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LITURGIA DIÁRIA

LITURGIA DIÁRIA - REFLEXÕES E COMENTÁRIOS

Diário de Terça-feira 03/05/2011



Terça-feira, 03 de maio de 2011


“Certas coisas são tão importantes que precisam ser descobertas sozinhas.” (Paulo Coelho)






EVANGELHO DE HOJE



Jo 14,6-14


Jesus respondeu: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. Se me conhecestes, conhecereis também o meu Pai. Desde já o conheceis e o tendes visto". Filipe disse: "Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta". Jesus respondeu: "Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me conheces? Quem me viu, tem visto o Pai. Como é que tu dizes: 'Mostra-nos o Pai'? Não acreditas que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo; é o Pai que, permanecendo em mim, realiza as suas obras. Crede-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim... Em verdade, em verdade, vos digo: quem crê em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas. Pois eu vou para o Pai. E o que pedirdes em meu nome, eu o farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes algo em meu nome, eu o farei."







MEDITANDO O EVANGELHO
Fr. José Luís Queimado, CSsR


A primeira frase do Evangelho de hoje é uma resposta ao versículo que não aparece aqui, o versículo quinto. Nele está contida a pergunta de Tomé: como conheceremos o caminho, se não sabemos para onde vais? Jesus, por fim, define-se como alguém em quem se pode confiar. Eu sou o caminho, Eu sou a verdade, Eu sou a vida!
A figura de Tomé só interage com Jesus no Evangelho de João, nos demais Evangelhos, somente é citado na lista dos doze apóstolos. Apesar de não estarmos celebrando a sua memória hoje, podemos dizer que ele foi um dos grandes seguidores de Jesus, que acreditou no projeto de um Galileu, que tinha tudo para ser frustrado. Foi um apóstolo corajoso, ainda que a tradição o tenha colocado como o homem das dúvidas, que sempre tem de ver para crer, ou seja, Tomé é transformado numa figura de cientista pós-moderno. Mas, na realidade, ele foi apenas uma pessoa apaixonada pelo projeto de Jesus, e queria algumas respostas do mestre. Nós também devemos agir como Tomé para que não sejamos enganados por falsas propostas.
Tiago Menor, filho de Alfeu, é citado pelos Evangelhos. Foi martirizado em 62 d.C., e foi citado até por um historiador judeu chamado Flávio Josefo, que diz Tiago ser irmão de Jesus. Na carta aos Gálatas 1, 19 – Paulo diz ter conhecido Tiago, o irmão do Senhor. É claro para nós que Tiago tinha grande importância para o mestre, pois fazia parte do círculo familiar de Jesus. Foi corajoso, pois dirigiu a Igreja nascente que já sofria perseguições – não teve medo da morte, quando os seus carrascos vieram para prendê-lo.
Filipe, um outro apóstolo também citado por todos os Evangelhos, da mesma maneira que Tomé, só ganha um destaque maior neste Evangelho de João. Ele é o que convida Natanael para seguir aquele do qual Moisés havia falado nas escrituras, Jesus de Nazaré, filho de José. Filipe é a imagem de um missionário corajoso, que não teme anunciar o que ele acredita.
Olhando para esses dois apóstolos, Filipe e Tiago, queremos pedir a proteção de nosso Deus, para que sejamos corajosos no nosso trabalho missionário de anúncio do Reino de Libertação para todos.
Jesus se revela como aquele que conhece o Pai, que tem uma íntima relação com Deus, a ponto de demonstrar a sua tristeza ao apóstolo que ainda não havia entendido a beleza de sua missão. O Pai era revelado nas obras que Jesus fazia, e este é o convite que Jesus nos faz: quem crê em mim fará as obras que eu faço!
E a nossa realidade de hoje? Perseguições às mulheres, em muitos países; maus tratos aos mendigos; corrupção nos tribunais e nos nossos governos; ignorância contra os homossexuais; intolerância com as outras religiões etc. Esses são alguns aspectos negativos que podem ser elencados para mostrar a força do Anti-Reino. Aqueles que não querem o projeto de amor pregado por Jesus fazem as obras citadas acima!
Que são Filipe e são Tiago, juntamente com Tomé, sejam exemplos no seguimento do Caminho de Amor: Jesus Cristo!

jlqueimado@ig.com.br







MEDITANDO O EVANGELHO (2)
Alexandre Soledade


Bom dia!
Jesus disse: “(…) quem crê em mim fará as coisas que eu faço e até maiores do que estas, pois eu vou para o meu Pai. E tudo o que vocês pedirem em meu nome eu farei, a fim de que o Filho revele a natureza gloriosa do Pai”. E o que faço? A que pé anda minha fé?
Abro agora uma reflexão preparatória e paralela: O que peço a Deus que Ele realize?
Quem é pai ou mãe, no dia a dia, como resolve a situação “pedidos e quereres” dos nossos filhos? Será que todas as vezes que eles querem algo nós damos? Será que temos condição para dar? Será que saem vitoriosos todas as vezes que choram, esperneiam ou fazem birra no chão? Tudo o que querem eles realmente precisam? O que de fato preciso?
Nossa! Quantas perguntas?
Faço esse questionamento preparatório para levantar uma reflexão sobre os que vivem a teologia da prosperidade. Pessoas que alimentam em outras pessoas um ato compulsivo e desenfreado em se “TER” e não “SER”. Por venturo pergunto o que realmente preciso para Deus?
Não tem como negar que por trás de tantos que O buscavam apenas pelos milagres, havia também aqueles que tentavam apenas tocar a orla do seu manto. Não temos como saber o verdadeiro interesse das pessoas, pois como Jesus disse “(…) Eu sou o caminho, a verdade e a vida; NINGUÉM PODE CHEGAR ATÉ O PAI A NÃO SER POR MIM”. Precisamos apenas não incentivar ou potencializar a vontade dos interesseiros.
Não incentivar não é privar as pessoas, pois a graça é para todos, mas parar de vender a imagem do Jesus milagreiro e esquecer que Ele é Deus e caberá apenas a Ele a decisão de conceder ou não a vontade que lhe é solicitada. Ele bem sabe o que realmente precisamos e quando deverá atender. Ele chama e tem a vontade de conceder, mas o tempo a ele pertence.
“(…) Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve”. (Mateus 11, 28-30)
O interesseiro fica no processo da graça como Felipe, anda com Jesus, mas não consegue reconhecê-lo plenamente como Deus. É como o filho que entra num supermercado e dá show para receber o que quer; são como aqueles que condicionam sua permanência na igreja se sua graça for atendida; é aquele que pula de igreja em igreja até que seja concedida sua graça; é aquele que ainda não vê que o sofrimento, o não, os insucessos podem nos fazer ganhar maturidade para o que virá.
E para quem já tem muito tempo de caminhada, mas ainda segrega as pessoas, não perdoa, não releva, não ouve outra opinião, a mensagem de Jesus a Felipe cabe bem para todos nós. “(…) Faz tanto tempo que estou com vocês, Filipe, e você ainda não me conhece”?
Pela fé podemos fazer coisas grandiosas, mas ainda nos apegamos as pequenas!
Vamos rever isso! Imitemos Maria!
Um imenso abraço fraterno







VIDA SAUDÁVEL


Emoções podem, sim, pesar na balança
A expressão "cabeça de gordo" pode soar estranha, mas se refere a pelo menos um dos inúmeros fatores responsáveis pela obesidade: as emoções. Sim, de acordo com especialistas, sua cabeça mais do que o estômago pode boicotar as suas tentativas de emagrecimento e pesar na balança.
Isso ocorre quando o estado emocional passa a ser dependente da comida. Aí, a alimentação deixa de ser uma forma de sobrevivência para se tornar uma fonte de prazer. De acordo com a psicóloga Silvana Martani, especialista em obesidade da clínica de endocrinologia do Hospital Beneficência Portuguesa, não há nada errado em sentir-se bem depois de devorar uma guloseima - como se quisesse descontar todas as suas angústias naquela mordida. O problema começa quando essas reações passam a ser a única fonte de prazer.
Nesse caso, um prato de comida é colocado como prioridade máxima e a pessoa passa a se desencantar por outros prazeres, em outras áreas da sua vida. "Até mesmo o sexo pode ser deixado de lado", garante a especialista Silvana Martani.
Ninguém ficará mais gordo simplesmente por alguma carência emocional. Porém, é impossível negar como o excesso de peso pode mexer com as emoções. "Os obesos têm mais tendência a comportamentos depressivos, pois há uma discriminação social", afirma José Carlos Pareja, gastroenterologista e Diretor do CCOC (Centro de Cirurgia da Obesidade de Campinas).
Não é à toa que, segundo Pareja, a equipe médica para combater os quilos a mais - e suas conseqüências para a saúde - deve ser multidisciplinar. Isso inclui o trabalho de nutricionistas, educadores físicos, endocrinologistas, cirurgiões gástricos (em alguns casos) e, é claro, psicólogo ou psiquiatra. Para o médico, como a frustração, a ansiedade e a baixa auto-estima podem ser descontadas na comida, se não houver um acompanhamento psicológico, serão maiores as chances do retorno do peso perdido.
A sutil separação entre corpo e mente
Uma das maiores provas da ligação entre os sentimentos e a obesidade é quando o obeso passa por uma redução drástica do peso. Em muitos casos, a mente não acompanha as mudanças do corpo. "Quem sempre foi gordo tem dificuldade de esquecer as formas antigas. Por isso, é comum, mesmo depois de uma cirurgia de redução de estômago, uma pessoa ter a impressão de que não vai passar por uma determinada porta ou que não há espaço suficiente em um assento", explica Pareja.
Trata-se do paciente que o gastroenterologista classifica como "gordo emagrecido". "A cabeça continua gorda, porque a pessoa mantém os mesmos hábitos - inclusive os alimentares - anteriores à perda de peso", define.
Será que você tem a "cabeça de gordo"?
O que a psicóloga Silvana Martani chama de "comprometimento emocional com a comida" pode ser detectado por algumas atitudes. Veja se você vive as situações abaixo e descubra se os seus pensamentos estão deixando a balança mais pesada:
- Só sente prazer extremo, um êxtase, quando come. E não consegue nomear outras atividades que provoquem satisfação elevada;
- Não prioriza a qualidade dos alimentos;
- Não come verduras, legumes e frutas;
- Come escondido, fora dos horários das refeições;
- O hábito alimentar inadequado muitas vezes foi herdado da família ou foi desencadeado por problemas pessoais e profissionais, que resultam em perda da auto-estima e, em casos avançados, pode levar à depressão;
- Acha que sem os quilos extras a sua vida mudaria totalmente. O correto era pensar que se mudasse de vida, aí conseguiria perder esses quilos;
- Quer ser "emagrecido", sem esforço, e ainda responsabiliza somente os alimentos e os médicos pelo fracasso na dieta. Nunca assumi a culpa.

Serviço:José Carlos Pareja - gastroenterologista e Diretor do CCOC (Centro de Cirurgia da Obesidade de Campinas)www.obesidadesevera.com.br/ Silvana Martani - psicóloga especialista em obesidade da clínica de endocrinologia do Hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo www.psicologa.psc.br







MOMENTO DE REFLEXÃO


Desde muito cedo tive o privilégio de poder ver minha mãe que era extremamente extrovertida e cantava muito bem, entoar várias e várias vezes de maneira empolgada a música do Roberto e do Erasmo Carlos: "É Preciso Saber Viver".
As imagens e doces lembranças dela cantando não me saem da memória. Com freqüência lá estava ela cantarolando com seu talento musical, que foi despertado em concursos de músicas na sua juventude:

Quem espera que a vida / Seja feita de ilusão / Pode até ficar maluco / Ou morrer na solidão /É preciso ter cuidado / Prá mais tarde não sofrer / É preciso saber viver...Toda pedra no caminho / Você pode retirar / Numa flor que tem espinhos /Você pode se arranhar / Se o bem e o mau existem / Você pode escolher / É preciso saber viver...É preciso saber viver! / É preciso saber viver! / É preciso saber viver! / Saber viver!... Saber viver

Mais tarde porém, depois que tive o dissabor de vê-la sofrendo de insuficiência renal crônica e conseqüente morte aos 57 anos, e de também ter de enfrentar a dor da perda do meu irmão mais novo de 30 anos em um trágico acidente de trânsito, pude lembrar das cenas da minha infância, adolescência e juventude, e entender que: Saber Viver, é Saber Perder também.
A vida tem se encarregado de me mostrar as mais diversas facetas da perda, em diversos níveis de intensidade e nos mais variados caminhos pelos quais ela se manifesta.
Vai desde simples coisas como objetos e projeções pessoais de pouco ou estimado valor, a expressões mais graves, como a perda de gente amada que se foi para a eternidade, deixando o vazio da saudade.
Dentro de nós reside um forte apelo de possessão, que é despertado todas as vezes que estamos diante de uma situação real ou imaginária de perda.
Esse sentimento nos consome, porque nossa inclinação almática que é fruto da natureza adâmica caída, não sabe lidar com os processos da vida que nos fazem sofrer o débito de coisas e valores com os quais amamos e nos apegamos, e que sem os quais consideramos que a vida não é viável.
É por esta razão, que as ansiedades e fobias latentes na nossa alma, entram em conflito com a proposta de descanso do Mestre que diz: “Não vos inquieteis”, “Basta a cada dia seu próprio mal”.
Essa deficiência instalada nas nossas emoções que nos assombra, é que nos faz ter um estilo de vida acelerado, frenético e fibrilante, que só contribui ainda mais para o desgaste da fé e confiança, e do projeto de simplicidade e descanso elaborado no Gênesis.
Verdade é, que alguns sentimentos são até autênticos e legítimos como conseqüência da nossa humanidade e sensibilidade, mas não estamos acostumados a subtração ou divisão, e quando estamos diante dos problemas e desafios da vida, temos a tendência de equacionar somente as percepções que resultem em adição e multiplicação, e nunca a possibilidade do débito, porque o nosso alvo é a tão sonhada “ilha da segurança”, blindada pela falsa idealização de imunidade atemporal.
A perda dói! A perda frustra! A perda desestimula!
A perda dói, porque leva consigo valores, sentimentos e aspirações que reputávamos como essenciais à vida, e que sem piedade nos faz sentir a dor da separação.
A perda frustra, porque revela a fragilidade e transitoriedade dos nossos castelos de areia, construídos na perspectiva do eterno e vitalício que são confrontados com o aqui e o agora.
A perda desestimula, porque a percepção que sobrevive em meio a decepção é: “Será que vale a pena tanto esforço e sacrifício sem a certeza de retorno, ou de continuidade daquilo a que tenho me dedicado?”.
Apesar de todos os transtornos causados pela perda, pode ser ela a alavanca e a força motriz para novas possibilidades e realidades, e que nos conduza a felicidade sem utopias, que foi amadurecida pela sabedoria adquirida de “Saber Viver e Saber Perder”.
Cabe a nós resignificá-la em Graça, procurando focar na pedagogia do que elas podem contribuir com o nosso crescimento como seres humanos, e como humanos que ajudem outros seres a crescer em meio às perdas que a vida proporciona.

Franklin Rosa







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Diário de Segunda-feira, 02/05/2011



Segunda-feira, 02 de maio de 2011

“Casamento não é o paraíso nem o inferno; é apenas o purgatório.” (Abraham Lincoln)






EVANGELHO DE HOJE


Jo 3,1-8

Havia alguém dentre os fariseus, chamado Nicodemos, um dos chefes dos judeus. À noite, ele foi se encontrar com Jesus e lhe disse: "Rabi, sabemos que vieste como mestre da parte de Deus, pois ninguém é capaz de fazer os sinais que tu fazes, se Deus não está com ele". Jesus respondeu: "Em verdade, em verdade, te digo: se alguém não nascer do alto, não poderá ver o Reino de Deus!" Nicodemos perguntou: "Como pode alguém nascer, se já é velho? Ele poderá entrar uma segunda vez no ventre de sua mãe para nascer?" Jesus respondeu: "Em verdade, em verdade, te digo: se alguém não nascer da água e do Espírito, não poderá entrar no Reino de Deus. O que nasceu da carne é carne; o que nasceu do Espírito é espírito. Não te admires do que eu te disse: É necessário para vós nascer do alto. O vento sopra onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim é também todo aquele que nasceu do Espírito".






MEDITANDO O EVANGELHO
Pe. Antônio Queiroz CSsR


Se alguém não nasce da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus.
Este Evangelho narra o começo da conversa de Jesus com Nicodemos. Ele foi ter com Jesus à noite, atitude própria de quem tem uma fé fraca e imperfeita e por isso não quer se comprometer nem que sua fé se torne pública.
Ele começou dizendo: “Rabi, sabemos que vieste como mestre da parte de Deus. De fato, ninguém pode realizar os sinais que tu fazes”. Sinais são os milagres e todas as atitudes de Jesus que superam o natural. Nicodemos conhecia esses sinais, sabia que Jesus veio de Deus, mas nem por isso decidiu ser discípulo de Jesus.
Jesus explica-lhe com paciência: “Se alguém não nasce do alto, não pode ver o Reino de Deus”. Em outras palavras, para ver o Reino de Deus, a pessoa precisa mudar radicalmente a sua vida. Precisa ter uma fé tão forte que a leve a mudar o eixo de sua vida, transformar-se em todas as dimensões: pensar, agir, valores, direcionamento da vida, afetos, mentalidade, relacionamentos... Em outras palavras, precisa nascer de novo. Isso acontece em nós no nosso batismo. Por isso que o padre, após batizar a criança, diz: “N., nasceste de novo e te revestiste de Cristo”. Só mais tarde, com a ajuda dos pais e da Comunidade, a criança vai entender o que aconteceu com ela no batismo.
A pessoa batizada não é mais da terra, mas “do alto”, é de Deus. É o que fala o evangelista João: “Estes foram gerados não do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (Jo 1,13).
Pelo batismo somos incorporados em Cristo e feitos um com ele, tanto na sua vida como na sua morte. Aqui está o sentido da vida do cristão; ela não se explica em si mesma, mas em relação a Cristo.
Como o vento que sopra onde quer, assim é todo aquele que nasceu do Espírito. Se os meteorologistas quisessem dominar o vento, seria muito difícil. Mais difícil ainda é dominar o Espírito Santo. Para o Espírito não há obstáculos.
Mas se estiver atentos aos sinais da presença do Espírito, podemos ouvir a sua voz. Ele nos guiará para onde ele quer, não para onde nós queremos. E o sinal de que nascemos “do alto” segundo o Espírito é vivermos a Palavra de Deus, como fizeram os Apóstolos.
Crer na ressurreição de Cristo é saber que ele está vivo junto conosco e experimentá-lo agindo conosco, no nosso esforço de viver a vida nova.
Certa vez, em um mosteiro, o mestre chamou um noviço e lhe disse: “Por favor, vá ao córrego e traga água nesta peneira”. E entregou uma peneira toda empoeirada para ele. Credo! Pensou o moço – trazer água numa peneira? Mas obedeceu. Foi ao córrego, afundou a peneira na água, depois levantou e a trouxe toda vazia, claro. Chegou à frente do mestre e lhe disse: “Sr. Padre, não consegui trazer a água. Vazou toda nos buraquinhos da peneira”.
“Volte – disse o mestre – e tente de novo.” Pronto – pensou o jovem – repetir esse absurdo? Mas vou. Mandou, está mandado. Foi ao córrego, afundou novamente a peneira na água e a levou vazia ao mestre. Este disse: “Por favor, vá de novo ao córrego e traga água nesta peneira”. Vou passar o dia todo fazendo esse absurdo? Pensou o rapaz. Mas vamos ver onde vai acabar isso. Foi e repetir o mesmo gesto.
Na volta, inclinou-se novamente diante do mestre, como é costume nos mosteiros, e repetiu a mesma frase de sempre: “Sr. padre, não consegui trazer a água; vazou toda quando levantei a peneira”.
Então o mestre disse: “Você não trouxe água, mas lavou a peneira”.
“O vento sopra onde quer.” Muitas vezes nós obedecemos a Deus, sem saber o sentido do gesto. Mas a nossa fé nos ensina que tudo o que manda é bom. Se não entendemos agora, compreenderemos mais tarde.
Que diferença entre a fé que tinha Nicodemos e a de Maria Santíssima! Ela uma simples escrava do Senhor, não duvidava de nenhuma de suas palavras. Que ela interceda por nós a fim de que, neste tempo pascal, possamos nascer de novo com Cristo ressuscitado.
Se alguém não nasce da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus.







MEDITANDO O EVANGELHO (2)
Fr. José Luís Queimado, CSsR


Estamos diante de uma personagem citada unicamente em algumas passagens do nosso Quarto Evangelho. É realmente o Evangelho de João que cita esta figura misteriosa, provinda da classe farisaica, de status muito alto, – pois o título “príncipe” dos judeus, com certeza, queria acenar para a sua opulência de vida. Além do capítulo terceiro de João, o nome Nicodemos aparece em Jo 7, 50 e Jo 19, 39.
A palavra Nicodemos (Νικόδημος) vem de dois termos gregos: Nike (νικη) – Vitória; e Demos (δημος) – Povo. Ou seja, Nicodemos quer dizer, em seu próprio nome, o povo que vence. Mencionamos a etimologia dessa palavra por causa da importância que o judeu dava para o nome. E o escritor do Evangelho de João, ao escrever esta passagem, certamente fazia uma comparação entre um fariseu rico e o povo que reconhece a importância de Jesus. Nem todos os judeus rejeitaram o projeto de Jesus, pois vemos que até mesmo um fariseu legalista quer aprender com o Mestre de Nazaré.
João é meticuloso nos detalhes deste encontro, pois nos dá uma informação sem a qual não entenderíamos a importância do diálogo. Nicodemos vem procurar Jesus à noite, isso porque, como já se disse, era um dos poucos fariseus que punham fé nas palavras de Jesus. A conversa de Nicodemos com o Mestre é meio “esquisita” (uso essa palavra para tentar descrever o que se sente na leitura desse trecho). Esquisita porque Jesus dá uma resposta inesperada ao seu interlocutor: Se alguém não nascer do alto, não poderá ver o Reino de Deus! E ainda completa: Se alguém não nascer da água e do Espírito, não poderá entrar no Reino de Deus! Essas respostas demonstram a grande preocupação do escritor do Evangelho de João a respeito do Batismo de todos os judeus, pois era esse o objetivo dos primeiros seguidores de Cristo – batizar a todos os homens de boa vontade, a começar pelos judeus.
Nascer do alto é optar por um caminho diferente daquele apresentado pelas facilidades mundanas, – é assumir o difícil projeto inovador de Jesus. Não basta que se rezem milhares de orações, ou que se saibam todos os rolos da Bíblia de cor, mas é urgente que se nasça para os novos desafios humanos: a solidariedade, o amor, o perdão etc.
Nicodemos não entende esse assunto de nascer de novo: Como pode alguém nascer, se já é velho? Ele poderá entrar uma segunda vez no ventre de sua mãe para nascer? Notamos que essa pergunta de Nicodemos é um tanto quanto ingênua, vinda de um grande letrado da época. Mas é realmente esta realidade: o apelo de Jesus sempre nos deixa sem palavras e assustados.
Por isso, é importante que nasçamos no Espírito, para melhor fazermos a nossa caminhada terrena. Se optarmos por nossa busca do espiritual, saberemos que as nossas ações serão mais límpidas e constantes. Isso não significa que devamos desprezar os nossos corpos, o nosso ser como um todo. Quem vive no Espírito sabe aproveitar melhor todas as realidades da vida, dom de Deus. Mas seremos como o vento, porque sopraremos para onde quisermos, e ninguém saberá de onde viemos e para onde iremos, ou seja, daremos o melhor de nós mesmos para a construção de um mundo melhor, mas não será nosso mérito, pois, terminada a nossa missão, deixaremos todas as honras ao Pai-Misericordioso!
A figura de Nicodemos, exclusivamente do Evangelho de João, é um convite para que nós, Igreja Povo-de-Deus, reunamos as nossas forças e lutemos por melhorias nas condições de vida ao nosso redor. É como dizia o cardeal Albino Luciani, antes de ser o Papa João Paulo I, “Se um camelo anda pisando nos grãozinhos de areia, ele dirá: ‘Eu esmago todas vocês, pois sou mais forte!’ E todos os grãozinhos de areia vão ser oprimidos e pisados. Mas se os grãozinhos de areia se juntarem, e fazerem uma tempestade de areia, encobrirão aquele gigante opressor, extinguindo-o para sempre! E será a Vitória do Povo (Nicodemos)”. É isso que devemos fazer em nossas comunidades: ter a coragem de Nicodemos e aceitar a proposta de Cristo de nascer do alto e do Espírito, para lutar contra os camelos opressores de nossas realidades!
E, ENTÃO, SERÁ A VITÓRIA DO POVO!







MEDITANDO O EVANGELHO (3)
Alexandre Soledade


Bom dia!
Nada mais cabível para quem caminha para pentecostes – Ser novo!
Ser novo ou nascer de novo é se empenhar em atitudes e gestos novos; é buscar um coração renovado; é traçar metas e tempos para abandonar os hábitos antigos; é parar de só falar e fazer; parar de prometer e escrever o que pretende fazer; é antes de tudo rezar para que tudo caminhe sob a batuta de Deus.
A vida é como uma composição musical: Fazemos a letra, mas é a vida que toca! Escrevemos cada linha, cada frase, cada verso, mas depois de pronta, somos reflexos do que escrevemos ou fazemos. Quem põe o ritmo é a motivação do Espírito Santo dentro de cada um de nós. Um Espírito nono é inquieto. (…) O vento sopra onde quer, e ouve-se o barulho que ele faz, mas não se sabe de onde ele vem, nem para onde vai. A mesma coisa acontece com todos os que nascem do Espírito
Uma nova melodia só poderá surgir de uma nova letra, um novo verso, (…). Trocar algumas notas muda apenas a forma de se cantar, mas não altera em nada a letra da canção. Para mudar é preciso reescrever a letra que a vida cantará.
“(…) Ninguém põe um remendo de pano novo numa veste velha, porque arrancaria uma parte da veste e o rasgão ficaria pior. Não se coloca tampouco vinho novo em odres velhos; do contrário, os odres se rompem, o vinho se derrama e os odres se perdem. Coloca-se, porém, o vinho novo em odres novos, e assim tanto um como outro se conservam“.
(Mateus 9, 16-17)
Talvez os grandes erros que cometemos serão versos que não conseguiremos apagar da nossa mente, mas também NÃO DEVERÃO SER O REFRÃO DA NOSSA MÚSICA.
Como mecanismo de defesa temos mania de relembrar o refrão (erros) dos outros. O entanto, repetir toda hora o refrão é hábito de quem só olha os defeitos dos outros, dos invejosos, dos pequenos… Todos têm coisas boas a serem exploradas na letra de sua canção, mas não conseguem crescer sufocadas pelos refrões.
Lembrei de uma história que ouvi o padre Fábio de Melo contar no seu programa direção espiritual onde uma tribo africana compõe uma canção para cada pessoa que nasce. Cada um tem sua própria canção. Nos momentos marcantes da vida dessa pessoa essa música é cantada por seus parentes e amigos. Mas o que realmente me chamou atenção foi o fato relatado que quando alguém se desvia na conduta TODA a tribo se reúne, colocando-a no centro de uma grande roda, onde cantam a canção da pessoa para que ele recorde quem é e também a alegria do seu nascimento, tentando trazê-lo de volta a realidade, resignificando o seu passado.
Ser novo também carece que deixemos que os outros também tenham a oportunidade de mudar a letra da sua canção a qualquer momento. Como cristãos devemos fazer o possível para que isso aconteça, ou seja, criar situações favoráveis e agradáveis para que isso ocorra. Daí a importância de um canto bem cantado, de uma canção bem colocada para o momento, uma pregação ou homilia ungida, ou poderíamos dizer querigmática?
“(…) Sentimos a urgência de desenvolver em nossas comunidades um processo de iniciação na vida cristã que comece pelo kerygma que guiado pela Palavra de Deus, que conduza a um encontro pessoal, cada vez maior, com Jesus Cristo, perfeito Deus e perfeito homem, experimentado como plenitude da humanidade e que leve à conversão, ao seguimento em uma comunidade eclesial e a um amadurecimento de fé na prática dos sacramentos, do serviço e da missão”. (Documento de Aparecida §289)
Para sermos por completos novos devemos cooperar para que outros também sejam. Somos uma tribo que não canta a canção dos outros. Vamos mudar esse paradigma.
Um imenso abraço fraterno







MOTIVAÇÃO NO TRABALHO

A mudança só acontece nos limites


Pense no: amor, na família, nos amigos, filhos, netos, no nascer e pôr-do- sol, nas noites de lua, nas estrelas brilhando no firmamento, no sorriso das criancinhas, no prazer de fechar os olhos e tocar a pele de alguém sentindo a energia dela, no gosto de um prato que você aprecia, no perfume do campo, no prazer de ouvir uma música que fala aos sentimentos, na beleza da paisagem que se descortina na sua visão, pense na boa saúde, nas flores, lagos, nuvens, no prazer da sexualidade entre você e quem você gosta, pense na capacidade e oportunidade de poder fazer escolhas, pense na sua própria vida. Tudo isso é grátis!
É comum uma pessoa desabafar: “Preciso ter minha vida de volta, antes que eu perca meu trabalho e até minha família, pois estou me sentindo cada dia pior". Uma pessoa me disse: "Quanto mais eu leio o que você escreve, mais percebo que estou fora da linha. Acho que nunca me senti tão por baixo!”
Este é o momento perfeito para recuperar sua vida - é o que eu respondo. Sei que alguns dos que me lêem diariamente depois ficam lutando com os princípios que escrevo e chegam a pensar: “O que esse cara escreve é uma história de contos de fadas e vai contra tudo o que nós aprendemos no mundo real”. É nesta hora que entra em discussão a palavra paradigma.
O que são paradigmas? São simplesmente padrões psicológicos, modelos ou mapas que usamos para navegar no mar da vida. Podem ser valiosos e até salvar vidas quando usados adequadamente. Mas podem se tornar perigosos se vermos como verdades absolutas, brigando contra as mudanças, bloqueando novas informações, enquanto a vida vai passando. Isso mesmo. Enquanto o mundo passa, você continua agarrado a paradigmas ultrapassados, que o deixam paralisado!

Luiz Antonio Silva, palestrante e facilitador da PHAROL-RH







MOMENTO DE REFLEXÃO


A porta entre nós e o céu não poderá abrir-se enquanto esteja fechada a que fica entre nós e o próximo. Conta-se que um dia um samurai, grande e forte, conhecido pela sua índole violenta, foi procurar um sábio monge em busca de respostas para suas dúvidas.
- Monge, disse o samurai com desejo sincero de aprender, ensina-me sobre o céu e o inferno. O monge, de pequena estatura e muito franzino, olhou para o bravo guerreiro e, simulando desprezo, lhe disse:
- Eu não poderia ensinar-lhe coisa alguma, você está imundo. Seu mau cheiro é insuportável. - Ademais, a lâmina da sua espada está enferrujada. Você é uma vergonha para a sua classe.
O samurai ficou enfurecido. O sangue lhe subiu ao rosto e ele não conseguiu dizer nenhuma palavra, tamanha era sua raiva. Empunhou a espada, ergueu-a sobre a cabeça e se preparou para decapitar o monge.
- "Aí começa o inferno", disse-lhe o sábio mansamente. O samurai ficou imóvel. A sabedoria daquele pequeno homem o impressionara. Afinal, arriscou a própria vida para lhe ensinar sobre o inferno.
O bravo guerreiro abaixou lentamente a espada e agradeceu ao monge pelo valioso ensinamento. O velho sábio continuou em silêncio.
Passado algum tempo o samurai, já com a intimidade pacificada, pediu humildemente ao monge que lhe perdoasse o gesto infeliz. Percebendo que seu pedido era sincero, o monge lhe falou:
- "Aí começa o céu".
Para nós, resta a importante lição sobre o céu e o inferno que podemos construir na própria intimidade. Tanto o céu quanto o inferno, são estados de alma que nós próprios elegemos no nosso dia-a-dia. A cada instante somos convidados a tomar decisões que definirão o início do céu ou o começo do inferno.
É como se todos fôssemos portadores de uma caixa invisível, onde houvesse ferramentas e materiais de primeiros socorros. Diante de uma situação inesperada, podemos abri-la e lançar mão de qualquer objeto do seu interior. Assim, quando alguém nos ofende, podemos
erguer o martelo da ira ou usar o bálsamo da tolerância. Visitados pela calúnia, podemos usar o machado do revide ou a gaze da autoconfiança...
A decisão depende sempre de nós mesmos. Somente da nossa vontade dependerá o nosso estado íntimo. Portanto, criar céus ou infernos portas à dentro da nossa alma, é algo que ninguém poderá fazer por nós.

Diário de Domingo, 01/05/2011



Domingo, 01 de maio de 2011


“A quem interessar possa: eu NÃO estive presente na fundação de São Paulo
há 457 anos. Na verdade eu não fui nem convidado.”(Oscar Niemeyer- 102 anos)





EVANGELHO DE HOJE


Jo 20,19-31

Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, os discípulos estavam reunidos, com as portas fechadas por medo dos judeus. Jesus entrou e pôs-se no meio deles. Disse: "A paz esteja convosco". Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos, então, se alegraram por verem o Senhor. Jesus disse, de novo: "A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou também eu vos envio". Então, soprou sobre eles e falou: "Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, serão perdoados; a quem os retiverdes, lhes serão retidos". Tomé, chamado Gêmeo, que era um dos Doze, não estava com eles quando Jesus veio. Os outros discípulos contaram-lhe: "Nós vimos o Senhor!" Mas Tomé disse: "Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos, se eu não puser a mão no seu lado, não acreditarei". Oito dias depois, os discípulos encontravam-se reunidos na casa, e Tomé estava com eles. Estando as portas fechadas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: "A paz esteja convosco". Depois disse a Tomé: "Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê!" Tomé respondeu: "Meu Senhor e meu Deus!" Jesus lhe disse: "Creste porque me viste? Bem-aventurados os que não viram, e creram!" Jesus fez diante dos discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.







MEDITANDO O EVANGELHO
Pe. Antônio Queiroz CSsR



Oito dias depois, Jesus entrou.
Este Evangelho, do 2º Domingo da Páscoa, narra duas aparições de Jesus ressuscitado aos Apóstolos, no espaço de uma semana.
“Meu Senhor e meu Deus!” O encontro com Jesus transforma as pessoas; suscita ou recupera a fé, traz alegria, ânimo e coragem, esperança, caridade e as demais virtudes. E nós também hoje podemos nos encontrar com Jesus e ser transformados por ele, na Missa, visitando-o no sacrário, no encontro com o pobre, na reunião da Comunidade... O encontro com Jesus destrói o ódio, a tristeza, o desânimo, a preguiça, o medo, a mágoa e todos os vícios. É como abastecer um carro ou carregar um telefone celular. O encontro com Jesus pode curar doentes, como acontecia naquele tempo, e até ressuscitar mortos. Pode transformar pecadores em santos. Maria Madalena, que antes estava chorando, foi só encontrar-se com Jesus ressuscitado alegrou-se e até saiu correndo para dar o recado que Jesus pediu (Jo 20,11-18).
“A paz esteja convosco.” Só neste trechinho do Evangelho Jesus nos transmite a sua paz três vezes! Sinal que ele veio para nos dar a paz. Ele a conquistou com a sua ressurreição e quer deixá-la em nosso meio.
“A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados.” O primeiro passo para termos paz e ser perdoados por Deus.
“Como o Pai me enviou, também eu vos envio.” Somos continuadores de Jesus no mundo, temos a mesma missão dele, cujo centro é transmitir a paz.
“Recebei o Espírito Santo.” Jesus nos deu o meio principal para o continuarmos: o Espírito Santo.
“Tomé não estava com eles.” Era Missa de Domingo, a segunda Missa da Igreja, e Tomé não foi! Resultado: a sua fé, que já era fraca, entrou em parafuso. Um dia, quando Jesus falava que sua partida estava próxima, mas todos iriam se encontrar na outra vida, “Tomé disse: ‘Senhor, nós não sabemos para onde vais, como podemos conhecer o caminho?’ Jesus respondeu: ‘Eu sou o caminha, a verdade e a vida” (Jo 14,5-6). Isso mostra que a fé de Tomé já era fraca.
Como é importante participarmos do encontro semanal dos cristãos, a santa Missa! Ali entregamos a Deus a semana que passou e recebemos forças para não fraquejar na semana que começa. Sem a Missa, nós podemos nos afogar em um copo d’água.
Mas felizmente a Comunidade foi atrás de Tomé, no domingo seguinte ele foi à Missa e tudo se resolveu.
“Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” Nós nunca vimos Jesus pessoalmente, mas temos fé graças ao Espírito Santo que ele nos deixou.
A fé é algo vivo; como qualquer coisa viva, ela não fica parada: ou cresce ou morre. E a fé só cresce se for alimentada. O primeiro alimento da fé é o amor a Deus e ao próximo. O segundo é a oração, pessoal ou comunitária, destacando-se a santa Missa. A vida em Comunidade é fundamental para se manter a fé. Ovelha separada do rebanho, o lobo pega.
O pecado obsurece a fé, pois ela está ligada à obediência aos mandamentos. Quem obedece a Deus cresce na fé; quem não obedece vai se tornando cada vez mais incrédulo, confuso e triste. Foi só Adão e Eva pecarem, esconderam-se de Deus. Quantos católicos partes para as seitas porque não praticavam os mandamentos!
A fé é condição para se recebermos as graças de Deus. Jesus, em seus milagres, sempre pedia antes uma profissão de fé (Cf Mc 9,14-29).
“Jesus realizou muitos outros sinais.” Sinal é uma manifestação clara da presença do transcendente, que nos convida à fé. Deus continua realizando sinais no mundo, principalmente através dos cristãos. Primeiramente, Deus quer transformar a nossa vida em um sinal, como foi a de Jesus. E muitas atitudes que o cristão ou a cristã toma são sinais que convidam outros à fé, mesmo sem que o cristão saiba.
Certa vez, uma vaca caiu num buraco e não conseguiu sair. Ela era de um sitiante. Ele tentou ajudar a vaca a sair mas não conseguiu. Amarrou até uma corda na vaca, mas não deu certo.
Pediu então ajuda a três vizinhos. Estes vieram, cada um com uma corda.
Chegando ao local, começaram a discutir qual o melhor lado para puxar a vaca. Um achava que era para a direção sul, outro para a direção norte, outro para direção leste e o último para a o oeste. E não chegaram a um acordo. Então cada um amarrou a corda na vaca, do lado que achava melhor e começou a puxar. Um puxava para lá, outro para cá, mas sozinhos não davam conta de tirar a vaca do buraco.
Quando já estavam cansados, concluíram: é melhor puxar a vaca de um lado só, mesmo que a meu ver não seja o melhor lado. Pronto: todos puxaram numa corda só e a vaca saiu.
É preferível o bom, unido com os outros, ao ótimo, sozinho. A minha opinião eu acredito ser a melhor, mas eu a renuncio em favor do trabalho em equipe, em favor da vida em Comunidade. Viver em Comunidade é andar juntos, mesmo tendo de ceder um pouco nas próprias idéias. A nossa maior fora está na nossa união.
Jesus viveu e trabalhou sempre em grupo. Foi difícil para ele, teve até um traidor no grupo, mas venceu. E ele nos pede: “Como o Pai me enviou, eu vos envio”.
Maria Santíssima foi uma mulher que teve grande fé. “Bem-aventurada aquela que acreditou”, disse-lhe a prima Isabel. E a sua presença no meio dos Apóstolos, após a ressurreição de Jesus, lhes deu muita força. Peçamos a ela que esteja também entre nós.
Oito dias depois, Jesus entrou.






MUNDO ANIMAL

Na nossa coluna  “ MUNDO ANIMAL” desta semana vamos apresentar um vídeo de conscientização sobre a nossa responsabilidade para com estes seres vivos que também são criaturas de Deus como nós . O vídeoUm Lar Para Cada Cão. “ é uma campanha da ONG “Cão Sem Dono”, e que nos alerta sobre a necessidade de tirarmos os cães abandonados nas ruas. Confira.










MOMENTO DE REFLEXÃO

Desde crianças, somos mal-educados sobre o uso do dinheiro – seus vários perigos e como ele pode ser bom demais para a gente. Não se trata de maldade por parte de nossos pais, mas de ignorância mesmo. O brasileiro parece ter repulsa por quem tem dinheiro. Ou inveja. Não sei o que é pior. É melhor ter saúde que ter dinheiro!, dizem e a gente repete, com um rostinho de humildade, interiormente se congratulando por sermos tão “puros”.
O problema é que a antítese de saúde é enfermidade - não dinheiro. O contrário de prosperidade é miséria – não saúde! O melhor é ter saúde e ter dinheiro. Ruim é estar doente e não ter dinheiro. Misturamos tudo e saímos vida a fora, inimigos da prosperidade. O que devemos rejeitar é ser servo do dinheiro. Todas as minhas células rejeitam adorar dinheiro!
Adoro somente ao Senhor. Mas, em Cristo, posso experimentar vida com abundancia – quer espiritual, quer material. João faz votos pela prosperidade da gente: “desejo que te vá bem, assim como bem vai a tua alma. Deuteronômio 28 fala da prosperidade dos que temem ao Senhor. Leia todos os textos que fala sobre bem-aventuranças. No primeiro salmo, escrito está e está bem escrito que o justo “tudo quanto fizer prosperará”.
Muitos homens de Deus foram prósperos e não negociavam a fé, entre eles cito Jó e Daniel. Todo cuidado é pouco com a ganância, a avareza, a cobiça – enfim, com o amor ao dinheiro. Mas, isso não deve nos empurrar para o lado oposto – o amor à miséria e à mediocridade financeira.

Pr. Geraldo Magela







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