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LITURGIA DIÁRIA

LITURGIA DIÁRIA - REFLEXÕES E COMENTÁRIOS

Diário de Segunda-feira 04/06/2012





Segunda-feira, 04 de junho de 2012

“Quando nós falamos, estamos dando vida ao que estamos dizendo, plantando uma semente. Palavras, como as sementes, possuem poder de criação.”




EVANGELHO DE HOJE
Mc 12,1-12


Depois Jesus começou a falar por meio de parábolas. Ele disse:
- Certo homem fez uma plantação de uvas e pôs uma cerca em volta dela. Construiu um tanque para pisar as uvas e fazer vinho e construiu uma torre para o vigia. Em seguida, arrendou a plantação para alguns lavradores e foi viajar. Quando chegou o tempo da colheita, o dono enviou um empregado para receber a sua parte. Mas os lavradores agarraram o empregado, bateram nele e o mandaram de volta sem nada. O dono mandou mais um empregado, mas eles bateram na cabeça dele e o trataram de um modo vergonhoso. E ainda outro foi mandado para lá, mas os lavradores o mataram. E o mesmo aconteceu com muitos mais - uns foram surrados, e outros foram mortos. E agora a única pessoa que o dono da plantação tinha para mandar lá era o seu querido filho. Finalmente ele o mandou, pensando assim: "O meu filho eles vão respeitar." Mas os lavradores disseram uns aos outros: "Este é o filho do dono; ele vai herdar a plantação. Vamos matá-lo, e a plantação será nossa."
- Então agarraram o filho, e o mataram, e jogaram o corpo para fora da plantação.
Aí Jesus perguntou:
- E agora, o que é que o dono da plantação vai fazer? Ele virá, matará aqueles homens e entregará a plantação a outros lavradores. Vocês não leram o que as Escrituras Sagradas dizem?
"A pedra que os construtores rejeitaram veio a ser a mais importante de todas. Isso foi feito pelo Senhor e é uma coisa maravilhosa!" Os líderes judeus sabiam que a parábola era contra eles e quiseram prender Jesus, mas tinham medo do povo. Por isso deixaram Jesus em paz e foram embora.




MEDITANDO O EVANGELHO
Alexandre Soledade

Bom dia!
Os milagres e a mensagem de Jesus já não eram suficientes, aos olhos dos fariseus e mestres da lei, era preciso matá-lo.
Como no tempo dessa narrativa de hoje, fariseus ainda querem matá-lo em nós.
Passeando pela internet encontrei um site “especializado” em criticar os ensinamentos dos povos contidos na Bíblia, pois a sagrada escritura, além de conter a boa nova é o retrato escrito de uma cultura bem antes de Jesus nos ser apresentado.
O autor do site, que se declara ateu e a toa, não mede esforços em procurar na singeleza da cultura antiga, falhas, duplos sentidos, questões de interpretação e fé. E como esse rapaz, existem tantos outros ateus a toa disfarçados de professores, sábios, (…), apostatas do que um dia acreditaram…. Admira-se o quanto se dedicam a provar que estão certos sem medir o impacto de suas palavras ou na falta de empenho em mudar suas próprias vidas. Para eles deve ser importante que Jesus realmente esteja morto. (hunf).
Muita gente precisa que Jesus esteja morto, como aconteceu ao filho da vinha, pois sem suas palavras a apontá-los, poderiam conviver sem notar seus pecados, erros e transgressões… Sem Jesus, analogicamente, poderiam transitar pelas ruas sem prestar atenção nas placas de transito, semáforos, faixas de pedestres. Jesus ainda incomoda aqueles que não querem conflitar seu jeito de viver com sua proposta de salvação.
Sim! Existem bons ateus que apenas não acreditam e assim talvez estejam respeitando o que pensam e o que os outros acreditam. Isso deve ser respeitado também pelos cristãos: a vontade ou não de acreditar. O que deve mudar de fato não é a crença do descrente e sim a fé de quem acredita. FACULDADE SÓ É CEMITÉRIO DA FÉ PARA QUEM NÃO TEM!
Aqueles que foram mortos pelo dominadores e conquistadores deveriam ficar com seus cadáveres expostos como forma de mostrar o que aconteceria com aqueles que desobedecessem ao regime. Matar os funcionários e o filho era semelhante ao feito pelos bárbaros. Notem a primeira leitura:
“(…) E chorei. Depois que o sol se escondeu, fui cavar uma sepultura e enterrei o cadáver. Meus vizinhos zombavam, dizendo: ‘ELE AINDA NÃO TEM MEDO. JÁ FOI PROCURADO PARA SER MORTO POR ESTE MOTIVO, E TEVE QUE FUGIR. NO ENTANTO, ESTÁ DE NOVO SEPULTANDO OS MORTOS“. (Tobias 1, 7-8)
Quantos nos procuraram e ainda nos procurarão para abater nossa fé, nossa crença, o que acreditamos? Quantos zombam de nossa crença, de nossas tradições, do nosso zelo? A quaresma se aproxima e com ela o conflito do mundo ateu que não silencia, não respeita, não reserva um tempo pra Deus enquanto os fieis, como Tobit, resolve enfrentar e perseverar no que acredita.
Agarremo-nos ao salmo de hoje “(…) Feliz o homem que respeita o Senhor e que ama com carinho a sua lei! Sua descendência será forte sobre a terra, abençoada a geração dos homens retos”. (Salmo 111, 1-2)
Um Imenso abraço fraterno!






MOTIVAÇÃO NO TRABALHO

Max Gehringer responde


Há três meses entrou uma nova funcionária em meu setor. Desde o começo, ela vem me atropelando, executando tarefas que competem a mim e gabando-se de seus feitos. E, além disso, ela não sai da sala do gerente. Tenho oito anos de casa e desconfio que essa colega está tramando algo contra mim...


Ah, o mundo corporativo seria uma beleza, não fosse a existência de um persistente grupinho chamado “os outros”. Quando tudo está tranquilo, quando tudo parece melhorar, quem surge para atrapalhar? Os outros. São o calo em nosso sapato profissional. A catarata em nossa visão de longo prazo. Mas vamos olhar a situação pelo lado inverso. A nova colega é pró-ativa e usa marketing pessoal. Para uma carreira, são habilidades positivas e necessárias. A outra também não parece ter cruzado a fronteira. Essa é uma desconfiança de nossa leitora, não um fato. Nesse caso, o que existe é competição, e não conspiração. Já que os outros são inevitáveis no mundo corporativo, o melhor que nossa leitora pode fazer é contra-atacar com as mesmas armas: mais eficiência e propaganda. Só assim poderá reverter a situação e se tornar a outra na vida da outra.


Tenho 17 anos e quero fazer uma faculdade. Meus pais insistem que eu faça um curso técnico, porque assim eu teria uma profissão. Não entendo a lógica deles. Direito e engenharia não são profissões?

Sim, são. Mas, no mercado de trabalho atual, há muitos engenheiros trabalhando em vendas, muitos bacharéis em Direito, psicólogos e jornalistas trabalhando em áreas administrativas. A profissão que eles declaram no Imposto de Renda é, de fato, a que está no diploma. Mas não a que está no cartão de visita ou na descrição de cargos da empresa. O diploma do curso superior permitiu a entrada no mercado de trabalho, mas não na área de formação. No caso de um curso técnico, é o contrário: na maioria dos casos, a profissão diplomada é a profissão exercida. Existe uma razão para isso. Há dez anos, o mercado de trabalho tem escassez de técnicos e excesso de formandos com curso superior. Assim, quem tem um diploma de técnico consegue emprego mais rápido, e na área em que se formou. Quem tem diploma de curso superior demora mais para descolar um emprego, e não necessariamente na área de formação. O caminho mais indicado para uma carreira é ter um bom curso técnico, empregar-se e depois partir para uma faculdade, enxergando com clareza a melhor direção a ser seguida. Os pais de nosso jovem leitor podem não ter explicado bem no que estavam mirando. Mas acertaram na mosca.


Por que ninguém lhe escreve para elogiar uma empresa?

Pelo mesmo motivo que faz com que as pessoas só se lembrem da companhia fornecedora de energia elétrica quando falta luz. Quem está satisfeito com seu trabalho, qualquer que seja o grau de satisfação, acredita contribuir com seu talento e seu esforço – e receber remuneração condizente em troca. Logo, não há o que elogiar. Certamente existem no Brasil profissionais ganhando bem mais do que merecem pelo que fazem. Mas, estatisticamente, eles não contam. Nem escrevem.






MOMENTO DE REFLEXÃO

Era uma vez um Rei muito triste; que tinha um pajem, que como todo pajem de um Rei triste, era muito feliz...    Todas as manhãs, o pajem chegava com o desjejum do seu Amo, sempre rindo e cantarolando alegres canções... O sorriso sempre desenhado em seu rosto, e a atitude para com a vida sempre serena e alegre...
Um dia o Rei mandou chamá-lo:
- Pajem - disse o Rei - qual é o seu segredo?
- Qual segredo, Alteza?
- Qual o segredo da tua alegria?
- Não existe nenhum segredo, Majestade...
- Não minta, pajem... bem sabes que já mandei cortar muitas cabeças por ofensas menores do que a sua mentira!
- Mas não estou mentindo! Não guardo nenhum segredo.
- E por que estás sempre alegre e feliz?
- Majestade, eu não tenho razões para estar triste: muito me honra servir à Vossa Alteza,  tenho minha esposa e meus filhos, e vivemos na casa que a Corte nos concedeu; somos vestidos e alimentados, e sempre recebo algumas moedas de prata para satisfazer alguns gostos.... como não estar feliz?
- Se você não me disser agora mesmo qual é o seu segredo, mandarei decapitá-lo - disse o Rei - Ninguém pode ser feliz por essas razões que você me deu!
- Mas Majestade, não há nenhum segredo... Nada me satisfaria mais do que sanar a vossa curiosidade, mas realmente não há nada que eu esteja escondendo.
- Vá embora daqui antes que eu chame os guardas.
O pajem  sorriu, fez a habitual reverência e deixou o Rei em seus pensamentos.
O Rei estava como louco.
Não podia entender como o pajem poderia ser feliz vivendo em uma casa que não lhe pertencia, usando roupas de terceira mão e se alimentando dos restos dos cortesãos.
Quando se acalmou mandou chamar o mais sábio de seus conselheiros, e lhe contou a conversa que tivera com o pajem pela manhã.
- Sábio, por que ele é feliz?
- Ah, Majestade! O que acontece é que ele está fora do Círculo...
- Fora do Círculo?
-  Sim.
- E é isso o que faz dele uma pessoa feliz?
- Não, Majestade. Isso é o que não o faz infeliz...
- Vejamos se entendo: estar no Círculo sempre nos faz infelizes?
- Exato.
- E como ele saiu desse tal Círculo?
- Ele nunca entrou.
- Nunca entrou? Mas que Círculo é esse?
- É o Círculo dos 99...
- Realmente não entendo nada do que você me diz.
- A única maneira para que Vossa Alteza entenda seria mostrando pelos fatos.
- Como?
- Fazendo com que ele entre no Círculo.
- Isso! Então o obrigarei a entrar!
- Não, Alteza, ninguém pode ser obrigado a entrar...
- Então teremos que enganá-lo
- Não será necessário... se lhe dermos a oportunidade, ele entrará por si mesmo.
- Por si mesmo? Mas ele não notará que isso acarretará sua infelicidade?
- Sim, mas mesmo assim entrará... Não poderá evitar!
- Me diz que ele saberá que isso será o passo para a infelicidade e que mesmo assim entrará?
- Sim. O senhor está disposto a perder um excelente pajem para compreender a estrutura do Círculo?
- Sim.
- Então nesta noite passarei a buscar-lhe. Deves ter preparada uma bolsa de couro com 99 moedas de ouro. Mas devem ser exatas 99, nem uma a mais, nem uma a menos.
- O que mais? Devo levar escolta para proteger-nos?
- Nada mais do que a bolsa de couro, Majestade...
- Então vá. Nos vemos à noite
Assim foi...
Nessa noite o sábio buscou o Rei e juntos foram até os pátios do Palácio. Se esconderam próximo à casa do pajem, e lá aguardaram o primeiro sinal.
Quando dentro da casa se acendeu a primeira vela, o sábio pegou a bolsa de couro e junto a ela atou um papel que dizia as seguintes palavras: "Este tesouro é teu. É o prêmio por seres um bom homem. Aproveite e não conte a ninguém como encontrou esta bolsa".
Logo deixou a bolsa com o bilhete na porta da pajem. Golpeou uma vez e correu para esconder-se. Quando o pajem abriu a porta, o sábio e o Rei espiavam por entre as árvores para verem o que aconteceria. O pajem viu o embrulho à sua porta, olhou para os lados, leu o papel, agitou a bolsa e, ao escutar o som metálico, estremeceu dos pés à cabeça, apertou a bolsa contra o peito e rapidamente entrou em sua casa.
O Rei e o sábio se aproximaram então da janela para presenciar a cena.
O pajem havia despejado todo o conteúdo da bolsa sobre a mesa, deixando somente a vela para iluminar. Havia se sentado e seus olhos não podiam crer no que estavam vendo...
Era uma montanha de moedas de ouro!
Ele, que nunca havia tocado em uma dessas, de repente tinha um monte delas...
Ele as tocava e amontoava, acariciava e fazia brilhar à luz da vela. Juntava e esparramava, fazendo pilhas...
E assim, brincando, começou a fazer pilhas de 10 moedas. Uma, duas, três, 4, 5.... e enquanto isso somava 10, 20, 30, 40, 50... até que formou a última pilha... 99 moedas?
Seu olhar percorreu a mesa primeiro, buscando uma moeda a mais, logo o chão e finalmente a bolsa. "Não pode ser" – pensou.
Pôs a última pilha ao lado das outras 9 e notou que realmente esta era mais baixa.
- Me roubaram! Me roubaram - gritou
Uma vez mais procurou por todos os cantos, mas não encontrou o que achava estar faltando....
Sobre a mesa, como que zombando dele, uma montanha resplandecia e lhe fazia lembrar que haviam SOMENTE 99 moedas. "99 moedas... é muito dinheiro" - pensou -
"Mas falta uma... Noventa e nove não é um número completo. 100 é, mas 99 não..."
O Rei e o sábio espiavam pela janela e viam que a cara do pajem já não era mais a mesma: ele estava com as sobrancelhas franzidas, a testa enrugada, os olhos pequenos e o olhar perdido... sua boca era uma enorme fenda, por onde apareciam os dentes que rangiam...
O pajem guardou as moedas na bolsa, jogou o papel na lareira e olhando para todos os lados e constatar que ninguém havia presenciado a cena, escondeu a bolsa por entre a lenha. Pegou papel e pena e sentou-se a calcular. Quanto tempo teria que economizar para poder obter a moeda de número 100?
O tempo todo o pajem falava em voz alta, sozinho...Estava disposto a trabalhar duro até conseguir. Depois, quem sabe, não precisaria mais trabalhar... com 100 moedas de ouro ninguém precisa trabalhar.
Finalizou os cálculos. Se trabalhasse e economizasse seu salário e mais algum extra que recebesse, em 11 ou 12 anos conseguiria o necessário para comprar a última moeda.
" Mas 12 anos é tempo demais... Se eu pedisse à minha esposa que procurasse um emprego no vilarejo, e se eu mesmo trabalhasse à noite, em 7 anos conseguiríamos" -  concluiu depois de refazer os cálculos -
"Mesmo sendo muito tempo, é isso o que teremos que fazer..."
O Rei e o sábio voltaram ao Palácio.
Finalmente o pajem havia entrado para o Círculo dos 99!!!
Durante os meses seguintes, o pajem seguiu seus planos conforme havia decidido naquela noite.
Numa manhã, entrou nos aposentos reais com passos fortes, batendo nas portas, rangendo dentes e bufando com todo o mau humor típico dos últimos tempos...
- O que lhe acontece, pajem? - perguntou o Rei de bom grado
- Nada, não acontece nada...
- Antigamente, não faz muito, você ria e cantava o tempo todo...
- Faço ou não o meu trabalho?
- O que Vossa Alteza esperava?
- Que além de pajem sou obrigado a estar sempre bem por que assim o deseja?
Não se passou muito e o Rei despediu o seu pajem, afinal, não era nada agradável para um Rei triste ter um pajem mau humorado o tempo todo...
Você, Eu e todos ao redor fomos educados nessa psicologia: Sempre falta algo para estarmos completos, e somente completos podemos gozar do que temos...
Portanto, nos ensinaram que a Felicidade deve esperar até estar completa com aquilo que falta. E como sempre falta algo, a ideia volta ao início e nunca se pode desfrutar plenamente da vida...Mas, o que aconteceria se a iluminação chegasse às nossas vidas e nos déssemos conta, assim, de repente, que nossas 99 moedas são os nossos 100% ?
Que nada nos faz falta?
Que ninguém tomou aquilo que é nosso?
Que não se é mais feliz  por ter 100 e não 99 moedas?
Que tudo é uma armadilha posta à nossa frente para que estejamos sempre cansados, mal humorados, desanimados, infelizes?
Uma armadilha que nos faz empurrar cada vez mais e ainda assim tudo continue igual... eternamente iguais e insatisfeitos....
Quantas coisas mudariam se pudéssemos desfrutar de nosso tesouro tal como é!!!
Se este é o seu problema, a solução para sua vida está em saber valorizar o que você tem ao seu redor, e não lamentar-se por aquilo que não tem ou que poderia ter...



Diário de Domingo 03/06/2012





Domingo, 03 de junho de 2012

“Poucas pessoas podem dizer ao se deitarem: Senhor trata-me amanhã como tratei meu próximo no dia de hoje.”




EVANGELHO DE HOJE
Mt 28,16-20


Os onze discípulos foram para a Galiléia e chegaram ao monte que Jesus tinha indicado. E, quando viram Jesus, o adoraram; mas alguns tiveram suas dúvidas. Então Jesus chegou perto deles e disse:
- Deus me deu todo o poder no céu e na terra. Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores, batizando esses seguidores em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a obedecer a tudo o que tenho ordenado a vocês. E lembrem disto: eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos.





MEDITANDO O EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz


Batizai-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Hoje nós celebramos, com alegria, a solenidade da Santíssima Trindade. Com ela termina o Tempo Pascal e começa o Tempo Comum. Na Páscoa, a luz venceu as trevas, a paz venceu a violência, o bem venceu o mal, a verdade venceu a mentira, o amor venceu o ódio e a vida venceu a morte. No Tempo Comum, a nossa missão é ser portadores da Luz, levando-a ao mundo, mesmo sabendo que as trevas perseguem a luz.
O Evangelho narra as últimas palavras de Jesus aos discípulos, antes de subir para o céu: “Ide e fazei discípulos meus todos os povos”. A nossa missão é continuar o trabalho de Jesus na terra. “Irmãos, tende em vós o mesmo sentimento de Cristo Jesus... Ele despojou-se, assumindo a forma de escravo...” (Fl 2,5.7). Tudo isso para nos salvar.
“Batizai-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.” É em nome de SS. Trindade que fomos batizados. Ela é o maior mistério que temos. Deus não é uma pessoa só, mas é uma família: O Pai, o Filho e o Espírito Santo; família ligada pelo amor, não pela uniformidade. É um mistério de inclusão. Na Trindade não há exclusões. Isso transparece na natureza criada por Deus, na relação de uma obra com a outra, que nós chamamos de ecossistema. Tudo tem valor, tudo tem sentido, unidade na diversidade. Transparece especialmente na pessoa humana, imagem de Deus. A nossa missão é recuperar esse plano de Deus em nós e na criação.
Havia, certa vez, um casal de namorados que se amava loucamente. Só que ele tinha um probleminha: chulé. Quando tirava os sapatos, ninguém aguentava ficar perto. Por isso, antes de se encontrar com ela, lavava os pés com soda cáustica. Ela, por sua vez, tinha também um probleminha: mau hálito. Quando respirava no quarto, até as baratas caíam das paredes. Antes de se encontrar com ele, ela escovava os dentes com creolina e tomava meio vidro de perfume. Assim, conseguiram levar o namoro.
Casaram-se e foram para a lua de mel. No outro dia cedo, ele acordou e logo se lembrou do problema. Sentiu que as meias não estavam nos seus pés. Virou-se para ela e perguntou: “Bem, você viu minhas meias?” Ela acordou e disse, bem na direção do nariz dele: “O quê?” Ele disse na hora: “Você engoliu minhas meias!”
É isso que dá não ter diálogo aberto no namoro. O namoro deve caminhar para a vida em família, a qual é uma imagem da SS. Trindade, até nos nomes: pai, filho e a mãe que une todos no amor, e por isso representa o Espírito Santo.
Que Maria Santíssima, a Filha de Deus Pai, a Mãe de Deus Filho e a esposa de Deus Espírito Santo, nos ajude a amar mais a Deus e a imitar, em nossos relacionamentos com as pessoas, a SS. Trindade.
Batizai-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.





VÍDEO DA SEMANA


EARTH SONG by MICHAEL JACKSON (CENSURADO NOS EUA)

O vídeo é do single de maior sucesso de Michael Jackson no Reino Unido, que não foi nem "Billie Jean", nem "Beat it", e sim a ecológica "Earth Song", de 1996. A letra fala de desmatamento, sobre pesca e poluição, e, por um pequeno detalhe, talvez você nunca terá a oportunidade de assistir na televisão.
O Detalhe: "Earth Song" nunca foi lançada como single nos Estados Unidos, historicamente o maior poluidor do planeta. Por isso a maioria de nós nunca teve acesso ao clipe.
Vejam, então, o que os americanos nunca mostraram de Michael Jackson.
Filmado em África, Amazónia, Croácia e New York.








MUNDO ANIMAL







MOMENTO DE REFLEXÃO


Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos os simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes à porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece razão.
O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar...
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem ou gosta de Caetano.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam pela fragilidade que se revela quando mesmo se espera.
Você ama aquela petulante: Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia ao sol, você abomina Natal e ela Ano Novo.
Nem no ódio combinam.
Você ama aquele cafajeste que veste o primeiro trapo que encontra no armário, que não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro e é meio galinha.
Ele não tem a menor vocação para príncipe e mesmo assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca sua nuca, você se derrete feito manteiga.
Ah! o Amor, esta raposa.
Quem dera o amor não fosse um sentimento mas uma equação matemática:
Eu linda+você inteligente= nós dois apaixonados.
Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio, nem consulta no SPC.
Ama-se justamente pelo que o amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos em pencas, bons motoristas, bons pais de família tá assim , ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é...! ""

Arnaldo Jabor



Diário de Sábado 02/06/2012





Sábado, 02 de junho de 2012

“Me falaram que falar de boca cheia é feio, mas eu aprendi sozinho que falar de coração vazio é falta de caráter.”




EVANGELHO DE HOJE
Mc 11,27-33


Depois voltaram para Jerusalém. Quando Jesus estava andando pelo pátio do Templo, chegaram perto dele os chefes dos sacerdotes, os mestres da Lei e os líderes dos judeus que estavam ali e perguntaram:
- Com que autoridade você faz essas coisas? Quem lhe deu autoridade para fazer isso?
Jesus respondeu: - Eu também vou fazer uma pergunta a vocês. Se me derem a resposta certa, eu direi com que autoridade faço essas coisas. Respondam: quem deu autoridade a João para batizar? Foi Deus ou foram pessoas?
Aí eles começaram a dizer uns aos outros: - Se dissermos que foi Deus, ele vai perguntar: "Então por que vocês não creram em João?" Mas, se dissermos que foram pessoas, ai de nós!
Eles estavam com medo do povo, pois todos achavam que, de fato, João era profeta. Por isso responderam:
- Não sabemos. - Então eu também não digo com que autoridade faço essas coisas! - disse Jesus.






MEDITANDO O EVANGELHO

Fr. Denis Francisco Rosa Oliveira 


A palavra
As autoridades religiosas questionam Jesus pelas obras que ele realiza entre o povo judeu. Em Jerusalém, ele está com seus discípulos andando pelo Templo. As obras e milagres que acontecem no Templo são realizados por Javé, o Deus libertador. Os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os sábios anciãos aproveitam que Jesus está ali e perguntam com que autoridade realiza as obras. Podemos entender “autoridade” como: em vista de que, por qual motivo e\ou por ordem de quem ele as realiza. É claro, sendo ele o filho de Deus Pai, tem autoridade (autorização) para realizar os prodígios. O problema está nas autoridades eclesiais e civis. Eles não compreendem que, de fato, Jesus é filho de Deus, e que está na terra para fazer a vontade do Pai, redimindo os afastados (os pobres, coxos, pagãos e abandonados) do Templo, da Casa de Israel, por causa da estrutura religiosa do tempo.
O mesmo acontece com João Batista, pois não compreenderam a sua missão de ser o precursor do Messias. Muitos judeus, pagãos e samaritanos acreditaram em João, aceitando o batismo. Eles o tinham como profeta, já que anunciava a vinda do Messias com autoridade e sabedoria. Jesus não responde para as autoridades religiosas “o motivo pelo qual ele realiza os prodígios”, porque eles não iriam acreditar nele como filho de Deus. Sendo ele e o Pai um só, tem autoridade para realizar obras e curas, mesmo no sábado, dia de guarda.


Oração da vida


Havia certa vez um rapaz chamado João. Ele usava calça branca, camisa branca e tênis branco. E tinha na mão um balde limpinho. Perto dele havia um poço bem sujo, mas com água limpa no fundo. O João desceu o poço sujo e saiu com água limpa no balde, sem se sujar.
Nós somos o João e o mundo é aquele poço. Tem muitas coisas boas e ruins misturadas. Que bom, através do discernimento, identificássemos as coisas boas e aproveitássemos, sem nos sujarmos! As autoridades eclesiais e civis do tempo de Jesus não fizeram discernimento das coisas que ele dizia e realizava. Tinham medo de sua verdade. Por isso, o condenaram, partindo da Lei e não da realidade.
Em nossa vida de cristãos, às vezes cometemos o mesmo erros que eles. Julgamos sem conhecer a realidade, e ainda queremos respostas para nossos questionamentos: De onde viemos? Para onde vamos? Será mesmo que Jesus e os discípulos existiram? Será que a Sagrada Escritura é apenas um conto, uma estória de um povo? Será que minha fé é válida?
Bom, se não acreditamos naquilo que é revelado e com tantos anos presente na vida das pessoas, para que então respostas a muitas perguntas sobre o mistério divino, se não temos experiência com o concreto, com o dia-a-dia, com a realidade do povo pobre, oprimido e explorado donde podemos encontrar Deus? O que podemos dizer daqueles que fazem experiência com Deus, abandonando tudo para viver uma vida dedicada a Ele e ao próximo? Evidentemente, precisamos questionar sim, porém não devemos tomar tais respostas que não se convergem com a nossa realidade e com a realidade da Igreja. De fato, Deus existe e suas coisas também. O problema pode estar na cegueira não cristã e não religiosa que impede-nos de enxergar a realidade da vida e a verdade do mistério divino. Pensemos um pouquinho...








CASA, LAR E FAMÍLIA

Dicas que vão facilitar sua vida



1-Um pouquinho de pimenta-do-reino no queijo ralado dará um toque especial a macarronada.


2-Para limpar o forno de microondas, coloque uma vasilha com água e ligue no forno por 2 minutos. E então, passe um pano ou papel toalha e seque em seguida.


3-Polenta mais saborosa: experimente fazê-la cozinhando o fubá com um caldo de carne.


4-Dê um sabor especial ao vinagre colocando na garrafa uma azeitona verde.


5-Para tirar qualquer odor do microondas, limpe seu interior com um pano embebido numa solução de bicarbonato e água morna.


6-Para couve ficar macia: depois de rasgadas, deixe-as de molho por alguns minutos em uma vasilha com água quente. E ao refogar, use manteiga com bastante alho cortado e bem fininho.


7-Quando for preparar carne a milanesa, para ficar mais saborosa, acrescente a farinha de rosca um pouquinho de queijo parmesão ralado.


8-Purê de batata leve e fofo: espremas ainda quentes, por isto, cozinhe-as sem cascas. Um pouco de leite em pó deixara seu purê leve como suflê.


9-Para dar sabor especial ao peixe, deixe-o mergulhado no leite antes de fritar.


10-Se você não tem paciência e nem tempo de descascar o alho toda vez que prepara a comida, peque uma quantidade de alho em que você usa na semana toda, descasque e esprema em um vidro, cubra com óleo e guarde na geladeira. Pode ser guardado durante uma semana.






MOMENTO DE REFLEXÃO


"Aceita-me como sou e te amarei como tu és."
 Não sei de quem é essa frase, mas não concordo muito com ela.
Será que alguém se ama mesmo o suficiente para considerar-se tão perfeito e superior a ponto de dizer "aceita-me como sou?"
E quem diz isso, ama realmente a outra pessoa? Quem ama sente desejo de agradar ao outro. Quem ama é capaz de dizer: "ok, não gosto desse filme, mas assisto porque você gosta e meu prazer é ver o seu prazer. Eu gosto de morangos e você de laranja, mas nada nos impede de fazer uma salada de frutas.
 Isso é amor. Amar não é se entregar total e incondicionalmente, se submetendo ao outro, mas ceder em partes, cada um do seu lado, para que, juntos, os dois sejam um todo em harmonia.
 Dona razão é uma inimiga séria dos relacionamentos. Porque ela sempre quer ficar de um lado só. Daí, ou ambos têm razão e cada um vira para um lado, ou um admite que o outro tem razão sem pensar realmente que tem, só para acalmar uma briga, mas precisa renunciar dessa forma ao seu eu. É complicado. Complicamos tanto a vida quando é tão mais fácil dois estenderem a mão e que essas se encontrem no meio do caminho!...
 O texto hoje fala sobre isso. E que entendam que ser flexível numa relação não tem nada a ver com renúncia, mas com amor verdadeiro.
 Aceita-me como sou!
Aceita-me como sou! Não tente me mudar! Eu nasci assim, cresci assim e provavelmente vou morrer assim. Se você me ama... deve me aceitar como sou!
Alguém já ouviu isso? Já disse isso?
É uma súplica. É, na verdade, uma maneira de dizer, sem usar palavras, que não aceitamos mudanças, nem queremos que nos mudem. Nós somos o que somos e pronto!
Mas se todo mundo se mantiver nessa posição, cada um vai ficar isolado. Porque na realidade, não podemos mudar a nós e nossa personalidade por causa de ninguém, nem deixar que façam o que querem de nós, mas é tremendamente egoísta dizer "aceita-me como sou" que significa de fato "não estou disposto(a) a fazer nenhum esforço para me adaptar ao "seu" jeito de ser.
Relacionamentos são compromissos. Se não há flexibilidade de parte e de outra e uma disposição para se guardar e ao mesmo tempo se adaptar à personalidade do outro, não há relacionamento que funcione.
E se essa pré-disposição a se adaptar só ocorre de um lado, também não funciona. Se devemos aceitar a outra pessoa exatamente como ela é, mas nós devemos nos ajustar a ela para que continuemos juntos, não há equilíbrio na relação. E é injusto.
Em todo relacionamento é preciso que haja contrabalanceamento. Cada um se esforça um pouco, põe o orgulho e as ideias fixas do lado e ambos encontram um meio de continuar no mesmo caminho.
Somos humanos e podemos ser flexíveis se nosso coração nos pede. Isso não nos diminui, mas pelo contrário, nos engrandece.
Que ninguém nos molde! Que não sejamos também marionetes! Mas que tenhamos amor suficiente no coração para reconhecermos sozinhos os pontos aos quais podemos ceder para a felicidade da pessoa que convive conosco.
Se ambos tiverem a riqueza de espírito de pensar assim, a caminhada juntos será longa, eternamente longa...



http://www.leticiathompson.net/aceita-me_como_sou.htm



Diário de Sexta-feira 01/06/2012






Sexta-feira, 01 de junho de 2012

“A distância mais longa é entre a cabeça e o coração.” (Thomas Merton)



EVANGELHO DE HOJE
Mc 11, 11-26


No dia seguinte, quando eles estavam voltando de Betânia, Jesus teve fome. Viu de longe uma figueira cheia de folhas e foi até lá para ver se havia figos. Quando chegou perto, encontrou somente folhas porque não era tempo de figos. Então disse à figueira: - Que nunca mais ninguém coma das suas frutas!
E os seus discípulos ouviram isso. Quando Jesus e os discípulos chegaram a Jerusalém, ele entrou no pátio do Templo e começou a expulsar todos os que compravam e vendiam naquele lugar. Derrubou as mesas dos que trocavam dinheiro e as cadeiras dos que vendiam pombas. E não deixava ninguém atravessar o pátio do Templo carregando coisas. E ele ensinava a todos assim: - Nas Escrituras Sagradas está escrito que Deus disse o seguinte: "A minha casa será chamada de 'Casa de Oração' para todos os povos." Mas vocês a transformaram num esconderijo de ladrões!
Os chefes dos sacerdotes e os mestres da Lei ouviram isso e começaram a procurar um jeito de matar Jesus. Mas tinham medo dele porque o povo admirava os seus ensinamentos.
De tardinha, Jesus e os discípulos saíram da cidade. No dia seguinte, de manhã cedo, Jesus e os discípulos passaram perto da figueira e viram que ela estava seca desde a raiz. Então Pedro lembrou do que havia acontecido e disse a Jesus: - Olhe, Mestre! A figueira que o senhor amaldiçoou ficou seca. Jesus respondeu:
- Tenham fé em Deus. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: vocês poderão dizer a este monte: "Levante-se e jogue-se no mar." Se não duvidarem no seu coração, mas crerem que vai acontecer o que disseram, então isso será feito. Por isso eu afirmo a vocês: quando vocês orarem e pedirem alguma coisa, creiam que já a receberam, e assim tudo lhes será dado. E, quando estiverem orando, perdoem os que os ofenderam, para que o Pai de vocês, que está no céu, perdoe as ofensas de vocês. [Se não perdoarem os outros, o Pai de vocês, que está no céu, também não perdoará as ofensas de vocês.]







MEDITANDO O EVANGELHO
Alexandre Soledade



Bom dia!
A primeira impressão alguém poderia imaginar um surto de raiva, uma noite mal dormida, ou que o Senhor havia acordado mais humano e posto o pé esquerdo primeiro que o direito no chão… Sim! Com todo o respeito, Jesus nesse dia saiu pra chutar o balde. E quem não chutaria?
Poderia ele dizer aos vendedores: “Por que fazem isso na casa onde rendem louvores ao meu Pai?” “por que fizeram do meu pai um comércio?” O que será que Jesus faria ao ver o quanto hoje se vendem seu nome e as obras do Pai?
“Cajado de Abraão”, “Trízimo”, “Fogueira Santa”, hunf! (…) O que fazem da sua casa hoje?
Mas vamos analisar outro ponto: A FIGUEIRA.
Não vejo Jesus amaldiçoando a figueira por nada e sim propondo um ensinamento. Ele bem sabia que não era época dos frutos, mas queria ensinar que poderíamos ser surpreendidos a qualquer momento (dificuldades, cobranças, situações difíceis) e nesta hora, deveríamos ter algo para apresentar.
Acontece que por vezes, mesmo em época propícia, preferimos não dar frutos. Jesus olhava para aquela figueira e também nos olha nos olhos quando “nos negamos” a dar frutos. Ele talvez pergunte: Se o tempo é propício, por que não dá frutos?
É importante saber que a figueira é uma árvore sagrada (pra Deus também somos), pois foi uma das plantas escolhidas para habitar a terra prometida na promessa divina aos judeus que saíram do Egito.
“(…) Reconhece, pois, em teu coração, que assim como um homem corrige seu filho, assim te corrige o Senhor, teu Deus. Guardar s os mandamentos do Senhor, teu Deus, andando em seus caminhos e temendo-o Porque o Senhor, teu Deus, vai conduzir-te a uma terra excelente, cheia de torrentes, de fontes e de águas profundas que brotam nos vales e nos montes; uma terra de trigo e de cevada, de vinhas, DE FIGUEIRAS, de romãzeiras, uma terra de óleo de oliva e de mel, uma terra onde não será racionado o pão que comeres, e onde nada faltará; terra cujas pedras são de ferro e de cujas montanhas extrairás o bronze. Comer à saciedade, e bendirás o Senhor, teu Deus, pela boa terra que te deu. Guarda-te de esquecer o Senhor, teu Deus, negligenciando a observância de suas ordens, seus preceitos e suas leis que hoje te prescrevo“. (Deuteronômio 8, 5-11)
Foram então sete plantas eleitas para habitar a nova terra. Sete também são os dons do Espírito Santo que Deus nos enviou para os fazer brotar no mundo. Na verdade, Deus espera que primeiramente os dons plantados em nós, por vontade nossa, dêem brotem e dêem frutos.
Repare esse exemplo:
Após perder o horário e o ônibus, o livre arbítrio nos permite sentar e esperar o próximo. Isso me fez lembrar uma turminha que pega ônibus para ir à escola. Mora a menos que quinhentos metros da escola, mas pega ônibus. Ao perderem o ônibus, arriscam-se a esperar o próximo, sem saber se este virá no horário, se estará vazio, se quebrará, (…). Preferem arriscar a caminhar.
Deus concede dons a todos nós, mas por que não caminhamos? Rezar é caminhar… Rezar não é esperar o próximo ônibus; rezar não é somente as folhas; rezar é dar o passo. “(…) Por isso eu afirmo a vocês: quando vocês orarem e pedirem alguma coisa, creiam que já a receberam, e assim tudo lhes será dado”.
Crer que já recebemos é então, se por a caminho. Se é assim, por que fico a esperar para comprovar. Estou vendo a água descendo do morro, mas insisto em ficar. Isso não é fé e sim teimosia.
A teimosia é bem diferente da persistência. Teimoso é aquele que não aceita os fatos, novas sugestões, novas propostas e fatalmente também secará. A figueira precisa das vespas e pequenos insetos para poder dar fruto. Conselhos são como vespas, sua presença pode gerar medo, mas quando bem recebidos, nos ajudam a dar frutos.
Não seque! Dê frutos!
Um imenso abraço fraterno.







DICAS DE SAÚDE
Ressaltamos que as Dicas de Saúde enviadas por este Diário, não equivalem a uma receita médica; são apenas "dicas". Os exames preventivos são sempre indispensáveis! Para mais informações consulte o seu médico.



Alergias Oculares

Introdução

Milhares de pessoas sofrem de problemas relacionados a alergias, sendo que as reações alérgicas envolvem, comumente, os olhos. Calcula-se que, aproximadamente, 50 milhões de pessoas, só nos EUA, sofram de problemas alérgicos. Uma reação alérgica que envolve a conjuntiva, membrana fina que recobre a superfície do olho, é comumente chamada de conjuntivite alérgica. A conjuntivite alérgica é classificada em vários subtipos, mas os tipos mais comuns são a conjuntivite alérgica sazonal e a conjuntivite alérgica perene. Esses dois tipos de conjuntivite alérgica são desencadeados por reações imunológicas, que envolvem um indivíduo com sensibilidade a um alérgeno específico. Isso significa que, se você é alérgico a determinada substância, e entra em contato com ela, você desenvolve uma reação alérgica (com sintomas como coceira, espirros, coriza, etc).
Embora a conjuntivite alérgica ocorra frequentemente, ela é mais observada em regiões com alta incidência de conjuntivite sazonal.

Quais as causas da conjuntivite alérgica?

A conjuntiva, membrana fina que recobre a superfície do olho, tem estrutura semelhante à da membrana que recobre internamente as narinas. Como essas duas mucosas são bem semelhantes, os mesmos alérgenos (substâncias que induzem reação alérgica), podem desencadear sintomas alérgicos em ambas as regiões.
Os alérgenos mais comuns são:
• Pólen;
• Poeira;
• Fragmentos de pele morta de animais;
A principal diferença entre a conjuntivite alérgica sazonal e a conjuntivite alérgica perene é a duração dos sintomas.

- Conjuntivite Alérgica Sazonal

• Geralmente os sintomas duram curto período de tempo;
• Durante a primavera, a pessoa pode se sentir incomodada, pela presença do pólen proveniente de árvores. Durante o verão, pelo pólen das gramas;
• De maneira geral, os sintomas resolvem-se durante outros períodos do ano, principalmente no inverno.

- Conjuntivite Alérgica Perene

• Nesse tipo de alergia, os sintomas costumam durar o ano todo;
• Ao contrário dos alérgenos do ambiente externo à casa, esses indivíduos apresentam maior problema em relação aos alérgenos encontrados no interior do domicílio. Exemplos: ácaros da poeira doméstica, baratas, fragmentos de pele morta de animais;
• Alérgenos externos, sazonais, podem piorar os sintomas, caso a pessoa também seja sensível a eles.

Quais os sintomas da alergia ocular?

Os sintomas da alergia ocular são semelhantes nos vários tipos de conjuntivite. Como já dito, o que difere os dois principais tipos é a duração dos sintomas. Quase sempre, o sintoma de coceira indica uma reação alérgica. Isso também vale para a conjuntivite alérgica, já que a coceira nos olhos é o principal sintoma. Além desse, outros sintomas podem estar presentes:
• Vermelhidão ocular;
• Lacrimejamento;
• Sensação de queimação, nos olhos;
• Visão borrada;
• Produção de secreção.

Como é feito o diagnóstico?

Frequentemente, seu oftalmologista será capaz de fazer o diagnóstico de conjuntivite alérgica, com base apenas nos sintomas relatados por você. Como parte da avaliação, o médico realiza um exame detalhado dos olhos.
• Ele utiliza um aparelho específico, como se fosse um microscópio, chamado de lâmpada de fenda. Com ele, o oftalmologista checa se seus olhos apresentam vasos sanguíneos dilatados, inchaço na conjuntiva, etc. Todos esses sinais são indicativos de reação alérgica.
• Em alguns casos, pode ser realizada uma raspagem da conjuntiva, com o objetivo de fazer pesquisa de um tipo específico de glóbulos brancos, os eosinófilos. Essas células têm papel fundamental nas reações alérgicas. No entanto, elas só são encontradas nos casos mais graves.

Como é feito o tratamento?

1. Cuidados em casa
Nas doenças alérgicas, a prevenção é a chave do tratamento. Evitar os alérgenos consiste na pedra angular no tratamento de todas as reações alérgicas. Se você consegue identificar e evitar determinado agente causador de alergia, seus sintomas apresentarão melhora significativa. Algumas recomendações para ajudar na redução e alívio dos sintomas alérgicos são:
• Reduza a carga de alérgenos, minimizando locais onde eles possam se acumular: reduza o número de travesseiros, roupas de cama, cortinas e outros itens semelhantes. Diminua a quantidade de objetos que acumulem poeira;
• Diminua o número de tapetes, os quais podem acumular grande quantidade de poeira e ácaros;
• Limpe a casa e os objetos regularmente e rigorosamente, para remoção da poeira e do mofo;
• Elimine vazamentos de água e pontos de água parada, que favorecem o crescimento de mofo;
• Use dispositivos de barreira e filtros: proceda à cobertura de colchões e travesseiros com capas impermeáveis ou anti-alergênicas; use filtros em fornos e no ar condicionado de sua casa, garantindo que eles sejam submetidos à limpeza regularmente;
• Mantenha os alérgenos ambientais fora de casa, com janelas e portas fechadas;
• Evite o contato com materiais provenientes de animais e outros irritantes.

Infelizmente, evitar os alérgenos, nem sempre é fácil ou possível. Nesse caso, as seguintes recomendações para o tratamento doméstico podem ajudar na obtenção de alívio dos sintomas da conjuntivite alérgica:
• Aplique compressas frias em seus olhos, para reduzir a intensidade da reação alérgica;
• Use produtos como lágrima artificial ou lubrificante, sempre que necessário, para lavagem dos alérgenos que entram em contato com sua conjuntiva;
• Pode-se empregar medicamentos adquiridos sem receita médica, como colírios e antihistamínicos em comprimido, nos casos de alergias mais leves.

2. Medicamentos

Seu oftalmologista pode prescrever algum colírio, para ajudar na melhora dos sintomas. A maioria dos colírios é empregada duas vezes ao dia, e muitos podem ser usados também na prevenção da reação alérgica. Alguns dos medicamentos disponíveis são:

• Nedocromil;
• Cetotifeno;
• Olapatadina;
• Azelastine;
• Pemirolast;
• Epinastina.

Outro medicamento que pode ser prescrito é a ciclosporina A, pois ela ajuda a reduzir de maneira importante a reação alérgica e/ou inflamatória. Assim, ajuda a reduzir os sintomas da conjuntivite alérgica.
Nos casos mais graves, os corticosteróides tópicos podem ser empregados. No entanto, muitos dos antigos corticosteróides associam-se à ocorrência de efeitos colaterais oculares, quando usados por período prolongado. Os corticosteróides mais modernos, para uso oftalmológico, estão associados a um risco muito menor destes efeitos colaterais. Alguns exemplos são: loteprednol; prednisolona; rimexolona; fluorometolona.

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MOMENTO DE REFLEXÃO

Havia mais terrenos baldios. E menos canais de televisão.
E mais cachorros vadios. E menos carros na rua.
Havia carroças na rua. E carroceiros fazendo o pregão dos legumes.
E mascates batendo de porta em porta.
E mendigos pedindo pão velho. Por que os mendigos não pedem mais pão velho?
 A Velha do Saco assustava as crianças. O saco era de estopa.
Não havia sacos plásticos, levávamos sacolas de palha para o supermercado.
E cascos vazios para trocar por garrafas cheias.
Refrigerante era caro. Só tomávamos no fim de semana.
As latas de cerveja eram de lata mesmo, não eram de alumínio.
Leite vinha num saco. Ou então o leiteiro entregava em casa, em garrafas de vidro.
Cozinhava-se com banha de porco. Toda dona-de-casa tinha uma lata de banha debaixo da pia.
 O barbeador era de metal, e a lâmina era trocada de vez em quando. Mas só a lâmina.
As camas tinham suporte para mosquiteiro.
As casas tinham quintais. Os quintais tinham sempre uma laranjeira, ou uma pereira, ou um pessegueiro.
Comíamos fruta no pé.
Minha vó tinha fogão a lenha. E compotas caseiras abarrotando a despensa.
E chimia de abóbora, e uvada, e pão de casa.
 Meu pai tinha um amigo que fumava palheiro.
Era comum fumar palheiro na cidade; tinha-se mais tempo para picar fumo.
Fumo vinha em rolo e cheirava bem.
O café passava pelo coador de pano. As ruas cheiravam a café. Chaleira apitava.
O que há com as chaleiras de hoje que não apitam?
 As lojas de discos vendiam long plays e fitas K7.
Supimpa era ter um três-em-um: toca-disco, toca-fita e rádio AM (não havia FM).
Dizia-se 'supimpa', que significa 'bacana'. Pois é, dizia-se 'bacana', saca?
Os telefones tinham disco. Discava-se para alguém. Depois, punha-se o aparelho no gancho.
Telefone tinha gancho. E fio.
 Se o seu filho estivesse no quarto dele e você no seu escritório, você dava um berro pra chamar o guri, em vez de mandar um e-mail ou um recado pelo MSN.
Estou falando de outro milênio, é verdade.
 Mas o século passado foi ontem! Isso tudo acontecia há apenas 20 ou 25 anos, não mais do que o espaço de uma geração.
A vida ficou muito melhor.
Tudo era mais demorado, mais difícil, mais trabalhoso.
Então por que engolimos o almoço? Então por que estamos sempre atrasados?
Então por que ninguém mais bota cadeiras na calçada?
 Alguém pode me explicar onde foi parar o tempo que ganhamos?

Marcelo Canellas