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LITURGIA DIÁRIA

LITURGIA DIÁRIA - REFLEXÕES E COMENTÁRIOS

Diário de Quinta-feira 03/02/2011



Quinta-feira, 03 de fevereiro de 2011

''O destino decide quem vamos encontrar na vida, as atitudes decidem quem fica.!!





EVANGELHO DE HOJE

 

Mc 6,7-13

Ele chamou os doze discípulos e os enviou dois a dois, dando-lhes autoridade para expulsar espíritos maus. Deu ordem para não levarem nada na viagem, somente uma bengala para se apoiar. Não deviam levar comida, nem sacola, nem dinheiro. Deviam calçar sandálias e não levar nem uma túnica a mais. Disse ainda:
- Quando vocês entrarem numa cidade, fiquem hospedados na casa em que forem recebidos até saírem daquela cidade. Mas, se em algum lugar as pessoas não quiserem recebê-los, nem ouvi-los, vão embora. E na saída sacudam o pó das suas sandálias, como sinal de protesto contra aquela gente.
Então os discípulos foram e anunciaram que todos deviam se arrepender dos seus pecados. Eles expulsavam muitos demônios e curavam muitos doentes, pondo azeite na cabeça deles.





MEDITANDO SOBRE O EVANGELHO (1)
Fr.Denis Francisco Rosa Oliveira CSsR


Jesus envia seus discípulos para uma missão. Eles estão de experiência, tipo um estágio pastoral. Eles devem ir de dois a dois, reforçando, assim, o testemunho que dão de Jesus e do Evangelho. Ninguém poderá dizer que são loucos ou doidos, pois são duas pessoas com a mesma convicção.
O mestre recomenda a não levar nada, a não ser um cajado que tem sentido de respeito e de pastor de ovelhas. O povo que os escutar e não os repreender será a ovelha, que era perdida e o pastor a encontrou. O sentido de não levar nada pode ser entendido assim: o pastor deixou tudo, pão, sacola, e dinheiro, tudo para encontrar a ovelha perdida. A ovelha que não o recebe não sabe o que está perdendo e ficará murmurando o resto de sua vida na escuridão, isto é, na perdição.
Os discípulos faziam conforme Jesus pediu. Pregavam e curavam as pessoas evangelizadas. A cura é a fé e a certeza de que Jesus é, de fato, o homem esperado por todos, para a salvação das ovelhas perdidas e machucadas pela exploração.

A PARÁBOLA

Certa vez o diretor de um presídio começou a observar que um dos seguranças tratava com muita afetuosidade a um preso. O diretor chamou a atenção dele: “Você precisa mostrar autoridade! Para isso, deve manter certa distância dos detentos. Esses homens não prestam. Não lhes dê confiança!” O guarda respondeu: “Ele é meu pai!” O diretor pediu desculpas. Todos os presidiários são nossos pais, mães, irmãos, filhos... Por isso precisamos tratá-los bem.
Com efeito, em nossa sociedade, há tantas pessoas rejeitadas e tratadas por certa distancia e discriminação. Vivemos numa sociedade em que ninguém mais confia em ninguém, nem mesmo nos missionários de nossas paróquias e comunidades. Quantos ministros da sagrada comunhão não são recebidos nas casas de católicos? Há aqueles que reclamam: “que Deus é esse que não vê meus problemas? Espero por Ele e não vem?”. Os ministros fazem a parte deles, enviados às casas dos irmãos confiados a Deus; e quem se diz ser cristão também deve fazer sua parte, confiando mais nas pessoas e as recebendo em suas casas. Caso há dúvidas ao recebê-las, seria bom praticar os nossos costumes educacionais (pois não, o que deseja, o que lhe posso ser útil...), assim evitaremos muitos pretextos.
Há tanta gente que se diz ser cristão, participa de cultos, oram, dão dez por cento do salário, mas tem um coração vazio, incapaz de receber um irmão em sua casa. Como diz São Tiago, uma fé sem obras não vale nada. O nosso irmão da historinha acolhia seu pai na prisão, mesmo sendo bandido. Jesus acolhia bandidos, prostitutas, pecadores e tantos mais. Um cristão que não se mistura com os pecadores não é cristão. Infelizmente há muitos cristãos fervorosos assim. Rezemos por eles. Maria, nossa mãe, ajudai-nos em nossa missão.

denisfcssr@gmail.com






MEDITANDO O EVANGELHO (2)
Padre Queiroz

Começou a enviá-los.
Este Evangelho narra o envio dos doze Apóstolos. Por ocasião da escolha deles, o texto diz: “Ele (Jesus) constituiu então doze, para que ficassem com ele e para que os enviasse a anunciar a Boa Nova” (Mc 3,14). Eles ficaram um bom tempo com Jesus, escutaram seus ensinamentos e viram suas ações; chega agora o momento de uma nova etapa no discipulado: a missão.
O envio dois a dois dá sentido comunitário à missão apostólica.
Os profetas da época tinham também discípulos, mas o estilo era diferente. O profeta se sentava, os discípulos ficavam em volta e ele ensinava. Jesus, ao contrário, é um profeta itinerante. Seus discípulos o acompanhavam e ele ensinava o povo, pregava a conversão, enfrentava situações difíceis, curava os doentes, expulsava demônios... Agora os discípulos são chamados a fazer o mesmo. A missão dos Apóstolos aparece assim como um prolongamento da missão de Cristo.
Ao enviá-los Jesus deu-lhes umas instruções concretas. “Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura”. O missionário deve trabalhar em total pobreza e desprendimento. Libertos de bagagens, eles ficam mais livres, desinstalados e disponíveis para a missão confiada. Esse “como” pregar é o principal testemunho profético.
“Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida.” Esta é a conseqüência da situação de pobreza e de desapego do missionário: fica fácil hospedar e ser hospedado pelo povo, e não precisa ficar mudando de casa em casa.
O nosso testemunho cristão é como uma medalha que tem dois lados. De um lado é a nossa palavra e a nossa aparência; do outro está a nossa vida real, como vivemos no dia-a-dia e o que carregamos conosco. Esses dois testemunhos se completam, e o povo tem ocasião não só de ouvir o Evangelho, mas de ver como ele é vivido. “A palavra convence, o exemplo arrasta”. “O meio é a mensagem”. As nossas atitudes falam mais fundo do que as nossas palavras.
“Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes.” Os profetas da época viviam escondidos do povo, e não se preocupavam em curar doentes. Para Jesus, esse cuidado com o homem todo, alma e corpo, é o sinal de que o Reino de Deus está perto.
“Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!” Sacudir a poeira dos pés para não levar frustração. O missionário fica contente diante da porta que lhe abre, mas tranqüilo diante da que se fecha; por isso é capaz de assumir a incompreensão dos evangelizandos. Como uma prevenção contra o triunfalismo, Jesus prepara os seus enviados para o possível fracasso da sua missão. A tarefa deles é semear, não colher. O êxito não está garantido, porque o Evangelho é oferta gratuita, não imposição.
Tudo isso vale para todos nós cristãos, que no batismo recebemos a missão profética.
Nas entrelinhas dessas normas concretas nós vemos um estilo apostólico, que foi o do próprio Jesus: pobreza para a liberdade, desinstalação para a disponibilidade e entrega para o serviço do Evangelho, visando o Reino de Deus.

Havia, certa vez, um rapaz que morava perto do mar. Ele gostava de andar na praia, pra lá e pra cá, refletindo sobre seus problemas. Quando ele voltava, via na areia sempre rastos de duas pessoas. Ele pensava: que bom, Cristo caminha comigo!
Um dia, ele estava passando por uma crise muito forte, um sofrimento muito grande, e foi caminhar na praia. Ao voltar, viu rastos apenas de uma pessoa.
Ele disse para o amigo: “Ô Jesus, justamente no meu momento mais difícil, o Senhor me abandona?
Jesus respondeu: “Não, meu irmão, você está enganado. Esse rasto que você vê é meu. É que, nas suas horas mais difíceis, eu o carrego nos meus braços!”
“Ide fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,19-20). Jesus não falha neste seu compromisso, especialmente nas horas mais difíceis de seus enviados.
Maria Santíssima é a Rainha dos missionários, de ontem e de hoje, pois ela, atendendo ao chamado de Deus Pai, gerou Jesus para nós. Que ela nos ajude a cumprir bem a nossa missão profética.
Começou a enviá-los.





MEIO AMBIENTE



Não se aproxime. Animais Urbanos.


No meio da cidade havia um bosque. No meio do bosque passava uma lagoa. No meio da lagoa morava Tork, o crocodilo mais temido do país. Tork era um crocodilo grande e astuto, o dono daquela lagoa, e, ninguém colocava a sua supremacia em cheque. “22”: Esse era o número de seres humanos que Tork já havia devorado em seus 15 anos de vida.
O perigoso réptil não fazia distinção entre homens e mulheres nem entre velhos e crianças. A lagoa era o seu habitat e qualquer animal que entrasse ali era, para ele, apenas uma refeição. “Lá se vai mais uma vítima do Crocodilo assassino”: diziam as manchetes dos jornais. E foi assim que, gradualmente, o pobre animal se tornou odiado pela cidade inteira. O que os jornais e as más línguas não diziam é que aquele bosque era uma área de preservação ambiental e com acesso restrito, ao re dor da lagoa havia dúzias de placas claras e objetivas com o seguinte aviso: “NÃO SE APROXIME. ANIMAIS SELVAGENS”
Os alertas e as mortes anteriores nunca conscientizaram o povo.  Mortes e mais mortes aconteciam e a culpa caia sempre sob Tork. “Um legítimo matador de sangue frio.” Dizia o professor, “A morte em forma de animal!” dizia o apresentador de TV, “Uma criatura vil e diabólica” dizia o padre. Em meio a tantos comentários preconceituosos e fúteis, nasceu a lenda de que aquele singular réptil era o maior vilão da cidade. Porem, aos olhos da razão, o crocodilo era a vítima da história. Sim, vítima, afinal o crocodilo matava por fome e vivia em seu habitat natural. A verdade é que Tork nunca deu motivo para ser julgado como cruel.
Muito tempo depois, o bosque de Tork foi abandonado e suas grades, arrancadas. As árvores foram desmatadas para a construção do mais novo shopping. A lagoa que, antes era protegida se tornou o maior lixo público do Brasil. Muito por ignorância e mais ainda por vingança todos poluíam o lar do “Crocodilo assassino” e faziam isso com a tranqüilidade de quem pensa: “Ah esse réptil idiota, já matou tanta gente, estou fazendo bem de tacar meu lixo onde ele mora. É um jeito da cidade se vingar e mostrar pra ele quem é que manda.”.
Sem proteção, sem piedade e sem casa, Tork fugiu daquelas águas esperando encontrar outro ambiente mais saudável. Quando saiu de seu pacato ambiente, o crocodilo não viu outro lugar para morar, não viu outros de sua espécie e, infelizmente, não recebeu nenhum aviso do tipo: “NÃO SE APROXIME. ANIMAIS URBANOS.” A única e última coisa que o pobre réptil viu foi um policial que, apavorado, atirou na sua cabeça. Foi uma morte rápida, a bala perfurou a escama e o crânio do crocodilo facilmente e o matou em um instante.
Ninguém nunca mais falou do crocodilo assassino na cidade. Nenhum cidadão agora tem coragem de se aproximar daquela lagoa fétida e repugnante. E a única coisa que resta do imponente Tork está atrás de uma vitrine em uma loja chique: “PROMOÇÃO: Bolsa de legítimo couro de crocodilo por apenas 3X de R$2.300”.
No meio da cidade havia um bosque. No meio do bosque passava uma lagoa. No meio da lagoa morava um crocodilo. Não há mais bosque nem lagoa e nem crocodilos. Há apenas uma cidade de sangue frio, de pessoas fúteis, egoístas e desprezíveis.

Alexandre Andrade : Estudante de Comunicação Social na UnB. É roteirista de uma empresa Jr de áudio visual da faculdade.






MOMENTO DE REFLEXÃO


Aqui estão alguns conselhos que Bill Gates recentemente ditou em uma conferência em uma escola secundária sobre 11 coisas que estudantes não Aprenderiam na escola.
Ele fala sobre como a política educacional de vida fácil para as crianças tem criado uma geração sem conceito da realidade , e como esta política tem levado as Pessoas a falharem em suas vidas posteriores à escola.
Muito conciso, todos esperavam que ele fosse fazer um discurso de uma hora ou mais, ele falou por menos de 5 minutos, foi aplaudido por mais de 10 minutos sem parar, agradeceu e foi embora em seu helicóptero a jato ...

Regra 1- A vida não é fácil acostume-se com isso .

Regra 2- O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de sentir-se bem com você mesmo.

Regra 3- Você não ganhará R$ 20.000 por mês assim que sair da escola.  Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição, antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.

Regra 4- Se você acha seu professor rude, espere até ter um Chefe.  Ele não terá pena de você.

Regra 5- Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social.  Seus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam de oportunidade.

Regra 6- Se você fracassar, não é culpa de seus pais. Então não lamente seus erros, aprenda com eles.

Regra 7- Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são “ridículos".  Então antes de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto.

Regra 8- Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete Mais de ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola, está despedido, RUA !!! Faça certo da primeira vez.

Regra 9- A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.

Regra 10- Televisão NÃO é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar .

Regra 11- Seja legal com os CDFs (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas). Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar PARA um deles.

Dono da maior fortuna pessoal do mundo, e da Microsoft, a única empresa que enfrentou e venceu a Big Blue (IBM) desde a sua fundação em meados de 1900 ... A empresa que construiu o primeiro Cérebro Eletrônico (computador) do mundo.

Bill Gates.







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Diário de Quarta-feira, 02/02/2011



Quarta-feira, 02 de fevereiro de 2011

“Ciúme é querer manter o que se tem; cobiça é querer o que não se tem; inveja é querer que o outro não tenha.” (Zuenir Ventura)





EVANGELHO DE HOJE

 

Lc 2,22-40


Chegou o dia de Maria e José cumprirem a cerimônia da purificação, conforme manda a Lei de Moisés. Então eles levaram a criança para Jerusalém a fim de apresentá-la ao Senhor. Pois está escrito na Lei do Senhor: "Todo primeiro filho será separado e dedicado ao Senhor." Eles foram lá também para oferecer em sacrifício duas rolinhas ou dois pombinhos, como a Lei do Senhor manda.
Em Jerusalém morava um homem chamado Simeão. Ele era bom e piedoso e esperava a salvação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele, e o próprio Espírito lhe tinha prometido que, antes de morrer, ele iria ver o Messias enviado pelo Senhor. Guiado pelo Espírito, Simeão foi ao Templo. Quando os pais levaram o menino Jesus ao Templo para fazer o que a Lei manda, Simeão pegou o menino no colo e louvou a Deus. Ele disse:
- Agora, Senhor, cumpriste a promessa que fizeste e já podes deixar este teu servo partir em paz.
Pois eu já vi com os meus próprios olhos a tua salvação, que preparaste na presença de todos os povos: uma luz para mostrar o teu caminho a todos os que não são judeus e para dar glória ao teu povo de Israel.
O pai e a mãe do menino ficaram admirados com o que Simeão disse a respeito dele. Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus:
- Este menino foi escolhido por Deus tanto para a destruição como para a salvação de muita gente em Israel. Ele vai ser um sinal de Deus; muitas pessoas falarão contra ele, e assim os pensamentos secretos delas serão conhecidos. E a tristeza, como uma espada afiada, cortará o seu coração, Maria.
Havia ali também uma profetisa chamada Ana, que era viúva e muito idosa. Ela era filha de Fanuel, da tribo de Aser. Sete anos depois que ela havia casado, o seu marido morreu. Agora ela estava com oitenta e quatro anos de idade. Nunca saía do pátio do Templo e adorava a Deus dia e noite, jejuando e fazendo orações. Naquele momento ela chegou e começou a louvar a Deus e a falar a respeito do menino para todos os que esperavam a libertação de Jerusalém.
Quando terminaram de fazer tudo o que a Lei do Senhor manda, José e Maria voltaram para a Galiléia, para a casa deles na cidade de Nazaré.
O menino crescia e ficava forte; tinha muita sabedoria e era abençoado por Deus.





MEDITANDO O EVANGELHO (1)
António Couto

A Igreja Una e Santa celebra em 2 de Fevereiro, quarenta dias depois do Natal, a Festa da APRESENTAÇÃO do Senhor, que as Igrejas do Oriente conhecem por Festa do ENCONTRO (Hypapantê) e dos Encontros: Encontro de DEUS com o seu POVO agradecido, mas também de MARIA, de JOSÉ e de JESUS com SIMEÃO e ANA. Também conosco.
 2. Quarenta dias depois do seu nascimento, sujeito à Lei (Gálatas 4,4), JESUS, como filho varão primogênito, é APRESENTADO a Deus, a quem, sempre segundo a Lei de Deus, pertence. De fato, o Livro do Êxodo prescreve que todo o filho primogênito, macho, quer dos homens quer dos animais, é pertença de Deus (Êxodo 13,11-13), bem como os primeiros frutos dos campos (Deuteronômio 26,1-10).
 3. É assim que, para cumprir a Lei de Deus, quarenta dias depois do seu nascimento, JESUS é levado pela primeira vez ao Templo, onde, também pela primeira vez, se deixa ver como a Luz do mundo e a nossa esperança.
4. Compõe a cena um velhinho chamado SIMEÃO, nome que significa «ESCUTADOR», que vive atentamente à escuta, e que o Evangelho apresenta como um homem justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel. Ora, esse velhinho que vivia à espera e à escuta, com premurosa atenção, veio ao Templo, e, ao ver aquele MENINO, pegou nele nos braços (por isso, os Padres gregos dão a SIMEÃO o título belo de Theodóchos = recebedor de Deus), e entoou o canto feliz do entardecer da sua vida, um dos mais belos cantos que a Bíblia registra: «Agora, Senhor, podes deixar o teu servo partir em paz, porque os meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos, Luz que vem iluminar as nações e glória do teu povo, Israel!»
5. E, na circunstância, também uma velhinha chegou carregada de esperança. Chamava-se ANA, que significa «GRAÇA»; é dita «Profetisa», isto é, que anda sintonizada em onda curta com a Palavra de Deus; era filha de Fanuel, que significa «Rosto de Deus»; era da tribo de Aser, que significa «Felicidade». Tanta intimidade com Deus! Também esta velhinha serena e feliz – com 84 anos, número perfeito de números perfeitos (7 x 12) – viu aquele MENINO. E diz o Evangelho que se pôs a falar dele a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém!
6. Esta é a Festa da Alegria e da Esperança acumulada e realizada. É a Festa da Luz. SIMEÃO e ANA viram a Luz e exultaram de Alegria. HOJE somos nós que nos chamamos SIMEÃO e ANA. Somos nós que recebemos esta Luz nos braços, e que ficamos a fazer parte da família da Felicidade e a viver pertinho de Deus, Rosto a Rosto com Deus, Escutadores atentos do bater do coração de Deus. Felizes sois vós, os pobres! (Lucas 6,20). Felizes os olhos que vêem o que vós vedes e os ouvidos que ouvem o que vós ouvis! (Lucas 10,23).
 7. Fevereiro é um mês de Alegria, de Apresentação e Encontro, de Consagração e Contemplação. Num mundo triste e cansado como o nosso, Maria, José e o Menino, Simeão e Ana são ícones de Felicidade, que nos vêm dizer que se cresce, não apenas em idade, mas em idade, sabedoria e Graça!




MEDITANDO SOBRE O EVANGELHO (2)
Padre Queiroz

Luz para iluminar as nações.
Hoje celebramos com alegria a festa da Apresentação do Senhor. É uma memória conjunta de Cristo e de Maria. O Evangelho narra a cena. É o que nós contemplamos no quarto mistério gozoso do terço.
Maria e José vão com o menino Jesus ao Templo de Jerusalém para cumprir a dupla prescrição da lei mosaica: apresentação do primogênito varão ao Senhor e purificação da mãe, quarenta dias depois do parto. O gesto corresponde ao nosso batismo das crianças. Nós admiramos a fidelidade da Família de Nazaré em cumprir os mandamentos religiosos.
Seria como se Maria e José fossem ao Templo dizer a Deus: “Senhor, tome este menino, ele é do Senhor. Pode fazer dele o que o Senhor quiser”.
O gesto continua aquele “sim” que Maria disse ao Anjo na Anunciação: “Eis aqui a escrava do Senhor. Faça-se em mim conforma a tua Palavra”. A espada que atravessou o seu coração foi uma conseqüência da sua fidelidade.
As palavras do profeta Simeão são o ponto central do relato. Simeão, tal como a profetiza Ana, encarna a expectativa messiânica do povo israelita.
Simeão chama Jesus de luz das nações. Essa Luz nos iluminou no Batismo e nos tornou um reflexo dela, para iluminar o mundo. Somos como uma antena de televisão: recebemos de Cristo as mensagens e as transmitimos para as pessoas. Hoje é dia de regular a antena, a fim de que esteja bem sintonizada em Cristo. “Cristo, a luz do céu, em ti quer habitar. Deixa a luz do céu entrar!”
Por isso que dois de fevereiro é o dia em que nós acendemos uma vela, recordando o nosso batismo, e renovamos as nossas promessas batismais.
“Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma”.
Cristo é apresentado como contra luz que fere os olhos, resultando na sua paixão, da qual Maria participa. Mais tarde, essas palavras do profeta foram melhor compreendidas e realizadas: Jesus crucificado e Maria, em pé, junto à cruz. “Não vim trazer a paz, mas a espada”. O mesmo drama continua sendo realizado hoje na santa Igreja.
O conflito entre Jesus e as autoridades do seu tempo resolveu-se, como tantas vezes ao longo da história, pela violência, cuja principal vítima foi o próprio Jesus. Hoje, o ataque a Jesus é sofisticado e se dirige, não diretamente a ele, mas ao seu corpo, à Igreja.

No começo do Séc. XIX, havia na França um adolescente de quinze anos, que era seminarista. Ele se chamava Pedro Chanel. Pedrinho estava achando os estudos muito difíceis e a vida no seminário muito pesada. Deu-lhe a vontade de voltar para casa. Um dia, ele resolveu fugir do seminário. Arrumou sua malinha, ganhou a rua e estava indo embora.
Logo na frente, encontrou-se com uma velhinha que lhe perguntou: “Pedrinho, para onde você vai com essa mala? Vai viajar?” “Eu vou-me embora” – disse ele – “Os estudos estão muito difíceis e a vida do seminário está muito apertada”. “Você já consultou Nossa Senhora?” – perguntou a velhinha – “Você já falou com a mãezinha do céu?” “Não!” disse Pedrinho. Na hora, ele voltou, ajoelhou-se na frente de uma imagem de Nossa Senhora e rezou. Resultado: desistiu de ir embora e ficou no seminário.
Foi ordenado padre, morou muitos anos na Oceania como missionário; lá foi sagrado bispo, e morreu mártir. É o nosso conhecido e querido São Pedro Chanel. A oração às vezes nos muda de uma hora para outra. Maria ama muito a obra redentora do seu Filho e inclusive ela colaborou nos momentos principais. Ela está interessada em nos ajudar a perseverar na nossa vocação cristã.
Todas as mães e todos os pais têm muito a ver com o futuro dos seus filhos e filhas. A família é a formadora das pessoas. Não basta levar os filhos ao batismo, é preciso educá-los na fé cristã. “O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele”.
Luz para iluminar as nações.





CURIOSIDADES



Você sabia que...

1-O colégio mais antigo do Brasil, que ainda está em atividade, é o Colégio Pedro II. “Ele foi fundado em 1837, no Rio de Janeiro”, afirma o jornalista e poeta Luiz de Aquino, de 56 anos. O segundo mais antigo,fundado em 1846, é o Liceu de Goiás, hoje conhecido como Liceu de Goiânia. Coincidentemente, Luiz de Aquino estudou nos dois colégios. Ele fez o ginasial no Pedro II e o colegial no Liceu.

2-Normalmente, os navios negreiros transportavam de 300 a 600 escravos. Os negros eram trancafiados no porão dos navios, todos amontoados, e sofriam muito com as péssimas condições de higiene e alimentação. Em O Homem e a Terra no Brasil, de Edgar Rodrigues, consta que a situação era tão precária que, nas duas ou três semanas necessárias para a travessia, morriam de 50 a 70% dos escravos.

3-Os piratas atacavam por conta própria, ao contrário dos corsários, que atuavam em nome de um rei. Atacavam navios de países inimigos, usando a bandeira de seu país, e dividiam o saque com o rei, que ficava com a maior parte. Essa não era a regra geral, já que a maioria dos piratas era independente.


4-Até o início do século XX, os empregadores eram os únicos a ditar regras nas relações de trabalho. O crescimento das atividades produtivas, contudo, convergia para uma legislação que impusesse limites à exploração dos empregados. No ano de 1932, no governo de Getúlio Vargas, um decreto estabeleceu a jornada diária remunerada de oito horas.


5-Não se conhece a data exata do primeiro edifício da história, mas, desde as primeiras civilizações, há registros de grandes palácios, templos e construções. Sabe-se que os sumérios, que dominaram o sul da Mesopotâmia de 3.500 a 1.600 a.C., chegaram a ter cidades com mais de 30 mil habitantes, nas quais havia prédios repletos de colunas e terraços. Por causa da escassez de pedras, eles usaram uma argamassa de junco e barro, além de tijolos de barro secos ao sol. O maior dos prédios deste período, o Zigurate de Ur, tinha um pavimento superior com mais de 30 metros de altura. A civilização Minóica, que ocupou Creta por volta de 2.000 a.C., deixou vestígios de enormes palácios e edificações construídas antes de 1.750 a.C.,quando uma grande catástrofe natural soterrou-as.


6-As diversas regiões do Brasil receberam diferentes influências lingüísticas - indígenas, africanas, italianas,etc. - conforme o contexto histórico em que se inseriram. No caso do Rio de Janeiro, por ter se tornado a capital no início do século XIX, recebeu uma imensidão de portugueses (na época, 16 mil pessoas, sendo que havia não mais do que 50 mil habitantes no local). Foi então que chegou à cidade o hoje tão característico chiado do "s" (típico também dos portugueses).





MOMENTO DE REFLEXÃO

O ano era 1727. Em uma pequena cidade no interior da Inglaterra. Chovia muito naquele dia. Na livraria, a única da cidade, um senhor em avançada idade, entre crises de tosse, pois sofria de asma, colocava livros em algumas caixas e ajeitava outros nas estantes, preparando a loja para ser aberta. No balcão um jovem com 18 anos, rosto redondo, lia compenetrado. Tão compenetrado estava que, ao menos assim parecia, sequer notava as seguidas crises de tosse do velho senhor.
- Sammuel, - disse o senhor - hoje é dia de feira. Você poderia ir em meu lugar. Pelo menos uma vez.
O jovem Sammuel, parecia realmente tão absorto em sua leitura que não mostrou nenhuma reação. Então, o velho senhor continuou, entre muita tosse, o seu trabalho de ajeitar os livros. Alguns nas caixas, outros nas estantes.
- Sammuel, - o senhor voltou a falar - a chuva está muito forte. Com toda a certeza será prejudicial à minha saúde. Pelo menos hoje você poderia levar os livros à feira.
E Sammuel, continuou sua leitura.
Mais uma vez o velho, já colocando a caixa de livros à porta, pediu ao jovem,
- Sammuel, está na hora do cocho. Por favor, vá à feira em meu lugar.
E mais uma vez não obteve resposta. Apanhou a pesada caixa e partiu.

O ano era 1777. Em uma pequena cidade no interior da Inglaterra. Chovia muito naquele dia. Próximo à feira, estaciona uma elegante carruagem e dela desembarca um senhor. Elegante, rosto redondo, sem se proteger caminha até uma abandonada barraca, e ali permanece. Passam-se horas. As pessoas que circulam estranham aquele excêntrico senhor, imóvel junto à uma abandonada barraca, sem nenhuma proteção, debaixo daquela insistente chuva.
Ao final da manhã, o homem recoloca o chapéu na cabeça e caminha, à lentos passos, de volta à carruagem.
Ao chegar à hospedaria, a senhora que o recebe lhe indaga,
- Dr. Sammuel, que idéia foi essa? Segundo eu soube o senhor ficou todo este tempo na feira, debaixo desta chuva...
- Minha senhora, há exatos cinqüenta anos, meu pai morreu, vitimado por uma crise de asma. Eu, displicente e preguiçoso, nada fiz que pudesse ter lhe ajudado. Espero que com esta humilhação pública eu consiga lavar minha consciência, livrando-a deste enorme e pesado fardo.

Eu ouvi esta história há alguns dias. Infelizmente não me recordo do nome de quem a narrou.
É a história de Sammuel Johnson (1709-1784). Escritor, novelista, dramaturgo, biógrafo e editor.

SergioBarros








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Diário de Terça-feira 01/02/2011



Terça-feira, 01 de fevereiro de 2011

“A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nós, enquanto vivemos.”





EVANGELHO DE HOJE

 

Mc 5,21-43

Jesus voltou para o lado oeste do lago, e muitas pessoas foram se encontrar com ele na praia. Um homem chamado Jairo, chefe da sinagoga, foi e se jogou aos pés de Jesus, pedindo com muita insistência:
- A minha filha está morrendo! Venha comigo e ponha as mãos sobre ela para que sare e viva!
E Jesus foi com ele. Uma grande multidão foi junto e o apertava de todos os lados.
Chegou ali uma mulher que fazia doze anos que estava com uma hemorragia. Havia gastado tudo o que tinha, tratando-se com muitos médicos. Estes a fizeram sofrer muito; mas, em vez de melhorar, ela havia piorado cada vez mais. Ela havia escutado falar de Jesus; então entrou no meio da multidão e, chegando por trás dele, tocou na sua capa, pois pensava assim: "Se eu apenas tocar na capa dele, ficarei curada." Logo o sangue parou de escorrer, e ela teve certeza de que estava curada. No mesmo instante Jesus sentiu que dele havia saído poder. Então virou-se no meio da multidão e perguntou:
- Quem foi que tocou na minha capa?
Os discípulos responderam:
- O senhor está vendo como esta gente o está apertando de todos os lados e ainda pergunta isso?
Mas Jesus ficou olhando em volta para ver quem tinha feito aquilo. Então a mulher, sabendo o que lhe havia acontecido, atirou-se aos pés dele, tremendo de medo, e contou tudo. E Jesus disse:
- Minha filha, você sarou porque teve fé. Vá em paz; você está livre do seu sofrimento.
Jesus ainda estava falando, quando chegaram alguns empregados da casa de Jairo e disseram:
- Seu Jairo, a menina já morreu. Não aborreça mais o Mestre.
Mas Jesus não se importou com a notícia e disse a Jairo:
- Não tenha medo; tenha fé!
Jesus deixou que fossem com ele Pedro e os irmãos Tiago e João, e ninguém mais. Quando entraram na casa de Jairo, Jesus encontrou ali uma confusão geral, com todos chorando alto e gritando. Então ele disse:
- Por que tanto choro e tanta confusão? A menina não morreu; ela está dormindo.
Então eles começaram a caçoar dele. Mas Jesus mandou que todos saíssem e, junto com os três discípulos e os pais da menina, entrou no quarto onde ela estava. Pegou-a pela mão e disse:
- "Talita cumi!" (Isto quer dizer: "Menina, eu digo a você: Levante-se!")
No mesmo instante, a menina, que tinha doze anos, levantou-se e começou a andar. E todos ficaram muito admirados. Então Jesus ordenou que de jeito nenhum espalhassem a notícia dessa cura. E mandou que dessem comida à menina.




MEDITANDO O EVANGELHO (1)
António Couto







1. Aí está outra vez Jesus no meio da multidão, em dia de Domingo, noEvangelho de Marcos 5,21-43. E, para a mulher que sofria de um fluxo de sangue, que há doze anos a tornava impura e distante de Deus e das pessoas, e que acaba de ser curada pela sua ousadia e fé e confiança, Jesus diz uma palavra única – única vez dita no Evangelho no feminino! –, carregada de imensa ternura, proximidade e familiaridade: «Minha filha!» (Marcos 5,34). Esta pobre mulher sofredora e humilhada é agraciada por Jesus e passa a fazer parte da sua família: «Minha filha!».

 2. Mas estava uma menina de doze anos, moribunda, à espera da morte… ou de Jesus. O seu pai, Jairo, luta pela vida da sua filhinha, e veio buscar Jesus para ir a sua casa impor as suas mãos de bênção, portanto, de bem e de cura, sobre a sua filhinha. Todavia, enquanto caminham, chegam os seus criados, que trazem a triste notícia de que a morte chegou a casa da menina antes de Jesus. Aquele pai fica certamente destroçado, como o estavam também os demais familiares e os vizinhos, que, em tais circunstâncias, apenas sabiam chorar.

 3. Mas Jesus nunca chega atrasado. Ele é o Senhor. Entra naquela casa e pega terna e soberanamente na mão da menina. Note-se o número pleno de sete pessoas presentes: Jesus, Pedro, Tiago e João, o pai e a mãe da menina, e a menina. A plenitude quebra a nossa planitude! Pegando ternamente na mão da menina, Jesus diz, em aramaico, língua materna de Jesus e da menina: «Talitha, qûm!» [= menina, filha, irmã, levanta-te!] (Marcos 5,41). Não passa despercebido que Jesus trata aquela menina ternamente por irmã, irmãzinha, sua irmã querida. Na verdade, o aramaico Talitha é o feminino de Talya. E o aramaico Talya é a mais bela e significativa palavra para dizer Jesus, pois significa «filho», «servo», «cordeiro», «pão». Como se vê, Talya diz o Jesus todo. E Ele é a vida verdadeira, ressuscitada, levantada, que ressuscita e que levanta.

 4. Como se vê, trata-se de duas cenas únicas e belíssimas, cheias, plenas de humanidade e divindade. Passa, Senhor Jesus, à nossa porta, entra em nossa casa, veste o nosso dorido coração de festa. Faz-nos sentir que somos teus filhos e irmãos queridos. E que as nossas lágrimas de dor podem transformar-se em lágrimas de amor!








MEDITANDO O EVANGELHO (2)
Padre Queiroz




Menina, levanta-te!
Neste Evangelho, nós temos dois belos exemplos de fé: de Jairo, chefe da sinagoga e pai da menina doente, e da mulher que sofria de hemorragia. A mulher estava doente há doze anos e “tinha sofrido nas mãos de muitos médicos, gastou tudo o que possuía, e, em vez de melhorar, piorava cada vez mais”. Mas a sua fé era tão grande, que não perdeu a esperança.
Quando Jesus caminhava para a casa de Jairo, ela “aproximou-se dele por detrás, no meio da multidão, e tocou na sua roupa. Ela pensava: “Se eu ao menos tocar na roupa dele, ficarei curada”. A hemorragia parou imediatamente.” Hoje vivemos, às vezes, pertinho de Jesus, presente na Eucaristia, mas nos falta fé nele! A fé nos leva a ir além das esperanças humanas, pois o poder de Deus é infinito.
Havia o preconceito de que uma mulher, especialmente nas condições dela, não podia tocar em outra pessoa. Mas a fé a levou a superar esse tabu, e tocou em Jesus. A fé nos dá coragem e discernimento.
Jesus estava ainda falando com a mulher, quando “chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga e disseram: ‘Tua filha morreu; por que ainda incomodar o mestre? ’ Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga: Não tenhas medo. Basta ter fé”. A fé elimina o medo e nos dá uma esperança sem limites.
“Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga, Jesus viu a confusão e como estavam chorando e gritando.” A morte, para os que não têm fé, é um mal irreversível; é o fim de todas as esperanças.
“A criança não morreu, mas está dormindo. Começaram a caçoar dele”. Para Jesus, a morte não é um fim nem uma fatalidade. Para Deus, ela não passa de um sono maior. Mas quem não tem fé até caçoa dessa afirmação! Mesmo se Jesus não levantasse a menina naquela hora, fá-lo-ia na Ressurreição.
“Começaram a caçoar dele.” As pessoas que não têm fé agridem quem age a partir da fé. Os incrédulos dificultam o caminho dos justos, chamando-os de imprudentes e ingênuos. “Você não está vendo?” dizem eles. O cristão está vendo sim, e muito mais do que eles, que são cegos guiando cegos. O cristão vê realidades que são invisíveis aos olhos da carne, mas que são mais reais do que aquilo que os olhos vêem.
A Bíblia toda insiste em nos dar esperança, baseada na fé. Com Deus, tudo é possível, e não há motivo para desilusão, pânico ou medo. Nenhum problema é maior que Deus.
Imagine agora Jesus dizendo diretamente a você, no seu coração: “Fulano (a), levanta-te!”

Havia, em El Salvador, Capital de San Salvador, um bispo muito santo. Seu nome: Dom Oscar Romero. Como havia no País muito desrespeito à vida humana, por parte dos chefes políticos e da polícia, ele sempre pedia ao povo que tivesse mais amor e mais respeito à vida.
Um dia, ele recebeu um telefonema anônimo ameaçando-o. A pessoa disse: “Se o senhor não mudar a linguagem, será morto”. E a pessoa desligou o telefone, sem que ele pudesse dizer uma palavra.
No domingo seguinte, ele foi ainda mais claro na sua homilia, na catedral: “Quero fazer um apelo, de modo especial aos homens do exército, da guarda nacional e da polícia: Irmãos, vocês são parte integrante de um mesmo povo, e matam seus próprios irmãos! Lembrem-se de que diante da ordem dada por um homem, prevalece a Lei de Deus que diz: Não matarás. Nenhum soldado está obrigado a obedecer a uma lei imoral”.
Na manhã seguinte, ele estava celebrando a Missa na capela do hospital e uma bala, vinda da janela, atravessou o seu coração. Era dia 24/03/1980. Dom Romero tinha 63 anos de idade.
Numa carta, ele havia dito: “Aqueles que se entregam aos outros por amor de Cristo, se morrem, morrem só aparentemente. Todo esforço para melhorar a sociedade é abençoado por Deus. Mesmo que passem pela dor, pelo sofrimento e até pela morte, continuam vivos em Deus e presentes no meio de nós. Nós cristãos sabemos que a última palavra não é a da morte, mas a da vida.”
A fé nos dá coragem. Deu coragem à mulher que sofria de hemorragia, deu coragem a Jairo, pai da Talita, deu coragem a Dom Oscar Romero e continua dando a mesma coragem a todos os que crêem de verdade.
Vamos pedir a Maria Santíssima que nos ajude a crescer na fé, e abençoe os líderes cristãos que trabalham para que as pessoas tenham mais fé.
Menina, levanta-te!





VIDA SAUDÁVEL





Internet provoca insônia?

Qualquer atividade que anteceda o sono afetará a sua qualidade. Navegar pode ser saudável dependendo para onde está direcionada a "bússola". Sites que são agressivos aos nossos valores ou que aguçam os sentimentos vão elevar o nível de exigência e podem gerar conflitos que não contribuirão para um sono reparador. Navegue por sites tranqüilos, evite as tempestades. A hora que antecede ao sono deve ser de entrega. Evite filmes pesados, discussões, alimentos, exercícios físicos, noticiários agressivos, dentre outros. Bom sonhos!!

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Sonolência tem a ver com a alimentação?

Regularidade entendemos como dormir e acordar nos mesmos horários. A necessidade de horas de sono é pessoal e intransferível. Cada pessoa tem a sua e ela muda nos diferentes estágios da vida.
A alimentação tem forte influência nos ritmos internos, lembrando que a energia vem dos alimentos - somos produto do que ingerimos. Vale diferenciar comer de nutrir. Quando ingerimos alimentos de baixa qualidade estamos apenas nos alimentando. Nutrir é um patamar acima, onde devemos gerenciar: a qualidade, a diversificação, a combinação, a divisão da quantidade em 4 a 5 refeições por dia, a tolerância individual e prazer pelo alimento.
Malhar não está diretamente relacionado com o momento formal de entrar no agasalho e no par de tênis. Um dos caminhos é VIDA ATIVA. Pergunte-se antes de cada atividade diária: O que posso fazer para usar mais o meu corpo? Por exemplo, como você se desloca de um lugar para o outro, de ônibus? Desça duas ou três paradas antes, suba/desça de escada, pare seu veículo em outro estacionamento. Veja o que mais você pude fazer por você mesmo. Certamente seu corpo e sua mente vão agradecer. Saúde e vida longa!!

(Nelson Bittencourt/Isma-BR)








MOMENTO DE REFLEXÃO

Reinaldo era um jovem príncipe, herdeiro de um grande reino.
Toda manhã, ao despertar, recebia uma lista de tarefas que devia cumprir.
Tarefas que o deixavam muito zangado, porque iam desde limpar os seus sapatos e vestes reais, organizar brinquedos e jogos, até lavar e escovar seu cavalo e organizar o seu quarto.
 Embora não gostasse, em respeito a seu pai, o rei, ele obedecia.
 Mas não deixava de ficar olhando as terras e os campos infindáveis que pertenciam à sua família.
Também os rebanhos, palácios e os súditos.
 No palácio, onde vivia, existiam muitos criados prontos para executar todas as tarefas.
Por isso mesmo é que o príncipe não entendia porque ele mesmo tinha que limpar os seus sapatos.
 Certo dia, ele foi convidado a visitar um pequeno reino para conhecer um príncipe de sua idade, com o intuito de estreitar amizade.
O contato com o herdeiro daquele reino fez Reinaldo pensar ainda mais em como ele era injustiçado.
É que aquele príncipe tinha a seu serviço três servos.
Até o banho era preparado por um deles.
Nada de tarefas a cumprir.
Era só dar ordens.
 Quando regressou para sua casa, Reinaldo foi logo falar com seu pai:
- Não entendo, disse ele, porque o senhor faz isso comigo.
Sou seu único filho e herdeiro.
Por que devo cumprir tarefas?
Devo ser motivo de risos entre todo o povo.
Vi hoje, no reino vizinho, o que um verdadeiro herdeiro deve fazer: somente dar ordens.
O rei, paciente, perguntou ao filho:
- Como era o reino que você visitou?
Era grande como o nosso?
- É claro que não, pai.
É muito menor que o nosso, mais pobre, tem menos súditos e o castelo real é dez vezes menor que o nosso.
Veja bem, pai: se num reino pobre, o príncipe pode ter três criados para servi-lo, porque eu, num reino tão rico, devo fazer trabalho de criado?
- Pois é, meu filho.
Saiba que há anos atrás, o reino vizinho era vinte vezes maior do que o nosso. Nós crescemos, fomos ampliando e o reinado vizinho foi perdendo território.
Seu avô sempre me dizia: "se você não pode sequer limpar os próprios sapatos, como poderá cuidar de todo um reino?
Se você não é capaz de organizar seu próprio quarto, como irá governar todo um povo?"
As tarefas simples, Reinaldo, nos educam, nos preparam para executar as maiores.
Para comandar é preciso saber fazer.
Até mesmo para exigir qualidade.
Se você nunca lavou as próprias vestes, como saberá se o outro as lavou bem? Apenas aceitará o que lhe entregam, da forma que vier.
Os seus antepassados foram comprando as terras do reino vizinho, que as perdeu por não saber administrar.
Talvez falte ensinar aos príncipes herdeiros lições de humildade, da importância do trabalho simples, diário.
 O que me diz, filho amado?
O menino pensou um pouco, e declarou:
- Digo que tenho uma lista de tarefas para executar agora, e começarei limpando os sapatos que se sujaram de lama pelo caminho.
Não permita que seu filho se torne um incapaz, em razão do descaso em sua educação.
Não o prepare para os tempos de facilidade e abastança, mas para os dias de necessidade e carência, de modo que a incapacidade não o mutile.
Prepare-o na arte de auxiliar, de prestar colaboração, todos os dias.
Logo mais, ele andará sem você pelos caminhos do mundo.
Ensine-o a andar com seus próprios pés, seguro e confiante.








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