da frente era de plástico verde transparente. Sorria muito, um sorriso que combinava com seu chapéu - velho, amarrotado e bastante gasto.
Nunca gritava conosco por brincarmos em seu jardim. Lembro-me dele como alguém muito mais gentil do que as circunstâncias justificariam.
Quando o Dr. Gibbs não estava salvando vidas, estava plantando árvores. Sua casa localizava-se em um terreno de dez acres, e seu objetivo na vida era transformá-lo em uma floresta.
O bom doutor possuía algumas teorias interessantes a respeito de jardinagem. Ele era da escola do "sem sofrimento não há crescimento". Nunca regava as novas árvores, o que desafiava abertamente a sabedoria convencional.
Uma vez perguntei-lhe por quê. Ele disse que molhar as plantas deixava-as mimadas e que, se nós as molhássemos, cada geração sucessiva de árvores cresceria cada vez mais fraca. Portanto, tínhamos que tornar as coisas difíceis para elas e eliminar as árvores fracas logo no início.
Ele falou sobre como regar as árvores fazia com que as raízes não se aprofundassem, e como as árvores que não eram regadas tinham que criar raízes mais profundas para procurar umidade. Achei que ele queria dizer que raízes profundas deveriam ser apreciadas.
Portanto, ele nunca regava suas árvores. Plantava um carvalho e, ao invés de regá-lo todas as manhãs, batia nele com um jornal enrolado. Smack! Slape! Pou!
Perguntei-lhe por que fazia isso e ele disse que era para chamar a atenção da árvore.
O Dr. Gibbs faleceu alguns anos depois. Saí de casa. De vez em quando passo por sua casa e olho para as árvores que o vi plantar há cerca de vinte e cinco anos. Estão fortes como granito agora. Grandes e robustas. Aquelas árvores acordam pela manhã, batem no peito e bebem café sem açúcar.
Plantei algumas árvores há alguns anos. Carreguei água para elas durante um verão inteiro. Borrifei-as. Rezei por elas. Todos os nove metros do meu jardim. Dois anos de mimos resultaram em árvores que querem ser servidas e paparicadas. Sempre que sopra um vento frio, elas tremem e balançam os galhos. São “árvores maricas”.
Uma coisa engraçada a respeito das árvores do Dr. Gibbs: a adversidade e a privação pareciam beneficiá-las de um modo que o conforto e a tranquilidade nunca conseguiriam.
Todas as noites, antes de ir dormir, dou uma olhada em meus dois filhos. Olho-os de cima e observo seus corpinhos, o sobe e desce da vida dentro deles.
Frequentemente oro por eles. Oro principalmente para que tenham vidas fáceis. "Senhor, poupe-os do sofrimento." Mas, ultimamente, venho pensando que é hora de mudar minha oração.
Essa mudança tem a ver com a inevitabilidade dos ventos gelados que nos atingem em cheio. Sei que meu filhos encontrarão dificuldades e, portanto, minha oração para que isto não aconteça é ingênua. Sempre há um vento gelado soprando em algum lugar.
Portanto, estou mudando minha oração vespertina. Porque a vida é dura, quer o desejemos ou não. Em vez disso, vou orar para que as raízes de meus filhos sejam profundas, para que eles possam retirar forças das fontes escondidas do Deus eterno.
Muitas vezes oramos por tranquilidade, mas essa é uma graça difícil de alcançar.
O que precisamos fazer é orar por raízes que alcancem o fundo do Eterno, para que quando as chuvas caiam e os ventos soprem não sejamos varridos em direções diferentes.

(Philip Gulley)


Diário de Sexta-feira 02/112012





Sexta-feira, 02 de novembro de 2012
Dia dos finados



“Que sua presença, seja sempre um sopro de ar puro para o ambiente em que estiver. Que sua pessoa seja digna de confiança, mas com um toque de criatividade. Disponível, mas sem esquecer-se de si.”



EVANGELHO DE HOJE
Jo 6,37-40


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo, disse Jesus às multidões: 37"Todos os que o Pai me confia virão a mim, e quando vierem, não os afastarei. 38Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou 39E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. 40Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia".



- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.









MEDITANDO O EVANGELHO
José Raimundo Oliva



Ao fazer-se a memória das pessoas falecidas, familiares e amigos queridos, pode-se ter a percepção da permanência destas pessoas na vida eterna, em comunhão com Deus. O evangelho de João é o que mais explicita o dom da vida eterna, já, neste mundo, permanecendo-se na eternidade finda a caminhada terrena. No episódio da ressurreição de Lázaro, Jesus, dirigindo-se a Marta, declara: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra viverá. E quem vive e crê em mim não morrerá jamais". Na última ceia, Jesus afirma: "Se alguém me ama guardará minha palavra e o meu Pai o amará e a ele viremos e nele estabeleceremos morada". E na primeira carta de João lemos: "Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele".
Assim também, no texto de hoje, na longa fala após a partilha do pão na montanha, Jesus declara que quem vê o Filho e nele crê tem a vida eterna. Assim, terminados os dias terrenos, no último dia alcança-se a ressurreição, que é a permanência viva diante de Deus, na eternidade. Pela fé em Jesus, fazendo a vontade do Pai, vivendo o amor e o serviço em comunhão de vida com os irmãos, promovendo a vida, a vida eterna é semeada, germina, e desabrocha no coração.







DICAS DE SAÚDE
Ressaltamos que as Dicas de Saúde enviadas por este Diário, não equivalem a uma receita médica; são apenas "dicas". Os exames preventivos são sempre indispensáveis! Para mais informações consulte o seu médico. 


Ácido úrico


O ácido úrico está entre as substâncias naturalmente produzidas pelo organismo. Ele surge como resultado da quebra das moléculas de purina – proteína contida em muitos alimentos – por ação de uma enzima chamada xantina oxidase. Depois de utilizadas, as purinas são degradadas e transformadas em ácido úrico. Parte dele permanece no sangue e o restante é eliminado pelos rins.

Os níveis de ácido úrico no sangue podem subir 1) porque sua produção aumentou muito, 2) porque a pessoa está eliminando pouco pela urina, 3) por interferência do uso de certos medicamentos.

Como consequência dessa taxa de ácido úrico elevada (hiperuricemia), formam-se pequenos cristais de urato de sódio semelhantes a agulhinhas, que se depositam em vários locais do corpo, de preferência nas articulações, mas também nos rins, sob a pele ou em qualquer outra região do corpo.

Estudos recentes realizados no Instituto do Coração de São Paulo mostram que níveis elevados de ácido úrico no sangue aumentam o risco de desenvolver acidentes cardiovasculares.

Sintomas

O depósito dos cristais de urato nas articulações, em geral, provoca surtos dolorosos de artrite aguda secundária, especialmente nos membros inferiores (joelhos, tornozelos, calcanhares, dedos do pé), mas pode comprometer qualquer articulação. Nem todas as pessoas com hiperuricemia desenvolverão gota, um tipo de artrite secundária, de caráter genético e hereditário, que acomete mais os homens adultos.

Nos rins, a hiperuricemia é responsável pela formação de cálculos renais (litíase renal) e insuficiência renal aguda ou crônica (nefropatia úrica).

Diagnóstico

O diagnóstico de certeza é dado por um exame que mede a concentração de ácido úrico no sangue e exige 8 horas de jejum para ser realizado.

Tratamento e prevenção

Portadores desse distúrbio metabólico devem evitar o estresse físico, o uso de diuréticos e de antiinflamatórios, assim como devem evitar a ingestão excessiva de alimentos e bebidas ricos em purina (carne vermelha, frutos do mar, peixes, como sardinha e salmão, e miúdos).

Como leite e derivados parecem melhorar a eliminação do ácido úrico, devem ser incluídos na dieta que, acima de tudo, precisa ser saudável e favorecer o controle da obesidade e da hipertensão.

Além da alimentação pouco calórica, quando necessário, podem ser indicados medicamentos para inibir a produção de ácido úrico (alopurinol) ou para aumentar sua excreção (probenecide e sulfinpirazona). Algumas pessoas precisam dos dois tipos porque têm excesso de produção e dificuldade de excreção dessa substância.

Recomendações

* Beba bastante água para ajudar o organismo a eliminar o ácido úrico;

* Prefira os alimentos não industrializados; adote uma dieta saudável, rica em frutas, verduras, leite e derivados;

* Evite o consumo de bebidas alcoólicas, especialmente de cerveja que é rica em purina;

* Não se automedique. Consulte um médico para orientar o tratamento e peça ajuda ao nutricionista para eleger uma dieta que ajude a controlar a taxa de ácido úrico e a manter o peso em níveis adequados.






MOMENTO DE REFLEXÃO


Eu estava sentado ali, dilacerado pela dor. Alguém chegou e falou-me sobre os desígnios de Deus, os motivos pelos quais aquilo acontecera, a esperança que existe após a morte.
Falou sem parar, disse coisas que eu sabia serem verdadeiras. Não fiz um movimento sequer. Queria apenas que ele se afastasse dali. Finalmente, ele foi embora.
Outra pessoa chegou e sentou-se a meu lado. Só isso. Sentou-se a meu lado por uma hora ou mais. Ouviu quando eu tive vontade de falar alguma coisa, respondeu rapidamente às minhas perguntas, orou e partiu.
Fiquei comovido. Senti-me confortado. Detestei vê-lo afastar-se dali.

Joseph Bayly, escrito após a morte de seus três filhos.

Diário de Quinta-feira 01/11/2012





Quinta-feira, 01 de novembro de 2012
Dia de todos os Santos.


“Pouco importa quanto tens. O que importa é oque tu és!” (Sto Agostinho)



EVANGELHO DE HOJE
Lc 13,31-35


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!


31Naquela hora, alguns fariseus aproximaram-se e disseram a Jesus: “Tu deves ir embora daqui, porque Herodes quer te matar”. 32Jesus disse: “Ide dizer a essa raposa: eu expulso demônios e faço curas hoje e amanhã; e no terceiro dia terminarei o meu trabalho. 33Entretanto, preciso caminhar hoje, amanhã e depois de amanhã, porque não convém que um profeta morra fora de Jerusalém.
34Jerusalém, Jerusalém! Tu que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, como a galinha reúne os pintinhos debaixo das asas, mas tu não quiseste! 35Eis que vossa casa ficará abandonada. Eu vos digo: não me vereis mais, até que chegue o tempo em que vós mesmos direis: Bendito aquele que vem em nome do Senhor”.



- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.




MEDITANDO O EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz


Jerusalém, Jerusalém! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, mas tu não quiseste!
O Evangelho de hoje começa com alguém sugerindo a Jesus que fosse embora de Jerusalém, porque Herodes queria matá-lo. Herodes não se dava bem com profetas. Já tinha mandado matar João Batista, e agora tentava desfazer-se de Jesus, intimidando-o, para que se afastasse do seu território. Herodes tinha medo de os profetas, com a sua influência sobre o povo, desestabilizarem o seu poder e o seu prestígio.
Mas Jesus é um profeta corajoso: “Ide dizer a essa raposa: eu expulso demônios e faço curas hoje e amanhã; e no terceiro dia terminarei o meu trabalho”. Foi uma referência à sua ressurreição, três dias após a sua morte.
Nenhuma ameaça detinha Jesus; ele continuava fazendo o bem e cumprindo a missão que o Pai lhe confiara.
Jesus não procurou a morte, mas também não correu dela. Ele não queria morrer, como qualquer ser humano não quer morrer. Ele queria viver na terra noventa anos ou mais, a fim de consolidar bem o Reino de Deus.
Mas quando colocaram a morte no seu caminho, ele não arredou o pé. Foi duro para ele, como para qualquer ser humano; chegou a suar sangue, mas ficou firme.
Quando S. Pedro, diante do perigo da condenação de Jesus em Jerusalém, sugeriu a ele que não fosse para lá, Jesus lhe deu uma resposta pesada: “Vai para trás de mim, satanás! Tu estás sendo para mim uma pedra de tropeço, pois não tens em mente as coisas de Deus, e sim, as dos homens!” (Mt 16,23).
“Coisas de Deus” é fazer a vontade de Deus, confiando nele e arriscando até a vida terrena. “Coisas dos homens” é querer salvar a vida terrena, mesmo que se afaste um pouco da vontade de Deus. Jesus caminhava para Jerusalém porque fazia parte da sua missão recebida do Pai.
Que bom se nós fôssemos assim! “Tenham em vós os mesmos sentimentos de Cristo Jesus” (Fl 2,5).
“Se alguém quer me seguir, tome a sua cruz...” (Mc 8,34).
“Jesus Cristo me deixou inquieto, com as palavras que ele proferiu. Nunca mais eu pude olhar o mundo sem sentir aquilo que Jesus sentiu” (Música do Pe. Zezinho).
Vamos renunciar aos nossos interesses pessoais, e acolher com generosidade as mensagens dos profetas católicos de hoje, ainda que exijam de nós mudanças profundas!
Havia, certa vez, uma jovem, que cursava o primeiro ano de faculdade, e andava muito deprimida. Ela era, por sinal, uma garota muito bonita.
Um dia, ela foi ao banheiro da faculdade, olhou-se no espelho e pensou: como estou feia! E deu-lhe vontade de chorar.
Naquele instante, sentiu algo bater na sua perna. Olhou. Era uma moça cega, com a sua bengala, que lhe perguntou: “Moça, onde é a pia?” A cega também estudava na universidade, apesar da sua limitação. E, ali no banheiro, perdida, pediu ajuda a quem sentiu que estava na sua frente.
A menina que estava deprimida recebeu aquilo como um sinal de Deus. Deus estava lhe dizendo que o sentido da vida não está em ser bonita ou feia; está em servir o próximo.
O mundo está aí, em volta de nós, precisando de alguém que lhe ajude. Não podemos nos fechar em nosso mundinho! A garota ajudou a colega cega, da melhor maneira que pôde, e a tristeza sumiu de uma vez.
Deus nos manda profetas e profetizas, que nos falam das mais diversas formas. Que saibamos entender e acolher as suas mensagens, não imitando o povo de Jerusalém do tempo de Jesus.
A firmeza de Maria Santíssima, cujo coração foi transpassado pela espada de dor, seja para nós um exemplo. E que ela nos ajude a seguir o seu Filho, para onde quer que ele vá.
Jerusalém, Jerusalém! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, mas tu não quiseste!




MEIO AMBIENTE


GAIA - somos parte dela



Como sistema vivo que ela é, a Terra merece um nome próprio. Passamos a chamá-la GAIA

Por: José A. Lutzenberger - Fundação Gaia

Predomina ainda entre a maioria das pessoas e mesmo nas ciências naturais uma visão simplista do mundo. Quando falamos em ambiente natural, o vemos como algo externo a nós. Não nos damos conta que somos parte integrante de algo maior, onde tudo está ligado com tudo. Basta dizer que, se desaparecessem o ar e a água, desapareceríamos nós.
Façamos um experimento mental: seria possível um planeta cheio de vida, como o nosso, no qual existissem somente animais, sem plantas? De fungos, bactérias e vírus, nem falar. Não precisamos pensar muito para dar-nos conta que não é possível. Por que não é possível? Mesmo que houvesse só animais carnívoros, como o leão, e mesmo que ele só comesse outros carnívoros, como a raposa e o chacal, estes, por sua vez, comeriam herbívoros, como a lebre e a gazela, que comeriam plantas. Sem plantas, impossível! As plantas são fundamentais.
Porque são fundamentais as plantas? As plantas dominam uma técnica que os animais não dominam - a fotossíntese, o que quer dizer síntese com ajuda da luz. A planta tem a capacidade de, captando energia solar e retirando do ar gás carbônico e água do solo, fazer seu próprio alimento e, assim, armazenar energia também. Por isso, as plantas são chamadas organismos "autotróficos", que se auto-alimentam. "Trofos" vem da palavra grega para "alimento". Também é certo que as plantas retiram determinados elementos do solo para fazer as substâncias mais complexas, como as proteínas. Mas, sem a fotossíntese, esta segunda parte não funcionaria.
Os animais são organismos "heterotróficos", precisam de alimento alheio. Vejamos a fórmula super-simplificada da fotossíntese. Na verdade a coisa é mais complicada e tem várias fases intermediarias que não necessitamos levar em conta nesta explicação simplificada:

CO2 mais H2O mais energia solar = CH2O mais O2

Gás carbônico mais água com energia solar, resultando num carboidrato mais oxigênio livre.

CH2O é a fórmula ultra-simplificada dos carboidratos, ou seja, os açúcares, amidos, celuloses e alguns outros. Esta fórmula nos mostra, do lado esquerdo, substâncias minerais que, a nível químico, não contém energia disponível, pois ambas são o resultado de combustão. Quando o elemento carbono se oxida (queima) com oxigênio, sobra CO2. Quando o elemento hidrogênio se oxida, se forma água. Poderíamos dizer que ambos são cinzas. De cinza não se consegue mais obter energia. Mas, do outro lado, como vimos, temos alimento e energia.
Para usar uma imagem, poderíamos também dizer que a planta consegue, com a ajuda de energia do Sol, pegar cinza e voltar a fazer lenha. Ao mesmo tempo fornece o oxigênio necessário para queimar lenha. Fantástico!
Os animais para todas as suas atividades, caminhar, correr, nadar, voar, alimentar-se, brincar e muito mais, precisam de energia e alimento. A única fonte de energia inesgotável aqui na Terra é a energia solar. A nossa estrela, o Sol, já vem brilhando desde uns quatro e meio bilhões de anos e continuará brilhando outro tanto.
Se a Vida fizesse como a sociedade industrial, se ela dependesse de petróleo, gás natural, carvão mineral, ela já teria se acabado. Estes "combustíveis fósseis", como costumamos chamá-los, são produtos da própria Vida.
Para continuar nosso experimento mental, vamos inverter a pergunta inicial: seria possível um planeta só com plantas, sem animais? Não haveria sentimentos, alegria, dor, é claro, mas seria talvez mais harmônico, as plantas não seriam pisoteadas, arrancadas, pastadas. Também não seria possível.
Na fotossíntese, as plantas consomem gás carbônico. Este gás é raro na atmosfera, constitui apenas 0,036 %, apesar do aumento que houve nos últimos duzentos anos com as emissões das indústrias e dos veículos que queimam petróleo. Se houvesse só plantas elas acabariam rapidamente com ele e morreriam à mingua. Isto não acontece por quê? A vida dos animais se apóia em outra técnica, a respiração.
Vejamos a fórmula simplificada da respiração:

CH2O mais O2 libera energia e sobra CO2 mais H20

Temos aí exatamente o contrário da fotossíntese. Os animais queimam a matéria orgânica que as plantas produzem e devolvem o gás carbônico à atmosfera. Estamos diante de um círculo fechado - a planta produz oxigênio e consome gás carbônico, o animal faz o contrário, consome o oxigênio e libera gás carbônico. Trata-se de um processo só. Plantas e animais são parte de uma só unidade funcional.
Dá para dizer: se meu coração, rins, fígado etc. são meus órgãos internos, então as plantas são meus órgãos externos, mas eu também sou órgão externo delas. Não existe ambiente, é tudo uma coisa só.
Não vamos aqui falar daqueles outros seres que mencionamos acima, as bactérias, fungos e outros, que cumprem outras funções, igualmente importantes. Basta entender que a Vida na Terra é um sistema integrado, um organismo só.
Um planeta vive ou não vive. Da mesma maneira que não posso dizer que meu coração, cérebro e demais órgãos são meus passageiros, não podemos dizer que a Terra é uma nave espacial que carrega seres vivos. Como sistema vivo que ela é, a Terra merece um nome próprio. Passamos a chamá-la GAIA, que é o nome que os gregos da antiguidade clássica davam à deusa da Terra.
Temos que dar-nos conta, portanto, que nós humanos somos apenas parte de um organismo maior. Infelizmente hoje, nesta loucura suicida que se diz "Sociedade de Consumo" estamos nos comportando como se fôssemos um tecido cancerígeno. Se não aprendermos a nos comportar harmonicamente no grande organismo vivo, não teremos futuro.

Fonte: Fundação Gaia - http://www.fgaia.org.br




MOMENTO DE REFLEXÃO


Quando ele era menino, adorava borboletas. Oh, não para capturá-las nem para colocá-las em molduras, mas para admirar seus desenhos e hábitos.
Agora, depois de adulto e tendo um filho recém-nascido, ele voltou a ficar fascinado por um casulo encontrado à margem de um caminho no parque. Um ramo havia despencado da árvore, e o casulo preso a ele caiu intacto ao chão.
Conforme havia visto sua mãe fazer, o homem enrolou o casulo com extremo cuidado em um lenço e o levou para casa. O casulo passou a morar temporariamente dentro de um pote de conservas de boca larga com furos na tampa.
Foi colocado sobre a estante acima da lareira para poder ser visto facilmente e protegido do gato curioso da família, que adoraria ver aquela bolinha de fios de seda entre suas patas.
O homem observava o casulo com atenção. O interesse de sua esposa durou apenas alguns minutos, mas ele continuou a examiná-lo. A princípio, quase imperceptivelmente, o casulo movimentou-se.
O homem aproximou-se mais um pouco e viu que o casulo estremecia pela atividade que havia dentro dele. Nada mais aconteceu. O casulo continuou grudado ao ramo e não havia nenhum sinal de asas.
De repente, o estremecimento intensificou-se, fazendo o homem imaginar que a borboleta morreria de tanto lutar para sair. Ele tirou a tampa do pote, pegou uma espátula afiada na gaveta de Sua escrivaninha e fez uma minúscula incisão no lado do casulo.
Quase que imediatamente, uma asa apareceu seguida da outra borboleta estava livre!
Ela parecia feliz por estar livre e caminhou ao redor da boca pote e pela beira da estante sobre a lareira. Mas não voou. O homem imaginou que as asas necessitassem de tempo para secar, mas o tempo passou e a borboleta não saiu do lugar.
Preocupado, o homem chamou um vizinho, professor de ciência no colégio. Contou-lhe que havia encontrado o casulo e que o colocara no pote. Relatou a respeito do estremecimento do casulo enquanto a borboleta tentava sair.
Quando ele descreveu a pequena incisão que fez no casulo, o professor o interrompeu:
— Ah, então o motivo foi esse. A luta é que dá forças para a borboleta voar.
O mesmo acontece conosco. Às vezes, são as lutas na vida que fortalecem nossa fé.

- Recontada por Alice Gray, Histórias Para o Coração.