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LITURGIA DIÁRIA

LITURGIA DIÁRIA - REFLEXÕES E COMENTÁRIOS

Diário de Terça-feira 04/10/2011




Terça-feira, 04 de outubro de 2011


"Nunca bata uma porta; você pode querer voltar!" (Provérbio Espanhol)





EVANGELHO DE HOJE
Lc 10,38-42


Jesus entrou num povoado, e uma mulher, de nome Marta, o recebeu em sua casa. Ela tinha uma irmã, Maria, a qual se sentou aos pés do Senhor e escutava a sua palavra. Marta, porém, estava ocupada com os muitos afazeres da casa. Ela aproximou-se e disse: "Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha com todo o serviço? Manda pois que ela venha me ajudar!" O Senhor, porém, lhe respondeu: "Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada com muitas coisas. No entanto, uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada".






MEDITANDO O EVANGELHO
Alexandre Soledade


Bom dia!
Ontem apresentei um reflexão que pode ter deixado muitas dúvidas, mas não foi essa a intenção e sim fazer mover algo dentro daquele que lê. O samaritano precisava continuar a sua jornada, mas isso não o impediu de se compadecer daquele que sofria. Jesus precisou muito fazer isso, pois como sabemos Ele não ficava somente uma região ou cidade; ele precisava também continuar seu caminho.
E Hoje? Que paradigma ou barreira a mina compreensão preciso rever no evangelho que narra a vida de Marta e Maria?
Na esfera religiosa (…) quantos não já ouviram a expressão: “fulano só reza, não sai, não se diverte (Maria)”? Em contrapartida temos aquele que “muito aproveita”; só trabalha, sempre orientado pela razão (Marta). Nossas comunidades, nossas vidas são repletas desses exemplos, mas quem de fato esta certo? A resposta depende de como vejo ou me identifico. Portanto dizer que “este é certo e aquele errado” é um tanto delicado.
“(…) Vós sabeis que é proibido a um judeu aproximar-se dum estrangeiro ou ir à sua casa. Todavia, Deus me mostrou que nenhum homem deve ser considerado profano ou impuro.” (Atos 10, 28)
Na esfera familiar (…). Fruto ou motivo comum da maioria das DRs (Discutir Relação) entre casais. O saber quem este certo pode levar uma família a total aproximação com Deus ou o afastamento total dos seus membros.
O pai que chega cansado do serviço ou a mãe cansada do serviço em casa (isso dobrado quando ela, também, trabalha fora)? Quem estaria certo: a mulher que trabalha e alega que seu trabalho é muito cansativo ou o homem que “jura” que seu trabalho que é cansativo? Quem cansou mais?
Na esfera do trabalho (…) quem esta correto: aquele que chega cedo e passa o dia reclamando de quem chega tarde, mas faz seu serviço calado e vai embora cedo ou era melhor ser aquele que trabalha muito e recebe pouco enquanto outro que recebe muito? Será que na verdade a maioria das nossas reclamações é fruto do QUE EU DE FATO QUERIA SER OU TER E NÃO CONSIGO? Será que inconscientemente, queríamos também estar recebendo muito e pouco fazendo e pelo fato de não conseguir, passamos a criticar o oposto a nós?
É um fato: vemos o que queremos ver e possivelmente só aceitamos aquilo que acreditamos.
Em algumas pessoas a diferença de entendimento e pensamento poder gerar conflitos desnecessários. Como posso passar o dia a criticar os cultos evangélicos se às vezes rezo tão alto quanto às igrejas protestantes? Como posso ser contra a forma de trabalhar dessa ou daquela pastoral se é graças a seu trabalho, certo ou errado aos nossos olhos, que muita gente se identifica e consegue reencontrar o amor de Deus? Como tenho coragem de brigar com meu esposo (a) tendo como argumento o MEU cansaço sem levar em conta o DELE (A)? Como posso esquecer-me dos meus próprios erros e debulhar-me em justificativas através dos erros dos outros?
Não somos por completo, nem Marta e em Maria, na verdade passamos boa parte do tempo alternando os comportamentos. Para algumas coisas somos razão e para outras somos razão. Notem que esses dois personagens são novamente citados, mas em situações inversas ao comportamento de hoje.
“(…) Muitos judeus tinham vindo a Marta e a Maria, para lhes apresentar condolências pela morte de seu irmão. MAL SOUBE MARTA DA VINDA DE JESUS, SAIU-LHE AO ENCONTRO. MARIA, PORÉM, ESTAVA SENTADA EM CASA. Marta disse a Jesus: Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido! MAS SEI TAMBÉM, AGORA, QUE TUDO O QUE PEDIRES A DEUS, DEUS TE CONCEDERÁ“. (João 11, 19-22)
Tenho que partir dum pressuposto que nem sempre que acho é o correto, foi por isso que o Senhor colocou a sabedoria para tomar conta da certeza, sendo assim só teremos certeza de algo a luz da divina sabedoria que vem de Deus e enquanto isso… Sejamos mais pacientes uns com os outros.
Hoje, São Benedito, santo negro que rompeu paradigmas sociais, que fez de um ato incoerente aos olhos de uns, surgir flores aos olhos de Deus. Não conhece a história? Leia sobre ele, você vai se encantar.
Um imenso abraço fraterno.







VIDA SAUDÁVEL

Algumas dicas para perder peso

Quando a intenção é perder peso, é muito importante definir os objetivos de um programa de redução de peso. Existem várias razões para pessoas acima do peso desejarem emagrecer: .
Melhorar a saúde .
Ter um visual melhor .
Sentir-se bem .
Ter mais energia
Não importa o motivo, emagrecer e controlar o peso dependem dos seus objetivos e expectativas. Se tiver objetivos realistas, você terá mais chances de alcançá-los e manter o peso desejado. De fato, perder entre 5 e 10% do peso já é suficiente para melhorar a saúde. A maioria das pessoas com peso elevado deve emagrecer gradualmente. Para perder peso com segurança e de forma saudável, tente não emagrecer mais do que 1 kg por semana. Em algumas circunstâncias, pessoas com doenças graves relacionadas à obesidade podem precisar emagrecer mais rapidamente. Neste caso, é necessário supervisão médica. O seu peso é resultado de vários fatores: . Quantidade e tipo de comida ingerida . Prática regular de atividade física . Hábito de se alimentar em resposta a situações de estresse . Perfil genético e fisiológico . Idade e saúde Para emagrecer e manter o peso é necessário controlar todos estes fatores. Por isso, deve-se ignorar dietas e produtos que prometem a redução do peso rapidamente e com facilidade ou que garantem resultados prolongados sem mudanças no estilo de vida. Qualquer propaganda de produto que promete ser possível emagrecer sem reduzir a ingestão de calorias ou praticar atividade física está vendendo fantasias e falsas esperanças. Alguns preferem chamar de fraude. Além disso, alguns destes produtos podem se prejudiciais à saúde. Uma abordagem realista.
Muitas pessoas obesas preferem praticar exercícios e manter hábitos alimentares saudáveis (seguindo algumas recomendações, como reduzir a ingestão de gordura e aumentar a quantidade de frutas, verduras e cereais na alimentação) em vez de realizar dietas alimentares. Por outro lado, em geral, aqueles que decidem fazer dieta necessitam de ajuda para conseguir emagrecer. Algumas dietas da moda ignoram estas recomendações alimentares e dizem que é possível emagrecer a curto prazo, embora com riscos para a saúde. Entretanto, é fundamental manter o peso a longo prazo. Exceto em casos onde o excesso de peso está relacionado a graves problemas de saúde, deve-se dar preferência à perda de peso gradual.
ALGUMAS DICAS PARA QUEM QUER PERDER PESO
Converse com o seu médico e se certifique de que as suas condições de saúde permitem uma redução de ingestão calórica e a prática de exercícios físicos. Mantenha uma dieta balanceada, pobre em calorias, de modo a perder entre 500g e 1kg por semana. A dieta deve incluir, pelo menos, cinco porções diárias de frutas e verduras, cereias, carnes magras e laticínios pobres em gordura. Não se trata de milagre, mas apenas de bom senso. E o que é mais importante, é seguro e saudável. Reserve um período do dia para praticar alguma atividade física. Comece subindo alguns lances de escada no trabalho, caminhando e estacionando o carro um pouco mais longe. Em seguida, se o médico autorizar, passe a praticar algum exercício físico da sua preferência regularmente. A caminhada é uma excelente opção. Leve em consideração os benefícios de emagrecer. Existem evidências científicas de que perdendo entre 5 e 10% do peso e conseguindo manter o novo peso é possível obter alguns benefícios para a saúde, como a redução da pressão arterial, por exemplo. Para muitas pessoas acima do peso ideal, o controle do peso a longo prazo e de forma saudável requer um compromisso com algumas mudanças no estilo de vida. Com uma alimentação saudável e a prática regular de atividade física, é possível salvar muitas vidas.
www.agecefrj.com.br





MOMENTO DE REFLEXÃO


Aparências contam? Contam sim. Nós é que não gostamos de admitir para não parecermos artificiais. Mas sejamos honestos e vamos analisar a realidade das coisas. Se duas pessoas vão se candidatar ao mesmo emprego e uma está arrumada, cabeça erguida, segura de si e a outra mal vestida, cabisbaixa, com jeito de quem está se humilhando para merecer um favor, qual delas tem mais chances de conseguir a vaga? É evidente que é a que tem melhor apresentação.
Isso não significa que ser artificial é importante para vencer na vida. Muito pelo contrário. As pessoas artificiais não vão muito longe, elas podem até ir a algum lugar, mas como não há consistência, cedo ou tarde acabam caindo.
Tudo o que somos interiormente se manifesta no nosso exterior. Todas as nossas dores e alegrias são visíveis, assim como nosso desejo de vencer, chegar a algum lugar. Tudo transparece nas nossas atitudes, na nossa maneira de olhar, de falar, mesmo de andar e no porte do corpo.
Assim, se quisermos mudar a maneira como o mundo nos vê, precisamos desabrochar, como as flores, num abrir de mão, de dentro pra fora, lentamente. Precisamos sarar nossas feridas de dentro, cuidar da nossa alma e da nossa saúde física e mental.
A sociedade não vê sempre o que dizemos, mas nos julga pelo nosso comportamento. Baixe a cabeça e os olhos e diga: "estou muito feliz, eu sou a pessoa mais feliz do mundo..." Não, isso não convence, porque não é real, porque a atitude e o tom de voz dizem todo o contrário.
Precisamos ser autênticos, mas por inteiro. Falamos tanto e tanto em mudar nosso comportamento de maneira positiva, falamos em pensar positivo, em sermos melhores, mas continuamos os mesmos. Desistimos com facilidade, choramos com facilidade, nos desesperamos com facilidade.
As aparências contam sim... quando elas vêm de dentro pra fora. Não é a cor dos olhos que conta, mas o brilho que os acompanha, o sorriso deles no canto do rosto... que refletem o que há no coração.
Ninguém precisa sair dizendo: "eu sou o melhor, o mais bonito, o mais feliz, o mais inteligente." Só de olhar para uma pessoa assim o mundo reconhece.
Não se compare a ninguém, defenda seus direitos, seja alguém.
Vista-se para a vida do seu melhor eu. Mas vista, primeiro, seu eu interior. Encha-se de coisas boas, que farão de você um excelente candidato a um cargo, a uma bolsa de estudos, a uma vida a dois. Para convencer os outros, convença-se a si e viva em função disso.





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Diário de Segunda-feira 03/10/2011



Segunda-feira, 03 de outubro de 2011

Construí amigos, enfrentei derrotas, venci obstáculos, bati na porta da vida e disse-lhe: Não tenho medo de vivê-la"(Augusto Cury)




EVANGELHO DE HOJE
Lc 10,25-37


Um mestre da Lei se levantou e, querendo encontrar alguma prova contra Jesus, perguntou:
- Mestre, o que devo fazer para conseguir a vida eterna?
Jesus respondeu:
- O que é que as Escrituras Sagradas dizem a respeito disso? E como é que você entende o que elas dizem?
O homem respondeu:
- "Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças e com toda a mente. E ame o seu próximo como você ama a você mesmo."
- A sua resposta está certa! - disse Jesus. - Faça isso e você viverá.
Porém o mestre da Lei, querendo se desculpar, perguntou:
- Mas quem é o meu próximo?
Jesus respondeu assim:
- Um homem estava descendo de Jerusalém para Jericó. No caminho alguns ladrões o assaltaram, tiraram a sua roupa, bateram nele e o deixaram quase morto. Acontece que um sacerdote estava descendo por aquele mesmo caminho. Quando viu o homem, tratou de passar pelo outro lado da estrada. Também um levita passou por ali. Olhou e também foi embora pelo outro lado da estrada. Mas um samaritano que estava viajando por aquele caminho chegou até ali. Quando viu o homem, ficou com muita pena dele. Então chegou perto dele, limpou os seus ferimentos com azeite e vinho e em seguida os enfaixou. Depois disso, o samaritano colocou-o no seu próprio animal e o levou para uma pensão, onde cuidou dele. No dia seguinte, entregou duas moedas de prata ao dono da pensão, dizendo:
- Tome conta dele. Quando eu passar por aqui na volta, pagarei o que você gastar a mais com ele.
Então Jesus perguntou ao mestre da Lei:
- Na sua opinião, qual desses três foi o próximo do homem assaltado?
- Aquele que o socorreu! - respondeu o mestre da Lei.
E Jesus disse:
- Pois vá e faça a mesma coisa.




MEDITANDO O EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz

E quem é o meu próximo?
Este Evangelho começa com duas perguntas de um mestre da Lei a Jesus, pra pô-lo em dificuldade. São pontos sobre os quais não havia acordo nas escolas rabínicas. Jesus, na sua sabedoria, faz com que o próprio mestre da Lei responda as duas.
A primeira é: “Que devo fazer para receber em herança a vida eterna?” O próprio mestre da Lei responde: “Amarás o Senhor teu Deus...”
Entretanto, o mestre da Lei não se dá por vencido e faz outra pergunta: “E quem é o meu próximo?” Também sobre esta questão eles se dividiam. Para uns, eram os amigos. Para outros, eram os parentes. Para outros, eram os da mesma nação ou raça...
O mestre da Lei quer saber quais são os limites do amor. Jesus fala que não tem limites. São todos e todas que encontrarmos pelos caminhos da vida, como o samaritano, que cuidou de um judeu, povo rival.
Todo homem e toda mulher que encontrarmos pela vida, e estão em situação de necessidade, são nossos próximos.
Dos três viajantes que, no caminho, se encontraram com o ferido, os dois primeiros são membros ativos e líderes da religião: o sacerdote, e o levita que tinha uma função parecida com os nossos líderes cristãos. Com isso, Jesus deixa claro que o que vale para entrar no céu não são títulos ou cargos importantes na Igreja, mas a prática da caridade.
Já o amor do samaritano foi bonito: espontâneo, desinteressado, generoso, terno, serviçal, eficaz e gratuito.
Após terminar a parábola, Jesus devolve a segunda pergunta ao seu interlocutor, mas a inverte. Ele não focaliza o destinatário (quem é o meu próximo?), e sim o seu sujeito: “Qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” E o mestre da Lei respondeu corretamente, usando inclusive uma expressão bíblica: “Foi aquele que usou de misericórdia para com ele”.
A conclusão de Jesus – “Vai e faze a mesma coisa” – é dirigida a todos nós. O amor verdadeiro sempre coloca como centro o outro, não eu. A pergunta correta que devemos nos fazer hoje é: “Quem espera ajuda de mim?” Vemos que o amor não tem limites, pois ele parte das necessidades do outro.
O sacerdote e o levita viram o ferido, mas seguiram adiante pelo outro lado do caminho. Eles se colocaram propositalmente à distância do necessitado. Corresponde um pouco aos nossos condomínios fechados, muros altos, vidros fumê nos carros... são estratégias atuais de seguir em frente pelo outro lado. Já quem ama faz o contrário: quer estar no meio dos necessitados.
Como vemos, a parábola é atual, e toca no núcleo da nossa vida cristã, que é o amor ao próximo. É o que Jesus, como Juiz, vai cobrar de nós no Juízo final: “Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo!... Pois eu estava doente, e cuidastes de mim”
(Mt 25,34ss).
Ser o próximo do outro é não apenas estar perto, mas estar perto de coração, aproximar-se afetiva e efetivamente dele. Quem tem o coração duro, fica distante de quem está próximo em situação de necessidade. Isso pode acontecer dentro das famílias e até das comunidades religiosas.
O capitalismo interessa-se pelo próximo, mas apenas por uma parte dele: o seu bolso. Até no caso de doença, ou de acidente como foi este da parábola, o capitalista vê como oportunidade de ganhar dinheiro.
“Este mandamento que hoje te dou não é difícil demais, nem está fora do teu alcance... Está em teu coração, para que o possas cumprir” (Dt 30,10-14). De fato esta lei do amor ao próximo já está escrita em nosso coração desde que nascemos. Se alguém não a cumprir, não terá desculpas.
Uma maneira frutuosa de meditar sobre esta parábola é tentar descobrir com qual dos personagens que aparecem nela nós mais nos parecemos. Claro que o nosso desejo é nos parecer com o samaritano, e até com Jesus. Mas a resposta verdadeira nós a damos com a nossa vida concreta do dia a dia. Será que nos parecemos com o dono da pensão: fazemos o bem quando somos remunerados? Ou somos como o sacerdote e o levita: vivemos tão preocupados com os nossos afazeres que “nem vemos” quem está em necessidade ao nosso lado? Ou, pior ainda, somos assaltantes disfarçados do nosso próximo? A sociedade atual que construímos mostra claro que os “bons samaritanos” não passam de uns 5%. Claro que cada um de nós se julga entre esses 5%. No entanto, o resultado está aí.
Certa vez, numa grande região, faltou chuva e a colheita foi pobre. Entretanto, uma grande fazenda, que tinha irrigação artificial, teve uma colheita abundante. O administrador encheu os celeiros, depois disse para o dono da fazenda: “A colheita ruim aumentou o preço dos cereais. Agora é o tempo propício para vender e ganhar muito dinheiro”. O fazendeiro respondeu: “Eu penso nos pobres lavradores que não colheram nada e estão com as suas despensas vazias. Agora é tempo propício para dar”.
O amor é assim, freqüentemente ele inverte o pensamento cego dos capitalistas, baseado na sede de lucro.
Existem pessoas que disfarçam o seu egoísmo, como aquele que disse: “Os homens são maus. Só pensam em si. Só eu penso em mim!” Quem falou isso não percebe que a primeira pessoa má do mundo é ele mesmo!
É próprio das mães perceber as necessidades dos filhos e colocar-se ao lado deles. Vamos pedir à nossa querida Mãe Maria Santíssima que nos ajude a ser bons samaritanos, socorrendo o nosso próximo em suas necessidades, e assim “recebendo como herança a vida eterna” Mãe do amor, rogai por nós.
E quem é o meu próximo?








MOTIVAÇÃO NO TRABALHO

Estabelecendo normas de conduta

Se um líder se comportar com autoridade e não com poder, pode ser que seus supervisores de equipe se recusem a aceitar. E um ambiente saudável não tem como ser criado sem a adesão deles. Aqui cabe uma pergunta: como conseguir que eles comprem a idéia? A primeira realidade a ser lembrada é que é você quem estabelece as normas de comportamentos deles. Como líder você é responsável pelo ambiente que existe em sua área de atuação e influência, e lhe foi delegado poder para cumprir com sua responsabilidade.

Portanto, você tem o poder de determinar o comportamento de seus supervisores. Talvez você possa perguntar: como se pode estabelecer normas de conduta? Como se vai normatizar o comportamento de outra pessoa? Um militar poderia responder dizendo que no quartel isso é feito o tempo todo, e que portanto pode ser feito numa empresa. É uma política de procedimentos que todos devem seguir. Usar os equipamentos de segurança, comparecer ao trabalho no horário certo e outras espécies de código de conduta no emprego. Isso é normatizar comportamento o tempo todo.

E temos que concordar com isso. Se um funcionário que faz atendimento ao público comportar-se mal com um cliente, seu emprego está em risco, se qualquer funcionário quebrar regras, logo ele é um ex-funcionário. A empresa normatiza o comportamento e coloca a obediência como condição para manter o emprego. Mas existem empresas onde as pessoas se xingam, gritam e se irritam com as outras o tempo todo! O lugar mais parece uma selva, com os supervisores humilhando publicamente os empregados sem pensar duas vezes. E se este supervisor for trabalhar numa empresa japonesa, o que vai acontecer?

Vai ser chamado na sala do gerente, pois os gerentes japoneses são mestres em não perder a linha na frente dos outros. O gerente dirá com polidez e respeito que ele seria advertido uma única vez por esse tipo de comportamento, e que se fosse visto ou se ouvisse outra vez este comportamento em público ele seria imediatamente demitido. Se ele captar a mensagem, poderá se aposentar ali mesmo, muitos anos depois. Você acha que a empresa japonesa tem uma norma sobre comportamento? Você acha que foi a empresa japonesa que mudou o comportamento do supervisor? Amanhã trabalharemos estas respostas.

Luiz Antonio Silva, palestrante e facilitador da PHAROL-RH







MOMENTO DE REFLEXÃO


"Vós sois deuses", disse o Mestre de Nazaré, referindo-se à nossa condição de seres imortais.
 "Podeis fazer tudo que faço e muito mais", acrescentou ainda.
 Recordamos-lhe a vida e o vemos andando pelas estradas, atendendo o povo, sem cansaço.
 O povo, a sua paixão. Onde se manifestasse a dor, ei-Lo a espalhar o consolo.
 Ele adentra Naim e, deparando-se com um féretro que levava ao sepulcro um corpo jovem, compadece-se da mãe em prantos.
 Estanca o passo dos homens e ordena ao moço que se erga, devolvendo-o à mãe, agora em júbilo.
 Ele convive com a má-vontade e a ignorância dos homens. Ouve as perguntas, tolas por vezes, que lhe são dirigidas e as responde, elucidando.
 Vai à casa dos apontados como corruptos, serve-se do momento para ensinar o bem, sem conspurcar-se.
 Ergue a mulher equivocada de Magdala, convidando-a a reformulação íntima.
 Recebe-lhe as demonstrações de carinho e ternura, mas insiste no convite à mudança de atitude.
 Imparcial, sempre. Sereno, também.
 Devolve a vista ao cego de nascença e lhe recomenda nada dizer a ninguém.
 Como se pudesse o beneficiado deter a alegria de que se revestiu.
 Liberta o homem de Gadara da legião de espíritos infelizes que o atormentavam.
 Aponta diretrizes renovadas à mulher, na fonte, e lhe possibilita o crescimento espiritual.
 Da virtude que emana de seu espírito oferta a cura ao problema hemorrágico da mulher das distantes terras de Cesaréia de Felipe.
 Entra, triunfante, em Jerusalém, sem, no entanto, prender-se às efêmeras manifestações de júbilo com que o recebe o povo.
 "Podeis fazer muito mais..."
 Obediente à assertiva do cristo, Albert Schweitzer embrenhou-se no coração da áfrica equatorial francesa e se dedicou aos seus irmãos negros.
 Construiu seu hospital do nada, praticamente com as próprias mãos. Tudo para atender os pacientes africanos atacados de todas as doenças, desde lepra até elefantíase.
 Foi-lhes médico, pastor, professor. Suportou-lhes a ignorância que os fazia comer os ungüentos receitados para afecções da pele.
 Ou beber de uma só vez o vidro de medicamento destinado a durar semanas. Ou quando tentavam envenenar outros internos.
 Quando o silêncio descia sobre o resto do acampamento, ele trabalhava até meia-noite, ou mais tarde ainda, escrevendo ou respondendo cartas.
 Quando partiu para a África, Schweitzer pensou que estava abandonando para sempre as coisas que lhe eram mais caras: a arte e o ensino.
 Mas sempre teve um piano consigo na áfrica e assim pôde manter em dia sua música. Suas gravações de Bach em órgão obtiveram grande êxito.
 Cada vez que voltava à civilização, fazia uma longa série de conferências, havendo sido homenageado por inúmeras universidades.
 Além disso, trabalhando à noite, manteve uma produção literária constante. Os homens lhe reconheceram a grandeza: ele recebeu o prêmio Nobel da paz, em 1952.
 "Vós sois deuses... Podeis fazer muito mais..."
 Schweitzer fez. Que podemos nós realizar?





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